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ECONOMIA E MERCADO
Cíntia Maísa Bender
2ECONOMIA E MERCADO
SUMÁRIO
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFTEC
Rua Gustavo Ramos Sehbe n.º 107. 
Caxias do Sul/ RS 
REITOR
Claudino José Meneguzzi Júnior
PRÓ-REITORA ACADÊMICA
Débora Frizzo
PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO
Altair Ruzzarin
DIRETORA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (NEAD)
Lígia Futterleib
Desenvolvido pelo Núcleo de Educação a 
Distância (NEAD)
Designer Instrucional 
Sabrina Maciel
Diagramação, Ilustração e Alteração de Imagem
Darlan Scheid, Igor Zaterra
Revisora
Ana Clara Garcia
APRESENTAÇÃO 3
FUNDAMENTOS DE ECONOMIA 4
CONCEITOS DE ECONOMIA 5
RECURSOS 5
AGENTES ECONÔMICOS 7
PRINCÍPIOS DA ECONOMIA 9
SISTEMA ECONÔMICO 15
FLUXOS ECONÔMICOS 17
DIVISÕES DA CIÊNCIA ECONÔMICA 18
ATIVIDADES 21
MERCADOS 22
DEMANDA 23
OFERTA 26
EQUILÍBRIO DE MERCADO 29
ANÁLISE DE MUDANÇAS NO MERCADO 31
ELASTICIDADE 33
ESTRUTURAS DE MERCADO 36
ATIVIDADES 44
MOEDA, SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL, 
METAS, POLÍTICAS E INDICADORES 
MACROECONÔMICOS 46
O QUE SÃO AS METAS MACROECONÔMICAS? 47
INDICADORES MACROECONÔMICOS 48
INDICADORES DE PREÇOS IMPORTANTES NO BRASIL 55
INFLAÇÃO 57
POLÍTICA FISCAL 60
POLÍTICA MONETÁRIA 61
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 62
ORGÃOS BRASILEIROS DE REGULAÇAO/
REGULAMENTAÇÃO ECONÔMICA 63
SISTEMA DE METAS DE INFLAÇÃO 64
ATIVIDADES 69
ECONOMIA INTERNACIONAL 70 
ABERTURA ECONÔMICA 71
BALANÇA DE PAGAMENTOS 72
TAXA DE CÂMBIO 76
POLÍTICA CAMBIAL 76
ATIVIDADES 79
REFERÊNCIAS 81
3ECONOMIA E MERCADO
APRESENTAÇÃO
Conhecer o ambiente econômico é imprescindível para 
o planejamento nas organizações. Mudanças nos diferentes 
mercados, preços e principais indicadores econômicos pos-
suem impacto direto nos resultados das empresas. Tanto o 
conhecimento da formação de preços em mercados individuais, 
como o comportamento dos mercados de fatores de produção 
e de produtos, faz-se necessário para a compreensão do com-
portamento das variáveis macroeconômicas. Essas últimas 
resultam da ação de diversos agentes nos diferentes mercados, 
e impactam diretamente nas projeções de f luxos de caixa de 
investimentos, e resultados econômicos como um todo. Em 
suma, não há como tomar qualquer decisão de investimento, 
ou elaborar planejamento estratégico sem analisar o ambiente 
econômico que cerca a empresa, assim como ambiente eco-
nômico mundial.
4ECONOMIA E MERCADO
FUNDAMENTOS 
DE ECONOMIA
Conhecer os aspectos mais importantes 
da economia e compreender a razão de 
alguns acontecimentos econômicos é muito 
importante para que sejamos partícipes do 
desenvolvimento econômico de nosso país.
Para podermos criticar e elogiar as principais decisões 
de nossos representantes políticos, precisamos compreender 
mais a fundo sobre as principais políticas, e como elas agem 
na economia. 
Portanto, além de nos auxiliar em nosso papel de cida-
dãos, ter conhecimentos sobre economia, também nos prepara 
para tomarmos decisões importantes nas empresas ou como 
consumidores. 
Antes de entrarmos mais a fundo nas razões e conse-
quências de tudo o que acontece diariamente na economia 
de nosso país, precisamos compreender alguns conceitos e 
5ECONOMIA E MERCADO
fundamentos, que darão base para o a 
construção do conhecimento.
CONCEITOS DE ECONOMIA
 Economia é uma palavra muito 
utilizada popularmente para referir-se ao 
uso comedido de recursos. Economizar 
remete a gastar com parcimônia (ou seja, 
com prudência). 
 Economia é uma ciência social 
que estuda a produção, a circulação e 
o consumo dos bens e serviços que são 
utilizados para satisfazer as necessidades 
humanas.
Dessa forma, como os recursos são 
escassos, algumas questões primordiais 
estão no foco das preocupações econômicas 
(PINHO; VASCONCELLOS; 2004)
• O que produzir? (Quais são as 
maiores necessidades da população);
• Quanto produzir? (Melhor aloca-
ção de recursos entre diferentes tipos de 
produtos e serviços);
• Como Produzir? (Tecnologia uti-
lizada);
• Para quem Produzir? (Distribuição 
da produção entre a população – depende 
da renda, questão social). 
RECURSOS
Vimos que Recurso é uma pala-
vra-chave na economia, pois a Ciência 
Econômica se preocupa com a alocação 
dos recursos, dados que os mesmos são 
escassos. Mas o que significa RECURSO?
Podemos entender Recurso como 
qualquer objeto utilizado na produção. 
Os economistas chamam estes recursos 
de Fatores de Produção. Estes fatores de 
Produção são agrupados em quatro cate-
gorias:
• Terra (ou recursos naturais);
• Trabalho;
• Capital;
• Capacidade Empresarial.
Vamos conhecer sobre cada um 
desses recursos!!Mas você conhece o significado oficial 
de Economia, ou Ciência Econômica?
Terra é entendida como tudo que é 
utilizado da natureza para produzir. 
Isto inclui a terra propriamente dita, 
e também os minérios, petróleo, 
gás, carvão, água e ar.
6ECONOMIA E MERCADO
O Trabalho é o esforço que as 
pessoas dedicam à produção 
de bens e serviços. Ele inclui os 
esforços físicos e mentais de 
todas as pessoas que trabalham 
na construção civil, fábricas, 
em fazendas, lojas, escritórios, 
universidades. Capital humano, que 
é o conhecimento e as qualificações 
que as pessoas acumulam por meio 
da educação, e que impacta na 
qualidade do trabalho das pessoas.
O Capital propriamente dito, são 
as ferramentas, instrumentos, 
maquinário, prédios e outras 
instalações que as empresas 
utilizam para produzir bens e 
serviços. Falamos também em 
ações, dinheiro e títulos como sendo 
capital. No entanto, esses referem-
se a capital financeiro, que permitem 
que as empresas adquiram o capital 
mencionado anteriormente. 
A Capacidade Empresarial, por 
fim, é o Recurso Humano que 
organiza o trabalho, a terra e o 
capital para a produção de bens e 
serviços. É a chamada capacidade 
empreendedora, que tem novas 
ideias, que toma decisões e corre 
riscos.
7ECONOMIA E MERCADO
QUANDO UM RECURSO É ESCASSO?
 Um recurso é escasso quando não 
existe em quantidade suficiente para satis-
fazer a todos os seus usos. Por isso é que 
surge a Ciência Econômica, para estudar 
a melhor forma de alocação desses recur-
sos escassos, com o fim de satisfazer da 
melhor maneira possível as necessidades 
humanas. Podemos refletir que nessas duas 
últimas palavras está a razão pela qual a 
Ciência Econômica é uma Ciência Social 
e Humana.
E PARA QUEM PRODUZIR?
 Esse aspecto é definido pela distri-
buição da renda no momento da produção. 
Além disso, a distribuição da renda depen-
de do tipo de fator de produção oferecido. 
Pois: 
• Quem arrenda terra recebe a cha-
mada Renda da Terra;
• Quem vende a Força de Trabalho 
recebe Salário (os chamados empregados, 
ou funcionários de empresas);
• Quem possui o capital que é utili-
zado na produção recebe os Juros (capital 
é comprado com recursos financeiros);
• Quem possui e utiliza a capacidade 
empresarial recebe os Lucros.
AGENTES ECONÔMICOS 
 Para entendermos os agentes eco-
nômicos, podemos nos referir a todos os 
participantes de um sistema econômico, os 
quais, em suas ações de consumo, inves-
timento, produção, entre outros, acabam 
influenciando nos resultados da economia.
Você, como consumidor, quando 
realiza uma compra, está inf luenciando 
na quantidade vendida de algum produ-
to, e no resultado de alguma empresa, e 
consequentemente na economia. Por ou-
tro lado, você, como empresário, também 
inf luenciará na economia, pois ofertará 
algo, e gerará renda. E assim por diante, 
cada um de nósé agente da economia, pois 
nossas decisões diárias afetam a economia.
O primeiro deles, as Unidades fa-
miliares, que englobam todos os tipos de 
unidades domésticas, unipessoais ou fa-
miliares, com ou sem laços de parentesco. 
Essas unidades possuem e fornecem os 
recursos de produção, recebem diferentes 
tipos de renda e decidem como, quando, 
onde e em que as rendas recebidas serão 
despendidas (ou gastas). A maior parte das 
unidades familiares tem uma ou mais pes-
soas economicamente ativas, fornecendo 
recursos para a produção. Mas há unidades 
que não têm pessoas diretamente liga-
das nas atividades de produção. Essas se 
mantêm, participando também dos f luxos 
econômicos, com recursos que a sociedade 
lhes transfere, como a previdência social, 
por exemplo. Portanto, as famílias são 
Entenda melhor sobre cada Agente 
Econômico, de maneira organizada, 
de acordo como a economia 
conceitua:
8ECONOMIA E MERCADO
entendidas como os conjuntos de pessoas 
que vivem de algum tipo de renda (salários, 
ou pensões, aposentadorias, etc), e decidem 
como vão gastar esta renda.
Em segundo, as empresas são os 
agentes econômicos que utilizam os re-
cursos de produção disponíveis. São as 
unidades que os empregam para a geração 
de bens e serviços que atenderão às ne-
cessidades de consumo e de acumulação 
da sociedade. As empresas são unidades 
básicas do aparelho de produção, da mes-
ma forma, o conjunto de empresas que 
compõem o aparelho de produção é he-
terogêneo sob diversos aspectos, os quais 
são apresentados: 
• Tamanho: o universo das empresas 
é constituído por microempresas, peque-
nas, médias e grandes empresas;
• Estatuto jurídico: define-se por 
diferentes constituições jurídicas. Titu-
laridade assumida pela pessoa física, so-
ciedades por quotas de responsabilidade 
limitada, sociedades anônimas e há ainda 
outras categorias de constituição jurídica, 
de que são exemplos as fundações e as 
sociedades cooperativas;
• Origem e Controle: quanto a esse 
atributo, as empresas se agrupam sob três 
categorias: públicas, privadas e de econo-
mia mista;
• Forma de gestão: depende como 
o capital se divide entre os proprietários 
controladores. Nas microempresas, nas 
pequenas e nas médias empresas, o con-
trole e a direção, geralmente são assumidos 
pelos proprietários. Nas grandes empresas, 
a gestão passa para grupos organizados;
• Natureza dos produtos: eles po-
dem ser provenientes de atividades pro-
dutivas primárias, secundárias e terciárias. 
Há empresas que não chegam com seus 
produtos ao mercado final de consumo. A 
produção se destina a suprir necessidades 
de outras empresas. São as produtoras de 
bens e serviços intermediários e movimen-
tam negócios que atendem às necessidades 
de outros negócios.
9ECONOMIA E MERCADO
E, por último, o governo, o qual se 
destaca como agente econômico devido às 
particularidades que envolvem suas ações 
econômicas. É um agente coletivo que con-
trata diretamente o trabalho de unidades 
familiares e que adquire uma parcela de 
produção das empresas para proporcionar 
bens e serviços úteis à sociedade como 
um todo. Pois, trata-se de um centro de 
produção de bens e serviços coletivos. É 
o Governo que fixa ou determina regras 
para a regulamentação da ordem econô-
mica, visando ao seu melhor andamento, 
porém a maioria das decisões são tomadas 
independentemente pelo mercado. Assim, 
boa parte das instituições que regulam a 
vida dos sistemas econômicos emanam das 
unidades governamentais. Sob esse aspec-
to, o governo é um agente diferenciado, 
ou seja, interage com os demais. Além 
disso, possue também, poder regulatório 
e corretivo, atuando no ajustamento de 
macrofluxos de produção, de geração de 
renda e de dispêndio do sistema econômico 
como um todo.
PRINCÍPIOS DA ECONOMIA
Você tem conhecimento acerca dos 
Princípios da Economia?
Aqui, serão abordados alguns prin-
cípios da Economia, segundo Mankiw 
(2009). Por princípios entendemos aquilo 
que norteia, ou dá base à diversas expli-
cações a respeito do funcionamento da 
Economia. Todos eles têm origem na razão 
de ser da economia: escassez de recursos. 
Além disso, trazem em si os resquícios da 
sua organização e elementos que mostram, 
de maneira ampla, como a Economia fun-
ciona, como as pessoas tomam decisões 
e interagem dentro dela. Considerando 
que a Economia ref lete o comportamento 
dos indivíduos nela envolvidos, os quatro 
primeiros princípios dizem res-
peito às decisões individuais; os 
três seguintes estão relacionados 
ao “como” as pessoas interagem 
no mercado; os últimos três são 
referentes ao mecanismo de fun-
cionamento da Economia.
PRINCÍPIO 1
Em Economia, tradeoff é uma ex-
pressão que define uma decisão difícil de 
tomar, uma escolha que se tem de fazer. 
Pelo fato de os recursos serem escassos, não 
podemos realizar tudo o que desejamos, 
devemos escolher uma ou mais opções. Um 
exemplo é a escolha entre cursar ensino 
superior ou utilizar estes recursos (dinhei-
ro) para a compra de um automóvel, caso 
não houver recursos para ambos. 
Na figura, o tradeoff é ilustrado por 
uma bifurcação, que mostra que devemos 
escolher um caminho a seguir. 
E então, quem ainda não passou 
por um tradeoff??
As pessoas 
enfrentam 
tradeoffs. O que 
é tradeoffs, na 
Economia? 
10ECONOMIA E MERCADO
PRINCÍPIO 2:
Para se fazer uma escolha, é preci-
so sacrificar uma outra, isto é, existe um 
custo.
Quando uma pessoa decide se vai 
estudar economia, comprar um automóvel 
ou ir para a universidade, em qualquer 
um dos casos, deve ponderar qual o custo 
da decisão em termos de oportunidades 
perdidas.
Assim, definimos o custo da alter-
nativa perdida como custo de oportuni-
dade, explicamos isso por ser o valor do 
que muitas vezes deixamos de realizar para 
fazer outras coisas, que no momento são 
prioridades, de acordo com a realidade 
do indivíduo. 
É possível ressaltar que nem sempre 
o custo de oportunidade é monetário, ou 
seja, nem sempre envolve recursos. Um 
exemplo é o caso de você ter escolhido 
estudar. Além do custo de oportunidade 
monetário, associado ao valor que você 
alocou na faculdade e que também, não 
poderá utilizar para outros fins, há o custo 
de oportunidade associado às horas de la-
zer a menos que você terá, e tempo menor 
ao lado da família e amigos. 
No entanto, quando tomamos essa 
decisão, provavelmente, analisamos que o 
retorno dessa abdicação será positivo, e o 
“sacrifício” com certeza será compensado, 
conforme veremos no próximo princípio, 
o princípio 3.
PRINCÍPIO 3:
Quando as pessoas racionais pensam na 
margem.
 Muitas das decisões tomadas du-
rante a vida não podem ser bem pensadas 
e ponderadas. Em muitos casos, as pessoas 
tomam as melhores decisões quando pen-
sam na margem, determinando o quanto 
a mais de esforço é preciso despender para 
se obter maiores benefícios.
Nesse caso, observe, que, quando 
uma pessoa ou empresa toma decisões 
na margem, tendem a ter um benefício 
bastante superior nas decisões por si to-
madas, visto poder analisar o problema e 
executar a ação, caso o benefício marginal 
da decisão venha ultrapassar o custo mar-
ginal. Essa é a análise custo x benefício, 
popularmente conhecida. Utilizando o 
exemplo do princípio anterior, você só de-
cide estudar porque analisou e está certo 
de que o investimento monetário que fará 
com que tenha menos recursos para gastar 
O custo de alguma coisa é aquilo 
de que se desiste para obtê-la. 
11ECONOMIA E MERCADO
com outros fins (automóvel, viagem, casa, 
etc), e a abdicação das horas de lazer com 
família e amigos (custos de oportunidade 
não monetários), serão compensados no 
futuro por um ganho de renda superior 
e, talvez, estando certo de que educação 
será um ótimo investimento.
PRINCÍPIO 4:
As pessoas reagem a incentivos.
Como as pessoas tomam decisões 
por meio de comparações de custos e be-
nefícios, seu comportamento pode mudar 
quando os custos ou benefícios mudam. 
Em outras palavras, as pessoas reagem 
a incentivos.Dessa forma, os incentivos 
agem melhorando o benefício de uma es-
colha ou reduzindo os custos. 
Quando o ministro da fazenda, por 
exemplo, decide reduzir a alíquota do IPI 
(imposto sobre produtos industrializados) 
que incide sobre a compra de automóveis, 
isso reduz o custo da aquisição do auto-
móvel. Mesmo que o automóvel não lhe 
traga mais benefícios, a diferença entre o 
custo x benefício aumenta, incentivando 
alguns para a compra do automóvel.
Ainda, alguma campanha que di-
vulgue que um produto traz mais bene-
fícios para a saúde do que se imaginava 
ampliará os benefícios, incentivando tam-
bém o consumo, mesmo que o preço do 
produto não reduza.
Ref letiu??
PRINCÍPIO 5:
O comércio pode ser bom para todos.
 O comércio é desde muitos anos o 
motor principal da nossa economia. Ao 
comercializarmos uns com os outros, po-
demos obter uma gama mais vasta de Bens 
e Serviços a um custo menor.
Isso significa que, em nível mun-
dial, é interessante que os países produzam 
aquilo para o qual possuem mais recursos 
e capacidade produtiva, e comprem dos 
demais países os produtos/serviços que só 
produziria com custos mais elevados, ou 
para o qual possui menor produtividade 
e menos recursos.
Você 
reage a 
incentivos? 
Reflita! 
Entenda essa afirmação! 
12ECONOMIA E MERCADO
PRINCÍPIO 6: 
Ao falarmos em mercado, estamos 
falando em um arranjo pelo qual compra-
dores e vendedores de um bem ou servi-
ço interagem para determinar o preço e 
a quantidade transacionada do bem ou 
serviço. Então, o preço é o elemento mais 
delicado e sensível do sistema econômico.
Assim, o ideal, segundo esse prin-
cípio, é que as principais decisões econô-
micas sejam feitas pelas empresas e famí-
lias em que as primeiras decidem quem 
contratar e o que produzir, bem como as 
segundas, onde trabalhar e o que comprar 
com os seus rendimentos, e não de um 
planejador central (o governo).
As famílias e empresas assim intera-
gem no mercado, assim como os preços e 
interesses próprios guiam as suas decisões.
Logo, pode-se dizer que a abertura 
dos mercados é, hoje, a melhor forma de 
desenvolver a economia de um país. E ao 
mesmo tempo, eliminar o fosso entre os 
países ricos e os países pobres, orientais 
ou outros. Nesse sentido, permitir que 
todos vendam o seu produto livremente, 
torna-se uma oportunidade excelente que 
se apresenta ao progresso mundial.
