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Teoria MicroeconômicaTeoria Microeconômica
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Bem vindo(a)!
Este é um material preparado especialmente para você. Nossa ementa compreende
noções gerais de economia, sistema de economia de mercado (demanda, oferta,
equilíbrio e alterações no equilíbrio), elasticidade, teoria da produção, teoria dos
custos e estruturas de mercado. Aqui então, conceituaremos e contextualizaremos a
microeconomia, compreenderemos os tipos de análise microeconômica visando
estabelecer a importância da aplicação da sua análise.
Conceituaremos e contextualizaremos demanda, oferta e equilíbrio de mercado
com o objetivo de compreender demanda e oferta. Na parte �nal do material
abordaremos os conceitos de teoria de mercado. Veja nossa divisão de estudos.
Na unidade I vamos conceituar a economia, compreender os problemas
econômicos: o problema da escassez, compreender a curva de possibilidade de
produção e estabelecer a diferença entre microeconomia e macroeconomia.
Já na unidade II vamos conceituar e contextualizar demanda de mercado,
conceituar e contextualizar oferta de mercado, compreender equilíbrio de mercado
e compreender alterações no equilíbrio de mercado.
Na sequência, na unidade III falaremos a respeito dos conceitos de contextualizar
elasticidade-preço da demanda, vamos conceituar e contextualizar elasticidade-
renda da demanda, conceituar e contextualizar elasticidade-preço cruzada da
demanda e conceituar e contextualizar elasticidade da oferta
Em nossa unidade IV, vamos �nalizar o conteúdo dessa disciplina conceituando e
contextualizando teoria da produção, será possível também compreender a teoria
dos custos, conceituar e contextualizar Concorrência perfeita, conceituar e
contextualizar monopólio, conceituar e contextualizar oligopólio e por �m
conceituar e contextualizar concorrência monopolística.
Muito obrigado e bom estudo!
Unidade 1
Noções Gerais de Economia
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Introdução
É com imensa satisfação que iniciamos nosso conteúdo sobre a disciplina de
Microeconomia. Tenho certeza de que esse material lhe será muito útil tanto para
sua progressão acadêmica quanto para sua vida. A que se ressaltar obviamente que
nem todos possuem o mesmo apreço para conteúdos como este: teórico e que exija
um esforço talvez maior que o normal para absorver bem o entendimento de todo
seu contexto. Porém, não tenho dúvida de que isso não será um problema para você
que a�nal, chegou até aqui. Não é mesmo?
Pois bem, vamos lá. Nesta primeira unidade será apresentado uma noção geral
acerca do contexto da economia. Este capítulo apresenta conceitos sobre economia
visando promover um entendimento dos motivos pelo qual ela é estudada e aliás,
considerada como uma ciência social. Vamos abordar além dos conceitos de
economia, vários outros conceitos relacionados, tais como as necessidades humanas
e sua forte in�uência no que tange o problema fundamental da economia que por
muitas vezes resulta no temido problema da escassez. Outros conceitos a serem
tratados aqui são os bens e serviços, fatores de produção, agentes econômicos e
mercados. Esses conceitos remetem ao entendimento da relação entre o
consumidor e o mercado, mais adiantes nas próximas unidades tudo isso poderá ser
vislumbrado com maior clareza quando, por exemplo, estudarmos demanda e
oferta.
Então sem mais delongas te convido para iniciar os estudos e aproveitar ao máximo
o conteúdo rico de informações que terá a seguir.
Bons estudos!
Conceitos de Economia
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Etimologicamente, a palavra ECONOMIA, vem do Grego: OIKOS = casa NOMOS =
norma, Lei. Assim: “OIKONOMOS”
“Administração da casa”
“Aquele que administra o lar”
“Administração da coisa pública”
Economia é a ciência social que estuda a produção, a circulação e o consumo de
bens e serviços que são utilizados para satisfazer as necessidades humanas.
(VICECONTI; NEVES, 2013).
Para Nogami e Passos (2016) a economia é considerada como “uma ciência social
justamente porque tais ciências estudam a forma como a sociedade se organiza e
funciona. A partir de um determinado ponto de vista de que outras ciências sociais
tais como o direito, a sociologia, a antropologia e a psicologia também estudam o
funcionamento da sociedade, a economia por estudar comportamento humano
interagindo com as organizações na sociedade também o pode ser reconhecida
como ciência social.
Assim, de acordo com Vasconcellos (2015, p. 3) “trata-se de uma ciência social, já que
objetiva atender às necessidades humanas. Contudo, depende de restrições físicas,
provocadas pela escassez de recursos produtivos ou fatores de produção”. Esses
fatores de produção são:
mão de obra;
capital;
terra;
matérias-primas.
De acordo com Rossetti (2016, p. 19) “a economia é um estudo da humanidade nas
atividades correntes da vida; examina a ação individual e social em seus aspectos
mais estreitamente ligados à obtenção e ao uso das condições materiais do bem-
estar”.
Conceitos Básicos
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Bens e Serviços
Os bens e serviços de acordo com Nogami e Passos (2016) são tudo aquilo capaz de
atender uma necessidade humana.
Bens segundo Rossetti (2016, p. 126):
é a denominação usual de produtos tangíveis, resultantes de atividades
primárias e secundárias de produção. É a denominação genérica dos
produtos que provêm das atividades agropecuárias e das diferentes
categorias de atividades industriais, de transformação e de construção.
(ROSSETTI, 2016, p. 126).
Por que os bens e serviços são procurados? Porque são úteis, ou seja, atendem a
necessidade humana
Os bens podem ser classi�cados, quanto a raridade, em:
Livres: aqueles cuja quantidade é ilimitada e podem ser obtidos sem nenhum
esforço humano. Ex: Luz solar, ar, mar, etc.
Econômicos: são escassos, tem valor de mercado e precisam de esforço
humano para produzi-los. Ex: carro, computador, caneta, etc.
Os bens econômicos são classi�cados, quanto a natureza, em:
Materiais: são tangíveis: consumo - e a eles podemos atribuir características
como peso, altura etc. Ex: roupa, caderno; capital – equipamentos;
intermediários – Livro, borracha, etc.
Imateriais ou serviços: são intangíveis: Ex: consulta médica, aula, os serviços de
um advogado, os serviços de transporte, etc.
Os bens podem ser classi�cados também em: bens de consumo; bens de capital;
bens �nais; bens intermediários; bens privados e bens públicos.
Acompanhe o detalhamento no quadro a seguir.
Fatores de Produção
Para produzir bens e serviços são os fatores de produção ou recursos produtivos.
Mas o que são fatores de produção? São os elementos, limitados, utilizados no
processo de fabricação dos mais variados tipos de bens que irão satisfazer as
necessidades humanas ilimitadas. Eles são “constituídos pelas dádivas da natureza,
pela população economicamente mobilizável, pelas diferentes categorias de capital
e pelas capacidades tecnológicas e empresarial”. (ROSSETTI, 2016 p. 65).
Quadro 1. Outros bens: detalhamento
Bens de
consumo
São aqueles diretamente utilizados para a satisfação das
necessidades humanas. Podem ser de uso não durável,
ou seja, que desaparecem uma vez utiliza- dos
(alimentos, cigarros, gasolina etc.), ou de uso durável, que
tem como característica o fato de que podem ser usados
por muito tempo (móveis eletrodomésticos etc.).
Bens de
capital
(ou Bens de Produção), por sua vez, são aqueles que
permitem produzir outros bens. São exemplos de Bens
de Capital as máquinas, computadores, equipamentos,
instalações, edifícios etc.
Bens �nais
Tanto os Bens de Consumo quanto os Bens de Capital
são classi�cados como Bens Finais, uma vez que já́
passaram por todos os processos de transformação
possíveis, signi�cando que estão acabados.
Bens
intermediários
São aqueles que ainda precisam ser transformados para
atingir sua forma de�nitiva. A título de exemplo,
podemos citar o fertilizante utilizado na produção de
arroz, ou o aço, o vidro e a borracha utilizados na
produção de carros.
Bens privados São osformas de
energia renovável, entre elas e em particular biocombustíveis, estão na ordem do dia.
Há, portanto, grande interesse em entender o modo de funcionamento desses
mercados, um conhecimento necessário para a elaboração de estratégias
empresariais e, sobretudo, de políticas públicas. O Brasil oferece um laboratório
particularmente interessante para essa espécie de estudos, não só por ser o espaço
do mais antigo programa de etanol automotivo em larga escala, mas, em especial,
por contar com uma frota de veículos �ex-fuel já expressiva, a qual permite o estudo
de padrões de consumo em situações em que o consumidor pode arbitrar entre
diferentes combustíveis.
Este artigo estuda a demanda por etanol no Brasil no período 2001-2009, utilizando
diferenças regionais para captar aspectos ainda pouco explorados pela literatura e
que conduzem a padrões de demanda bastante distintos. Em particular, diferenciais
logísticos e tributários resultam em grande variabilidade dos preços relativos entre
etanol e gasolina entre regiões, o que pode resultar em parâmetros da demanda
substancialmente diferentes, mensurados por meio das elasticidades própria e
cruzada. As diferenças regionais também permitem captar o efeito do nível de
renda per capita sobre as elasticidades-preço, de tal modo que é possível identi�car
que a renda não apenas afeta o nível de demanda (via elasticidade-renda da
demanda), mas também e substancialmente a sensibilidade da demanda em relação
a preços (efeito substituição).
Para lidar com o clássico problema de identi�cação da demanda, foram propostos
alguns modelos de estimação que usam variáveis instrumentais. Além disso, para
analisar as diferenças regionais, as unidades federativas foram separadas em dois
grupos no que diz respeito ao preço relativo etanol-gasolina, pois nem todos os
estados brasileiros têm preço relativo etanol-gasolina numa faixa próxima ao valor
crítico de 70%, dadas as diferenças de distância com relação à região produtora.
A relação entre o preço do etanol e o preço da gasolina apresenta grandes diferenças
entre unidades federativas. Enquanto em São Paulo a média dessa razão para o
período 2001-2009 foi inferior a 0,55 (55%), no Pará, essa média foi de 0,8 (80%). Isto é,
em São Paulo, a paridade etanol--gasolina esteve quase sempre abaixo dos 60%, o
que, a princípio, faz do etanol uma escolha quase sempre mais vantajosa para o
consumidor dessa região – admitindo que é economicamente mais vantajoso utilizar
o etanol sempre que o seu preço for inferior a 70% do preço da gasolina C. No estado
do Pará, por sua vez, a paridade de preços é su�cientemente alta para que um
proprietário de automóvel �ex-fuel opte quase sempre pela gasolina, mesmo quando
há pequenas mudanças nos preços relativos. Finalmente, em estados como Bahia e
Minas Gerais, a paridade está quase sempre numa faixa entre 65% e 75%, o que deve
levar a mudanças frequentes na escolha dos consumidores.
Este estudo considera que as elasticidades-preço do etanol deveriam ter maior
magnitude,  ceteris paribus, em estados como Minas Gerais e Bahia, uma vez que,
neles, pequenas variações nos preços relativos são su�cientes para a modi�cação da
escolha do consumidor. Para testar essa proposição, este trabalho classi�cou os
estados em faixas de acordo com o preço relativo médio entre etanol e gasolina.
Como existe uma correlação entre renda per capita e o preço relativo etanol-gasolina
nas unidades federativas, foram também criadas faixas de renda  per capita, como
forma de controlar e analisar esses dois efeitos.
Finalmente, na esteira de outros estudos realizados para o Brasil (SERIGATI et al., 2010;
FREITAS e KANEKO, 2011; SANTOS, 2013), procurou-se levar em consideração que o
incremento da participação da frota �ex-fuel provavelmente alterou as elasticidades
no período recente. Desse modo, o estudo foi feito separadamente para dois períodos
distintos, levando-se em conta o crescimento da frota de veículos com motores �ex-
fuel. Este artigo está estruturado em mais seis seções além desta introdução. A
segunda seção expõe brevemente a evolução recente da estrutura do mercado de
combustíveis para veículos leves no Brasil. Na seção seguinte apresenta-se uma
revisão bibliográ�ca de trabalhos empíricos que analisaram a demanda por etanol. A
quarta seção de�ne o modelo econométrico estimado e a quinta seção descreve os
dados. Por �m, a sexta seção apresenta os resultados obtidos e a última traz as
conclusões e indica direções para trabalhos futuros.
Fonte: ORELLANO, V. F.; SOUZA, A. D. N.; AZEVEDO, P. F. de. Elasticidade-preço da
demanda por etanol no Brasil: como renda e preços relativos explicam diferenças
entre estados, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/. Acesso em: 19 de Maio de
2020.
Livro
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20032013000400005
Filme
Web
ACESSAR
http://revista.ugb.edu.br/ojs302/index.php/episteme/article/download/165/150/
Unidade 4
Estruturas de Mercado
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Introdução
Olá, caro aluno!
A partir daqui vamos iniciar nossos estudos sobre as estruturas de mercado. Vamos
começar conceituando e contextualizando a teoria da produção que em síntese
tratado do lado da oferta. Ou seja, a teoria da produção analisa as �rmas (empresas)
e sua relação com o ambiente no qual oferta bens por ela produzidos.
