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<p>UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP</p><p>XANTOMAS: CAUSAS E COM O QUE SE ASSOCIAM</p><p>Gustavo Elias Angelini</p><p>Gustavo Henrik Prina Nascimento</p><p>José William Bernardo Maciel</p><p>Paulo Henrique Macedo da Silva</p><p>Rebecca Salomão de Lira</p><p>SANTANA DE PARNAÍBA</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>Introdução-----------------------------------------------------------------------------------------------03</p><p>Objetivo---------------------------------------------------------------------------------------------------04</p><p>Materiais e métodos-----------------------------------------------------------------------------------04</p><p>Desenvolvimento---------------------------------------------------------------------------------------05</p><p>Xantomas Eruptivos-----------------------------------------------------------------------------------05</p><p>Xantomas Tuberosos---------------------------------------------------------------------------------06</p><p>Xantomas Tendinosos--------------------------------------------------------------------------------07</p><p>Xantomas Planos--------------------------------------------------------------------------------------07</p><p>Xantelasma----------------------------------------------------------------------------------------------08</p><p>Conclusão-----------------------------------------------------------------------------------------------09</p><p>Referências----------------------------------------------------------------------------------------------10</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Em casos de xantomas, sua origem provém de níveis elevados de triglicerídeos, muito comumente associados a quadros de hiperlipoproteínemia.</p><p>A percepção de um xantoma ocorre por meio de mudanças estéticas, notáveis pelo toque, possuem colorações mais amareladas, muitas vezes destoando do tom da pele do paciente acometido, e dimensões variáveis.</p><p>O tipo de xantoma é definido em conformidade a parte do corpo que ele surge. Reconhecer o xantoma a ser tratado é de extrema importância para que, posteriormente, o tratamento seja eficaz e assertivo. À depender do caso, medidas são eficazes e ajudam a regredir as lesões, como por exemplo: mudanças na dieta do paciente, exercícios físicos que visam uma melhor qualidade de vida, uso de medicamentos receitados, ou cirurgias, dentre outras formas de eliminar as lesões, orientadas por um médico dermatologista.</p><p>A avaliação e o estudo de casos clínicos de pacientes com xantomas são diferenciais na hora de abordar possíveis soluções, pois auxiliam na hora do diagnóstico médico, contribuído positivamente na vida e melhora do paciente, buscando tratar, não apenas o xantoma, mas também possíveis doenças ligadas a ele.</p><p>OBJETIVO</p><p>Avaliar xantomas, juntamente à suas associações e manifestações em pacientes afetados pelas lesões. Realizar um estudo de xantomas, conceituá-los, analisar suas causas, manifestos e discorrer sobre casos clínicos relacionados.</p><p>MATERIAIS E MÉTODOS</p><p>Foram selecionados e analisados artigos científicos que deliberam e avaliam acentuadamente xantomas e suas associações, evidenciando possíveis fatores ligados a casos clínicos de pacientes que adquiriram tais lesões cutâneas, realizando analises descritivas e ponderando causas, diagnósticos e tratamentos.</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>XAMTOMAS ERUPTIVOS</p><p>De acordo com Marques, Pelafsky e Marques (2009):</p><p>Xantomas são equivalentes a lesões cutâneas que apresentam como substrato comum o acúmulo de gordura no interior de macrófagos que se localizam na pele. Podem apresentar diversas formas e etiopatogenias distintas, ainda que parecidas e se manifestar clinicamente como: xantomas eruptivos, xantomas tuberosos, xantomas tendinosos, xantomas planos e como xantelasma.</p><p>Compreende-se um xantoma como uma condição caracterizada pelo aparecimento de pápulas e nódulos amarelados na pele, geralmente associada a altos níveis de triglicerídeos e hiperlipoproteinemia.</p><p>Ainda no entendimento de Marques, Pelafsky e Marques (2009):</p><p>O xantoma eruptivo manifesta-se como pápulas e nódulos, isolados ou confluentes, de coloração amarela mais alaranjada, localizados principalmente nas áreas de extensão dos membros e região glútea, podendo atingir a face e a mucosa oral. As lesões podem ser pruriginosas e dolorosas e o fenômeno de Koebner (reprodução de lesões em áreas de traumas mecânicos ou físicos) pode ser observado.