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Teoria MicroeconômicaTeoria Microeconômica AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Bem vindo(a)! Este é um material preparado especialmente para você. Nossa ementa compreende noções gerais de economia, sistema de economia de mercado (demanda, oferta, equilíbrio e alterações no equilíbrio), elasticidade, teoria da produção, teoria dos custos e estruturas de mercado. Aqui então, conceituaremos e contextualizaremos a microeconomia, compreenderemos os tipos de análise microeconômica visando estabelecer a importância da aplicação da sua análise. Conceituaremos e contextualizaremos demanda, oferta e equilíbrio de mercado com o objetivo de compreender demanda e oferta. Na parte �nal do material abordaremos os conceitos de teoria de mercado. Veja nossa divisão de estudos. Na unidade I vamos conceituar a economia, compreender os problemas econômicos: o problema da escassez, compreender a curva de possibilidade de produção e estabelecer a diferença entre microeconomia e macroeconomia. Já na unidade II vamos conceituar e contextualizar demanda de mercado, conceituar e contextualizar oferta de mercado, compreender equilíbrio de mercado e compreender alterações no equilíbrio de mercado. Na sequência, na unidade III falaremos a respeito dos conceitos de contextualizar elasticidade-preço da demanda, vamos conceituar e contextualizar elasticidade- renda da demanda, conceituar e contextualizar elasticidade-preço cruzada da demanda e conceituar e contextualizar elasticidade da oferta Em nossa unidade IV, vamos �nalizar o conteúdo dessa disciplina conceituando e contextualizando teoria da produção, será possível também compreender a teoria dos custos, conceituar e contextualizar Concorrência perfeita, conceituar e contextualizar monopólio, conceituar e contextualizar oligopólio e por �m conceituar e contextualizar concorrência monopolística. Muito obrigado e bom estudo! Unidade 1 Noções Gerais de Economia AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Introdução É com imensa satisfação que iniciamos nosso conteúdo sobre a disciplina de Microeconomia. Tenho certeza de que esse material lhe será muito útil tanto para sua progressão acadêmica quanto para sua vida. A que se ressaltar obviamente que nem todos possuem o mesmo apreço para conteúdos como este: teórico e que exija um esforço talvez maior que o normal para absorver bem o entendimento de todo seu contexto. Porém, não tenho dúvida de que isso não será um problema para você que a�nal, chegou até aqui. Não é mesmo? Pois bem, vamos lá. Nesta primeira unidade será apresentado uma noção geral acerca do contexto da economia. Este capítulo apresenta conceitos sobre economia visando promover um entendimento dos motivos pelo qual ela é estudada e aliás, considerada como uma ciência social. Vamos abordar além dos conceitos de economia, vários outros conceitos relacionados, tais como as necessidades humanas e sua forte in�uência no que tange o problema fundamental da economia que por muitas vezes resulta no temido problema da escassez. Outros conceitos a serem tratados aqui são os bens e serviços, fatores de produção, agentes econômicos e mercados. Esses conceitos remetem ao entendimento da relação entre o consumidor e o mercado, mais adiantes nas próximas unidades tudo isso poderá ser vislumbrado com maior clareza quando, por exemplo, estudarmos demanda e oferta. Então sem mais delongas te convido para iniciar os estudos e aproveitar ao máximo o conteúdo rico de informações que terá a seguir. Bons estudos! Conceitos de Economia AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Etimologicamente, a palavra ECONOMIA, vem do Grego: OIKOS = casa NOMOS = norma, Lei. Assim: “OIKONOMOS” “Administração da casa” “Aquele que administra o lar” “Administração da coisa pública” Economia é a ciência social que estuda a produção, a circulação e o consumo de bens e serviços que são utilizados para satisfazer as necessidades humanas. (VICECONTI; NEVES, 2013). Para Nogami e Passos (2016) a economia é considerada como “uma ciência social justamente porque tais ciências estudam a forma como a sociedade se organiza e funciona. A partir de um determinado ponto de vista de que outras ciências sociais tais como o direito, a sociologia, a antropologia e a psicologia também estudam o funcionamento da sociedade, a economia por estudar comportamento humano interagindo com as organizações na sociedade também o pode ser reconhecida como ciência social. Assim, de acordo com Vasconcellos (2015, p. 3) “trata-se de uma ciência social, já que objetiva atender às necessidades humanas. Contudo, depende de restrições físicas, provocadas pela escassez de recursos produtivos ou fatores de produção”. Esses fatores de produção são: mão de obra; capital; terra; matérias-primas. De acordo com Rossetti (2016, p. 19) “a economia é um estudo da humanidade nas atividades correntes da vida; examina a ação individual e social em seus aspectos mais estreitamente ligados à obtenção e ao uso das condições materiais do bem- estar”. Conceitos Básicos AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Bens e Serviços Os bens e serviços de acordo com Nogami e Passos (2016) são tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana. Bens segundo Rossetti (2016, p. 126): é a denominação usual de produtos tangíveis, resultantes de atividades primárias e secundárias de produção. É a denominação genérica dos produtos que provêm das atividades agropecuárias e das diferentes categorias de atividades industriais, de transformação e de construção. (ROSSETTI, 2016, p. 126). Por que os bens e serviços são procurados? Porque são úteis, ou seja, atendem a necessidade humana Os bens podem ser classi�cados, quanto a raridade, em: Livres: aqueles cuja quantidade é ilimitada e podem ser obtidos sem nenhum esforço humano. Ex: Luz solar, ar, mar, etc. Econômicos: são escassos, tem valor de mercado e precisam de esforço humano para produzi-los. Ex: carro, computador, caneta, etc. Os bens econômicos são classi�cados, quanto a natureza, em: Materiais: são tangíveis: consumo - e a eles podemos atribuir características como peso, altura etc. Ex: roupa, caderno; capital – equipamentos; intermediários – Livro, borracha, etc. Imateriais ou serviços: são intangíveis: Ex: consulta médica, aula, os serviços de um advogado, os serviços de transporte, etc. Os bens podem ser classi�cados também em: bens de consumo; bens de capital; bens �nais; bens intermediários; bens privados e bens públicos. Acompanhe o detalhamento no quadro a seguir. Fatores de Produção Para produzir bens e serviços são os fatores de produção ou recursos produtivos. Mas o que são fatores de produção? São os elementos, limitados, utilizados no processo de fabricação dos mais variados tipos de bens que irão satisfazer as necessidades humanas ilimitadas. Eles são “constituídos pelas dádivas da natureza, pela população economicamente mobilizável, pelas diferentes categorias de capital e pelas capacidades tecnológicas e empresarial”. (ROSSETTI, 2016 p. 65). Quadro 1. Outros bens: detalhamento Bens de consumo São aqueles diretamente utilizados para a satisfação das necessidades humanas. Podem ser de uso não durável, ou seja, que desaparecem uma vez utiliza- dos (alimentos, cigarros, gasolina etc.), ou de uso durável, que tem como característica o fato de que podem ser usados por muito tempo (móveis eletrodomésticos etc.). Bens de capital (ou Bens de Produção), por sua vez, são aqueles que permitem produzir outros bens. São exemplos de Bens de Capital as máquinas, computadores, equipamentos, instalações, edifícios etc. Bens �nais Tanto os Bens de Consumo quanto os Bens de Capital são classi�cados como Bens Finais, uma vez que já́ passaram por todos os processos de transformação possíveis, signi�cando que estão acabados. Bens intermediários São aqueles que ainda precisam ser transformados para atingir sua forma de�nitiva. A título de exemplo, podemos citar o fertilizante utilizado na produção de arroz, ou o aço, o vidro e a borracha utilizados na produção de carros. Bens privados São osformas de energia renovável, entre elas e em particular biocombustíveis, estão na ordem do dia. Há, portanto, grande interesse em entender o modo de funcionamento desses mercados, um conhecimento necessário para a elaboração de estratégias empresariais e, sobretudo, de políticas públicas. O Brasil oferece um laboratório particularmente interessante para essa espécie de estudos, não só por ser o espaço do mais antigo programa de etanol automotivo em larga escala, mas, em especial, por contar com uma frota de veículos �ex-fuel já expressiva, a qual permite o estudo de padrões de consumo em situações em que o consumidor pode arbitrar entre diferentes combustíveis. Este artigo estuda a demanda por etanol no Brasil no período 2001-2009, utilizando diferenças regionais para captar aspectos ainda pouco explorados pela literatura e que conduzem a padrões de demanda bastante distintos. Em particular, diferenciais logísticos e tributários resultam em grande variabilidade dos preços relativos entre etanol e gasolina entre regiões, o que pode resultar em parâmetros da demanda substancialmente diferentes, mensurados por meio das elasticidades própria e cruzada. As diferenças regionais também permitem captar o efeito do nível de renda per capita sobre as elasticidades-preço, de tal modo que é possível identi�car que a renda não apenas afeta o nível de demanda (via elasticidade-renda da demanda), mas também e substancialmente a sensibilidade da demanda em relação a preços (efeito substituição). Para lidar com o clássico problema de identi�cação da demanda, foram propostos alguns modelos de estimação que usam variáveis instrumentais. Além disso, para analisar as diferenças regionais, as unidades federativas foram separadas em dois grupos no que diz respeito ao preço relativo etanol-gasolina, pois nem todos os estados brasileiros têm preço relativo etanol-gasolina numa faixa próxima ao valor crítico de 70%, dadas as diferenças de distância com relação à região produtora. A relação entre o preço do etanol e o preço da gasolina apresenta grandes diferenças entre unidades federativas. Enquanto em São Paulo a média dessa razão para o período 2001-2009 foi inferior a 0,55 (55%), no Pará, essa média foi de 0,8 (80%). Isto é, em São Paulo, a paridade etanol--gasolina esteve quase sempre abaixo dos 60%, o que, a princípio, faz do etanol uma escolha quase sempre mais vantajosa para o consumidor dessa região – admitindo que é economicamente mais vantajoso utilizar o etanol sempre que o seu preço for inferior a 70% do preço da gasolina C. No estado do Pará, por sua vez, a paridade de preços é su�cientemente alta para que um proprietário de automóvel �ex-fuel opte quase sempre pela gasolina, mesmo quando há pequenas mudanças nos preços relativos. Finalmente, em estados como Bahia e Minas Gerais, a paridade está quase sempre numa faixa entre 65% e 75%, o que deve levar a mudanças frequentes na escolha dos consumidores. Este estudo considera que as elasticidades-preço do etanol deveriam ter maior magnitude, ceteris paribus, em estados como Minas Gerais e Bahia, uma vez que, neles, pequenas variações nos preços relativos são su�cientes para a modi�cação da escolha do consumidor. Para testar essa proposição, este trabalho classi�cou os estados em faixas de acordo com o preço relativo médio entre etanol e gasolina. Como existe uma correlação entre renda per capita e o preço relativo etanol-gasolina nas unidades federativas, foram também criadas faixas de renda per capita, como forma de controlar e analisar esses dois efeitos. Finalmente, na esteira de outros estudos realizados para o Brasil (SERIGATI et al., 2010; FREITAS e KANEKO, 2011; SANTOS, 2013), procurou-se levar em consideração que o incremento da participação da frota �ex-fuel provavelmente alterou as elasticidades no período recente. Desse modo, o estudo foi feito separadamente para dois períodos distintos, levando-se em conta o crescimento da frota de veículos com motores �ex- fuel. Este artigo está estruturado em mais seis seções além desta introdução. A segunda seção expõe brevemente a evolução recente da estrutura do mercado de combustíveis para veículos leves no Brasil. Na seção seguinte apresenta-se uma revisão bibliográ�ca de trabalhos empíricos que analisaram a demanda por etanol. A quarta seção de�ne o modelo econométrico estimado e a quinta seção descreve os dados. Por �m, a sexta seção apresenta os resultados obtidos e a última traz as conclusões e indica direções para trabalhos futuros. Fonte: ORELLANO, V. F.; SOUZA, A. D. N.; AZEVEDO, P. F. de. Elasticidade-preço da demanda por etanol no Brasil: como renda e preços relativos explicam diferenças entre estados, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/. Acesso em: 19 de Maio de 2020. Livro