• Smith em seu livro A RIQUE-
ZA DAS NAÇÕES, publicado em 1776 
fez a observação mais famosa da ciência 
econômica : As famílias e as empresas ao 
interagirem nos mercados, agem como 
se fossem guiadas por uma “mão invisí-
vel “que as leva a resultados de mercados 
desejáveis.
Portanto, a idéia da mão invisível 
signifca que, cada um de nós, se fizermos 
aquilo que julgarmos bom para nós mes-
mos (de maneira ética, é claro), acabaremos 
beneficiando o país como um todo. Como 
exemplo, um empresário que decide apli-
car o capital em um Mercado no qual os 
preços estão mais altos, auxiliará a cobrir 
um excesso de demanda nesse Mercado, 
(este excesso de demanda que está fazen-
do com que os preços fiquem mais altos). 
O empresário estará pensando em seus 
lucros, mas automaticamente beneficiará 
também um grupo de consumidores que 
antes não eram bem atendidos. Se nós, 
quando deixamos de consumir um produto 
que está muito caro e consumimos mais do 
produto mais barato, estamos contribuindo 
para reequilibrar o Mercado que está com 
excesso de demanda do produto (onde o 
preço está mais alto), e contribuindo para 
escoar a produção do Mercado que está 
com excesso de oferta (o do preço mais 
baixo). Em breve, na unidade dois desse 
E-book, você compreenderá um pouco 
mais sobre esta questão.
Os mercados são geralmente uma 
boa maneira de organizar a atividade 
econômica.
13ECONOMIA E MERCADO
PRINCÍPIO 7:
 Os fazendeiros não cultivarão ali-
mentos se acharem que suas colheitas serão 
roubadas, e os restaurantes só servirão 
refeições caso tenham a garantia de que os 
clientes pagarão antes de ir embora. Todos 
confiamos no governo para providenciar 
polícia e tribunais para fazer valer nossos 
direitos sobre aquilo que produzimos.
Portanto, o governo também possui 
seu papel, que é de propiciar o que cha-
mamos de Ambiente Econômico Propício 
aos negócios, ou seja, segurança nacio-
nal, legislação eficiente, de forma que os 
agentes econômicos (famílias, empresas e 
governo) de boa índole, esforçados e dedi-
cados sejam recompensados, e quem agir 
de má fé seja punido.
PRINCÍPIO 8: 
A condição inicial para que toda a 
população tenha acesso à alimentação, 
saúde e moradia, é a capacidade de 
produção do país. Condição que, por sua 
vez, depende dos recursos, da tecnologia 
e da vontade de utilizar isso para ampliar 
a oferta de bens e serviços. 
A quantidade de recursos refere-
-se às terras disponíveis e sua qualidade, 
matérias primas, e pessoas capacitadas ao 
trabalho (força de trabalho). E tecnologia 
é o conhecimento sobre o melhor uso dos 
recursos para produzir mais, e a vonta-
de dos agentes econômicos para produzir 
depende dos incentivos que recebem (am-
biente econômico propício).
Às vezes os governos podem 
melhorar os resultados dos 
mercados.
O padrão de vida de um país depende 
da sua capacidade de produzir bens e 
serviços.
14ECONOMIA E MERCADO
Portanto, de maneira resumida, três 
fatores possuem grande influência na qua-
lidade de vida de um país:
• Produtividade;
• Educação;
• Ambiente Econômico Propício.
PRINCÍPIO 9: 
Todos nós sabemos – ou saberemos 
agora – que o valor da moeda f lutua de 
acordo com o seu nível de abundância ou 
escassez. Explicando melhor, a moeda 
abundante tem valor baixo e, por isso, os 
preços das coisas medidas a partir dessa 
moeda tornam-se altos. Do contrário, a 
falta da moeda faz com que ela adquira 
alto valor, o que faz com que o nível geral 
dos preços desça acentuadamente.
Nesse sentido, o valor das coisas é 
representado por uma determinada quan-
tidade de moeda, a qual chamamos de 
preço. Aqui tratamos da inflação, que nada 
mais é do que a elevação de preços que 
ocorre na sociedade, de forma geral. O que 
causa inf lação? Inf lação é causada, prin-
cipalmente, pela elevação da quantidade 
de moeda em circulação. Um dos vilões 
é o governo que, não raramente, precisa 
emitir dinheiro para saudar seus próprios 
compromissos. Seu efeito é nocivo para a 
sociedade. E, sendo nociva, mantê-la em 
níveis baixos é um objetivo permanente 
das autoridades econômicas.
Na prática, por vezes, quando o 
governo decide lançar um acréscimo de 
moeda para a economia, entende-se à 
primeira vista que é uma solução fácil e 
viável contra os problemas da pobreza no 
país. Porém, mais a fundo, o que se vê é 
exatamente o oposto, visto que se há mais 
moeda circulando, ela perde valor, e os 
preços, de modo geral, sobem. É a isso 
que denominamos inflação. Mais adiante, 
no capítulo 3 desse e-book, trataremos o 
fenômeno da inf lação de maneira mais 
detalhada.
PRINCÍPIO 10: 
Aparentemente, um país que apre-
senta baixos índices de desemprego du-
rante alguns anos tende a apresentar baixa 
inflação. Assim sendo, em períodos entre 
um e dois anos (curto prazo), a inflação e o 
desemprego tendem a correr por direções 
opostas. Isso ocorre devido a uma série 
de motivos, pelo menos no curto prazo, 
a diminuição da inflação leva ao aumento 
do desemprego e vice-versa. Esse efeito é 
medido por um gráfico chamado curva 
de Philips. A escolha entre desemprego 
e inf lação é apenas temporária, mas pode 
levar alguns anos. Por causa disso, redu-
zir a inf lação torna-se ainda mais difícil 
para os governos, pois poderá gerar uma 
recessão temporária.
Os políticos podem explorar esse 
tradeoff mediante uma série de instru-
mentos de política, entre eles a alteração 
Os preços sobem quando o governo 
emite moeda demais.
A sociedade enfrenta um tradeoff 
de curto prazo entre inflação e 
desemprego.
15ECONOMIA E MERCADO
do montante de gastos do governo ou ar-
recadação referentea impostos ou, ainda, 
à emissão de moeda.
Agora ficou mais fácil compreen-
der a respeito de cada princípio da eco-
nomia! Continue o estudo!
SISTEMA ECONÔMICO
Você sabe como definir um sistema 
econômico?
Um sistema econômico pode ser de-
finido como a reunião dos diversos ele-
mentos participantes da produção de bens 
e serviços que satisfazem as necessidades 
da sociedade, organizados não apenas do 
ponto de vista econômico, mas também 
social, jurídico e institucional. Observe 
que os elementos integrantes de um sis-
tema econômico não são apenas pessoas, 
mas todos os fatores de produção: trabalho, 
capital e recursos naturais (VASCON-
CELLOS, 2004). Para que esses fatores 
façam parte do processo produtivo, eles 
precisam estar organizados de tal forma 
que a sua combinação resulte em algum 
bem ou serviço. As instituições onde são 
organizados os fatores de produção são 
denominadas unidades produtoras. Uma 
fábrica de automóveis, um banco e uma 
fazenda são exemplos de unidades produ-
toras, pois em cada uma delas os fatores 
trabalho, capital e recursos naturais estão 
organizados para a produção de algum 
bem ou serviço.
• Bens e Serviços de Consumo: 
são aqueles bens e serviços que satisfazem 
às necessidades das pessoas, quando são 
consumidos no estado em que se encon-
tram como alimentos, roupas e serviços 
médicos.
• Bens e Serviços Intermediários: 
são os bens e serviços que não atendem 
diretamente às necessidades das pessoas, 
pois precisam ser transformados para atin-
gir sua forma definitiva. Como exemplo, 
podemos citar as chapas de aço, que serão 
empregadas na produção de automóveis; 
os serviços de computação, que preparam 
folhas de pagamentos para empresas, entre 
outros. 
• Bens de Capital: também são bens 
que não atendem diretamente às necessida-
des dos consumidores, mas destinam-se a 
aumentar à eficiência do trabalho humano 
no processo produtivo, como as máquinas, 
as estradas etc.
COMPOSIÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO
No item anterior falamos da classi-
ficação de sistemas econômicos, segundo 
os tipos de bens produzidos nos mesmos. 
Podemos classificar também quanto ao 
tipo de unidade produtora, que podem ser 
agrupadas em três setores básicos:
A produção econômica pode ser 
classificada em três categorias 
(VASCONCELLOS, 2010), de acordo 
com a sua destinação:
16ECONOMIA E MERCADO
Setor Primário: 
É constituído pelas unidades 
produtoras que utilizam 
intensamente os recursos naturais 
e não introduzem transformações 
substanciais em seus produtos. 
Nesse setor, estão as unidades 
produtoras que desenvolvem 
atividades agrícolas, pecuárias e 
extrativas, sejam minerais, animais 
ou vegetais. Conhecemos esse 
setor como, setor agropecuário e 
extrativista.
Setor Secundário: 
É composto pelas unidades 
produtoras dedicadas às atividades 
industriais, através das quais os bens 
são transformados. Caracteriza-
se pela intensa utilização do fator 
de produção capital, sob a forma 
de máquinas e equipamentos. 
Indústrias de automóvel, de 
refrigerantes e de roupas são 
exemplos de unidades produtoras 
incluídas no setor secundário. é o 
conhecido setor industrial.
Setor Terciário: 
Esse setor é diferente dos dois 
primeiros, porque não produz um 
bem tangível (concreto), mesmo 
assim, é de grande importância no 
sistema econômico. É composto 
pelas unidades produtoras que 
prestam serviços, como os bancos, 
as escolas, as empresas de 
transporte, o comércio, entre outros. 
Esse setor, também conhecido como 
setor de serviços, é o setor que 
possui maior participação no valor 
da produção dos países. E quanto 
mais desenvolvido for o país, mais 
cresce.p
17ECONOMIA E MERCADO
Cada unidade produtora organiza os 
fatores da produção para a obtenção de um 
determinado produto ou para a prestação 
de um serviço. Entretanto, apesar da di-
versidade de objetivos das inúmeras uni-
dades produtoras, elas são classificadas de 
acordo com as características fundamentais 
de sua produção (PINHO & VASCON-
CELLOS, 2004; DALLAGNOL, 2008).
FLUXOS ECONÔMICOS 
Antes de falar dos tipos de fluxos da 
economia, pergunto-o: O que você entende 
por f luxo?
Para esclarecer esses conceitos, 
vamos utilizar a imagem de uma ba-
nheira:
O fluxo refere-se à água que sai da 
torneira para encher a banheira, e o esto-
que é a água que já acumulou na banheira. 
Essa diferenciação é importante, pois na 
Economia existem variáveis de f luxos e 
de estoques.
Um exemplo de variável estoque é a 
capacidade instalada da indústria do país, 
que o permite produzir mais.
Um exemplo de variável que men-
sura o f luxo, é a produção da economia 
(conhecida como PIB), mês a mês, ano a 
ano. Essa produção soma-se à riqueza já 
acumulada em um país. Os f luxos contri-
buem para a geração de renda, e em parte, 
para a ampliação da capacidade produtiva 
de um país (quando esse f luxo de recursos 
migra para os investimentos).
Para dar um exemplo mais próxi-
mo de todos nós, falarei do tal 
funcionamento em uma empresa. 
Nela, o estoque é o seu patrimô-
nio, aquilo que ela acumulou, e o 
f luxo é o que ela vende mês após 
mês, que lhe gera lucro. Esse lu-
cro, ou parte dele, por sua vez, somar-se-á, 
período após período, ao patrimônio já 
acumulado pela empresa (seu estoque).
Veja que, durante o processo de pro-
dução, em que são obtidos bens e serviços, 
as unidades produtoras (empresas ou pro-
dutores rurais, ou então profissionais autô-
nomos) remuneram os fatores de produção 
por elas empregados: pagam salários aos 
seus trabalhadores; pagam aluguel pelas 
instalações que ocupam; pagam juros pe-
los financiamentos obtidos; e distribuem 
lucros aos seus proprietários. Essa remu-
neração é recebida pelos proprietários dos 
fatores de produção e permite-lhes adquirir 
os bens e os serviços de que necessitam. 
Esse é um aspecto fundamental do sistema 
econômico, e que garante sua eficiência: as 
unidades produtoras, ao mesmo tempo em 
que produzem bens e serviços, remuneram 
os fatores de produção por elas emprega-
Qual é a 
diferença 
entre fluxos e 
estoques?
Então, na sequência, uma explicação 
mais focada nos fluxos, foco deste 
item:
18ECONOMIA E MERCADO
dos, permitindo que as pessoas adquiram 
bens e serviços produzidos por todas as 
outras unidades produtoras.
É possível termos outro exemplo, 
como o de uma pessoa que trabalha em 
uma fábrica de roupas, o qual não vai ad-
quirir apenas o produto de seu trabalho 
(as roupas) com o salário que recebe; ela 
precisa, também, comprar alimentos, alu-
gar ou comprar uma casa, tomar condução 
etc. Pois, é através da remuneração de sua 
força de trabalho (fator de produção que 
concorreu para a produção das roupas) 
que ela poderá adquirir as coisas de que 
necessita para viver. 
Portanto, podemos dar outro exem-
plo, como num sistema econômico, em 
que existem dois f luxos. O primeiro é o 
f luxo real, formado pelos bens e serviços 
produzidos no sistema econômico, que 
também recebe o nome de produto. O 
segundo é o fluxo nominal ou monetário, 
formado pelo pagamento que os fatores 
de produção recebem durante o processo 
produtivo, também denominado renda. 
O f luxo real, formado pelos bens 
e serviços produzidos, constitui a oferta 
da economia, ou seja, tudo aquilo que foi 
produzido e está à disposição dos con-
sumidores. O f luxo monetário, forma-
do pelo total da remuneração dos fatores 
produtivos, é a demanda ou procura da 
economia, ou seja, aquilo que as pessoas 
procuram para satisfazer suas necessida-
des e desejos. A oferta e a procura são 
as duas funções mais importantes de um 
sistema econômico (e serão estudadas na 
sequência). Essas duas funções formam 
o mercado, onde as pessoas que querem 
vender encontram-se com as pessoas que 
querem comprar.
Essa movimentação dos f luxos é o 
processo de circulação do sistema eco-
nômico e, por sua vez, esse processo tem 
importância singular para que o referido 
sistema cumpra o seu papel, produzindo 
bens e serviços e fazendo-os chegar às 
pessoas parasatisfazer suas necessidades.
DIVISÕES DA CIÊNCIA 
ECONÔMICA
A Ciência econômica está, de ma-
neira geral, dividida em duas grandes áreas 
de estudo: A Microeconomia e a Macro-
economia.
A Microeconomia está relacionada 
ao estudo de fenômenos diretamente liga-
dos ao comportamento das famílias e das 
Macroeconomia Microeconomia
Perspectiva geral Perspectiva 
individual
Países Consumidores
Análise do PIB 
nacional
Análise de 
produção individual
Estuda economia 
como um todo
Atividade do 
consumidor em 
mercado específico
Vamos compreender de que forma a 
ciência econômica divide-se:
Vamos entender sobre cada um:
19ECONOMIA E MERCADO
empresas. Estuda-se o comportamento dos 
agentes econômicos individuais (famílias e 
empresas), e a interação desses no mercado.
Na microeconomia, estudamos tam-
bém os tipos de mercado existentes, de 
acordo com a concentração (número de 
empresas e consumidores).
A Macroeconomia se preocupa com 
o estudo de fenômenos que englobam a 
economia como um todo.
Outro tipo de divisão na Ciência 
econômica se dá no tipo de Análise que é 
feita a respeito dos eventos/acontecimen-
tos econômicos. Na Ciência Econômica, 
algumas explicações são aceitas por todos, 
sem distinção, ou seja, são consideradas 
verdades entre todos os economistas (Aná-
lise Positiva). Já, outras explicações para as 
coisas são consideradas verdades somente 
para um grupo, e rejeitadas por outros 
(Análise Normativa). 
• Análise positiva: são declarações a 
respeito de como a economia funciona (ou 
como o mundo funciona). Exemplo: Se a 
renda da população aumentar, aumentará a 
demanda por vários produtos. Obs: todos 
concordam com esta afirmação.
• Análise normativa: são as decla-
rações acerca de como a economia deveria 
funcionar (ou como o mundo deveria fun-
cionar). Exemplo: A taxa de câmbio ideal 
Real/Dólar é R$2,00 por US$1,00. Nem 
todos concordam com esta afirmação. 
Portanto, nas aulas de economia 
fixaremos nossa atenção mais na análise 
positiva, ou seja, no funcionamento da 
economia, e deixaremos que você, após 
ter um conhecimento de Economia, de-
cida sobre o que pensa ser o melhor para 
o país, e a sociedade como um todo, pois 
esta questão está relacionada também ao 
meio onde vivemos, à educação escolar e 
familiar que tivemos, e as nossas principais 
convicções.
Renda e produto nacionais;
Investimentos;
Poupança e consumo agregados;
Nível geral de preços;
Emprego e desemprego;
Estoque de moeda e taxa de juros;
Balanço de pagamentos e taxa de Câmbio.
Variáveis da Macroeconomia
Economia é uma Ciência que se ocupa 
em analisar a melhor forma de alocar os 
recursos escassos.
Os recursos são fatores de produção 
utilizados para produzir, e englobam: 
terra, trabalho, capacidade empresarial e 
capital.
A produção e distribuição dos bens e 
serviços são realizados dentro de um 
sistema econômico organizado, que 
envolve as famílias, empresas e governo 
(agentes econômicos).
A produção do sistema econômico é 
realizada, de maneira geral, em três 
setores: primário (agropecuária), 
secundário (indústria) e terciário 
(serviços).
Na Economia, podemos dividir os fluxos 
em: fluxo real (circulação de mercadorias 
e serviços) e fluxo monetário (circulação 
de moeda – dinheiro, renda).
O estudo da Economia divide-se em: 
Microeconomia (estudo das empresas, 
consumidores e a interação entre eles 
nos mercados) e a Macroeconomia 
(resultados da ação conjunta de todos 
(taxa de desemprego, inflação, produção 
nacional, entre outros).
Existem alguns princípios que norteiam 
a economia, e que ajudarão na 
compreensão dos próximos assuntos.
Agora, vamos exercitar o que 
você compreendeu até aqui!
PORTANTO, AO LER 
ESTA UNIDADE, 
DEVE ESTAR CLARO 
PARA VOCÊ:
21ECONOMIA E MERCADO
ATIVIDADES
 1). Na vida, a todo o momento temos decisões 
importantes para tomar, caminhos para escolher, escolhas 
para fazer. A Ciência Econômica, particularmente, a área 
da Microeconomia, preocupa-se em estudar, no tocante 
aos recursos, qual seria a melhor escolha na utilização dos 
recursos para a produção, assim como no consumo. Sobre 
os conceitos de trade off e custo de oportunidade, assinale 
a alternativa correta:
(A) Trade-off são os custos que temos quando adquiri-
mos algo;
(B) Custo de oportunidade é um custo contábil, monetário, 
que passamos a ter após tomar uma decisão;
(C) Os custos de oportunidades refletem, após tomada a 
decisão de emprego dos recursos, o que deixamos de ganhar 
com a melhor alternativa no emprego dos recursos;
(D) O trade off existe somente pelo fato de os recursos 
serem ilimitados;
2). O conceito de custo de oportunidade nos auxilia a 
tomar decisões quando os recursos são escassos. Podemos 
definir custo de oportunidade como:
(A) Custo nominal de se obter algo; 
(B) Tudo o que deixamos de obter quando tomamos uma 
determinada decisão;
(C) Toda oportunidade que aproveitamos ao tomar uma 
decisão;
(D) O custo de toda oportunidade que é aproveitada 
por uma empresa;
(E) Custo exclusivamente contábil, medido em moeda 
corrente. 
