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Cartilha Sisteminha-2

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1	
	
 
Sisteminha Embrapa 
Sistema Integrado para Produção de Alimentos 
	
	
	
	
	
	
2	
	
	
Sumário	
Apresentação	
A	quem	se	destina	e	como	funciona	o	Sisteminha	Embrapa?	
O	coração	do	Sisteminha	Embrapa:	tanque	de	peixes		
Construindo	o	sistema	de	recirculação	de	água	
As	composições	possíveis	do	Sisteminha	Embrapa	
Porquinho	da	Índia	
Aves	de	Corte	
Codornas	
Aves	de	Postura	
Glossário	
Referencial	bibliográfico	
Índice	de	materiais	
	 	
3	
	
Apresentação	
	
	
	
	
	
	 	
4	
	
A	quem	se	destina	e	como	funciona	o	Sisteminha	Embrapa.	
O	Sisteminha	prioriza	a	inclusão	da	agricultura	familiar	com	ênfase	na	segurança	alimentar,	
nutrição	e	saúde	a	partir	da	miniaturização	e	escalonamento	da	produção	agrícola.	O	
Sisteminha	garante	uma	frequência	de	produção	de	alimentos	diversos	para	aquela	parcela	da	
população,	que	inicialmente	exclui	as	relações	de	venda	para	o	mercado	e	que	inclui	
prioritariamente	o	interesse	na	melhoria	da	qualidade	de	vida	em	relação	ao	próprio	consumo	
familiar.	Também	prioriza	uma	produção	de	maior	diversidade	de	alimentos,	de	forma	
escalonada	nos	quintais	das	áreas	urbanas,	periurbanas	e	rurais,	de	modo	a	se	manter	foco	na	
segurança	alimentar	e	redução	da	pobreza,	ao	invés	de	grandes	produções	destinadas	ao	
mercado.	Esta	cartilha	não	descreve	a	fundamentação	teórica	das	técnicas	utilizadas	no	
Sisteminha.	No	entanto,	as	ilustrações	servem	apenas	para	o	modelo	apresentado,	sendo	
necessários	ajustes	técnicos	que	dependem	de	conhecimento	aprofundado	do	tema	para	
novas	adequações	em	relação	a	outros	animais	e	dimensionamento	do	Sisteminha.	As	relações	
entre	as	diversas	atividades	estão	ilustradas	na	figura.	
 
	
	 	
5	
	
	
	
O	Sisteminha	Embrapa	e	a	seleção	do	publico	alvo.	
A	seleção	das	pessoas	interessadas	no	sisteminha	para	a	montagem	de	UDs	e	outras	relações,	
deve	ser	feita	pela	ótica	do	beneficiado.	
Primeira	fase:	Apresentação	do	Sisteminha	por	meio	de	visitas,	palestras,	etc	
1	–	Os	membros	das	famílias	motivadas	deverão	fazer	uma	discussão	para	confirmar	a		
necessidade	de	se	ter	o	Sisteminha	em	suas	propriedades.		
2	–	A	seguir	discute-se	sobre	a	importância	da	capacitação	pelos	familiares	e	deve	ser	decidido	
sobre	a	sua	importância	e	forma	de	realização;	
3	–	O	próximo	passo	da	equipe		executora	do	projeto,		é		verificar	se	foram	atendidas	as	
expectativas	durante	a	realização	da	capacitação	com	vista	a,		
4	–	verificar	a	avaliação	do	interesse	pós-treinamento	em	se	continuar	com	a	intenção	de	se	
implantar	o	Sisteminha	na	propriedade	familiar;	
Segunda	fase:	
1	–		A	equipe	executora	deve	direcionar	uma	avaliação	em	conjunto	com	as	famílias	
beneficiadas	em	relação	ao		que	pode	ser	priorizado	nas	diversas	atividades	atuais	e	futuras	
que	ocorrerão		durante	e	após	a	adoção	do	Sisteminha;	
2-		Levantamento	dos	recursos	disponíveis	no	entorno	que	possam	ser	adaptados	na	
construção	dos	diversos	núcleos	de	produção	(tanque	de	peixes,		galinheiro,	minhocário,	
compostagem,	porquinhos	da	índia	etc...)	
c)	A	implantação	deve	ser	feita	a	partir	da	construção	do	tanque	de	criação	de	peixes	e	as	
demais	atividades	serão	implantadas	em	módulos	de	acordo	com	interesse,		decisão	e	
disponibilidade	da	família.	O	envolvimento	familiar	não	deve	ter	participação	da	equipe	
executora	do	projeto,	que	deve	ser	sempre	levada	a	considerar	a	sua	independência	e	
autonomia	para	decidir	e	interferir	na	prática	do	projeto.	
6	–	Só	a	partir	deste	ponto	inicia-se	a	relação	de	parceria	com	apoio	na	aquisição	de	
bombinhas,	plástico,	ração,	aves,	etc...	já	com	a	execução	do	projeto	em	andamento.	
7	Todo		pessoal	envolvido	execução	do	projeto	deve	ser	capaz	de	orientar	e	readequar	
informações	sobre	o	projeto.			
OBS:	No	item	7	deve-se	levar	em	conta	que	as	pessoas		envolvidas	no	projeto	devem	conhecer	
todo	o	processo	de	manejo	do	Sisteminha	e	ser	capaz	de	transmitir	o	conhecimento	adquirido	
para	qualquer	cidadão	e	não	somente	o	técnico,	em	um	clima	descontraído	e	informal.		Deve-
se	lembrar	de	que	muita	vez	a	família	beneficiada	pode	se	sentir	mais	a	vontade	em	fazer	as	
perguntas	ao	pessoal	de	campo	ao	invés	do	técnico.	
As	figuras	1	e	2	mostram	o	esquema		tradicional	e	a	proposta	para	implantação	do	Sisteminha	
Embrapa	na	comunidade:	
6	
	
	
	
Figura	1	–	Modelo	de	abordagem		tradicional	para	seleção	de	público	alvo	em	projetos	sociais	
	
	
	
	
Figura	2	–	Proposta	de	abordagem	do	público	alvo	pelos	técnicos	envolvidos	na	difusão	da	
tecnologia	na	comunidade	
	
	
	
	 	
7	
	
O	coração	do	Sisteminha	Embrapa:	o	tanque	de	peixes		
As	 tilápias	 (Oreochromis	 niloticus)	 são	 peixes	 resistentes,	 de	 fácil	 obtenção	 de	 alevinos	 e	
apresentam	 rápido	 crescimento,	 além	 de	 boa	 conversão	 alimentar.	 A	 região	 Nordeste	 é	 a	
maior	 produtora	 e	 consumidora	 deste	 peixe.	 A	 cadeia	 produtiva	 favorece	 a	 distribuição	 de	
ração	e	alevinos.	A	 tilápia	é	um	peixe	precoce	e	quando	criada	em	águas	com	temperaturas	
superiores	a	26oC,	ela	pode	ter	ganho	superior	a	2g	por	dia.		
No	 Sisteminha	 Embrapa	 150	 peixes	 são	 retirados	 para	 o	 consumo	 a	 partir	 dos	 90	 dias	 de	
criação	após	alcançarem	o	peso	entre	100	e	200g.	O	princípio	é	manter	a	produção	abaixo	da	
capacidade	suporte	do	tanque,	que	é	de	30kg,	para	manter	o	crescimento	dos	peixes.	Como	
não	 há	 comprometimento	 com	 o	 mercado,	 produz-se	 o	 peixe	 “porção”	 ao	 invés	 de	 peixes	
grandes.	A	partir	do	primeiro	povoamento,	após	70	dias	da	criação,	recomenda-se	 iniciar	um	
segundo	 tanque	 para	 que	 se	 possa	 escalonar	 a	 produção.	 Isso	 permite	 que	 uma	 família	 de	
quatro	pessoas	coma	peixes	1	a	2	vezes	por	semana	durante	o	ano	todo.	Cada	tanque	pode	ter	
até	quatro	ciclos	contínuos	por	ano	com	produção	total	de	até	180	kg/ano.	
Construção	do	tanque	
Os	tanques	podem	ser	construídos	com	diversos	tipos	de	material	encontrados	no	entorno	da	
propriedade.	Pode-se	utilizar	papelão,	garrafas	PET,	madeiras	e	varas.	Eles	também	podem	ser	
construídos	de	taipa,	alvenaria	ou	do	aproveitamento	de	piscinas	de	plástico	o	fibra.	
Nesta	cartilha	daremos	destaque	na	construção	do	tanque	de	papelão,	por	ser	a	alternativa	
mais	econômica.	No	entanto,	qualquer	outro	modelo	no	qual	se	adapte	o	sistema	de	
sedimentação	e	recirculação,	pode	ser	usado.		
A	Construção	do	tanque	inicia-se	pela	escolha	do	local,	que	deve	preferencialmente	plano	
perto	de	alguma	fonte	de	energia	elétrica	e	captação	da	água.		
Inicia-se	a	construção	realizando-se	a	limpeza	do	local	para	sua	instalação,	que	consiste	na	
retirada	de	gravetos,	pedras	e	outros	detritos	que	possam		interferir	na	construção.	Após	a	
limpeza	faz-se	a	marcação	do	tanque	com	as	seguintes	dimensões:	3,5	m	largura	x	4,5	m	
comprimento		(L	x	C).	Para	o	esquadrejamento	do	tanque	e	marcação,	utiliza-se	um	cordão	de	
16	m	e	4	pedaços	de	60	cm	amarrados	conforme	figura.		
A	marcação	sobre	o	terreno	é	feita	com	quatro	pessoas	segurando	as	pontas	do	cordão	até	
que	se	consiga	o	esquadro	perfeito.	Finca-se	4	estacas	nos	4	cantos	e	escolhe-se	uma	delas	
para	servir	de	guia	de	nivelamento.	
	
	
	
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
adaptar p/ tanque redondo (volume total 11m3; r = 1,6m)
volume útil = 8m3
8	
	
	
Fixa-se	uma	das	estacas	a	70	cm	do	solo.	Ela	servirá	de	guia	para	nivelar	as	outras	estacas	na		
parte	superior	do	tanque.	Para	um	tanque	de	3,5	m	x	4,5	m	x	0,70	m	(LxCxA)são	necessárias	32	
estacas	de	mais	ou	menos	1,2	m	cada	uma	com	8	cm	de	diâmetro.			
	
	 	
	
Com	auxilio	de	um	nível	de	madeira	ou	uma	mangueira	de	nível	fixa-se	as	demais	estacas	de	
cantos.		
	
	
	
Sobre	a	cabeça	das	estacas	estica-se	uma	linha	para	servir	de	guia	para	as	demais	estacas.	A	
distância	entre	elas	será	de	aproximadamente	50	cm.		
	 	
9	
	
	
Nesta	fase	as	estacas	niveladas	pela	linha,	em	relação	ao	solo	terão	alturas	diferentes.	O	solo	
deverá	ser	acertado	de	modo	que	a	profundidade	média	de	70	cm	seja	o	mais	uniforme	naficar	abaixo	de	20	cm	,	deve-se	renovar	o	composto	para	servir	de	
alimento	para	as	minhocas.	Portanto,	o	resto	do	húmus	no	interior	da	caixa,	deverá	ser	
amontoado	em		um	dos	lados.	No	outro	lado	será	colocado	o	novo	composto	que	completar	
45	dias		a	cada	15	dias	sucessivamente,	conforme	mostrado	na	próxima	figura.		
	
Realizando	o	manejo	nesta	ordem	teremos	sempre	uma	camada	de	composto	que	completou	
45	dias	de	compostagem,	em	um	lado	da	caixa	e	do	outro	lado	uma	camada	superposta	do	
material	antigo	com	mais	de	45	dias	do	qual	será	retirada	a	camada	diária	de	5	cm	de	húmus.	
Ao	retirar	esta	camada,	as	minhocas	vão	descer	da	superfície	para	o	fundo	da	caixa,	onde	se	
encontra	o	material	que	lhes	servirá	de	alimento	nos	próximos	15	dias.	
A	migração	das	minhocas	para	o	composto	mais	novo	é	facilitado	abrindo-se	uma	canaleta	na	
superfície	do	composto.	Nesta	canaleta	colocam-se	os	resíduos	oriundos	do	sedimentador	da	
criação	dos	peixes.	Este	resíduo	atrai	as	minhocas	e	é	um	excelente	alimento	para	elas.	Nesta	
canaleta	são	também	colocadas	as	cascas	de	frutas	como	mamão,	banana,	melão,	melancia	e	
etc.	
marcelopulido
Realce
confuso, este e os próximos 2 parágrafos
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Retângulo
bagunça total! Perguntar ao Luís.
acho que é assim:
1. usa-se o húmus até a metade (A, na figura do meio).
2. abre-se espaço e coloca-se composto pronto (B, na figura do meio).
3. Coloca-se o húmus por cima (A, na figura da direita).
4. Coloca-se o composto pronto do outro lado (C).
5. Abrem-se buracos até o fundo da caixa para colocar nutrientes e restos de comida, para as minhocas descerem do húmus para o composto.
6. Continua-se alternando.
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Produção	de	forragem	hidropônica	(glossário)	
A	forragem	hidropônica	convencional	é	produzida	utilizando-se		uma	solução	de	nutrientes	
comprada	diretamente	do	mercado	para	ser	misturada	na	água.	Os	nutrientes	são	caros	e	as	
lojas	que	os	fornecem	são	especializadas.	No	entanto,	os	nutrientes	contidos	nesta	solução	são	
encontrados	em	abundância	na	água	residual	dos	peixes	criados	no	Sisteminha.		A	solução	
comercial	pode	ser	substituída	com	sucesso	pela	água	do	Sisteminha		utilizada	na	criação	dos	
peixes.		
Uma	forma	de	se	utilizar	esta	técnica	é	na	produção	da	forragem	para	consumo	animal.	Este	
tipo	de	produção,	quando	integrada	ao	Sisteminha	,	recebe	o	nome	aquaponia	(glossário).	A	
maior	vantagem	de	se	aplicar	esta	técnica,		é	que	ao	invés	de	se	utilizar	1	kg	de	grãos	para	a	
alimentar	diretamente	os	animais,	o	produtor	vai	transforma-los		em	raízes,	restos	dos	grãos	e	
na	folhagem,	numa	proporção	de	8	x	1.	Ou	seja,	1	Kg	de	grãos	de	milho	é	transformado	em	8	
Kg	de	forragem.	O	tempo	necessário	para	esta	transformação	é	de	apenas	12	dias	e	com	
grande	economia	de	água.	Esta	massa	verde	apresenta	palatabilidade	e	incremento	de	
nutrientes.	Ela	pode	ser	utilizada	na	alimentação	das	aves,	porquinhos	da	índia,	cabras,	vacas,	
porcos,	etc.		
	 	
