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Prof° Geiziane de fátima Fabian CURSO DE FISIOTERAPIA APRESENTAÇÃO: FISIOTERAPIA DESPORTIVA AULA 2 LESÕES CRÔNICAS As lesões crônicas se desenvolvem ao longo do tempo e frequentemente são causadas por golpes repetidos, excessivo estiramento, atrito recorrente ou uso excessivo. DISTENSÃO MUSCULAR CRÔNICA Se um músculo for submetido seguidamente a sobrecarga ou estiramento excessivo, poderá sofrer uma distensão crônica. Esse tipo de lesão se desenvolve ao longo de semanas ou meses, e é diferente das distensões agudas por não ser decorrente de um episódio específico de lesão (como uma corrida até a primeira base no beisebol). BURSITE Uma bursa pode ficar inchada e dolorida caso sofra repetidos golpes ou irritações. A bursite também pode ser causada pelo atrito dos tendões, para a frente e para trás, sobre a bursa. A bursite no cotovelo e na patela são os tipos mais comuns nos esportes. Tendinite,Tendinose, tenossinovite e paratendinite A tendinite: é resultado da irritação dos tendões. A tendinose: é uma doença na qual o tendão sofre microlesões. A tenossinovite: é uma inflamação da bainha sinovial que envolve o tendão. Paratendinite: caracteriza-se por uma inflamação ou espessamento da bainha do tendão (não da bainha sinovial). Tendinose, tenossinovite e paratendinite Assim como as entorses e as distensões, a tendinite também pode ser classificada como leve, moderada e grave. Nos casos leves, um dos sintomas é uma leve dor que ocorre em práticas ou atividades específicas sob esforço excessivo. A dor diminui assim que a atividade é interrompida e pode haver um pequeno inchaço, sem perda de movimento. Tendinose, tenossinovite e paratendinite Nos casos de tendinite grave, a dor se intensifica, ocorrendo em qualquer nível de esforço e estendendo-se para as atividades diárias, além de apresentar maior duração (às vezes por mais de 24 horas após o término da atividade). A dor também limita as funções do músculo e das articulações. O inchaço ou espessamento do tendão (especialmente o tendão do calcâneo ou o patelar) será mais acentuado. LESÕES OSSEAS CRÔNICAS As rupturas e o desgaste repetido de longo prazo podem fazer com que os ossos fraturem ou cresçam de maneira anormal. Osteoartrite: é o resultado típico de um desgaste pode aparecer como consequência de uma lesão traumática como uma luxação articular. Entorses repetidos no joelho ou no tornozelo, por exemplo, podem causar trauma cumulativo na articulação e provocar a osteoartrite. FRATURAS POR ESTRESSE Estresse ou choques repetidos podem fazer com que um osso frature (fratura por estresse). Atletas envolvidos em esportes de alto impacto (corrida, basquete, futebol e ginástica artística) e atividades de alta velocidade (arremesso do beisebol) são particularmente propensos a essas lesões Atrofia e Contratura A atrofia do músculo é a perda de tecido muscular. As suas principais causas são a imobilização de uma parte do corpo, a inatividade e a perda de inervação. Contratura muscular, o encurtamento anormal do tecido muscular A contratura está associada a articulações que, por causa de lesões musculares, desenvolvem um tecido cicatrizante inelástico e resistente. Ponto gatilho miofascial O ponto de gatilho miofascial é um nódulo discreto e hipersensível, localizado na banda esticada do músculo esquelético ou da fáscia. A palpação desse nódulo revela uma área de consistência mais dura do que o normal. Cãibras Musculares Cãibras pelo calor está relacionada à perda excessiva de água e de vários eletrólitos ou íons (sódio, cloreto, potássio, magnésio e cálcio) que são elementos essenciais na contração muscular. São contrações musculares involuntárias Fascite plantar A fáscia plantar deve ser palpada para se determinar a área onde a dor se localiza e a possível presença de nodulações. fasceíte plantar considerada uma patologia degenerativa, mais semelhante à tendinopatia e a uma doença crônica que se manifesta no local de inserção da fáscia plantar no tubérculo medial do calcâneo. A fáscia plantar é uma banda espessa de tecido fibroso que se estende desde o osso do calcanhar até aos dedos dos pés. Esta banda está recoberta de gordura para absorver choques e suporta a arcada plantar fatores predisponentes a lesão Causas intrínsecas (pé cavo ou pé plano, pronação excessiva do pé, deficiências musculares ou perda de elasticidade dos músculos flexores plantares), redução da força de flexão plantar Extrínsecas (calçado inadequado, sobrecargas posturais e funcionais ou marcha prolongada em terreno irregular, traumas repetitivos NO ESPORTE INCIDÊNCIA MAIOR EM FUTEBOL, BASQUETE E CORREDORES fatores predisponentes a lesão É sabido que, durante a corrida, a força de reação vertical do solo exercida pelo pé pode dobrar ou triplicar o peso corporal do atleta, e a fáscia plantar e o arco longitudinal estão envolvidos no mecanismo de absorção de força. Em atletas, a dor pode aparecer após um período de treinamento intenso, normalmente diminui com o aquecimento e reaparece ao final do treino. Rigidez nos pés e edema no calcanhar também estão presentes . FASCITE PLANTAR OBJETIVO TERAPÊUTICO Reduzir quadro álgico Melhorar a flexibilidade Recuperar ADM Aumentar força muscular Melhorar equilíbrio/propriocepção Prevenir recorrência Promover retorno às atividades esportivas TRATAMENTO-FASCITE Laser Iontoforese Ultrassom -Massagem/tratamentos manuais de tecidos moles crochetagem -Tratamentos osteopáticos ou manipulativos -Alongamento CADEIA POSTERIOR -Dispositivos ortopédicos( palmilha) -Bandagem LOW DYE e kinesiotaping TRATAMENTO-FASCITE ultrassom dose 1,5-1,8 pulsado ou contínuo vencer fibrose Laser vermelho (630–690 nm): menor penetração → mais superficial. Laser