3). Os fatores de produção são conhecidos como tudo 
aquilo que é utilizado na produção. Sobre os fatores, assinale 
a alternativa correta:
(A) O fator capital compreende tudo que é utilizado da 
natureza para produzir;
(B) O fator trabalho refere-se o Recurso Humano que 
organiza o trabalho, a terra e o capital para a produção de 
bens e serviços;
(C) A capacidade empresarial compreende as ferramentas, 
instrumentos, maquinário, prédios e outras instalações que 
as empresas utilizam para produzir bens e serviços;
(D) O fator trabalho engloba o esforço que as pessoas 
dedicam à produção de bens e serviços;
(E) A terra é um fator que compreende as ferramentas, 
instrumentos, maquinário, prédios e outras instalações que 
as empresas utilizam para produzir bens e serviços.
4). Conforme vimos nesta unidade, a Economia é uma 
Ciência social que possui diversos conceitos, mas todos 
alinhados entre si. Assinale a alterativa que contém somente 
palavras-chave importantes do conceito de economia:
(A) Cronograma, distribuição, produção;
(B) Escassez, recursos, produção;
(C) Distribuição, abundância, projeto;
(D) Construção, serviços , logística;
(E) Escassez, projetos, pessoas.
5). Quais são os agentes que influenciam na economia 
(agentes econômicos)? Explique, com suas palavras, qual 
é o espaço que cada um dos agentes ocupa no Sistema 
Econômico:
22ECONOMIA E MERCADO
MERCADOS
Entendendo mais sobre mercado
A base de todo o conhecimento de Economia está no 
conhecimento sobre o funcionamento dos mercados. Todo o 
funcionamento da economia e as principais decisões que são 
tomadas, dependem dos movimentos dos mercados. Desse 
modo, a Economia também poderia ser entendida como um 
conjunto de mercados: mercado de produtos, mercado de 
serviços, mercado de trabalho, mercado de câmbio, mercado 
financeiro. Somente compreendendo a teoria básica do fun-
cionamento dos mercados podemos ir adiante. Dessa forma, 
esta unidade será toda focada na compreensão do funciona-
mento do Mercado.
Mercado, enquanto definição simplista, fala de um 
determinado espaço onde os agentes econômicos operam 
suas negociações (transações). Definição, essa, que não é 
compatível com a prática econômica, pois mercado é o espaço 
abstrato, demarcado pelas forças da demanda e da oferta, em 
que coexistem executivos do setor financeiro, de organizações 
23ECONOMIA E MERCADO
industriais, governo, consumidores e so-
ciedade em geral. Mercado, em suma, é o 
espaço em que são ofertados e procurados 
diferentes tipos de recursos econômicos 
(ver Recursos Econômicos).
Mercado também pode ser definido 
como um grupo de compradores e vende-
dores de um determinado bem ou serviço. 
Podem ser competitivos (feiras livres, por 
exemplo) e não competitivos (monopólio 
e oligopólio, por exemplo). Um mercado 
é considerado competitivo quando pos-
sui um grande número de compradores 
e vendedores, de tal forma,que nenhum 
deles possui o poder de afetar o preço de 
mercado. Já no mercado não competitivo, 
uma ou algumas empresas detém uma 
grande parcela do mercado, e possuem 
poder de inf luência sobre os preços dos 
produtos.
DEMANDA
A quantidade demandada de um 
bem é a quantidade desse bem que os 
compradores podem e desejam comprar.
Muitas coisas afetam a quantidade 
demandada de um determinado bem. Mas 
podemos afirmar que existe uma relação 
negativa entre a quantidade demandada 
e o preço do bem, que pode ser expressa 
pela lei da demanda.
A lei da demanda afirma que, tudo 
o mais constante (ceteris paribus), a quan-
tidade demandada de um bem aumenta 
quando o preço diminui.
Esta expressão, ceteris paribus, é 
empregada na economia, pois diversas 
variáveis alteram-se simultaneamente. 
Assim, para compreendermos o impacto 
de cada variável na economia, temos que 
desconsiderar o impacto das demais. 
Sabemos que quando o preço de um 
bem muda, ao mesmo tempo pode mudar 
a renda da população, as preferências dos 
consumidores pelos produtos, e assim por 
diante. Dessa forma, quando queremos 
analisar o impacto que uma variação no 
preço de um produto tem sobre a demanda 
do mesmo, temos que supor que as demais 
variáveis permanecem constantes, como 
exemplo a renda, preferências e gostos, que 
são outras variáveis que podem impactar 
na demanda.
Sobre o impacto da variação do pre-
ço na quantidade demandada, a curva de 
demanda expressa a quantidade deman-
dada para cada nível de preços. A curva 
de demanda é negativamente inclinada, 
ou seja, existe uma relação inversa entre 
preço do bem e quantidade demandada 
do mesmo.
ceteris paribus é uma expressão 
do latim que pode ser traduzida 
por “todo o mais é constante” ou 
“mantidas inalteradas todas as 
outras coisas”.
24ECONOMIA E MERCADO
Isso, porque cada unidade adicional 
que demandamos de um determinado bem 
nos proporciona um benefício marginal 
menor, reduzindo nossa disposição de pa-
gar pelo bem.
Então, quando estamos com fome, 
a primeira fatia de pizza nos vale muito 
(logo estaríamos dispostos a pagar mais 
pela mesma). Entretanto, a décima fatia 
de pizza é bem menos valorizada por nós 
(logo pagaríamos menos por esta fatia do 
que pela primeira).
• A quantidade demandada de um 
mercado aumenta à medida que o preço 
reduz, e vice-versa.
Pelo quadro apresentado, percebe-
-se que, à medida que o preço do bem 
reduz, aumenta a quantidade demandada 
do mesmo, ceteris paribus (caso tudo o 
mais permaneça constante, e somente o 
preço reduzir) demonstrando a relação 
inversa entre as variáveis preço e quan-
tidade demandada. 
Preço bem A Quantidade 
demandada do bem A
10 2
9 4
8 6
7 8
6 10
5 12
4 14
12
10
8
6
4
2
0 2 4 8 10 12 14
q (quantidade)
6
p 
(p
re
ço
)
Curva de demanda do mercado
Como exemplo disso, vamos falar em 
pizza, pois quem não gosta de comer 
pizza???!!! Observe:
No gráfico da demanda, no eixo 
vertical, há a variável preço, e no eixo 
horizontal, está a variável quantidade 
demandada (ou comprada). Note que, 
para preços mais altos a quantidade 
demandada é menor, e para preços 
mais baixos a quantidade demandada 
é maior. Devido a esta relação inversa 
entre as variáveis, preço e quantidade 
demandada (quando uma é alta a outra 
é baixa, e vice versa), é que o gráfico 
possui inclinação negativa, ou seja, ele 
cai, da esquerda para a dieita. 
25ECONOMIA E MERCADO
A curva de demanda também pode 
ser interpretada como o preço máximo 
que o mercado está disposto a pagar por 
uma determinada quantidade. É impor-
tante lembrar que qualquer variação nos 
preços muda a quantidade demandada, 
ocasionando um deslocamento ao longo da 
curva e NÃO um deslocamento da curva 
de demanda.
São principalmente alguns fatores, 
que causam deslocamento da curva de de-
manda, segundo Pinho & Vasconcellos 
(2004), Mankiw (2009):
• Preço de outros bens: A demanda 
de um bem também é afetada quando o 
preço de bens relacionados varia. Entre-
tanto, o impacto da demanda depende 
do tipo de bem relacionado, que pode ser 
complementar ou substituto.
Bens substitutos: um bem no qual 
o aumento de preço de um eleva a de-
manda pelo outro. Ceteris paribus, dados 
dois bens similares, preferimos consumir 
bens mais baratos a bens mais caros. Logo, 
quando o preço de um bem similar au-
menta, substituímos o consumo desse pelo 
similar mais barato. Um exemplo de bens 
substitutos seria manteiga e margarina. 
Bens complementares: um bem no 
qual o aumento de preço de um reduz a 
demanda pelo outro. Ceteris paribus, da-
dos dois bens complementares, que sejam 
consumidos em conjunto, a elevação do 
preço de um bem reduz a demanda pelo 
outro bem. Um exemplo de bens comple-
mentares seria pão de cachorro quente e 
salsicha.
• Renda do consumidor: o consumo 
de determinados bens está totalmente re-
lacionado com a sua renda, tendo em vista 
que a determinada quantia de dinheiro 
ganhada pelo seu trabalho determina que 
tipos de bens podem ser adquiridos com 
ela.
A demanda de um bem é afetada 
quando a renda aumenta. Entretanto, o 
impacto dessa depende do tipo de bem, 
que pode ser normal ou inferior:
Em exemplo de bem normal é a 
carne de primeira. Quando a renda das 
pessoas aumenta, ocorre uma elevação 
da demanda, sendo um deslocamento de 
toda a curva de demanda para a direita, 
elevando-se a quantidade demandada para 
qualquer nível de preços.
Como exemplo de bem inferior po-
de-se citar a carne de segunda. A medida 
que aumenta o nível de renda das pessoas, 
as mesmas aumentam o consumo de carne 
de segunda. A partir de um dado nível 
de renda, as pessoas podem achar mais 
interessante substituir o consumo de car-
ne de segunda por consumo de carne de 
primeira. Assim, a partir desse nível, em 
Bem normal: um bem para o qual, 
ceteris paribus, dada uma elevação da 
renda, eleva a demanda. 
Bem inferior: um bem para o qual, 
ceteris paribus, dada uma elevação da 
renda, reduz a demanda.
26ECONOMIA E MERCADO
vez de aumentar o consumo de carne de 
segunda, o aumento na renda fará reduzir 
o consumo de carne de segunda. A partir 
daí, esse bem passa a ser identificado como 
um bem inferior.
• Hábitos ou preferência: também 
deve ser considerada a questão dos hábitos 
pessoais, porque se o indivíduo não cos-
tuma consumir determinado produto não 
passará a consumi-lo independente do pre-
ço praticado. Os consumidores modificam 
as suas demandas por bens e serviços em 
virtude de mudanças de gostos e hábitos.
Caso fosse divulgado que suco de 
laranja ajuda na prevenção de problemas 
cardíacos, ocorreria um aumento na de-
manda pelo mesmo.
• Número de Compradores: A che-
gada de imigrantes ou uma elevação das 
taxas de natalidade elevam a demanda por 
bens e serviços.
• Expectativas: As expectativas dos 
agentes quanto ao futuro afetam a sua 
demanda por bens e serviços hoje. Caso 
você acredite que vai perder o emprego 
mês que vem, você reduz a sua demanda 
hoje. Caso você possua expectativa de que 
o preço de um bem que você planeja com-
prar mês que vem vai subir, você antecipa 
o seu consumo e demanda o bem hoje.
Deslocam para a direita quando o 
impacto na demanda for positivo, e para 
a esquerda quando o impacto na demanda 
for negativo.
OFERTA
A quantidade ofertada de um bem 
é a quantidade desse bem que os vende-
dores podem e desejam vender. Muitas 
coisas afetam a quantidade ofertada de um 
determinado bem. Mas podemos afirmar 
que existe uma relação positiva entre a 
quantidade ofertada e o preço do bem, 
que pode ser expressa pela lei da oferta.
A lei da oferta afirma que, tudo o 
mais constante (ceteris paribus), a quanti-
dade ofertada de um bem aumenta quan-
do o preço aumenta. A curva de oferta 
expressa a quantidade ofertada para cada 
nível de preços.
A curva de oferta é positivamente 
inclinada, pois existe uma relação direta 
entre preços e quantidade ofertada. Quan-
do os preços reduzem a quantidade oferta-
da, também apresenta redução, e quando 
os preços aumentam,a oferta aumenta. A 
partir de certo ponto, para elevar a pro-
dução é necessário utilizar mais matérias 
primas e outras técnicas que elevam os 
Por exemplo, o conhecimento 
dos malefícios do fumo reduziu a 
demanda por cigarros.
Esses fatores deslocam a curva da 
demanda para a direita ou para a 
esquerda.
27ECONOMIA E MERCADO
custos de produção, elevando o preço mí-
nimo pelo qual o produtor está disposto a 
ofertar o produto.
Assim como ocorre com a deman-
da, a oferta de mercado é dada pela soma 
de todas as ofertas individuais para cada 
nível de preços.
Dessa forma, a oferta total reduz 
a medida em que os preços reduzem, e 
vice-versa:
A curva de oferta também pode ser 
interpretada como o preço mínimo que o 
mercado cobra para ofertar determinada 
quantidade. 
É importante lembrar que qualquer 
variação nos preços muda a quantidade 
ofertada, ocasionando um deslocamento 
ao longo da curva e não um deslocamento 
da curva de oferta. 
Preço bem A Quantidade 
demandada do bem A
10 20
9 18
8 16
7 14
6 12
5 10
4 8
Curva de oferta individual
8
7
6
p 
(p
re
ço
)
5
4
3
2
1
0 2 4 6 8 10 12 14
q (quantidade)
Observe:
No gráfico da oferta, no eixo vertical 
existe a variável preço, e no eixo 
horizontal está a variavel quantidade 
ofertada (ou comprada). Note que, para 
preços mais altos a quantidade ofertada 
é maior, e para preços mais baixos a 
quantidade ofertada é menor. Devido a 
essa relação direta entre as variáveis, 
preço e quantidade ofertada (quando 
uma é alta a outra é alta, e quando uma 
é baixa a outra é baixa), é que o gráfico 
possui inclinação positiva, ou seja, é 
crescente, da esquerda para a direita.
28ECONOMIA E MERCADO
• Preço dos Insumos: Uma alteração 
no preço dos insumos afeta o preço míni-
mo que as firmas estão dispostas a receber 
para oferta de determinada quantidade de 
um bem ou serviço no mercado. Dessa 
forma, uma elevação no preço de um in-
sumo importante tende a reduzir a oferta 
daquele bem, deslocando a curva de oferta 
para cima e para a esquerda. Um exemplo, 
seria a redução na oferta de carros, caso o 
aço, um insumo fundamental, tivesse seu 
preço elevado.
• Preço dos bens alternados: Bens 
alternados são aqueles que podem ser pro-
duzidos pelo mesmo produtor com peque-
nas alterações em sua planta. Por exem-
plo, açúcar e álcool são produzidos por 
usineiros. Suponha que o preço do açúcar 
em relação ao álcool suba, o que ocorrerá 
com a produção de álcool? A produção de 
álcool é reduzida e a produção de açúcar 
aumenta, deslocando a curva de oferta de 
açúcar para baixo e para a direita, e a de 
álcool para cima e para a esquerda.
Outro exemplo é sorvete e frozen 
iogurte. Se o preço do sorvete aumenta, 
a produção de frozen iogurte cai, e a de 
sorvete aumenta, devido ao deslocamento 
da produção, deslocando a curva de sorvete 
para baixo e para a direita e a de frozen 
iogurte em direção contrária.
• Tecnologia: A tecnologia é a 
forma como se transforma insumos em 
produto. Dessa forma, uma melhoria tec-
nológica que gere mais produto de uma 
mesma quantidade de insumos eleva a 
oferta, deslocando a curva de oferta para 
baixo e para a direita.
• Mudanças climáticas: Em di-
versos mercados, fatores climáticos são 
importantes no processo produtivo.
 O exemplo mais óbvio é a agricul-
tura, em que uma seca severa pode reduzir 
a produção, deslocando a curva de oferta 
para cima e para a esquerda.
 Um clima perfeito, por sua vez, ex-
pande a produção, deslocando a curva de 
oferta para baixo e para a direita.
• Expectativas: As expectativas dos 
agentes quanto ao futuro afetam a sua 
oferta por bens e serviços, hoje.
 Caso o produtor pense que o preço 
do bem que ele produz vá subir de preço 
mês que vem, o produtor reduz a oferta 
hoje, estocando a produção, para vender 
mês que vem a um preço mais elevado. 
Isso desloca a curva de oferta para cima 
e para a esquerda.
• Número de vendedores: Uma 
elevação do número de vendedores eleva 
a oferta de bens e serviços na economia.
 Logo, o aumento do número de ven-
dedores eleva a oferta de bens e serviços, 
deslocando a curva de oferta para baixo e 
para a direita.
A curva de oferta pode ser deslocada 
por diversos fatores:
29ECONOMIA E MERCADO
 O número de vendedores pode au-
mentar por meio de uma abertura de mer-
cado ou de uma elevação da concorrência.
EQUILÍBRIO DE MERCADO
A primeira impressão, após estudar 
oferta e demanda, pode ser de que elas di-
vergem ou, no mínimo, correm em sentido 
contrário. No entanto, é a relação dessas 
ações que leva o mercado a um mínimo de 
harmonização, gerando assim o equilíbrio 
de mercado. 
Veremos, agora, então, as curvas 
de Demanda e Oferta em conjunto, no 
mesmo gráfico, pois essa é a configuração 
básica de um mercado (interação entre 
oferta e demanda).
As curvas de oferta e demanda jun-
tas determinam o equilíbrio no mercado, 
indicando preço e quantidade de equilí-
brio.
• No equilíbrio, a quantidade oferta-
da é igual à quantidade demandada. Essa 
situação é chamada de equilíbrio, porque 
nenhum dos agentes está disposto a mudar 
a sua decisão de ofertar ou demandar bens 
e serviços.
Isso ocorre porque, ao preço de 
equilíbrio, todos os agentes dispostos a 
comprar o bem por aquele preço compram 
o produto, e todos os produtores dispostos 
a vender, vendem o produto.
Os consumidores representados na 
curva de demanda, à direita do ponto de 
equilíbrio, estão dispostos a pagar um 
preço inferior àquele que os produtores 
estão dispostos a ofertar o produto. Logo, 
nenhum deles mudará a sua decisão de 
comprar ou vender os produtos.
O equilíbrio 
nesse mercado 
ocorre de forma 
natural. 
30ECONOMIA E MERCADO
Perceba que, neste caso, a quanti-
dade ofertada fica acima da quantidade 
demandada. Nesse caso, existe um excesso 
de oferta, pois existem mais bens sendo 
vendidos àquele preço do que consumi-
dores dispostos a comprar o bem. Com 
isso, os produtores reduzem seus preços 
para evitar o “encalhe” do produto, o que 
eleva a demanda pelo mesmo.
Esse processo ocorre até a econo-
mia atingir o ponto de equilíbrio, em que 
vendedores e consumidores encontram-se 
satisfeitos.
Outro problema seria o nível de 
preços ser inferior ao preço de equilíbrio.
Nesse caso, muitos consumidores 
demandam um produto que não está sendo 
ofertado em quantidade suficiente, há um 
excesso de demanda. Logo, consumidores 
oferecem preços mais elevados para obter 
o bem, o que estimula uma elevação da 
oferta.
Esse processo ocorre até a econo-
mia atingir o ponto de equilíbrio, em que 
vendedores e consumidores encontram-se 
satisfeitos.Suponha que o preço esteja acima do 
preço de equilíbrio. 
Desequilíbrio no mercado/ preço acima
Preço
Quantidade
OFE
RTA
DEMANDA
P1
P*
Qd Q* Qo
P1= Preço acima do equilíbrio
P*= Preço de equilíbrio
Qd= Quantidade demandada
Q*= Quantidade de equilíbrio
Qo= Quantidade ofertada
Desequilíbrio no mercado/ preço abaixo
Preço
Quantidade
OFE
RTA
DEMANDA
P*
Pa
Qo Q* Qd
Pa= Preço abaixo do preço de equilíbrio
P*= Preço de equilíbrio
Qd= Quantidade demandada
Q*= Quantidade de equilíbrio
Qo= Quantidade ofertada
Observe:
O mercado sempre atinge o equilíbrio, 
não importa se o preço estiver acima 
ou abaixo do preço de quilíbrio.