https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20032013000400005 Filme Web ACESSAR http://revista.ugb.edu.br/ojs302/index.php/episteme/article/download/165/150/ Unidade 4 Estruturas de Mercado AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Introdução Olá, caro aluno! A partir daqui vamos iniciar nossos estudos sobre as estruturas de mercado. Vamos começar conceituando e contextualizando a teoria da produção que em síntese tratado do lado da oferta. Ou seja, a teoria da produção analisa as �rmas (empresas) e sua relação com o ambiente no qual oferta bens por ela produzidos. Nosso material sobre a teoria microeconômica, neste capítulo retrata também outra realidade bastante ativa na vida de qualquer organismo empresarial, a gestão dos custos e, é por esse motivo, que também abordaremos a teoria dos custos a seguir. Após conceituarmos e contextualizarmos sobre a teoria da produção e dos custos, passaremos então para os conceitos de concorrência perfeita, monopólio, oligopólio e concorrência monopolística. Esses conceitos são de fundamental importância pois através de seu entendimento será possível que você no papel de empresário ou ainda, administrador do negócio possa identi�car quem é sua empresa no meio onde está ou onde pretende iniciar suas atividades. Conhecer o potencial concorrencial do mercado, ver em qual campo de batalha está colocando seu “time” para então direcionar estratégias através daquilo que não pode faltar em nenhuma empresa: planejamento. Acredite, parece clichê, mas nem todas as empresas fazem o dever de casa, muitas acabam entrando em um mercado com alto potencial concorrencial sem ao menos saberem onde estão entrando. Além de um risco gigantesco obviamente, é no mínimo desastroso para qualquer tipo de negócio negligenciar tais fatos tão importantes. Vamos lá? Bons Estudos! Teoria da Produção AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Conceito da Teoria da Produção A Teoria da Produção preocupa-se com o lado da oferta do mercado, ou seja, com os produtores, que vão oferecer aos consumidores os bens e serviços por eles produzidos. Produção é o processo pelo qual uma �rma transforma os fatores de produção adquiridos em produtos ou serviços para a venda no mercado. Assim, a �rma é uma intermediária: compra insumos (inputs, fatores de produção), combina-os segundo um processo de produção escolhido e vende produtos (outputs) no mercado (VASCONCELLOS, 2015 p. 113). Para que essa teoria seja melhor entendida, antes, devemos nos ater aos conceitos de �rma e posteriormente na de�nição da função de produção: Firma, ou empresa Na Teoria da Produção, não há interesse em de�nir a empresa do ponto de vista jurídico ou contábil. Portanto, para nós, a empresa será apenas uma unidade técnica de produção. Em decorrência, o empresário será o proprietário ou pessoa que administra a �rma (SILVA; LUIZ, 2010). Vasconcellos (2015, p. 143) destaca como objetivo proposto pelas �rma a “maximizar lucros, maximizar participação no mercado, maximizar margem de rentabilidade sobre os custos etc”. Função de produção Que é uma relação técnica entre as quantidades empregadas dos fatores de produção e as quantidades produzidas do bem ou serviço, podendo ser representada pela expressão: Q= f (K, L)em que: Q= quantidade produzida do bem; K= quantidade empregada de fator capital; L= quantidade empregada de fator trabalho; Essa expressão signi�ca que a quantidade produzida do bem depende, ou “é função”, das quantidades empregadas dos fatores capital e trabalho. “No qual insumos tais como serviços de mão de obra, matéria-prima e serviços de bens de capital são transformados em um produto �nal” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E BARBIERI, 2011, p. 147). Lei dos Rendimentos Decrescentes Um dos conceitos mais conhecidos entre os economistas, dentro da Teoria da Produção, é o da Lei ou Princípio dos Rendimentos Decrescentes, que trata sobre quando elevando-se a quantidade do fator variável, permanecendo �xa a quantidade dos demais fatores, a produção inicialmente aumentará as taxas crescentes; a seguir, depois de certa quantidade utilizada do fator variável, continuará a crescer, mas a taxas que tendem a cair continuando o incremento da utilização do fator variável, a produção total chegará a um máximo, para depois diminuir. A Lei dos Rendimentos Decrescentes se refere a uma teoria que explica o motivo por aumentos nas quantidades produzidas serem cada vez menores em relação ao acréscimo de unidades produtivas no processo de produção de um bem ou serviço. A teoria defende que a e�ciência produtiva diminui a cada novo fator de produção incrementado ao mesmo fator �xo” (SILVA; AZEVEDO, 2017 p. 57). @freepik Custo de Oportunidade São os custos relacionados às oportunidades deixadas de lado por determinado indivíduo ou empresa, num espaço de tempo especí�co. Essa situação é mais fácil de ser veri�cada se tomarmos por base o exemplo de uma empresa que possua galpão próprio. Enquanto os contadores normalmente contabilizam o custo igual a zero na utilização desse galpão, mesmo que ele abrigue as máquinas da própria empresa, os economistas identi�cam nessa situação uma possibilidade de ganho, pois o empresário poderia receber algum tipo de receita não operacional, caso ele alugasse esse galpão. Dessa forma, os aluguéis não recebidos correspondem ao custo de oportunidade (VASCONCELLOS; OLIVEIRA; BARBIERI, 2011). Custos Fixos e Variáveis Se considerarmos como exemplo dois fatores: terra (�xo) e mão-de- obra (variável) é possível veri�car que, se várias combinações de terra e mão-de-obra forem utilizadas para produzir um item como o feijão e se a quantidade de terra for mantida constante, os aumentos da produção dependerão do aumento da mão-de-obra empregada na lavoura para sua efetiva produção. Assim, a produção deste item aumentará até certo ponto e depois cairá, isto é, a maior quantidade de homens para trabalhar, associada à área constante de terra, permitirá que a produção cresça até um certo ponto (máximo) e depois passe a diminuir. Como a proporção entre os fatores �xo e variável vai se alterando, quando aumenta a produção, essa lei também é chamada de Lei das Proporções Variáveis. De acordo com Vasconcellos (2015, p. 127) “custos contábeis são aqueles normalmente lançados na contabilidade privada, ou seja, são custos explícitos, que sempre envolvem um dispêndio monetário”. São os gastos efetivos contabilizados no balanço da empresa, que podem ser: a) Custos Fixos: Ele independe da produção, não varia de acordo com seu volume e é representado por fatores �xos, como aluguel, IPTU etc. - ,que são denominados, contabilmente, custos indiretos. b) Custos Variáveis: Esse custo depende da produção e varia de acordo com seu volume. É representado por fatores variáveis – como mão-de-obra, matéria-prima etc. – e são denominados, contabilmente, custos diretos. Custos Médio e Marginal Custo Total Médio: é o resultado do quociente do custo total pela quantidade total produzida, também conhecido como custo unitário. Custo Marginal Também denominado custo incremental, é o resultado da produção de uma unidade adicional de produto. Podemos calculá-lo pelo quociente da variação do custo total pela variação da quantidade total produzida. Sua ocorrência só é possível devido ao custo variável, uma vez que os custos �xos não variam em função da produção. TABELA – Produção e custos de produção CT Me = Custo Total Total Produzido CT Mg = Δ CV T Δ Quantidade Total Economias e Deseconomia de Escala As economias de escala ocorrem quando a curva de custo total médio de longo prazo decresce com o aumento da produção, já as deseconomias de escalas ocorrem quando a curva de custo total médio se eleva com a produção (MANKIW, 2013) Quanto às economias de escala podemos destacar três possíveis causas para sua ocorrência. São elas: 1. Economia de escala na fábrica – está ligada ao investimento no capital �xo e humano, trazendo ganhos provenientes da especialização, que, por sua vez, estão relacionados à produtividade dos fatores, ou seja, estão relacionados aos aumentos mais que proporcionais da capacidade produtiva em relação aos custos de produção. Também podemos ter o que chamamos de economias de escopo, que re�etem os benefícios de menores custos ao se produzir dois ou mais produtos em conjunto em vez de separados. 2. Economia de escala no produto – está relacionada ao aumento da especialização dos fatores quando a produção de um único e especí�co produto, por exemplo a mão-de-obra, tende a se tornar cada vez mais quali�cada para a elaboração de um produto por causa das repetidas vezes que lida com ele. Esse fato está ligado à curva de aprendizado, que se re�ete diretamente nos custos. 3. Economia de escala ligada à empresa – são várias as vantagens que esse tipo de economia pode trazer, e dentre as mais importantes destacamos: Vantagens de produção e distribuição – quando se possui muitas fábricas e produtos, são vários os benefícios relacionados à logística da produção e distribuição, originados por essas múltiplas operações; Vantagens provenientes das inovações tecnológicas – como é o caso da Pesquisa de Desenvolvimento (P&D) de produtos, que é algo bastante oneroso. Essa tarefa é muito mais fácil para as grandes empresas, ou para grupos delas, do que para as pequenas; Vantagens para se levantar recursos �nanceiros – em razão de seu tamanho e suas garantias, é muito mais fácil para as grandes empresas levantarem recursos, quer por intermédio de �nanciamentos ou empréstimos, quer pelo lançamento de seus papéis no mercado acionário; Vantagens ligadas ao marketing e à promoção de vendas – é muito comum os grandes grupos terem o próprio pessoal e até mesmo o próprio veículo de divulgação para seus produtos, além disso, em função da quantidade de eventos, �ca mais fácil a negociação com os agentes de comunicação. Quanto às deseconomias de escala, pode-se destacar como suas principais causas os seguintes fatores: 1. Problemas administrativos ligados à coordenação e controle das operações, à medida que elas aumentam de escala; 2. Falta de mão-de-obra especializada, levando as empresas a elevarem os salários para conquistarem ou manterem seus técnicos, causando pressões sobre o custo variável; 3. Problemas logísticos na distribuição dos produtos, quando há uma única fábrica, distante dos centros consumidores, isso provoca elevação dos custos de transporte. Concorrência Perfeita AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Concorrência pura ou perfeita É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas), de tal forma que uma empresa, isoladamente, por ser pouco expressiva, não afeta os níveis de oferta do mercado e, consequentemente, o preço de equilíbrio. Num sistema de concorrência pura ou perfeitamente competitivo, predomina o laissez-faire: milhares de produtores e milhões de consumidores têm condições de resolver os problemas econômicos fundamentais (o que e quanto, como e para quem produzir), como que guiados por uma “mão invisível”. Isso sem a necessidade de intervenção do Estado na atividade econômica (VASCONCELLOS, 2015, p. 5). É um mercado pulverizado, pois é composto por um número considerável de empresas. Nesse tipo de mercado devem prevalecerainda as seguintes premissas: Produtos homogêneos: Não existe diferenciação entre produtos ofertados pelas empresas concorrentes. Não existem barreiras: para o ingresso de empresas no mercado Transparência do mercado: todas as informações sobre lucros, preços etc., são conhecidas por todos os participantes do mercado. Concorrência perfeita no mercado de fatores É um mercado onde existe uma oferta abundante do fator de produção (por exemplo, mão-de-obra não especializada), o que torna o preço desse fator constante. Os ofertantes ou fornecedores, com são em grande número, não têm condições de obter preços mais elevados por seus serviços (VASCONCELLOS; OLIVEIRA; BARBIERI, 2011). Monopólio AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Monopólio O mercado monopolista se caracteriza por apresentar condições diametralmente opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, uma única empresa dominando inteiramente a oferta e, do outro, todos os consumidores. Não há, portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou simplesmente deixarão de consumir o produto. Monopólio é um termo que tem origem grega. Mono signi�ca “um” e polein, “vender”. Ele consiste em uma das principais estruturas de mercado. Tem como principal característica a ausência de concorrentes. A concorrência ocorre quando há disputa entre as várias empresas atuantes no mesmo segmento, com o intuito de atrair fatias maiores de clientes e, portanto, obter lucros mais elevados (SILVA; AZEVEDO, 2017, p. 212). Para Vasconcellos (2015) a existência de monopólios, deve haver barreiras que praticamente impeçam a entrada de novas empresas no mercado. Essas barreiras podem advir das