infravermelho (780–1.000 nm): maior penetração → mais adequado para tecidos profundos, como a fáscia plantar. TRATAMENTO-FASCITE Mobilização ganho dorsiflexão Mobilização da fascia TRATAMENTO-FASCITE deslizamento lateral da articulação subtalar. B: deslizamento medial da articulação subtalar Mobilização ganho dorsiflexão TRATAMENTO-FASCITE Exercício rolar a bola e cachos da toalha PNF para dorsi e planti TRATAMENTO-FASCITE Equilíbrio e elevação panturrilha Exercício concêntrico e excêntrico TRATAMENTO-FASCITE -Bandagem LOW DYE e kinesiotaping ao final atendimento TRATAMENT O-FASCITE -Bandagem LOW DYE e kinesiotaping ao final atendimento TRATAMENTO-FASCITE Terapia por onda de choque em adulto caso tratamento conservador não resolva. O método tem como princípio a aplicação de poderosas ondas de choque com objetivo de promover a cicatrização do tecido inflamado da fáscia plantar. TRATAMENTO-FASCITE Plasma rico em plaquetas (PRP) guiado por ultrassom INTERVENÇÃO CIRURGICA A intervenção cirúrgica é realizada quando os sintomas da fascite plantar persistem após diferentes e repetitivos tratamentos conservadores. Geralmente, a intervenção cirúrgica parcial ou completa é recomendada após 6 a 12 meses de tratamentos conservadores ineficazes. Efeitos colaterais notáveis do tratamento cirúrgico são relatados (por exemplo, infecções, danos nos nervos e dor crônica) ENTORSE DE TORNOZELO Instabilidade crônica: instabilidade do ligamento lateral do tornozelo. Os sintomas são episódios crônicos de falseio do tornozelo durante as atividades, com histórico de lesões reincidentes ou dor, edemas e rigidez. AVALIAÇÃO-ENTORSE DE TORNOZELO ENTORSE DE TORNOZELO Entorse de tornozelo grau I: poucas fibras são rompidas e não há comprometimento da estrutura do ligamento. O paciente é capaz de suportar totalmente o peso do corpo ao caminhar; Entorse de tornozelo de grau II: ruptura parcial de um ou mais ligamentos laterais. O paciente caminha com dificuldade e mancando; Entorse de tornozelo de grau III: ruptura completa de um ou mais ligamentos laterais. Opaciente é incapaz de caminhar. AVALIAÇÃO ENTORSE TORNOZELO Ligamentos laterais: talofibular anterior (lesado com mais frequência), calcaneofibular e talofibular posterior. Mecanismo flexão plantar, inversão e rotação pode causar uma entorse do ligamento talofibular anterior. Entorse do ligamento calcaneofibular ENTORSE DE TORNOZELO Ligamento talofibular anterior. Está associado a uma alta incidência de entorse porque é o primeiro dos três ligamentos colaterais laterais a ser submetido a estresse quando o tornozelo sofre inversão e flexão plantar. ENTORSE DE TORNOZELO Ligamento calcaneofibular: inserção na parede lateral do calcâneo. Em entorses graves do tornozelo, o ligamento poderá se romper, mas somente após a ruptura do ligamento talofibular anterior. A perda da função desses dois ligamentos deixa o tornozelo instável. ENTORSE DE TORNOZELO Ligamento talofibular posterior. Tem origem na borda posterior do maléolo lateral e segue posteriormente até o pequeno tubérculo lateral situado na face posterior do tálus. É mais forte do que os outros dois ligamentos colaterais, e sua principal função é impedir o deslizamento para a frente da fíbula sobre o tálus. Por causa da sua resistência e da localização, esse ligamento só é afetado nas lesões mais graves do tornozelo (luxações). LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL- DELTOIDE os ligamentos colaterais mediais formam uma estrutura ligamentar de formato triangular (leque) conhecida como ligamento deltóide . Rupturas completas do ligamento deltóide ocorrem mais frequentemente em combinação com fraturas de tornozelo. A lesão do ligamento deltoide ocorre principalmente por eversão excessiva do tornozelo, frequentemente associada à rotação externa do pé. LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL- DELTOIDE AVALIAÇÃO TORNOZELO ● Ausência de edema na ocasião do exame físico tardio (após quatro dias) sugere que não há ruptura de ligamento, enquanto o edema extensivo é indicativo de ruptura. ● Dor na palpação do ligamento envolvido sugere comprometimento. ● Presença de hematoma sugere ruptura. ● Teste de gaveta anterior positivo sugere ruptura. ENTORSE DE TORNOZELO o maléolo medial é mais curto do que o maléolo lateral, e, como consequência, o tálus consegue inverter bem mais do que consegue everter; Para avaliar o ligamento, realize a flexão plantar e a inversão do pé do paciente. Se o estresse em inversão aumentar a dor, o ligamento poderá estar distendido ou rompido. É preciso que os ligamentos talofibular anterior e calcaneofibular estejam rompidos para que haja instabilidade lateral evidente do tornozelo. ENTORSE DE TORNOZELO AVALIAR: INSPEÇÃO PALPAÇÃO AMPLITUDE DE MOVIMENTO TESTES ESPECÍFICOS TRATAMENTO INSPEÇÃO EDEMA EQUIMOSE Edema no dia da lesão equimose cinco dias após lesão Verificar perimetria comparar membro edemaciado Exame tornozelo e pé Inspeção: aparência externa do sapato, apoio ao despir-se, número de dedos, uniformidade dos dedos, arco longitudinal, arco transverso, coloração, edemas bilaterais ou localizados, cicatrizes. Pé: Exame tornozelo e pé Inspeção Exame tornozelo e pé 2. Palpação óssea Exame tornozelo e pé Palpação de tecidos moles: ligamento talofibular anterior, calcaneofibular e talofibular posterior. AMPLITUDE DE MOVIMENTO Movimentos do tornozelo Dorsiflexão Flexão plantar Movimentos subtalares Inversão Eversão Movimentos mesotarsais Adução do antepé Abdução do antepé Movimentos dos dedos Flexão Extensão Amplitude da dorsiflexão do tornozelo. Amplitude da flexão plantar do tornozelo. Teste de inversão do pé Teste de eversão do pé Abdução do antepé Adução do antepé TESTE DE ESTABILIDADE DE CALCANEO Teste para avaliar