Nosso material sobre a teoria microeconômica, neste capítulo retrata também outra
realidade bastante ativa na vida de qualquer organismo empresarial, a gestão dos
custos e, é por esse motivo, que também abordaremos a teoria dos custos a seguir.
Após conceituarmos e contextualizarmos sobre a teoria da produção e dos custos,
passaremos então para os conceitos de concorrência perfeita, monopólio, oligopólio
e concorrência monopolística. Esses conceitos são de fundamental importância pois
através de seu entendimento será possível que você no papel de empresário ou
ainda, administrador do negócio possa identi�car quem é sua empresa no meio
onde está ou onde pretende iniciar suas atividades.
Conhecer o potencial concorrencial do mercado, ver em qual campo de batalha está
colocando seu “time” para então direcionar estratégias através daquilo que não
pode faltar em nenhuma empresa: planejamento.
Acredite, parece clichê, mas nem todas as empresas fazem o dever de casa, muitas
acabam entrando em um mercado com alto potencial concorrencial sem ao menos
saberem onde estão entrando.   Além de um risco gigantesco obviamente, é no
mínimo desastroso para qualquer tipo de negócio negligenciar tais fatos tão
importantes.
Vamos lá?
Bons Estudos!
Teoria da Produção
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Conceito da Teoria da Produção
A Teoria da Produção preocupa-se com o lado da oferta do mercado, ou seja, com os
produtores, que vão oferecer aos consumidores os bens e serviços por eles
produzidos.
Produção é o processo pelo qual uma �rma transforma os fatores de produção
adquiridos em produtos ou serviços para a venda no mercado. Assim, a �rma é uma
intermediária: compra insumos (inputs, fatores de produção), combina-os segundo
um processo de produção escolhido e vende produtos (outputs) no mercado
(VASCONCELLOS, 2015 p. 113).
Para que essa teoria seja melhor entendida, antes, devemos nos ater aos conceitos
de �rma e posteriormente na de�nição da função de produção:
Firma, ou empresa
Na Teoria da Produção, não há interesse em de�nir a empresa do ponto de vista
jurídico ou contábil. Portanto, para nós, a empresa será apenas uma unidade técnica
de produção. Em decorrência, o empresário será o proprietário ou pessoa que
administra a �rma (SILVA; LUIZ, 2010).
Vasconcellos (2015, p. 143) destaca como objetivo proposto pelas �rma a “maximizar
lucros, maximizar participação no mercado, maximizar margem de rentabilidade
sobre os custos etc”.
Função de produção
Que é uma relação técnica entre as quantidades empregadas dos fatores de
produção e as quantidades produzidas do bem ou serviço, podendo ser
representada pela expressão:
Q= f (K, L)em que:
Q= quantidade produzida do bem;
K=  quantidade empregada de fator capital;
L=  quantidade empregada de fator trabalho;
Essa expressão signi�ca que a quantidade produzida do bem depende, ou “é
função”, das quantidades empregadas dos fatores capital e trabalho. “No qual
insumos tais como serviços de mão de obra, matéria-prima e serviços de bens de
capital são transformados em um produto �nal” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E
BARBIERI, 2011, p. 147).
Lei dos Rendimentos
Decrescentes
Um dos conceitos mais conhecidos entre os economistas, dentro da Teoria da
Produção, é o da Lei ou Princípio dos Rendimentos Decrescentes, que trata sobre
quando elevando-se a quantidade do fator variável, permanecendo �xa a
quantidade dos demais fatores, a produção inicialmente aumentará as taxas
crescentes; a seguir, depois de certa quantidade utilizada do fator variável,
continuará a crescer, mas a taxas que tendem a cair continuando o incremento da
utilização do fator variável, a produção total chegará a um máximo, para depois
diminuir.
A Lei dos Rendimentos Decrescentes se refere a uma teoria que explica o motivo por
aumentos nas quantidades produzidas serem cada vez menores em relação ao
acréscimo de unidades produtivas no processo de produção de um bem ou serviço.
A teoria defende que a e�ciência produtiva diminui a cada novo fator de produção
incrementado ao mesmo fator �xo” (SILVA; AZEVEDO, 2017 p. 57).
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Custo de Oportunidade
São os custos relacionados às oportunidades deixadas de lado por determinado
indivíduo ou empresa, num espaço de tempo especí�co. Essa situação é mais fácil
de ser veri�cada se tomarmos por base o exemplo de uma empresa que possua
galpão próprio. Enquanto os contadores normalmente contabilizam o custo igual a
zero na utilização desse galpão, mesmo que ele abrigue as máquinas da própria
empresa, os economistas identi�cam nessa situação uma possibilidade de ganho,
pois o empresário poderia receber algum tipo de receita não operacional, caso ele
alugasse esse galpão. Dessa forma, os aluguéis não recebidos correspondem ao
custo de oportunidade (VASCONCELLOS; OLIVEIRA; BARBIERI, 2011).
Custos Fixos e Variáveis
Se considerarmos como exemplo
dois fatores: terra (�xo) e mão-de-
obra (variável) é possível veri�car
que, se várias combinações de terra
e mão-de-obra forem utilizadas para
produzir um item como o feijão e se
a quantidade de terra for mantida
constante, os aumentos da
produção dependerão do aumento
da mão-de-obra empregada na
lavoura para sua efetiva produção. 
Assim, a produção deste item
aumentará até certo ponto e depois
cairá, isto é, a maior quantidade de
homens para trabalhar, associada à
área constante de terra, permitirá
que a produção cresça até um certo
ponto (máximo) e depois passe a
diminuir. Como a proporção entre
os fatores �xo e variável vai se
alterando, quando aumenta a
produção, essa lei também é
chamada de Lei das Proporções
Variáveis.  
De acordo com Vasconcellos (2015, p. 127) “custos contábeis são aqueles
normalmente lançados na contabilidade privada, ou seja, são custos explícitos, que
sempre envolvem um dispêndio monetário”.
São os gastos efetivos contabilizados no balanço da empresa, que podem ser:
a) Custos Fixos: Ele independe da produção, não varia de acordo com seu volume e
é representado por fatores �xos, como aluguel, IPTU etc. - ,que são denominados,
contabilmente, custos indiretos.
b) Custos Variáveis: Esse custo depende da produção e varia de acordo com seu
volume. É representado por fatores variáveis – como mão-de-obra, matéria-prima
etc. – e são denominados, contabilmente, custos diretos.
Custos Médio e Marginal
Custo Total Médio: é o resultado do quociente do custo total pela quantidade total
produzida, também conhecido como custo unitário.
Custo Marginal
Também denominado custo incremental, é o resultado da produção de uma
unidade adicional de produto. Podemos calculá-lo pelo quociente da variação do
custo total pela variação da quantidade total produzida. Sua ocorrência só é possível
devido ao custo variável, uma vez que os custos �xos não variam em função da
produção.
              
TABELA – Produção e custos de produção
CT Me =
Custo Total
Total Produzido
CT Mg = Δ CV T
Δ Quantidade Total
Economias e Deseconomia de
Escala
As economias de escala ocorrem quando a curva de custo total médio de longo
prazo decresce com o aumento da produção, já as deseconomias de escalas
ocorrem quando a curva de custo total médio se eleva com a produção (MANKIW,
2013)
Quanto às economias de escala podemos destacar três possíveis causas para sua
ocorrência. São elas:
1. Economia de escala na fábrica – está ligada ao investimento no capital �xo e
humano, trazendo ganhos provenientes da especialização, que, por sua vez,
estão relacionados à produtividade dos fatores, ou seja, estão relacionados aos
aumentos mais que proporcionais da capacidade produtiva em relação aos
custos de produção. Também podemos ter o que chamamos de economias de
escopo, que re�etem os benefícios de menores custos ao se produzir dois ou
mais produtos em conjunto em vez de separados.
2. Economia de escala no produto – está relacionada ao aumento da
especialização dos fatores quando a produção de um único e especí�co
produto, por exemplo a mão-de-obra, tende a se tornar cada vez mais
quali�cada para a elaboração de um produto por causa das repetidas vezes
que lida com ele. Esse fato está ligado à curva de aprendizado, que se re�ete
diretamente nos custos.
3. Economia de escala ligada à empresa – são várias as vantagens que esse tipo
de economia pode trazer, e dentre as mais importantes destacamos:
Vantagens de produção e distribuição – quando se possui muitas
fábricas e produtos, são vários os benefícios relacionados à
logística da produção e distribuição, originados por essas
múltiplas operações;
Vantagens provenientes das inovações tecnológicas – como é o
caso da Pesquisa de Desenvolvimento (P&D) de produtos, que é
algo bastante oneroso. Essa tarefa é muito mais fácil para as
grandes empresas, ou para grupos delas, do que para as
pequenas;
Vantagens para se levantar recursos �nanceiros – em razão de seu
tamanho e suas garantias, é muito mais fácil para as grandes
empresas levantarem recursos, quer por intermédio de
�nanciamentos ou empréstimos, quer pelo lançamento de seus
papéis no mercado acionário;
Vantagens ligadas ao marketing e à promoção de vendas – é
muito comum os grandes grupos terem o próprio pessoal e até
mesmo o próprio veículo de divulgação para seus produtos, além
disso, em função da quantidade de eventos, �ca mais fácil a
negociação com os agentes de comunicação.
Quanto às deseconomias de escala, pode-se destacar como suas principais causas
os seguintes fatores:
1. Problemas administrativos ligados à coordenação e controle das operações, à
medida que elas aumentam de escala;
2. Falta de mão-de-obra especializada, levando as empresas a elevarem os
salários para conquistarem ou manterem seus técnicos, causando pressões
sobre o custo variável;
3. Problemas logísticos na distribuição dos produtos, quando há uma única
fábrica, distante dos centros consumidores, isso provoca elevação dos custos
de transporte.
Concorrência Perfeita
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Concorrência pura ou perfeita
É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas), de
tal forma que uma empresa, isoladamente, por ser pouco expressiva, não afeta os
níveis de oferta do mercado e, consequentemente, o preço de equilíbrio.
Num sistema de concorrência pura ou perfeitamente competitivo, predomina
o laissez-faire: milhares de produtores e milhões de consumidores têm condições de
resolver os problemas econômicos fundamentais (o que e quanto, como e para
quem produzir), como que guiados por uma  “mão invisível”. Isso sem a
necessidade de intervenção do Estado na atividade econômica (VASCONCELLOS,
2015, p. 5).    
  É um mercado pulverizado, pois é composto por um número considerável de
empresas. Nesse tipo de mercado devem prevalecerainda as seguintes premissas:
Produtos homogêneos: Não existe diferenciação entre produtos ofertados
pelas empresas concorrentes.
Não existem barreiras: para o ingresso de empresas no mercado
Transparência do mercado: todas as informações sobre lucros, preços etc., são
conhecidas por todos os participantes do mercado.
Concorrência perfeita no
mercado de fatores
É um mercado onde existe uma oferta abundante do fator de produção (por
exemplo, mão-de-obra não especializada), o que torna o preço desse fator constante.
Os ofertantes ou fornecedores, com são em grande número, não têm condições de
obter preços mais elevados por seus serviços (VASCONCELLOS; OLIVEIRA; BARBIERI,
2011).
Monopólio
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Monopólio
O mercado monopolista se caracteriza por apresentar condições diametralmente
opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, uma única empresa
dominando inteiramente a oferta e, do outro, todos os consumidores. Não há,
portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os
consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou
simplesmente deixarão de consumir o produto.
Monopólio é um termo que tem origem grega. Mono signi�ca “um” e polein,
“vender”. Ele consiste em uma das principais estruturas de mercado. Tem como
principal característica a ausência de concorrentes. A concorrência ocorre quando
há disputa entre as várias empresas atuantes no mesmo segmento, com o intuito de
atrair fatias maiores de clientes e, portanto, obter lucros mais elevados (SILVA;
AZEVEDO, 2017, p. 212).
Para Vasconcellos (2015) a existência de monopólios, deve haver barreiras que
praticamente impeçam a entrada de novas empresas no mercado. Essas barreiras
podem advir das seguintes condições:
Monopólio puro ou natural: Ocorre quando o mercado, por suas próprias
características, exige a instalação de grandes plantas industriais, que operam
normalmente com economias de escala e custos unitários bastante baixos,
possibilitando à empresa cobrar preços baixos por seu produto, o que acaba
praticamente inviabilizando a entrada de novos concorrentes.
Elevado volume de capital: A empresa monopolista necessita de um elevado
volume de capital e uma alta capacitação tecnológica.
Patentes: Enquanto a patente não cai em domínio público, a empresa é a
única que detém a tecnologia apropriada para produzir aquele determinado
bem.
Controle de matérias-primas básicas: Por exemplo, o controle de minas de
bauxita pelas empresas produtoras de alumínio.
REFLITA
Monopólios são situações de fato em que existe apenas um agente no
polo da oferta: todos a ele se submetem. Daí que o monopolista
também "fabrica" o preço, a agenda da produção e o nível de qualidade.
(MOREIRA, 2014).