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
48	
	
	
	
A	produção	de	forragem	com	a	técnica	da	Aquaponia	no	Sisteminha	inclui	4	fases	que	
consistem	na	escolha	das	sementes,		a	pré-germinação,	o	crescimento	das	plantas	e	a	colheita.		
1	–	Escolha	das	Sementes		
As	sementes	escolhidas	para	produção	da	forragem	pode	ser	milho,	milheto,	cevada	ou	outro.	
Escolher	sementes	novas	com	alta	taxa	de	germinação.	O	produtor	deve	fazer	um	teste	de	
germinação	para	cada	lote	de	sementes	que	ele	for	utilizar.	Esse	teste	é	simples	e	pode	ser	
feito	da	seguinte	maneira:		contar	100	sementes	e	coloca-las	para	germinar	e	depois	contar	o	
numero	de	plantinhas	que	nascerem.	O	número	de	plantinhas	nascidas	é	a	porcentagem	de	
germinação.	Desta	forma,	por	exemplo,	se	o	produtor	colocar	100	sementes	para	germinarem	
e	nascerem	90	plantinhas,	a	taxa	de	germinação	será	de	90%	o	que	implica	que	ele	deve	
colocar	10%	a	mais	de	sementes	na	bandeja	para	ter	100	plantinhas	germinadas.	Não	se	
recomenda	utilizar	sementes	com	taxas	de	germinação	inferior	a	85%,	isto	porque	as	sementes	
que	não	germinam	apodrecem	e	estragam	e	dão	mal	cheiro	além	de	prejudicar	a	qualidade	da	
forragem.	Neste	caso,	as	sementes	devem	ser		utilizadas	diretamente	na	alimentação	dos	
animais	e	não	na	forma	de	forragem.		As	sementes	não	devem	ser	tratadas	com	defensivos.,	
devem	ser	guardadas	em	local	seco	e	ventilado.	Elas	mantêm	uma	boa	taxa	de	germinação	por	
mais	tempo	quando	armazenada	nestas	condições.	O	teste	de	germinação	deve	ser	repetido	
quando	se	notar	redução	na	produção	das	bandejas.	Abaixo	segue	o	manejo	quando	se	utiliza	
grãos	de	milho	como	sementes.	
2	–	Pré-germinação	
A	pré-germinação		é	a	preparação	dos	grãos	de	milho,	para	desenvolvimento	das	plantas.	A	
preparação	inclui	a	limpeza	e	quebra	da	dormência.		Ela	tem	duração	de	25	horas.		As	
sementes	são	mergulhadas	por	2	minutos	em	uma	solução	desinfetante	contendo		10	mL	de	
água	sanitária	por	litro	de	água	(uma	colher	de	sopa).		As	sementes	de	má	qualidade,	
quebradas	e	outras	impurezas	são	retiradas.	Em	seguida	as	sementes	ficam	de	molho	por	12	
horas	em	água	pura.	Após	este	período	a	água	é	drenada	e	as	sementes	são	espalhadas	sobre	
uma	superfície	à	sombra	por	1	hora,	para	aeração.		Logo	depois,	as	sementes	são	colocadas	
novamente	de	molho	por	mais	12	horas.	Ao	final	deste	tempo	,	a	água	é	drenada	e	as	
sementes	são	colocadas	para	desenvolvimento.	
3	–	O	desenvolvimento	das	plantas	passa	pelas	fases	de	germinação	e	crescimento.	A	duração	
aproximada	é	de	10	dias	assim	distribuídos:	
-	Germinação	(2	dias)	é	feita	em	local	escuro.		Após	drenar	a	água,	distribui	1,25		kg	de		
sementes		nas	bandejas	de	40	x	60	cm.	A	germinação	deve	ser	superior	a	90%;		
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Nota
ter vários frascos de medida
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
procurar o manejo adequado para outros grãos
Pulido
Realce
providenciar
49	
	
-	Fase	de	crescimento	(10	dias)	as	plantas	recebem	água	rica	em	nutrientes,	oriunda	do	tanque	
de	peixe.	Utiliza-se	um	reservatório	de	10	L	de	água	rica	em	nutrientes	que	deve	gotejar	à	
razão	de	1	L	por	hora.		Este	valor	de	referência	pode	ser	aumentado	em	função	da	observação.	
As	sementes	devem	ficar	molhadas	de	forma	homogênea	sem	encharcar.		
4	–	Colheita		
-	Preparação	para	a	Colheita	(2	dias)	As	plantas	nesta	fase	são	regadas	apenas	com	água	limpa	
para	promover	a	limpeza	das	raízes	e	retirada	do	excesso	de	nutrientes.	As	plantas	devem	ser	
colhidas	quando	atingirem	comprimento	acima	de	20	cm.	Após	a	colheita	elas	devem	ser	
colocadas	à	sombra	para	escorrer	o	excesso	de	água	por	1	hora	antes	de	serem	fornecidas	aos	
animais.	
Cada	bandeja	pode	produzir	até	10	kg	de	forragem	verde.	O	escalonamento	para	o	plantio	a	
cada	2	dias	utiliza	5	grupos	de	6	bandejas	(40	x	60	cm)	e	8	kg	de	sementes	por	grupo	são	
suficientes	para	se	produzir	60	kg	de	forragem	a	cada	dois	dias.	Nesse	caso	serão	utilizadas	30	
bandejas.	Elas	podem	ser	montadas	em	um	cavalete	com	5	andares,	ocupando	uma	área	de	
3m		x	3	m.		Outro	tipo	de	bandeja	que	pode	ser	utilizado	são	aquelas	utilizadas	para	apoio	de	
pratos	muito	utilizadas	em	restaurantes	self	services,	estas	bandejas	geralmente	apresentam	
as	seguintes	dimensões:	47,5	x	32,7	x	2,3	cm	(C	x	L	x	A).		Por	serem	menores	há	necessidade	de	
se	ajustar	o	tamanho	do	cavalete	e	a	quantidade	de	sementes	para	elas.	
	
O	cavalete	é	construído	de	modo	a	permitir	uma	irrigação	reversa	da	bandeja	do	alto	até	a	
última	bandeja	colocada	na	base	do	cavalete.	As	bandejas		podem	ser	furadas	com	broca	de	
0,5	cm,		em	um	dos	lados	da	base	para	permitir	que	a	água	percorra	o	caminho	reverso	no	
cavalete.	Estes	furos	podem	ser	substituídos	por	um	rasgo	de	0,5	cm.		Desta	forma,	a	mesma	
água	que	irriga	a	bandeja	de	cima	ira	abastecer	todas	as	bandejas.		A		plantas,	irrigadas	com	a	
água	dos	peixes,	retiram	os	nutrientes	de	que	precisam	para	crescer.	A	água	utilizadadeve	ser	
recolhida	abaixo	da	última	bandeja	e	reaproveitada	no	tanque	de	piscicultura.			
marcelopulido
Realce
construir gotejadores (baldes com torneira?)
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
50	
	
	
	 	
51	
	
	
	
	
Produção	de	vegetais	no	Sisteminha	Embrapa	para	consumo	humano	
	
A	produção	vegetal	do	Sisteminha	busca	suprir	as	exigências	da	nossa	nutrição	com	base	nas	
recomendações	fornecidas	pela	Organização	Mundial	de	Saúde	(OMS).	A	OMS	recomenda	uma	
alimentação	rica	em	Proteínas,	Carbohidratos,	Acidos	Graxos,	minerais	e	vitaminas.	Para	suprir	
todas	as	exigências	nutricionais,	uma	grande	variedade	de	alimentos	deve	ser		utilizada.		As		
plantas	ocupam	um	papel	importante	no	Sisteminha	e	por	isto	são	escolhidas	de	acordo	com	o	
clima	e	os	hábitos	alimentares	da	região	onde	o	Sisteminha	for	implantado.		O	importante	é	
seguir	os	princípios	de	produção	escalonada	levando-se	em	conta	inicialmente	o	consumo	da	
família.	O	plantio	escalonado	permite	que	a	família	tenha	diariamente	produtos	a	serem	
colhidos	no	quintal.	
No	Sisteminha	os	vegetais	são	separados	em	3	grupos.	No	primeiro	grupo,	se	inclui	as	plantas	
ricas	em	carbohidratos,	fonte	de	muita	energia,	como	o	milho,	a	mandioca	(macaxeira),	o	
inhame,	a	abóbora	e	o	jerimum	(moranga),	batata	doce	e	o	cará.	O	segundo	grupo	é	formado	
pelas	hortaliças	e	frutíferas,	como	alface,	couves,	mostarda,	espinafre,	serralha,		melão	caipira,	
melancia,	quiabo,	feijões,	maxixe,		tomates,	pimentas,		mamão,	mexerica,	laranja,	limão,	
banana,	acerola,	pitanga,		e	outras	plantas	regionais	como	a	berdoega,	acelga,	almeirão,	oro-
pro-nobis,	mentruste,	etc.	O	terceiro	grupo	inclui	os	temperos	e	chás,	como	o	cheiro	verde	
(cebolinha,	coentro,	salsa),	guapo,	hortelã,	mimosa,	erva	sidreira,	poejo,	manjericão,	alecrim,		
etc,	etc,	etc.	
O	segredo	do	Sisteminha	para	lidar	com	essa	quantidade	de	vegetais	em	um	pequeno	espaço	
de	terra	e	produzir	muito	durante	o	ano	todo	é	o	escalonamento.	Planta-se	um	pouco	de	cada	
coisa	em	intervalos	de	tempo,	de	acordo	com	o	ciclo	de	vida	de	cada	planta.	O	segundo	
segredo	é	o	uso	da	água	do	peixe	junto	com	o	húmus	produzido	pelas	minhocas,		que	contém	
todos	os	nutrientes	necessários	ao	bom	desenvolvimento	das	plantas.		
Uma	planta	bem	nutrida	dificilmente	adoece	ou	será	atacada	por	pragas.	Isto	é	até	muito	
parecido	com	as	pessoas.	Quanto	mais	saudáveis	e	bem	alimentadas,	dificilmente	adoecem.		
Uma	planta	sadia	cresce	vigorosa	produzindo	no	máximo	da	sua	capacidade.		Isso	acontece,	
pois	a	planta	consegue	toda	a	matéria	prima	necessária	para	o	seu	desenvolvimento.	Em	solos	
deficientes	de	nutrientes	a	planta	acumula	produtos	intermediários	que	são	atrativos	para	
pragas	que	tem	nestes	nutrientes	intermediários	a	fonte	de	sua	alimentação.	
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
 coincide com princípios da agrofloresta
52	
	
Uma	planta	muito	exigente	em	nutrientes	é	o	milho.	O	milho	é	muito	consumido		em	todo	o	
mundo.	No	sisteminha,	o	milho	é	plantado	para	o	consumo	humano.	Uma	família	de	4	pessoas	
comendo	uma	espiga	de	milho	assado	ou	cozido	todos	os	dias,			por	semana,	seriam	
necessários	28	espigas	(4x7).	As	sementes	são	de	milho	híbrido	precoce,	que	produzem	as	
espigas	prontas	para	o	consumo	aos	70	dias,	às	vezes	produzem	até	2	ou	3	espigas	no	mesmo	
pé.	No	Sisteminha	são	plantadas	semanalmente	25	grãos	de	milho	em	copinhos	cheios	com	
húmus	das	minhocas.		As	sementes	são	plantadas	com	1	semana	de	antecedência,	assim,	
pode-se	proteger	as	plantinhas	do	ataque	de	insetos	e	cuidar	para	que	germinem	e	iniciem	o	
crescimento	protegidas	do	excesso	de	sol	e	vento.	Uma	semana	depois,	as	plantinhas	já	
estarão	prontas	para	o	plantio	definitivo.	
	As	espigas	estarão	prontas	para	serem	colhidas	a	partir	de	55	dias	do	plantio	definitivo	(isto	
para	a	região	Nordeste	onde	a	iluminação	é	de	12	horas	/dia	e	a	temperatura	média	de	30ºC),	
uma	vez	que	se	plantou	com		1	semana	de	antecedência,	o	milho	verde	estará	pronto		uma	
semana	antes	do	endurecimento	dos	grãos.	Como	o	plantio	é	semanal,	pode-se	colher	o	milho	
durante	todo	o	ano	diariamente.	O	milho	híbrido	precoce		é	a	planta	mais	exigentes	em	
nutrientes	do	Sisteminha.	Por	este	motivo	ele	foi	escolhido	para	ser	a	planta	indicadora	da	
”saúde”	do	Sisteminha.	Se	o	milho	vai	bem,	todas	as	outras	plantas	estarão	em	condições	de	
desenvolverem	com	saúde	e	ótima	produção.		
	
	
Como	fazer	o	plantio	do	milho	e	do	feijão-caupi	(feijão-verde	ou	“cata	cata”)	
As	sementes	de	milho	devem	ser	compradas	observando-se	a	data	de	validade	e	a	taxa	de	
germinação.	Uma	família	de	4	pessoas	necessita	de	apenas	0,5kg	de	sementes	para	produzir	
milho	durante	um	ano.	Portanto,	não	se	deve	economizar	na	escolha	das	sementes.	Deve-se	
comprar	o	que	há	de	melhor	no	mercado.	Geralmente	uma	semente	resistente	ao	ataque	de	
lagartas	e	outros	insetos	custa	em	torno	de	R$	38,00	o	Kg.	Ou	seja,	o	produtor	vai	gastar	
menos	de	R$	20,00	por	ano	para	ter	milho	disponível	para	sua	família	durante	o	ano	tod.	As	
sementes	devem	ser	colocadas	na	gaveta	de	verduras		da	geladeira,	acondicionadas	em	uma	
garrafa	PET	bem	seca	e	com	tampa.	Este	cuidado	aumenta	o	prazo	de	validade	das	sementes.		
O	plantio	definitivo	é	feito	quando	as	mudas	estiverem	com	1	semana	de	idade.	Escolhe-se	um	
local	onde	tenha	bastante	sol.	Não	se	deve	capinar	o	local	mas,	apenas	roçar	o	mato,	deixando	
os	restos	formarem	uma	cobertura	de	proteção.		Com	o	auxilio	de	duas	estacas,	estica-se	uma	
linha	de	5m	e	cava-se	uma	pequena	vala	de	15cm	de	profundidade	na	largura	do	enxadão.	
Dentro	da	vala	coloca-se	5	L	de	húmus	de	minhoca	por	metro	linear	(25	L	ao	todo	ou	1	L	por	
planta).	A	cada	20	cm	planta-se	uma	muda	de	milho,	observando	a	retirada	do	copinho	que	
pode	ser	aproveitado	para	o	próximo	plantio.		
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Pulido
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53	
	
	
	 Quando	se	dispõe	de	mais	espaço	pode-se	deixar	um	intervalo	de	1	m		entre	as	fileiras,	
onde	se	planta	o	feijão-caupi	,	variedade	precoce,	que	tem	um	ciclo	de	60	dias	até	a	colheita	
como	feijão-verde.	As	fileiras	para	plantio	quando	possível	devem	ser	feitas	no	sentido	Leste-
Oeste	para	que	não	haja	sombreamento	das	plantas	rasteiras.		
 
	
	
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54	
	
Mandioca	ou	macaxeira	
O	mesmo	princípio	utiliza-se	para	o	plantio	da	mandioca	ou	macaxeira.		Faz-se	uma	valeta	de	5	
m	com	15	cm	de	profundidade,	coloca-se	o	húmus	na	mesma	proporção	do	milho		e	planta-se	
10	pedaços	de	caule,	com	15	cm	de	comprimento	cada	um,		espaçados	de	50	cm	entre	plantas.	
Faz-se	irrigação	diária	com	água	do	tanque	de	peixes.	Plantando-se	10	manivas	a	cada	30	dias,	
após	6-7	meses	do	primeiro	plantio	pode-se	colher	uma	planta	a	cada	3	dias	durante	todo	o	
ano.	Nesse	caso,	o	escalonamento	é	de	30	dias	(mensal)	enquanto	o	do	milho	é	de	7	dias	
(semanal).		
	
	
A	batata	doce	também	deve	ser	plantada	escalonada	mensalmente,	o	tempo	de	colheita	é	
menor	em	torno	de	90-	120	dias.	Plantando-se	16	camalhões,	com		as	ramas	da	batata,	à	partir	
de	90	dias	colhe-se		1	camalhão	por	semana.	A	colheita		rende	em	torno	de		2	–	4	kg	de	batatas	
doce	por	vez.		
	
Dentre	as	fruteiras	destaca-se	o	mamão.	O	mamoeiro	é	plantado	individualmente	escalonado	
a	cada	60	dias	quando	a	planta	apresenta-se	com	aproximadamente	1,0m	de	altura.	
Plantando-se	com	este	intervalo,	a	família	terá	no	quintal	vários	mamoeiros	em	várias	fases	de	
desenvolvimento	e	produção,	de	modo	a	ter	frutos	para	colheita	durante	o	ano	todo.		
	
Pulido
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55	
	
	
Para	as	outras	espécies	vegetais,	prepara-se	mudas	da	mesma	forma	que	foi	feito	para	o	
milho,	em	copinhos	sempre	em	pequena	quantidadeem	função	da	previsão	de	consumo	e	
disponibilidade	de	espaço		
	
	
O	número	de	sementes	e	intervalos	de	plantio	para	as	espécies	utilizadas	em	Parnaíba	–	PI	
estão	demonstradas	nas	tabelas	anexas.	Para	outras	regiões	e	climas	e	costumes	diferentes	há	
necessidade	de	se	fazer	os	ajustes	necessários	adequados	a	cada	local	de	implantação	do	
Sisteminha.	Apesar	da	flexibilidade	de	adequação	é	muito	importante	seguir	as	
recomendações	técnicas	para	que	haja	sucesso	na	atividade.	Para	produtores	que	convivem	
sob	a	forma	organizada	de	associação,	cooperativa	ou	outro	modelo	é	importante	que	a	partir	
da	implantação	do	tanque	de	criação	de	peixes,	os	produtores	se	especializem	em	algumas	das	
atividades	apresentadas	na	cartilha,	somando	esforços	na	produção	coletiva,	visando	o	
escambo	entre	os	colegas	produtores	e	a	comercialização	junto	à	comunidade	em	geral.	
Considerações	finais.	
No	sisteminha	não	há	necessidade	de	se	fazer	canteiros,	mas	não	há	nada	que	impeça,	se	o	
produtor	assim	o	desejar.	Da	mesma	forma	todos	os	produtos	e	atividades	utilizados	no	
Sisteminha	fazem	parte	de	um	conjunto	de	sugestões	que	venho	estudando	há	quase	15	anos,	
com	início	no	desenvolvimento	do	sistema	simplificado	de	recirculação,	que	é	o	coração	do	
marcelopulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
56	
	
Sisteminha.		Estas	sugestões	não	se	concluem	e	devem	ser	adapatadas	a	cada	realidade	
regional	ou	particular	das	famílias	beneficiadas.	O	tanque	de	8000	L		construído	com	diversos	
tipos	de	material	que	incluem	inclusive	o	papelão,	o	plástico,	garrafas	PET,	etc,	pode	ser	
adaptado	para	o	armazenamento	de	água	oriunda	das	chuvas	ou	comprada,	como	ocorre	no	
semiárido	e	nos	locais	nordestinos	onde	a	água	é	salobra,		para	consumo	humano.		
	