Quando há um excesso de oferta, os 
produtores passam a ofertar seus 
produtos a preços mais baixos, até 
que a economia atinja o equilíbrio.
Quando há um excesso de demanda, 
os consumidores passam a ofertar 
preços mais elevados pelos bens e 
serviços, até que a economia atinja o 
equilíbrio.
Lei de oferta e demanda: o preço de 
qualquer bem se ajusta para trazer a 
quantidade ofertada e a quantidade 
demandada desse bem para o 
equilíbrio.
31ECONOMIA E MERCADO
ANÁLISE DE MUDANÇAS NO 
MERCADO: 
Como visto anteriormente, diversos 
fatores afetam a oferta e a demanda no 
mercado. Logo, para analisar seus efeitos 
no mercado, realizamos uma análise em 
três etapas:
1- Avaliar se o acontecimento afeta 
a curva de oferta, demandaou ambas;
2- Verificar em qual direção a curva 
é deslocada;
3- Verif icar como a(s) alteração 
(ções) afetam o equilíbrio.
Relembrando!
Fatores que afetam inicialmente 
o lado da demanda de mercado, 
deslocando a mesma: 
• renda;
• preço de bens relacionados 
(substitutos e complementares);
• gostos e preferências do 
consumidor;
• número de compradores no 
mercado;
• expectativas de aumento ou queda 
no preço dos bens.
Fatores que afetam inicialmente 
o lado da demanda de oferta, 
deslocando a mesma: 
• preço dos insumos de produção 
(que afetam o custos de produção);
• mudanças tecnológicas;
• número de vendedores;
• preço dos bens alternados;
• expectativas;
• clima.
Ponto de equilíbrio é o ponto onde as curvas de demanda e oferta se cruzam.
• Preço e quantidade de equilíbrio, são o preço e a quantidade nesse ponto de 
cruzamento das curvas. 
• Dessa maneira, a forma como como as duas curvas serão analisadas no mesmo 
gráfico quando olharmos para a curva de demanda no eixo horizontal será a 
quantidade demandada, e quando olharmos a curva de oferta no gráfico será a 
quantidade ofertada.
32ECONOMIA E MERCADO
Com base nas informações ante-
riores, veja na sequência, graficamente, o 
efeito de um aumento da renda da popu-
lação na demanda de um mercado. 
Como a renda afeta o lado da de-
manda de mercado, e aumento na renda 
é algo positivo para a mesma, a curva de 
demanda se desloca para a direita (deman-
da 2, pontilhada). Ao preço anterior, em 
P1 haverá um desequilíbrio no mercado, 
a demanda será superior à oferta. O preço 
então aumentará, e o mercado então se 
ajustará até atingir um novo equilíbrio, 
ao preço P2 e quantidade Q2.
Suponha que, agora, reduza o preço 
de um bem substituto ao bem analisado 
no gráfico (na direita). Quando isso acon-
tece, o bem substituto fica mais barato 
que o bem analisado no gráfico a seguir, 
e a curva da demanda do bem analisado 
graficamente se deslocará para a esquerda. 
Temporariamente, o mercado apresentará 
excesso de oferta, e os preços cairão para 
que o mercado se ajuste ao novo ponto de 
equilíbrio, P1.
Vejamos agora, como o mercado 
comporta-se quando a curva de oferta 
se desloca:
Na sequência, o efeito de uma me-
lhoria tecnológica. Vejam, que: como a tec-
nologia afeta o lado da Oferta de mercado, 
e trata-se de algo positivo para a oferta, a 
curva de oferta se desloca para a direita. 
Com o deslocamento da curva, ao preço 
P1 (preço inicial) o mercado estará em 
desequilíbrio, e a oferta será maior do que 
a demanda, ou seja, terá excesso de oferta 
no mercado. O preço, então, reduzirá até 
atingir um novo ponto de equilíbrio, ao 
Deslocamento da demanda para a direita
Preço
Quantidade
OF
ER
TA
DEMANDA 1
P2
P1
Q1 Q2
P1= Preço inicial
P2= Preço após o deslocamento 
da demanda
Q1= Quantidade inicial
Q2= Quantidade após o 
deslocamento da demanda
DEMANDA 2
Deslocamento da demanda para a esquerda
Preço
Quantidade
OF
ER
TA
DEMANDA 2
P1
P2
Q2 Q1
P1= Preço inicial
P2= Preço após o deslocamento 
da demanda
Q1= Quantidade inicial
Q2= Quantidade após o 
deslocamento da demanda
DEMANDA 1
Observe: com esse deslocamento da 
demanda para a direita (demanda 2), 
no novo ponto de equilíbrio, ao preço 
P2 e quantidade Q2, a quantidade e 
preço ficarão maiores.
Observe: com este deslocamento da 
demanda para a esquerda demanda 2), 
no novo ponto de equilíbrio, ao preço 
P2 e quantidade Q2, a quantidade e 
preço estarão menores.
33ECONOMIA E MERCADO
preço P2 (neste caso mais baixo do que 
o P1).
A seguir, o efeito de um aumento 
nos custos de produção em um mercado. 
Variações nos custos de produção impac-
tam no lado da oferta do mercado, e como 
os mesmos aumentaram, é algo negativo 
para oferta, a curva de oferta se desloca 
para a esquerda. Nesse caso, ao preço P1 o 
mercado apresentará inicialmente excesso 
de demanda , e o preço terá que aumentar 
para que o mercado se equilibre novamente 
ao preço P2.
Em todos os casos analisados acima, 
consideramos a situação “ceteris paribus”, 
ou seja, consideramos que somente uma 
variável se altera, enquanto todas as demais 
permanecem constantes. Na realidade, nos 
mercados, diversas variáveis (renda, preços 
de bens relacionados, gostos, custos de 
produção, etc), alteram-se simultaneamen-
te. No entanto, precisamos isolar o impacto 
de cada uma delas para entendermos os 
movimentos do mercado. 
ELASTICIDADE 
Vimos, anteriormente, que quando 
os preços aumentam ou diminuem, a oferta 
e a demanda também sofrem alteração. 
Também foi abordado que, além do preço, 
mudanças em outras variáveis impactam 
nas curvas da demanda e oferta. Mas como 
será este impacto? Será grande ou peque-
no? O tamanho do impacto da mudança 
em diversas variáveis na demanda e oferta 
de um mercado depende de vários fatores, 
como veremos adiante, e é mensurado por 
meio das elasticidades. 
Deslocamento da oferta para a direita
Preço
Quantidade
OF
ER
TA
 1
DEMANDA
P2
P1
Q1 Q2
P1= Preço inicial
P2= Preço após o deslocamento 
da oferta
Q1= Quantidade inicial
Q2= Quantidade após o 
deslocamento da oferta
OF
ER
TA
 2
Deslocamento da oferta para a esquerda
Preço
Quantidade
OF
ER
TA
 1
DEMANDA
P2
P1
Q2 Q1
P1= Preço inicial
P2= Preço após o deslocamento 
da oferta
Q1= Quantidade inicial
Q2= Quantidade após o 
deslocamento da oferta
OF
ER
TA
 2
Observe: no novo ponto de equilíbrio, 
o deslocamento da curva de oferta 
para a direita causa redução no preço 
e aumento na quantidade demandada 
e ofertada do produto ou serviço 
analisado.
Observe: no novo ponto de equilíbrio, o 
deslocamento da curva de oferta para 
a esquerda causará aumento no preço 
e redução na quantidade demandada 
e ofertada do produto ou serviço 
analisado.
34ECONOMIA E MERCADO
Elasticidade preço-demanda
Genericamente, pode-se perceber 
que mudanças nos preços dos bens provo-
cam mudanças nas quantidades procuradas 
(VASCONCELLOS, 2004). Dallagnol 
(2008) diz que a elasticidade preço-de-
manda é a relação que existe entre as mo-
dificações relativas observadas nas quan-
tidades procuradas, as quais são oriundas 
das alterações relativas nos preços. Em 
suma, ela mede a reação da quantidade 
demandada de um produto em função da 
variação de preço.
Caso a Demanda venha reduzir 2 % 
para cada 1% de aumento nos preços de 
um determinado produto, dizemos que 
a elasticidade–preço da demanda nesse 
mercado é de 2,0.
Caso a Demanda reduzisse 0,5% 
para cada 1% de aumento nos preços desse 
mercado, a elasticidade-preço da demanda 
seria de 0,5.
Denominamos elasticidade-preço 
da demanda, a relação entre as diferen-
tes quantidades de procura (ou demanda) 
de certos bens ou serviços em função das 
alterações verificadas em seus respecti-
vos preços (POSSAMAI, 2001). O autor 
continua dizendo que a elasticidade com-
preende, basicamente, demanda elástica, 
quando o aumento da procura é propor-
cionalmente maior do que a redução do 
preço; demanda de elasticidade unitária, 
quando o aumento na procura é propor-
cional à redução dos preços; e demanda 
inelástica, quando o aumento na procura 
não é proporcional à redução relativa dos 
preços.
Assim, quando o valor obtido de 
elasticidade for maior do que 1,0, sem 
considerar o sinal da elasticidade (pois é 
sempre negativo), diz-se que a demanda 
é elástica.
Quando o valor obtido for menor do 
que 1,0 (sem olhar o sinal, pois este sinal 
é sempre negativo), diz-se que a demanda 
é inelástica.
Quando o resultado for igual a 1,0, a 
elasticidade é unitária, ou seja, a demanda 
responde reduzindo na mesma proporção 
do aumento no preço.
Para uma grande parte dos produtos, 
uma variação nos preços, mesmo que leve, 
pode provocar uma alteração nas quanti-
dades procuradas. Para outra parte deles, 
nem mesmo uma alteração acentuada de 
preços é capaz de provocar modificação 
nas quantidades demandadas. E há ou-
tros casos em que as variações de preços 
e quantidades são muito proporcionais 
(DALLAGNOL, 2008). Esses graus de 
sensibilidade podemser mensurados a par-
tir da elasticidade preço-demanda. 
Em geral, a elasticidade da demanda 
de um bem depende da disponibilidade de 
outras mercadorias que possam substituí-
-lo. Quando existem substitutos à altura, 
um aumento de preço faz com que o con-
A demanda sempre reduz quando o 
preço de um produto aumenta. Mas 
quanto ela reduz?
35ECONOMIA E MERCADO
sumidor diminua o consumo desse bem e 
passe a consumir mais o substituto. Aí, a 
demanda é elástica. No caso de não haver 
substitutos à altura, o que ocorre mais 
para produtos básicos, o comportamento 
da demanda tende a ser mais inelástico.
Como já se espera estar claro, a 
elasticidade da demanda de um produto 
está relacionada principalmente ao preço 
praticado e pela substitutibilidade desse 
produto. Contudo, em termos práticos, 
deve-se considerar que os fatores que refle-
tem quanto ao grau de elasticidade-preço 
da procura são:
• Essencialidade do produto. Bens 
básicos (essenciais ou de necessidade) ten-
dem a ter uma curva de procura menos 
elástica do que aqueles bens considerados 
supérf luos. Com isso, entende-se que o 
consumo de produtos como alimentação 
ou outros itens necessários tendem a se 
manter mesmo com a alta de preços. Logo, 
quanto maior a essencialidade do produto, 
mais inelasticidade existe na sua demanda. 
Nisso, também, são inseridas as questões 
de hábitos ou vícios.
• Substitutibilidade do produto: 
Produtos que se substituem mutuamente 
mantêm maiores coeficientes de elastici-
dade-preço. Como já foi dito, a existência 
ou não de substitutos à altura é uma das 
principais determinantes da sua elastici-
dade-preço. Em outro extremo, produtos 
sem substitutos tendem a apresentar uma 
curva de procura inelástica.
• Periodicidade de aquisição e Im-
portância no orçamento: Andando juntas, 
tem-se a periodicidade de aquisição de um 
produto e sua importância no orçamento 
familiar. Quanto mais periódica a aquisi-
ção de um produto e quanto mais impor-
tante no orçamento for um bem, menor 
será a sensibilidade à alteração de preços. 
Quanto mais o produto é frequentemente 
adquirido pela família, menos a família 
preocupa-se com o seu preço. Esse item 
também está relacionado aos hábitos de 
consumo. 
Para calcular a elasticidade da de-
manda de determinado produto, pode-
mos utilizar a seguinte fórmula:
ELASTICIDADE PREÇO-OFERTA
Como se viu, um aumento nos 
preços provoca uma alteração, para mais, 
nas quantidades ofertadas. No entanto, 
o conceito de elasticidade-preço também 
é aplicado à oferta. Também, no caso da 
oferta, há diferentes níveis de sensibilida-
de, e esses níveis de sensibilidade podem 
ser mensurados, através da relação exis-
tente entre as modificações percentuais 
nas quantidades ofertadas decorrentes das 
alterações percentuais nos preços (AIUB, 
2009).
A elasticidade preço-oferta é sempre 
positiva, tratando-se de curvas típicas de 
 (Q2 – Q1)
 E = Q1
 (P2 – P1)
 P1
 Q1 = Quantidade Demandada inicial P1 = Preço inicial
 Q2 = Quantidade Demandada final P2= Preço final
36ECONOMIA E MERCADO
oferta, os preços e as quantidades cami-
nham sempre em direção direta. Assim, 
uma modificação percentual positiva nos 
preços (aumento) conduz a uma conse-
quente modificação percentual positiva nas 
quantidades ofertadas. Ao mesmo passo 
em que, as reduções nos preços levam à 
redução nas quantidades ofertadas. 
Os principais fatores que inf luen-
ciam a elasticidade preço-oferta são: a dis-
ponibilidade dos fatores de produção; e a 
defasagem de resposta (tempo) exigido 
pelo processo produtivo.
Para calcular a elasticidade da 
oferta de determinado produto, pode-se 
utilizar a seguinte fórmula:
Da mesma maneira que na deman-
da, caso a oferta aumentar 2 % para cada 
1% de aumento nos preços de um deter-
minado produto, dizemos que a elasticida-
de–preço da oferta neste mercado é de 2,0.
Caso a Oferta aumentasse 0,5% para 
cada 1% de aumento nos preços desse mer-
cado, a elasticidade-preço da oferta seria 
de 0,5.
Desse modo, quando o valor obtido 
de elasticidade for maior do que 1,0, diz-se 
que a oferta é elástica.
Quando o valor obtido for menor do 
que 1,0, diz-se que a oferta é inelástica.
Quando o resultado for igual a 1,0, 
a elasticidade é unitária, ou seja, a oferta 
responde aumentando na mesma propor-
ção do aumento no preço.
ESTRUTURAS DE MERCADO
Agora que já vimos o comporta-
mento de um mercado na formação de 
preços, veremos algumas particularidades 
dos mercados que os diferenciam entre si, 
na realidade. A formação de preços pela 
interação entre oferta e demanda, confor-
me visto, anteriormente, ocorre mais nos 
mercados de concorrência pura ou perfeita.
As várias formas ou estruturas de 
mercado diferem segundo três caracte-
rísticas:
• Número de empresas que com-
põem esse mercado;
• Tipo do produto (se as firmas fa-
bricam produtos idênticos ou diferencia-
dos);
• Existência ou não de barreiras ao 
acesso de novas empresas nesse mercado.
 (Q2 – Q1)
 E = Q1
 (P2 – P1)
 P1
 Q1 = Quantidade Oferta inicial P1 = Preço inicial
 Q2 = Quantidade Oferta final P2= Preço final
37ECONOMIA E MERCADO
Para ser considerada concorrência 
perfeita, uma estrutura de mercado deveria 
preencher alguns pré-requisitos, dizem Pi-
nho & Vasconcellos (2004). O que justifica 
o fato para esse modelo ser considerado 
um modelo ideal e não real.
• Homogeneidade: todos os bens/
serviços produzidos são idênticos. Nenhu-
ma firma apresentaria qualquer diferencia-
ção no produto final, na produção ou nos 
fatores de produção. Assim, qualquer pro-
duto substituiria adequadamente o outro.
• Mobilidade: qualquer comprador 
ou vendedor transaciona os produtos de 
forma livre e independente. Não há ne-
nhum acordo entre eles e os demais par-
ticipantes no mercado.
• Permeabilidade: não há nenhum 
tipo de barreira para entrar ou sair do mer-
cado, os agentes podem transitar livres de 
barreiras técnicas, emocionais, legais, etc.
• Preço limite: há um preço limite, 
dado pelo mercado (pelas forças da oferta 
e da procura), para além do qual nenhum 
agente pode negociar, ou seja, o mercado 
tem um preço estabelecido para os produ-
tos, e ninguém pode praticar preço maior. 
Ao mesmo passo, em que nenhum vende-
dor pode praticar preço baixo a ponto de 
comprometer o seu equilíbrio.
• Atomização: esse item diz respeito 
à insignificância da atuação de vendedores 
e compradores em relação ao seu nível 
de inf luência no mercado, tendo ciência 
de que nenhum deles têm condições de 
inf luenciar o mercado, pois as transações 
e valores são dados pelas relações de mer-
cado.
• Transparência: o f luxo de in-
formações é transparente e totalmente 
acessível. Todos os agentes possuem as 
mesmas informações, e nenhum deles tem 
privilégios ou informações privilegiadas.
Entenda sobre Concorrência Pura ou 
Perfeita:
38ECONOMIA E MERCADO
Há um elevado 
número de ofertantes 
e demandantes;
Resumindo, neste mercado:
As empresas, 
isoladamente, por 
serem insignificantes 
– em termos de 
tamanho - não afetam 
os níveis de oferta 
do mercado e são 
tomadoras de preço;
Não existe 
diferenciação entre 
produtos ofertados 
pelas empresas 
concorrentes, ou 
seja, os produtos são 
homogêneos;
Não existem barreiras 
para o ingresso 
de empresas no 
mercado.
39ECONOMIA E MERCADO
Na realidade, não há o mercado 
tipicamente de concorrência perfeita no 
mundo real, sendo talvez o mercado de 
produtos hortifrutigranjeiros o exemplo 
mais próximo que se poderia apontar. 
Nos mercados de concorrência perfeita, 
as empresas que buscam os maiores lucros 
devem recorrer ao máximo à tecnologia, 
ou seja, incorporar os últimos avanços em 
técnicas produtivas. 
MONOPÓLIOS
O monopólio, por sua vez, é a si-
tuação em que há apenas uma empresa 
produzindo um bem ou oferecendo deter-
minado serviço. Esse modelo, contrastan-
do com a concorrência perfeita, estáem 
outro patamar, tendo como características 
(AIUB, 2009):
• Unicidade: como há apenas um 
único vendedor de um bem, logo, ele de-
tém e domina toda a oferta desse bem;
• Insubstitutibilidade: não é pos-
sível substituir, ou tampouco, encontrar 
substituto, pois somente a empresa produz 
o bem demandado;
• Barreira: a entrada de uma empre-
sa concorrente no mercado é impossível. 
No entanto, são impedidas barreiras, o 
que pode ocorrer, por força da legislação, 
é a cessão de direitos de exploração pelo 
poder público a uma única empresa, pelo 
domínio de tecnologias ou pelas exigências 
da própria atividade exploratória.
• Poder: o quesito poder de mono-
pólio caracteriza a situação privilegiada, 
em que se encontra uma empresa monopo-
lista, no que se refere à quantidade e preço. 
O monopolista tem poder de produzir e 
ofertar a quantidade e transacionar pelo 
preço que quiser.