a estabilidade dos ligamentos talofibular anterior e calcaneofibular. O tornozelo torna-se instável quando os ligamentos talofibular anterior e calcaneofibular estão rompidos. TESTE DE INTEGRIDADE DO LIGAMENTO O teste do sinal da gaveta anterior avalia a integridade do ligamento talofibular anterior. Coloque uma das mãos na face anterior da porção inferior da tíbia e segure o calcâneo com a palma da outra mão em concha. Em seguida, puxe o calcâneo (e o tálus) para a frente e, ao mesmo tempo, empurre a tíbia para trás. Normalmente, o ligamento talofibular anterior permanece esticado em todas as posições da articulação do tornozelo, e não deve haver nenhum movimento anterior do tálus em relação à tíbia Contudo, quando há alguma alteração, o tálus desliza no sentido anterior, saindo de sua posição normal no encaixe do tornozelo (mortalha) (sinal da gaveta positivo); pode-se até sentir um estalo no momento em que ele se move Teste de estresse em eversão Objetivo: avaliar a estabilidade do ligamento deltoide Posição: ● Paciente sentado ● Joelho relaxado. ● Tornozelo em posição neutra ou leve flexão plantar. Execução: 1. Uma mão estabiliza a parte distal da tíbia. 2. A outra mão segura o calcâneo/retropé. 3. Aplica-se uma força levando o calcâneo para eversão. 4. Compare sempre com o tornozelo contralateral. AVALIAÇÃO TORNOZELOWeight-Bearing Lunge Test (WBLT): Mede a dorsiflexão funcional em carga. O atleta tenta encostar o joelho na parede mantendo o calcanhar totalmente apoiado no chão. Mede-se a distância máxima do hálux (dedão) até a parede. ● Referência: Uma distância menor que 9 a 10 cm (ou diferença maior que 1,5 cm entre os lados) indica déficit importante de dorsiflexão. AVALIAÇÃO TORNOZELO Regras do Tornozelo de Ottawa (Suspeita de Fratura) Critério clínico para decidir a necessidade de raio-X após trauma agudo. O raio-X só é indicado se houver dor na zona maleolar E um dos seguintes achados: ● Dor à palpação na borda posterior/ponta do maleólo lateral (últimos 6 cm). ● Dor à palpação na borda posterior/ponta do maleólo medial (últimos 6 cm). ● Incapacidade de dar 4 passos consecutivos no momento do trauma e na avaliação. TESTE DE ESTABILIDADE Teste thompson avalia a continuidade do tendão comum dos músculos gastrocnêmio e sóleo. A ausência de flexão plantar indica ruptura do tendão do calcâneo. REABILITAÇÃO Retorno à atividade física: • Tipo I = 07 a 10 dias • Tipo II = 20 dias • Tipo III = 06 a 08 semanas REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- ruptura grau I -Compressão e elevação (RICE) por 20 minutos, algumas vezes ao dia. -Limitar carga por dois dias -Uma bandagem elástica pode fornecer pressão confortável na volta à sustentação do peso. -Apos dois dias exercícios de amplitude de movimento e de treinamento de força isométrico e isotônico. No estágio intermediário da reabilitação,uma progressão de exercícios de treinamento de propriocepção, seguida de foco nas atividades específicas do esporte, a fim de preparar o paciente para o retorno à competição. Quando o paciente volta a sustentar o próprio peso, a bandagem pode ser uma medida extra de proteção. Em geral, o paciente pode retornar à atividade em 7 a 10 dias. REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- ruptura grau II -Deve-se usar a técnica RICE de modo intermitente, por pelo menos 72 horas. -O exame de raio X - O paciente deve usar muletas por 5 a 10 dias, enquanto progride gradualmente para a sustentação normal do peso. -Ele precisa usar algum tipo de dispositivo de imobilização para proteção por 1 a 2 semanas. -Exercícios de flexão e dorsiflexão na amplitude do movimento sem dor devem ter início a partir de 48 horas após a ocorrência da lesão. REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- ruptura grau II -O exercício de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) melhora a força, a amplitude de movimento e a propriocepção. -Devem ser incluídos exercícios isométricos enquanto o tornozelo está imobilizado, seguidos de exercícios de amplitude de movimento, resistência progressiva (ERP) e atividades de equilíbrio durante um período de até 4 semanas. -Tem sido sugerido que a proteção das estruturas em processo de cicatrização pode levar a uma maior otimização do resultado a longoprazo. -A bandagem em forma de cesto trançado fechado pode proteger o paciente quando ele começa a caminhar REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- ruptura grau II -Evitar caminhadas ou corridas sobre superfícies irregulares durante 1 a 2 semanas, após a retomada da sustentação do peso. OBSERVAÇÃO: Os efeitos de longo prazo da entorse de segundo grau costumam incluir instabilidade crônica com recorrência da lesão. Ao longo de certo tempo, essa instabilidade pode levar à degeneração articular e à osteoartrite. Na ocorrência de uma entorse de segundo grau, o paciente tem de continuar a se envolver em atividades de reabilitação para minimizar a recorrência da lesão. REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- ruptura grau III Normalmente, a técnica RICE é usada de modo intermitente por pelo menos três dias. Não são raros os casos de médicos que aplicam um gesso de dorsiflexão ou um imobilizador para sustentação do peso por 3 a 6 semanas e depois uma bandagem por mais 3 ou 6 semanas. Normalmente, propõe-se o uso de muletas ao atleta quando o gesso é removido. REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- ruptura grau III O exercício isométrico começa a ser feito ainda com o gesso e é seguido de exercícios de amplitude do movimento, ERP e equilíbrio. Em alguns casos, é necessária uma cirurgia para estabilizar o tornozelo do atleta. OBSERVAÇÃO: A entorse de terceiro grau gera significativa instabilidade e lassidão