Existem ainda, os monopólios institucionais ou estatais em setores considerados
estratégicos ou segurança nacional (energia, comunicação, petróleo).
Diferentemente da concorrência perfeita, como existem barreiras à entrada de
novas empresas, os lucros extraordinários devem persistir também a longo prazo em
mercados monopolizados.
Concorrência monopolista
Trata-se de uma estrutura de mercado intermediária entre a concorrência perfeita e
o monopólio, mas que não se confunde com o oligopólio, pelas seguintes
características:
Número relativamente grande de empresas com certo interesse concorrencial,
porém com segmentos de mercados e produtos diferenciados, seja por
características físicas, embalagem ou prestação de serviços complementares
(pós-venda).
Margem de manobra para �xação dos preços não muito ampla, uma vez que
existem produtos substitutos no mercado (VASCONCELLOS, 2015).
Monopsônio
Trata-se de uma forma de mercado na qual há somente um comprador para muitos
vendedores dos serviços dos insumos. É o caso da empresa que se instala em uma
determinada cidade do interior e, por ser a única, torna-se demandante exclusiva da
mão-de-obra  local e das cidades próximas, tendo para si a totalidade da oferta de
mão-de-obra (VASCONCELLOS, 2015).
Monopólio Bilateral
O monopólio bilateral ocorre quando um monopsonista, na compra do fator de
produção, defronta-se com um monopolista na venda desse fator. Por exemplo, só a
empresa “A” compra um tipo de aço que é produzido apenas pela siderúrgica “B”.  A
empresa “A” é monopsonista, porque só ela compra esse tipo de aço, e a siderúrgica
“B” é monopolista, porque só ela vende esse tipo de aço.
Nesses casos, a determinação dos preços de mercado dependerá não só de fatores
econômicos, mas do poder de barganha de ambos: o monopsonista tentando pagar
o preço mais baixo (usando a força de ser o único comprador), e o monopolista
tentando vender por um preço mais elevado (usando o poder de ser o único
fornecedor).
Oligopólio
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Oligopólio
É um tipo de estrutura normalmente caracterizada por um pequeno número de
empresas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um
mercado em que há um pequeno número de empresas, como a indústria de
automóveis, antes do governo Fernando Collor de Mello, ou então onde há um
grande número de empresas, mas poucas dominam o mercado, como a indústria
de bebidas.
Oligopólio “é uma organização de mercado em que há́ poucos vendedores de uma
mercadoria ou de substitutos muito próximos de modo que as ações de cada
vendedor afetam todos os outros vendedores” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA;
BARBIERI, 2011, p. 222).
O setor produtivo brasileiro é altamente oligopolizado, sendo possível encontrar
inúmeros exemplos: montadoras de veículos, setor de cosméticos, indústria de
papel, indústria de bebidas, indústria química, indústria farmacêutica.
No oligopólio, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são �xados entre as
empresas por meio de conluios ou cartéis.
Oligopsônio
É um mercado onde existem poucos compradores que dominam o mercado para
muitos vendedores. Exemplo: indústria de laticínios. Em cada cidade existem dois ou
três laticínios que adquirem a maior parte do leite dos inúmeros produtores rurais
locais. A indústria automobilística, além de oligopolista no mercado de bens e
serviços, também é na compra de autopeças (VASCONCELLOS, 2015).
Ação governamental e abusos de mercado
Criado em 1962 (Lei n 4.137), o Conselho Administrativo de Direito Econômico (CADE)
é uma autarquia ligada ao Ministério da Justiça, que tem por objetivo julgar
processos administrativos relativos a abusos de poder econômico, bem como
analisar fusões de empresas que podem criar situações de monopólio ou maior
domínio de mercado. Quando se prova que a limitação da concorrência não propicia
ganhos aos consumidores em termos de menores preços ou produtos
tecnologicamente mais avançados, o CADE manda desfazer o negócio entre as
partes.
SAIBA MAIS
Concentração econômica no Brasil
De acordo com o artigo 90 da Lei 12.529/2011, os atos de concentração
são as fusões de duas ou mais empresas anteriormente independentes;
as aquisições de controle ou de partes de uma ou mais empresas por
outras; as incorporações de uma ou mais empresas por outras; ou,
ainda, a celebração de contrato associativo, consórcio ou  joint
venture  entre duas ou mais empresas. Apenas não são considerados
atos de concentração, para os efeitos legais, os consórcios ou
associações destinadas às licitações promovidas pela administração
pública direta e indireta e aos contratos delas decorrentes.
ACESSAR
http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/perguntas-sobre-atos-de-concentracao-economica
Estudamos ao longo desta unidade sobre as estruturas de mercado. Nosso material
conceitualizou e contextualizou a teoria da produção que em  como apresentado
tratado do lado da oferta, analisa as �rmas e sua relação com o ambiente no qual
oferta bens por ela produzidos.
Neste capítulo tratamos da gestão dos custos abordando a teoria dos custos, onde foi
possível compreender sobre os custos de oportunidade, valendo lembrar que são os
custos relacionados às oportunidades deixadas de lado por determinado indivíduo ou
empresa,num espaço de tempo especí�co.
Vimos também sobre os custos �xos e variáveis que, De acordo com Vasconcellos
(2015, p. 127) “custos contábeis são aqueles normalmente lançados na contabilidade
privada, ou seja, são custos explícitos, que sempre envolvem um dispêndio
monetário”.
Já o custo médio e marginal, onde custo total médio é o resultado do quociente do
custo total pela quantidade total produzida, também conhecido como custo unitário.
além de economia e deseconomias de escala que ocorrem quando a curva de custo
total médio de longo prazo decresce com o aumento da produção, custo marginal
também denominado custo incremental, é o resultado da produção de uma unidade
adicional de produto.
Já as deseconomias de escalas ocorrem quando a curva de custo total médio se eleva
com a produção. Após conceituarmos e contextualizarmos sobre a teoria da produção
e dos custos, passamos então para os estudos dos conceitos de concorrência perfeita,
monopólio que pode ser caracterizado por apresentar condições diametralmente
opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, uma única empresa
dominando inteiramente a oferta e, do outro, todos os consumidores. Não há,
portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os
consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou simplesmente
deixarão de consumir o produto.
Conclusão - Unidade 4
Estudamos também oligopólio e concorrência monopolística. Esses conceitos
conforme relatado anteriormente, são fundamentais pois através de seu
entendimento será possível que você no papel de empresário ou ainda, administrador
do negócio possa identi�car quem é sua empresa no meio onde está ou onde
pretende iniciar suas atividades.
Leitura Complementar
Comissão Europeia investigará acusações de monopólio envolvendo
App Store e Apple Pay
A Comissão Europeia anunciou duas investigações contra a Apple, uma voltada para a
App Store e outra para o Apple Pay. A medida foi tomada após uma série de
reclamações que acusam a Maçã de monopólio no mercado de apps e dominar as
tecnologias necessárias no âmbito de pagamentos móveis.
A primeira investigação avaliará se as diretrizes da Apple para desenvolvedores na
distribuição de apps por meio da App Store violam as regras de concorrência da CE.
Já a segunda analisará os termos e as condições relacionados ao Apple Pay, uma vez
que apenas o sistema de pagamento da Maçã utiliza o recurso NFC1 do iPhone e do
Apple Watch.
App Store
Mais precisamente, a investigação sobre a App Store se concentrará, em particular, no
sistema de compras embutido na loja de aplicativos e nas restrições à capacidade dos
desenvolvedores de informar aos usuários sobre possibilidades alternativas de
compra fora dos aplicativos. A investigação segue as denúncias do Spotify, que tornou
pública sua rixa com a Apple no começo do ano passado, quando reclamou da
cobrança de 30% sobre assinaturas feitas dentro do aplicativo por meio da App Store.
De acordo com a gigante de streaming, a taxa cobrada pela Maçã obrigaria o serviço
a aumentar o valor do seu plano premium, colocando-a em desvantagem em relação
ao Apple Music. Além disso, o Spotify (entre outras empresas) a�rma que as compras
internas da App Store dão à Apple “controle total sobre o relacionamento com
clientes que assinam serviços de terceiros, desmobilizando e restringindo acesso a
dados importantes sobre as atividades e ofertas dos concorrentes”.
O Spotify comemorou a decisão da CE em um comunicado:
“Hoje é um bom dia para os consumidores, o Spotify e outros desenvolvedores de
aplicativos na Europa e no mundo. O comportamento anticompetitivo da Apple
prejudicou intencionalmente os concorrentes, criou um ambiente desnivelado e
privou os consumidores de escolhas signi�cativas por muito tempo. Estamos felizes
https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/#easy-footnote-bottom-1-724695
com a decisão da Comissão Europeia de investigar formalmente a Apple e esperamos
que ajam com urgência para garantir uma concorrência justa na plataforma iOS para
todos os participantes da economia digital.”
A investigação também segue uma denúncia feita em março passado pela
distribuidora canadense de ebooks e mídias digitais Kobo, que também reclamou da
cobrança da “taxa Apple” sobre produtos e serviços adquiridos com intermédio da
App Store. Assim como a reclamação do Spotify, a canadense a�rma que essa medida
faz com que o valor de produtos subam, colocando-a em desvantagem em relação às
ofertas disponibilizadas pela loja de livros da Apple. Segundo uma reportagem do
Financial Times 2, a Kobo argumenta que ter que pagar à Apple 30% de comissão em
cada ebook vendido pela App Store “torna quase impossível obter lucro”, enquanto a
própria Maçã não tem o mesmo corte na sua loja de livros.
Apple Pay
Sobre o Apple Pay, a Comissão disse que investigará como a Maçã opera sua
tecnologia de pagamentos móveis, com foco na limitação de acesso à funcionalidade
NFC em iPhones e Apple Watches por serviços terceiros. Com base nos termos e
condições do serviço, eles esperam averiguar se a Apple é responsável por “distorcer a
competição e reduzir a escolha e a inovação”.
Resposta da Apple
Em resposta às acusações e à investigação, um porta-voz da Apple fez a seguinte
declaração:
“Desenvolvemos a App Store com dois objetivos em mente: ser um local seguro e
con�ável para os clientes descobrirem e baixarem aplicativos, e uma ótima
oportunidade de negócios para empreendedores e desenvolvedores. Estamos
profundamente orgulhosos dos inúmeros desenvolvedores que inovaram e
obtiveram sucesso por meio de nossa plataforma. E, à medida que crescemos juntos,
continuamos a oferecer novos serviços inovadores — como o Apple Pay — que
oferecem a melhor experiência ao cliente enquanto atende aos padrões líderes do
setor em privacidade e segurança. É decepcionante que a Comissão Europeia esteja
apresentando queixas infundadas de um punhado de empresas que simplesmente
querem uma carona e não seguem as mesmas regras que todos os outros. Não
achamos isso certo — queremos manter uma igualdade de condições em que
qualquer pessoa com determinação e uma ótima ideia possa ter sucesso.”
Está claro, na resposta da Apple, que a “inesperada” publicação lançada na tarde de
ontem tinha outro motivo para além de enaltecer as benfeitorias da App Store no
mercado de apps e no comércio em geral — ela também foi usada como uma defesa
premeditada da companhia.
A Comissão Europeia a�rma que investigará “com prioridade” as acusações contra a
Apple, mas não há um prazo de�nido sobre quanto tempo esse processo poderá
levar.
https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/#easy-footnote-bottom-2-724695
Fonte: RIBEIRO, L. G. Comissão Europeia investigará acusações de monopólio
envolvendo App Store e Apple Pay. macmagazine, 2020. Disponível em:
https://macmagazine.uol.com.br/. Acesso em: 17 de Junho de 2020.
Livro
Filme
https://macmagazine.uol.com.br/post/2020/06/16/comissao-europeia-investigara-acusacoes-de-monopolio-envolvendo-app-store-e-apple-pay/
 Acesso em 16 de março de 2020. 
MANKIW, N. Gregory. Princípios de microeconomia. São Paulo: Cengage Learning, 
2013. 
MOREIRA, Egon Bockmann. As leis são um monopólio do Poder Legislativo. 
Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opi n iao/a rtigos/as-leis-sao-u m­
monopol io-do-poder-leg islativo-9I9dyf5acs58f86p56jdd6on i/. Acesso em 03 de Abril 
de 2020. 
RIBEIRO, Luiz Gustavo. Comissão Europeia investigará acusações de monopólio 
envolvendo App Store e Apple Pay. Disponível em: 
https://macmagazi ne.uol.com.br/post/2020/06/16/com issao-eu ropeia-i nvestig ara­
acusacoes-de-monopol io-envolvendo-a pp-store-e-apple-pay/. Acesso em 17 de Junho 
de 2020. 
SILVA, César Roberto Leite da; LUIZ, Sinclayr. ECONOMIA E MERCADOS Introdução à 
Economia. 19 ed. Saraiva, 2010. 
SILVA, Daniele Fernandes; AZEVEDO, lraneide S. S. Economia. Porto Alegre: SAGAH, 
2017. 
VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; OLIVEIRA, Roberto Guena de; 
BARBIERI, Fabio. Manual de microeconomia. 3. ed. - São Paulo : Atlas, 2011. 
VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro: teoria e 
exercícios, glossário com os 300 principais conceitos econômicos. 6 ed. São Paulo: 
Atlas, 2015. 
Neste material foi possível estudar a economia a partir da divisão dos seus grandes
campos. Sabe-se que a economia divide-se em micro e macroeconomia.
Aqui especi�camente tratamos sobre a microeconomia e seus derivados. Você pôde
perceber durante tais estudos, sobre os conceitos que norteiam o estudo
microeconômico sendo ramo ligado a Teoria Econômica que estuda como se
comporta economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos
consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos o que
proporcionou entendimento sobre os tipos de análise microeconômica e ou ainda
teoria dos preços que é a parte do estudo dedicada em explorar, como parte da
ciência econômica obviamente, como se determina o preço dos bens e serviços, ou
seja, como eles são formados, também dos fatores de  produção: empresas, política
econômica, entre outros que circundam essa variável, bem como a aplicação de tal
análise.
Conceituamos também demanda ou procura, que pode ser de�nida como a
quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores desejam
adquirir em determinado período de tempo, a oferta referindo-se ao fato de que
quanto mais elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do
empresário em disponibilizar o seu produto para os consumidores.
Equilíbrio de mercado e elasticidade. Vimos a importância estabelecida entre elas
sendo amplamente possível compreender o que é demanda e o que é oferta.
Estudamos também sobre a teoria da produção que se preocupa com o lado da
oferta do mercado, ou seja, com os produtores, que vão oferecer aos consumidores
os bens e serviços por eles produzidos.
Por �m abordamos as várias formas ou estruturas de mercado, percebeu-se que elas
dependem fundamentalmente de três características, tais como o úmero de
empresas que compõem esse mercado, tipo do produto (se as empresas fabricam
Considerações Finais
produtos idênticos ou diferenciados) e se existem ou não barreiras ao acesso de
novas empresas nesse mercado além de sua in�uência na economia.
Um abraço e até breve.
	00-capa
	01-Introdução 1
	02-Conceitos de Economia
	03-Conceitos Básicos
	04-Problemas Econômicos_ O Problema da Escassez
	05-Microeconomia e Macroeconomia
	06-Curva de Possibilidade de Produção
	07-Conclusão 1
	08-Introdução 2
	09-Análise Demanda de Mercado
	10-Análise Oferta de Mercado
	11-Equilíbrio de Mercado
	12-Alterações no Equilíbrio
	13-Conclusão 2
	14-Introdução 3
	15-Elasticidade-Preço da Demanda
	16-Elasticidade-Renda da Demanda
	17-Elasticidade-Preço Cruzada da Demanda
	18-Elasticidade da Oferta
	19-Conclusão 3
	20-Introdução 4
	21-Teoria da Produção
	22-Concorrência Perfeita
	23-Monopólio
	24-Oligopólio
	25-Conclusão 4
	26-Considerações Finaisproduzidos e possuídos privadamente. Como
exemplo temos os automóveis, aparelhos de televisão etc.
Bens públicos
Referem-se ao conjunto de bens gerais fornecido pelo
setor público: educação, justiça, segurança, transportes
etc.
Fonte: Nogami e Passos (2016, p. 11).
Respectivamente, são as seguintes as denominações usuais desses recursos (como
são classi�cados):
Recursos naturais ou terra → é a origem de todo o processo produtivo. Ex:
minerais, água, sol, etc;
Trabalho → é a contribuição do ser humano na produção. Pode ser físico ou
intelectual. Ex: Trabalho de um agricultor no campo ou uma consulta médica;
Capital → são bens utilizados no processo produtivo. Ex: máquinas,
construções, infraestrutura, etc…
Tecnologia→  é constituída pelo conjunto de conhecimentos e habilidades que
dão sustentação ao processo de produção. O quadro 2 demonstra em detalhes
esse conjunto de conhecimentos e habilidades que se dá a denominação
genérica de capacidade tecnológica;
Quadro 2. Capacidade tecnológica: conceito e tipologia
Capacidade
tecnológica
Conjunto de conhecimento e de habilidades que dão
sustentação ao processo de produção.
Conceitualmente corresponde às expressões savoir
faire (saber fazer) ou know-how (saber fazer). Localiza-
se em todos os elos de todas as cadeias produtivas.
Está presente em todos os setores e em todas as
atividades humanas de produção. Envolve, de um lado,
os conhecimentos acumulados sobre as reservas
naturais; de outro lado, a capacitação do quadro
demográ�co; de outro ainda, a con�guração e o
desempenho dos bens de capital e dos bens e serviços
gerados. Nesse sentido, é um elo de ligação entre o
capital e a força de trabalho.
Tipologia da
capacidade
tecnológica
Capacitação para atividades de pesquisa e
desenvolvimento (P&D). Capacitação para desenvolver
e implantar novos projetos. Capacitação para operar os
processos de produção.
Capacitação
para P&D
Traduz-se pelo talento, pelo conhecimento e pelas
habilidades requeridas para atividades de pesquisa
básica e aplicada. Envolve tecnologias de
armazenamento, processamento, interpretação, fusão
e interação de conhecimentos técnico-cientí�cos.
Fundamentalmente, resulta em invenções.
Capacitação
para
desenvolvimento
e implantação
de projetos
Traduz-se por conhecimento e habilidades para
formatar projetos de novos processos e de novos
produtos. Envolve a seleção e a combinação de
tecnologias tradicionais dominadas e de última
geração para de�nir plantas e viabilizar a produção de
protótipos em escala econômica. Fundamentalmente,
é a passagem da invenção à inovação.
Capacitação
para operar o
processo de
produção
Traduz-se por capacidades associadas à operação do
processo produtivo. Envolve habilidades relacionadas à
manutenção de plantas, ao planejamento e controle
da produção, à otimização de processos e ao controle
da qualidade dos produtos resultantes. Diz respeito
também aos relacionamentos com os demais
integrantes a jusante e a montante da cadeia
produtiva em que cada atividade se situa.
Fonte: Rossetti (2016).
Empresariedade → a mobilização, a interação e a combinação dos recursos
fundamentais de produção pressupõem a existência de um quinto fator de alta
relevância: a capacidade de empreendimento.
Agentes Econômicos
São aqueles que agem sobre a economia. São pessoas de natureza física ou jurídica
que, por meio de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema
econômico.
Segundo Nogami e Passos (2016) são eles:
as Famílias (ou unidades familiares);
as Empresas (ou unidades produtivas);e,
o Governo.
Acompanhe o quadro a seguir:
Mercado
As várias formas ou estruturas de mercado dependem fundamentalmente de três
características:
1. Número de empresas que compõem esse mercado;
2. Tipo do produto (se as empresas fabricam produtos idênticos ou diferenciados);
3. Se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado.
Quadro 3. Agentes econômicos
Famílias
Incluem todos os indivíduos e unidades familiares da
economia e que, no papel de consumidores, adquirem os mais
diversos tipos de bens e serviços, objetivando o atendimento
de suas necessidades de consumo. Por outro lado, as famílias,
na qualidade de “proprietárias” dos recursos produtivos,
fornecem às empresas os diversos fatores de produção:
Trabalho, Terra, Capital e Capacidade Empresarial.
Empresas
São unidades encarregadas de produzir e/ou comercializar
bens e serviços. A produção é realizada por meio da
combinação dos fatores produtivos adquiridos juntos às
famílias. Tanto na aquisição de recursos produtivos quanto na
venda de seus produtos, as decisões das empresas são
guiadas pelo objetivo de se conseguir o máximo lucro.
Governo
Por sua vez, inclui todas as organizações que, direta ou
indiretamente, estão sob o controle do Estado, nas suas
esferas federais, estaduais e municipais. Muitas vezes o
governo intervém no sistema econômico atuando como
empresário e produ- zindo bens e serviços através de suas
empresas estatais; em outras, age como compra- dor –
quando, além de contratar serviços, adquire materiais,
equipamentos etc. –, tendo em vista a realização de suas
tarefas; outras vezes, ainda, o governo intervém no siste- ma
econômico por meio de regulamentos e controles com a
�nalidade de disciplinar a conduta dos demais agentes
econômicos.
Fonte: Nogami e Passos (2016, p. 16).
Problemas Econômicos: O
Problema da Escassez
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Pinho et al (2017) ressalta que se todos tivessem uma renda maior, seria fácil
imaginar que nem todos iriam gastar as mesmas proporções em consumo. Desse
modo a caracteriza então como uma ciência não exata, em que se podem
programar os resultados sem erros.
As necessidades humanas são in�nitas ou ilimitadas. Os Fatores de produção
(trabalho, capital e recursos naturais) são �nitos ou limitados. É por esses motivos
que a economia é conhecida também como a ciência da escassez ou das escolhas.
Nunca é demais rea�rmar que de forma sucinta a economia é a ciência da escassez.
Para Silva e Azevedo (2017, p. 39) “a escassez é derivada do termo latino excarpus,
que signi�ca algo em pouca quantidade, que possui carência, falta ou insu�ciência”.
Após entender o signi�cado e a importância da economia, cabe explicitar o objeto
de análise da economia, ou seja, a variável “culpada” por todos os problemas
econômicos: escassez.
Se os recursos não fossem escassos, não haveria ciências econômica. Mas o que é
escassez? Qual o sentido da escassez na economia? Escassez é a situação em que os
recursos são limitados e podem ser utilizados de diferentes maneiras, de tal modo
que devemos sacri�car uma coisa por outra. A escassez está relacionada ao tempo,
dinheiro, espaço, matéria prima, empregos etc. Ou seja, recursos limitados e
necessidades ilimitadas!
A partir do problema da escassez, qualquer economia procura responder as
seguintes perguntas:
O que e quanto produzir?
Como produzir?
Para quem produzir?
REFLITA
Suponha “se uma quantidade in�nita de cada bem pudesse ser
produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente
satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem
fosse, de fato, produzida”
Fonte: Pinho et al (2017, p. 10).
Veja o quadro a seguir:
Quadro 4. Questões fundamentais sobre escassez
Necessidades
humanas ilimitadas
X
Recursos produtivos
escassos
Escassez Escolha
• O que e quanto produzir
• Como produzir
• Para quem produzir
O que e quanto produzir Como produzir Para quem produzir
A sociedade deve decidir se 
produz mais bens de consumo 
ou bens de capital, ou, como 
num exemplo clássico: quer 
produzir mais canhões ou mais 
manteiga? em que quantidade? 
os recursos devem ser dirigidos 
para a produção de mais bens 
de consumo, ou bens de 
capital?
Trata-se de uma questão de 
eficiência produtiva: serão 
utilizados métodos de 
produção capital-intensivos? ou 
mão de obra-intensivos? ou 
terra-intensivos? Essa decisão 
depende da disponibilidade de 
recursos de cada país.
A sociedade deve decidir quais 
ossetores que serão 
beneficiados na distribuição do 
produto: trabalhadores, 
capitalistas ou proprietários da 
terra? agricultura ou indústria? 
mercado interno ou mercado 
externo? Região Sul ou Norte? 
Ou seja, trata-se de decidir 
como será distribuída a renda 
gerada pela atividade 
econômica.
Fonte: Vasconcellos, (2015).
Microeconomia e
Macroeconomia
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Microeconomia
A microeconomia é o ramo ligado à Teoria Econômica que estuda como se
comporta economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos
consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos
(VICECONTI; NEVES 2013).
Para Mankiw (2013, p. 28) “microeconomia é o estudo de como as famílias e
empresas tomam decisões e de como elas interagem em mercados especí�cos”.
O estudo da microeconomia foca em analisar a formação de preços no mercado, ou
seja, a interação entre os agentes econômicos, a empresa e o consumidor, por
exemplo, e como estes interagem e decidem qual o preço e a quantidade de
determinado bem ou serviço em mercados especí�cos” (VASCONCELLOS, 2015).
É o ramo da Teoria Econômica que estuda o comportamento econômico das
unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, pelas empresas
e pelos proprietários de recursos produtivos. As unidades individualizáveis da
economia, como o consumidor e a empresa, consideradas isoladamente ou em
agrupamentos de�nidos por critérios classi�catórios (ROSSETTI, 2016, p. 40).
Figura 1. Compartimentos usuais da economia: conexões entre principais
segmentos
Observação 
sistematizada do 
mundo real. Descrição 
e mensuração de fatos 
econômicos
A regulação da 
atividade dos agentes 
econômicos: a gestão 
de custos e de 
benefícios privados e 
sociais
O consumidor e a análise 
de procura
A empresa e a análise da 
oferta
Remuneração dos fatores 
de produção e estrutura 
de repartição da renda
Estrutura concorrencial e 
equilíbrio dos mercados
Princípios, teorias, leis e 
modelos da economia
A condução do 
processo econômico 
considerado como 
um todo
Contabilidade social: 
sistemas de contas 
nacionais, matrizes de 
relações intersetoriais, 
balanços 
internacionais de 
pagamentos e outras 
medições agregativas
Análise de macrovariáveis: 
produção, renda, 
consumo, poupança, 
investimento, 
exportações, importações, 
tributos e dispêndios 
públicos, oferta e 
demanda monetárias. 