seguintes condições: Monopólio puro ou natural: Ocorre quando o mercado, por suas próprias características, exige a instalação de grandes plantas industriais, que operam normalmente com economias de escala e custos unitários bastante baixos, possibilitando à empresa cobrar preços baixos por seu produto, o que acaba praticamente inviabilizando a entrada de novos concorrentes. Elevado volume de capital: A empresa monopolista necessita de um elevado volume de capital e uma alta capacitação tecnológica. Patentes: Enquanto a patente não cai em domínio público, a empresa é a única que detém a tecnologia apropriada para produzir aquele determinado bem. Controle de matérias-primas básicas: Por exemplo, o controle de minas de bauxita pelas empresas produtoras de alumínio. REFLITA Monopólios são situações de fato em que existe apenas um agente no polo da oferta: todos a ele se submetem. Daí que o monopolista também "fabrica" o preço, a agenda da produção e o nível de qualidade. (MOREIRA, 2014). Existem ainda, os monopólios institucionais ou estatais em setores considerados estratégicos ou segurança nacional (energia, comunicação, petróleo). Diferentemente da concorrência perfeita, como existem barreiras à entrada de novas empresas, os lucros extraordinários devem persistir também a longo prazo em mercados monopolizados. Concorrência monopolista Trata-se de uma estrutura de mercado intermediária entre a concorrência perfeita e o monopólio, mas que não se confunde com o oligopólio, pelas seguintes características: Número relativamente grande de empresas com certo interesse concorrencial, porém com segmentos de mercados e produtos diferenciados, seja por características físicas, embalagem ou prestação de serviços complementares (pós-venda). Margem de manobra para �xação dos preços não muito ampla, uma vez que existem produtos substitutos no mercado (VASCONCELLOS, 2015). Monopsônio Trata-se de uma forma de mercado na qual há somente um comprador para muitos vendedores dos serviços dos insumos. É o caso da empresa que se instala em uma determinada cidade do interior e, por ser a única, torna-se demandante exclusiva da mão-de-obra local e das cidades próximas, tendo para si a totalidade da oferta de mão-de-obra (VASCONCELLOS, 2015). Monopólio Bilateral O monopólio bilateral ocorre quando um monopsonista, na compra do fator de produção, defronta-se com um monopolista na venda desse fator. Por exemplo, só a empresa “A” compra um tipo de aço que é produzido apenas pela siderúrgica “B”. A empresa “A” é monopsonista, porque só ela compra esse tipo de aço, e a siderúrgica “B” é monopolista, porque só ela vende esse tipo de aço. Nesses casos, a determinação dos preços de mercado dependerá não só de fatores econômicos, mas do poder de barganha de ambos: o monopsonista tentando pagar o preço mais baixo (usando a força de ser o único comprador), e o monopolista tentando vender por um preço mais elevado (usando o poder de ser o único fornecedor). Oligopólio AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Oligopólio É um tipo de estrutura normalmente caracterizada por um pequeno número de empresas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um mercado em que há um pequeno número de empresas, como a indústria de automóveis, antes do governo Fernando Collor de Mello, ou então onde há um grande número de empresas, mas poucas dominam o mercado, como a indústria de bebidas. Oligopólio “é uma organização de mercado em que há́ poucos vendedores de uma mercadoria ou de substitutos muito próximos de modo que as ações de cada vendedor afetam todos os outros vendedores” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA; BARBIERI, 2011, p. 222). O setor produtivo brasileiro é altamente oligopolizado, sendo possível encontrar inúmeros exemplos: montadoras de veículos, setor de cosméticos, indústria de papel, indústria de bebidas, indústria química, indústria farmacêutica. No oligopólio, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são �xados entre as empresas por meio de conluios ou cartéis. Oligopsônio É um mercado onde existem poucos compradores que dominam o mercado para muitos vendedores. Exemplo: indústria de laticínios. Em cada cidade existem dois ou três laticínios que adquirem a maior parte do leite dos inúmeros produtores rurais locais. A indústria automobilística, além de oligopolista no mercado de bens e serviços, também é na compra de autopeças (VASCONCELLOS, 2015). Ação governamental e abusos de mercado Criado em 1962 (Lei n 4.137), o Conselho Administrativo de Direito Econômico (CADE) é uma autarquia ligada ao Ministério da Justiça, que tem por objetivo julgar processos administrativos relativos a abusos de poder econômico, bem como analisar fusões de empresas que podem criar situações de monopólio ou maior domínio de mercado. Quando se prova que a limitação da concorrência não propicia ganhos aos consumidores em termos de menores preços ou produtos tecnologicamente mais avançados, o CADE manda desfazer o negócio entre as partes. SAIBA MAIS Concentração econômica no Brasil De acordo com o artigo 90 da Lei 12.529/2011, os atos de concentração são as fusões de duas ou mais empresas anteriormente independentes; as aquisições de controle ou de partes de uma ou mais empresas por outras; as incorporações de uma ou mais empresas por outras; ou, ainda, a celebração de contrato associativo, consórcio ou joint venture entre duas ou mais empresas. Apenas não são considerados atos de concentração, para os efeitos legais, os consórcios ou associações destinadas às licitações promovidas pela administração pública direta e indireta e aos contratos delas decorrentes. ACESSAR http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/perguntas-sobre-atos-de-concentracao-economica Estudamos ao longo desta unidade sobre as estruturas de mercado. Nosso material conceitualizou e contextualizou a teoria da produção que em como apresentado tratado do lado da oferta, analisa as �rmas e sua relação com o ambiente no qual oferta bens por ela produzidos. Neste capítulo tratamos da gestão dos custos abordando a teoria dos custos, onde foi possível compreender sobre os custos de oportunidade, valendo lembrar que são os custos relacionados às oportunidades deixadas de lado por determinado indivíduo ou empresa,num espaço de tempo especí�co. Vimos também sobre os custos �xos e variáveis que, De acordo com Vasconcellos (2015, p. 127) “custos contábeis são aqueles normalmente lançados na contabilidade privada, ou seja, são custos explícitos, que sempre envolvem um dispêndio monetário”. Já o custo médio e marginal, onde custo total médio é o resultado do quociente do custo total pela quantidade total produzida, também conhecido como custo unitário. além de economia e deseconomias de escala que ocorrem quando a curva de custo total médio de longo prazo decresce com o aumento da produção, custo marginal também denominado custo incremental, é o resultado da produção de uma unidade adicional de produto. Já as deseconomias de escalas ocorrem quando a curva de custo total médio se eleva com a produção. Após conceituarmos e contextualizarmos sobre a teoria da produção e dos custos, passamos então para os estudos dos conceitos de concorrência perfeita, monopólio que pode ser caracterizado por apresentar condições diametralmente opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, uma única empresa dominando inteiramente a oferta e, do outro, todos os consumidores. Não há, portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou simplesmente deixarão de consumir o produto. Conclusão - Unidade 4 Estudamos também oligopólio e concorrência monopolística. Esses conceitos conforme relatado anteriormente, são fundamentais pois através de seu entendimento será possível que você no papel de empresário ou ainda, administrador do negócio possa identi�car quem é sua empresa no meio onde está ou onde pretende iniciar suas atividades. Leitura Complementar Comissão Europeia investigará acusações de monopólio envolvendo App Store e Apple Pay A Comissão Europeia anunciou duas investigações contra a Apple, uma voltada para a App Store e outra para o Apple Pay. A medida foi tomada após uma série de reclamações que acusam a Maçã de monopólio no mercado de apps e dominar as tecnologias necessárias no âmbito de pagamentos móveis. A primeira investigação avaliará se as diretrizes da Apple para desenvolvedores na distribuição de apps por meio da App Store violam as regras de concorrência da CE. Já a segunda analisará os termos e as condições relacionados ao Apple Pay, uma vez que apenas o sistema de pagamento da Maçã utiliza o recurso NFC1 do iPhone e do Apple Watch. App Store Mais precisamente, a investigação sobre a App Store se concentrará, em particular, no sistema de compras embutido na loja de aplicativos e nas restrições à capacidade dos desenvolvedores de informar aos usuários sobre possibilidades alternativas de compra fora dos aplicativos. A investigação segue as denúncias do Spotify, que tornou pública sua rixa com a Apple no começo do ano passado, quando reclamou da cobrança de 30% sobre assinaturas feitas dentro do aplicativo por meio da App Store. De acordo com a gigante de streaming, a taxa cobrada pela Maçã obrigaria o serviço a aumentar o valor do seu plano premium, colocando-a em desvantagem em relação ao Apple Music. Além disso, o Spotify (entre outras empresas) a�rma que as compras internas da App Store dão à Apple “controle total sobre o relacionamento com clientes que assinam serviços de terceiros, desmobilizando e restringindo acesso a dados importantes sobre as atividades e ofertas dos concorrentes”. O Spotify comemorou a decisão da CE em um comunicado: “Hoje é um bom dia para os consumidores, o Spotify e outros desenvolvedores de aplicativos na Europa e no mundo. O comportamento anticompetitivo da Apple prejudicou intencionalmente os concorrentes, criou um ambiente desnivelado e privou os consumidores de escolhas signi�cativas por muito tempo. Estamos felizes https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/#easy-footnote-bottom-1-724695 com a decisão da Comissão Europeia de investigar formalmente a Apple e esperamos que ajam com urgência para garantir uma concorrência justa na plataforma iOS para todos os participantes da economia digital.” A investigação também segue uma denúncia feita em março passado pela distribuidora canadense de ebooks e mídias digitais Kobo, que também reclamou da cobrança da “taxa Apple” sobre produtos e serviços adquiridos com intermédio da App Store. Assim como a reclamação do Spotify, a canadense a�rma que essa medida faz com que o valor de produtos subam, colocando-a em desvantagem em relação às ofertas disponibilizadas pela loja de livros da Apple. Segundo uma reportagem do Financial Times 2, a Kobo argumenta que ter que pagar à Apple 30% de comissão em cada ebook vendido pela App Store “torna quase impossível obter lucro”, enquanto a própria Maçã não tem o mesmo corte na sua loja de livros. Apple Pay Sobre o Apple Pay, a Comissão disse que investigará como a Maçã opera sua tecnologia de pagamentos móveis, com foco na limitação de acesso à funcionalidade NFC em iPhones e Apple Watches por serviços terceiros. Com base nos termos e condições do serviço, eles esperam averiguar se a Apple é responsável por “distorcer a competição e reduzir a escolha e a inovação”. Resposta da Apple Em resposta às acusações e à investigação, um porta-voz da Apple fez a seguinte declaração: “Desenvolvemos a App Store com dois objetivos em mente: ser um local seguro e con�ável para os clientes descobrirem e baixarem aplicativos, e uma ótima oportunidade de negócios para empreendedores e desenvolvedores. Estamos profundamente orgulhosos dos inúmeros desenvolvedores que inovaram e obtiveram sucesso por meio de nossa plataforma. E, à medida que crescemos juntos, continuamos a oferecer novos serviços inovadores — como o Apple Pay — que oferecem a melhor experiência ao cliente enquanto atende aos padrões líderes do setor em privacidade e segurança. É decepcionante que a Comissão Europeia esteja apresentando queixas infundadas de um punhado de empresas que simplesmente querem uma carona e não seguem as mesmas regras que todos os outros. Não achamos isso certo — queremos manter uma igualdade de condições em que qualquer pessoa com determinação e uma ótima ideia possa ter sucesso.” Está claro, na resposta da Apple, que a “inesperada” publicação lançada na tarde de ontem tinha outro motivo para além de enaltecer as benfeitorias da App Store no mercado de apps e no comércio em geral — ela também foi usada como uma defesa premeditada da companhia. A Comissão Europeia a�rma que investigará “com prioridade” as acusações contra a Apple, mas não há um prazo de�nido sobre quanto tempo esse processo poderá levar. https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/#easy-footnote-bottom-2-724695 Fonte: RIBEIRO, L. G. Comissão Europeia investigará acusações de monopólio envolvendo App Store e Apple Pay. macmagazine, 2020. Disponível em: https://macmagazine.uol.com.br/. Acesso em: 17 de Junho de 2020. Livro Filme https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/ Acesso em 16 de março de 2020. MANKIW, N. Gregory. Princípios de microeconomia. São Paulo: Cengage Learning, 2013. MOREIRA, Egon Bockmann. As leis são um monopólio do Poder Legislativo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opi n iao/a rtigos/as-leis-sao-u m monopol io-do-poder-leg islativo-9I9dyf5acs58f86p56jdd6on i/. Acesso em 03 de Abril de 2020. RIBEIRO, Luiz Gustavo. Comissão Europeia investigará acusações de monopólio envolvendo App Store e Apple Pay. Disponível em: https://macmagazi ne.uol.com.br/post/2020/06/16/com issao-eu ropeia-i nvestig ara acusacoes-de-monopol io-envolvendo-a pp-store-e-apple-pay/. Acesso em 17 de Junho de 2020. SILVA, César Roberto Leite da; LUIZ, Sinclayr. ECONOMIA E MERCADOS Introdução à Economia. 