articular. Por causa dessa lassidão, a articulação do tornozelo fica propensa a processos degenerativos. No entanto, a instabilidade crônica do tornozelo não tem necessariamente um efeito negativo sobre o desempenho funcional. ENTORSE TORNOZELO Entorse lateral do tornozelo agudo maior incidência em indivíduos que têm histórico de entorse e perda de amplitude de movimento da dorsiflexão do tornozelo, não aquecem adequadamente, não usam suporte externo (colete e vendagem) e não participam de reeducação neuromuscular. REABILITAÇÃO-TRATAMENTO ENTORSE- Fase 1(até o 4° dia) Imobilização neutra enfaixamento ou gesso grau II de 1-2 semanas, grau III de 3-6 semanas. Price até 72 horas Eletroanalgesia TENS laser de baixa intensidade Não devem usar ultrassom para o manejo de entorses agudas no tornozelo mobilização passiva evitando estresse lateral Muletas 5 a 10 dias OBJETIVO Diminuir a dor Controlar processo inflamatório Orientar Proteger articulação REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- Fase 2(5° dia a 3 semana) Alongamentos de MMII Bicicleta ergométrica com apoio retro- pé (calcanhar) Exercícios isométricos exercícios isotônicos resistidos para eversão e dorsiflexão (2°semana) e inversão flexão (3°semana) Trote evoluindo para corrida em linha reta 3° semana em solo estável para evoluir solo instável Treino sensorio motor estatico 2° semana e dinamico 3° semana OBJETIVO Auxiliar reparação tecidual Manter ADM Ganhar FM Melhorar controle sensório motor REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- Fase 3 (4 e 5 semana) Manter fase 2 Ênfase em exercícios resistidos para eversores e dorsiflexores Inicio do treino pliométrico 5° semana Evolução do treino sensorio motor dinâmico Inicio dos gestos esportivos OBJETIVO Ganhar FM Melhorar o controle sensório motor Manter condição física Retorno ao esporte não competitivo REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- Fase 4 (6 e 7 semana) Manter fase 3 Evolução treino sensório motor Evolução do treino pliométrico Evolução Treino específico do esporte retorno competitivo 7 semana Indicar uso de tornozeleira ou bandagem no inicio retorno ao esporte se tem medo OBJETIVO Enfatizar ganho de FM Enfatizar o controle sensório motor Orientar LESÃO NO DIA EM CAMPO 1 ° CONSEGUE CAMINHAR SAÍDA DO CAMPO ? localização da dor; Observar edema/deformidade fratura? dor à palpação dos maléolos e região do pé. CONDUTA: APLICAR GELO COMPRESSÃO E ELEVAÇÃO ORIENTAÇÃO CASO PERSISTA A DOR NÃO FAZER ❌massagem vigorosa ❌ alongamento agressivo; ❌ manipulação forçada; ❌ voltar ao jogo apenas porque consegue caminhar; REABILITAÇÃO-TRATAMENTO- Equilíbrio/propriocepção PLIOMETRIA Pliometria é um método de treinamento que utiliza movimentos rápidos e explosivos, envolvendo um alongamento rápido do músculo seguido imediatamente por uma contração. Esse mecanismo é chamado de ciclo alongamento-encurtamento. PLIOMETRIA FORÇA POTÊNCIA VELOCIDADE PLIOMETRIA PARA FORÇA Objetivo: aumentar a capacidade de produzir e absorver força. Exercícios: ● salto agachado; ● salto vertical com aterrissagem controlada; ● drop jump de baixa altura; ● salto horizontal; ● salto sobre barreira baixa; ● salto unipodal. Características: ● maior controle; ● amplitude maior; ● 5-8 repetições PLIOMETRIA PARA POTÊNCIA Objetivo: produzir muita força rapidamente. ● box jump; ● salto vertical máximo; ● salto horizontal máximo; ● countermovement jump; ● drop jump; ● bounds; ● saltos unipodais explosivos. Características: ● intenção máxima de velocidade; ● maior altura/distância; 3–5 repetições PLIOMETRIA PARA VELOCIDADE/REATIVIDADE Objetivo: diminuir o tempo de contato com o solo e melhorar a capacidade de reagir rapidamente. ● ankle hops; ● pogos; ● quick hops; ● saltos laterais rápidos; ● bounds; ● single-leg hops; ● saltos reativos sobre barreiras; ● hop → sprint. Características: ● contato com o solo muito rápido; PLIOMETRIA Salto unipodal- Força Salto bipodal- Potência Corrida com bola Velocidade Anatomia Patela • Osso triangular, incisura intercondilar, cartilagem hialina. • Crista vertical – faceta medial e lateral. • Crista – sulco femoral. • Lado lateral mais alto – lesões. 4 Anatomia Patela • Melhorar o braço de alavanca – a eficiência quadricipital. 5 Anatomia Patela • Diminuir a fricção articular. • Proteger a região distal do fêmur de traumas e o quadríceps de desgaste e atrito. • Melhorar a aparência estética. • Diminuir o estresse de cisalhamento. 6 7 Anatomia • Pontos de contato patela-fêmur. • Importante clinicamente. • Compreender movimento patelofemoral – escolha de exercícios. 8 Anatomia 9 Anatomia Estabilizadores estáticos X dinâmicos. • Geometria óssea. • Contenções ligamentares. • Contenções retinaculares. • Contenções musculares. 10 Geometria óssea • Porção patelar lateral mais alta. • Ângulo Q aumentado – alinhamentos inadequados: joelho em valgo, anteversão do colo do fêmur e a torção tibial externa 11 Anatomia Anatomia Contensões retinaculares. • Retináculo lateral e os tratos ileotibiais: - estabilidade contra o deslocamento medial. - mais espessas e mais resistentes que as mediais. • Retináculo medial. 12 Anatomia Contensões musculares. • Vasto medial – VMO X VML. • VMO – extensão e contenção dinâmica contra deslocamento lat. • Pata de ganso(Sartório,Grácil Semitendíneo) • componentes rotacionais. 13 14 Anatomia Contenção dinâmica Quadríceps • Extensor do joelho. • Proteção – alívio da tensão lig. e absorção de impactos. • Estabilização – controle da função muscular. Anatomia Contenção dinâmica Ísquiotibiais • Flexão do joelho. • RE e RI do joelho. • Desenv. neuromuscular – quadríceps X ísquios. 15 16 Anatomia - LCA • Origem – côndilo lateral do fêmur. • Inserção – área intercondiliana anterior da tíbia. • Função Primária – conter a translação anterior da tíbia. 