	O	importante	é	o	aprendizado	dos	princípios	que	viabilizam	o	Sisteminha:	utilizar	a	aquicultura	
de	recirculação	no	centro	do	sistema;		ter	foco	sempre	voltado	no	escalonamento	da	
produção;		potencializar	a	utilização	dos	recursos	encontrados	no		entorno	das	propriedades	
beneficiadas;		busca	r	por	atividades	cuja	escala	de	produção	possam	ser	miniaturizadas	cujos	
investimentos	se	paguem	em	um	único	ciclo.	O	mercado	será	uma	consequência	natural	de	
desenvolvimento	da	família,	mas	não	é	o	objetivo	principal	do	Sisteminha,	que	tem	se	
adequado	à	realidade	dos	povos	indígenas,	quilombolas,	pescadores	ribeirinhos	e	moradores	
das	áreas	urbanas,	periurubanas	e	rurais.	
No	anexo,	além	das	tabelas	com	sugestões	das	plantas	e	intervalos	de	de	plantio,		incluímos	
algumas	receitas	que	podem	ser	adaptadas	aos	produtos	do	Sisteminha.	As	receitas	foram	
escritas	por	uma	senhora	de	82	anos,	admiradora	do	Sisteminha.	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Realce
57	
	
Anexo	I		
a)	Exemplo	de	Programação	de	plantio	
	
b)	escalonamento	do	plantio
	
	 	
Pulido
Realce
Pulido
Realce
58	
	
Anexo	II	
BOLO DE FUBÁ 
Ingradientes: 
2 xícaras de fubá 
1 xícara de óleo 
3 ovos 
2 ½ de açúcar 
1 xícara de leite 
1 xícara de farinha de trigo 
1 colher de café de erva-doce 
1 xícara de coco ralado 
1 colher de fermento 
 
Maneira de fazer: 
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. Leve para assar em 
forno quente. 
 
BROAS MODERNAS 
Ingredientes: 
1 copo de leite 
2 copos americanos de óleo (pelo vínculo) 
4 ovos 
3 colheres de açúcar 
Fubá até dar o ponto de enrolar 
1 pitada de sal 
 
Maneira de fazer: 
Bata no liquidificador os ovos, o leite, as 3 colheres de açúcar e 1 pitada de sal. 
59	
	
Passe para outra vasilha e vá colocando o fubá e vá amassando até dar o 
ponto de enrolar as broinhas. Depois é só assar. 
 
 
BOLO DE CENOURA DE FUBÁ 
Ingredientes: 
1 ½ xícara de fubá 
2 xícara de açúcar 
3 xícaras de leite 
3 colheres de margarina 
1 colher de fermento 
4 ovos inteiros 
1 xícara de queijo ralado 
 
Maneira de fazer: 
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata tudo muito bem. Vai ficar 
bem líquido e depois leve a assar. 
 
 
BOM BOCADO DE FUBÁ 
Ingredientes: 
3 xícaras de açúcar 
2 xícaras de leite 
2 xícaras de leite de coco 
1 colher de sobremesa de manteiga 
2 colheres de fubá 
2 colheres de farinha de trigo 
1 colher de fermento 
60	
	
4 ovos 
 
Maneira de fazer: 
Junte todos os ingredientes pela ordem, bata no liquidificador e leve a assar. 
Cortar depois de frio. 
 
 
BOBÓ DE CAMARÃO 
Ingredientes: 
1 kg de mandioca 
1 vidro de leite de coco 
2 cebolas 
Coentro e cheiro verde 
3 colheres de azeite de dendê 
1 kg de camarão fresco e descascado 
3 colheres de azeite ou óleo 
Pimenta a gosto 
Molho de tomate 
3 dentes de alho 
Molho de tomate 
1 colher de corante 
 
Maneira de fazer 
Bater a mandioca com o leite de coco, refogar no azeite a cebola, o alho, o 
molho de tomate e os camarões e por último a mandioca batida com o leite de 
coco. Deixe ferver por 10 minutos. Coloque o coentro, o cheiro verde, a 
pimenta e sirva com arroz branco. 
 
BOLINHO DE TAPIOCA 
61	
	
Ingredientes 
1 kg de farinha de tapioca 
Farinha de 3 cocos 
1 colher de sal 
2 colheres de açúcar, 1 litro de água morna 
Açúcar refinado 
Canela em pó 
Maneira de fazer 
Bater o coco com a água morna, a apitada de sal, o açúcar cristal e a farinha 
de tapioca. Depois de pronta a massa, faça bolinhos passados na farinha de 
tapioca, frite e passe no açúcar refinado e na canela. 
BOLO DE SOBRA DE ARROZ 
Ingredientes 
1 colher de margarina 
2 xícaras de sobre de arroz cozido 
4 xícaras de leite 
3 ovos 
2 xícaras de açúcar 
1 xícara de farinha de trigo 
1 coher de fermento 
1 xícara de queijo ralado 
1 pitada de sal 
 
Maneira de fazer 
Bater todos os ingredientes pela ordem no liquidificador e depois levar a assar. 
 
BOLO DE BATATA-DOCE 
Ingredientes 
62	
	
3 xícaras de batata doce cozida e amassada 
2 xícara de leite 
4 claras 
1 pitada de sal 
2 xícaras de açúcar 
1 xícara de margarina 
4 gemas 
1 xícara de farinha trigo 
1 ½ colher de fermento 
 
Maneira de fazer 
Bata o sal, o açúcar, a margarina, as gemas, o leite, a batata-doce, acrescente 
o fermento, 1 ½ colher e seguida as claras batidas em neve, leve para assar e 
desenformar frio. 
INHOQUE DE SOBRE DE ARROZ 
Ingredientes 
3 xícaras de arroz cozido 
1 ovo 
3 colheres de margarina 
3 colheres de queijo ralado 
Cheiro verde 
1 xícara de leite 
Maneira de fazer 
Bata tudo no liquidificador e depois faça a massa colocando um pouco de 
farinha de trigo para das o ponto de enrolar e cortar. Cozinhe em água 
fervendo com 1 colher de óleo. Assim que esteja cozido, tiras da água e 
escorrer. Cozinhe os poucos. Faça o molho ao seu gosto, coloque no inhoque 
e sirva com queijo ralado. 
 
PAMONHA DE FORNO 
63	
	
Ingredientes 
8 espigas de milho verde 
1 litro de leite 
4 ovos 
4 colheres de farinha de trigo 
2 colheres de margarina 
1 pitada de sal 
1 colher de fermento 
Maneira de fazer 
Bater todos os ingredientes no liquidificador, depois coar e depois de coado 
acrescentar 3 colheres de farelo e misturar a massa e por último, o fermento 
em pó e levar a assar. 
 
 
 
 
 
 
 
SOPA CREME DE ESPINAFRE 
Ingredientes 
1 molho de espinafre 
1 ½ xícara de caldo de galinha 
1 xícara de leite 
2 colheres de farinho de trigo 
Cheiro verde 
1 xícara de leite 
2 colheres de farinha de trigo 
64	
	
Pimenta a gosto 
Maneira de fazer 
Cozinhe o espinafre no caldo de galinha até ficar macio, botar no liquidificador 
e voltar ao fogo. Dissolva a farinha de trigo no leite, coloque no caldo com 
espinafre batido e leve ao fogo novamente, para engrossar. Sirva quente. 
 
SABÃO CASEIRO DE SOBRA DE ÓLEO 
Ingredientes 
4 litros de óleo coado 
1 kg de soda escorpião 
2 litros de água 
1 xícara de amaciante 
1 xícara de água sanitária 
1 detergente neutro 
Maneira de fazer 
Ferva a água. Colocar a soda em um balde grande e colocar a água fervendo,aos poucos na soda até dissolvê-la. Depois vá colocando o óleo aos poucos na 
água com a soda até colocar todo o óleo. Vá misturando com 1 pedaço de 
madeira até começar a engrossar, em seguida, o amaciante, a água sanitária e 
o detergente. Vá batendo o sabão até dar uma aguinha marrom, depois ele 
começa a endurecer. Coloque numa caixa com fundo e um pano para forrar a 
caixa. Despeje o sabão e cubra o mesmo com o outro pano e deixe endurecer. 
Depois é só cortar depois de 3 dias e usar. 
 
 
SABÃO EM PASTA 
 
Ingredientes 
1 tablete de sabão comum 
1 sabonete 
1 litro de água 
Pulido
Realce
65	
	
1 colher de vinagre 
1 colher de açúcar 
Maneira de fazer 
Ferva todos os ingredientes até ficar cremoso. Depois é só guardar em garrafa. 
 
BOLO DE FUBÁ E GOIABADA 
Ingredientes 
1 copo duplo de fubá 
1 copo duplo de farinha de trigo 
1 copo duplo de açúcar 
3 ovos 
1 pitada de sal 
Queijo ralado, se tiver 
4 copos de leite 
1 colher bem cheia de fermento em pó 
½ copo de óleo 
1 colher de margarina 
Maneira de fazer 
Bater tudo no liquidificador, untar a forma e colocar a massa liquidificada na 
forma, cortar em pedacinhos de goiabada e colocar na massa e levar para 
assar. A goiabada derrete e fica uma delícia. 
 
 
 
 
BISCOITÃO DE POVILHO 
Ingredientes 
1 copo ½ duplo de povilho 
66	
	
½ copo duplo de óleo 
1 copo de leite 
3 ovos 
Sal a gosto 
Queijo ralado, se tiver. 
Maneira de fazer 
Bater tudo no liquidificador e colocar no tabuleiro e levar a assar. Ele cresce 
bastante. 
 
BOLACHA 5 PRATOS 
Ingredientes 
1 prato fundo de farinha de trigo 
1 prato raso de polvilho 
1 prato de açúcar 
1 prato raso de óleo 
3 ovos 
1 pouco de leite 
2 colheres cheias de fermento em pó 
1 colher bem cheia de bicarbonato 
1 prato de queijo ralado 
Maneira de fazer 
Coloque na vasilha o polvilho, o açúcar, a farinha de trigo, o óleo, o queijo 
ralado,, o sal, o bicarbonato e o fermento em pó, os ovos e amasse, colocando 
o leite aos poucos, até dar o ponto de enrolar. Enrole e leve para assar. Deixe 
dourar e estão prontas. Rende muito. 
 
 
 
 
67	
	
BOLO DE FARINHA DE MANDIOCA 
Ingredientes 
4 ovos 
2 xícaras de açúcar 
2 colheres de margarina 
1 vidro de leite de coco 
A mesma medida de leite de vaca 
1 pacote de coco ralado 
1 pacote de queijo ralado 
1 colher de fermento em pó 
1 xícara de farinha de mandioca crua. 
Maneira de fazer 
Bater tudo no liquidificador. Colocar na forma de buraco no meio e assar em 
forno quente. 
BOLO DE MANDIOCA 
Ingredientes 
3 xícaras de mandioca crua e ralada 
3 ovos 
1 colher de fermento 
1 xicara de queijo ralado 
3 colheres de margarina 
1 pitada de sal ½ xicara de leite 
2 xicaras de açúcar 
Maneira de fazer 
Rale a mandioca e esprema em um pano fino até ficar solta. Bater a margarina 
com o açúcar, as gemas , o sal e adicione a farinha de mandioca, o leite de 
coco, o leite, o queijo, o coco ralado, o fermento e por último as claras em 
neve. Leve para assar. 
	
68	
	
	
Glossário	
Profilaxia	
Resíduo	
Sedimentador	
Biofiltro	
Ração	extrusada	
Sexagem	
Matrizes	
Quarentena	
Endogamia	
Incubatório	
Bolba		
Marek		
New	Castle		
Gomboro		
Coccidiose:		
	 	
69	
	
	
Índice	de	Materiais	
	
	
1	 Balde	20L	 	 	 2	 Lacres	 	
	
	
3	 Balde	60L	
cimento	
	 	 4	 Tubo	
marrom	½”	
soldável	
	
5	 Mangueira	
sanfornada	
40mm	
	
	
	 6	 Mangueira	
3mm	
(oxigenação	
de	aquários)	
	
7	 Mangueira	
transparente	
¾”	
	
	
	
	
	
	
	
	
	 8	 Adaptador	
PVC	para	
caixa	d´agua	
½”	(flange);	
	
9	 Corda	de	
nylon	
	
	
	 10	 Tampa	de	
tubulação	
PVC	de	1/2”	
	
	
	
70	
	
11	 Moto	bomba	
para	aquário	
	 	 12	 Balde	60L	
plástico	
reutilizado	
	
	
	
13	 Pote	plástico	
(tipo	pote	de	
sorvete)	
	
	 14	 Tê	90°	 	
	
	
	
	
	
	
	
15	 Furadeira	
adaptador	
tipo	copo		
	
	
	
	
	
	 16	 Brocas		 	
17	 filtro	com	
tela	de	5-8	
mm	
		
	
	
	
	
	
	
	
	 18	 Cano	PVC	
para	esgoto	
	
	
	 	
71	
	
	
	
	Referencial	bibliográfico	
	
Guilherme,	 L.	 C.	 Desenvolvimento	 de	 sistema	 simplificado	 de	 recirculação	 de	 água	 para	
criação	 de	 peixes.	 In:______.	 Estudos	 reprodutivos,	 citogenéticos	 na	 população	 de	
Rhamdia	quelen	(pisces,	rhamdiidae)	do	Rio	Uberlândia	no	município	de	Uberlândia-MG	
e	desenvolvimento	de	sistema	artesanal	de	 recirculação	d’água	para	criação	de	peixes.	
Uberlândia:	 UFU,	 2005,	 p.	 42-63.	 Disponível	 em:	
http://www.bdtd.ufu.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2973	
	
León,	 C.R.G.	 Manual	 técnico	 de	 crianza	 de	 cuyes.	 Disponível	 em:	
http://www.cedepas.org.pe/sites/default/files/Manual%20t%C3%A9cnico%20de%20crian
za%20de%20cuyes.pdf.	Acesso	em:	09/07/2014.	
	
FIGUEIREDO,	 E.A.P;	 AVILA,	 V.	 S.;	 ROSA,	 P.S.;	 JAENISCH,	 F.	 R.	 Cria	 e	 recria	 das	 poedeiras	
coloniais	Embrapa	051.	Concordia	(SC)	2001.	Disponível	em:		
http://www.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/itav017.pdf		
	
SILVA,	 J.	 H.V.;	 JORDÃO	 FILHO,	 J.;	 COSTA,	 F.G.P.;	 LACERDA,	 P.B.;	 VARGAS,	 D.G.V.;	 LIMA,	
M.R.	 Revista	 Brasileira	 Saúde	 Produção	 Animal,	 Salvador,	 v.13,	 n.3,	 p.775-790	 jul./set.,	
2012		
Disponível	em:	http://www.rbspa.ufba.br	ISSN	1519	9940			
	
BASSI,	L.J.;	ALBINO,	J.J.;	ÁVILA,	V.S.;	SCHMIDT,	G.S.;	JAENISCH,	F.	R.	Recomendações	
Básicas	para	Manejo	de	Frangos	de	Corte	Colonial.	Concordia	(SC)	2006.	Disponível	em:	
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/publicacao_i4t543i_000fjbmu08m02
wyiv809gkz51a9e6qfs.pdf	
FILHO,	R.	V.	F.,	RABELLO,	C.	B.,	ALBUQUERQUE	C.	da	S.,	SILVA,	E.Y.	P.da,	SILVA,	D.	A.	T.da,	
LIMA,	S.	S.	L.	A.de.	Estudo	da	composição	química	de	larvas	de	moscas	(musca	domestica	
l.)	Para	alimentação	de	aves	em	sistema	caipira.	ZOOTEC	2006	-	22	a	26	de	maio	de	2006	-	
Centro	de	Convenções	de	Pernambuco.	
	
CASTRO,	J.L.;	FONSECA,	A.H.;	BORJA,	G.E.M.	A	Galinha	D’	Angola	(Numida	Meleagris)	Como	
Predadora	De	Larvas	E	Pupas	Da	Mosca	Doméstica	(Musca	Domestica).	Rev.	Bras.	Med.	
Vet.,	35(2):140-146,	abr/jun	2013área	total	do	tanque.	
	
A	seguir	duas	varas	serão	presas	na	parte	de	cima	das	estacas	podendo	ser	pregadas	ou	
amarradas	com	fios	de	garrafa	PET.	Para	o	tanque	de	papelão	as	outras	varas	serão	presas	na	
parte	interna	do	tanque	à	uma	distancia	de	15	–	20	cm	uma	das	outras.	
 	