19 ed. Saraiva, 2010. SILVA, Daniele Fernandes; AZEVEDO, lraneide S. S. Economia. Porto Alegre: SAGAH, 2017. VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; OLIVEIRA, Roberto Guena de; BARBIERI, Fabio. Manual de microeconomia. 3. ed. - São Paulo : Atlas, 2011. VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro: teoria e exercícios, glossário com os 300 principais conceitos econômicos. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2015. Neste material foi possível estudar a economia a partir da divisão dos seus grandes campos. Sabe-se que a economia divide-se em micro e macroeconomia. Aqui especi�camente tratamos sobre a microeconomia e seus derivados. Você pôde perceber durante tais estudos, sobre os conceitos que norteiam o estudo microeconômico sendo ramo ligado a Teoria Econômica que estuda como se comporta economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos o que proporcionou entendimento sobre os tipos de análise microeconômica e ou ainda teoria dos preços que é a parte do estudo dedicada em explorar, como parte da ciência econômica obviamente, como se determina o preço dos bens e serviços, ou seja, como eles são formados, também dos fatores de produção: empresas, política econômica, entre outros que circundam essa variável, bem como a aplicação de tal análise. Conceituamos também demanda ou procura, que pode ser de�nida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo, a oferta referindo-se ao fato de que quanto mais elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do empresário em disponibilizar o seu produto para os consumidores. Equilíbrio de mercado e elasticidade. Vimos a importância estabelecida entre elas sendo amplamente possível compreender o que é demanda e o que é oferta. Estudamos também sobre a teoria da produção que se preocupa com o lado da oferta do mercado, ou seja, com os produtores, que vão oferecer aos consumidores os bens e serviços por eles produzidos. Por �m abordamos as várias formas ou estruturas de mercado, percebeu-se que elas dependem fundamentalmente de três características, tais como o úmero de empresas que compõem esse mercado, tipo do produto (se as empresas fabricam Considerações Finais produtos idênticos ou diferenciados) e se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado além de sua in�uência na economia. Um abraço e até breve. 00-capa 01-Introdução 1 02-Conceitos de Economia 03-Conceitos Básicos 04-Problemas Econômicos_ O Problema da Escassez 05-Microeconomia e Macroeconomia 06-Curva de Possibilidade de Produção 07-Conclusão 1 08-Introdução 2 09-Análise Demanda de Mercado 10-Análise Oferta de Mercado 11-Equilíbrio de Mercado 12-Alterações no Equilíbrio 13-Conclusão 2 14-Introdução 3 15-Elasticidade-Preço da Demanda 16-Elasticidade-Renda da Demanda 17-Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda 18-Elasticidade da Oferta 19-Conclusão 3 20-Introdução 4 21-Teoria da Produção 22-Concorrência Perfeita 23-Monopólio 24-Oligopólio 25-Conclusão 4 26-Considerações Finaisproduzidos e possuídos privadamente. Como exemplo temos os automóveis, aparelhos de televisão etc. Bens públicos Referem-se ao conjunto de bens gerais fornecido pelo setor público: educação, justiça, segurança, transportes etc. Fonte: Nogami e Passos (2016, p. 11). Respectivamente, são as seguintes as denominações usuais desses recursos (como são classi�cados): Recursos naturais ou terra → é a origem de todo o processo produtivo. Ex: minerais, água, sol, etc; Trabalho → é a contribuição do ser humano na produção. Pode ser físico ou intelectual. Ex: Trabalho de um agricultor no campo ou uma consulta médica; Capital → são bens utilizados no processo produtivo. Ex: máquinas, construções, infraestrutura, etc… Tecnologia→ é constituída pelo conjunto de conhecimentos e habilidades que dão sustentação ao processo de produção. O quadro 2 demonstra em detalhes esse conjunto de conhecimentos e habilidades que se dá a denominação genérica de capacidade tecnológica; Quadro 2. Capacidade tecnológica: conceito e tipologia Capacidade tecnológica Conjunto de conhecimento e de habilidades que dão sustentação ao processo de produção. Conceitualmente corresponde às expressões savoir faire (saber fazer) ou know-how (saber fazer). Localiza- se em todos os elos de todas as cadeias produtivas. Está presente em todos os setores e em todas as atividades humanas de produção. Envolve, de um lado, os conhecimentos acumulados sobre as reservas naturais; de outro lado, a capacitação do quadro demográ�co; de outro ainda, a con�guração e o desempenho dos bens de capital e dos bens e serviços gerados. Nesse sentido, é um elo de ligação entre o capital e a força de trabalho. Tipologia da capacidade tecnológica Capacitação para atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Capacitação para desenvolver e implantar novos projetos. Capacitação para operar os processos de produção. Capacitação para P&D Traduz-se pelo talento, pelo conhecimento e pelas habilidades requeridas para atividades de pesquisa básica e aplicada. Envolve tecnologias de armazenamento, processamento, interpretação, fusão e interação de conhecimentos técnico-cientí�cos. Fundamentalmente, resulta em invenções. Capacitação para desenvolvimento e implantação de projetos Traduz-se por conhecimento e habilidades para formatar projetos de novos processos e de novos produtos. Envolve a seleção e a combinação de tecnologias tradicionais dominadas e de última geração para de�nir plantas e viabilizar a produção de protótipos em escala econômica. Fundamentalmente, é a passagem da invenção à inovação. Capacitação para operar o processo de produção Traduz-se por capacidades associadas à operação do processo produtivo. Envolve habilidades relacionadas à manutenção de plantas, ao planejamento e controle da produção, à otimização de processos e ao controle da qualidade dos produtos resultantes. Diz respeito também aos relacionamentos com os demais integrantes a jusante e a montante da cadeia produtiva em que cada atividade se situa. Fonte: Rossetti (2016). Empresariedade → a mobilização, a interação e a combinação dos recursos fundamentais de produção pressupõem a existência de um quinto fator de alta relevância: a capacidade de empreendimento. Agentes Econômicos São aqueles que agem sobre a economia. São pessoas de natureza física ou jurídica que, por meio de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema econômico. Segundo Nogami e Passos (2016) são eles: as Famílias (ou unidades familiares); as Empresas (ou unidades produtivas);e, o Governo. Acompanhe o quadro a seguir: Mercado As várias formas ou estruturas de mercado dependem fundamentalmente de três características: 1. Número de empresas que compõem esse mercado; 2. Tipo do produto (se as empresas fabricam produtos idênticos ou diferenciados); 3. Se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado. Quadro 3. Agentes econômicos Famílias Incluem todos os indivíduos e unidades familiares da economia e que, no papel de consumidores, adquirem os mais diversos tipos de bens e serviços, objetivando o atendimento de suas necessidades de consumo. Por outro lado, as famílias, na qualidade de “proprietárias” dos recursos produtivos, fornecem às empresas os diversos fatores de produção: Trabalho, Terra, Capital e Capacidade Empresarial. Empresas São unidades encarregadas de produzir e/ou comercializar bens e serviços. A produção é realizada por meio da combinação dos fatores produtivos adquiridos juntos às famílias. Tanto na aquisição de recursos produtivos quanto na venda de seus produtos, as decisões das empresas são guiadas pelo objetivo de se conseguir o máximo lucro. Governo Por sua vez, inclui todas as organizações que, direta ou indiretamente, estão sob o controle do Estado, nas suas esferas federais, estaduais e municipais. Muitas vezes o governo intervém no sistema econômico atuando como empresário e produ- zindo bens e serviços através de suas empresas estatais; em outras, age como compra- dor – quando, além de contratar serviços, adquire materiais, equipamentos etc. –, tendo em vista a realização de suas tarefas; outras vezes, ainda, o governo intervém no siste- ma econômico por meio de regulamentos e controles com a �nalidade de disciplinar a conduta dos demais agentes econômicos. Fonte: Nogami e Passos (2016, p. 16). Problemas Econômicos: O Problema da Escassez AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Pinho et al (2017) ressalta que se todos tivessem uma renda maior, seria fácil imaginar que nem todos iriam gastar as mesmas proporções em consumo. Desse modo a caracteriza então como uma ciência não exata, em que se podem programar os resultados sem erros. As necessidades humanas são in�nitas ou ilimitadas. Os Fatores de produção (trabalho, capital e recursos naturais) são �nitos ou limitados. É por esses motivos que a economia é conhecida também como a ciência da escassez ou das escolhas. Nunca é demais rea�rmar que de forma sucinta a economia é a ciência da escassez. Para Silva e Azevedo (2017, p. 39) “a escassez é derivada do termo latino excarpus, que signi�ca algo em pouca quantidade, que possui carência, falta ou insu�ciência”. Após entender o signi�cado e a importância da economia, cabe explicitar o objeto de análise da economia, ou seja, a variável “culpada” por todos os problemas econômicos: escassez. Se os recursos não fossem escassos, não haveria ciências econômica. Mas o que é escassez? Qual o sentido da escassez na economia? Escassez é a situação em que os recursos são limitados e podem ser utilizados de diferentes maneiras, de tal modo que devemos sacri�car uma coisa por outra. A escassez está relacionada ao tempo, dinheiro, espaço, matéria prima, empregos etc. Ou seja, recursos limitados e necessidades ilimitadas! A partir do problema da escassez, qualquer economia procura responder as seguintes perguntas: O que e quanto produzir? Como produzir? Para quem produzir? REFLITA Suponha “se uma quantidade in�nita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse, de fato, produzida” Fonte: Pinho et al (2017, p. 10). Veja o quadro a seguir: Quadro 4. Questões fundamentais sobre escassez Necessidades humanas ilimitadas X Recursos produtivos escassos Escassez Escolha • O que e quanto produzir • Como produzir • Para quem produzir O que e quanto produzir Como produzir Para quem produzir A sociedade deve decidir se produz mais bens de consumo ou bens de capital, ou, como num exemplo clássico: quer produzir mais canhões ou mais manteiga? em que quantidade? os recursos devem ser dirigidos para a produção de mais bens de consumo, ou bens de capital? Trata-se de uma questão de eficiência produtiva: serão utilizados métodos de produção capital-intensivos? ou mão de obra-intensivos? ou terra-intensivos? Essa decisão depende da disponibilidade de recursos de cada país. A sociedade deve decidir quais ossetores que serão beneficiados na distribuição do produto: trabalhadores, capitalistas ou proprietários da terra? agricultura ou indústria? mercado interno ou mercado externo? Região Sul ou Norte? Ou seja, trata-se de decidir como será distribuída a renda gerada pela atividade econômica. Fonte: Vasconcellos, (2015). Microeconomia e Macroeconomia AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Microeconomia A microeconomia é o ramo ligado à Teoria Econômica que estuda como se comporta economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos (VICECONTI; NEVES 2013). Para Mankiw (2013, p. 28) “microeconomia é o estudo de como as famílias e empresas tomam decisões e de como elas interagem em mercados especí�cos”. O estudo da microeconomia foca em analisar a formação de preços no mercado, ou seja, a interação entre os agentes econômicos, a empresa e o consumidor, por exemplo, e como estes interagem e decidem qual o preço e a quantidade de determinado bem ou serviço em mercados especí�cos” (VASCONCELLOS, 