Análise dos setores real e 
financeiro. Tipificação dos 
recursos econômicos
TEORIA
ECONÔMICA
Teoria
Macroeconômica
Teoria
Microeconômica
Atuação sobre a realidade, 
com três objetivos básicos:
• Crescimento 
econômico sustentável
• Estabilidade econômica
• Distribuição da renda e 
da riqueza
ECONOMIA
DESCRITIVA
POLÍTICA
ECONÔMICA
Fonte: Rossetti (2016).
Macroeconomia
É o ramo da Teoria Econômica que estuda o funcionamento da economia como um
todo, procurando identi�car e medir as variáveis que determinam o volume da
produção total, o nível de emprego e o nível geral de preços do sistema econômico,
bem como a inserção dele na economia mundial. (VICECONTI; NEVES, 2013).
Temos como base a economia, logo então a tratativa de sua   evolução como um
todo, analisando o que determina, bem como o comportamento de todos os
agregados econômicos.
Alguns exemplos dos principais agregados são:
Renda
Emprego
Produto Nacional
Desemprego
Investimento
Estoque de Moeda
Poupança
Taxa de Juros
Consumo
Balanço de Pagamentos
Nível Geral de Preços
Taxa de Câmbio
Negligencia o comportamento das unidades econômicas individuais, porém
permite estabelecer relações entre os agregados e melhor compreensão das
interações entre estes.
Estuda a economia como um todo, analisando a determinação e o comportamento
de grandes agregados, tais como: renda e produto nacionais, nível geral de preços,
emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balanço de
pagamentos e taxa de câmbio. (VASCONCELLOS, 2015).
O principal objetivo da teoria econômica é analisar como são determinados os
preços e as quantidades dos bens produzidos e dos fatores de produção existentes
na economia (PINHO, 2017 p. 301).
Curva de Possibilidade de
Produção
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Como foi exposto anteriormente, a economia está ligada ao problema da escolha. Isso
muito provavelmente não lhe era novidade, visto que muito provável ou certamente você
já teve que escolher adquirir alguma coisa em relação à outra. E por que isso acontece
mesmo? Vale lembrá-lo que para responder a essa questão basta se lembrar que os
recursos são limitados e as necessidades ilimitadas.
Em outras palavras, é imposto às empresas uma escolha para a produção de diversos
tipos de bens.
Para ilustrar, será descrito a seguir uma breve situação hipotética:
a. Uma economia produz dois tipos de bens: X e Y;
b. A quantidade e qualidade dos recursos é �xa;
c. Existe pleno emprego;
d. A tecnologia é constante.
Essa Fronteira ou Curva de Possibilidades de Produção (CPP), também é
costumeiramente identi�cada como a Curva de Transformação, “é a fronteira máxima
que a economia pode produzir, dados os recursos produtivos limitados e a tecnologia”
(VASCONCELLOS, 2015 p. 10).
Através de sua análise será possível obter a percepção das alternativas de produção
da sociedade, supondo os recursos disponíveis plenamente empregados.
A quantidade de cada bem que pode ser produzido dado a quantidade de fatores
de produção disponíveis pode ser mais bem acompanhado na tabela 1.
SAIBA MAIS
A capacidade produtiva de uma empresa é um indicador fundamental
para analisar o �uxo operacional de qualquer empresa. Mas por ser um
indicador que se relaciona diretamente com o faturamento e a
lucratividade do negócio, muitos pensam que quanto maior a
capacidade produtiva, melhor. Porém, esse conceito pode ser enganoso
– já que normalmente a capacidade produtiva ideal será aquela que
conseguir adequar melhor o nível de produção com a demanda do
mercado, gerando o menor custo possível. (REIS, 2018).
A tabela pode ser representada no grá�co 1, como:
Tabela 1. Tabela representativa das possibilidades de produção
BEM QUANT.
MAX. X
QUANTIDADES
INTERMEDIÁRIAS
QUANT. MAX.
Y
X 0 10 15 20 30
Y 55 45 25 5 0
PONTO A B C D E
Fonte: o autor.
Grá�co 1. Curva de transformação ou possibilidades de produção
55
45
25
5
0
Y
X10 15 20 30
A
B
C
D
E
Fonte: o autor.
Curva de transformação mostra a possibilidade de produzir bens dada uma certa
quantidade de fatores de produção A situação anterior apresenta o custo de
oportunidade, no qual as empresas deverão “abrir mão” da produção de um bem
para produzir outro. Assim:
Trata-se de uma curva das possibilidades de produção ou curva de
transformação;
No limite da curva (pontos A, B, C, D e E) algumas respostas para as
possibilidades de produção poderão ser obtidas, tais como: 
→ representa o que melhor está cotado no mercado no momento. 
→ representa o sacrifício de escolher o que produzir dado a falta de espaço
disponível para produzir vários produtos. 
→ Falta de tempo para produzir mais. 
→ Mudanças nos rumos estratégicos dos negócios. Etc.
Pode-se de�nir custo de oportunidade como todo sacrifício de se transferir os
recursos de uma atividade para outra, ou seja, é a quantidade de um bem ou serviço
a que se deve renunciar para obter outro.
Nesta primeira unidade foi apresentado uma noção geral acerca do contexto da 
economia.
Este capítulo tratou dos conceitos sobre economia, o que possibilitou promover um 
maior entendimento dos motivos pelo qual ela é estudada e aliás, considerada como 
uma ciência social e mais do que isso: como interfere no nosso cotidiano.
Abordamos neste capítulo, além dos conceitos de economia, vários outros conceitos 
relacionados, dentre eles as necessidades humanas e sua forte in�uência no que 
tange o problema fundamental da economia que por muitas vezes resulta no temido 
problema da escassez, já que as necessidades dos indivíduos são ilimitadas e os 
recursos limitados.
Outros conceitostratados aqui foram os bens e serviços que de acordo com Nogami e 
Passos (2016) são tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana. Fatores de 
produção, elementos, limitados, utilizados no processo de fabricação dos mais 
variados tipos de bens que irão satisfazer as necessidades humanas ilimitadas. 
Agentes econômicos, aqueles que agem sobre a economia (famílias, governos, 
empresas) além do estudo sobre as estruturas de mercados.
Esses conceitos, é sempre bom rea�rmar, remetem ao entendimento da relação 
entre o consumidor e o mercado.
Conclusão - Unidade 1
OMS adverte sobre escassez de máscaras
com avanço do coronavírus
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira, 4, para a
diminuição dos estoques de máscaras, óculos e outros equipamentos de proteção,
essenciais para os pro�ssionais de saúde que combatem a epidemia de coronavírus.
Vários países tentam controlar os estoques desses itens.
A OMS teme que a escassez desses produtos seja resultado do "aumento da
demanda, acúmulo ou abuso". O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus,
disse a repórteres em Genebra, na Suíça, que os preços das máscaras multiplicaram
por seis e os dos respiradores por três. "Não podemos parar a COVID-19 [a doença
causada pelo coronavírus] sem proteger os pro�ssionais de saúde", falou.
Ghebreyesus a�rmou ainda que a OMS enviou mais de meio milhão de kits de
material de proteção para 27 países, mas alertou que "os suprimentos estão acabando
rapidamente".
A falta de equipamentos na China causou o contágio de milhares de pro�ssionais de
saúde e a morte de dezenas deles.
Compras compulsivas
Em Seul, pelo menos 500 pessoas �zeram �la em um supermercado na quarta-feira
para comprar máscaras e o presidente sul-coreano Moon Jae-in pediu desculpas pela
falta do produto. O vírus infectou 4.812 pessoas e matou 28 na Coreia do Sul, onde há
mais casos novos diariamente do que na China.
O país fabrica 10 milhões de máscaras por dia e o governo ordena que os fabricantes
entreguem metade de sua produção em correios, farmácias e cooperativas agrícolas
para vender a um preço �xo reduzido, em uma quantidade máxima de cinco
unidades por pessoa.
Desabastecimento
A falta de equipamentos de proteção vem provocando governos de diversos países a
tomarem algumas medidas. Na Indonésia, a polícia con�scou 600 mil máscaras em
um armazém na região da capital, Jacarta, depois que os primeiros casos no país
foram con�rmados.
Alemanha e Rússia decidiram proibir a exportação de material médico para garantir
que suas equipes de saúde possam cuidar dos doentes.  
Na Itália, Luigi D'Angelo, diretor do Departamento de Proteção Civil, disse à AFP que o
país, onde não se fabricam máscaras, importaria 800 mil da África do Sul. No entanto,
o local necessita de, pelo menos, mais de 10 milhões de máscaras.
Na França, onde 2.000 máscaras foram roubadas de um hospital, o presidente
Emmanuel Macron anunciou na terça-feira que seu governo exigirá que a produção
seja reservada aos trabalhadores da saúde e aos doentes.
Na China, um alto funcionário do Ministério da Indústria, por sua vez, pediu às
empresas de material de proteção que aumentassem sua produção e exportação,
porque a demanda em Hubei já está sendo atendida. / COM AFP
Fonte: REDAÇÃO. OMS adverte sobre escassez de máscaras com avanço do
coronavírus. Estadão. Disponível em: saude.estadao.com.br/noticias/geral,oms-
adverte-sobre-escassez-de-mascaras-com-avanco-do-coronavirus,70003219528.
Acesso em: 4 de mar. de 2020.
Livro
Filme
Unidade 2
Noções Gerais de
Microeconomia
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Introdução
Como se dá a formação dos preços dos produtos que você consome? Seria talvez
um movimento único e exclusivo que as empresas fazem ao vender produtos e
serviços em quem elas buscam cobrir seus gastos incluindo um percentual de
ganho e então teríamos o processo de formação de preços? Bem, obviamente que
não é somente isso. E para entender esse movimento de formação de preços em
mercados especí�cos é que precisamos também conhecer sobre demanda e oferta.
A�nal ao ter noção sobre a demanda, conseguimos entre outros fatores estimar qual
é a procura por produtos e serviços em determinados mercados. É possível entender
por que os produtores desejam ofertar aquilo que está “melhor cotado” no
momento da análise.
Através desse entendimento as empresas conseguem então vislumbrar com maior
possibilidade de acerto sobre as possibilidades de produção, pois conseguem
identi�car o potencial da sua demanda. Consegue trabalhar bem melhor a questão
do preço, pois ao identi�car seu mercado conseguem também estabelecer relação
direta com ele.
Na unidade vamos ver além da importância sobre analisar a demanda e a oferta, o
quão importante é também saber o que ocorre quando existe excesso/escassez de
demanda e, obviamente excesso/escassez de oferta. Acredito que você já sabe que
quando o preço de um produto aumenta, a oferta tende a aumentar também, não é
mesmo? Bem, isso e muito mais vamos ver a seguir.
Bons estudos!
Análise Demanda de
Mercado
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
A demanda ou procura pode ser de�nida como a quantidade de um determinado
bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de
tempo.
Demanda (ou procura) é a quantidade de determinado bem ou serviço
que os consumidores desejam adquirir, num dado período, dada sua
renda, seus gastos e o preço de mercado. Representa um desejo, um
plano: o máximo a que o consumidor pode aspirar, dada sua renda e os
preços no mercado (VASCONCELLOS, 2015, p. 31).
A procura depende de variáveis que in�uenciam a escolha do consumidor. São elas:
o preço do bem ou serviço, o preço de outros bens, a renda do consumidor e o gosto
ou preferência do indivíduo. Para estudar-se a in�uência dessas variáveis utiliza-se a
hipótese do coeteris paribus (Ceteris paribus), ou seja, considera-se cada uma
dessas variáveis afetando separadamente as decisões do consumidor.
Demanda é o mesmo que quantidade demandada? Embora tendam a ser utilizados
como sinônimo existe distinção entre demanda e quantidade demandada, esses
termos têm signi�cados diferentes.
Essa relação entre preço e quantidade demandada se aplica à maioria
dos bens existentes na economia e, de fato, ela é tão universal que os
economistas a chamam lei da demanda: com tudo o mais mantido
constante, quando o preço de um bem aumenta, a quantidade
demandada deste diminui; quando o preço diminui, a quantidade
demandada do bem aumenta (MANKIW, 2013, p. 65).
REFLITA
Com as medidas de isolamento social impostas para o controle da
pandemia do coronavírus, a demanda por internet aumentou nas
residências, assim como as reclamações dos clientes quanto à
qualidade do serviço: em Minas Gerais, as queixas relativas à banda
larga �xa subiram 37,7% de março a maio deste ano, em comparação
com o mesmo período de 2019. Foram 25.075 registros na Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesses três meses de
distanciamento, uma média de 272 por dia. Em todo o Brasil, a
insatisfação cresceu ainda mais: 41,6%. (MANSUR, 2020).
Por demanda entende-se toda a escala ou curva que relaciona os possíveis preços a
determinadas quantidades. Por quantidade demandada devemos entender um
ponto especí�co da curva relacionando um preço a uma quantidade.
Grá�co 1. Demanda ou quantidade demandada.
3 5 Q
D
D
2
4
P
Demanda/quantidade
demandada
P = PREÇOS
Q = QUANTIDADES
D = DEMANDA
Fonte: o autor.