</p><p>Xantomas eruptivos podem estar ligado ao diabetes mellitus descontrolado, consumo excessivo de álcool e medicamentos, e má digestão causada pela resistência à insulina.</p><p>Alterações no estilo de vida, associadas a medicamentos para redução de lipídios e glicose, podem ser eficazes para o tratamento do xantoma eruptivo, que pode indicar altos níveis de triglicerídeos, risco de pancreatite aguda e pode ser um sinal de doenças sistêmicas.</p><p>O diagnóstico diferencial entre xantoma eruptivo e granuloma anular é importante, pois apresentam características clínicas e histopatológicas semelhantes.</p><p>Um estudo de caso de um homem de 34 anos com dislipidemia e xantoma eruptivo foi revisado. Inicialmente o exame histopatológico sugeriu granuloma anular, mas a revisão mostrou xantoma eruptivo.</p><p>O desaparecimento completo e rápido das lesões após o tratamento da dislipidemia confirmou o diagnóstico de xantoma eruptivo.</p><p>Xantoma eruptivo e granuloma anular são dermatoses clinicamente distintas que podem apresentar características histopatológicas comuns.</p><p>A revisão comparou a presença de certos aspectos histopatológicos em XE e GA, incluindo lesões superficiais, infiltrados intersticiais e perivasculares, desarranjo da derme reticular, histiócitos, lesões perivasculares. As características histopatológicas que permitiram o diagnóstico de XE incluíram a presença de histiócitos xantomatosos, ausência de células multinucleadas e infiltrado linfocítico.</p><p>Lesões eritêmato-amareladas, pápulo-nodulares, isoladas ou confluentes, de disposição linear, localizadas no braço e cotovelo em mulher de 49 anos com xantoma eruptivo.</p><p>XANTOMAS TUBEROSOS</p><p>Por pressuposto, deliberando a respeito de xantomas tuberosos, que comumente se desenvolvem nas extensões das articulações, pode-se notar uma forte associação com a hipercolesterolemia homocigota familiar (HHF), permitindo assim um rápido e eficiente diagnóstico a fim de evitar possíveis complicações ligadas à aterosclerose acelerada e reações cardiovasculares na infância do indivíduo.</p><p>Em um estudo de caso clínico relacionado de uma acometida de sexo feminino, quatro anos de idade, sem antecedentes mórbidos, filha de pais não consanguíneos foi avaliada com atenção por lesões de dois anos de evolução sem tratamento precoce. Foi realizado um exame histológico que evidenciou um infiltrado inflamatório leve, células espumosas, células multinucleadas de Touton, fibroblastos aumentados e depósito de colágeno. Compromisso hipodérmico por células espumosas na derme, o que confirmou o diagnóstico de xantomas tuberosos.</p><p>XANTOMAS TENDINOSOS</p><p>As manifestações de xantomas no tendão calcâneo variam do tamanho das lesões. As lesões menores, muitas vezes, são assintomáticas pelo os acometidos. As lesões maiores são visivelmente aparentes e se manifestam como massas esteticamente desfiguradas, que podem prejudicar a deambulação e causar dor no local ou irritação na pele. Objetificando um rápido diagnóstico, recomenda-se o uso de imagens para determinar a lesão clinicamente.</p><p>Em um estudo de caso clínico, um homem de 60 anos, seguido no ambulatório de doenças microcristalinas da disciplina de Reumatologia, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apresentou nódulos indolores nos cotovelos e tendões calcâneos, sem crises típicas de gota. Existia suspeita de gota tofácea crônica, com apresentação atípica, devido às nodulações. Os testes laboratoriais solicitados foram: dosagem sérica de colesterol (268 mg/dL) e as frações (HDL: 43 mg/dL e LDL192 mg/dL), triglicerídeos (166 mg/dL) e ácido úrico (5,6 mg/dL). Exames de ultrassom (US) e ressonância magnética (RM) dos tornozelos foram realizados para fornecer esclarecimentos</p><p>de diagnóstico. O paciente foi submetido à ressecção das lesões no cotovelo para biópsia.</p><p>XANTOMAS PLANOS</p><p>Segundo Silva et al. (2010):</p><p>O xantoma plano difuso normolipêmico pode se apresentar como uma condição rara pertencente ao grupo das histiocitoses. Tem características com lesões de tonalidade amarelada ou amarelo- alaranjada, mais espalhadas de forma simétrica na pele, frequentemente acompanhadas por xantelasma. Essa condição afeta principalmente adultos e pode ou não estar associada a discrepâncias nos níveis lipídicos do sangue. Recentemente, foi relatado o caso de uma paciente, mulher, apresentando 85 anos de idade, que há um ano apresentava extensas placas amarelo- alaranjadas no tronco e abdome, as quais eram assintomáticas. Os exames laboratoriais realizados não revelaram aumento nos níveis lipídicos séricos, nem indicaram a presença de desordens retículo-endoteliais.