17 Anatomia - LCP • Origem – côndilo medial do fêmur. • Inserção – área intercondiliana posterior da tíbia. • Função primária – conter a translação tibial posterior. 18 Anatomia - LCA 18 Anatomia - LCP • Ligamento colateral medial. • Pouca elasticidade, faixa larga e plana. • Porção superficial – + resistente. • Porção profunda – contato MM. • Função primária – conter o estresse em valgo. 20 Anatomia - LCM 21 Anatomia - LCL • Ligamento colateral lateral. • Formato de um cordão. • Fibroso e arredondado. • Desenvolvimento independente. • Função primária – conter o estresse em varo. 22 Anatomia - Meniscos 23 Anatomia - Meniscos • Transmissão de carga. • Absorção de choques.• Lubrificação articular. • Estabilidade articular. • Condução de movimentos. 24 Anatomia - Meniscos • Menisco Medial: - estreita conexão com a cápsula art. e LCM (LCA). - menos móvel. • Menisco Lateral: - inserção frouxa na cápsula art. - mais móvel - ligado ao poplíteo. • Lesões patelofemorais. • Lesões ligamentares. • Lesões meniscais. • Lesões de “desgaste”. Joelho – Patomecânica 25 Disfunção Patelofemoral • Dor região anterior do joelho ou patelofemoral – muito comum no esporte. • Traumatismos ou de início insidioso (overuse). • Alterações mecânicas articulares – avaliação do M.I. • Equilíbrio patelofemoral afetado – deslocamento lateral da patela. 26 Disfunção Patelofemoral Reabilitação patelofemoral. • Normalização da mobilidade patelar – mobilização. • Recrutamento do VMO – isometria em múltiplos ângulos e exercícios CF. • Aumento da flexibilidade geral – alongamento retináculo lateral. • Controle muscular de todo M.I. – músc. quadril. 27 Disfunção Patelofemoral Reabilitação patelofemoral. • McConnell – bandagem rígida de reposicionamento patelar. 28 Reabilitação patelofemoral. • Bandagem elástica para ativação do VMO e tira infra-patelar. Disfunção Patelofemoral 29 Reabilitação patelofemoral – cirurgia: • Liberação do retináculo lateral. • Realinhamento distal – transferir inserção Tendão Patelar • Retorno das atividades em 6 meses. Disfunção Patelofemoral 30 32 • Ênfase na musculatura do quadril – diminuição das manifestações da SDFP. Condromalacia Patelar • Excesso de maciez e a deterioração da cartilagem articular na parte de trás da patela. 36 Condromalacia Patelar • A condromalácia passa por três estágios: - Estágio 1 – edema e excesso de maciez da cartilagem articular. - Estágio 2 – fissuração da cartilagem articular amolecida. - Estágio 3 – deformação da superfície da cartilagem articular, causada por fragmentação. 37 Condromalácia Patelar • Causa desconhecida – biomecânica anormal da patela é um fator importante. • Sintomas: - Dor anterior no joelho em algumas AVDs, edema e rangido durante a flexão. - Dor na palpação. • Tratamento – identificação mecanismo causal. 38 Condromalácia Patelar Redução da força dos músculos abdutores e rotadores laterais do quadril e do quadríceps. Esses déficits podem favorecer maior adução e rotação interna do fêmur durante atividades funcionais, contribuindo para o aumento do valgo dinâmico e das forças laterais sobre a patela, causar o aumento do ângulo Q esse aumento do ângulo Q leva a subluxação da patela, intensifica o pico de pressão do joelho, uma das causas da condromalácia patelar. R.E: Piriforme, Obturador interno e externo, Gêmeos superior e inferior, Quadrado femoral. exercício concha exercicios cadeia cinética fechada 38 Doença de Osgood-Schlatter • Comum no joelho de adolescentes – pessoas hígidas e praticantes de atividade física. • Causas: necrose avascular ou estiramento excessivo do TP. • Dor e aumento do volume da Tuberiosidade anterior da tibia. 39 Doença de Osgood-Schlatter • Tumoração, edema e dor – dores intermitentes com menos edema – cura, desaparecimento da dor e de restrições das atividades físicas. • Limita a atividade física. • Complicação – fratura por avulsão. • Desaparece próximo aos 18 anos. 40 Doença de Larsen-Johansson • Similar a Doença de Osggod-Schlatter. • Dor e aumento do pólo inferior da patela. • causada pela tração repetitiva do tendão patelar durante o crescimento. Ela afeta principalmente adolescentes entre 10 e 14 anos que praticam esportes de impacto, como corrida e saltos 41 • Sintomas: - Irritação repetida – edema, hemorragia e degeneração gradual - Dor forte quando se ajoelha, salta e corre. • Tratamento: - AINE e diminuição das atividades estressantes. - Flexibilidade dos isquiotibiais. - Fortalecimento do quadríceps – moderadamente. 42 Doença de Osgood-Schlatter e de Larsen-Johansson Tendinite Patelar • Joelho de saltador. • Causas: algumas atividades – sobrecarga excêntrica – ex.: salto. 43 • Sintomas: dor e sensibilidade no polo inferior da patela, mas no aspecto posterior. • Tratamento: - Aquecimento. - Alongamentos. - Contrações concêntricas-excêntricas. - Além disso, técnicas de mobilização patelar e de eletrotermofototerapia podem ser utilizadas. 44 Tendinite Patelar Ruptura do Ligamento Patelar • Contração súbita e potente do quadríceps. • Quando há condição inflamatória prolongada. • Geralmente rompe-se na inserção na Tube.Tibial. 45 • Sintomas: movimento patelar superior, sem extensão de joelho e muita dor. • Tratamento: cirúrgico (semitendinoso e grácil). • Fisioterapia – retorno esporte em 20 semanas ou mais. 46 Ruptura do Ligamento Patelar Cisto de Backer • Em geral – assintomático. • Pode edemaciar – dor. • Tratamento – biomecânica, além de dor e edema. 47 48 48 Lesões Ligamentares • A lesão ligamentar aguda – entorse. • Graus I, II e III: - I – distensão, pouca ou nenhuma ruptura. - II – ruptura parcial, um leve grau de frouxidão. - III – ruptura completa, com instabilidade completa. • Dor mais severa nas parciais. 