No grá�co 1 é possível perceber a relação entre demanda e quantidade demandada
ao ponto de que por exemplo considerando o fator preço (ceteris paribus) ao ponto
de que se este subir a demanda/quantidade demandada tende a reduzir. A mesma
regra se aplica quando inversamente analisada. A curva de demanda é
negativamente inclinada, pois ao ponto de que o preço sobe as quantidades
demandadas tendem a baixar ou conforme citado acima, analisando pelo ponto de
vista de que se o preço baixar as quantidades procuradas tendem a subir.
Lei da Demanda: é a visãodo consumidor, expressa a relação inversa existente entre
a quantidade de um bem e seu preço. Quanto mais escasso for um bem, maior será
o seu preço e a abundância ocorrerá o inverso.
Portanto:
DEMANDA maior que a OFERTA = a tendência é o preço subir
DEMANDA menor que a OFERTA = a tendência é o preço baixar
Análise Oferta de Mercado
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
A oferta é conceituada como sendo as várias quantidades que os produtores
desejam oferecer ao mercado em determinado período de tempo. “É a quantidade
que os vendedores querem e podem vender” (MANKIW 2013, p. 71).
Para Silva e Azevedo (2017, p. 77) lei da oferta, “refere-se ao fato de que quanto mais
elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do empresário
em disponibilizar o seu produto para os consumidores, coeteris paribus”.
SAIBA MAIS
O crescimento das economias emergentes ao longo das últimas
décadas trouxe um mundo de pessoas para o mercado consumidor, em
especial para o consumo de alimentos. O crescimento da China dos
anos 80 para cá impulsionou, por exemplo, a venda de commodities no
Brasil, em especial, a de carne bovina. Enquanto o gigante asiático
alcança um crescimento estável, Índia e países da África devem colocar
outros milhões de pessoas no consumo. O desa�o para o mundo será
atender o aumento da demanda por alimentos nessas economias em
crescimento, impulsionada ainda pelo aumento na população mundial,
que deve chegar a 10 bilhões de pessoas até 2050 (CORACCINI, 2019).
Grá�co 2. Oferta.
4 10 Q
O
3
8
P
Oferta
P = PREÇOS
Q = QUANTIDADES
O = OFERTA
Fonte: o autor.
Da mesma maneira que foi exposto ao tratar sobre a demanda, a oferta obviamente
depende de vários fatores. Dentre eles, é preciso destacar seu próprio preço, dos
demais preços, do preço dos fatores de produção, das preferências do empresário e
da tecnologia.
A partir da visão do empresário/produtor a Lei da Oferta: estabelece uma relação
direta entre os preços dos bens e a quantidade ofertada. Assim, quanto maior o
preço, maior é a quantidade ofertada.
REFLITA
“Com uma produção maior de milho nos Estados Unidos e queda na
demanda, a expectativa é de preços mais competitivos para o milho
norte-americano.”
ACESSAR
https://www.canalrural.com.br/noticias/agricultura/milho/milho-tendencia-de-preco-safra-dos-eua-e-demanda-o-que-saber-antes-de-fechar-negocio/
Equilíbrio de Mercado
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
A interação das curvas de demanda e oferta determina o preço e a quantidade de
equilíbrio de um bem ou serviço em um dado mercado.
Grá�co 3. Equilíbrio de mercado.
13 14 15 Q
OD
PE
12
13
14
P
D = DEMANDA
O = OFERTA
PE = PONTO DE EQUILÍBRIO
ponto de
equilíbrio
Fonte: o autor.
Na intersecção das curvas de oferta e demanda (ponto E) ou seja, ao se cruzarem,
teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que
atendem às aspirações, necessidades dos consumidores e dos produtores de forma
simultânea.
Quando a quantidade ofertada estiver abaixo daquela de equilíbrio “PE” (A, por
exemplo), teremos uma situação de escassez do produto. Haverá uma competição
entre os consumidores, pois as quantidades procuradas serão maiores que as
ofertadas. Formar-se-ão �las, o que forçará a elevação de preços, até atingir-se o
equilíbrio, quando as �las cessarão.
Más se a quantidade ofertada se encontrar acima do ponto de equilíbrio “PE” (B, por
exemplo), haverá um excesso ou excedente de produção, um acúmulo de estoques
não programado do produto, o que poderá provocar uma competição entre os
produtores, conduzindo a uma redução dos preços, até que se atinja o ponto de
equilíbrio (VASCONCELLOS 2015, p. 55).
Assim, �ca de certa forma mais fácil compreender que há um movimento existente
entre demanda e oferta que é muito claro. Considerando esse excesso de oferta:
À medida que o preço cai, os consumidores começarão a achar que o
produto é mais atraente do que os substitutos de consumo e alguns
deles abandonarão esses substitutos; portanto, haverá um movimento
para a direita ao longo da curva de demanda D (expansão da
demanda).À medida que o preço cai, os produtores começarão a achar
que o produto é menos atraente do que outros substitutos de
produção e poderão direcionar recursos para essas alternativas;
portanto, haverá um movimento para a esquerda ao longo da curva de
oferta (contração da oferta). (WALL, 2015, p. 14)
Dessa forma visando a equidade, o governo pode intervir na formação de preços no
mercado através de:
1. Impostos;
2. Subsídios;
3. Tabelamento;
4. Fixação de preços mínimos;
5. Congelamentos de preços e salários;
6. Etc.
Alterações no Equilíbrio
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Toda alteração há que ser vista e interpretada. Extremos indicam geralmente a
existência de alteração na procura ou nas quantidades ofertadas. Ambos seguem
uma linha tênue e devem ser observados.
Tendo a oferta e a demanda como base de análise, conforme apresentadas nesta
unidade é possível vislumbrar que ao existir um movimento nas curvas de demanda
e oferta haverá também um movimento nos preços de equilíbrio e
consequentemente nas quantidades de equilíbrio de mercado.
Figura 1.  (a) Aumento na demanda; (b) decréscimo na demanda; (c) aumento na
oferta; (d) decréscimo na oferta.
(a) Aumento na demanda
Preço
P2
P1
Q2Q10 Quantidade ofertada e
demandada por período
S
D‘
D
Excesso de
demanda
(b) Decréscimo na demanda
Preço
P2
P1
Q2Q10 Quantidade ofertada e
demandada por período
S
D‘
D
Excesso de
oferta
(c) Aumento na oferta
Preço
P2
P1
Q2Q10 Quantidade ofertada e
demandada por período
S S’
D
Excesso de
oferta
(d) Decréscimo na oferta
Preço
P2
P1
Q2 Q10 Quantidade ofertada e
demandada por período
S
S’
D
Excesso de
demanda
Fonte: Wall (2015, p. 15).
Wall (2015) destaca ainda que à medida que a demanda se eleva, havendo então um
excesso de procura num mercado considerado livre, a tendência é também de haver
um aumento de preços. Quando o preço aumenta, os ofertantes desejam
disponibilizar mais itens neste mercado. Com o aumento de preços a demanda
tende a cair, provocando um novo ponto de equilíbrio.
É importante ressaltar que havendo excesso de demanda os preços tendem a subir,
pois neste caso haverá uma procura maior do que as quantidades ofertadas num
dado mercado. Já em contrapartida havendo um excesso de oferta, signi�ca que
existe maior disponibilidade de oferta do que a procura. Na prática signi�ca que o
mercado é muito dinâmico em preci�car de acordo com a demanda e oferta
havendo alterações em seu equilíbrio. Ao existir demanda maior do que aquelas
quantidades disponíveis para aquisição, tenderemos então para uma manobra de
subida dos preços, com esse aumento as quantidades demandadas se ajustarão e
neste momento poderá haver excedentes de produção, ocasionando quedas nos
preços até que um novo equilíbrio seja identi�cado e assim sucessivamente. Quer
um exemplo? Veja:
Imagine hipoteticamente que hoje temos um mercado equilibrado entre demanda
e oferta de computadores do tipo notebooks. O que signi�ca que as quantidades
demandadas são encontradas num dado mercado, não havendo nem excesso de
oferta e nem excesso de demanda. Se você quiser comprar um notebook neste
cenário, poderá fazê-lo tão simplesmente indo até uma loja da sua região ou até
mesmo via meio digital. Não haverá escassez de produto e os preços de mercado
alinhados.
Para �ns deste exemplo, imagine então que provocado por alguma situação adversa
(seja lá qual for) houve um aumento na procura por notebooks, ou seja, as pessoas
estão procurando mais computadores desse tipo. Mas como a produção desse item
seguia um equilíbrio anterior, com o aumento expressivo na demanda, não existiam
computadores su�cientes para toda a demanda, pessoas �zeram �las nas lojas e
sites �caram congestionados com esse aumento na procura. Logo os preços
subiram, as empresas fabricantes e aquelas que vendem esse tipo de produto
perceberam que ao existir esse aumento na demanda, existiu também umapossibilidade de aumentar seus ganhos e começam então produzir mais e mais
quantidades, visto que existe demanda (oportunidade) e os consumidores estão
pagando por esses itens.
Em determinado momento a demanda cerceará, ou seja, deixa de aumentar e
atingirá seu ápice, seja pelas aspirações dos consumidores, seja pelos preços
cobrados, e quando isso ocorrer teremos um novo ponto de equilíbrio, porém tudo
aquilo que estiver disponível além da capacidade de absorção será considerado
como excesso de oferta, ou seja, todas as unidades de notebooks produzidas além
da demanda �carão paradas no mercado, quando isso ocorrer percebemos um
movimento em torno dos esforços para redução de estoques. É quando temos então
os ofertantes disputarão cada cliente, ocasionando queda nos preços, muitos
esforços para vendas de produtos ocorrerão até que um novo ponto de equilíbrio
ocorra.
Nesta unidade você aprendeu que a demanda ou procura como também é 
denominada é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores 
desejam adquirir, num dado período, dado alguns fatores tais como a sua renda, seus 
gastos e o preço de mercado, preço de seus substitutos etc. Representa um desejo, 
uma intenção, ou seja, um planejamento acerca daquilo que o consumidor pode 
adquirir ao máximo, são suas mais amplas aspirações, dada sua renda e os preços no 
mercado.
Na unidade em questão, foi apresentado também elementos caracterizadores da 
oferta, você pôde perceber que a procura depende de variáveis que in�uenciam a 
escolha do consumidor. Essas variáveis são amplamente identi�cadas, são elas: o 
preço do bem ou serviço, o preço de outros bens, a renda do consumidor e o gosto ou 
preferência do indivíduo. Viu também que para estudá-la, considerando sua 
in�uência, dessas variáveis utiliza-se a hipótese do coeteris paribus (Ceteris paribus), 
ou seja, considera-se cada uma dessas variáveis afetando separadamente as decisões 
do consumidor.
Vimos que quando a procura é maior que a oferta, acarreta em excesso de demanda, 
quando o contrário acontece temos um excesso de oferta. Porém quando 
encontramos o ponto exato de encontro entre demanda e oferta, na intersecção das 
curvas de oferta e demanda (ponto E) ou seja, ao se cruzarem, é o momento em que 
teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que 
atendem às aspirações, necessidades dos consumidores e dos produtores de forma 
simultânea. E como a demanda sofre várias in�uências, esse é um processo constante 
de aumento e diminuição de demanda tendo o preço um acompanhante �el.
Conclusão - Unidade 2
O que é demanda, tipos e como fazer
a gestão
Por Redação Azulis
Sabia que a demanda é essencial para o negócio? Saiba tudo sobre o
assunto e aplique os conceitos hoje mesmo no seu empreendimento.
Entender o que é demanda de mercado e como ela funciona é
fundamental para todo empreendedor que deseja alcançar a
sustentabilidade do seu negócio. Isso acontece porque, à medida que se
tem conhecimento sobre o assunto, �ca mais fácil fazer o planejamento
das atividades.
E, com isso, atender às solicitações dos clientes, administrar o estoque e
assegurar mão de obra adequada para cada período do ano. No �nal das
contas, o resultado é mais e�ciência e produtividade.
Parece bom para você? A gente concorda que sim. Então, para descobrir
o que é demanda e aprender como gerenciá-la, preparamos este artigo
completo. Acompanhe!
O que é demanda?
Demanda é quando o consumidor precisa do seu produto ou serviço
durante um período de tempo. Para facilitar o entendimento, pense em
como o mercado funciona durante as datas comemorativas. No Natal,
por exemplo, é comum a procura por certos itens alimentícios, como
peru, nozes e uvas passas, certo? A tradição de trocar de presentes nessa
época também faz a busca por outros itens aumentar, como roupas,
sapatos, perfumes e brinquedos. Essa necessidade e o pedido de
consumo é o que representa a demanda.  Bom, agora que você já sabe o
que é demanda, podemos dar um passo adiante para entender a relação
entre demanda e oferta.
A relação entre oferta e demanda
Muito provavelmente, você já deve ter ouvido falar na lei da oferta e
procura, não é mesmo? A demanda é a procura. Ela diz respeito a quanto
os consumidores estão propensos a comprar determinado produto. Já a
oferta é referente à quantidade dessa mercadoria disponível no mercado.
