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TEORIA GERAL DO ESTADO E
CIÊNCIA POLÍTICA
Prof. Dr. Wellington Rocha
NASCIMENTO E EXTINÇÃO DOS ESTADOS
População
Território
Governo
Primeiros Estados
É oportuno ressaltar aqui, mais uma vez, a nítida diferença que
existe entre Nação e Estado. 
A Nação é uma entidade de direito natural. O Estado, ao revés, é
um fenômeno jurídico; é obra do homem, portanto, contingente e
falível. Sua estrutura pode desintegrar-se num dado momento,
desaparecer e reaparecer.
ORIGINÁRIO
Pode surgir o Estado, originariamente, do próprio meio nacional, sem dependência de
qualquer fator externo. Um agrupamento humano mais ou menos homogêneo,
estabelecendo-se num determinado território, organiza o seu governo e passa a
apresentar as condições universais da ordem política e jurídica. Roma e Atenas são
exemplos típicos da formação originária.
ORIGINÁRIO
Estado da Califórnia, na América do Norte, onde legiões de indivíduos de todas as
origens formaram uma população numerosa e reuniram-se, em 1849, numa
assembleia constituinte, organizando o seu governo próprio e proclamando ao
mundo a fundação do seu Estado, posteriormente incorporado à federação dos
Estados Unidos da América do Norte.
No mundo moderno...
Irredutibilidade de interesses; necessidade de autonomia econômica e política;
divergências de raças, índoles e aspirações, ou coligação de povos unidos pela
identidade de raça ou por um forte laço de interesse comum; influência dissolvente
de uma guerra infeliz ou imposição de um inimigo vencedor; e, finalmente,
combinações políticas das grandes potências em congresso internacional
ORIGINÁRIO
SECUNDÁRIO
Uma nova unidade política pode nascer da união ou da divisão de Estados.
São casos de união: a) confederação; b) federação; c) união pessoal; e d) união real.
SECUNDÁRIO (UNIÃO)
É uma união convencional de países independentes, objetivando a realização de
grandes empreendimentos de interesse comum ou o fortalecimento da defesa de
todos contra a eventualidade de uma agressão externa.
São exemplos dessa forma de união, nos tempos antigos, as confederações gregas
dos Beócios, dos Arcádios, dos Acheus e dos Estólios. 
Os antigos cantões da Suíça uniram-se formando a Confederação Helvética, que
ainda subsiste, agora com feição própria de uma união federal. Mais recentemente,
tivemos a Confederação dos Estados Unidos da América do Norte (1776-1787) e a
Confederação Germânica (1815).
A) CONFEDERAÇÃO
SECUNDÁRIO
É uma união nacional mais íntima, perpétua e indissolúvel, de províncias que passam a
constituir uma só pessoa de direito público internacional. Exemplo clássico de união
federal é a América do Norte. Temos, ainda, no continente americano, México, Brasil,
Argentina e República Bolivariana da Venezuela.
B) FEDERAÇÃO
SECUNDÁRIO
É o governo de dois ou mais países por um só monarca. É uma união de natureza
precária, transitória, porque decorre exclusivamente de eventuais direitos sucessórios
ou convencionais de um determinado príncipe. Registra a história, entre outros, os
seguintes exemplos de união pessoal: a) Alemanha e Espanha sob o poder de Carlos V;
b) Inglaterra e Hanover sob o governo de George IV; c) Polônia e Sarre, sob o reinado de
Augusto etc.
C) UNIÃO PESSOAL
SECUNDÁRIO
É a união efetiva, com caráter permanente, de dois ou mais países formando uma só
pessoa de direito público internacional. Exemplos: a) Suécia e Noruega; b) Áustria e
Hungria; c) Inglaterra, Escócia e Irlanda, que se juntaram para a formação da Grã-
Bretanha.
D) UNIÃO REAL
SECUNDÁRIO (DIVISÃO)
É a que se dá quando uma determinada região ou província integrante de um Estado
obtém a sua independência e forma uma nova unidade política. Há os exemplos da
divisão da monarquia de Alexandre, do retalhamento do primeiro império napoleônico
e da separação dos chamados Países Baixos em 1830. Na reorganização da Europa,
depois da primeira guerra mundial, vários casos de divisão nacional se verificaram por
conveniência e imposição dos vencedores.
A) DIVISÃO NACIONAL
SECUNDÁRIO (DIVISÃO)
É uma forma típica das monarquias medievais: o Estado, considerado como
propriedade do monarca, era dividido entre os seus parentes e sucessores,
desdobrando-se, assim, em reinos menores autônomos. O direito público moderno não
dá agasalho a essa antiquada forma de criação de Estado.
B) DIVISÃO SUCESSORAL
Segundo estas hipóteses, o Estado surge em consequência de movimentos exteriores,
quais sejam: a) colonização; b) concessão dos direitos de soberania; e c) ato de governo.
DERIVADOS
Foi a forma primeiramente utilizada pelos gregos que povoaram as terras e criaram
Estados ao longo do Mediterrâneo. Modernamente, temos os exemplos do Brasil e das
demais antigas colônias americanas povoadas pelos ingleses, espanhóis e portugueses,
as quais se transformaram posteriormente em Estados livres.
DERIVADOS
COLONIZAÇÃO
Ocorria frequentemente na Idade Média, quando os monarcas, por sua livre vontade
pessoal, outorgavam os direitos de autodeterminação aos seus principados, ducados,
condados etc. Nos tempos atuais, a Irlanda, o Canadá e outras “colônias autônomas” da
British Commonwealth of Nations caminham progressivamente para a sua completa
independência, através de concessões feitas pelo governo inglês.
DERIVADOS
CONCESSÃO DOS DIREITOS
DE SOBERANIA
É a forma pela qual o nascimento de um novo Estado decorre da simples vontade de um
eventual conquistador ou de um governante absoluto. Napoleão I criou assim diversos
Estados, tão somente pela manifestação da sua vontade incontestável.
DERIVADOS
ATO DE GOVERNO
Quando não consegue o Estado reagir no sentido de restabelecer em bases seguras a
normalidade da sua vida, poderá sofrer o colapso geral e a morte. Assim desapareceram:
Cartago pelas dissenções internas; Roma pela incapacidade de organizar a resistência
contra as hordas bárbaras; o Império de Carlos Magno pelo esfacelamento feudal; o
Império Grego do Oriente pela sua desastrosa indolência bizantina; e a Polônia (três
vezes) pela debilidade das suas forças internas e pela inconstância da sua nobreza.
DERIVADOS
DESENVOLVIMENTO E DECLÍNIO
Em geral, ocorre o desaparecimento do Estado como unidade de direito público sempre
que, por qualquer motivo, faltar um dos seus elementos morfológicos (população,
território e governo).
As uniões e divisões de Estados, que ensejam a formação de novas entidades estatais,
determinam, ipso facto, o desaparecimento dos Estados que se uniram ou daquele que
se dividiu.
EXTINÇÃO
EXTINÇÃO (ATIVIDADE PARA CASA)
CONQUISTA
EMIGRAÇÃO
EXPULSÃO
RENÚNCIA DOS DIREITOS DE
SOBERANIA
DICA “di filmi do tio élito”
por hoje é só....
Prof. Dr. Wellington Rocha