Em síntese, no monopólio: 
• Existe, de um lado, um único em-
presário (empresa) dominando inteira-
mente a oferta e, de outro, todos os con-
sumidores; 
• Não há, portanto, concorrência, 
40ECONOMIA E MERCADO
nem produto substituto ou concorrente. 
Nesse caso, ou os consumidores se subme-
tem às condições impostas pelo vendedor, 
ou simplesmente deixarão de consumir o 
produto;
• Mas isso não significa que poderá 
aumentar os preços indefinidamente;
• Como exemplo, podemos citar 
o mercado de energia elétrica, uma vez 
que, existem várias empresas, mas cada 
consumidor só tem a sua disposição uma 
para consumir. Outro exemplo comum é o 
transporte publico em diversos municípios.
OLIGOPÓLIOS
É o mercado no qual há um pequeno 
número de empresas, como a indústria 
automobilística, ou então onde há um 
grande número de empresas, mas poucas 
dominam o mercado, como indústria de 
bebidas.
Os oligopólios apresentam algu-
mas características que se destacam:
• Elevadas barreiras à entrada: nes-
tes mercados, normalmente existem muitas 
barreiras, conhecidas como barreiras à 
entrada, que desestimulam ou impedem 
a entrada de novas empresas no mercado. 
Como exemplos de barreiras à entrada, 
está o alto investimento necessário para 
ingresso no mercado, o difícil acesso às 
fontes de matéria-prima, acesso dificultado 
à tecnologia necessária para produção no 
mercado, como patentes, entre outros;
• Número de concorrentes: nor-
malmente são poucos, ou poucos dominam 
uma grande parcela do mercado;
• Diferenciação: como é um am-
biente de competição, as empresas tentam 
usar da diferenciação nos seus produtos e 
nos seus sistemas de produção, apostando 
nessa diferenciação como forma de atrair 
consumidor e manter-se no mercado. No 
entanto, existem alguns oligopólios no 
qual não há diferenciação. Como exemplo, 
citamos o mercado do aço. São poucos 
ofertantes, mas não há muita diferenciação 
no produto.
41ECONOMIA E MERCADO
• Rivalização: em ambiente com-
petitivo, os concorrentes tendem a ser 
fortes rivais entre si, lutando bravamente 
para ganhar espaço no mercado ou para 
não perder aquele já conquistado. Essa 
rivalização, não raramente, fica notória 
em campanhas publicitárias que beiram à 
falta de ética. Em outro extremo, há casos 
em que as indústrias unem-se em acordos 
ou fusões para captarem maior número de 
consumidores.
O setor produtivo brasileiro apresen-
ta a característica de ser altamente oligopo-
lizado, sendo possível encontrar inúmeros 
exemplos: montadoras de veículos, setor de 
cosméticos, indústria de papel, indústria 
de bebidas, indústria química, indústria 
farmacêutica, entre outros.
CONCORRÊNCIA MONOPOLISTA OU C. 
MONOPOLÍSTICA
Explicamos essas por tratarem-se 
de uma estrutura mais próxima da nossa 
realidade, onde cada empresa tem, teorica-
mente, poder de estabelecer seus próprios 
preços (PINHO & VACONCELLOS, 
2004). Diz-se, em teoria, que na práti-
ca, são muitos os fatores que inf luenciam 
na fixação de preços dos bens e serviços 
transacionados. Nesse modelo, o número 
de concorrentes é grande, por esse moti-
vo os compradores encontram facilmente 
produtos substitutos.
Então, esse modelo, caracteriza-se 
por:
• Competitividade: o número de 
concorrentes é alto, e eles têm grande ca-
pacidade de competição entre si;
• Diferenciação: os concorrentes 
apresentam produtos diferenciados para 
tentarem se salientar dentre os demais 
em um mercado altamente competitivo;
• Substitutibilidade: mesmo dife-
renciados, os produtos podem ser substi-
tuídos entre si; 
• Preço Prêmio: a capacidade de a 
empresa controlar o preço do produto está 
diretamente ligada ao grau de diferencia-
42ECONOMIA E MERCADO
ção percebido pelo comprador, ou seja, 
o comprador está mais disposto a pagar 
quando sente que está pagando por algo 
único ou importante;
• Baixas barreiras: as barreiras de 
entrada nesse mercado tendem a ser bai-
xas, assim, há uma relativa facilidade para 
entrada de novos concorrentes.
CONHEÇA OUTRAS ESTRUTURAS DE 
MERCADO: 
Ainda, considerando os diferentes 
modelos de mercado, conforme sua es-
trutura, registram Pinho & Vasconcellos 
(2004). Entre eles, há o Monopsônio, 
caracterizado pela existência de muitos 
vendedores e um único comprador. Essa 
estrutura será melhor visualizada através 
do exemplo do mercado de trabalho, em 
que vários trabalhadores oferecem sua for-
ça de trabalho a determinado comprador 
(empresa). E há o Monopólio Bilateral, 
em que se deparam um monopolista e um 
monopsonista. O monopolista quer vender 
determinada quantidade de produto ao 
preço mais alto, e o monopsonista quer 
comprar essa mesma quantidade ao preço 
mais baixo possível; dessa forma, somen-
te uma negociação recíproca permitiria 
definir um preço que satisfizesse as duas 
partes. Portanto, o preço final dependeria 
exclusivamente do poder de negociação de 
cada um desses oponentes.
Número de 
empresas
Muito grande Grande Pequeno Uma empresa
Barreiras à entrada Sem barreiras Sem barreiras, ou 
baixa barreiras
Altas barreiras Muito altas
Características do 
Produto
Homogêneos 
Commodities
Diferenciados Homôgeneos ou 
diferenciados
É único
Que para um Mercado estar em equilíbrio, nada deve faltar 
e nada deve sobrar, e isso significa que não haverá excesso 
nem escassez de produto no Mercado;
Que o preço é o mecanismo de ajuste dos mercados, ou 
seja, é o preço que varia para fazer com que a oferta se 
iguale à demanda; 
De que forma os mercados se ajustam, quando existe 
mudanças na oferta e demanda, decorrentes de alterações 
em diversos fatores (renda, tecnologia, entre outros);
Que existem diferentes tipos de configurações de 
Mercado, classificados em quatro tipos, conforme quadro 
comparativo a seguir:
Aluno, ao ler esta unidade, deve estar claro para você:
Concorrência perfeita
Concorrência 
monopolica Oligopólio Monopólio
44ECONOMIA E MERCADO
ATIVIDADES
1). Define-se oferta por:
(A) a quantidade de um determinado bem que um pro-
dutor deseja comprar no mercado, por unidade de tempo; 
(B) a quantidade de um determinado bem que um com-
prador deseja comprar no mercado, por unidade de tempo;
(C) a qualidade de um determinado bem que um ope-
rário deseja comprar no mercado, por unidade de tempo; 
(D) a quantidade de um determinado bem que um for-
necedor deseja comprar do mercado, por unidade de tempo; 
(E) a quantidade de um determinado bem que um 
produtor deseja vender no mercado, por unidade de tempo. 
2). Sobre o conceito de demanda, podemos afirmar 
que se refere à:
(A) quantidade de um determinado bem que o produtor 
está disposto e capacitado a comprar, por unidade de tempo; 
(B) qualidade de um determinado bem que um con-
sumidor está disposto e capacitado a vender, por unidade 
de tempo; 
(C) qualidade de um determinado bem que um produtor 
está disposto e capacitado a comprar, por unidade de tempo; 
(D) quantidade de um determinado bem que um indi-
víduo está disposto e capacitado a comprar, por unidade 
de tempo; 
(E) quantidade de um determinado bem que um in-
divíduo está disposto e capacitado avender, por unidade 
de tempo.
3). Quais fatores podem deslocar a curva de demanda?
(A) O preço do bem ou serviço, a durabilidade do bem;
(B) A renda individual, os custos de produção; 
(C) Mudanças nos preços de outros bens ou serviços, 
alterações na renda individual, gosto e preferência do 
consumidor; 
(D) O preço do bem ou serviço, mudanças nos preços de 
outros bens ou serviços, aumento dos custos de produção; 
(E) Todas as afirmativas anteriores estão corretas. 
45ECONOMIA E MERCADO
4). Sendo A um bem normal e B um bem 
inferior, dado um aumento da renda do consumidor, 
provavelmente:
(A) o consumo do bem B diminuirá e o do 
bem A crescerá; 
(B) o consumo dos dois bens aumentará; 
(C) a quantidade demandada do bem A au-
mentará e a do bem b permanecerá constante; 
(D) o consumo dos dois bens diminuirá; 
(E) nenhuma das alternativas anteriores está 
correta. 
5). Qual das afirmações abaixo está correta-
mente relacionada com um mercado de concorrência 
monopolista?
(A). Existem barreiras à entrada de novas em-
presas nesse mercado;
(B). Há somente uma, ou no máximo, duas 
empresas ofertando produtos nesse mercado;
(C) A empresa tem total liberdade de definir 
o preço de venda; 
(D). Os produtos tendem a ser diferenciados; 
(E). Não existem substitutos próximos, somente 
bens complementares.
6). Sobre mercados competitivos, é CORRE-
TO afirmar que:
(A) há livre entrada e saída do mercado;
(B) alguns poucos agentes determinam o preço 
de mercado;
(C) as firmas escolhem a quantidade produzida 
e o preço que será cobrado pelo produto no mercado;
(D) existem elevadas barreiras à entrada no 
mercado;
(E) os produtos ofertados são diferenciados, ou 
seja, não são commodities.
46ECONOMIA E MERCADO
MOEDA, SISTEMA 
FINANCEIRO NA-
CIONAL, METAS, 
POLÍTICAS E INDI-
CADORES MACRO-
ECONÔMICOS 
Agora, que já compreendemos aspectos importantes da 
microeconomia, ou seja, o funcionamento dos mercados e a 
formação dos preços, adentraremos nos assuntos da macro-
economia.
 Nesta unidade, iniciaremos abordando as principais 
Metas macroeconômicas. Após, veremos os principais in-
dicadores Macroeconômicos e formas de mensuração, e por 
fim, as Políticas Macroeconômicas com seus instrumentos, 
que são utilizadas com o fim de alcançar as metas.
47ECONOMIA E MERCADO
O QUE SÃO AS METAS 
MACROECONÔMICAS?
Podemos entender por Metas, os 
objetivos que um país possui, ou o foco 
de todas as políticas adotadas em um país. 
Entre as principais metas buscadas pelos 
governos de diversos países, estão (VAS-
CONCELLOS E GARCIA, 2010):
a) Pleno emprego dos recursos: 
Significa um alto nível de emprego, ou 
baixo nível de desemprego. Nesse caso, 
quando há alto nível de emprego, a maioria 
das pessoas encontrará um trabalho, ou 
emprego;
b) Estabilidade de preços: Preços 
estáveis significam: inf lação controlada. 
Inflação significa aumento contínuo e ge-
neralizado no nível geral de preços. Isso 
é ruim, pois acarreta distorções sobre a 
distribuição de renda, expectativas em-
presariais, mercado de capitais e sobre o 
balanço de pagamentos. Todos os países, 
então, desejam que seus preços não variem 
muito ao longo do tempo;
48ECONOMIA E MERCADO
c) Distribuição de renda social-
mente justa: distribuição equitativa da 
renda nacional. Não basta que um país 
produza muitos bens ou serviços, se estes 
bens e serviços forem de acesso somente 
de uma pequena parcela da população. 
Assim, a boa distribuição da renda entre 
a população permite que todos possam ter 
acesso àquilo que é produzido;
d) Crescimento econômico: Sig-
nifica crescimento da renda nacional per 
capita, ou renda por pessoa. Para isso, deve 
ser colocado à disposição da população 
uma quantidade de mercadorias e serviços 
que supere o crescimento populacional. 
Um aumento na renda per capita signifi-
ca que houve melhoria no bem-estar, no 
padrão de vida da população.
Porém, isto nem sempre ocorre, vis-
to que, um país apenas estará tendo uma 
melhoria no seu padrão de vida, se também 
estiver melhorando os indicadores sociais 
(pobreza, desemprego, meio-ambiente, 
moradia, etc).
Pode haver alguns conf litos entre 
metas econômicas. Como exemplo, po-
de-se citar as metas de redução de de-
semprego e estabilidade dos preços. Um 
incentivo ao aumento na demanda trará 
uma redução do desemprego. Todavia, 
caso a economia estiver operando próxima 
do pleno emprego dos recursos, poderá 
gerar aumento dos preços (inflação), como 
veremos mais adiante.
INDICADORES 
MACROECONÔMICOS
Os indicadores macroeconômicos 
indicam se um país está conseguindo 
atingir seus principais objetivos. No 
Brasil, os indicadores são levantados e 
calculados por institutos de pesquisa 
como IBGE (Instituto Brasileiro 
de Economia e Estatística), FGV 
(Fundação Getúlio Vargas), IPEA 
(Instituto de Pesquisas Econômicas 
Aplicadas), entre outros.
Os principais indicadores utilizados 
são:
TAXA DE CRESCIMENTO DO PRODUTO 
AGREGADO:
A taxa de crescimento do produto 
agregado (PNB, ou PIB no Brasil) sina-
liza um dos mais importantes objetivos 
da política macroeconômica.
A razão disso, é devido ao fato de 
que da produção resulta a geração de renda, 
o atendimento das necessidades individu-
ais e coletivas, a prosperidade e o bem es-
Conheça mais sobre indicadores 
macroeconômicos (indicadores de 
desempenho)
a) Taxa de Crescimento do Produto;
b) Taxa de Desemprego;
c) Índices gerais de Preços;
d) Saldo das Transações Externas.
49ECONOMIA E MERCADO
tar. Além disso, o crescimento do produto 
agregado é umas das condições necessárias 
para a consecução de outros objetivos da 
política macroeconômica (estabilidade de 
preços, baixo desemprego, etc).
O indicador oficial para mensuração 
do produto, ou da produção, é o PIB: Pro-
duto Interno Bruto. O PIB é o indicador 
que mostra o valor da produção de todos 
os bens e serviços produzidos dentro dos 
limites geográficos do país, num deter-
minado período.
A Produção pode ser mensurada por 
três óticas:
• Ótica da produção (valor da produ-
ção de bens e serviços num determinado 
período);
• Ótica do dispêndio/despesa (des-
pesas dos agentes econômicos na compra 
da produção);
• Ótica da Renda (renda gerada com 
a produção).
O cálculo da produção é possível 
pelas três formas apresentadas, pois no 
processo de produção é distribuída renda 
equivalente ao valor da produção. Os em-
pregados em empresas recebem salários, 
os donos de terras ou prédios recebem 
aluguel, os bancos ou agências de crédito 
recebem juros, e os empresários recebem 
lucros. Assim, a soma dos salários, alu-
guéis, juros e lucros deve ser equivalente 
ao valor da produção. Após receberem 
essa renda, todos utilizarão a mesma para 
consumir e investir. Os tipos de gastos (em 
Fluxo de bens e serviços
Fluxo de moeda
A
B
C
Bens e serviços 
vendidos
Mercado de bens
e serviços
Bens e serviços 
comprados
Terra, trabalho
e capital
Insumos da
produção
Famílias
Mercado de fatores
de produção
Empresas
Receita
(=PIB)
Despesa
(=PIB)
Renda
(=PIB)
Salários, alugueis
juros e lucros
(=PIB)
50ECONOMIA E MERCADO
economia conhecido como dispêndios), 
são: consumo das famílias, investimentos 
das empresas, gastos do governo e os saldos 
entre os gastos dos estrangeiros com os 
nossos produtos menos o que nós gastamos 
com produtos importados.
Cálculo do PIB pela Ótica da Produção:
Nesta forma de cálculo, multiplica-
-se o preço de cada bem ou serviço pela 
quantidade produzida do mesmo:
P = preço.
Q = quantidade.
Entram na contabilização a produ-
ção de diversos bens e serviços, como fei-
jão, automóveis, educação, etc. Para poder 
somar toda essa produção, transforma-se 
a mesma em valor monetário.
Para a contabilização da produção, 
não se consideram os consumos interme-
diários, mas somente o valor da produção 
final, ou seja, aqueles bens e serviços que 
são vendidos diretamente ao consumidor 
final.
Cálculo do PIB pela Ótica do dispêndio/
despesa:
 C: consumo de bense serviços das 
famílias;
I: despesas das empresas com In-
vestimentos (compra de máquinas e equi-
pamentos novos, estoques acumulados); 
G: despesas do governo: compras 
de bens novos e serviços, e pagamento de 
salários (não considera as transferências);
X – IM: exportações líquidas (pois 
interessa o que é consumido do país). 
Cálculo do PIB pela Ótica da Renda:
As empresas, ao produzirem, remu-
neram os fatores de produção:
Exemplo:
Na produção de automóveis, não se 
contabiliza o aço, pois esse já está 
no valor do automóvel. No caso 
de venda de automóveis usados, 
contabiliza-se apenas o serviço da 
venda – comissão de venda, pois o 
automóvel não foi fabricado nesse 
período, e o valor do mesmo foi 
contabilizado no período no qual foi 
fabricado.PIB = P x Q (setor primário) + P x 
Q (setor secundário) + P x Q (setor 
terciário)
PIB = C + I + G + (X – IM)
• Mão-de-obra: salários
• Capital financeiro: juros
• Instalações: aluguéis
• Capacidade empresarial: lucros
51ECONOMIA E MERCADO
Quando o produto do país é pro-
duzido, cria-se renda de igual magnitude. 
Desta forma:
Além do PIB, que é a medida oficial 
utilizada no Brasil, também há o PNB = 
Produto Nacional Bruto. A diferença entre 
as medidas é a geografia e a nacionalidade 
considerada dos que produzem.
O PNB no Brasil considera a nacio-
nalidade, ou seja, contabiliza o valor da 
produção de bens e serviços produzidos 
por brasileiros, dentro ou fora das fron-
teiras geográficas do país. Dessa forma, 
comparativamente, ao cálculo do PIB, 
não se considera a produção realizada por 
estrangeiros no país, mas considera o que 
brasileiros produzem em outros países.
Sobre esse indicador de crescimento, 
costuma-se divulgar a taxa de crescimento 
do PIB de um período em relação ao outro 
(crescimento mensal, bimestral, trimestral 
ou anual), pois o valor do PIB, por si só, 
não nos diz se o país está em melhor ou 
pior situação, e é isso que interessa aos 
gestores do país e à população em geral: 
se a produção de bens ou serviços cresceu.
Portanto, também é importante di-
ferenciarmos dois indicadores: PIB real e 
PIB nominal:
Para o cálculo da taxa de cresci-
mento do PIB real, os preços são fixados 
em um ano base, ou seja, desconta-se a 
inf lação do período, e considera-se so-
mente o aumento/redução da produção 
real da economia.
O cálculo do PIB nominal ficaria 
assim:
PIB = salários + Juros + Alugueis + 
Lucros
Exemplo:
Vamos supor que um determinado 
país produza somente automóveis 
(estamos simplificando a economia 
para entender este indicador). 
Ano 1:
Vende-se 10 automóveis a um preço 
unitário de R$ 10.000,00.
 PIB = 10 * R$ 10.000,00 
= R$ 100.000,00
Ano 2:
Vende-se 12 automóveis a um preço 
unitário de R$ 11.000,00
 PIB = 12 * R$ 11.000,00 
= R$ 132.000,00.
PIB nominal: 132.000,00
Assim, supomos que num ano o 
país venda dez automóveis ao preço 
unitário de R$ 10.000,00, e no ano 
subsequente, o país produza doze 
automóveis ao preço unitário de R$ 
11.0000,00.
52ECONOMIA E MERCADO
O cálculo do PIB real ficaria assim:
Outra medida importante é o PIB 
per capita, que é o valor da produção dis-
ponível por pessoa.