Essa é a relação da oferta e da demanda: cliente interessado em comprar
um item disponível. Logo, �ca fácil entender que, quanto mais escasso o
https://www.azulis.com.br/artigo/gestao-de-estoque
produto estiver no mercado, maior será o preço dele. O contrário
também acontece: quanto mais produtos disponíveis, menor é o seu
valor. Nesse cenário, entender não apenas o que é demanda, mas
conhecer a relação entre oferta e procura no seu mercado, ajuda a
planejar. É o que permite saber, por exemplo, a quantidade de itens que
você deve comprar para o estoque, o quanto produzir e qual o valor do
seu produto em determinado período.
Tipos de demanda
Até aqui, entendemos o que é demanda e oferta. Mas você sabia que não
existe um só tipo de demanda? Para aumentar as vendas, é importante
que você conheça todas elas, levando em conta as necessidades do seu
público-alvo.
Com esse levantamento, você consegue identi�car oportunidades de
vendas e aprimorar o atendimento ao cliente. Como veremos agora,
existem vários tipos de demanda. Separamos as principais para você.
Demanda irregular
Esse tipo de demanda sofre com a sazonalidade decorrente de
acontecimentos não previstos, como o clima. Os produtos hortifrúti na
feira são exemplos clássicos. Na época da safra do morango e inhame,
por exemplo, o preço despenca. Já no comércio, seguindo o calendário
comemorativo, o Dia dos Pais é uma excelente época para os lojistas do
segmento masculino faturarem.
Fazem parte da demanda irregular as liquidações para renovação do
estoque, como a troca de coleção outono/inverno pelas peças de
primavera/verão.
Demanda plena
São os produtos e serviços que não podem faltar no nosso dia a dia. Ou
seja, que são essenciais para a sobrevivência ou para o mínimo de
conforto. Água, luz, e alimentos básicos, como feijão, arroz, leite e sal,
entram nesse tipo de demanda.
Demanda excessiva
Neste tipo de demanda, nem todos os clientes são atendidos. Isso
acontece porque a oferta não suporta o número de interessados. Essa
demanda é muito comum em itens promocionais exclusivos e para
eventos.
https://www.azulis.com.br/artigo/9-dicas-para-vender-mais
https://www.otempo.com.br/capa/economia/morango-e-inhame-ficam-mais-baratos-na-safra-1.308850
https://www.profissionaldeecommerce.com.br/dia-dos-pais-2019/
A turnê Nossa História, da dupla Sandy e Júnior, em 2019, por exemplo,
teve todos os ingressos esgotados em tempo recorde logo após a
liberação dos lotes de venda.
Demanda indesejada
É toda demanda que pode trazer riscos para o meio ambiente, para a
saúde e para a sociedade em geral. O uso de cigarro, por exemplo, é uma
demanda indesejada. Os produtos que se incluem nesse tipo são
regulados pelo governo, que investe em ações para inibir o consumo
desses itens.
A importância da análise de demanda de
mercado
Avaliar a demanda do seu mercado é fundamental para que você
entenda as necessidades do consumidor. Dessa forma, é possível se
preparar para garantir a e�ciência da sua operação e o sucesso das
vendas.
Abastecer o estoque e contratar pessoal são dois exemplos de decisões
que podem ser tomadas a partir da análise. Dar conta de suprir os
pedidos da sua clientela é ainda uma prova de que você se preocupa em
atendê-la bem. Esse cuidado é percebido pelo consumidor, que se sente
mais conectado com a marca e a empresa. Portanto, analisar a demanda
de mercado é também uma forma de estreitar o relacionamento com o
seu público.
Como fazer a gestão de demanda na empresa?
Depois de entender o que é demanda e conhecer seus diferentes tipos,
vamos à prática. Chegou a hora de aprender como fazer a gestão de
demanda nasua empresa. Preste atenção nas dicas e comece agora
mesmo!
Faça o mapeamento do seu mercado
Independentemente do seu segmento de atuação, é certo que haverá
períodos de alta e baixa demanda. Identi�cá-los é importante para que
você possa explorar o momento para vender mais ou fazer o seu
planejamento �nanceiro a �m de minimizar os impactos negativos.
Pesquise bastante sobre o mercado no qual a sua empresa está inserida
e mantenha-se atualizado com as tendências.
Trabalhe os seus recursos disponíveis
https://famosidades.com.br/musica/turne-de-sandy-e-junior-tem-ingressos-esgotados-em-tempo-recorde/
https://www.azulis.com.br/artigo/escolher-bem-funcionarios
De�na quais são os produtos e serviços mais rentáveis e mais
importantes para a sua empresa. Considere também os seus recursos
disponíveis, como tecnologia, pessoal e capital. Trabalhe no valor �nal
que poderá ser praticado para garantir o lucro.
Peça feedback aos seus clientes
É muito importante entender o mercado e explorá-lo ao máximo. A boa
notícia é que o seu cliente pode fornecer as informações de que precisa.
Observe o comportamento de consumo do seu estabelecimento. Veja o
que os clientes mais compram, o que �ca muito tempo parado na
prateleira e ainda o que costuma faltar.
Além disso, você pode ser mais incisivo e questioná-los. Procure, por
exemplo, durante o atendimento e a venda, perguntar se ele encontrou
tudo o que procurava. Vale também realizar pesquisas de satisfação.
O cliente é parte fundamental para entender o que é demanda e como
gerenciá-la. A�nal, é dele que partem os pedidos. E é seu público que faz
o mercado girar. Ouvi-los deve ser uma atividade constante na sua rotina
como empreendedor.
Sem dúvida, isso vai fazer com que o desa�o de estabelecer uma gestão
e�ciente seja mais simples. Aliás, com relação à administração do
negócio, uma dica bônus é recorrer à informatização de processos. O
controle de estoque, por exemplo, se torna mais fácil quando existe um
sistema que registra todas as entradas e saídas.
ACESSAR
https://www.azulis.com.br/artigo/demanda
Livro
Filme
Unidade 3
Elasticidade
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Introdução
Nesta unidade você vai observar que é possível explicar a elasticidade como o grau
de reação de um produto à variação de, por exemplo, seu preço, isto é, a elasticidade
demonstra uma relação entre o efeito nas quantidades demandadas ou ofertadas
determinado produto e as causas que o determina, sob a condição de
coeteris/ceteris paribus.
Vai aprender que a elasticidade mede a resposta que consumidores e produtores
dão às alterações das condições de mercado. O que estudamos até aqui ganhará
muito mais importância e precisão com este conceito, já que agora será possível
entender os motivos pelos quais alguns bens sofrem mais e outros menos com o
efeito aumento/redução de preços.
Para resumir, já sabendo que você verá o conteúdo com maiores detalhes durante a
unidade, e obviamente como forma de degustar o conteúdo, podemos conceituar
elasticidade com o grau de reação ou de sensibilidade de um bem ou serviço à
variação de, seu preço, preço dos produtos substitutos ou complementares e renda
do consumidor.
Como bem observado por Mankiw (2013) ela, a elasticidade, é uma medida do
tamanho da resposta dos compradores e vendedores às mudanças das condições
do mercado. A metodologia de cálculo da elasticidade parte da análise do quociente
entre a variação percentual da quantidade em função da variação percentual de
outra variável, que lhe provoque alguma mutação, como o preço do próprio bem ou
serviço. É o que vamos ver a seguir.
Bons estudos!
Elasticidade - Preço da
Demanda
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Sua função é avaliar a reação da quantidade da demanda de um bem ou serviço em
relação às variações em seu preço. Essa é a visão do quando considerado o lado do
consumidor. A elasticidade-preço da demanda pode ser de�nida “como sendo a
relação entre a variação percentual na quantidade demandada e a variação
percentual no preço” (VASCONCELLOS 2011 p. 8).
Algebricamente, a elasticidade-preço da demanda pode ser representada por: 
Onde:
 Variação na quantidade demandada
 Variação no preço    
Carvalho (2015) a�rma que a elasticidade-preço da demanda refere-se à medida da
variação da quantidade demandada pelo consumidor de um produto quando seu
preço muda. Miltons (2016 p. 47) destaca que a “elasticidade-preço da demanda
mostra o quanto a demanda responde a variações no preço dos bens”.
Dessa forma quanto maior for a resposta, mais elástica será a demanda. Se a
resposta for pequena, signi�ca que a demanda é preço-inelástica.
Edp =
ΔQ
Q
ΔP
P
ΔQ =
ΔP =
SAIBA MAIS
O conceito de elasticidade, muito importante dentro da
microeconomia, aparece justamente como sendo uma forma mais
precisa e e�caz de analisar aspectos da oferta e da demanda. Cabe a ela
a possibilidade de não só avaliar, mas também de medir a reação de
compradores e vendedores em resposta às mudanças de outras
variáveis (FOUQUET, 2018).
Figura 1. A elasticidade-preço da procura
Fonte: Rossetti (2016, p. 432).
A elasticidade-preço da demanda é determinada pelo comportamento do
consumidor, regido por suas preferências pessoais. Tais preferências são formadas
com base em diversos aspectos, objetivos e subjetivos. Apesar desta aproximação
genérica, podemos enumerar alguns comportamentos típicos importantes. O
primeiro diz respeito ao grau de substitutibilidade. Se um bem tiver vários
substitutos próximos, o aumento de seu preço provocará grande redução na
quantidade demandada, ou seja, ele apresentará uma alta elasticidade-preço. O
segundo relaciona-se com a necessidade: bens necessários, remédios, consultas ao
dentista, escola, em geral, são inelásticos. Mesmo que seus preços subam, a
demanda não costuma cair muito. Claro que essa noção varia de pessoa para
pessoa, já que aquilo que é indispensável para um não necessariamente o é para
outro. (MILTONS, 2016 p. 47).
Os fatores que afetam a elasticidade preço da demanda, de acordo com Sampaio
(2019) são:
A existência de bens substitutos;
Grau de essencialidade do bem;
Limites de mercado;
Curto e longo prazo;
Grau de participação no orçamento;
Possibilidades de uso.
Veja o quadro a seguir com a explicitação sucinta de cada um dos fatores:
Quadro 1. Fatores que afetam a elasticidade preço demanda
Fatores que afetam a elasticidade preço da demanda
A existência
de bens
substitutos
Caso o bem em questão possua substitutos próximos e
havendo uma elevação de seu preço, a tendência é o
consumidor substituir o bem em questão pelo seu
substituto. Assim, a demanda por esse bem em questão
se torna mais elástica. Quanto maior o número de
substitutos, mais elástica tende a ser a demanda. Vejamos
um exemplo: suponhamos que o preço da manteiga suba
e que sejamos indiferentes em comprar manteiga ou
margarina. Nesse caso, a tendência é reduzirmos o
consumo de manteiga e aumentarmos o de margarina,
ou seja, a tendência é de sermos elásticos ao consumo de
manteiga.
Grau de
essencialidade
do bem
Caso o bem seja muito essencial, mesmo o preço subindo,
é provável que continuemos a consumi-lo ou que a
redução no consumo seja pequena. No caso de bens
supér�uos, a tendência é de uma redução maior no
consumo, caso os preços subam. Vejamos um exemplo:
caso o preço do remédio suba, as pessoas, provavelmente,
reduzirão o minimamente possível o seu consumo, já que
aquele bem é essencial. Em contrapartida, caso o preço
do perfume francês suba, é bem mais fácil o consumo
dele se reduzir, já que se trata de um bem supér�uo.
Limites de
mercado
Quando se de�ne o mercado de forma mais ampla, a
elasticidade é menor. Quando se de�ne o mercado de
forma mais restrita, a elasticidade é maior, já que é
possível encontrar substitutos com mais facilidade.
Mankiw exempli�ca isso muito bem quando diz: “[...] os
alimentos, uma categoria ampla, têm demanda bastante
inelástica, porque não há bons substitutos para eles. O
sorvete, uma categoria restrita, tem demanda mais
elástica,porque é fácil substituí-lo por outras sobremesas.
Sorvete de baunilha, uma categoria mais restrita, tem
demanda muito elástica, porque os outros sabores de
sorvete são substitutos quase perfeitos para ele”.
Curto e longo
prazo
Quando o preço de determinado produto sobe, no curto
prazo, é mais difícil substituí-lo pelo consumo de outro
bem ou adaptar‐se ao baixo consumo do referido bem. Já,
no longo prazo, isso se torna mais fácil, visto que o
consumidor tem a oportunidade de tomar conhecimento
de alternativas que existem e, assim, ajustar seu consumo
ao preço do bem. Portanto, via de regra, quanto maior o
horizonte de tempo, mais elástica tende a ser a demanda.
A exceção a essa regra estaria no consumo de bens
duráveis como geladeira, automóveis etc. A diferença
entre as elasticidades de curto e longo prazo de um bem
é explicada pela velocidade com que os consumidores
reagem a mudanças no preço e pelo número de bens
substitutos disponíveis.
Grau de
participação
no orçamento
Quando o bem consumido representa pouco (em valores
monetários) no orçamento de uma família, mesmo que os
preços subam, a redução de seu consumo será pequena.