2015). É o ramo da Teoria Econômica que estuda o comportamento econômico das unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos. As unidades individualizáveis da economia, como o consumidor e a empresa, consideradas isoladamente ou em agrupamentos de�nidos por critérios classi�catórios (ROSSETTI, 2016, p. 40). Figura 1. Compartimentos usuais da economia: conexões entre principais segmentos Observação sistematizada do mundo real. Descrição e mensuração de fatos econômicos A regulação da atividade dos agentes econômicos: a gestão de custos e de benefícios privados e sociais O consumidor e a análise de procura A empresa e a análise da oferta Remuneração dos fatores de produção e estrutura de repartição da renda Estrutura concorrencial e equilíbrio dos mercados Princípios, teorias, leis e modelos da economia A condução do processo econômico considerado como um todo Contabilidade social: sistemas de contas nacionais, matrizes de relações intersetoriais, balanços internacionais de pagamentos e outras medições agregativas Análise de macrovariáveis: produção, renda, consumo, poupança, investimento, exportações, importações, tributos e dispêndios públicos, oferta e demanda monetárias. Análise dos setores real e financeiro. Tipificação dos recursos econômicos TEORIA ECONÔMICA Teoria Macroeconômica Teoria Microeconômica Atuação sobre a realidade, com três objetivos básicos: • Crescimento econômico sustentável • Estabilidade econômica • Distribuição da renda e da riqueza ECONOMIA DESCRITIVA POLÍTICA ECONÔMICA Fonte: Rossetti (2016). Macroeconomia É o ramo da Teoria Econômica que estuda o funcionamento da economia como um todo, procurando identi�car e medir as variáveis que determinam o volume da produção total, o nível de emprego e o nível geral de preços do sistema econômico, bem como a inserção dele na economia mundial. (VICECONTI; NEVES, 2013). Temos como base a economia, logo então a tratativa de sua evolução como um todo, analisando o que determina, bem como o comportamento de todos os agregados econômicos. Alguns exemplos dos principais agregados são: Renda Emprego Produto Nacional Desemprego Investimento Estoque de Moeda Poupança Taxa de Juros Consumo Balanço de Pagamentos Nível Geral de Preços Taxa de Câmbio Negligencia o comportamento das unidades econômicas individuais, porém permite estabelecer relações entre os agregados e melhor compreensão das interações entre estes. Estuda a economia como um todo, analisando a determinação e o comportamento de grandes agregados, tais como: renda e produto nacionais, nível geral de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balanço de pagamentos e taxa de câmbio. (VASCONCELLOS, 2015). O principal objetivo da teoria econômica é analisar como são determinados os preços e as quantidades dos bens produzidos e dos fatores de produção existentes na economia (PINHO, 2017 p. 301). Curva de Possibilidade de Produção AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Como foi exposto anteriormente, a economia está ligada ao problema da escolha. Isso muito provavelmente não lhe era novidade, visto que muito provável ou certamente você já teve que escolher adquirir alguma coisa em relação à outra. E por que isso acontece mesmo? Vale lembrá-lo que para responder a essa questão basta se lembrar que os recursos são limitados e as necessidades ilimitadas. Em outras palavras, é imposto às empresas uma escolha para a produção de diversos tipos de bens. Para ilustrar, será descrito a seguir uma breve situação hipotética: a. Uma economia produz dois tipos de bens: X e Y; b. A quantidade e qualidade dos recursos é �xa; c. Existe pleno emprego; d. A tecnologia é constante. Essa Fronteira ou Curva de Possibilidades de Produção (CPP), também é costumeiramente identi�cada como a Curva de Transformação, “é a fronteira máxima que a economia pode produzir, dados os recursos produtivos limitados e a tecnologia” (VASCONCELLOS, 2015 p. 10). Através de sua análise será possível obter a percepção das alternativas de produção da sociedade, supondo os recursos disponíveis plenamente empregados. A quantidade de cada bem que pode ser produzido dado a quantidade de fatores de produção disponíveis pode ser mais bem acompanhado na tabela 1. SAIBA MAIS A capacidade produtiva de uma empresa é um indicador fundamental para analisar o �uxo operacional de qualquer empresa. Mas por ser um indicador que se relaciona diretamente com o faturamento e a lucratividade do negócio, muitos pensam que quanto maior a capacidade produtiva, melhor. Porém, esse conceito pode ser enganoso – já que normalmente a capacidade produtiva ideal será aquela que conseguir adequar melhor o nível de produção com a demanda do mercado, gerando o menor custo possível. (REIS, 2018). A tabela pode ser representada no grá�co 1, como: Tabela 1. Tabela representativa das possibilidades de produção BEM QUANT. MAX. X QUANTIDADES INTERMEDIÁRIAS QUANT. MAX. Y X 0 10 15 20 30 Y 55 45 25 5 0 PONTO A B C D E Fonte: o autor. Grá�co 1. Curva de transformação ou possibilidades de produção 55 45 25 5 0 Y X10 15 20 30 A B C D E Fonte: o autor. Curva de transformação mostra a possibilidade de produzir bens dada uma certa quantidade de fatores de produção A situação anterior apresenta o custo de oportunidade, no qual as empresas deverão “abrir mão” da produção de um bem para produzir outro. Assim: Trata-se de uma curva das possibilidades de produção ou curva de transformação; No limite da curva (pontos A, B, C, D e E) algumas respostas para as possibilidades de produção poderão ser obtidas, tais como: → representa o que melhor está cotado no mercado no momento. → representa o sacrifício de escolher o que produzir dado a falta de espaço disponível para produzir vários produtos. → Falta de tempo para produzir mais. → Mudanças nos rumos estratégicos dos negócios. Etc. Pode-se de�nir custo de oportunidade como todo sacrifício de se transferir os recursos de uma atividade para outra, ou seja, é a quantidade de um bem ou serviço a que se deve renunciar para obter outro. Nesta primeira unidade foi apresentado uma noção geral acerca do contexto da economia. Este capítulo tratou dos conceitos sobre economia, o que possibilitou promover um maior entendimento dos motivos pelo qual ela é estudada e aliás, considerada como uma ciência social e mais do que isso: como interfere no nosso cotidiano. Abordamos neste capítulo, além dos conceitos de economia, vários outros conceitos relacionados, dentre eles as necessidades humanas e sua forte in�uência no que tange o problema fundamental da economia que por muitas vezes resulta no temido problema da escassez, já que as necessidades dos indivíduos são ilimitadas e os recursos limitados. Outros conceitostratados aqui foram os bens e serviços que de acordo com Nogami e Passos (2016) são tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana. Fatores de produção, elementos, limitados, utilizados no processo de fabricação dos mais variados tipos de bens que irão satisfazer as necessidades humanas ilimitadas. Agentes econômicos, aqueles que agem sobre a economia (famílias, governos, empresas) além do estudo sobre as estruturas de mercados. Esses conceitos, é sempre bom rea�rmar, remetem ao entendimento da relação entre o consumidor e o mercado. Conclusão - Unidade 1 OMS adverte sobre escassez de máscaras com avanço do coronavírus A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira, 4, para a diminuição dos estoques de máscaras, óculos e outros equipamentos de proteção, essenciais para os pro�ssionais de saúde que combatem a epidemia de coronavírus. Vários países tentam controlar os estoques desses itens. A OMS teme que a escassez desses produtos seja resultado do "aumento da demanda, acúmulo ou abuso". O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse a repórteres em Genebra, na Suíça, que os preços das máscaras multiplicaram por seis e os dos respiradores por três. "Não podemos parar a COVID-19 [a doença causada pelo coronavírus] sem proteger os pro�ssionais de saúde", falou. Ghebreyesus a�rmou ainda que a OMS enviou mais de meio milhão de kits de material de proteção para 27 países, mas alertou que "os suprimentos estão acabando rapidamente". A falta de equipamentos na China causou o contágio de milhares de pro�ssionais de saúde e a morte de dezenas deles. Compras compulsivas Em Seul, pelo menos 500 pessoas �zeram �la em um supermercado na quarta-feira para comprar máscaras e o presidente sul-coreano Moon Jae-in pediu desculpas pela falta do produto. O vírus infectou 4.812 pessoas e matou 28 na Coreia do Sul, onde há mais casos novos diariamente do que na China. O país fabrica 10 milhões de máscaras por dia e o governo ordena que os fabricantes entreguem metade de sua produção em correios, farmácias e cooperativas agrícolas para vender a um preço �xo reduzido, em uma quantidade máxima de cinco unidades por pessoa. Desabastecimento A falta de equipamentos de proteção vem provocando governos de diversos países a tomarem algumas medidas. Na Indonésia, a polícia con�scou 600 mil máscaras em um armazém na região da capital, Jacarta, depois que os primeiros casos no país foram con�rmados. Alemanha e Rússia decidiram proibir a exportação de material médico para garantir que suas equipes de saúde possam cuidar dos doentes. Na Itália, Luigi D'Angelo, diretor do Departamento de Proteção Civil, disse à AFP que o país, onde não se fabricam máscaras, importaria 800 mil da África do Sul. No entanto, o local necessita de, pelo menos, mais de 10 milhões de máscaras. Na França, onde 2.000 máscaras foram roubadas de um hospital, o presidente Emmanuel Macron anunciou na terça-feira que seu governo exigirá que a produção seja reservada aos trabalhadores da saúde e aos doentes. Na China, um alto funcionário do Ministério da Indústria, por sua vez, pediu às empresas de material de proteção que aumentassem sua produção e exportação, porque a demanda em Hubei já está sendo atendida. / COM AFP Fonte: REDAÇÃO. OMS adverte sobre escassez de máscaras com avanço do coronavírus. Estadão. Disponível em: saude.estadao.com.br/noticias/geral,oms- adverte-sobre-escassez-de-mascaras-com-avanco-do-coronavirus,70003219528. Acesso em: 4 de mar. de 2020. Livro Filme Unidade 2 Noções Gerais de Microeconomia AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Introdução Como se dá a formação dos preços dos produtos que você consome? Seria talvez um movimento único e exclusivo que as empresas fazem ao vender produtos e serviços em quem elas buscam cobrir seus gastos incluindo um percentual de ganho e então teríamos o processo de formação de preços? Bem, obviamente que não é somente isso. E para entender esse movimento de formação de preços em mercados especí�cos é que precisamos também conhecer sobre demanda e oferta. A�nal ao ter noção sobre a demanda, conseguimos entre outros fatores estimar qual é a procura por produtos e serviços em determinados mercados. É possível entender por que os produtores desejam ofertar aquilo que está “melhor cotado” no momento da análise. Através desse entendimento as empresas conseguem então vislumbrar com maior possibilidade de acerto sobre as possibilidades de produção, pois conseguem identi�car o potencial da sua demanda. Consegue trabalhar bem melhor a questão do preço, pois ao identi�car seu mercado conseguem também estabelecer relação direta com ele. Na unidade vamos ver além da importância sobre analisar a demanda e a oferta, o quão importante é também saber o que ocorre quando existe excesso/escassez de demanda e, obviamente excesso/escassez de oferta. Acredito que você já sabe que quando o preço de um produto aumenta, a oferta tende a aumentar também, não é mesmo? Bem, isso e muito mais vamos ver a seguir. Bons estudos! Análise Demanda de Mercado AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi A demanda ou procura pode ser de�nida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo. Demanda (ou procura) é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir, num dado período, dada sua renda, seus gastos e o preço de mercado. Representa um desejo, um plano: o máximo a que o consumidor pode aspirar, dada sua renda e os preços no mercado (VASCONCELLOS, 2015, p. 31). A procura depende de variáveis que in�uenciam a escolha do consumidor. São elas: o preço do bem ou serviço, o preço de outros bens, a renda do consumidor e o gosto ou preferência do indivíduo. Para estudar-se a in�uência dessas variáveis utiliza-se a hipótese do coeteris paribus (Ceteris paribus), ou seja, considera-se cada uma dessas variáveis afetando separadamente as decisões do consumidor. Demanda é o mesmo que quantidade demandada? Embora tendam a ser utilizados como sinônimo existe distinção entre demanda e quantidade demandada, esses termos têm signi�cados diferentes. Essa relação entre preço e quantidade demandada se aplica à maioria dos bens existentes na economia e, de fato, ela é tão universal que os economistas a chamam lei da demanda: com tudo o mais mantido constante, quando o preço de um bem aumenta, a quantidade demandada deste diminui; quando o preço diminui, a quantidade demandada do bem aumenta (MANKIW, 2013, p. 65). REFLITA Com as medidas de isolamento social impostas para o controle da pandemia do coronavírus, a demanda por internet aumentou nas residências, assim como as reclamações dos clientes quanto à qualidade do serviço: em Minas Gerais, as queixas relativas à banda larga �xa subiram 37,7% de março a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019. Foram 25.075 registros na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesses três meses de distanciamento, uma média de 272 por dia. Em todo o Brasil, a insatisfação cresceu ainda mais: 41,6%. (MANSUR, 2020). Por demanda entende-se toda a escala ou curva que relaciona os possíveis preços a determinadas quantidades. Por quantidade demandada devemos entender um ponto especí�co da curva relacionando um preço a uma quantidade. Grá�co 1. Demanda ou quantidade demandada. 