A variação no PIB per capita não é 
um indicador suficiente para a análise da 
melhoria do padrão de vida da população 
de um país, devido à desigualdade na dis-
tribuição de renda. Dessa forma, outros 
indicadores (indicadores sociais devem ser 
analisados em conjunto).
TAXA DE DESEMPREGO:
Nível geral de emprego– mensuração
A taxa de desem-
prego é um indicador 
importante para mensu-
rar o nível de atividade 
econômica, pois permite 
verificar, dentre as pes-
soas em idade ativa, ap-
tas e com interesse em 
trabalhar, o percentual 
de pessoas que não se 
encontram empregadas. 
O nível de de-
semprego em um país 
depende de como está o Mercado de 
Trabalho, e este último é formado pela 
interação entre oferta e demanda de força 
de trabalho (mão-de-obra).
No mercado de trabalho a oferta 
desse é realizada pelas pessoas que estão 
aptas e dispostas a trabalhar, e a demanda 
de trabalho é realizada pelas empresas.
Antes de conhecermos a forma de 
cálculo para obtenção do indicador: taxa de 
Ano 1:
Vende-se 10 automóveis a um preço 
unitário de R$ 10.000,00.
 PIB = 10 * R$ 10.000,00 
= R$ 100.000,00
Ano 2:
Vende-se 12 automóveis a um preço 
unitário de R$ 10.000,00 (o aumento 
de preço de um período a outro foi 
desconsiderado).
PIB real (aos preços do ano 1) = 
12 * R$ 10.000,00 = R$ 120.000,00
PIB per capita = PIB total / população 
53ECONOMIA E MERCADO
desemprego, precisamos conceituar alguns 
termos importantes, segundo Mankiw 
(2009):
PIA: População em Idade Ativa. A 
população em idade ativa no Brasil é for-
mada pelas pessoas acima de dez anos de 
idade, segundo a metodologia do IBGE. 
Essa população em idade ativa engloba a 
População Economicamente Ativa - PEA 
(pessoas que podem e querem trabalhar, e 
a População Não Economicamente Ativa 
- PNEA (pessoas que não podem ou não 
querem trabalhar). 
A População Economicamente Ati-
va – PEA, também é conhecida como 
a Força de Trabalho do país. A PEA é 
formada pelas pessoas que estão empre-
gadas (E) e desempregadas (D) num certo 
momento: 
A População não Economicamente 
Ativa – PNEA, engloba:
A partir das definições anteriores, 
podemos compreender dois indicadores 
na sequência: A Taxa de Participação da 
Força de Trabalho e a Taxa de desemprego.
A Taxa de Participação da Força 
de Trabalho (Tp), ref lete o nível de en-
gajamento da população nas atividades 
produtivas. Tamanho relativo da força de 
trabalho.
A taxa de Desemprego contabiliza 
aqueles indivíduos que estão aptos, sau-
dáveis e buscando trabalho, mas que não 
encontram ocupação à taxa de salários 
vigente.
Grupo dos empregados:
• Plenamente ocupados;
• Subempregados.
Grupo dos desempregados:
• Buscando trabalho;;
• Não estão procurando trabalho, 
mas dispostos a trabalhar em 
condições especiais.
Capacitados para trabalho:
• Trabalhadores desalentados: 
desestimulados a procurar trabalho;
• Inativos: não buscam trabalho nem 
desejam trabalhar. Encontram-se em 
tarefas domésticas não remuneradas.
Incapacitados para o trabalho: 
• Inválidos física e mentalmente;
• Idosos, réus, outros.
Tp = PEA
 PIA
 Tp = D
 PEA
D = número de desempregados
54ECONOMIA E MERCADO
ÍNDICES GERAIS DE PREÇOS (QUE 
MENSURAM A INFLAÇÃO):
Os índices gerais de preços são in-
dicadores utilizados para análise do au-
mento no nível de preços, e possibilitam a 
avaliação da evolução do custo de vida de 
um país. O custo de vida varia ao longo 
do tempo. Para poder comparar o custo 
de vida entre duas épocas distintas, é ne-
cessário utilizar índices de preços.
Veja quais são os Índices de preços 
e como se faz o cálculo: 
Para o cálculo do custo da cesta, 
deve-se:
Multiplicar a quantidade consumida 
(peso do produto na cesta) pelo preço do 
produto:
Índices de preços:
1 – Escolhe-se uma cesta de bens;
2 – Pesquisa-se os preços;
3 – Calcula-se o custo da cesta;
4 – Escolhe-se um ano-base e 
calcula-se o índice.
P * Q(peso) = custo da cesta
IP(t) = [(Custo da cesta no ano t)/
(Custo da cesta no ano base)] x 100;
55ECONOMIA E MERCADO
Todo índice de preço é igual a 100 
no ano-base.
O que difere os diversos índices de 
preços existentes é a escolha das cestas:
Observe:
• Índice de Preços ao Consumi-
dor (IPC): a cesta é composta de bens 
e serviços consumidos pelo consumidor 
“padrão” da economia com o peso de cada 
bem proporcional ao gasto dos consumi-
dores com cada tipo de bem;
• Índice de Preços ao Produtor 
(IPP): a cesta de bens é composta por 
produtos utilizados pelas empresas para 
produzir;
• Índice Nacional da Construção 
Civil (INCC): a cesta é composta pelos 
bens e serviços utilizados na construção 
civil ponderados pela participação de cada 
componente no custo.
INDICADORES DE PREÇOS 
IMPORTANTES NO BRASIL
Não haveria dificuldades em medir 
a inf lação se a questão fosse conhecera 
variação de preços de um único bem ou 
serviço. No entanto, a inf lação é mensu-
rada a partir de um conjunto deles. Por 
isso, a necessidade de construção de ín-
dice de preço aparece quando se precisa 
saber a variação conjunta de bens, que são 
fisicamente diferentes e/ou que variam a 
taxas diferentes. Existem vários tipos de 
índices de preços – ou indicadores inf la-
cionários – e cada um tem uma metodo-
logia diferente e medições realizadas por 
órgãos especializados, tais como o IBGE 
(Instituo Brasileiro de Geografia e Esta-
tística), a FGV (Fundação Getúlio Vargas) 
e a FIPE (Fundação Instituto de Pesqui-
sas Econômicas). Entre as diferenças de 
método, estão os dias em que os índices 
são apurados, os produtos que incluem o 
peso deles na composição geral e a faixa da 
população estudada. Nisso, tem-se alguns 
índices eleitos como mais importantes, 
considerada sua amplitude e resultados, 
os quais serão apresentados a seguir.
Primeiramente, temos o Índice Na-
cional de Preços ao Consumidor Amplo 
(IPCA). Como exemplo desse, considera-
mos a inflação oficial do país, visto que, ela 
é medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística) entre os dias 
primeiro e trinta de cada mês. É percebido 
nesse índice, gastos com alimentação e be-
bidas, artigos de residência, comunicação, 
despesas pessoais, educação, habitação, 
saúde e cuidados pessoais. Esse indicador 
ref lete o custo de vida com renda mensal 
de um a 40 salários mínimos. A pesquisa é 
realizada em estabelecimentos comerciais, 
prestadores de serviço, domicílios (para 
verificar valores de aluguéis) e conces-
sionárias de serviços públicos. Os preços 
obtidos são os efetivamente cobrados ao 
consumidor, para pagamento à vista. O 
Na sequência, os principais índices 
de preços levantados no Brasil, 
e algumas informações sobre os 
mesmos.
56ECONOMIA E MERCADO
IPCA é o indicador usado pelo Banco 
Central como medidor oficial da inflação 
do país para saber se o governo está dentro 
da meta estabelecida.
Por segundo, temos o Índice Ge-
ral de Preços (IGP), que é medido pela 
FGV, é formado pela média ponderada 
de três índices que ref letem a economia: 
o Índice de Preços por Atacado (IPA), 
com peso de 60%; o Índice de Preço ao 
Consumidor (IPC), com peso de 30%; e 
o Índice Nacional de Custos da Constru-
ção (INCC), com peso de 10%. O IGP é 
divulgado em três versões: o Índice Ge-
ral de Preços – Disponibilidade Interna 
(IGP-DI), o Índice Geral de Preços do 
Mercado (IGP-M) e o Índice Geral de 
Preços 10 (IGP-10). O que difere entre os 
três é o período de pesquisa dos dados. O 
IGP registra a inflação de preços variados, 
desde matérias-primas agrícolas e indus-
triais até bens e serviços finais. É muito 
usado na correção de aluguéis e tarifas 
públicas, como conta de luz, também serve 
para todas as faixas de renda.
Outro, é o Índice Nacional de Pre-
ços ao Consumidor (INPC), medido pelo 
IBGE, desde 1979, que mede uma faixa 
salarial mais baixa que o IPCA. O INPC 
mede até seis salários mínimos. O peso de 
alimentos nesse indicador é maior que no 
IPCA, logo uma variação no arroz, feijão, 
leite e frutas é muito mais sentida. Por 
exemplo, se a cesta básica passar de R$ 
100,00 para R$ 150,00 uma família que 
tenha renda de um salário mínimo sentirá 
muito mais esse aumento que uma de nove 
salários mínimos. São considerados nove 
grupos de produtos e serviços: alimentação 
e bebidas; artigos de residência; comuni-
cação; despesas pessoais; educação; habita-
ção; saúde e cuidados pessoais; transportes 
e vestuário. Esses são subdivididos em 
outros itens, que ao todo são consideradas 
as variações de preço de 465 subitens.
E, por último, o Índice de Preço ao 
Consumidor (IPC-FIPE), o qual come-
çou a ser calculado em 1939, pela prefeitura 
de São Paulo, onde era calculado o custo de 
vida da classe operária de São Paulo. Em 
1968, a responsabilidade do cálculo passou 
para o Instituto de Pesquisas Econômicas 
da USP e, posteriormente, em 1973, com 
57ECONOMIA E MERCADO
a criação da FIPE, para essa instituição. 
Esse indicador continua medindo somente 
a inf lação da cidade de São Paulo.
Como calcular a inflação com base 
nos índices de preços?
• Inf lação no período (t) é igual à 
variação percentual do índice de preços:
Ou seja, para obtermos o cresci-
mento percentual dos preços a partir dos 
índices, temos que calcular a variação per-
centual entre os índices encontrados nos 
períodos que queremos comparar.
INFLAÇÃO 
Como podemos compreender o 
fenômeno chamado de inf lação? 
Mesmo sendo um fenômeno tão an-
tigo e tão amplamente debatido, apesar 
do enorme enriquecimento da literatura 
sobre esse tema, desde os anos 30, não 
existe uma definição geral que sirva para 
elucidar a natureza da inf lação. Muito 
embora tenham sido feitas tentativas para 
isso, cada uma das principais escolas do 
pensamento econômico moderno tem a 
própria visão sobre o tema e, portanto, 
a própria definição de inf lação. Aqui, 
utilizando Pinho & Vasconcellos (2004), 
“inf lação pode ser conceituada como um 
aumento contínuo e generalizado no nível 
geral de preços”. (p. 365)
CAUSAS DA INFLAÇÃO 
De maneira bem geral, as causas da 
inf lação podem ser divididas em:
• Aquelas que causam o impacto 
inicial no aumento de preços;
• Aquelas que contribuem para pro-
pagar a inf lação ao restante da economia.
Entre as causas inicias da inf lação, 
de maneira resumida, podemos separá-las 
em:
Inflação de demanda: O excesso de 
demanda. É a análise da inflação, do ponto 
de vista da demanda como fator inicial 
do processo. É detectada, após diversos 
estudos que o nível de gasto nacional (ou 
demanda) começou a ser concebido como o 
principal determinante da elevação do nível 
de preços. Para ver como se manifesta esse 
processo, suponhamos seu nível de gasto 
além do que lhe permite a arrecadação dos 
impostos tradicionais. Para isso, evidente-
mente, precisará buscar fontes de recursos 
adicionais (como, por exemplo, crédito do 
Banco Central ou dívida pública interna 
ou externa). Usando-as para financiar o 
déficit entre as suas receitas e seus gastos. 
Geralmente, as decisões governamentais 
de gastar mais são tomadas em condições 
de conhecimento muito imperfeito daquilo 
que desejam fazer os demais agentes eco-
nômicos e sociais. Assim, pode acontecer 
o seguinte fato: quando o governo decide 
aumentar o nível de seu gasto total em 
concurso e investimento, a soma do gasto 
de consumo e investimento dos demais 
(famílias e empresas) também aumenta. 
Mas, pode acontecer também que, mesmo 
que o governo mantenha seu gasto dentro 
Inflação = [IP(t)-IP(t-1)]/ IP(t-1)
58ECONOMIA E MERCADO
dos devidos limites, os empresários deci-
dam aumentar seus investimentos, ou as 
unidades familiares decidam aumentar seu 
consumo. Também poderá ocorrer uma 
combinação de todos esses fenômenos ao 
mesmo tempo.
Inflação de oferta: Também conhe-
cida como inflação de custos. Nesse caso, 
um processo inflacionário pode ter origem, 
como, por exemplo: em um desejo dos tra-
balhadores de que o ritmo de crescimento 
dos salários se acelere mais rapidamente 
do que o correspondente à remuneração 
dos outros fatores. Dessa forma, em vez 
de começar pelo aumento da demanda 
(seja do governo, seja do setor privado), o 
processo inf lacionário pode começar por 
uma pressão de custos. 
Além das casas iniciais da inf la-
ção, também há a conhecida “inf lação 
inercial”, que contribui para a propaga-
ção da inf lação, ou seja, a inf lação pas-
sada é projetada para o futuro, com base 
nas expectativas dos agentes econômicos 
(famílias, empresas e governo) em rela-
ção à inf lação. O que permite isso são 
os próprios indicadores de inf lação. Nos 
contratos de prestação de serviços, sempre 
existem cláusulas que preveem o reajuste 
dos preços dos contratos com base na in-
flação, medida por algum dos indicadores 
vistos (INCC, IPCA, IGPM, etc.). Isso 
permite que as pessoas não sejam prejudi-
cadas pela inf lação, poisem um contrato 
de trabalho, por exemplo, que permita o 
reajuste do salário conforme a inf lação, 
auxiliará a manutenção do poder de com-
pra do salário. Contudo, contribui também 
para que se propague a inf lação passada 
para o futuro, pois, posteriormente, os 
empresários também desejarão repassar o 
preço de seu produto a este ‘custo’ maior 
com salários.
REFLEXOS DA INFLAÇÃO 
O processo inf lacionário, especial-
mente aquele caracterizado por elevadas 
taxas e, particularmente, por taxas que 
oscilam, tem sua previsibilidade dificul-
tada por parte dos agentes econômicos e 
promove profundas distorções na estru-
tura produtiva (PINHO & VASCON-
CELLOS, 2004). Diante de tais questões, 
os principais efeitos provocados por esse 
fenômeno são apontados a seguir: 
• Efeito sobre a distribuição de ren-
da: A distorção mais séria provocada pela 
inf lação diz respeito à redução relativa do 
poder aquisitivo das classes que dependem 
de rendimentos fixos, os quais possuem 
prazos legais de reajuste. Nesse caso, es-
tão os assalariados que, com o passar do 
tempo, vão ficando com seus orçamentos 
cada vez mais reduzidos, até a chegada de 
um novo reajuste. Os proprietários que 
auferem renda de aluguel, também têm 
uma perda de rendimento real, ao longo 
do processo inf lacionário, mas são com-
pensados pela valorização de seus imóveis, 
que costuma caminhar à frente das taxas 
de inflação. Nessa categoria também estão 
os capitalistas, que têm mais condições de 
repassar os aumentos de custos provoca-
dos pela inf lação, procurando garantir a 
manutenção de seus lucros.
• Efeito sobre a balança de paga-
mentos: Elevadas taxas de inf lação, em 
níveis superiores ao aumento de preços 
59ECONOMIA E MERCADO
internacionais, encarecem o produto na-
cional de forma relativa ao produzido ex-
ternamente. Assim, tendem a provocar 
um estímulo às importações e desestímulo 
às exportações, diminuindo o saldo da 
balança comercial (exportações menos 
importações). 
• Efeito sobre o mercado de capi-
tais: Quando a inf lação está elevada, o 
valor da moeda se deteriora rapidamente, 
ocorrendo um desestímulo à aplicação de 
recursos no mercado de capitais financei-
ros (aplicações em ações de empresas, que 
auxiliam na capitalização das mesmas). Por 
outro lado, a inflação estimula a aplicação 
de recursos em bens, como terras e imó-
veis, que costumam se valorizar. 
• Outros efeitos: Outra distorção 
provocada por elevadas taxas de inf lação 
se prende à formação das expectativas 
sobre o futuro. Particularmente, o setor 
empresarial é bastante sensível a esse tipo 
de situação, dada a relativa instabilida-
de e imprevisibilidade de seus lucros. O 
empresário fica num compasso de espera, 
enquanto a conjuntura inf lacionária per-
durar, e dificilmente tomará iniciativas no 
sentido de aumentar seus investimentos na 
expansão da capacidade produtiva. Desse 
modo, a própria capacidade de produção 
futura e, consequentemente, o nível de 
emprego pode ser afetado pelo processo 
inf lacionário.
Ainda que alguns possam ganhar 
com a inflação a curto prazo, pode-se dizer 
que, a longo prazo, poucos ou quase nin-
guém ganha com ela, porque seu processo, 
funcionando como um rolo compressor, 
desarticula todo o sistema econômico. 
Embora os trabalhadores sejam os maio-
res prejudicados, as perdas salariais farão 
com que os capitalistas também percam, 
porque venderão menos. Além disso, o 
governo, com as quedas de renda dos tra-
balhadores e das vendas, terá a arrecadação 
de impostos reduzida.
60ECONOMIA E MERCADO
SALDOS DAS TRANSAÇÕES EXTERNAS:
Por fim, temos esse indicador, que 
permite analisar como estão as relações 
comerciais do país com o resto do mundo. 
Ele mensura a diferença entre o valor das 
exportações e o valor das importações de 
bens e serviços. 
Mais adiante, no último capítulo 
deste e-book, veremos aspectos da eco-
nomia internacional e como elas afetam 
esse indicador.
Vimos anteriormente, que existem 
algumas metas/objetivos que são buscados 
por todos os países. Também vimos que, 
para o diagnóstico de como está a “saúde” 
da economia de um país, são utilizados 
alguns indicadores. 
Agora, veremos alguns instrumentos 
(conhecidos como políticas), que podem 
ser utilizados pelo governo do país, quando 
os indicadores não são satisfatórios, ou 
quando deseja-se direcionar a economia 
para algum caminho desejado.
Dentre as principais políticas utili-
zadas, serão abordadas as seguintes:
• Política Fiscal;
• Política Monetária;
• Política Cambial;
• Política de Rendas.
POLÍTICA FISCAL
A Política Fiscal refere-se à atua-
ção do governo na economia por meio da 
definição dos seus gastos e arrecadação 
(impostos).
Os Impostos são a forma que o go-
verno encontra para arrecadar valores e, 
assim, poder executar seus projetos e cum-
prir sua função. Os impostos são cobrados 
sobre o consumo, investimento e circulação 
de bens, e de maneira geral, podem ser 
divididos em:
• Impostos diretos (incide direto na 
renda: imposto de renda):
• Impostos indiretos (pagos no con-
sumo: está embutido no preço dos pro-
dutos).
conheça mais a respeito das políticas 
macroeconômicas (instrumentos da 
política macroeconômica)
61ECONOMIA E MERCADO
POLÍTICA MONETÁRIA
A Política Monetária refere-se à atu-
ação do governo na economia por meio 
do controle da oferta de moeda e crédito. 