	
A	 seguir	 recobre-se	o	 fundo	e	as	 laterais	do	 tanque	 com	papelão.	Os	papelões	mais	 grossos	
serão	utilizados	para	revestir	as	laterais	dos	tanques	e	parte	do	fundo	do	tanque.	Eles	devem	
ser	 dobrados	 de	 modo	 a	 cobrir	 a	 lateral	 e	 parte	 do	 fundo	 do	 tanque,	 para	 aumentar	 a	
resistência	à	pressão	da	água,	conforme	demonstrado	no	desenho.		
	
10	
	
Os	 papelões	 mais	 finos	 devem	 ser	 utilizados	 para	 proteger	 o	 fundo	 do	 tanque.	 	 Ao	 se	
desmanchar	as	caixas	de	papelão	o	produtor	deverá	observar	se	tem	algum	grampo	de	metal	
que	deverá	ser	retirado	para	evitar	furar	o	filme	plástico	que	irá	revestir	o	tanque.	
	 	
	
Os	 tanques	de	 taipa	são	mais	 resistentes	e	 também	fáceis	de	 fazer.	No	entanto	 se	gasta	um	
pouco	mais	de	tempo	para	a	colocação	de	varas	para	armação	e	na	preparação	e	aplicação	do	
barro.	Os	fundos	das	garrafas	PET	utilizadas	para	obtenção	dos	fios	para	amarração	podem	ser	
utilizados	para	recobrir	as	cabeças	das	estacas	como	proteção.	
 	
A	 taipa	 recobre	 apenas	 as	 laterais	 sendo	 que	 o	 fundo	 do	 tanque	 pode	 ser	 recoberto	 com	
palhas,	papelão,	areia	ou	outro	material	que	possa	proteger	o	plástico.		
	
Ao	final	tem-se	um	tanque	de	melhor	acabamento	e	maior	durabilidade	quando	comparado	ao	
de	papelão.	
11	
	
 	
	
Outros	modelos	de	tanques	têm	sido	construídos	e	utilizados	pelos	produtores.	Destaca-se	o	
uso	da	alvenaria,	das	pedras	e	piscinas	plásticas		até	6000	L.	
Os	 tanques	 de	 alvenaria,	 devem	 receber	 na	 massa	 de	 reboco	 1	 L	 de	 material	
impermeabilizante	por	saco	de	cimento	utilizado.	O	reboco	da	parte	interna	do	tanque	(fundo	
e	paredes)	deve	ser	feito	de	uma	só	vez,	sem	emendas,	com	uma	massa	forte	(2x1)	de	areia	
média	mais	 cimento	 e	 impermeabilizante.	 Também	 deve-se	 ter	 o	 cuidado	 de	 “queimar”	 ou	
seja	ao	final	polvilhar	o	cimento	puro	sobre	o	reboco	e	alisar	bem	com	a	colher	de	pedreiro.	
Cuidado	 especial	 com	 os	 cantos	 que	 deverão	 ser	 arredondados,	 para	 evitar	 infiltrações.	 A	
treliça	 feita	com	vergalhão,	cortadas	com	1,5m	 	pode	ser	usada	para	aumentar	a	 resistência	
nos	 cantos	e	 laterais.	 Elas	devem	ser	assentadas	em	buracos	 com	massa	 forte	de	 cimento	e	
areia.	A	cada	camada	de	tijolos	assentados,	é	feita	uma	amarração	de	segurança,	utilizando-se	
um	 contorno	 feito	 com	 arame	 farpado	 ou	 vergalhão,	 que	 deverá	 ser	 recoberto	 com	massa	
antes	de	se	colocar	os	tijolos	da	próxima	camada.	O	tanque	feito	assim	não	tem	necessidade	
de	se	utilizar	o	plástico	para	seu	revestimento.	São	gastos	em	torno	de	300	tijolos	furados	de	6	
furos,	3	m	de	areia	média	e	10	sacos	de	cimento,	para	se	construir	um	tanque	de	3,5	x	4,5	x	
0,70	m	(LxCxA).	
	
Onde	haja	facilidade	e	bom	preço,	podem-se	utilizar	na	construção	dos	tanques,	as	pedras	de	
revestimento.	 Também,	 as	 piscinas	 plásticas	 pela	 sua	 praticidade	 podem	 ser	 usadas	 em	
residências	das		áreas	urbanas.	
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12	
	
	
Durante	 períodos	 de	 chuva	 e	 estiagem	 os	 tanques	 podem	 ser	 utilizados	 também	 para	 o	
armazenamento	de	água.	Se	os	tanques	forem	protegidos	(envelopados)	e	a	água	tratada	com	
2	ppm	de	cloro,	ela	pode	ser	usada	para	outros	fins.	
 	
	
Construindo	o	sistema	de	recirculação	da	água		
A	criação	de	peixes	no	Sisteminha	Embrapa	é	fundamental	para	o	seu	sucesso.		Esta	criação	só	
é	possível	se	utilizado	o	sistema	de	recirculação	da	água.	O	objetivo	desse	trabalho	é	mostrar	o	
passo	a	passo	da	montagem	desse	 conjunto	de	 recirculação	para	um	 tanque	de	8.000L	 com	
capacidade	suporte	de	30kg	de	tilápias.	
 
O	sistema	de	recirculação	é	formado	por		
a)	biofiltro	ou	filtro	biológico;		
b)	sedimentador;	
Esse	 conjunto	 pode	 ser	 adaptado	 a	 diversos	 tipos	 de	 tanques	 e	 é	 fundamental	 para	 a	 sua	
viabilidade.		
 
O	 sistema	 necessitará	 de	 duas	 moto	 bombas	 para	 aquários,	 com	 acessórios	 extras	 para	
reposição	 (4	 grades,	 4	 anéis	 de	 vedação;	 e	 4	 eixos).	 A	 seguir,	 a	 descrição	 exata	 das	 moto	
bombas:		
Moto	bomba	submersa	220V	para	circulação	e	recalque,	em	aquários	de	água	
doce	 ou	 salgada,	 tendo	 aplicações	 também	em	 Skimmers,	 climatizadores,	
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13	
	
pequenas	 fontes	 e	 chafarizes.	 Deve	 ser	 silenciosa	 e	 produzir	 intensa	
movimentação	de	água	e	componentes	elétricos	totalmente	imersos	em	resina	
epóxi.	Entrada	de	água	padrão	2,4cm	e	saída	1,9cm	(mangueira	de	3/4)	Cabo	
de	energia	de	180cm	Vazão:	 1.950	 L/h	Coluna	d`água:	 2,1m	Consumo:	 30	W	
Freqüência:	60	Hz.	
 
 
Modelo	de	Moto	bomba	submersa	
	
Partes	da	Moto	bomba	submersa	
 
A	seguir	a	lista	de	materiais	necessários	para	a	montagem	do	biofiltro	ou	filtro	biológico:	
• 1	balde	(branco	de	1°	linha	reutilizado)	de	20L			
• 1	metro	mangueira	sanfonada	de	(40mm)	semelhante	à	usada	na	limpeza	de	piscinas	
• 3	metros	de	mangueira	transparente	de	3/4	de	polegada	com	parede	média	de	(2mm)	
• 1,5	kg	de	corda	de	nylon		
• 50	lacres	plástico	de	20cm		
• 25	cm	de	tubo	de	1/2”	(20mm)	marrom,	soldável	(para	uso	no	biofiltro)	
• 30	cm	de	mangueira	(3mm)	para	oxigenação	de	aquários		
• 1	tampa	de	tubulação	PVC	de	1/2”	(20mm)	
• 3	garrafas	PET	de	2	L	
• 1	kg	de	cimento	
• 3	Litros	de	areia	media	
• 1	Moto	bombas	para	aquários	
marcelopulido
Caixa de texto
R$ 35
R$ 8
R$ 11
marcelopulido
Caixa de texto
R$ 10?
R$ 12
R$ 3?
marcelopulido
Caixa de texto
R$ 2?
R$ 1?
-
marcelopulido
Caixa de texto
R$ 25
-
R$ 160
marcelopulido
Caixa de texto
~R$ 260
Pulido
Realce
14	
	
 
a)	Construindo	o	Biofiltro	ou	filtro	biológico:	
 
O	 Biofiltro	 é	 o	 local	 onde	 as	 bactérias	 nitrosomonas	 e	 nitrobacter	 se	 desenvolverão.	 Elas	
degradam	os	resíduos	metabólicos	produzidos	pelos	peixes.		As	bactérias	são	criadas	no	filtro	
biológico,	permitindo	a	redução	da	amônia	tóxica,	produzida	pelos	peixes,	em	nitrito	e	nitrato,	
inofensivo	 para	 os	 peixes.	 Os	 peixes	 são	 muito	 sensíveis	 à	 amônia.	 Embora	 amônia	 seja	 o	
principal	 resíduo	 tóxico,	 não	 tem	 cheiro,	 nem	 gosto	 e	 não	 traz	 risco	 para	 nós	 humanos	 em	
contato	 com	 	 a	 água.	 O	 nitrato	 é	 absorvido	 pelas	 plantas	 como	 fonte	 de	 nitrogênio.	 Os	
minerais	 Fósforo,	Potássio	e	Cálcio	em	excesso	na	 ração	ou	adicionado	no	 sistema,	 também	
podem	ser	absorvidos	pelas	plantas	importantes	para	o	seu	crescimento.		
Em	um	balde	de	20L	faça	um	furo	de	¾	(25	mm)	no	centro	do	fundo	do	balde.	
 
 
 
 
 
 
 
 
Balde	do	Biofiltro:		Usar	uma	furadeira	com	adaptador	tipo	
copo	para	fazer	um	furo	de	25mm	no	fundo	do	balde.		
Com	uma	furadeira	e	uma	broca	de	2-3	mm	faça	furos	espaçados	de	2	cm	ao	redor	da	borda	
do	fundo	do	balde.	Tais	furos	serão	usados	para	prender	a	“cabeleira”.		
	
	
	
	
	
 
 
 
 
 
 
 
Balde	do	biofiltro	com	furos	de	2mm	ao	redor	espaçados	a	
cada	2cm.	Tais	furos	serão	usados	para	prender	as	cordas	
desfiadas	que	formam	a	“cabeleira”.	
Use	o	pedaço	de	25	cm	do	cano	de	1/2”	(20mm)	marrom	soldável	e	faça	vários	furos	de	0,3	cm	
em	sua	extensão.	É	muito	importante	que	os	furos	no	pedaço	de	cano	fiquem	exatamente	com	
a	espessura	indicada.	Se	os	furos	ficarem	maiores	que	o	tamanho	indicado,	a	pressão	da	água	
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Pulido
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15	
	
será	 insuficiente	 para	 o	 jato	 recomendado.	 Já	 se	 eles	 forem	 menores	 que	 o	 tamanho	
recomendado,	haverá	um	desgaste	na	moto	bomba,	reduzindo	sua	vida	útil.	
	
	
	
	
	
	
	
Encaixe	o	cano	marrom	perfurado	no	furo	central	do	balde.	Feche	uma	das	extremidades	do	
cano	com	a	tampa	para	tubulação	PVC	de	forma	que	a	parte	perfurada	fique	para	dentro	e	a	
extremidade	 tampada	 para	 fora	 do	 balde.	 Na	 extremidadede	 dentro	 será	 instalada	 a	
mangueira	transparente.	
	
 
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Sentido	horário:	Pedaço	cano	marrom	já	com	os	furos;	
imagem	do	cano	no	interior	do	balde;	imagem	da	posição	
16	
	
do	cano	com	a	tampa	na	parte	externa	do	biofiltro;	imagem	
interna	do	biofiltro	com	parte	da	cabeleira	e	o	cano	
instalados	para	a	aspersão	da	água.	
	
Um	 componente	 importante	do	biofiltro	 é	 a	 “cabeleira	 ou	medusa”	 feita	 de	 corda	de	nylon	
desfiada	e	amarrada	nos	furos	laterais	do	balde.	Corte	1,5kg	de	corda	de	nylon	em	pedaços	de	
60cm	cada	e	desfie	em	forma	de	cabeleira.	Este	procedimento	será	repetido	mais	adiante	na	
construção	do	filtro	de	base.	
Dobre	os	pedaços	da	corda	para	ficarem	com	30	cm	cada	e,	com	o	auxílio	dos	lacres,	prenda	os	
tufos	de	corda	pelo	lado	de	dentro	do	balde.	Esta	atividade,	embora	simples,	consome	algum	
tempo.	
	 	
17	
	
	
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preparação	e	fixação	das	cordas	desfiadas	(cabeleira)	no	balde	do	
biofiltro.			
 
Neste	momento	 você	possui	 um	balde	 com	o	 cano	
para	aspersão	e	cabeleira	já	instalados.	Os	próximos	
passos	 são	 a	 instalação	 da	mangueira	 transparente	
ligando,	em	uma	extremidade,	o	biofiltro	e,	na	outra	
extremidade,	 a	 moto	 bomba.	 Veja	 na	 ilustração	 a	
seguir	 como	 é	 a	 imagem	 do	 biofiltro	 conectado	 à	
moto	bomba.	
	
	
	
Ilustração	incluindo	a	cabeleira	
	 	
18	
	
A	sustentação	do	biofiltro	no	tanque	ocorrerá	por	meio	da	instalação	de	garrafas	PETs	na	sua	
base,	 funcionando	 como	 flutuadores.	 Porém,	 para	 que	 a	 sustentação	 ocorra	 de	 maneira	
eficiente,	as	garrafas	deverão	receber	uma	dose	maior	de	ar	para	ficarem	mais	firmes.	Esta	é	
uma	atividade	relativamente	fácil.		
Prenda	os	flutuadores	feitos	com	garrafas	PET	na	base	do	balde.		
 
 
 
 
 
 
 
 
Utilização	das	garrafas	PET	de	2	litros	como	flutuadores	do	biofiltro	
b)	Sedimentador		
A	construção	do	sedimentador	envolve	um	conjunto	composto	por:		
I. Um	balde	 (cimento	ou	plástico)	que	servirá	como	depósito	para	armazenamento	das	
fezes	do	peixe	e	sobras	de	ração;		
II. Um	filtro	de	base;		
III. Um	sifão;	
IV. Um	funil	de	garrafa	PET	
A	lista	de	materiais	necessários	para	a	construção	do	sedimentador:	
• 1	balde	60L	reutilizado	ou	construído	com	areia	e	cimento;	
• 1	m	mangueira	sanfonada	de	40	mm	(semelhante	à	usada	na	limpeza	de	piscinas)	para	
o	dreno;	
• 4	m	mangueira	sanfonada	de	40	mm	(semelhante	à	usada	na	limpeza	de	piscinas)	para	
o	sifão;	
• 1	balde	20L	1°	linha	reutilizável	(filtro	de	base)	
• 1,5	kg	de	corda	de	nylon		
• 50	lacres	plástico	de	20cm		
• 1	adaptador	PVC	para	caixa	d´agua	½”	(flange);	
• 15	cm	de	cano	de	PVC	esgoto	de	40	mm	
• 1	pote	plástico	retangular	reutilizado	(você	pode	usar	um	pote	de	sorvete);	
• 25	cm	de	cano		½”	(20mm)	marrom,	soldável	(para	filtro	de	base);	
• 20	cm	de	cano	de	½”	(20mm)	marrom,	soldável	(para	funil);	
• 50cm	de	mangueira	de	3mm	(venturi)	para	oxigenação	de	aquários;		
• Areia	e	cimento;	
• 2	garrafas	PET	2L;	
• Um	tê	PVC	de	½”;	
• Tomada	elétrica	com	3	entradas;	
• Fio	para	extensão	de	acordo	com	a	distância	da	instalação	da	tomada.	
	
	
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verificar se melhor 4 tomadas para ligar a extensão para o segundo tanque
19	
	
Este	conjunto,	que	chamamos	de	sedimentador,	é	acoplado	ao	tanque	de	criação	dos	peixes	
por	 meio	 de	 uma	 das	 extremidades	 da	 mangueira	 sanfonada	 de	 40mm,	 	 a	 outra	 ponta	 é		
inserida	no	furo	central	do	filtro	de	base.		
A	moto	bomba,	ligada	à	mangueira	transparente	da	extremidade	do	biofiltro,	é	colocada	sobre	
o	filtro	de	base	do	sedimentador,	de	onde	bombeará	a	água	filtrada	para	abastecer	a	cabeleira	
do	biofiltro,		antes	de	retornar	ao	tanque	de	criação	de	peixes.	
Para	a	construção	do	depósito	de	armazenamento	de	resíduo	sólido	utilizaremos	duas	opções:	
a	primeira	feita	com	material	plástico	e	a	segunda	feita	com	areia	e	cimento.	O	usuário	deverá	
escolher	a	opção	mais	conveniente.	Embora	a	contrução	do	balde	com	areia	e	cimento	seja	um	
pouco	mais	demorada,	há	a	vantagem	da	durabilidade	e	o	preço	é	baixo.	Já	o	balde	de	plástico	
é	mais	prático,	mas	custa	mais	caro	e	sofre	com	a	ação	do	tempo	e	do	sol	e	pode	rachar.	
	