49 Lesões Ligamentares Fatores Predisponentes: • Fatores anatômicos. • Contribuições ambientais. • Elementos neuromusculares – quadríceps X ísquios. • Mulheres – anatomia, fisiologia, hormônios. 50 Lesões Ligamentares – LCA • Aguda com ruptura LCA – comum e devastadora. • Crescente em jovens – alta performance. • 1 a cada 3.000 pessoas/ano – 70% esportes. • 1 lesão a cada 1.500 horas de prática esportiva. • 72% sem contato – desaceleração e mudança de direção com o pé fixado. 51 Lesões Ligamentares – LCA • Mecanismo 1 – carga em valgo + RE tíbia – AnteroM. • Mecanismo 2 – hiperextensão + RI tíbia – Post.Lateral. 51 Lesões Ligamentares – LCA • Lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) sem contato, durante desaceleração, aterrissagem ou mudança de direção. • Desaceleração brusca + joelho próximo da extensão + valgo dinâmico + rotação interna do fêmur/rotação externa relativa da tíbia A lesão pode ocorrer sem contato direto no joelho, sendo esse mecanismo muito comum em esportes como futebol, basquete, handebol e esqui. 51 Lesões Ligamentares – LCA • Lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) por contato Trauma direto no joelho → valgo + rotação interna femur RE tibia → aumento da tensão no LCA → ruptura parcial ou completa do LCA. 51 Lesões Ligamentares – LCA • Mudança rápida de direção • Aterrissagem após salto • Desaceleração brusca • Extensão quase completa do joelho associada a valgo 52 Lesões Ligamentares – LCP • Mecanismo mais frequente – 90º de flexão com impacto anterior na tíbia. • Outros mecanismos – hiperflexão, hiperextensão, pequena flexão com RI da tíbia. • Lesões parciais LCP são mais comuns que LCA. 53 Lesões Ligamentares – LCA e LCP semitendineo-graciltendão patelar ou quadriceps 54 54 Lesões Ligamentares – LCA e LCP 56 Lesões Ligamentares – LCM • Força em valgo na face lateral do joelho. • 25º a 30º. • Natureza traumática. 57 Lesões Ligamentares - Tríade • Tríade Infeliz/Tríade de O’Donoghue. • LCA + LCM + MM. • Leve flexão + valgo + RE. 85 Lesões Ligamentares – LCL • Força em varo na face medial do joelho. • Lesão isolada do LCL é a menos comum do joelho. • Natureza traumática. 59 Lesões Meniscais • Dano meniscal – flexão-rotação ou extensão-rotação com sustentação de peso. • Ex.: - Pé apoiado – mudança de direção. - Aterrizagem. - Extensão rápida do joelho – laceração meniscal. • Menisco Medial – maior incidência: - Ligamentos coronários o fixam mais. - Inserção cápsula articular. - Contato íntimo LCM. • Sinais e sintomas: - ADM terminal diminuída ou com dor. - Dor na linha articular. - Edema e hemartrose. - Sensação de instabilidade e bloqueio articular. 60 Lesões Meniscais 61 Tratamento Cirúrgico Meniscos • Cirurgia – maioria, exceto as que causam menor sintomasem pacientes menos ativos. - Identifica a lesão. - Escolha do procedimento cirúrgico. - Objetivo – preservar a maior quantidade de tecido. 62 Tratamento Cirúrgico Meniscos • Menisectomia total – resultados ruins a longo prazo. • Meniscectomia parcial – depende do tamanho da lesão. • Reparo meniscal – sem retirar porções meniscais – reabilitação mais prolongada (4-6 semanas). 63 Tratamento Cirúrgico Meniscos • Porção periférica meniscal – 10% a 30% – melhor suprimento vascular. • Porção central meniscal – 70% - nutrição por difusão passiva e bombeamento mecânico. • Região periférica vascularizada – reparo meniscal. Tratamento – Lesões Ligamentares e Meniscais 1 – controle da dor, inflamação e edema, 2 – reeducação muscular, 3 – mobilidade art. e proteção da patela, 4 – fortalecimento, 5 – propriocepção, 6 – retorno à função. • Objetivos – muitos abordados juntos. • Mobilidade art. + fortalecimento seletivo – retorno mais rápido. 64 1 – Controle da dor, inflamação e edema: • Anti-inflamatórios não esteroides. • Eletroterapia – TENS ou interferencial. • Gelo, compressão e elevação ou PRICE. 2 – Reeducação muscular: • Recrutamento precoce do quadríceps (biofeedback). Tratamento – Lesões Ligamentares e Meniscais 65 3 – Mobilidade art. e proteção da patela: • Objetivo – prevenir fibrose, nutrir, estresse controlado. • Mobilização patela e tibiofemoral - mov. fisiológico e assessório. • Movimento passiva contínuo ou isocinético. Tratamento – Lesões Ligamentares e Meniscais 66 4 – Fortalecimento: • Progressão – proteção das estruturas. • Início – isometria • CCF X CCA. • Final – endurance, força e potência. Tratamento – Lesões Ligamentares e Meniscais 67 Joelho - Avaliação • Anamnese. • Inspeção. • Palpação (tecidos ósseos e tecidos moles). • Testes de movimento ativo. • Testes de movimento passivo. • Testes de mobilidade acessória. • Testes de alongamento muscular. • Testes de força muscular. • Testes de sensibilidade. • Testes especiais. 68 Palpação Estruturas ósseas • Face medial – platô tibial, tubérculo tibial, côndilo medial (epicôndilo), tubérculo adutor. • Face lateral – platô tibial, tubérculo lateral, côndilo lateral (epicôndilo lateral), cabeça da fíbula. Tecidos moles – quadríceps, tendão patelar, menisco medial, LCM, pata anserina, menisco lateral, LCL, tendão do bíceps, trato iliotibial, gastrocnêmios, 69 Joelho - Avaliação Testes de movimento ativo/passivo e mob. acessória. • Quantidade X Qualidade • Flexão • Extensão • Rot. Interna • Rot. Externa • Deslizamento Joelho - Avaliação 70 Joelho - Avaliação Testes de alongamento muscular 71 Teste thomas encurtamento de ilipsoas teste de Elevação da Perna Estendida Joelho - Avaliação Testes de força muscular 72 Joelho - Avaliação Testes da gaveta anterior para verificar lassidão do cruzado. Deixe o joelho do paciente flexionado a 90° e aplique uma força anterior primeiro com o pé apontando para a frente. 