É um dos tipos de política bastante utili-
zados no Brasil para atingir os objetivos 
macroeconômicos.
Antes de apresentarmos a política 
monetária, é necessário falarmos acerca da 
moeda e do sistema financeiro nacional.
A moeda pode ser entendida como 
o conjunto de ativos que as pessoas usam, 
em geral, para comprar bens e serviços de 
outras pessoas.
A moeda evita a necessidade da 
dupla coincidência de desejos e facilita 
o comércio. Imagine se não tivéssemos 
nenhum tipo de moeda. Ou teríamos que 
produzir tudo o que fosse necessário para 
sobrevivermos, e tudo que desejássemos 
consumir, sem precisarmos comprar nada 
de ninguém, ou, caso quiséssemos algo, 
teríamos que encontrar alguém que tives-
se esse algo para nos dar, e que quisesse 
receber em troca o que tivéssemos para 
dar. Loucura!
Atenção:
• Quando o governo aumenta seus 
gastos e reduz impostos, trata-se 
de política fiscal expansionista. Ela 
contribui para expandir o PIB, mas 
também causa aumento de preços;
• Quando o governo reduz seus 
gastos e aumenta impostos, trata-se 
de política fiscal contracionista. Ela 
contrai o PIB e reduz a inflação.
O que você entende por MOEDA?
62ECONOMIA E MERCADO
Nesse sentido, a moeda foi criada 
para facilitar as transações, pois ela in-
termedia as trocas. De maneira geral, a 
moeda possui as seguintes Funções:
Outro termo importante, relaciona-
do à moeda é a liquidez, conhecida como a 
facilidade de converter um ativo em meio 
de pagamento. A moeda que temos no 
bolso é o tipo de moeda mais líquido que 
temos, pois facilmente utilizamos ela para 
comprar algo. Já, o exemplo de moeda 
com menor liquidez, pode ser o dinheiro 
aplicado em ações. Nesse último caso, se 
precisar utilizar os recursos, as ações de-
verão ser vendidas, e isso pode gerar perda 
de valor, porque as ações podem estar “em 
baixa” no mercado de ações.
Assim, definimos liquidez como: 
SISTEMA FINANCEIRO 
NACIONAL 
Conforme veremos mais adiante, 
é o Banco Central o executor da política 
monetária no Brasil. O mesmo faz parte do 
Sistema Financeiro Nacional, que possui 
grande importância para o desenvolvi-
mento econômico do país, uma vez que 
contribui para que os recursos financeiros 
não fiquem ociosos, mas contribuam para 
a geração de emprego e renda.
O sistema financeiro é conhecido 
como o conjunto de instituições que in-
termediam as operações dos poupadores 
(aqueles que não gastam tudo o que re-
cebem de renda), e captadores de dinhei-
ro, ou investidores, que são aqueles que 
desejam usar recursos de terceiros para 
consumo ou investimento.1 – Meio de troca;
2 – Unidade de conta;
3 – Reserva devalor.
Liquidez:
a facilidade de converter o ativo 
está relacionada à perda de valor. 
Os ativos com maior liquidez são 
aqueles que perdem menos valor.
63ECONOMIA E MERCADO
O sistema Financeiro Nacional é 
composto pelos intermediadores, ou seja, 
instituições que captam recursos dos pou-
padores e emprestam aos que aplicarão 
esses recursos, e é formado também pe-
los agentes reguladores, que estão em-
penhados para que o sistema financeiro 
funcione de acordo com a lei e as normas 
necessárias.
ORGÃOS BRASILEIROS 
DE REGULAÇÃO/
REGULAMENTAÇÃO 
ECONÔMICA
A seguir são apresentados os prin-
cipais órgãos brasileiros de regulação e 
regulamentação econômica:
CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (CMN) 
Segundo informações no site do 
Banco Central do Brasil, O Conselho 
Monetário Nacional (CMN) é o órgão 
superior do Sistema Financeiro Nacional 
e tem a responsabilidade de formular a po-
lítica da moeda e do crédito, objetivando a 
estabilidade da moeda e o desenvolvimento 
econômico e social do País.
O CMN sofreu algumas alterações 
em sua composição ao longo dos anos. Sua 
composição atual é:
• Ministro da Fazenda, como Pre-
sidente do Conselho;
Sistema Financeiro Nacional
Para melhor visualização desse 
sistema, na sequência é apresentada 
uma figura da constituição do 
mesmo:
64ECONOMIA E MERCADO
• Ministro do Planejamento, De-
senvolvimento e Gestão;
• Presidente do Banco Central do 
Brasil.
Os seus membros reúnem-se uma 
vez por mês para deliberarem sobre as-
suntos relacionados com as competências 
do CMN. Em casos extraordinários pode 
acontecer mais de uma reunião por mês. 
As matérias aprovadas são regulamenta-
das por meio de Resoluções, normativo 
de caráter público, sempre divulgado no 
Diário Oficial da União e na página de 
normativos do Banco Central do Brasil.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS 
(CVM) 
A CVM, Comissão de Valores Mo-
biliários regula, controla e fiscaliza o mer-
cado de capitais (mercado constituído pelas 
bolsas de valores, sociedades corretoras e 
outras instituições financeiras autoriza-
das.), no Brasil. Para tornar mais claro, 
podemos dizer que o CVM é importan-
te, porque esse órgão de caráter normati-
vo tem como principal responsabilidade 
a fiscalização das Bolsas de Valores e a 
emissão de valores mobiliários negociados 
nessas Instituições, principalmente ações 
e debêntures .
BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN) 
É o principal executor das orienta-
ções do Conselho Monetário Nacional e 
responsável por garantir o poder de compra 
da moeda nacional, tendo por objetivos:
• Zelar pela adequada liquidez da 
economia;
• Manter as reservas internacionais 
em nível adequado;
• Estimular a formação de poupança;
• Zelar pela estabilidade e promover 
o permanente aperfeiçoamento do sistema 
financeiro. (site do BACEN)
O Banco Central do Brasil – BA-
CEN - é o responsável por supervisionar 
e regular o sistema financeiro brasileiro.
SISTEMA DE METAS DE 
INFLAÇÃO
Desde 1999, o governo brasileiro 
vem utilizando o Regime de Metas de 
Inflação como norteador da política mo-
netária. 
Esse sistema funciona da seguinte 
maneira:
O governo definiu que o IPCA será 
o indicador parâmetro para analisar a in-
f lação, e o mesmo não deve ultrapassar 
os 4,5% ao ano. Existe uma tolerância 
de dois pontos percentuais para mais ou 
para menos (2,5% ao ano no mínimo e 
6,5% ao ano no máximo). Assim, o Banco 
Central compromete-se que irá buscar 
o cumprimento dessa meta fixada. Para 
alcançar a meta estabelecida, muitas vezes 
pelo Governo, o BC deve utilizar todos 
os instrumentos possíveis para atuar na 
oferta de moeda e na taxa de juros.
65ECONOMIA E MERCADO
O BACEN, executor da política 
monetária, executa a POLÍTICA MO-
NETÁRIA, por meio do controle a sobre 
a quantidade de moeda, utilizando três 
formas (INSTRUMENTOS DE PO-
LÍTICA MONETÁRIA):
1- Operações de mercado aberto 
(open-market): Quando o governo com-
pra ou vende títulos do governo (também 
conhecidos por títulos do tesouro nacional) 
pelo Banco Central;
Na venda de títulos públicos (tam-
bém conhecidos como títulos do tesouro 
nacional), o governo retira dinheiro de 
circulação, pois a população fica com os 
“papéis”, e o governo com o dinheiro (que 
ficará depositado no Banco Central);
Na compra de títulos públicos, o 
governo reinjeta recursos no país, pois 
recolhe os “papéis” e paga aos investidores 
por esses papéis.
2- Redesconto (taxa de redescon-
to): taxa de juros que o Bacen cobra quan-
do concede empréstimos a outros bancos. 
Quanto mais baixa a taxa, mais baratos os 
recursos emprestados e mais empréstimos 
os bancos obterão, aumentando a oferta 
monetária;
O aumento na taxa de redesconto 
fará com que os bancos paguem mais ao 
Banco Central do Brasil pelos recursos 
emprestados, e assim cobrarão mais pelos 
empréstimos e créditos concedidos para a 
população em geral (pessoas e empresas). 
Assim, haverá menos moeda em circu-
lação.
3- Reservas compulsórias: percen-
tual dos depósitos à vista, que os bancos 
comerciais não podem emprestar (devem 
manter como reservas). Quanto menor a 
exigência, maior será a oferta de moeda;
O aumento no percentual exigido 
nas reservas compulsórias exigirá que mais 
recursos fiquem fora de circulação, guar-
dados nos cofres do Banco Central. Assim, 
haverá menos moeda em circulação.
Portanto, os três instrumentos po-
dem ser utilizados para ampliar ou reduzir 
a quantidade de moeda em circulação. 
O Banco Central possui o monopó-
lio na emissão de moeda. Entretanto, os 
bancos comerciais também criam moeda 
(meios de pagamento) na economia, atra-
vés do multiplicador bancário.
 MULTIPLICADOR BANCÁRIO
Os bancos comerciais criam moeda 
porque somente uma fração dos recursos 
Observe:
• Quando algum dos instrumentos 
é utilizado para aumentar a 
quantidade de moeda em circulação, 
o efeito será a queda da taxa de 
juros;
• Quando algum dos instrumentos é 
utilizado para reduzir a quantidade 
de moeda em circulação, o efeito 
será o aumento da taxa de juros.
66ECONOMIA E MERCADO
depositados é mantida no banco (reser-
vas fracionadas), com o restante sendo 
emprestado.
Logo, de um depósito de R$100,00, 
um banco empresta R$90,00, o próximo 
banco empresta R$81,00, o seguinte em-
presta R$72,90 e assim por diante.
• Logo, o total de meios de paga-
mento da economia é igual a:
Logo, os três instrumentos aborda-
dos anteriormente, os quais o Bacen utiliza 
para expandir ou contrair a quantidade de 
moeda em circulação da economia, afeta-
rão a taxa de juros da economia, conhecida 
como a taxa SELIC. Para entender de ma-
neira simplificada, a Selic é a taxa básica 
de juros da economia, à qual as diversas 
taxas de juros da economia estão atreladas.
A taxa de juros é conhecida como o 
prêmio pelo risco, e também como o preço 
do dinheiro, para utilizarmos termos de 
fácil compreensão. 
À proporção que o Bacen decide 
reduzir a taxa de juros, ele expande a quan-
tidade de moeda em circulação, pois aí a 
oferta de moeda aumenta, e o preço da 
moda cai (que são os juros). Ou seja, se 
houver mais abundância de moeda, ou 
mais moeda circulando no país, as pessoas 
aceitam abrir mão do uso da moeda (pou-
par, ou deixar de gastá-la agora para gastar 
depois), em troca de juros mais baixos. 
De outra maneira, se houver mais 
escassez de moeda, ou menos moeda cir-
culando no país, as pessoas aceitam abrir 
mão do uso dessa (poupar, ou deixar de 
gastá-la agora para gastar depois) somente 
em troca de juros mais altos. 
Exemplo:
Suponha que todo recurso recebido 
na economia seja depositado nos 
bancos e que um banco mantenha 
como reservas 10% de seus 
depósitos à vista.
M = 100 + 90 + 81 +72,9 + ...=1000
Observe:
• Quando o governo deseja aumentar 
o PIB, ele expande a quantidade 
de moeda na economia. Isso, por 
sua vez, reduz os juros (a Selic 
e as demais taxas). Juros mais 
baixos incentivarão o consumo e 
os investimentos, aumentando a 
produção na economia, e com ela o 
nível de emprego;
• Quando o governo desejareduzir 
a demanda, pois verifica-se que a 
inflação está mais alta do que a meta 
do governo, ele reduz a quantidade 
de moeda na economia. Isso, 
posteriormente, aumenta os juros 
(a Selic e as demais taxas). Juros 
mais altos reduzirão o consumo e os 
investimentos, reduzindo a demanda 
e a produção na economia, fazendo 
cair também os preços.
67ECONOMIA E MERCADO
POLÍTICA MONETÁRIA E INFLAÇÃO
A teoria quantitativa da moeda é 
uma teoria que afirma que a variação 
percentual da quantidade de moeda tem 
impacto na variação percentual do nível de 
preços. A teoria chegou a esta explicação, 
pois verificou que o aumento da produ-
ção no longo prazo depende de questões, 
como:
Portanto, quando o governo aumen-
ta a quantidade de moeda e de crédito, 
consegue-se aquecer a economia no cur-
to prazo, visto que, as empresas passam 
a utilizar maior parte da sua capacidade 
produtiva. No entanto, este nível de pro-
dução volta a reduzir, e o que permanece 
é a inf lação.
POLÍTICA CAMBIAL
A Política cambial é a atuação do 
governo na economia por meio do câmbio. 
Existe, de maneira geral, três regimes de 
câmbio que podem ser utilizados:
O Câmbio possui inf luência no co-
mércio internacional e inf lação interna. 
Esses regimes, assim como a inf lu-
ência do câmbio na economia serão expli-
cados no último capítulo deste E-Book.
POLÍTICA DE RENDAS
A Política de rendas refere-se à atu-
ação do governo diretamente em alguns 
preços da economia, e complementa as 
demais políticas.
• Tecnologia;
• Disponibilidade de fatores de 
produção;
• Qualidade dos Fatores de produção;
• Produtividade.
• Câmbio flutuante (flutuação suja e 
limpa);
• Câmbio fixo;
• Regime de bandas cambiais.
Exemplo:
Definições de preços mínimos, 
máximos, salário mínimo, etc.
PORTANTO, AO LER 
ESTA UNIDADE, 
DEVE ESTAR CLARO 
PARA VOCÊ:
O governo possui algumas Metas 
principais para o país, que englobam: 
crescimento econômico, baixo 
desemprego, inflação controlada e 
distribuição de renda;
Para verificar a “saúde” da 
economia, utilizam-se os 
indicadores: Taxa de Crescimento 
do Produto, Taxa de Desemprego, 
Índices gerais de Preços, e Saldo das 
Transações Externas;
Quando os indicadores mostram 
que algo na economia não vai bem, 
o governo tem alguns recursos, 
chamados de políticas: política fiscal, 
monetária, cambial e de rendas;
A política fiscal é executada por meio 
de alterações nos gastos do governo 
e na tributação (impostos cobrados 
pelo governo);
A política monetária é executada 
pelo Banco Central do Brasil e age 
por meio da oferta de moeda e 
crédito;
As políticas fiscal e monetária 
podem ser expansionistas ou 
contracionistas. As primeiras 
visam expandir o PIB (aumentar 
crescimento econômico), mas podem 
aumentar a inflação, e as últimas, 
visam controlar a inflação, mas 
podem contrair a economia.
69ECONOMIA E MERCADO
ATIVIDADES 
1). Em relação ao indicador de produção da economia, 
assinale a alternativa CORRETA:
(A) O PNB representa a produção realizada dentro das 
fronteiras geográficas de um país em determinado período;
(B) A diferença entre os indicadores PIB e o PNB é a 
depreciação que incide sobre o capital acumulado no país;
(C) O PIB pode ser calculado pela ótica da produção, da 
renda gerada com a produção ou pela ótica dos dispêndios 
dos agentes econômicos na compra da produção;
(D) Na contabilização da produção, deve-se considerar 
os gastos com insumos intermediários utilizados na mesma;
(E) A diferença entre o PIB nominal e o PIB real é que o 
PIB nominal considera somente o aumento na quantidade 
produzida entre os períodos analisados.
2). Quando, para atingir uma meta macroeconômica, o 
governo decide reduzir os tributos, dizemos que ele está 
executando uma política:
(A) Cambial;
(B) Fiscal contracionista (ou recessiva);
(C) Monetária contracionista (ou recessiva);
(D) Fiscal expansionista; 
(E) Monetária Expansionista.
3). Entre os principais INDICADORES macroeconô-
micos utilizados pelo governo, estão:
(A) PNB, PIB per capita e quantidade de moeda em 
circulação;
(B) Taxa de crescimento do produto (no Brasil o PIB), 
Índices gerais de preços, taxa de desemprego e saldo das 
transações externas;
(C) Índices de inflação, política monetária e política fiscal; 
(D) Distribuição de renda, PIB per capita, PNB e inflação 
dos Estados Unidos;
(E) Estabilidade de preços, inflação e política de rendas.
4). Entre os instrumentos de política monetária que po-
dem ser utilizados pelo governo para aumentar ou reduzir 
a quantidade de moeda de circulação, podemos citar:
(A) Operações de mercado aberto, taxa de redesconto e 
reservas compulsórias;
(B) Operações de mercado aberto, taxa de redesconto e 
elevação dos tributos;
(C) Operações de mercado aberto, reservas compulsórias 
e aumento nos gastos do governo;
(D) Reservas compulsórias, desvalorização da taxa de 
câmbio e operações de mercado aberto;
(E) Alteração na cobrança de tributos, criação de subsídios 
e taxa de redesconto.
5). As moedas são os ativos normalmente usados numa 
determinada economia para comprar bens e serviços, ou 
seja, possuem a capacidade de ser um ativo, prontamente, 
disponível e aceito para as mais diversas transações. Para 
tanto, ela tem três funções clássicas:
(A) forma metálica, papel-moeda e moeda escritural; 
(B) forma metálica, moeda-mercadoria e moeda escritural;
(C) reserva de valor, credibilidade e aceitação no exterior;
(D) unidade de conta, reserva de valor e curso forçado; 
(E) instrumento de troca, unidade de conta e reserva de 
valor.
70ECONOMIA E MERCADO
ECONOMIA 
INTERNACIONAL
 Faça um bom estudo ao longo dessa aula.
Quando alguém decide comprar um carro, pode compa-
rar por valores e modelos mais recentes disponíveis, tanto pela 
Ford, quanto pela GM como por qualquer outra montadora. 
Quando tira férias, pode optar pelas praias Brasileiras, como 
pelas praias da Flórida ou Europeias. Quando começa a poupar, 
pode escolher entre tantas possibilidades, uma previdência 
privada ou fundos nacionais e internacionais. Em todos esses 
casos, você estará participando, não só da economia do Brasil, 
mas também de economias do mundo todo.
Há muitos benefícios em sermos um país aberto ao co-
mércio internacional: o comércio permite que as pessoas façam 
o que sabem de melhor e consumam a grande variedade de 
bens e serviços produzidos no mundo todo. As economias, para 
interagir com outras, praticam isso através das importações 
e exportações, isto é, comprando e vendendo bens e serviços 
nos mercados mundiais. 
71ECONOMIA E MERCADO
Se as exportações líquidas são po-
sitivas, as exportações são maiores que as 
importações, indicando que o país vende 
ao exterior mais bens e serviços do que 
compra de outros países. Nesse caso, diz-
-se que o país tem superávit comercial. Se 
as exportações líquidas são negativas, as 
exportações são menores do que as impor-
tações, indicando que o país vende menos 
bens e serviços ao exterior do que compra 
de outros países. Nesse caso, diz-se que 
o país tem um déficit comercial. Quando 
as exportações líquidas são iguais a zero, 
tanto as importações quanto as expor-
tações são exatamente iguais, tendo um 
equilíbrio comercial.
O Brasil começou efetivamente o 
comércio internacional na década de 1990. 
Atualmente, nossos principais parceiros 
comerciais são: China, Estados Unidos e 
Argentina.
Apesar dos históricos atritos cau-
sados pelas barreiras comerciais impos-
tas entre Estados Unidos e Brasil, ambos 
sempre buscaram realizar bons negócios 
em conjunto. Depois de acertar as dívidas 
externas e a economia, o Brasil começou a 
se impor com maior força comercial. 