I.a	Construção	do	depósito	para	armazenamento	do	resíduo	sólido	com	balde	plástico		
 
	
Fazer	um	furo	de	40mm	na	lateral	do	balde	de	60L	a	
5	 cm	 do	 fundo	para	 instalação	 adaptador	 PVC	 para	
caixa	d´agua	½”	(flange).	Insira	o	pedaço	de	15	cm	de	
cano	 de	 PVC	 esgoto	 de	 40	 mm	 e	 conecte	 1m	 de	
mangueira	 sanfonada.	 Pode-se	 utilizar	 cola	 própria	
para	unir	a	mangueira	ao	PVC	se	necessário.	
Na	 borda	 superior	 do	 balde	 faça	 uma	 alça	 para	
prender	 outra	 ponta	 da	 mangueira	 sanfonada.	 Ela	
servirá	como	dreno	para	limpeza	do	sedimentador.	
	
	
	
	
	
	
	
																																																																								Detalhe	da	alça	para	prender	a	
																																																																							ponta	da	mangueira	sanfonada.	
	
Confira	no	capitulo	“Como	devem	ser	as	instalações	para	a	criação	dos	peixes”	a	forma	correta	
de	limpeza	para	cada	item	do	tanque.	
	
	
Pulido
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20	
	
I.b	Depósito	para	armazenamento	do	resíduo	sólido	com	balde	de	areia	e	cimento	
Fazer	um	molde	de	areia	com	0,3	m	de	raio	na	base	maior	e	0,15m	de	raio	na	base	menor	e	
0,70m	de	altura	(observar	as	posições	invertidas	no	momento	da	construção).		
O	balde	final	terá	as	seguintes	dimensões:		
• diâmetro	da	boca	do	balde	60cm;		
• diâmetro	do	fundo	do	balde	30cm;		
• altura	70	cm;	
É	 possível	 preparar	 um	 furo	 para	 o	 dreno	 já	 no	 momento	 da	 construção	 do	 balde.		
Opcionalmente,	 conectar	diretamente	1m	da	mangueira	 sanfonada	na	base	menor	do	balde	
para	 fixa-la.	Uma	outra	opção	é	 fazer	o	 furo	após	 a	 secagem	com	uma	broca	para	 concreto	
(vídea)	e	fixar	com	argamassa	1m	da	mangueira	azul	sanfonada	que	funcionará	como	dreno.	
	
	
	
 
 
 
 
 
 
Furo	lateral	próximo	à	base	feito	após	a	construção	do	balde	de	cimento.	
Sua	finalidade	é	a	inserção	e	fixação	da	mangueira	sanfonada	para	limpeza.	
Alça	presa	à	borda	para	manter	a	mangueira	erguida.	
Continuando	 a	 construção	do	balde	 de	 cimento,	 revestir	 toda	 a	 forma	 com	uma	mistura	 de	
areia	 fina	e	cimento	 (2	x	1	respectivamente)	com	uma	espessura	de	3cm.	Deixar	secar	por	3	
dias	molhando	2	a	3	vezes	por	dia	para	curar.	Virar	o	balde	e	retirar	a	areia.		
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem	 da	 fôrma	 de	 areia,	 para	
confecção	 do	 balde.	 Balde	 de	 cimento	
tombado	 para	 retirada	 da	 areia	 utilizada	
como	fôrma.	Baldes	de	cimento	prontos.	
	
Pulido
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Pulido
Realce
21	
	
II.	Filtro	de	base	
O	filtro	de	base	se	assemelha	ao	biofiltro.	Entretanto	será	preciso	algumas	alterações.	
Utilize	a	furadeira	com	adaptador	tipo	copo	e	faça	um	furo	de	40	mm	no	centro	do	balde	de	
20L	e	um	furo	de	¾”	 (25mm)	entre	o	centro	do	 furo	e	a	borda	do	balde.	Podemos	perceber	
que	o	 filtro	de	base	é	bastante	parecido	com	o	biofiltro,	porém,	possui	dois	 furos	na	base	e	
será	usado	dentro	do	sedimentador.		
 
 
 
 
 
 
 
 
Filtro	de	base:	Dois	furos:	1	furo	central	de	40mm	e	1	furo	
lateral	de	25mm.	
Semelhante	 à	 construção	 do	 biofiltro,	 repita	 o	 processo	 com	 o	 Filtro	 de	 Base	 usando	 uma	
furadeira	e	uma	broca	de	3mm	para	fazer	furos	espaçados	de	2cm	ao	redor	da	borda	do	fundo	
do	balde.	Os	furos	menores	serão	usados	para	fixar	a	“cabeleira”.	
Corte	1,5	kg	de	pedaços	de	60cm	da	corda	de	nylon	e	desfie	em	forma	de	cabeleira.	
Dobre	 os	 pedaços	 da	 corda	 para	 ficarem	 com	30	 cm	 e	 prenda-os	 com	 lacres	 de	 plástico	 no	
fundo	do	balde,	a	exemplo	do	que	foi	feito	na	construção	do	balde	do	biofiltro.	Mas	atenção:	
mantenha	os	dois	furos	maiores	livres.	Em	um	dos	furos,	será	adaptado	um	funil.		
Colocar	o	filtro	de	base	com	a	boca	invertida	dentro	do	balde	maior	(plástico	ou	cimento).	No	
furo	maior,	será	encaixada	uma	das	pontas	damangueira	sanfonada	do	sifão.		
	
	
	
Neste	momento	você	já	possui	o	biofiltro	e	o	sedimentador.	Iremos,	a	seguir,	acoplar	este	
conjunto	de	peças	e	formar	o	sistema	de	recirculação	de	água.	
Para	a	instalação	da	moto	bomba,	coloque-a	entre	o	filtro	de	base	e	o	sedimentador.		
	
	
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Acompanhe	nas	imagens,	detalhes	do	sedimentador	(balde	plástico	
externo)	mostrando:	bombeamento	da	água	(mangueira	transparente)	de	
dentro	do	sedimentador	para	o	biofiltro		que	está	instalado	dentro	do	
tanque;	ligação	do	sifão	(mangueira	sanfonada)	trazendo	a	água	de	dentro	
do	tanque	direto	para	o	filtro	de	base.	Portanto,	nesta	imagem	é	
possível	ver	a	moto	bomba	e	o	Filtro	de	Base	acomodado	dentro	do	
sedimentador,	com	o	funil	no	furo	menor	e	uma	das	extremidades	
do	sifão	no	furo	maior. 
	
Assegure-se	de	ter	próximo	ao	sedimentador	uma	tomada	de	energia	para	ligar	a	moto	
bomba.	Verifique	a	voltagem	da	moto	bomba	e	da	rede	elétrica.	Certifique-se	de	que	a	
instalação	elétrica	é	segura,	pode-se	usar	uma	das	garrafas	PET	para	proteção	da	tomada	
contra	respingos	de	água.	
	
	
III.	Confecção	e	instalação	do	sifão	
O	 sifão,	 responsável	 pela	 retirada	 da	 água	 com	 resíduos	 sólidos	 do	 fundo	 do	 tanque	 e	
condução	para	o	 sedimentador,	 é	 composto	apenas	por	um	pedaço	de	4,0	m	de	mangueira	
sanfonada	de	40mm,	inserida	no	furo	maior	do	Filtro	de	Base.				
Pulido
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Na	imagem	é	possível	ver	o	furo	de	25mm	para	inserir	o	
funil	 (onde	 será	 colocada	 a	 solução	 de	 cal	 e	 gesso)	 e	 a	
mangueira	sanfonada	de	40mm	colocada	no	furo	central	
do	Filtro	de	Base.		
Na	outra	ponta,	que	ficará	no	interior	do	tanque	de	criação	dos	peixes,	fazer	um	filtro	com	tela	
de	5-8	mm	de	modo	a	impedir	a	passagem	de	peixes.		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
As	 setas	1	e	2	 indicam	o	balde	de	60L	 já	adaptado	
em	 posição	 nivelada	 com	 a	 borda	 superior	 do	
tanque	 e	 um	 contrapeso	 feito	 com	 garrafa	 PET	
cheia	de	areia	para	manter	a	mangueira	sanfonada	
no	fundo	do	tanque,	respectivamente.	
Cuidados	na	instalação	do	sifão	
Neste	ponto	você	já	está	com	o	sedimentador	e	o	biofiltro	instalados.	É	o	momento	de	instalar	
o	sifão	com	cuidado	para	a	mangueira	não	acumular	ar.	Retire	a	extremidade	que	está	no	
Filtro	de	base	e	encha	o	sifão	com	água	enfiando	toda	a	mangueira	sanfonada	dentro	do	
1	
2	
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tanque	de	peixes.	Certifique-se	que	não	há	acumulo	de	ar	dentro	da	mangueira	do	sifão.	Isso	
pode	causar	mal	funcionamento	do	sistema.	Tampe	com	a	mão	a	extremidade	da	mangueira	
cheia	de	água.	A	seguir	insira	a	extremidade	do	sifão	no	furo	maior	do	filtro	de	base,	tomando-
se	o	cuidado	para	não	entrar	ar	no	sifão	e	verifique	se	iniciou	o	fluxo	de	água	para	dentro	do	
sedimentador.	Em	caso	contrário,	repita	o	procedimento.	Quando	a	água	dentro	do	
sedimentador	nivelar	com	a	água	do	tanque	de	criação	dos	peixes,	ligue	a	motobomba	e	
verifique	a	saída	de	água	no	biofiltro.	
	
O	sifão	irá	puxar	a	água	do	fundo	do	tanque	para	o	interior	da	cabeleira	de	cordas	desfiadas	do	
filtro	da	base.	A	água	filtrada	livre	dos	sedimentos	sólidos	irá	fluir	através	da	moto	bomba	e	da	
mangueira	cristal	para	o	biofiltro.	
	
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem	do	sedimentador	e	biofiltro	funcionando.	
	
	
	
	
 
 
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Instalação	do	Funil	para	colocação	da	mistura	tampão	
Faça	um	funil	utilizando	parte	de	uma	garrafa	PET	e	um	pedaço	de	tubo	de	1/2”	(20mm)	
marrom,	soldável	e	insira-o	no	buraco	menor	do	filtro	de	base.	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Funil	de	garrafa	PET	para	solução	tampão		
O	Funil	 serve	para	colocação	da	mistura	 tampão,	que	é	 feita	 com	uma	mistura	meio	a	meio	
(50%)	de	cal	e	gesso.	A	cal	e	o	gesso	têm	duas	finalidades,	a	primeira	é	fornecer	Cálcio	para	o	
desenvolvimento	 da	 parede	 celular	 das	 bactérias	 do	 biofiltro.	 A	 segunda	 finalidade	 é	 que	 o	
cálcio	reage	com	o	CO2	impedindo		alterações	bruscas	no	pH	da	água	preservando	a	vida	dos	
peixes.	 Uma	 colher	 de	 sopa	 rasa	 dessa	 mistura	 deve	 ser	 dissolvida	 em	 água	 e	 colocada	
diariamente	no	funil.		
	
C	)	Circulação	e	oxigenação	da	água	por	meio	do	venturi	
Material	necessário:	
• 30	cm	de	tubo	de	1/2”	(20mm)	marrom,	soldável	(para	suporte	da	moto	bomba)		
• 20	cm	de	tubo	de	1/2”	(20mm)	marrom,	soldável	(para	potencializar	o	venturi)	
• 1	moto	bomba;	
• 0,5	m	de	mangueira	de	3mm	usada	para	aeração	em	aquários;	
A	segunda	moto	bomba	será	responsável	pela	circulação	e	oxigenação	da	água	no	tanque	de	
criação	de	peixes.	Sua	base	pode	ser	construída	reutilizando	um	pote	de	sorvete	preenchido	
com	uma	mistura	de	cimento	e	areia.	Esta	base	será	a	garantia	de	que	o	equipamento	ficará	
submerso	e	na	posição	mais	adequada	para	a	circulação	da	água	e	entrada	de	ar.	
A	colocação	da	base	de	cimento	com	esta	moto	bomba	deve	ser	paralela	a	um	dos	lados	do	
tanque	(a	ou	b)	conforme	mostrado	na	figura,	para	forçar	a	movimentação	da	água	de	forma	
circular	e	facilitar	a	concentração	dos	resíduos	sólidos	no	centro	do	tanque,	onde	será	
colocada	a	mangueira	sanfonada	do	sifão.	As	setas	indicam	o	sentido	da	movimentação	do	
fluxo	da	água.	
	
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Deve-se	fazer	um	furo	de	2-3mm	na	tampa	da	moto	bomba	e	inserir	o	pedaço	de	mangueira	
de	3mm	no	furo	para	entrada	de	ar	da	atmosfera	para	o	tanque	de	criação	dos	peixes.		A	
mangueira	deve	ficar	bem	firme	e	passar	apenas	2mm	para	o	lado	interno	da	tampa.	A	outra	
ponta	da	mangueira	deve	ser	posicionada	fora	da	água	em	contato	com	ar	atmosférico	e	
quando	em	funcionamento	deverá	sugar	este	ar	para	dentro	do	tanque	(venturi).	
	
	
	
	
	
	
	
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Como	deve	ser	o	manejo	para	a	criação	dos	peixes	
Instruções	gerais:	Povoar	o	tanque	de	8.000	Litros	de	água	(2,80x4,50x0,70m)	montado	com	
sistema	de	recirculação	da	água,	com	150	alevinos	ou	juvenis	de	tilápia.	Com	dois	tanques	
povoar	a	cada	70	dias,	se	houver	3	tanques	povoar	a	cada	30	dias.	Ciclo	de	produção	90	-	120	
dias	e	peso	ao	abate	150g	–	200g,	considerando	início	da	despesca	quando	os	animais	
atingirem	100g	a	partir	dos	70	dias	de	criação.	Capacidade	suporte	25	–	30	kg	
peixes/ciclo/tanque.	Despesca	com	anzol,	rede	ou	tarrafa.	Despesca	escalonada	para	consumo	
2	a	3	vezes	por	semana,	de	um	peixe	para	cada	pessoa	da	família,	em	substituição	a	outro	tipo	
de	carne.	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Tanque	de	taipa	e	despesca	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Peixes	do	Sisteminha	
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Alimentação:	Deve-se	usar	ração	tipo	extrusada	porque	possibilita	melhor	aproveitamento	das	
proteínas	existentes	neste	tipo	de	alimento.	Por	ser	flutuante	é	mais	fácil	de	observar	e	
controlar	o	consumo	da	ração	pelos	peixes.	Fornecer	de	acordo	com	as	quantidades	da	tabela,	
divididas	em	três	porções	diárias.	Ou	seja,	na	primeira	semana,	por	exemplo,	dividir	33	gramas	
de	ração	em	três	porções	ao	longo	do	dia.		
Dica:	para	saber	se	a	quantidade	de	alimento	está	correta,	observar	durante	os	10	minutos	
seguintes	à	alimentação	se	sobrou	ração	flutuando.	Isto	é	sinal	de	que	a	quantidade	está	acima	
do	recomendado,	diminua	a	quantidade.	O	mesmo	ocorre	se	após	os	10	minutos	os	peixes	
continuarem	a	pular	em	busca	de	alimento.	Isto	é	sinal	de	que	faltou	a	ração	então	acrescente	
um	pouco	mais.		
	