</p><p>Sucintamente, com embasamento na citação acima e no estudo de caso abordado, um xantoma plano pode ser caracterizado e definido pela manifestação de placas visivelmente elevadas.</p><p>XANTELASMA</p><p>As causam de um xantelasma estão comumente ligadas a elevados níveis de colesterol e distúrbios de lipídeos. Em um estudo de caso paciente do sexo masculino, de 71 anos de idade, com história de surgimento de caroço na pálpebra superior direita há nove anos, que teve aumento importante há um ano. A tomografia realizada computadorizada evidenciou espessamento da musculatura do reto lateral e de partes moles adjacentes. O diagnóstico pela biópsia foi de xantelasma.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>O xantoma é uma condição dermatológica associada a dislipidemia e outros distúrbios metabólicos, manifestando-se como pápulas e nódulos na pele. Sua presença pode indicar níveis elevados de triglicerídeos e risco de pancreatite, além de ser um marcador de doenças sistêmicas como diabetes mellitus descontrolado.</p><p>Alterações no estilo de vida e tratamentos farmacológicos com intuito de reduzir os níveis de lipídios e glicose no sangue podem ser eficazes na resolução das lesões.</p><p>A importância do diagnóstico diferencial entre xantoma eruptivo e granuloma anular é destacada devido às suas semelhanças clínicas e histopatológicas.</p><p>Comparações histopatológicas entre as duas condições revelaram que características como a presença de histiócitos xantomatosos, ausência de células multinucleadas e um infiltrado linfocítico específico são determinantes para o diagnóstico de xantoma eruptivo. Essas características enfatizam a necessidade na precisão diagnóstica para direcionar o tratamento adequado e monitorar possíveis complicações sistêmicas associadas.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>1. Asano Y, Saito A, Idezuki T, Igarashi A. Generalized granuloma annulare treated with short-term administration of etretinate. J Am Acad Dermatol. 2006;54:S245-7.</p><p>2. Azulay RS, Azulay DR. Dermatologia. 3.Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2004.</p><p>3. Burns DA. Granuloma annulare. In: Burns T, Breathnach S, Cox N, Griffiths C. Rooks Textbook of Dermatology. 7th ed. Oxford: Blackwell Science; 2004. p. 57109-119.</p><p>4. Bárzaga HOV, Cabrera AR, Sánchez LL. Xantomas eruptivos associados a diabetes mellitus tipo II e hipertrigliceridemia: relato de um caso. AMC [Internet]. 2009 abril [citado 2020 ago 07] ; 13(2).</p><p>5. Daoud MS, Lust JA, Kyle RA, Pittelkow MR. Monoclonal gammopathies and associated skin disorders. J Am Acad Dermatol. 1999;40:507-35.</p><p>6. Fagundes PPS, Pinto AST, Pinto PAT, Tebcherani AJ, Valente NYS. Xantoma eruptivo com aspecto histopatológico inusitado simulando granuloma anular: Relato de caso. Um. Sutiãs. Dermatol. [Internet]. 2009 jul [citado 2020 ago 07] ; 84(3).</p><p>7. Lynch PJ, Winkelmann RK. Generalized plane xanthoma and systemic disease. Arch Dermatol. 1966;93:639-46.</p><p>8. Ma A, Medenica M. Response of generalized granuloma annulare to high-dose niacinamide. Arch Dermatol. 1983;119:836-9.</p><p>9. Marques AS, Pelafsky VPC, Marques MEA. Xantoma eruptivo: relato de caso com manifestações exuberantes clínicas e laboratoriais. Departamento de Dermatologia e Radioterapia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (FMB-Unesp); 2009.</p><p>10. Maxit MJ, Paz RA. Xantoma plano difuso com artritis, serosits, eritema nodoso, vasculitis y leucemia mielomonocitica. Medicina (B Aires). 2001;61:187-90.</p><p>11. Massengale WT, Nesbitt Jr LT. Xantomas. In: Bologna JL, Jorizzo JL, Rapini RP, editores. Dermatology. 2a ed. New York: Mosby-Elsevier; 2008. p. 1411-9.</p><p>12. Quattrino AL, Silveira JCG, Diniz C, Briggs MC, Vilar E. Histiocitose de células de Langerhans: relato de caso e revisão da literatura. An Bras Dermatol.2007</p><p>13. Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia. 3ª ed. São Paulo: Artes Médicas; 2008.</p><p>14. Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia. 3 ed. São Paulo: Artes Médicas; 2007.</p><p>15. Seymour CA. Xantoma and abnormalities of lipid metabolism and storage. In: Burns T, Breathnach S, Cox N, Griffiths C. Rooks Textbook of Dermatology. 7th ed. Oxford: Blackwell Science; 2004. p. 57.65-8.</p><p>16. Sahin MT, Ermertcan AT, Ozturkcan S, Turkdogan P. Generalized granuloma annulare in a patient with type II diabetes mellitus: successful treatment with isotretinoin. J Eur Acad Dermatol Venereol.. 2006;20:111-3.</p><p>2</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.jpeg</p>