Nesta última unidade do e-book, 
serão bordadas questões que envolvem a 
relação do país com o resto do mundo. 
Será vista a estrutura básica do Balanço 
de pagamentos, que é a forma de registro 
dessas transações, e a variável Taxa de 
Câmbio, que interfere no comércio in-
ternacional, e também é alterada por esse 
f luxo comercial.ABERTURA ECONÔMICA
A abertura comercial dos países ao 
resto do mundo ocorre em duas áreas:
1. Fluxo de bens e serviços;
2. Fluxo de capitais (investimentos 
que os residentes de um país realizam em 
outro país).
É consenso entre os economistas 
que a abertura comercial é algo positivo, 
pois permite que cada país se especialize 
72ECONOMIA E MERCADO
Balança Comercial (BC)
Balança de Serviços (BS)
Balança de Rendas (BR)
Transferências Unilaterais Correntes (TUC)
mais naquilo para o qual possua vantagens 
na produção (menores custos, tecnologias 
mais apropriadas), e compre dos demais 
países, aquilo para o qual não possua com-
petitividade.
BALANÇA DE PAGAMENTOS
O Balanço de pagamentos registra 
o total de recursos financeiros que entram 
e saem de um país (comércio de bens e 
serviços, capital financeiro e transferências 
unilaterais). O Balanço de pagamentos é 
dividido em duas grandes contas:
• Conta corrente: nessa conta são 
registradas as entradas e saídas de recursos 
decorrentes do comércio de bens e serviços, 
mais transferências (veremos mais adiante);
• Conta de Capital e Financeira: 
nessa conta são registradas as entradas e 
saídas de recursos decorrentes de investi-
mentos externos diretos e investimentos 
em carteira ou portfólio (detalhamento 
mais adiante nessa unidade).
Na sequência, é apresentado um 
quadro com as principais balanças que 
fazem parte da conta corrente e da conta 
capital (conta capital de financeira).
Transações correntes (conta corrente)
Conta capital e financeira
Conta Capital (CC)
Conta Financeira (CF)
Erros e Omissões
Saldo do Balanço de Pagamentos
Estrutura geral do balanço de pagamentos
73ECONOMIA E MERCADO
CONTA CORRENTE
Da conta corrente fazem parte todos 
os registros de transações, com o resto do 
mundo, relacionados: ao comércio, serviços 
e transferências unilaterais. 
O Saldo da Balança Comercial (ex-
portações líquidas) refere-se à diferença 
entre o valor das exportações (X) e im-
portações (M) de bens pelo país (X – M).
1. Superávit comercial: quando o 
valor das exportações supera o valor das 
importações;
2. Déficit comercial: quando o 
valor das importações supera o valor das 
exportações;
3. Equilíbrio comercial: quando o 
valor das exportações é igual ao valor das 
importações.
1. Preferência dos consumidores 
por bens domésticos ou estrangeiros: 
quando a preferência dos consumidores 
é pelos produtos importados, tende-se a 
importar mais, reduzindo o saldo da ba-
lança comercial;
2. Preços dos bens no país e no ex-
terior: quando a inflação interna (do país) 
for superior à inf lação de outros países, 
ou quando nossos custos de produção são 
maiores, e nossos produtos tendem a ser 
mais caros do que os produtos importados, 
o que impacta na redução do saldos da 
balança comercial;
3. Taxa de câmbio: taxa de câmbios 
mais valorizadas reduzem o saldo comer-
cial, e taxas mais desvalorizadas aumen-
tam o saldo comercial (mais detalhes em 
política cambial);
4. Custos de transporte: custos de 
transporte elevados reduzem as impor-
tações, pois tornam o deslocamento do 
produto importado mais caro;
5. Políticas comerciais: Além dos 
movimentos na taxa de câmbio, a política 
comercial também se constitui de meca-
nismos que interferem no f luxo de mer-
cadorias e serviços. 
• Alterações das tarifas sobre impor-
tações: se a política adotada visar proteger 
a produção interna. Isso normalmente é 
feito através da elevação do imposto de im-
portação e de outros tributos e taxas sobre 
os produtos importados. No caso oposto, 
com a abertura comercial, ou liberalização 
das importações, as tarifas sobre produtos 
importados são diminuídas;
As exportações líquidas, de acordo 
com esse saldo, podem resultar em 
três situações:
Entre os Fatores que afetam as 
exportações líquidas de um país, 
estão:
Dentre as políticas comerciais 
externas, pode-se destacar:
74ECONOMIA E MERCADO
• Regulamentação do comércio ex-
terior: entraves burocráticos dificultando 
as transações com o exterior, bem como o 
estabelecimento de quotas ou proibições 
às importações de determinados produ-
tos, representam barreiras qualitativas às 
importações.
BALANÇA DE SERVIÇOS
A Balança de Serviços registra as 
transações internacionais com intangíveis 
(aquilo que não é palpável). 
Quando o país (residentes) vende 
serviços ao resto do mundo, a Balança de 
serviços registra uma receita (entrada de 
recursos). Quando o país (residentes) com-
pra serviços do resto do mundo, a balança 
de serviços registra uma despesa (saída de 
recursos).
Na sequência, alguns exemplos de 
transações com o resto do mundo, que 
são computados na Balança de Serviços:
O Saldo da Balança de Serviços é 
a diferença entre as receitas e as despe-
sas decorrentes das operações de venda e 
compra de serviços não fatores.
BALANÇA DE RENDAS
Nessa balança, são registrados: 
• Salários e Ordenados: paga-
mentos a empregados não-residentes que 
prestam serviços no país e recebimentos 
de empregados residentes que prestam 
serviços no resto do mundo;
• Renda de Investimentos: remes-
sas de rendas de capitais estrangeiros e re-
cebimentos auferidos por capitais nacionais 
aplicados no resto do mundo. Divide-se 
em:
1. Renda do Investimento direto: 
pagamentos e recebimentos de lucros e 
dividendos de investimentos diretos (par-
ticipações no capital de empresas) e com 
juros de empréstimos intercompanhias;
2. Renda do Investimento em car-
teira: pagamentos e recebimentos de lucros 
• Viagens internacionais;
• Transportes;
• Seguros;
• Serviços financeiros;
• Computação e informações;
• Royalties e licenças;
• Aluguel de equipamentos;
• Serviços governamentais;
• Serviços empresariais, profissionais 
e técnicos; 
• Serviços pessoais, culturais e de 
recreação;
• Outros serviços.
Protecionismo:
O protecionismo, ou seja, os 
empecilhos ao comércio não são bem 
vistos, pois um país protecionista 
recebe retaliações de outros países, 
e o comércio mundial só beneficia 
aos países, pois permite um ganho 
de produtividade em nível mundial.
75ECONOMIA E MERCADO
e dividendos de investimentos em carteira 
(ações), juros de títulos de renda fixa (tí-
tulos do governo);
3. Renda de outros investimentos: 
pagamentos e recebimentos de juros de 
créditos comerciais (de bancos, organismos 
internacionais, etc.), de depósitos e outros 
ativos e passivos.
O Saldo da Balança de Rendas é a 
diferença entre as receitas e as despesas 
registradas na balança.
TRANSFERÊNCIAS UNILATERAIS 
CORRENTES:
Essas transferências são transações 
internacionais que não envolvem obriga-
ções em contrapartida.
Temos como exemplo: recursos des-
tinados a reparações de guerra, transfe-
rências de heranças, doações particulares 
e governamentais em bens ou dinheiro, 
pagamentos de pensões a cidadãos na-
cionais residindo no exterior, ajudas de 
indivíduos, de entidades filantrópicas e 
de governos à populações afetadas por 
calamidades naturais (ajuda humanitária), 
e remessas enviadas por migrantes que 
trabalham no exterior. 
CONTA CAPITAL E FINANCEIRA 
Essa conta envolve transações com:
• Investimento direto (investi-
mento externo direto – IED): Interesse 
duradouro de um residente de uma econo-
mia em uma entidade residente em outra 
economia. Três formas: participação no 
capital de empresas; reinvestimento de 
lucros; empréstimos intercompanhias;
• Investimento em Carteira (inves-
timento em portfólio): transações com 
títulos de crédito que ocorrem comumente 
em mercados secundários;
• Outros Investimentos: Créditos 
comerciais de curto prazo; empréstimos 
bancários em geral (inclusive amortização 
de empréstimos); depósitos em moeda; 
76ECONOMIA E MERCADO
operações de regularização (crédito, em-
préstimos FMI, etc.).
TAXA DE CÂMBIO
Vimos anteriormente que a taxa de 
câmbio é um dos fatores que interfere na 
balança comercial de um país. 
 Quando dois países mantêm rela-
ções econômicas entre si, entram neces-
sariamente, em jogo, duas moedas, e isso 
exigeque se fixe a relação de troca entre 
ambas. Então, aí entra a taxa de câmbio.
Taxa de câmbio é a medida de con-
versão da moeda nacional em moeda de 
outros países (DALLAGNOL, 2008). 
Pode, também, ser definida como o preço 
da moeda estrangeira (divisa) em termos 
da moeda nacional (ROSSETTI, 2003). 
Essa taxa fornece a medida pela qual o di-
nheiro de uma economia (nação) pode ser 
convertido em dinheiro de outra economia. 
Assim, convertendo na moeda brasileira, 
1 dólar pode custar R$ 2 reais, enquanto 
1 euro pode custar R$ 3 reais.
Agora que vimos o conceito de taxa 
de câmbio, podemos abordar um pouco 
sobre os regimes cambiais adotados em 
um país. 
POLÍTICA CAMBIAL
Além das políticas mais abordadas 
nas unidades anteriores, o governo tam-
bém se utiliza da política cambial para 
atingir seus objetivos. 
A política cambial engloba o regime 
cambial adotado pelo país, a intervenção 
do governo no câmbio e as po-
líticas comerciais. 
Sobre os regimes cam-
biais, os países ao redor do 
mundo fazem uso de algum 
dos regimes abaixo:
• Câmbio f lutuante: o 
câmbio f lutua de acordo com 
o mercado, sem intervenção 
do governo;
• Flutuação suja: a taxa de câmbio 
f lutua, mas quando a f lutuação é muito 
ampla, o governo intervém;
• Flutuação Limpa: sem interven-
ção alguma do governo;
• Câmbio fixo: fixa-se uma taxa de 
câmbio e o governo intervém compran-
do e vendendo divisas para manter esse 
câmbio fixo;
• Regime de bandas cambiais: 
Câmbio fixado dentro de faixa definida 
pelo governo. 
Atualmente, no brasil, adota-se o regime de 
câmbio flutuante, com flutuação suja: é o 
mercado que define a taxa de câmbio, mas 
quando a mesma sofre flutuações significativas 
em pouco tempo, o governo, por meio do 
Banco Central do Brasil, intervêm no mercado, 
comprando ou vendendo divisas estrangeiras 
(moeda estrangeira), para interferir no câmbio.
77ECONOMIA E MERCADO
O mercado de câmbio funciona 
como um mercado qualquer. O preço da 
moeda estrangeira, (em Reais, que é nossa 
moeda), é definido pela interação entre a 
oferta e demanda de moeda estrangeira no 
Brasil. A taxa de câmbio Real por Dólar, 
por exemplo, é formada pela interação 
entre oferta e demanda de dólares no Bra-
sil, ou seja, pela quantidade ofertada de 
dólares versus a quantidade demandada 
dos mesmos.
Além disso, a taxa de câmbio pos-
sui impacto direto no comércio de bens 
e serviços entre o Brasil e demais países, 
da seguinte maneira:
• Taxas de câmbio mais desvalori-
zadas (ou depreciadas), significam, por 
exemplo, que o dólar está mais caro em 
Reais, ou seja, eu precisarei pagar mais 
reais para comprar um dólar. Exemplo: 
R$ 2,00 por US$1,00;
• Taxas de câmbio mais valorizadas 
(ou apreciadas), significam que o Dólar, 
por exemplo, está mais barato em Reais. 
Isso ocorreria se fosse possível dar menos 
de um Real para comprar um dólar. Porém 
esse caso só aconteceu no Brasil em 1994, 
quando foi implantado o plano Real, e 
durou pouco tempo.
Mesmo que 1US$ Dólar custe mais 
do que 1R$ Real, podemos dizer que o 
Real está mais valorizado ou mais des-
valorizado, isso se compararmos a taxa 
de câmbio desse momento com a taxa de 
câmbio de outro momento. 
Exemplo:
A taxa de Câmbio estava R$2,00 por US$ 1,00, em 2014, e no momento está em 
torno de R$3,20 por US$1,00, podemos dizer que a taxa de câmbio do Real em 
relação ao Dólar está mais desvalorizada, ou mais depreciada do que no passado, 
pois o Dólar ficou mais caro em Reais, ou o Real compra menos dólares, nossa 
moeda perdeu valor frente ao Dólar.
Se, por outro lado, a taxa estivesse R$3,00 por US$ 1,00 no passado, e no 
momento estivesse em torno de R$2,00 por US$1,00, poderíamos dizer que a 
taxa de câmbio do Real em relação ao Dólar estaria mais valorizada, ou mais 
apreciada do que no passado, pois o Dólar ficou ou teria ficado barato em Reais, 
ou o Real compra mais dólares, nossa moeda teria ganhado valor frente ao Dólar.
Atenção:
Câmbio mais desvalorizado incentiva 
as exportações e desincentiva as 
importações;
Câmbio mais valorizado incentiva 
as importações e desincentiva as 
exportações.
78ECONOMIA E MERCADO
Para importar eu preciso primeiro 
comprar dólares. Assim, como ele 
estará mais caro, ficará mais difícil 
importar. 
Para exportar, o preço dos produtos 
é cotado em Dólares. Se eu exportar 
um produto por US$ 100,000,00 e 
o câmbio for R$3,00 por US$ 1,00, 
receberei no final: R$ 300.000,00. Já, 
se o câmbio for R$2,00 por US$1,00, 
receberei no final R$ 200.000,00. 
Portanto, nas exportações é mais 
interessante ter um câmbio mais 
desvalorizado.
PORTANTO, AO LER 
ESTA UNIDADE, 
DEVE ESTAR CLARO 
PARA VOCÊ:
O Balanço de Pagamentos registra os 
recursos que entram e saem do país 
como resultado de operações com 
outros países;
O Balaço de pagamentos é composto 
pela Conta Corrente e pela Conta 
Capital e Financeira.
Na conta corrente registram-se as 
operações de compra e venda de bens 
(tangíveis) e serviços (intangíveis), 
além da entrada e saída de renda 
e das transferências unilateriais 
correntes.
Na conta capital e financeira 
registram-se operações de 
transferências de valores 
provenientes de investimentos de 
recursos financeiros, empréstimos 
e financiamentos entre bancos, 
empresas e pessoas físicas, assim 
como transferências de capital.
O regime de câmbio adotado no Brasil 
é o Regime Flutuante, com flutuação 
suja, ou seja, a taxa de câmbio é 
formada pelo mercado de câmbio 
(interação entre oferta e demanda 
de moeda estrangeira), mas quando 
a taxa oscila muito em curto espaço 
de tempo o governo pode intervir, 
comprando ou vendendo moeda 
estrangeira do mercado de câmbio, 
por meio do Banco Central do Brasil – 
BACEN.
Taxas de Câmbio desvalorizadas 
significam que a moeda estrangeira 
está mais cara (em Reais). Taxas 
de câmbio mais desvalorizadas 
estimulam as exportações, e 
desestimulam as importações.
Taxas de Câmbio valorizadas 
significam que a moeda estrangeira 
está mais barata (em Reais). Taxas de 
câmbio mais valorizadas estimulam 
as importações, e desestimulam as 
exportações.
80ECONOMIA E MERCADO
ATIVIDADES
1) Com relação à taxa de câmbio e regimes cambiais, 
é correto afirmar que:
(A) num regime de taxa de câmbio flexível, um excesso 
de oferta de divisas (ou moeda) estrangeira provoca des-
valorização cambial; 
(B) no regime de câmbio fixo, deixa-se o câmbio oscilar 
dentro de limites pré-estabelecidos;
(C) num sistema de taxa de câmbio flexível ou flutu-
ante, o valor da taxa de câmbio é determinado livremente 
de acordo com oferta e demanda de divisas (ou moeda) 
estrangeiras; 
(D) num regime de câmbio flexível ou flutuante, uma 
desvalorização da taxa de câmbio estimulará as impor-
tações;
(E) num regime de câmbio flexível ou flutuante, de 
flutuação suja, nunca há interferência do governo para 
forçar queda ou alta da taxa de câmbio.
2) A taxa de câmbio é definida como o “preço, em moeda 
nacional, de uma unidade monetária estrangeira”. Sendo 
assim, que instituição regula a taxa de câmbio brasileira 
atualmente?
(A) Banda cambial, com intervenção do governo do 
Brasil;
(B) O Mercado, com intervenções do Banco Central 
do Brasil;
(C) O Banco mundial;
(D) O Banco Interamericano de Desenvolvimento, 
conjuntamente com o Federal Reserve;
(E) O Banco do Brasil, com auditorias do Bacen.
3) Analise os itens abaixo acerca dos efeitos da desva-
lorização cambial:
(A) Importadores pagarão menos reais por dólar; 
(B) A moeda nacional passa a valer mais em com-
paração à moeda estrangeira;
(C) Estimula as exportações e as importações; 
(D) Exportadores receberão mais com as suas vendas 
no Mercado Internacional;
(E) As importações serão estimuladas.
81ECONOMIA E MERCADO
4) Tendo em vista, que o saldo da balança comercial 
(exportações – importações) é uma variável importante 
da Economia Brasileira e das suas relações internacionais, 
indique qual das alternativas abaixo apresenta um evento 
que pode contribuir positivamente paraeste indicador, na 
economia brasileira:
(A) Maior preferência dos consumidores por marcas 
de roupas americanas; 
(B) Redução das barreiras comerciais (redução de 
taxas de importação, etc.) dos países que importam nossos 
produtos; 
(C) Valorização da taxa de câmbio;
(D) Barateamento dos preços dos produtos chineses 
no mercado brasileiro; 
(E) Inflação do Brasil superior à inflação.
5) Leia as assertivas abaixo sobre os sistemas cambiais, 
e classifique-as em verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) No sistema de câmbio flexível, o Banco Central atua 
sempre no mercado de dólares.
( ) No sistema de câmbio fixo, a moeda se valoriza ou se 
desvaloriza, conforme movimentos do Mercado.
( ) Um país com câmbio flutuante, caso perca uma grande 
quantidade de dólares, devido a um saldo negativo per-
sistente em sua balança comercial, terá o câmbio da sua 
moeda valorizado em relação à moeda estrangeira.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima 
para baixo, é:
(A) V; V; V. 
(B) V; V; F. 
(C) V; F; V.
(D) F; V; V.
(E) F; F; F. 
82ECONOMIA E MERCADO
REFERÊNCIAS
AIUB, G. W. Economia para Administração. Disponível 
em: <http://pt.scribd.com/doc/51069599/Apostila-Economia>. 
Acesso em: mar-2013.
DALLAGNOL, R. C. C. Economia I. Cascavel: Facul-
dade Assis Gurgacz, 2008.
MANKIW, Gregori. Princípios de Economia. São Paulo: 
Cengage Learning, 2009.
PARKIN, Michael. Economia; trad. Cristina Yamagami; 
revisão técnica Nelson Carvalheiro. 8 ed. São Paulo: Pearson, 
2009.
PINHO, Diva B. VASCONCELLOS, Marco Antônio 
S. de. Manual de Economia. 2004.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 20 
ed. São Paulo: Atlas. 2003.
VASCONCELLOS, M. A. & GARCIA, M. E. Fun-
damentos da Economia. 3. Ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
 
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