3 5 Q D D 2 4 P Demanda/quantidade demandada P = PREÇOS Q = QUANTIDADES D = DEMANDA Fonte: o autor. No grá�co 1 é possível perceber a relação entre demanda e quantidade demandada ao ponto de que por exemplo considerando o fator preço (ceteris paribus) ao ponto de que se este subir a demanda/quantidade demandada tende a reduzir. A mesma regra se aplica quando inversamente analisada. A curva de demanda é negativamente inclinada, pois ao ponto de que o preço sobe as quantidades demandadas tendem a baixar ou conforme citado acima, analisando pelo ponto de vista de que se o preço baixar as quantidades procuradas tendem a subir. Lei da Demanda: é a visãodo consumidor, expressa a relação inversa existente entre a quantidade de um bem e seu preço. Quanto mais escasso for um bem, maior será o seu preço e a abundância ocorrerá o inverso. Portanto: DEMANDA maior que a OFERTA = a tendência é o preço subir DEMANDA menor que a OFERTA = a tendência é o preço baixar Análise Oferta de Mercado AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi A oferta é conceituada como sendo as várias quantidades que os produtores desejam oferecer ao mercado em determinado período de tempo. “É a quantidade que os vendedores querem e podem vender” (MANKIW 2013, p. 71). Para Silva e Azevedo (2017, p. 77) lei da oferta, “refere-se ao fato de que quanto mais elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do empresário em disponibilizar o seu produto para os consumidores, coeteris paribus”. SAIBA MAIS O crescimento das economias emergentes ao longo das últimas décadas trouxe um mundo de pessoas para o mercado consumidor, em especial para o consumo de alimentos. O crescimento da China dos anos 80 para cá impulsionou, por exemplo, a venda de commodities no Brasil, em especial, a de carne bovina. Enquanto o gigante asiático alcança um crescimento estável, Índia e países da África devem colocar outros milhões de pessoas no consumo. O desa�o para o mundo será atender o aumento da demanda por alimentos nessas economias em crescimento, impulsionada ainda pelo aumento na população mundial, que deve chegar a 10 bilhões de pessoas até 2050 (CORACCINI, 2019). Grá�co 2. Oferta. 4 10 Q O 3 8 P Oferta P = PREÇOS Q = QUANTIDADES O = OFERTA Fonte: o autor. Da mesma maneira que foi exposto ao tratar sobre a demanda, a oferta obviamente depende de vários fatores. Dentre eles, é preciso destacar seu próprio preço, dos demais preços, do preço dos fatores de produção, das preferências do empresário e da tecnologia. A partir da visão do empresário/produtor a Lei da Oferta: estabelece uma relação direta entre os preços dos bens e a quantidade ofertada. Assim, quanto maior o preço, maior é a quantidade ofertada. REFLITA “Com uma produção maior de milho nos Estados Unidos e queda na demanda, a expectativa é de preços mais competitivos para o milho norte-americano.” ACESSAR https://www.canalrural.com.br/noticias/agricultura/milho/milho-tendencia-de-preco-safra-dos-eua-e-demanda-o-que-saber-antes-de-fechar-negocio/ Equilíbrio de Mercado AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi A interação das curvas de demanda e oferta determina o preço e a quantidade de equilíbrio de um bem ou serviço em um dado mercado. Grá�co 3. Equilíbrio de mercado. 13 14 15 Q OD PE 12 13 14 P D = DEMANDA O = OFERTA PE = PONTO DE EQUILÍBRIO ponto de equilíbrio Fonte: o autor. Na intersecção das curvas de oferta e demanda (ponto E) ou seja, ao se cruzarem, teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que atendem às aspirações, necessidades dos consumidores e dos produtores de forma simultânea. Quando a quantidade ofertada estiver abaixo daquela de equilíbrio “PE” (A, por exemplo), teremos uma situação de escassez do produto. Haverá uma competição entre os consumidores, pois as quantidades procuradas serão maiores que as ofertadas. Formar-se-ão �las, o que forçará a elevação de preços, até atingir-se o equilíbrio, quando as �las cessarão. Más se a quantidade ofertada se encontrar acima do ponto de equilíbrio “PE” (B, por exemplo), haverá um excesso ou excedente de produção, um acúmulo de estoques não programado do produto, o que poderá provocar uma competição entre os produtores, conduzindo a uma redução dos preços, até que se atinja o ponto de equilíbrio (VASCONCELLOS 2015, p. 55). Assim, �ca de certa forma mais fácil compreender que há um movimento existente entre demanda e oferta que é muito claro. Considerando esse excesso de oferta: À medida que o preço cai, os consumidores começarão a achar que o produto é mais atraente do que os substitutos de consumo e alguns deles abandonarão esses substitutos; portanto, haverá um movimento para a direita ao longo da curva de demanda D (expansão da demanda).À medida que o preço cai, os produtores começarão a achar que o produto é menos atraente do que outros substitutos de produção e poderão direcionar recursos para essas alternativas; portanto, haverá um movimento para a esquerda ao longo da curva de oferta (contração da oferta). (WALL, 2015, p. 14) Dessa forma visando a equidade, o governo pode intervir na formação de preços no mercado através de: 1. Impostos; 2. Subsídios; 3. Tabelamento; 4. Fixação de preços mínimos; 5. Congelamentos de preços e salários; 6. Etc. Alterações no Equilíbrio AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Toda alteração há que ser vista e interpretada. Extremos indicam geralmente a existência de alteração na procura ou nas quantidades ofertadas. Ambos seguem uma linha tênue e devem ser observados. Tendo a oferta e a demanda como base de análise, conforme apresentadas nesta unidade é possível vislumbrar que ao existir um movimento nas curvas de demanda e oferta haverá também um movimento nos preços de equilíbrio e consequentemente nas quantidades de equilíbrio de mercado. Figura 1. (a) Aumento na demanda; (b) decréscimo na demanda; (c) aumento na oferta; (d) decréscimo na oferta. (a) Aumento na demanda Preço P2 P1 Q2Q10 Quantidade ofertada e demandada por período S D‘ D Excesso de demanda (b) Decréscimo na demanda Preço P2 P1 Q2Q10 Quantidade ofertada e demandada por período S D‘ D Excesso de oferta (c) Aumento na oferta Preço P2 P1 Q2Q10 Quantidade ofertada e demandada por período S S’ D Excesso de oferta (d) Decréscimo na oferta Preço P2 P1 Q2 Q10 Quantidade ofertada e demandada por período S S’ D Excesso de demanda Fonte: Wall (2015, p. 15). Wall (2015) destaca ainda que à medida que a demanda se eleva, havendo então um excesso de procura num mercado considerado livre, a tendência é também de haver um aumento de preços. Quando o preço aumenta, os ofertantes desejam disponibilizar mais itens neste mercado. Com o aumento de preços a demanda tende a cair, provocando um novo ponto de equilíbrio. É importante ressaltar que havendo excesso de demanda os preços tendem a subir, pois neste caso haverá uma procura maior do que as quantidades ofertadas num dado mercado. Já em contrapartida havendo um excesso de oferta, signi�ca que existe maior disponibilidade de oferta do que a procura. Na prática signi�ca que o mercado é muito dinâmico em preci�car de acordo com a demanda e oferta havendo alterações em seu equilíbrio. Ao existir demanda maior do que aquelas quantidades disponíveis para aquisição, tenderemos então para uma manobra de subida dos preços, com esse aumento as quantidades demandadas se ajustarão e neste momento poderá haver excedentes de produção, ocasionando quedas nos preços até que um novo equilíbrio seja identi�cado e assim sucessivamente. Quer um exemplo? Veja: Imagine hipoteticamente que hoje temos um mercado equilibrado entre demanda e oferta de computadores do tipo notebooks. O que signi�ca que as quantidades demandadas são encontradas num dado mercado, não havendo nem excesso de oferta e nem excesso de demanda. Se você quiser comprar um notebook neste cenário, poderá fazê-lo tão simplesmente indo até uma loja da sua região ou até mesmo via meio digital. Não haverá escassez de produto e os preços de mercado alinhados. Para �ns deste exemplo, imagine então que provocado por alguma situação adversa (seja lá qual for) houve um aumento na procura por notebooks, ou seja, as pessoas estão procurando mais computadores desse tipo. Mas como a produção desse item seguia um equilíbrio anterior, com o aumento expressivo na demanda, não existiam computadores su�cientes para toda a demanda, pessoas �zeram �las nas lojas e sites �caram congestionados com esse aumento na procura. Logo os preços subiram, as empresas fabricantes e aquelas que vendem esse tipo de produto perceberam que ao existir esse aumento na demanda, existiu também umapossibilidade de aumentar seus ganhos e começam então produzir mais e mais quantidades, visto que existe demanda (oportunidade) e os consumidores estão pagando por esses itens. Em determinado momento a demanda cerceará, ou seja, deixa de aumentar e atingirá seu ápice, seja pelas aspirações dos consumidores, seja pelos preços cobrados, e quando isso ocorrer teremos um novo ponto de equilíbrio, porém tudo aquilo que estiver disponível além da capacidade de absorção será considerado como excesso de oferta, ou seja, todas as unidades de notebooks produzidas além da demanda �carão paradas no mercado, quando isso ocorrer percebemos um movimento em torno dos esforços para redução de estoques. É quando temos então os ofertantes disputarão cada cliente, ocasionando queda nos preços, muitos esforços para vendas de produtos ocorrerão até que um novo ponto de equilíbrio ocorra. Nesta unidade você aprendeu que a demanda ou procura como também é denominada é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir, num dado período, dado alguns fatores tais como a sua renda, seus gastos e o preço de mercado, preço de seus substitutos etc. Representa um desejo, uma intenção, ou seja, um planejamento acerca daquilo que o consumidor pode adquirir ao máximo, são suas mais amplas aspirações, dada sua renda e os preços no mercado. Na unidade em questão, foi apresentado também elementos caracterizadores da oferta, você pôde perceber que a procura depende de variáveis que in�uenciam a escolha do consumidor. Essas variáveis são amplamente identi�cadas, são elas: o preço do bem ou serviço, o preço de outros bens, a renda do consumidor e o gosto ou preferência do indivíduo. Viu também que para estudá-la, considerando sua in�uência, dessas variáveis utiliza-se a hipótese do coeteris paribus (Ceteris paribus), ou seja, considera-se cada uma dessas variáveis afetando separadamente as decisões do consumidor. Vimos que quando a procura é maior que a oferta, acarreta em excesso de demanda, quando o contrário acontece temos um excesso de oferta. Porém quando encontramos o ponto exato de encontro entre demanda e oferta, na intersecção das curvas de oferta e demanda (ponto E) ou seja, ao se cruzarem, é o momento em que teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que atendem às aspirações, necessidades dos consumidores e dos produtores de forma simultânea. E como a demanda sofre várias in�uências, esse é um processo constante de aumento e diminuição de demanda tendo o preço um acompanhante �el. Conclusão - Unidade 2 O que é demanda, tipos e como fazer a gestão Por Redação Azulis Sabia que a demanda é essencial para o negócio? Saiba tudo sobre o assunto e aplique os conceitos hoje mesmo no seu empreendimento. Entender o que é demanda de mercado e como ela funciona é fundamental para todo empreendedor que deseja alcançar a sustentabilidade do seu negócio. Isso acontece porque, à medida que se tem conhecimento sobre o assunto, �ca mais fácil fazer o planejamento das atividades. E, com isso, atender às solicitações dos clientes, administrar o estoque e assegurar mão de obra adequada para cada período do ano. No �nal das contas, o resultado é mais e�ciência e produtividade. Parece bom para você? A gente concorda