Alimentação	dos	Peixes	no	Sisteminha	Embrapa	
Tipo	ração	 Peso	peixe	em	
gramas	
Semana	de	
Criação	
Quantidade	
ração	diária	para	
150	peixes	
(gramas)	
Quantidade	de	ração	
consumida	ao	final	de	
cada	semana	
(kilogramas)	
		
2,0	 1	 33	 0,230	
3,8	 2	 56	 0,390	
6,0	 3	 90	 0,630	
8,5	 4	 115	 0,800	
		
12,5	 5	 131	 0,920	
20,0	 6	 180	 1,260	
30,0	 7	 225	 1,580	
10,0	 8	 300	 2,100	
52,5	 9	 370	 2,590	
		
70,0	 10	 473	 3,310	
95,0	 11	 570	 3,990	
130,0	 12	 741	 5,190	
175,0	 13	 919	 6,430	
225,0	 14	 1013	 7,090	
		 Consumo	totalde	ração	(kg)	ao	final	de	14	semama	 36,510	
	
Manejo	e	profilaxia	(glossário)	
Limpeza	das	bombas:	
Para	realizar	a	limpeza	das	bombas,	são	necessários	uma	escova	de	dente,	uma	bacia	ou	balde	
plástico,		água	limpa	e	sabão.	O	sabão	não	será	usado	na	limpeza	que	é	feita	apenas	com	água	
limpa.	O	sabão	será	utilizado	para	lubrificar	o	espaço	entre	o	anel	de	vedação	e	o	indutor,	para	
facilitar	o	encaixe	da	voluta	na	montagem	final	da	motobomba.	Deve-se	colocar	a	moto	bomba	
dentro	da	bacia	com	água	limpa,	em	seguida	esfrega-se,	com	a	escova	de	dente,	toda	a	
superfície	externa	da	moto	bomba.	Com	a	parte	externa	da	moto	bomba	limpa,	retira-se	a	
grade	e	gira-se	a	voluta	até	a	posição	do	encaixe	e	delicadamente	deve-se	separa-la	do	
restante.		O	próximo	passo	é	retirar	o	conjunto	impulsor	e	desmontá-lo	(coxins	eixo	e	
induzido-rotor)	e	o	anel	de	vedação.	Observar	o	desgate	no	eixo	e	coxins	e	promover	a	troca	se	
necessário.		Esfregar	até	limpar,	cada	uma	das	peças	,com	a	escova	e	enxaguar	cada	
marcelopulido
Realce
compromete o manejo orgânico?
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
cerca de 30 kg a cada 90 dias
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
29	
	
componente.		Usar	a	escova	para	limpar	o	interior	do	indutor.		Montar	a	bomba	na	sequência	
correta:	1	–	colocar	o	anel	de	vedação	no	indutor;	2-	montar	o	conjunto	impulsor	(eixo,	
induzido-rotor	e	coxins);		3	–	Introduzir	e	ajustar	o	conjunto	impulsor	no	indutor;	passar	uma	
raspa	de	sabão	na	aba	do	indutor	sobre	o	anel	de	vedação	e	depois	encaixar	a	voluta	e	girá-la	
para	travar	o	conjunto.	4	–	Colocar	a	grade;	5	–	Colocar	a	moto	bomba	no	interior	do	tanque	e	
do	sedimentador,		ligar	e	conferir	o	funcionamento	o	sistema.	
	
Resumindo	o	manejo	dos	tanques:	
Descarregar	diariamente	o	sedimentador.		Semanalmente	desmontar	e	lavar	as	moto	bombas,	
o	sedimentador,	os	tubos	e	mangueiras.	Revisar	as	moto	bombas	semanalmente	com	cuidado	
especial	para	eixo,	coxins	e	grade	das	bombas,	que	deverão	ser	trocados	se	estiverem	
danificados.	Semanalmente,	fazer	limpeza	geral	do	sedimentador.	O	biofiltro	não	deve	ser	
lavado	nem	desmontado	nesta	rotina,	uma	vez	que	as	bactérias	que	vivem	nele	não	podem	ser	
retiradas	sem	prejudicar	o	funcionamento	do	Sistema.	A	água	retirada	do	tanque	diariamente	
deve	ser	reposta	e	não	deve	ultrapassar	5%	do	volume	total	do	tanque.	Diariamente	deve-se	
fazer	o	ajuste	de	pH	e	alcalinidade,	colocando	uma	colher	de	sopa	da	mistura	de			50%	de	cal	e	
50%	de	gesso	no	sedimentador,	usando	o	funil	feito	com	garrafa	PET.	
As	composições	possíveis	do	Sisteminha	Embrapa	
A	configuração	básica	do	sisteminha	consiste	em	um	tanque	para	a	criação	de	peixes,	nos	
locais	onde	a	água	não	é	limitada.	Um	galinheiro	para	20	galinhas	de	postura,	um	local	de	
3x3m	protegido	da	luz	direta	do	sol	para	a	compostagem,	uma	área	coberta	de	3	x	5	m	para	
minhocultura,	um	galinheiro	para	frangos	de	corte	com	4	baias	de	1m2	cada,	uma	gaiola	para	
30	codornas	e	instalações	para	a	criação	dos	porquinhos	da	índia.	O	restante	da	área	
disponível	será	utilizado	para	o	plantio	de	hortaliças	e	frutíferas.	Esta	área	pode	ser	utilizada	
com	plantio	aquapônico	(sem	solo	e	com	uso	da	água	residual	dos	peixes)	e/ou	na	forma	de	
canteiros	tradicional.	No	caso	da	criação	dos	porquinhos	da	índia	ou	pequenos	ruminantes	
como	cabras	ou	carneiros,	pode-se	integrar	a	formação	da	forragem	aquapônica	para	milho	ou	
milheto.	Outros	animais	como	a	mosca	doméstica	criada	em	gaiolas	para	produção	de	larvas,	
os	suínos	e	bovinos	em	pequena	quantidade	também	podem	compor	a	unidade	básica.		
	O	tanque	de	peixe	é	o	local	onde	se	destaca	o	consumo	de	energia	elétrica,	principalmente	no	
funcionamento	das	duas	bombinhas,	para	recirculação	da	água.		A	irrigação	para	o	
crescimento	vegetal	é	feita	com	a	água	retirada	diretamente	do	tanque	e	a	residual	que	fica	
depositada	no	sedimentador	rica	em	nutrientes.		
marcelopulido
Nota
Bom ter ao menos 1 motobomba reserva
marcelopulido
Nota
Controlar com papel indicador universal?
marcelopulido
Realce
para adubação
marcelopulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
observar frequência; criar rotina
Pulido
Realce
considerando 6 meses de seca, para reabastecer a retirada diária de dois tanques seriam necessários cerca de 150m3. Me parece que um açude de 75m3 seria um backup mais do que suficiente
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
ou seja, 3x8m para compostagem e minhocário
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
30	
	
Os	resíduos	(glossário)	formados	pelas	fezes	e	sobras	de	ração	acumulados	no	sedimentador	
servem	de	alimento	para	as	minhocas	ou	para	irrigar	a	compostagem.	Outro	uso	para	o	
resíduo	é	na	irrigação	do	milho	usado	na	alimentação	humana,	pastagem	das	galinhas	de	corte	
e	postura.	Neste	caso,	há	necessidade	de	se	fazer	uma	diluição.	Para	obter	essa	mistura,	diluir	
na	água	do	tanque	o	resíduo	do	sedimentador	usando	a	proporção	de	1	volume	de	resíduo	
para	4	volumes	de	água.	A	cultura	do	milho	e	outras	plantas	de	pastagem	exigem	quantidades	
altas	de	fósforo	desde	o	início	do	desenvolvimento	até	30-40	dias.	
O	composto	orgânico	(Tabela	1)	recebe	também	todos	os	outros	resíduos	animais	que	são	
produzidos	diariamente.	Estes	resíduos	após	a	compostagem	podem	ser	transformados	em	
húmus	pelas	minhocas.	O	húmus	é	usado	diretamente	no	plantio	das	hortaliças	e	frutíferas.		
	
Embora	haja	uma	concentração	no	consumo	de	energia	elétrica	e	ração	de	altíssima	qualidade	
na	criação	dos	peixes,	há	distribuição	desses	recursos,	o	que	possibilita	zero	perda	de	
nutrientes	e	ausência	de	poluentes.	Todas	as	atividades	desenvolvidas	no	Siseminha	são	
dependentes	dos	nutrientes	contidos	na	água	dos	peixes.	Por	esse	motivo	esta	criação	é	
considerada	o	coração	do	Sisteminha	e	tem	de	ser	priorizada.	
	
Porquinho	da	Índia	(Cavia	porcellus)	
Os	porquinhos	da	índia,	conhecidos	também	como	cuy,	porquinhos	da	Guiné	ou	preá	do	reino,	
são	animais	roedores	herbívoros,	nativos	da	América	do	Sul.	São	dóceis	e	reproduzem	muito.	
Os	machos	são	adultos	aos	4	meses	e	as	fêmeas	ficam	adultas	aos	90	dias.	A	relação	de	macho	
fêmea	para	procriação	é	de	9	fêmeas	para	1	macho	e	a	gravidez	dura	63	dias	e	podem	ter	de	1	
a	5	filhotes	por	vez.	Não	é	necessário	isolar	as	fêmeas	do	macho	após	o	nascimento	dos	
filhotes.	O	desmame	ocorre	com	15	–	20	dias	quando	se	pode	ver	o	sexo	e	separar	os	animais,	
para	engorda	até	o	abate.	Estão	prontos	para	o	abate	a	partir	de	90	dias	com	peso	entre	
0,400kg	e	0,600g.		
Por	essas	características,	sua	criação	para	o	consumo	humano	integra	o	Sisteminha	Embrapa.	
Sua	criação	atende	aos	princípios	do	sistema:	pagamento	do	investimento	em	um	ciclo	de	
produção,	miniaturização	e	replicabilidade.	A	criação	desses	animais	para	o	consumo	é	
bastante	comum	em	países	andinos,	como	por	exemplo,	no	Peru.	No	nordeste	o	consumo	do	
preá	selvagem	é	bastante	comum,	assim	como	nas	comunidades	indígenas	e	quilombolas.	
Portanto,	a	criação	do	porquinho	pode	minimizar	o	impacto	negativo	da	caça	auxiliando	na	
preservação	das	populações	silvestres.	
	
marcelopulido
Realce
será que precisa sempre de estabilização?
marcelopulido
Realce
na tabela a seguir, qual % de fósforo? Compatível com outros adubos?
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
31	
	
Instruções	Gerais:	O	galpão	para	criação	de	porquinhos	da	índia	deve	servir	para	proteger	os	
animais	do	frio,	calor	excessivo,	chuvas	e	correntes	de	ar.	Deve	ter	boa	ventilação	e	
iluminação,	pois	em	condições	inadequadas	de	aeração,	os	animais	são	acometidos	por	
enfermidades	respiratórias.	A	orientação	da	cumeeira	deve	ser	leste-oeste.		
	
	
A	localização	do	galpão	deve	facilitar	o	manejo,	a	distribuição	de	alimentos	e	sua	limpeza.	O	
galpão	deve	estar	protegido	por	telas	de	arame	que	impeçam	a	entrada	de	animais	
predadores,	como	ratos,	gatos,	cães	e	aves	silvestres.	Na	figura	a	seguir	é	apresentado	um	
modelo	de	disposição	dasbaias	dentro	do	galpão	de	criação	de	porquinhos	da	índia.		
	
Disposição	das	baias	dentro	do	galpão	de	criação	de	porquinhos	da	índia.	1	=	porta	
de	entrada,	2	=	baias,	3	=	espaço	livre	para	trabalho.	
	 	
As	dimensões	do	galpão	são	de	5,00	m	por	3,00	m,	com	espaço	livre	ao	redor	das	baias	de	0,70	
m	de	largura.	Porta	de	0,70m	x	1,60m.	A	cumeeira	é	de	2,60m,	totalizando	6	baias	com	as	
seguintes	dimensões	individuais	1,10	m	por	0,70	m,	suspensa	a	70cm	do	solo	e	com	35	cm	de	
altura.		As	paredes	são	feitas	de	taipa,	e	a	cobertura,	de	madeira	e	palha.	A	medida	total	das	
baias	por	fora,	sem	descontar	as	paredes	internas	é	de	1,60m	x	3,60m.		O	piso	pode	ser	todo	
recoberto	com	tela	sombrite	e	sobre	esta	pode	ser	colocada	uma	camada	de	5	–	10	cm	de		
brita.	
OBS:		Cuidado	com	predadores	como	cães,	ratos,	gatos	e	cobras.	É	importante	cobrir	as	
laterais,	teto	e	acessos	com	tela	de	arame	com	malha	de	1	cm	para	evitar	a	entrada	desse	tipo	
de	animal.	
Alimentação	
32	
	
Os	porquinhos	da	índia	são	herbívoros,	mas		recebem	uma	ração	complementar	que	pode	ser	
a	ração	comercial	utilizada	na	alimentação	de	potros	ou	coelhos.	Ela	deve	ser	fornecida	em	
cochos	à	vontade.	A	quantidade	de	ração	fornecida	deve	ser	anotada	na	planilha	de	
alimentação.	Eles	devem	ser	alimentados	três	vezes	ao	dia	com	forragem,	que	pode	ser	obtida	
das	sobras	da	produção	como	caule	e	folhas	do	milho,	gramíneas,	folhas	de	feijoeiro,	moringa,	
cana,	caninha,	abóbora	e	outras	hortaliças.	Os	vegetais	compõem	cerca	de	80%	da	
alimentação	dos	animais,	o	restante	20%	é	complementado	com	ração	comercial	rica	em	
suplementos	vitamínicos	e	minerais.	
Água	
A	água	deve	ser	de	boa	procedência,	como	de	poços	artesianos,	e	deve	ser	fornecida	em	
bebedouros.	Verifique	o	funcionamento	dos	bebedouros	diariamente,	pois	podem	estar	
entupidos	ou	vazando.	No	primeiro	caso,	os	animais	ficarão	sem	acesso	à	água,	e	no	segundo,	
o	substrato	molhado	favorecerá	o	aparecimento	de	doenças.		
O	substrato	para	cama	pode	ser	de	capim	seco,	maravalha	ou	outro	material	disponível	como	
palhas	secas,	cascas	de	legumes	como	o	feijão,	sabugo	seco	de	milho	triturado.	Ele	deve	estar	
seco	e	limpo,	para	evitar	o	aparecimento	de	enfermidades.	Portanto,	deve	ser	trocado	
semanalmente	ou	quando	estiver	úmido.	O	substrato	retirado	deve	ser	levado	para	a	
compostagem.		
Sanidade	
Animais	adquiridos	devem	passar	por	quarentena	(glossário)	antes	de	serem	integrados	ao	
grupo	já	existente.	Cuidados	como	manter	a	cama	seca	e	sem	poeira	para	evitar	problemas	
respiratórios	e	proliferação	de	sarna	ou	infecção	bacteriana.	Cuidados	com	a	troca	de	camas	
molhadas	é	a	principal	atenção.	Deverá	ser	trocada	sempre	que	estiver	molhada.	Após	a	
retirada	ou	manejo	dos	animais	as	baias	devem	receber	uma	demão	de	cal	para	desinfecção	e	
limpeza.	
Deve-se	observar	a	densidade	das	baias	não	exceder	a	15	animais	por	m2.	As	fêmeas	podem	
ser	separadas	em	lotes	de	10	com	seus	filhotes	5	dias	após	a	parição.	Nesse	período	já	ocorreu	
o	cio	pós-parto	e	a	cobrição	da	fêmea.	
	
Manejo	integral	dos	porquinhos	da	Índia:	
As	fases	de	criação	são:	
1.	 Criação	–	quando	os	machos	e	fêmeas	ficam	juntos	para	fins	reprodutivos.	Existem	
dois	tipos:	o	contínuo	e	o	controlado.	O	contínuo	consiste	em	deixar	o	macho	e	a	fêmea	juntos	
o	tempo	todo,	e	o	controlado,	quando	o	macho	é	retirado	da	presença	da	fêmea	do	parto	ao	
desmame.	O	sistema	contínuo	é	o	utilizado	no	Sisteminha	Embrapa.		
2.	 Gestação	–	período	de	64-67	dias.	Elas	ficam	juntas	com	o	macho	
3.	 Parto	–	cada	fêmea	dará	à	luz	de	1	a	5	crias.	As	fêmeas	continuarão	na	mesma	baia	em	
que	permaneceram	enquanto	gestantes.	
4.		 As	fêmeas	após	5	dias	de	paridas	são	separadas	do	macho	e	colocadas	em	grupos	de	
10	com	seus	filhotes.	
33	
	
5.	 Desmame	–	a	partir	dos	15	dias	de	idade,	as	crias	devem	ser	separadas	por	sexo	e	
colocadas,	machos	e	fêmeas,	em	baias	separadas.	As	mães	retornam	para	a	baia	dos	machos	
em	grupos	de	10.	
6.	 Recria	–	período	de	engorda.	Os	animais	estão	desmamados	e	separados	por	sexo	em	
baias	diferentes.	Este	período	compreende	desde	os	18	dias	até	os	75	dias	de	idade.	
7.	 Consumo.	Machos	e	fêmeas	que	não	foram	escolhidos	para	reprodutores,	são	
consumidos	geralmente	com	75	dias	de	idade.	
Observação:	fazer	reposição	de	machos	reprodutores,	sem	parentesco	com	as	fêmeas,	a	cada	
ano	para	evitar	endogamia	(glossário).	
Como	criar	galinhas	poedeiras	
Os	criadores	de	aves	nas	pequenas	propriedades	não	acompanharam	o	desenvolvimento	
tecnológico	que	se	obteve	com	o	melhoramento	genético,	manejo	e	avanços	nutricionais	das	
aves	de	postura.	Essas	aves	melhoradas	põem	entre	280	e	300	ovos	marrons	por	ano/ave.	No	
Sisteminha	Embrapa,	com	poucas	aves	de	postura,	da	linhagem	Isa	Brown,	garantem	a	
produção	e	consumo	de	ovos	durante	todo	o	ano.	Ela	é	utilizada	no	Sisteminha	Embrapa	por	
ser	um	animal	de	ampla	distribuição	no	mercado.	Além	disso,	consome	gramíneas	além	da	
ração,	são	de	fácil	manejo,	precoces	e	muito	resistentes.	É	uma	ave	de	coloração	vermelha	que	
fica	adulta	a	partir	das	18	semanas.	
	