Pensemos no preço de uma caixa de fósforo. Como seu
valor representa muito pouco diante do orçamento de
uma família, mesmo que seu preço venha a subir
consideravelmente, as famílias di�cilmente reduzirão
muito o seu consumo. Portanto, quanto menos o bem
absorver uma parcela da renda do consumidor, menor
será sua elasticidade‐preço.
Possibilidades
de uso
Quando um produto possui muitos usos, o número de
bens substitutos tende a ser alto também, o que faz com
que seja fácil trocá‐lo por um substituto caso o preço
venha a subir. Portanto, quanto maior a possibilidade de
uso de um bem, maior a elasticidade dele. Assim, a�rma
Ferguson: “Então uma mercadoria, como a lã — que pode
ser usada na produção de roupas, estofamentos,
tapeçarias e outros — tenderá a ter uma elasticidade‐
preço mais alta que uma mercadoria com somente um
ou poucos usos — a manteiga, por exemplo”.
Fonte: Sampaio (2019).
Calculando a elasticidade-preço demanda 
Suponha que para fazer o cálculo, dispusemos do seguinte exemplo:
Figura 2. Curva da demanda de café.
Fonte: Carvalho (2015, p. 117).
Conforme proposto por Carvalho (2015) é possível perceber que o preço no
momento 1 é de R$ 5,50, no momento 2, R$ 4,00. As quantidades demandadas, no
momento 1-15, 2-20 respectivamente. Apenas pela análise do grá�co da �gura, já é
possível identi�car que ao ponto que o preço do café diminuiu, as quantidades de
demandas aumentaram. A questão agora é identi�car se esse aumento signi�ca
que houve uma demanda elástica, inelástica ou unitária. Vamos ao exemplo do
cálculo que pode ser percebido na �gura a seguir:
Figura 3. Cálculo elasticidade-preço demanda
 
Fonte: Carvalho (2015).
Δ%P = ⋅ 100 = .100 = −27, 3%
Δ%Q = ⋅ 100 = ⋅ 100 = 33, 3%
Ep = = = 1, 22
P 2−P 1
P 1
4,00−5,50
5,50
Q2−Q1
Q1
20−15
15
Δ%Q
Δ%P
33,3
−27,3
Considerando a regra existente:
Demanda elástica (mais sensível) - %P provoca %Qd Mais que proporcional
Epp > |1|
Demanda inelástica (menos sensível) - %P provoca %Qd Menos que
proporcional Epp 1 (1,22).
Quando a demanda é preço-elástica, a quantidade varia mais que
proporcionalmente ao preço. Ao contrário, quando ela é preço-inelástica, a mudança
da quantidade é proporcionalmente menor do que a variação do preço. A partir
desta conclusão, é possível analisar o efeito sobre a receita total das �rmas. Tal
ferramenta será útil na decisão de aumentar ou não os preços dos produtos das
empresas. (MILTONS, 2016 p. 50)
Essa análise poderá ser diferente no caso de considerar o aumento ou diminuição
de preço. Por isso é sempre importante considerar a reação da demanda sobre
redução ou aumento de preços de forma especí�ca.
Δ Δ
Δ Δ
Δ Δ
Elasticidade - Renda da
Demanda
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Parte do princípio de que havendo alteração na renda do indivíduo também haverá
alteração na quantidade demandada.
Carvalho (2015) enaltece que a elasticidade-renda da demanda tem como objetivo
medir a variação da quantidade demandada pelo consumidor de determinado
produto (x) resultante da variação de sua renda (R), tudo o mais constante.
Miltons (2016 P. 51) destaca que a “elasticidade-renda informa qual é a sensibilidade
do consumidor em resposta a variações na renda. Por de�nição, é a variação
percentual da quantidade demandada dividida pela variação percentual da renda.”
Quando ocorre uma variação percentual da renda, pode gerar uma variação
percentual da quantidade demandada, ou seja, um aumento percentual do
primeiro acarreta um aumento percentual ou uma diminuição percentual do
segundo; bem como uma diminuição percentual do primeiro acarreta um aumento
ou diminuição percentual do segundo. Portanto, a elasticidade renda da demanda
poderá ser uma relação positiva ou negativa, o que torna a análise do sinal muito
importante (SAMPAIO, 2019 p. 152).
A elasticidade renda da demanda poderá ser uma relação positiva ou negativa:
Segundo Sampaio (2019) supondo que a renda se eleve, ou seja, tenha uma
alteração para mais, como exemplo passando de 1000 para 1500 e que isso acarrete
uma diminuição da quantidade demandada de, por exemplo, 80 para 72. Neste caso
signi�ca que uma variação percentual da renda vai acarretar uma variação
percentual na quantidade demandada em sentido oposto, já que foi possível
perceber que mesmo a renda aumentando a demanda caiu. Quando isso ocorre,
independente da intensidade, diz‐se que o bem em questão é um bem inferior.
Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir:
Positiva e maior que um (1), bem é superior.
Positiva e menor ou igual a um (1), bem é normal.
Negativa, bem é inferior.
Zero, bem saciado ou saturado.
No caso dos bens inferiores, para Miltons (2016) a elasticidade-renda é negativa, já
que o aumento da renda provoca redução da quantidade demandada.
Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso acarrete um aumento da
quantidade demandada de 80 para 112. Signi�ca que uma variação percentual da
renda vai acarretar uma variação percentual na quantidade demandada entre 0% e
100% desse aumento da renda, ou seja a elasticidade renda da demanda vai oscilar
entre zero e um. Quando isso ocorre, diz‐se que o bem em questão é um bem
normal.
Isso signi�ca, de acordo com Miltons (2016), que bens normais têm elasticidades-
renda positivas, já que a relação entre renda e quantidade demandada é direta.
Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir como será a variação percentual da
quantidade demandada:
Figura 4. Cálculo de demanda: bem inferior
Fonte: Sampaio (2019, p 153).
%ΔQd = ΔQd/Qd
Ou seja :
%ΔQd = = = −0, 1 = −10% = −10%
A variação percentual da renda será :
%ΔR = ΔR/R
Ou seja :
%ΔR = = = 0, 5 = 50% = 50%
Logo, a elasticidade renda da demanda será :
ERD =
ERD = −10% /50%
ERD = −1/5 = −0, 2
72−80
80
−8
80
1500−1000
1000
500
1000
%ΔQd
%ΔR
Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso acarrete um aumento da
quantidade demandada de 80 para 160. Signi�ca que uma variação percentual da
renda vai acarretar uma variação percentual maior na quantidade demandada, ou
seja, a ERD vai ser maior que 1. Quando isso ocorre, diz‐se que o bem em questão é
um bem superior.
Veja no exemplo de cálculo na �gura a seguir como será a variação percentual da
quantidade demandada:
Figura 5. Cálculo de demanda: bem normal
Fonte: Sampaio (2019, p 154).
%ΔQd = ΔQd/Qd
Ou seja :
%ΔQd = = = 0, 4 = 40%
A variação percentual da renda será :
%ΔR = ΔR/R
Ou seja :
%ΔR = = = 0, 5 = 50%
Logo, a elasticidade renda da demanda será :
ERD =
EPD = 40%/50%
EPD = 0, 8
112−80
80
32
80
1500−1000
1000
500
1000
%ΔQd%ΔR
Supondo que a renda se eleve de 1000 para 1500 e que isso não acarrete um
aumento da quantidade demandada, ou seja, a quantidade demandada
permanecerá igual a 80. Signi�ca que quando uma variação percentual da renda
não acarreta uma variação percentual na quantidade demandada, ou seja, a ERD for
igual a zero, trata‐se de um bem saciado ou saturado.
A variação percentual da quantidade demandada será:
Ou seja:
Figura 6. Cálculo de demanda: bem superior
Fonte: Sampaio (2019, p 154).
%ΔQd = ΔQd/Qd
Ou seja :
%ΔQd = = = 1 = 100%
A variação percentual da renda será :
%ΔR = ΔR/R
Ou seja :
%ΔR = = = 0, 5 = 50%
Logo, a elasticidade renda da demanda será :
ERD =
ERD = 100%/50%
ERD = 2
160−80
80
80
80
1500−1000
1000
500
1000
%ΔQd
%ΔR
%ΔQd = ΔQd/Qd
Figura 7. Cálculo de demanda: bem saciado ou saturado
Fonte: Sampaio (2019, p 155).
%ΔQd = = 0 = 0%
A variação percentual da renda será :
%ΔR = ΔR/R
Ou seja :
%ΔR = = = 0, 5 = 50%
Logo, a elasticidade renda da demanda será :
ERD =
ERD = 0%/50%
ERD = 0
0
80
1500−1000
1000
500
1000
%ΔQd
%ΔR
Elasticidade - Preço
Cruzada da Demanda
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
Mede justamente o impacto proveniente das variações percentuais nas quantidades
demandadas de um determinado bem em relação a variação percentual do preço
de outro bem.
Carvalho (2015) enfatiza que  a elasticidade cruzada da demanda mede a variação da
quantidade demandada pelo consumidor de um bem (x) resultante da variação no
preço de outro bem (y), tudo o mais constante.
Quando se deseja analisar o efeito do aumento do preço de um bem na demanda
de outro bem que lhe guarde alguma relação – substitutibilidade ou
complementaridade – deve- -se utilizar o conceito de elasticidade cruzada.
comparam-se variações percentuais de quantidade demandada de um bem com
variações percentuais no preço de outro bem, coeteris paribus. (MILTONS, 2016).
Quando ocorre uma variação percentual do preço de Y, pode gerar
uma variação percentual da quantidade demandada de X, ou seja, um
aumento percentual do primeiro pode acarretar um aumento ou uma
diminuição percentual do segundo; bem como uma diminuição
percentual do primeiro pode acarretar um aumento ou diminuição
percentual do segundo. Portanto, a elasticidade cruzada da demanda
poderá ser positiva ou negativa, o que torna a análise do sinal muito
importante. Quando a elasticidade cruzada da demanda for positiva,
dizemos que os bens são substitutos entre si. Quando a elasticidade
cruzada da demanda for negativa, dizemos que os bens são
complementares entre si. Se os bens não apresentarem nenhuma
relação entre si, então a elasticidade cruzada da demanda será zero
(SAMPAIO 2019, p. 159).
Figura 8. Elasticidade-preço cruzada da demanda
Fonte: Sampaio (2019, p. 159).
Então conforme apresentado por Sampaio (2019), se o preço de “y” (Py) sobe de 100
para 120, levando a um aumento da quantidade demandada de “x”, de 10 para 15,
então, diz‐se que “y” e “x” são bens substitutos e apresentam uma elasticidade
cruzada da demanda positiva. Se o preço de “y” (Py) sobe de 100 para 120, levando a
uma redução da quantidade demandada de “x”, de 100 para 80, então, diz‐se que “y”
e “x” são bens complementares e apresentam uma elasticidade cruzada da
demanda negativa.
Carvalho (2015) enfatiza que  a elasticidade cruzada da demanda mede a variação da
quantidade demandada pelo consumidor de um bem (x) resultante da variação no
preço de outro bem (y), tudo o mais constante.
Elasticidade da Oferta
AUTORIA
Rodrigo Junior Gualassi
O mesmo raciocínio utilizado para a demanda também se aplica para a oferta, a
�gura a seguir mostra perfeitamente essa relação de raciocínios. No entanto, neste
caso o resultado da elasticidade será positivo, pois a correlação entre preço e
quantidade ofertada é direta.
A elasticidade-preço da oferta é a variação percentual na quantidade ofertada do
bem x para cada unidade de variação percentual em seu preço. A fórmula é
semelhante à elasticidade-preço da demanda, com a diferença de ser, o resultado,
necessariamente um número positivo, dada a inclinação ascendente da curva de
oferta (MILTONS, 2016).
Sampaio (2019) a�rma que a elasticidade‐preço da oferta mede a variação
percentual na quantidade ofertada de um bem “x” em decorrência de uma variação
percentual no seu preço.
Figura 9. Elasticidade-preço da oferta
Fonte: Sampaio (2019, p. 159).
Quando ocorre uma variação percentual do preço, isso pode gerar uma variação
percentual da quantidade ofertada no mesmo sentido, ou seja, um aumento do
primeiro acarreta um aumento do segundo; bem como uma diminuição do
primeiro acarreta uma diminuição do segundo. Portanto, a elasticidade‐preço da
oferta será uma relação sempre positiva. Dizemos que quando essa relação é igual a
unidade, a elasticidade da oferta é unitária.
Quando essa relação é maior que 1, a oferta é elástica, e quando essa relação é
menor que 1, a oferta é inelástica.
SAIBA MAIS
Um bom exemplo de como a elasticidade ocorre é o caso da oferta, da
demanda e dos preços. Em geral, quando apenas a oferta de um
produto aumenta, os preços caem - logo, A interfere em B. Assim como
quando apenas a demanda aumenta, os preços sobem - repetindo a
sensibilidade anterior. (Mais Retorno, Online).
Figura 10. A elasticidade-preço da oferta
Fonte: Rossetti (2016, p. 433).
Miltons (2016) destaca ainda que sendo a elasticidade maior que 1 (ES>1), a oferta é
preço-elástica. Se ES = 1, a oferta é de elasticidade unitária e, por �m, se ES

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