que sim. Então, para descobrir o que é demanda e aprender como gerenciá-la, preparamos este artigo completo. Acompanhe! O que é demanda? Demanda é quando o consumidor precisa do seu produto ou serviço durante um período de tempo. Para facilitar o entendimento, pense em como o mercado funciona durante as datas comemorativas. No Natal, por exemplo, é comum a procura por certos itens alimentícios, como peru, nozes e uvas passas, certo? A tradição de trocar de presentes nessa época também faz a busca por outros itens aumentar, como roupas, sapatos, perfumes e brinquedos. Essa necessidade e o pedido de consumo é o que representa a demanda. Bom, agora que você já sabe o que é demanda, podemos dar um passo adiante para entender a relação entre demanda e oferta. A relação entre oferta e demanda Muito provavelmente, você já deve ter ouvido falar na lei da oferta e procura, não é mesmo? A demanda é a procura. Ela diz respeito a quanto os consumidores estão propensos a comprar determinado produto. Já a oferta é referente à quantidade dessa mercadoria disponível no mercado. Essa é a relação da oferta e da demanda: cliente interessado em comprar um item disponível. Logo, �ca fácil entender que, quanto mais escasso o https://www.azulis.com.br/artigo/gestao-de-estoque produto estiver no mercado, maior será o preço dele. O contrário também acontece: quanto mais produtos disponíveis, menor é o seu valor. Nesse cenário, entender não apenas o que é demanda, mas conhecer a relação entre oferta e procura no seu mercado, ajuda a planejar. É o que permite saber, por exemplo, a quantidade de itens que você deve comprar para o estoque, o quanto produzir e qual o valor do seu produto em determinado período. Tipos de demanda Até aqui, entendemos o que é demanda e oferta. Mas você sabia que não existe um só tipo de demanda? Para aumentar as vendas, é importante que você conheça todas elas, levando em conta as necessidades do seu público-alvo. Com esse levantamento, você consegue identi�car oportunidades de vendas e aprimorar o atendimento ao cliente. Como veremos agora, existem vários tipos de demanda. Separamos as principais para você. Demanda irregular Esse tipo de demanda sofre com a sazonalidade decorrente de acontecimentos não previstos, como o clima. Os produtos hortifrúti na feira são exemplos clássicos. Na época da safra do morango e inhame, por exemplo, o preço despenca. Já no comércio, seguindo o calendário comemorativo, o Dia dos Pais é uma excelente época para os lojistas do segmento masculino faturarem. Fazem parte da demanda irregular as liquidações para renovação do estoque, como a troca de coleção outono/inverno pelas peças de primavera/verão. Demanda plena São os produtos e serviços que não podem faltar no nosso dia a dia. Ou seja, que são essenciais para a sobrevivência ou para o mínimo de conforto. Água, luz, e alimentos básicos, como feijão, arroz, leite e sal, entram nesse tipo de demanda. Demanda excessiva Neste tipo de demanda, nem todos os clientes são atendidos. Isso acontece porque a oferta não suporta o número de interessados. Essa demanda é muito comum em itens promocionais exclusivos e para eventos. https://www.azulis.com.br/artigo/9-dicas-para-vender-mais https://www.otempo.com.br/capa/economia/morango-e-inhame-ficam-mais-baratos-na-safra-1.308850 https://www.profissionaldeecommerce.com.br/dia-dos-pais-2019/ A turnê Nossa História, da dupla Sandy e Júnior, em 2019, por exemplo, teve todos os ingressos esgotados em tempo recorde logo após a liberação dos lotes de venda. Demanda indesejada É toda demanda que pode trazer riscos para o meio ambiente, para a saúde e para a sociedade em geral. O uso de cigarro, por exemplo, é uma demanda indesejada. Os produtos que se incluem nesse tipo são regulados pelo governo, que investe em ações para inibir o consumo desses itens. A importância da análise de demanda de mercado Avaliar a demanda do seu mercado é fundamental para que você entenda as necessidades do consumidor. Dessa forma, é possível se preparar para garantir a e�ciência da sua operação e o sucesso das vendas. Abastecer o estoque e contratar pessoal são dois exemplos de decisões que podem ser tomadas a partir da análise. Dar conta de suprir os pedidos da sua clientela é ainda uma prova de que você se preocupa em atendê-la bem. Esse cuidado é percebido pelo consumidor, que se sente mais conectado com a marca e a empresa. Portanto, analisar a demanda de mercado é também uma forma de estreitar o relacionamento com o seu público. Como fazer a gestão de demanda na empresa? Depois de entender o que é demanda e conhecer seus diferentes tipos, vamos à prática. Chegou a hora de aprender como fazer a gestão de demanda nasua empresa. Preste atenção nas dicas e comece agora mesmo! Faça o mapeamento do seu mercado Independentemente do seu segmento de atuação, é certo que haverá períodos de alta e baixa demanda. Identi�cá-los é importante para que você possa explorar o momento para vender mais ou fazer o seu planejamento �nanceiro a �m de minimizar os impactos negativos. Pesquise bastante sobre o mercado no qual a sua empresa está inserida e mantenha-se atualizado com as tendências. Trabalhe os seus recursos disponíveis https://famosidades.com.br/musica/turne-de-sandy-e-junior-tem-ingressos-esgotados-em-tempo-recorde/ https://www.azulis.com.br/artigo/escolher-bem-funcionarios De�na quais são os produtos e serviços mais rentáveis e mais importantes para a sua empresa. Considere também os seus recursos disponíveis, como tecnologia, pessoal e capital. Trabalhe no valor �nal que poderá ser praticado para garantir o lucro. Peça feedback aos seus clientes É muito importante entender o mercado e explorá-lo ao máximo. A boa notícia é que o seu cliente pode fornecer as informações de que precisa. Observe o comportamento de consumo do seu estabelecimento. Veja o que os clientes mais compram, o que �ca muito tempo parado na prateleira e ainda o que costuma faltar. Além disso, você pode ser mais incisivo e questioná-los. Procure, por exemplo, durante o atendimento e a venda, perguntar se ele encontrou tudo o que procurava. Vale também realizar pesquisas de satisfação. O cliente é parte fundamental para entender o que é demanda e como gerenciá-la. A�nal, é dele que partem os pedidos. E é seu público que faz o mercado girar. Ouvi-los deve ser uma atividade constante na sua rotina como empreendedor. Sem dúvida, isso vai fazer com que o desa�o de estabelecer uma gestão e�ciente seja mais simples. Aliás, com relação à administração do negócio, uma dica bônus é recorrer à informatização de processos. O controle de estoque, por exemplo, se torna mais fácil quando existe um sistema que registra todas as entradas e saídas. ACESSAR https://www.azulis.com.br/artigo/demanda Livro Filme Unidade 3 Elasticidade AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Introdução Nesta unidade você vai observar que é possível explicar a elasticidade como o grau de reação de um produto à variação de, por exemplo, seu preço, isto é, a elasticidade demonstra uma relação entre o efeito nas quantidades demandadas ou ofertadas determinado produto e as causas que o determina, sob a condição de coeteris/ceteris paribus. Vai aprender que a elasticidade mede a resposta que consumidores e produtores dão às alterações das condições de mercado. O que estudamos até aqui ganhará muito mais importância e precisão com este conceito, já que agora será possível entender os motivos pelos quais alguns bens sofrem mais e outros menos com o efeito aumento/redução de preços. Para resumir, já sabendo que você verá o conteúdo com maiores detalhes durante a unidade, e obviamente como forma de degustar o conteúdo, podemos conceituar elasticidade com o grau de reação ou de sensibilidade de um bem ou serviço à variação de, seu preço, preço dos produtos substitutos ou complementares e renda do consumidor. Como bem observado por Mankiw (2013) ela, a elasticidade, é uma medida do tamanho da resposta dos compradores e vendedores às mudanças das condições do mercado. A metodologia de cálculo da elasticidade parte da análise do quociente entre a variação percentual da quantidade em função da variação percentual de outra variável, que lhe provoque alguma mutação, como o preço do próprio bem ou serviço. É o que vamos ver a seguir. Bons estudos! Elasticidade - Preço da Demanda AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Sua função é avaliar a reação da quantidade da demanda de um bem ou serviço em relação às variações em seu preço. Essa é a visão do quando considerado o lado do consumidor. A elasticidade-preço da demanda pode ser de�nida “como sendo a relação entre a variação percentual na quantidade demandada e a variação percentual no preço” (VASCONCELLOS 2011 p. 8). Algebricamente, a elasticidade-preço da demanda pode ser representada por: Onde: Variação na quantidade demandada Variação no preço Carvalho (2015) a�rma que a elasticidade-preço da demanda refere-se à medida da variação da quantidade demandada pelo consumidor de um produto quando seu preço muda. Miltons (2016 p. 47) destaca que a “elasticidade-preço da demanda mostra o quanto a demanda responde a variações no preço dos bens”. Dessa forma quanto maior for a resposta, mais elástica será a demanda. Se a resposta for pequena, signi�ca que a demanda é preço-inelástica. Edp = ΔQ Q ΔP P ΔQ = ΔP = SAIBA MAIS O conceito de elasticidade, muito importante dentro da microeconomia, aparece justamente como sendo uma forma mais precisa e e�caz de analisar aspectos da oferta e da demanda. Cabe a ela a possibilidade de não só avaliar, mas também de medir a reação de compradores e vendedores em resposta às mudanças de outras variáveis (FOUQUET, 2018). Figura 1. A elasticidade-preço da procura Fonte: Rossetti (2016, p. 432). A elasticidade-preço da demanda é determinada pelo comportamento do consumidor, regido por suas preferências pessoais. Tais preferências são formadas com base em diversos aspectos, objetivos e subjetivos. Apesar desta aproximação genérica, podemos enumerar alguns comportamentos típicos importantes. O primeiro diz respeito ao grau de substitutibilidade. Se um bem tiver vários substitutos próximos, o aumento de seu preço provocará grande redução na quantidade demandada, ou seja, ele apresentará uma alta elasticidade-preço. O segundo relaciona-se com a necessidade: bens necessários, remédios, consultas ao dentista, escola, em geral, são inelásticos. Mesmo que seus preços subam, a demanda não costuma cair muito. Claro que essa noção varia de pessoa para pessoa, já que aquilo que é indispensável para um não necessariamente o é para outro. (MILTONS, 2016 p. 47). Os fatores que afetam a elasticidade preço da demanda, de acordo com Sampaio (2019) são: A existência de bens substitutos; Grau de essencialidade do bem; Limites de mercado; Curto e longo prazo; Grau de participação no orçamento; Possibilidades de uso. Veja o quadro a seguir com a explicitação sucinta de cada um dos fatores: Quadro 1. Fatores que afetam a elasticidade preço demanda Fatores que afetam a elasticidade preço da demanda A existência de bens substitutos Caso o bem em questão possua substitutos próximos e havendo uma elevação de seu preço, a tendência é o consumidor substituir o bem em questão pelo seu substituto. Assim, a demanda por esse bem em questão se torna mais elástica. Quanto maior o número de substitutos, mais elástica tende a ser a demanda. Vejamos um exemplo: suponhamos que o preço da manteiga suba e que sejamos indiferentes em comprar manteiga ou margarina. Nesse caso, a tendência é reduzirmos o consumo de manteiga e aumentarmos o de margarina, ou seja, a tendência é de sermos elásticos ao consumo de manteiga. Grau de essencialidade do bem Caso o bem seja muito essencial, mesmo o preço subindo, é provável que continuemos a consumi-lo ou que a redução no consumo seja pequena. No caso de bens supér�uos, a tendência é de uma redução maior no consumo, caso os preços subam. Vejamos um exemplo: caso o preço do remédio suba, as pessoas, provavelmente, reduzirão o minimamente possível o seu consumo, já que aquele bem é essencial. Em contrapartida, caso o preço do perfume francês suba, é bem mais fácil o consumo dele se reduzir, já que se trata de um bem supér�uo. Limites de mercado Quando se de�ne o mercado de forma mais ampla, a elasticidade é menor. Quando se de�ne o mercado de forma mais restrita, a elasticidade é maior, já que é possível encontrar substitutos com mais facilidade. Mankiw exempli�ca isso muito bem quando diz: “[...] os alimentos, uma categoria ampla, têm demanda bastante inelástica, porque não há bons substitutos para eles. O sorvete, uma categoria restrita, tem demanda mais elástica,porque é fácil substituí-lo por outras sobremesas. Sorvete de baunilha, uma categoria mais restrita, tem demanda muito elástica, porque os outros sabores de sorvete são substitutos quase perfeitos para ele”. Curto