Como	devem	ser	as	instalações	para	criação	de	20		galinhas	poedeiras	
	Instruções	gerais:	A	área	é	de	80m²	(10	x	8	m)	(C	x	L)	sendo:	
• 2	m	x	3	m	área	para	abrigo	de	sol	e	chuva,	cobertura	do	piso	com	10	cm	de	maravalha	
ou	capim	seco	com	comedouros	e	bebedouros.	
• 1,2	m	x	2m	área	de	puleiros,	piso	ripado	para	coleta	de	esterco	e	ninhos.	
• Área	de	pastejo	dividida	em	4	piquetes	(figura	).		
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
procurar substituta local com características semelhantes
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
34	
	
	
Figura		.	Galinheiro	para	até	20	galinhas	poedeiras	
	
Alimentação	
A	alimentação	deve	ser	a	base	de	ração	comercial,	fornecida	à	vontade	aos	animais	em	
comedouros	tubulares	adequados	ao	tamanho	das	aves.	Eles	devem	ser	limpos	e	lavados	com	
escova,	água	e	sabão	pelo	menos	duas	vezes	ao	mês	como	prevenção	de	doenças.	Os	pintos	
de	1	dia	até	5	semanas,	alimentam-se	com	ração	inicial	de	frango	de	corte.	Para	as	frangas	de	
5	semanas	até	15	semanas	é	fornecida	ração	de	terminação	para	frango	de	corte	e	a	partir	da	
15ª	semana	até	o	final	é	dada	ração	de	postura.	
marcelopulido
Realce
Pulido
Realce
que bagunca! medidas diferentes...
Pulido
Realce
Pulido
Realce
35	
	
1	dia	até	5	semanas	 5	semanas	até	15	semanas	 A	partir	da	15°	semana	–	70	
semanas	
Ração	inicial	frango	de	corte	 Ração	de	terminação	de	
frango	de	corte	
Ração	de	postura	
Cada	pinto	vai	comer	neste	
período	aproximadamente	
1,5	kg	de	ração.	
Peso	Referência:		380g	
Cada	franguinha	vai	comer	
um	total	de	4,5	kg	até	o	final	
desta	fase.	
Peso	Referência:	1,5	kg	
Com	pastejo	80g	–	100g	por	
ave	alojada	
Peso	Referência:		semana	em	sistema	de	rodízio	com	descanso	de	21	dias	cada	um.	O	pasto	
deve	ser	irrigado	diariamente	com	água	rica	em	nutrientes	oriunda	do	tanque	de	peixes.	Para	
facilitar	o	enraizamento	e	brotação,	o	piquete	que	entra	em	descanso	deve	receber	5	litros	de	
água	retirada	do	fundo	do	sedimentador	do	filtro	biológico	da	criação	dos	peixes	e	em	seguida	
deve-se	molhar	com	15	litros	de	água	do	tanque.	A	água	do	fundo	do	sedimentador	é	rica	em	
fósforo	que	favorece	o	desenvolvimento	das	raízes	e	início	da	brotação	enquanto	a	água	do	
tanque	apresenta	mais	nitrato	que	favorece	o	crescimento	das	folhas.		
marcelopulido
Realce
é necessário? plantio orgânico?
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
36	
	
	
Água	
A	água	sempre	limpa	e	fresca	deve	ser	de	boa	procedência,	e	deve	ser	fornecida	em	
bebedouros.	Verifique	o	funcionamento	dos	bebedouros	e	lave-os	com	escova,	água	e	sabão	
diariamente,	pois	podem	estar	entupidos	ou	vazando.	No	primeiro	caso,	os	animais	ficarão	
sem	acesso	à	água,	e	no	segundo,	o	substrato	molhado	favorecerá	o	aparecimento	de	
doenças.		
Cama	
O	substrato	para	compor	a	cama	para	proteção	do	piso	da	área	interna	do	galinheiro,	pode	ser	
capim	seco,	maravalha	ou	outro	material	disponível	como	palhas	secas,	cascas	de	legumes	
como	o	feijão,	sabugo	seco	de	milho	triturado.	Ele	deve	ter	10-15cm	de	espessura,	estar	seco	e	
limpo,	para	evitar	o	aparecimento	de	enfermidades.	Portanto,	deve	ser	trocado	
periodicamente,	a	cada	30	dias.	No	entanto,	o	piso	sob	os	puleiros	devem	ser	trocados	a	cada	
15	dias.	O	substrato	retirado	é	aproveitado	na	compostagem.	
Cuidados	com	saúde	do	animal	
As	aves	devem	ser	adquiridas	de	incubatórios	registrados	no	Ministério	da	Agricultura	Pecuária	
e	Abastecimento	(MAPA),	serem	livres	das	principais	doenças,	especialmente	micoplasmoses,	
aspergilose	e	salmoneloses.	Mesmo	com	este	cuidado	o	produtor	deverá	vacinar	suas	aves	de	
postura	contra	a	doença	de	New	Castle	e	contra	a	Bouba	aviária	(Cepa	Forte).	
As	vacinas	devem	ser	aplicadas	de	acordo	com	a	origem	dos	animais.	Aves	provenientes	de	
incubatórios	comerciais	já	vêm	vacinadas	contra	Bouba	aviária	e	Marek.		Neste	caso	o	
produtor	deverá	providenciar	vacinação	contra	a	doença	de	New	Castle	nas	aves	a	partir	de	8-
14	dias.	A	vacina	geralmente	é	vendida	por	um	valor	menor	do	que	R$	20,00	no	mínimo	para	
1000	doses,	ela	deve	ser	diluída	em	30	ml	de	água	e	uma	gota	deve	ser	colocada	via	ocular	ou	
nasal.	Após	aberta	e	diluída,	a	vacina	deve	ser	usada	e	não	pode	ser	mais	guardada.	A	vacina	
contra	New	Castle		nas	aves	de	postura	deve	ser	repetida	aos	30	dias,	60	dias	e	após	120	dias.		
A	vacina	contra	Bouba	Aviária	(Cepa	Forte)	deve	ser	aplicada	na	membrana	da	asa	das	aves	de	
postura,	quando	estas	completarem	80	dias.		
Esporadicamente	se	aparecer	fezes	marrons	de	consistência	pastosa	e	com	odor	fétido	que	
deve	ser	tratada.	Esse	tipo	de	fezes	é	o	indicador	de	doenças	como	a	Coccidiose	(glossário),	
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
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Pulido
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Pulido
Realce
37	
	
que	deve	ser	tratada	de	acordo	com	recomendação	de	um	veterinário.	O	veterinário	também	
deverá	ser	consultado	para	prescrever	um	vermífugo	adequado	às	aves,	quando	necessário.		
Outras	recomendações	
Manter	o	comedouro	e	bebedouro	ao	nível	do	papo,	ou	seja,	devem	ser	instalados	de	forma	
que	se	possa	regular	a	altura	conforme	o	crescimento	da	ave.	O	bebedouro	deve	ser	lavado	
diariamente.	Abastecer	com	água	fresca	e	limpa.	O	comedouro	deve	ser	abastecido	com	ração	
à	vontade	e	acesso	livre	ao	pastejo.	Os	ninhos	devem	ser	limpos	e	cobertos	com	palhas	novas.	
A	cama	abaixo	dos	ninhos	pode	ser	composta	a	partir	do	capim	seco,	maravalha	ou	outro	
material	disponível	como	palhas	secas,	cascas	de	legumes	como	o	feijão,	sabugo	de	milho	seco	
triturado.	Ela	deve	ser	recolhida	e	trocada	a	cada	15	dias	(compostagem).	Manter	anotações	
sobre	o	número	de	ovos	e	quantidade	de	ração	consumida.	
	
Como	criar	codornas	no	Sisteminha	Embrapa?	
A	codorna	(Coturnix	coturnix	japônica)	é	uma	ave	de	pequeno	porte	muito	precoce.	Com	
apenas	45	dias	se	torna	adulta	iniciando	a	postura.	Ela	pode	ser	criada	em	pequenos	espaços	e	
tem	1	ano	de	vida	produtiva.	A	codorna	tem	exigências	nutricionais	superiores	às	das	galinhas.	
Rações	formuladas	para	frangos	e	galinhas	não	devem	ser	usadas	na	alimentação	de	codornas,	
pois	não	supre	suas	exigências.	A	codorna	aproveita	melhor	o	cálcio	da	ração	e	exige	30%	a	
mais	de	proteína	do	que	a	quantidade	contida	nas	rações	de	galinhas	poedeiras.	
No	entanto,	há	dificuldade	de	se	encontrar	nos	estabelecimentos	comerciais	uma	ração	
adequada	para	suprir	as	pequenas	criações	caseiras	de	codorna	para	produção	de	ovos.		
	
(ver	fórmula	da	ração)	
Instruções	gerais:	Gaiola	com	4	divisões	80	cm	x	30	cm	para	30	aves.			
Ver	numero	de	aves	por	divisão	
Pintos:		de	1	a	30	dias	são	criados	em	cercado	circular	de	0,50	cm	de	altura	com	10	cm	de	
cama	de	maravalha	ou	capim	seco.	
Manejo	geral:	
Alimentação	
Ração	especifica	para	codornas.	A	partir	de	30	dias	usar	ração	de	postura	específica	para	
codorna.	No	entanto,	uma	mistura	ocasional	tem	sido	usada	quando	não	se	consegue	a	ração	
específica	para	postura:		
	
Água	
A	água	sempre	limpa	e	fresca	deve	ser	de	boa	procedência,	como	de	poços	artesianos,	e	deve	
ser	fornecida	em	bebedouros.	Os	bebedouros	automáticos	para	aves	tipo	conchas	são	
preferíveis	pela	sua	praticidade	de	instalação	e	manejo.	Verifique	o	funcionamento	dos	
bebedouros	diariamente,	pois	podem	estar	entupidos	ou	vazando.	No	primeiro	caso,	os	
animais	ficarão	sem	acesso	à	água,	e	no	segundo,	as	fezes	acumuladas	sob	a	gaiola	ficarão	
marcelopulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
Pulido
Realce
38	
	
úmidas	e	favorecerá	a	proliferação	de	larvas	de	moscas,	além	do	que,	o	gás	formado	abaixo	
das	gaiolas	pode	prejudicar	os	animais.	
Cuidado	com	as	gaiolas	
Não	há	necessidade	de	se	colocar	cama	sob	as	gaiolas	das	codornas,	porém	há	necessidade	de	
se	colocar	uma	bandeja	que	pode	ser	limpa	diariamente.	As	fezes	da	codorna	podem	ser	secas	
à	sombra	e	acumuladas	para	ser	utilizada	na	compostagem.	Ao	estocar	as	fezes	secas	deve-se	
tomar	cuidado	para	evitar	que	haja	umidade	que	pode	favorecer	o	desenvolvimento	de	larvas	
de	moscas.		
Coleta	dos	ovos	
A	coleta	dos	ovos	deve	ser	feita	diariamente	e	podem	ser	guardados	em	geladeira	ou	local	
fresco	(Figura).	
	 	
39	
	
	
Figura	1.	Gaiola	de	codornas	
Cuidados	com	saúde	do	animal	
Constituem-se	práticas	que	contribuem	para	a	saúde	das	codornas	a	limpeza	e	a	higienização	
do	ambiente	da	criação,	a	limpeza	frequente	dos	bebedouros	e	comedouros,	assim	como,	a	
retirada	das	fezes	nas	bandejas	coletoras.	Deve-se	lavar	e	desinfetar	a	bateria	ou	a	gaiola	toda	
vez	que	dela	for	retirado	um	lote.	Animais	adquiridos	devem	passar	por	quarentena	ou	seja,	
devem	ser	mantidos	isolados	durante	40	dias	antes	de	serem	integrados	ao	grupo	já	existente.	
Deve-se	vacinar	as	aves	contra	a	doença	de	New	Castle	aos	15	dias	e	controlar	a	Cocciodiose.	
	
Como	criar	frangos	de	corte	para	alimentação?	
O	consumo	de	frango	de	corte	por	pessoa	no	Brasil	é	em	torno	de	45,0	kg/ano,	segundo	a	
Associação	Brasileira	dos	Produtores	e	Exportadores	de	Frangos.			
A	produção	de	frangos	de	corte	no	Sisteminha	visa	suprir	proteína	animal	para	melhorar	a	
alimentação	familiar.		A	família	se	beneficiará	com	o	fornecimento	de	carne	de	frango	de	
modo	contínuo	durante	todo	o	ano.	Esta	produção	pode	chegar	a	360	kg/ano.		Além	da	carne,		
aproveita-se	o	esterco	oriundo	da	cama,	para	a	produção	de	composto	e	húmus.			
Instruções	gerais:	A	área	total	do	galinheiro	é	de	15m2	(3m	x	5m),	com	área	útil	destinada	à	
criação	com	4	m²	distribuída	em	4	baias	de	1m2	cada	uma.	A	altura	das	baias	é	de	50	cm.	
40	
	
 
 	
Figura	1	–	Galinheiro	em	construçãoe	criação	de	frangos	de	corte	
O	galinheiro	deve	ter	abrigo	contra	o	sol	e	chuva,	ser	telado	para	evitar	ataques	dos	animais	e	
boa	ventilação.	O	sol	deve	passar	pela	cumeeira	no	sentido	Leste-Oeste	(sol	nascente	–	sol	
poente),	para	evitar	exposição	direta	das	aves.	O	piso	deve	ser	coberto	com	10-15	cm	de	cama	
de	maravalha,	capim	seco	ou	outro	material	disponível	como	casca	de	arroz	ou	sabugos	de	
milho	secos	e	triturados.	Cada	baia	deve	dispor	de	1	comedouro	tubular	e	1	bebedouro.	A	cada	
30	dias,	após	o	abate	das	aves,	a	baia	deve	ser	totalmente	limpa,	pintado	com	cal	e	o	piso	deve	
ser	trocado	e	destinado	à	compostagem.	
Lotação	(1m2/10	aves	alojadas).	A	capacidade	do	galinheiro	é	de	40	animais/4m²	com	
povoamento	escalonado	de	10	pintos	alojados	cada	10	dias,	com	abate	iniciando	aos	30	dias.	
O	galinheiro	deve	ser	cercado	com	tela	de	5,0	cm	e	protegido	por	uma	estrutura	de	madeira	
com	divisórias	de	taipa	e	telhado	com	altura	de	2,8	m	para	permitir	uma	boa	ventilação.		
	
Figura	2	–	Esquema	das	baias	para	criação	dos	frangos.	
	