73 Joelho - Avaliação Testes LACHMAN- É considerado melhor do que o teste da gaveta a 90° de flexão, Essa preferência é especialmente válida para exames realizados logo após a lesão. Uma razão para usar esse teste imediatamente depois da lesão é o fato de que ele não força a flexão do joelho até uma posição dolorosa, de 90°, mas permite o exame em um ângulo mais confortável, de 20 a 30°. Outra razão da sua crescente popularidade é que ele reduz a restrição criada pelos músculos isquiotibiais. 73 Joelho - Avaliação Teste gaveta posterior : Posição do paciente: Deitado de costas (decúbito dorsal), com o quadril flexionado a 45° e o joelho flexionado a 90°. Estabilização: O examinador senta-se sobre o pé do paciente para mantê-lo fixo. Aplicação da força: O avaliador segura a parte superior da perna (tíbia proximal) e empurra o osso para trás. Positivo se: Houver deslizamento excessivo para trás ou ausência de uma resistência firme no final do movimento 74 Joelho - Avaliação Teste gaveta posterior: 74 Joelho - Avaliação TESTE-estresse do ligamento colateral medial estresse em valgo 75 Paciente fica deitado na posição supino, com a perna estendida. Para testar o lado medial, o fisioterapeuta esportivo segura o tornozelo firmemente com uma mão, enquanto coloca a outra mão sobre a cabeça da fíbula. Em seguida, aplica uma força para dentro, na tentativa de abrir a lateral do joelho. Esse estresse valgo é aplicado com o joelho completamente estendido, ou a 0 grau, e a 30 graus de flexão (Fig. A e B). O exame em extensão total testa o LCM, a cápsula posteromedial e os cruzados. A 30 graus de flexão, isola-se o LCM. Joelho - Avaliação TESTE-estresse do ligamento colateral medial estresse em valgo 75 Joelho - Avaliação TESTE- estresse do ligamento colateral lateral estresse em varo 75 O fisioterapeuta esportivo inverte a posição das mãos e testa a lateral com uma força vara, com o joelho completamente estendido, Fig. C e D). Com o joelho estendido, são examinados o LCL e a cápsula posterolateral. A 30 graus de flexão, isola-se o LCL OBSERVAÇÃO: O membro inferior deve ficar em uma posição neutra, sem rotação interna nem externa. Joelho - AvaliaçãoTestes Especiais 76 Joelho - Avaliação Teste de McMurray para meniscos 77 ́ usado para determinar a presença de uma ruptura deslocável no menisco, no interior do joelho. O atleta fica deitado em supino sobre a maca, com a perna lesionada completamente flexionada. O fisioterapeuta esportivo coloca uma mão sobre o pé e a outra sobre o topo do joelho, com os dedos tocando a linha articular medial. A mão que segura o tornozelo traça um pequeno círculo e traz a perna em extensão. À medida que isso é feito, a mão sobre o joelho sente um clique de resposta. Rupturas mediais no menisco podem ser detectadas quando a por- ção inferior da perna faz uma rotação externa; a rotação interna permite a detecção das rupturas laterais. Joelho - Avaliação Teste de McMurray para meniscos Teste de McMurray para meniscos. A, O médico flexiona o joelho do paciente e faz a rotação lateral da tíbia; depois, B, estende o joelho enquanto palpa a linha articular medial. Em seguida, ele flexiona o joelho e faz a rotação medial da tíbia; depois estende o joelho enquanto palpa a linha articular lateral. 77 Joelho - Avaliação Testes Especiais 77 Joelho - AvaliaçãoTestes Especiais Teste de compressão de Apley Nesse teste, o paciente fica deitado em prono, com a perna afetada flexionada a 90°. Enquanto estabiliza a coxa, o fisioterapeuta esportivo aplica uma pressão forte para baixo, ao longo da perna, e faz a sua rotação para trás e para a frente. Se houver dor, significa que ocorreu uma lesão no menisco. A ruptura medial no menisco é observada na rotação externa; a ruptura lateral no menisco é observada na rotação interna da perna 78 Joelho - AvaliaçãoTestes Especiais Teste de distração de Apley Com o paciente na mesma posição do teste de compressão de Apley, o fisioterapeuta esportivo aplica tração à porção inferior da perna enquanto faz a rotação dela para trás e para a frente. Essa manobra permite distinguir entre rupturas de ligamentos colaterais e rupturas de meniscos ou cápsulas. Quando a cápsula ou o ligamento são afetados, ocorre dor; quando o menisco está rompido, não ocorre dor em função da tração nem da rotação 78 Joelho - AvaliaçãoTestes Especiais APLEY 78 Joelho - Avaliação Testes Especiais de apreensão patelar 79 Positivo instabilidade da patela realiza desvio da patela lateralmente. Tratamento Joelho Visão Geral na Reabilitação • Mobilidade Articular e de Tecidos Moles. • Fortalecimento Muscular. • Exercícios proprioceptivos. • Alongamento Muscular. • Eletrotermofototerapia = Regeneração tecidual + controle inflamatório + analgesia. 80 Joelho - Tratamento Mobilizações articulares 81 Mobilizações articulares • Diferentes ângulos de flexão e extensão. • Limite da dor oulimitação. Joelho - Tratamento 82 Joelho - Tratamento Mobilização com movimento 83 Joelho - Tratamento Mobilização com movimento 84 Joelho - Tratamento Mobilização com movimento 85 Joelho - Tratamento Mobilização com movimento 86 REFERÊNCIAS -Potach, David Prevenção de lesões no esporte : guia anatômico para desenvolver resiliência e minimizar lesões / David Potach, Erik Meira ; [tradução Paulo Laino Cândido]. - 1. ed. - Santana de Parnaíba [SP] : Manole, 2023. -PRENTICE, William E. Fisioterapia na prática esportiva. Porto Alegre: AMGH, 2012. 880 p. ISBN 9788580550771. -Flegel, Melinda J. Primeiros socorros no esporte / Melinda J. Flegel ; [tradução Douglas Arthur Omena Futuro]. --5. ed. --Barueri, SP : Manole, 2015. DUTTON, Mark. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. QUESTÃO 01-As lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) são comuns em atividades esportivas envolvendo desaceleração, mudança de direção e aterrissagem. O diagnóstico clínico utiliza testes específicos de estabilidade articular. O teste que avalia integridade do LCA através de translação anterior da tíbia em relação ao fêmur com joelho fletido a 90° e pé estabilizado, sendo considerado positivo quando há aumento da translação anterior comparado ao lado contralateral ou ausência de endfeel, é o teste de: A) lachman B) pivo shift C) gaveta anterior D) gaveta posterior QUESTÃO 01-As lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) são comuns em atividades esportivas envolvendo desaceleração, mudança de direção e aterrissagem. O diagnóstico clínico utiliza testes específicos de estabilidade articular. O teste que avalia integridade do LCA através de translação anterior da tíbia em relação ao fêmur com joelho fletido a 90° e pé estabilizado, sendo considerado positivo quando há aumento da translação anterior comparado ao lado contralateral ou ausência de endfeel, é o teste de: A) lachman B) pivo shift C) gaveta anterior D) gaveta posterior Um jogador de basquetebol aterrissa sobre o pé de outro atleta e sofre uma inversão brusca do tornozelo direito. Após o trauma, apresenta dor moderada, edema, dificuldade para caminhar e sensibilidade sobre os ligamentos laterais. A avaliação clínica indica comprometimento parcial do complexo ligamentar lateral, sem evidências de ruptura completa.Considerando a classificação das entorses de tornozelo e os princípios de reabilitação musculoesquelética, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para esse paciente. A) A lesão é compatível com entorse grau II, caracterizada por lesão ligamentar parcial, sendo indicada abordagem conservadora com proteção, controle dos sintomas e progressão da mobilidade, força e estabilidade funcional. B) A lesão corresponde necessariamente a uma entorse grau III, pois a presença de edema e dificuldade para caminhar indica ruptura ligamentar completa e necessidade imediata de cirurgia. C) A lesão caracteriza entorse grau I, pois as lesões provocadas por inversão comprometem apenas os tecidos capsulares e não apresentam alterações significativas da estabilidade. Um jogador de basquetebol aterrissa sobre o pé de outro atleta e sofre uma inversão brusca do tornozelo direito. Após o trauma, apresenta dor moderada, edema, dificuldade para caminhar e sensibilidade sobre os ligamentos laterais. A avaliação clínica indica comprometimento parcial do complexo ligamentar lateral, sem evidências de ruptura completa.Considerando a classificação das entorses de tornozelo e os princípios de reabilitação musculoesquelética, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para esse paciente. A) A lesão é compatível com entorse grau II, caracterizada por lesão ligamentar parcial, sendo indicada abordagem conservadora com proteção, controle dos sintomas e progressão da mobilidade, força e estabilidade funcional. B) A lesão corresponde necessariamente a uma entorse grau III, pois a presença de edema e dificuldade para caminhar indica ruptura ligamentar completa e necessidade imediata de cirurgia. C) A lesão caracteriza entorse grau I, pois as lesões provocadas por inversão comprometem apenas os tecidos capsulares e não apresentam alterações significativas da estabilidade. Durante uma partida de futebol, um atleta de 22 anos realiza uma disputa de bola e sofre um impacto direto na região lateral do joelho direito enquanto o pé permanece fixo no solo. Imediatamente após o trauma, relata dor intensa, sensação de instabilidade e dificuldade para continuar a atividade. Na avaliação inicial, observa-se aumento do volume articular e limitação do movimento do joelho. O fisioterapeuta considera a possibilidade de uma lesão ligamentar decorrente do mecanismo traumático apresentado.Considerando a biomecânica do joelho e os mecanismos de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), assinale a alternativa que identifica corretamente o mecanismo descrito e sua possível relação com a lesão do LCA. A) O impacto lateral provoca principalmente rotação interna do fêmur sobre a tíbia, mecanismo que determina exclusivamente lesões da cartilagem articular do joelho. B) O impacto lateral produz predominantemente uma força em varo, responsável pelo deslocamento posterior da tíbia e pela ruptura isolada do LCA. C) O impacto lateral pode produzir uma força em valgo sobre o joelho, associada à sobrecarga do LCA e podendo envolver também outras estruturas ligamentares e meniscais. Durante uma partida de futebol, um atleta de 22 anos realiza uma disputa de bola e sofre um impacto direto na região lateral do joelho direito enquanto o pé permanece fixo no solo. Imediatamente após o trauma, relata dor intensa, sensação de instabilidade e dificuldade para continuar a atividade. Na avaliação inicial, observa-se aumento do volume articular e limitação do movimento do joelho. O fisioterapeuta considera a possibilidade de uma lesão ligamentar decorrente do mecanismo traumático apresentado.Considerando a biomecânica do joelho e os mecanismos de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), assinale a alternativa que identifica corretamente o mecanismo descrito e sua possível relação com a lesão do LCA. A) O impacto lateral provoca principalmente rotação interna do fêmur sobre a tíbia, mecanismo que determina exclusivamente lesões da cartilagem articular do joelho. B) O impacto lateral produz predominantemente uma força em varo, responsável pelo deslocamento posterior da tíbia e pela ruptura isolada do LCA. C) O impacto lateral pode produzir uma força em valgo sobre o joelho, associada à sobrecarga do LCA e podendo envolver também outras estruturas ligamentares e meniscais. e-mail : geizianefatimafabian@gmail.com