e longo prazo Quando o preço de determinado produto sobe, no curto prazo, é mais difícil substituí-lo pelo consumo de outro bem ou adaptar‐se ao baixo consumo do referido bem. Já, no longo prazo, isso se torna mais fácil, visto que o consumidor tem a oportunidade de tomar conhecimento de alternativas que existem e, assim, ajustar seu consumo ao preço do bem. Portanto, via de regra, quanto maior o horizonte de tempo, mais elástica tende a ser a demanda. A exceção a essa regra estaria no consumo de bens duráveis como geladeira, automóveis etc. A diferença entre as elasticidades de curto e longo prazo de um bem é explicada pela velocidade com que os consumidores reagem a mudanças no preço e pelo número de bens substitutos disponíveis. Grau de participação no orçamento Quando o bem consumido representa pouco (em valores monetários) no orçamento de uma família, mesmo que os preços subam, a redução de seu consumo será pequena. Pensemos no preço de uma caixa de fósforo. Como seu valor representa muito pouco diante do orçamento de uma família, mesmo que seu preço venha a subir consideravelmente, as famílias di�cilmente reduzirão muito o seu consumo. Portanto, quanto menos o bem absorver uma parcela da renda do consumidor, menor será sua elasticidade‐preço. Possibilidades de uso Quando um produto possui muitos usos, o número de bens substitutos tende a ser alto também, o que faz com que seja fácil trocá‐lo por um substituto caso o preço venha a subir. Portanto, quanto maior a possibilidade de uso de um bem, maior a elasticidade dele. Assim, a�rma Ferguson: “Então uma mercadoria, como a lã — que pode ser usada na produção de roupas, estofamentos, tapeçarias e outros — tenderá a ter uma elasticidade‐ preço mais alta que uma mercadoria com somente um ou poucos usos — a manteiga, por exemplo”. Fonte: Sampaio (2019). Calculando a elasticidade-preço demanda Suponha que para fazer o cálculo, dispusemos do seguinte exemplo: Figura 2. Curva da demanda de café. Fonte: Carvalho (2015, p. 117). Conforme proposto por Carvalho (2015) é possível perceber que o preço no momento 1 é de R$ 5,50, no momento 2, R$ 4,00. As quantidades demandadas, no momento 1-15, 2-20 respectivamente. Apenas pela análise do grá�co da �gura, já é possível identi�car que ao ponto que o preço do café diminuiu, as quantidades de demandas aumentaram. A questão agora é identi�car se esse aumento signi�ca que houve uma demanda elástica, inelástica ou unitária. Vamos ao exemplo do cálculo que pode ser percebido na �gura a seguir: Figura 3. Cálculo elasticidade-preço demanda Fonte: Carvalho (2015). Δ%P = ⋅ 100 = .100 = −27, 3% Δ%Q = ⋅ 100 = ⋅ 100 = 33, 3% Ep = = = 1, 22 P 2−P 1 P 1 4,00−5,50 5,50 Q2−Q1 Q1 20−15 15 Δ%Q Δ%P 33,3 −27,3 Considerando a regra existente: Demanda elástica (mais sensível) - %P provoca %Qd Mais que proporcional Epp > |1| Demanda inelástica (menos sensível) - %P provoca %Qd Menos que proporcional Epp 1 (1,22). Quando a demanda é preço-elástica, a quantidade varia mais que proporcionalmente ao preço. Ao contrário, quando ela é preço-inelástica, a mudança da quantidade é proporcionalmente menor do que a variação do preço. A partir desta conclusão, é possível analisar o efeito sobre a receita total das �rmas. Tal ferramenta será útil na decisão de aumentar ou não os preços dos produtos das empresas. (MILTONS, 2016 p. 50) Essa análise poderá ser diferente no caso de considerar o aumento ou diminuição de preço. Por isso é sempre importante considerar a reação da demanda sobre redução ou aumento de preços de forma especí�ca. Δ Δ Δ Δ Δ Δ Elasticidade - Renda da Demanda AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Parte do princípio de que havendo alteração na renda do indivíduo também haverá alteração na quantidade demandada. Carvalho (2015) enaltece que a elasticidade-renda da demanda tem como objetivo medir a variação da quantidade demandada pelo consumidor de determinado produto (x) resultante da variação de sua renda (R), tudo o mais constante. Miltons (2016 P. 51) destaca que a “elasticidade-renda informa qual é a sensibilidade do consumidor em resposta a variações na renda. Por de�nição, é a variação percentual da quantidade demandada dividida pela variação percentual da renda.” Quando ocorre uma variação percentual da renda, pode gerar uma variação percentual da quantidade demandada, ou seja, um aumento percentual do primeiro acarreta um aumento percentual ou uma diminuição percentual do segundo; bem como uma diminuição percentual do primeiro acarreta um aumento ou diminuição percentual do segundo. Portanto, a elasticidade renda da demanda poderá ser uma relação positiva ou negativa, o que torna a análise do sinal muito importante (SAMPAIO, 2019 p. 152). A elasticidade renda da demanda poderá ser uma relação positiva ou negativa: Segundo Sampaio (2019) supondo que a renda se eleve, ou seja, tenha uma alteração para mais, como exemplo passando de 1000 para 1500 e que isso acarrete uma diminuição da quantidade demandada de, por exemplo, 80 para 72. Neste caso signi�ca que uma variação percentual da renda vai acarretar uma variação percentual na quantidade demandada em sentido oposto, já que foi possível perceber que mesmo a renda aumentando a demanda caiu. Quando isso ocorre, independente da intensidade, diz‐se que o bem em questão é um bem inferior. Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir: Positiva e maior que um (1), bem é superior. Positiva e menor ou igual a um (1), bem é normal. Negativa, bem é inferior. Zero, bem saciado ou saturado. No caso dos bens inferiores, para Miltons (2016) a elasticidade-renda é negativa, já que o aumento da renda provoca redução da quantidade demandada. Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso acarrete um aumento da quantidade demandada de 80 para 112. Signi�ca que uma variação percentual da renda vai acarretar uma variação percentual na quantidade demandada entre 0% e 100% desse aumento da renda, ou seja a elasticidade renda da demanda vai oscilar entre zero e um. Quando isso ocorre, diz‐se que o bem em questão é um bem normal. Isso signi�ca, de acordo com Miltons (2016), que bens normais têm elasticidades- renda positivas, já que a relação entre renda e quantidade demandada é direta. Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir como será a variação percentual da quantidade demandada: Figura 4. Cálculo de demanda: bem inferior Fonte: Sampaio (2019, p 153). %ΔQd = ΔQd/Qd Ou seja : %ΔQd = = = −0, 1 = −10% = −10% A variação percentual da renda será : %ΔR = ΔR/R Ou seja : %ΔR = = = 0, 5 = 50% = 50% Logo, a elasticidade renda da demanda será : ERD = ERD = −10% /50% ERD = −1/5 = −0, 2 72−80 80 −8 80 1500−1000 1000 500 1000 %ΔQd %ΔR Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso acarrete um aumento da quantidade demandada de 80 para 160. Signi�ca que uma variação percentual da renda vai acarretar uma variação percentual maior na quantidade demandada, ou seja, a ERD vai ser maior que 1. Quando isso ocorre, diz‐se que o bem em questão é um bem superior. Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir como será a variação percentual da quantidade demandada: Figura 5. Cálculo de demanda: bem normal Fonte: Sampaio (2019, p 154). %ΔQd = ΔQd/Qd Ou seja : %ΔQd = = = 0, 4 = 40% A variação percentual da renda será : %ΔR = ΔR/R Ou seja : %ΔR = = = 0, 5 = 50% Logo, a elasticidade renda da demanda será : ERD = EPD = 40%/50% EPD = 0, 8 112−80 80 32 80 1500−1000 1000 500 1000 %ΔQd%ΔR Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso não acarrete um aumento da quantidade demandada, ou seja, a quantidade demandada permanecerá igual a 80. Signi�ca que quando uma variação percentual da renda não acarreta uma variação percentual na quantidade demandada, ou seja, a ERD for igual a zero, trata‐se de um bem saciado ou saturado. A variação percentual da quantidade demandada será: Ou seja: Figura 6. Cálculo de demanda: bem superior Fonte: Sampaio (2019, p 154). %ΔQd = ΔQd/Qd Ou seja : %ΔQd = = = 1 = 100% A variação percentual da renda será : %ΔR = ΔR/R Ou seja : %ΔR = = = 0, 5 = 50% Logo, a elasticidade renda da demanda será : ERD = ERD = 100%/50% ERD = 2 160−80 80 80 80 1500−1000 1000 500 1000 %ΔQd %ΔR %ΔQd = ΔQd/Qd Figura 7. Cálculo de demanda: bem saciado ou saturado Fonte: Sampaio (2019, p 155). %ΔQd = = 0 = 0% A variação percentual da renda será : %ΔR = ΔR/R Ou seja : %ΔR = = = 0, 5 = 50% Logo, a elasticidade renda da demanda será : ERD = ERD = 0%/50% ERD = 0 0 80 1500−1000 1000 500 1000 %ΔQd %ΔR Elasticidade - Preço Cruzada da Demanda AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi Mede justamente o impacto proveniente das variações percentuais nas quantidades demandadas de um determinado bem em relação a variação percentual do preço de outro bem. Carvalho (2015) enfatiza que a elasticidade cruzada da demanda mede a variação da quantidade demandada pelo consumidor de um bem (x) resultante da variação no preço de outro bem (y), tudo o mais constante. Quando se deseja analisar o efeito do aumento do preço de um bem na demanda de outro bem que lhe guarde alguma relação – substitutibilidade ou complementaridade – deve- -se utilizar o conceito de elasticidade cruzada. comparam-se variações percentuais de quantidade demandada de um bem com variações percentuais no preço de outro bem, coeteris paribus. (MILTONS, 2016). Quando ocorre uma variação percentual do preço de Y, pode gerar uma variação percentual da quantidade demandada de X, ou seja, um aumento percentual do primeiro pode acarretar um aumento ou uma diminuição percentual do segundo; bem como uma diminuição percentual do primeiro pode acarretar um aumento ou diminuição percentual do segundo. Portanto, a elasticidade cruzada da demanda poderá ser positiva ou negativa, o que torna a análise do sinal muito importante. Quando a elasticidade cruzada da demanda for positiva, dizemos que os bens são substitutos entre si. Quando a elasticidade cruzada da demanda for negativa, dizemos que os bens são complementares entre si. Se os bens não apresentarem nenhuma relação entre si, então a elasticidade cruzada da demanda será zero (SAMPAIO 2019, p. 159). Figura 8. Elasticidade-preço cruzada da demanda Fonte: Sampaio (2019, p. 159). Então conforme apresentado por Sampaio (2019), se o preço de “y” (Py) sobe de 100 para 120, levando a um aumento da quantidade demandada de “x”, de 10 para 15, então, diz‐se que “y” e “x” são bens substitutos e apresentam uma elasticidade cruzada da demanda positiva. Se o preço de “y” (Py) sobe de 100 para 120, levando a uma redução da quantidade demandada de “x”, de 100 para 80, então, diz‐se que “y” e “x” são bens complementares e apresentam uma elasticidade cruzada da demanda negativa. Carvalho (2015) enfatiza que a elasticidade cruzada da demanda mede a variação da quantidade demandada pelo consumidor de um bem (x) resultante da variação no preço de outro bem (y), tudo o mais constante. Elasticidade da Oferta AUTORIA Rodrigo Junior Gualassi O mesmo raciocínio utilizado para a demanda também se aplica para a oferta, a �gura a seguir mostra perfeitamente essa relação de raciocínios. No entanto, neste caso o resultado da elasticidade será positivo, pois a correlação entre preço e quantidade ofertada é direta. A elasticidade-preço da oferta é a variação percentual na quantidade ofertada do bem x para cada unidade de variação percentual em seu preço. A fórmula é semelhante à elasticidade-preço da demanda, com a diferença de ser, o resultado, necessariamente um número positivo, dada a inclinação ascendente da curva de oferta (MILTONS, 2016). Sampaio (2019) a�rma que a elasticidade‐preço da oferta mede a variação percentual na quantidade ofertada de um bem “x” em decorrência de uma variação percentual no seu preço. Figura 9. Elasticidade-preço da oferta Fonte: Sampaio (2019, p. 159). Quando ocorre uma variação percentual do preço, isso pode gerar uma variação percentual da quantidade ofertada no mesmo sentido, ou seja, um aumento do primeiro acarreta um aumento do segundo; bem como uma diminuição do primeiro acarreta uma diminuição do segundo. Portanto, a elasticidade‐preço da oferta será uma relação sempre positiva. Dizemos que quando essa relação é igual a unidade, a elasticidade da oferta é unitária. Quando essa relação é maior que 1, a oferta é elástica, e quando essa relação é menor que 1, a oferta é inelástica. SAIBA MAIS Um bom exemplo de como a elasticidade ocorre é o caso da oferta, da demanda e dos preços. Em geral, quando apenas a oferta de um produto aumenta, os preços caem - logo, A interfere em B. Assim como quando apenas a demanda aumenta, os preços sobem - repetindo a sensibilidade anterior. (Mais Retorno, Online). Figura 10. A elasticidade-preço da oferta Fonte: Rossetti (2016, p. 433). Miltons (2016) destaca ainda que sendo a elasticidade maior que 1 (ES>1), a oferta é preço-elástica. Se ES = 1, a oferta é de elasticidade unitária e, por �m, se ES