	
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Nota
melhor ter um triturador de sabugos
41	
	
	
Alimentação	
A	alimentação	é	a	base	de	ração	comercial	inicial	para	frango	de	corte	até	20	dias,	em	seguida	
fornece	a	ração	de	comercial	de	terminação.	
Água	
A	altura	do	bebedouro	deve	ser	regulada	semanalmente	para	acompanhar	o	desenvolvimento	
das	aves	e	deve	ser	mantido	na	altura	do	peito	dos	animais	para	evitar	que	os	animais	sujem	à	
água.	A	água	sempre	limpa	e	fresca	deve	ser	de	boa	procedência,	como	de	poços	artesianos.	
Verifique	o	funcionamento	e	lave	os	bebedouros	diariamente,	pois	podem	estar	entupidos	ou	
vazando.	No	primeiro	caso,	os	animais	ficarão	sem	acesso	à	água,	e	no	segundo,	o	substrato	
molhado	favorecerá	o	aparecimento	de	doenças.		
Cama	
O	substrato	para	formação	da	cama	pode	ser	de	capim	seco,	maravalha	ou	outro	material	
disponível	como	casca	de	arroz	ou	sabugos	de	milho	seco	triturado.	Ele	deve	estar	seco	e	
limpo	para	evitar	o	aparecimento	de	enfermidades.	A	troca	é	feita	no	final	de	cada	ciclo	(30	
dias)	por	baia	ou	antes	se	houver	excesso	de	umidade.	A	cada	10	dias,	devido	ao	
escalonamento	do	manejo,	uma	baia	é	limpa	e	o	substrato	retirado	deverá	ser	levado	para	a	
compostagem.	
Cuidados	com	saúde	do	animal	
Bebedouro	é	ajustado	de	acordo	com	o	crescimento	das	aves,	na	altura	do	papo.	Deve	ser	
lavado	diariamente	com	escova,	água	e	sabão	e	abastecido	com	água	fresca.	Comedouro	na	
altura	do	papo	fornecendo	ração	inicial	de	frango	de	corte	até	20	dias	e	ração	de	terminação	
até	abate	(30	-	40	dias).	A	partir	de	30	dias	matar	um	frango	por	dia.	Anotar	peso	ao	abate	e	
consumo	de	ração.	Os	pintos	vêm	vacinados	dos	incubatórios	contra	bouba.	Esporadicamente	
pode	ser	necessário	vermifugação	e	controle	de	cocciodiose.	
Criação	de	moscas	domésticas	para	produção	de	larvas	para	alimentação	de	aves	e	peixes	
Este	procedimento	é	utilizado	no	Sisteminha	Embrapa	–	Sistema	de	Produção	Integrada	de	
Alimentos.	
Objetivo:		Manejo	da	criação	de	moscas	domésticas	(Musca	domesticus)	com	a	finalidade	de	
obter	suas	larvas	para	nutrição	animal.	
 	
marcelopulido
Realce
marcelopulido
Nota
comprar balança
42	
	
A	busca	pela	obtenção	de	proteína	animal	de	baixo	custo	e	alta	concentração	tem	sido	
ampliada	nos	últimos	anos,	e	a	produção	de	larva	de	mosca	doméstica,	realizada	no	
Sisteminha	Embrapa,	preenche	estes	requisitos	se	observarmos	a	sua	potencialidade	e	a	
quantidade	e	qualidade	de	nutrientes	que	podem	ser	obtidos	de	forma	rápida	e	simples.	
O	resíduo	sólido	do	sedimentador	do	tanque	de	criação	de	peixes	é	degradado	por	bactérias	
que	são	uma	ótima	fonte	de	alimentos	para	as	larvas	de	moscas.	Os	insetos	estão	na	base	da	
pirâmide	alimentar	e	apresentam	prolificidade	e	com	ciclo	de	vida	rápido.	Portanto,	o	
aproveitamento	deste	resíduo	como	substrato	para	a	produção	de	larvas	de	moscas	deve	ser	
estimulado	por	promover	a	reciclagem	de	resíduos	resultando	na	produção	de	um	alimento	
vivo	de	alta	qualidade.	O	ciclo	de	vida	da	mosca	doméstica	compreende	4	fases	(ovo,	larva,	
pupa	e	adulto).	As	larvas	de	moscas	apresentam	composição	bromatológica	variável	em	
função	do	com	o	substrato	utilizado	na	sua	criação	e	idade	da	larva.	Em	média	apresentam	
22,04%	de	Matéria	Seca,	47,85%	de	Proteína	Bruta,	25,85%	de	Extrato	Etéreo	e	0,12%	de	
minerais.	É	imprescindível	essa	informação???	
A	criação	não	é	dispendiosa	e	pode	ser	feita	em	instalações	simples	construídas	com	materiais	
reciclados.	No	sisteminha	utiliza-se	a	mesma	tecnologia	de	criação	de	moscas	descrita	para	a	
produção	de	alimento	vivo	para	rãs.	Para	se	criar	15.000	moscas	escalonadas	semanalmente,	
para	uma	produção	em	torno	de	1-2	kg	de	larvas	diariamente,	necessita-se	de	uma		área	
protegida	para	o	moscário	em	torno	de	3	m2.		Esta	área	deve	ser	isolada	com	tela	sombrite	ou	
outra	tela	plástica.	Deve	ter	uma	cobertura	de	telha	ou	palha	para	proteção	do	sol	e	chuva.	
Para	um	escalonamento	com	intervalo	de	7	dias	para	o	povoamento,	são	utilizadas	4	gaiolas	
de	0,70m	x	0,70m	x	0,70	m	(C	x	L	x	A)	compostas	de	armação	de	madeira	recoberta	por	tela	de	
náilon	branca	ou	verde	com	diâmetro	de	1,0	mm.	A	área	da	entrada	da	gaiola	é	de	30cm	x	
20cm		recoberta	com	pano	preto,	para	evitar	fuga	das	moscas.	Por	esta	porta	é	feito	o	manejo	
que	consiste	nas	trocas	de	bandejas,	colocação	de	alimento	e	água.	
São	utilizadas	bandejas	de	plástico,	de	40cm	x	30cm	x	5cm	(C	x	L	x	A)	,	para	crescimento	das	
larvas.	O	suporte	para	estas	bandejas	deve	ser	coberto	para	reduzir	a	iluminação.	A		
temperatura	ambiente	no	interior	do	moscário	deve	ser		mantida	entre	25	-		28ºC	para	um	
bom	desenvolvimento	das	moscas.		
As	bandejas	de	desenvolvimento	das	larvas	são	colocadas	em	um	suporte	que	deve	ser	
coberto	com	tela	sombrite	para	escurecer,	evitar	a	postura	de	moscas	selvagens	e	a	entrada	
de	outros	insetos,	sem	impedir	a	ventilação.	No	entanto,	durante	a	criação	das	larvas,	à	
medida	que	estas	crescem,	deve-se	ter	um	cuidado	especial	com	a	elevação	da	temperatura	
que	ocorre	no	substrato	colocado	nas	bandejas.	A	temperatura	das	bandejas	pode	chegar	até	
60ºC	e	matar	as	larvas.		Há	necessidade	de	se	monitorar	o	aquecimento	do	substrato	com	um	
termômetro.	Sempre	que	a	temperatura	ultrapassar	30ºC	é	necessário	fazer	a	divisão	do	
mesmo	utilizando	uma	nova	bandeja	misturando	e	dividindo	o	material	da	bandeja	com	
substrato	novo.	O	substrato	padrão	consiste	de	uma	mistura	de	farelo	de	trigo	(400g	de	farelo	
e	400	mL	de	água)	até	atingir	um	ponto	de	massa	homogênea.	No	Sisteminha,	a	água	é	
substituída	pelo	resíduo	úmido	que	fica	depositado	no	fundo	do	sedimentador.		
Após	3	dias	as	larvas	estão	prontas	para	o	consumo	animal	e	devem	ser	separadas	do	
substrato.	A	separação	é	feita	retirando-se	as	camadas	superiores	do	substrato.	As	larvas	vão	
para	o	fundo	da	bandeja	fugindo	da	luz.	Se	colocadas	sobre	uma	peneira	elas	podem	ser	
coletadas	abaixo	desta	em	outra	bandeja.	
marcelopulido
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Nota
como controlar?
marcelopulido
Realce
comprar
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As	larvas	que	servirão	de	matrizes	e	reprodutores	devem	completar	a	metamorfose	nas	
bandejas.	Após	5	dias	elas	iniciarão	a	transformação	para	pupa.	A	cor	das	pupas	vai	
escurecendo	para	um	tom	avermelhado	até	próximo	à	cor	preta.	Nesta	fase	elas	podem	ser	
separadas	do	substrato.	O	substrato	juntamente	com	as	pupas	deve	ser	colocado	em	um	balde	
com	água	e	misturado.	A	densidade	das	pupas	é	menor	do	que	a	da	água.	As	pupas	flutuam	
sendo	facilmente	coletadas	com	uma	peneira.	Elas	devem	ser	secas	à	sombra	e	em	seguida	
mantidas	em	local	fresco.		100g	destas	pupas	podem	se	transformar	em	aproximadamente	x	
moscas	adultas.			
A	gaiola	deve	ser	preparada	antes	do	nascimento	das	moscas	adultas.	Devem	ser	limpas	e	
desinfetadas	.		A	solução	desinfetante	pode	ser	feita	misturando	1	colher	de	chá	rasa	de	cloro	
usado	para	limpeza	de	piscina	misturado	à	10	L	de	água.	Na	falta	do	cloro,	pode-se	utilizar	
água	sanitária	na	limpeza.	Uma	colher	de	sopa	deágua	sanitária	por	litro	de	água.	Proceder	a	
limpeza	cobrindo	as	mãos	com	uma	luva	de	plástico	e	usar	um	pedaço	de	pano	ou	escova	que	
deve	ser	passada	em	toda	a	gaiola.		Deixar	secar		à	sombra	antes	de	colocar	as	pupas	no	
interior	da	gaiola	para	o	nascimento	das	moscas	adultas.			
Após	o	nascimento,		deve	ser	fornecida	água	limpa	(1	xícara	pequena	(30	mL)	que	pode	ser	
colocada	um	prato	plástico	ou	tampas	de	potes	de	margarina.	As	moscas	adultas	serão	
alimentadas	diariamente	com	uma	colher	de	sopa	(20	g)	de	açúcar	cristal,	colocado		em	um	
recipiente	raso,		em	outro	recipiente	será	colocado	1	xícara	pequena	(30	mL)	de	leite.	O	leite	
líquido	pode	ser	substituído	por	leite	em	pó.	Cada	um	dos	ingredientes	deve	ser	colocado	em	
recipientes	separados,	que	devem	ser	lavados	diariamente		com	esponja,	água	e	sabão.	
Devem-se	usar	pedaços	de	papel	higiênico	sobre	os	líquidos	para	impedir	o	afogamento	das	
moscas.		
	
Compostagem	
O	uso		de	fertilizantes	químicos	é	comum	entre	os	produtores,		como	forma	de	estimular	o	
crescimento	de	culturas	agrícolas.	No	Sisteminha	Embrapa	utiliza-se	o	composto	produzido	a	
partir	da		matéria	orgânica	processada	por	microorganismos	e	pelas	minhocas.	O	material	
oriundo	deste	processo	é	muito	rico	em	nitrogênio,	fósforo,	potássio,	cálcio	e	magnésio.	Estes	
nutrientes	e	minerais	são	essenciais	para	o	desenvolvimento	das	plantas.	Os	resíduos	
orgânicos	de	origem	animal	ou	vegetal	são	utilizados	no	processo.	No	Sisteminha	Embrapa	
para	a	produção	do	composto		são	utilizadas	as	matérias	orgânicas	oriundas	da	criação	de	
peixes,	galinhas	e	frango	de	corte,	gado,	caprinos	e	ovinos,	porquinhos	da	índia,	codornas	e	
restos	de	vegetais.	
44	
	
A	área	de	abrigo	dos	compostos	orgânicos	é	de	12m2	(3m	x	4m)	com		pé	direito	de	1,90m.	
Utiliza-se	uma	cobertura	feita	com	tela	sombrite	de	70	%.	É	conveniente	cobrir	duas	ou	três	
das	laterais,	para	proteger	do	sol	e	do	vento.		
	
O	piso	deve	ser	ligeiramente	inclinado	(	0,5%)		e	pode	ser	revestido	com	uma	camada	de	solo	
cimento	(1	parte	de	cimento	para	10	partes	de	terra).	Após	ser	bem	misturada	a	terra	seca	
com	o	cimento,	esta	mistura	é	colocada	sobre	o	piso.	Em	seguida	deve	ser	bem	socada,	com	
auxilio	de	um	soquete,	até	ficar	bem	firme.	Usar	um	regador	para	molhar	bem	o	piso	socado	e	
deixar	secar.	Construído	desta	forma	o	piso	é	resistente	ao	manuseio.		
	
	
O	processo	da	compostagem	é		feito	de	forma	escalonada,	a	cada	15	dias,	sem	adição	de	
nenhum	produto	químico.	São	feitos	montes	de	composto	com		2,0	m	x	1,0	m	x	0,3		m	(C	x	L	x	
A).		O	material	orgânico	oriundo	das	culturas	e	o	resíduo	sólido	produzido	pelos	animais	é	a	
matéria	prima	que	serão	utilizada	na	preparação	do	composto.	Cada	monte	é	estocado	em	
camadas	como	um	sanduiche	com	material	orgânico	de	origem	vegetal	e	resíduos	animais	
(restos	de	cama	e	esterco).	Essa	formação	é	importante	para	que	os	microorganismos	se	
multipliquem	e	degradem	a	matéria	orgânica.	O	monte	deve	ser	mantido	úmido	e	portanto,	
deve	ser		irrigado	diariamente	com	água	oriunda	do	sedimentador	ou	do	tanque	de	peixe.		
Após	completar	15	dias	o	composto	é	revirado.	O	processo	é	repetido	de	modo	que	ao	
completar	o	ciclo	teremos	três	montes	de	composto	com	15,	30	e	45	dias	respectivamente.	
Revirar	os	montes	a	cada	15	dias	é	importante,	pois	durante	este	período	a	temperatura	
aumenta	no	interior	do	monte	e	o	manejo	provoca	a	aeração	e	auxilia	na	estabilização	e	
transformação	da	matéria	orgânica.	Na	medida	em	que	a	matéria	orgânica	vai	se	estabilizando	
a	temperatura	vai	abaixando.		Ao	completar	45	dias	o	composto	foi	revirado	3	vezes,	mas	
ainda	não	está	adequado	para	ser	utilizado	na	adubação	das	plantas.	Neste	ponto,	ele		está	
Pulido
Realce
Pulido
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Pulido
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pronto	para	ser	utilizado	como	substrato	para	as	minhocas	que	se	alimentam	deste	substrato	e	
portanto,	vão	terminar	o	processo	de	decomposição,	transformando	todo	o	material	em	
húmus.	Este	húmus	é	o	adubo	natural	mais	rico	que	pode	ser	produzido	na	natureza.	Neste	
caso	em	função	dos	nutrientes	N,	P,	K,	Ca,	Mg	e	outros	presentes	na	água	do	peixe	ele	fica	
ainda	muito	melhor.	
Minhocário	
As	minhocas	são	utilizadas	para		a	produção	do	húmus,	a	partir	do	composto	formado	com	
restos	vegetais	e	resíduos	produzidos	pelos	animais	do	Sisteminha.	A	espécie	escolhida	é	a	
minhoca	conhecida	como	vermelha	da	Califórnia	cujo	nome	científico	é	a	Eisenia	andrei.	As	
minhocas	hermafroditas	incompletas.	Apesar	de		terem	os	dois	sexos	no	mesmo	animal,		elas	
precisam	de	uma	parceira	para	realizar	a		fecundação.	Após	a	reprodução,	ambas	as	minhocas	
são	fecundadas	e	produzem	casulos	que	vão	originar	novas	minhocas.	Esta	espécie	é	a	mais	
usada	na	minhocultura	ou	vermicompostagem		e	produzem	húmus	para	atividade	agrícola.	
Esta	espécie	é	a	que	possui	maior	taxas	de	crescimento	e	reprodução.		
No	Sisteminha	Embrapa	a	criação	das	minhocas	é	feita	a	partir	de	casulos	comerciais	
comprados	no	comércio.		
As	minhocas	vermelhas	da	Califórnia	aproveitam	a	matéria	orgânica	do	composto	como	
alimento	e	eliminam	seus	excrementos	na	superfície.	O	excremento	das	minhocas,	quando	
estabilizado	é	o	húmus.	Cada	minhoca	consegue	se	alimentar	diariamente	com	uma	
quantidade	equivalente	ao	seu	peso.	Elas	são	bem	diversificadas	quanto	à	origem	dos	
alimentos	e	possuem	uma	grande	quantidade	de	enzimas	para	degradar	este	material.	No	seu	
tubo	digestivo	também	há	microorganismos	capazes	de	degradar	a	celulose	dos	restos	
vegetais.	O	húmus	é	a	forma	mais	degradada	da	matéria	orgânica	do	composto	fabricado	no	
Sisteminha.	
O	minhocário	utilizado	no	Sisteminha	ocupa	uma	área	coberta	de	15m2	(3m	x	5m).	Neste	local	
sobre	um	suporte	a	90	cm	do	piso,	constrói-se	um	caixote	de	1,0m	x	2,4m	x	0,4m	(L	x	C	x	A)	
com	ripas,	bambu	(taboca)	ou	outro	material	que	deverá	ser	revestido	com	tela	sombrite.	A	
temperatura	no	ambiente	de	criação	deve	ficar	abaixo	de	30ºC	e	umidade	do	substrato	
máxima	de	85%.	O	revestimento	com	tela	sombrite	proporciona	uma	boa	aeração	e	drenagem	
do	meio,	que	não	deve	ser	compactado	e	nem	encharcado.	Dentro	deste	caixote	será	colocado	
o	composto	preparado	com	antecedência	de	45	dias	antes	da	chegada	dos	casulos.		Após	a	
colocação	do	composto	no	caixote,	deve-se	cobri-lo	com	restos	de	palhas	ou	capins	secos	para	
reter	a	umidade	do	meio	e	proporcionar	um	ambiente	protegido	às	minhocas.		
	
Os	casulos	devem	ser	colocados		em	um	balde	cheio	do	composto	maduro	(45	dias).	Após	o	
nascimento	das	minhocas,	o	material	contido	nos	baldes	deve	ser	espalhado	sobre	o	composto	
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do	minhocário.	As	minhocas	nascidas	ficarão	adultas	com	50	dias	após	o	nascimento,	quando	
iniciarão	o	ciclo	de	reprodução.		A	partir	desta	fase	inicia-se	o	manejo	das	minhocas,	para	
produção	de	húmus,		integrado	à	compostagem.		A	próxima	figura	ilustra	este	manejo.			
A	cada	15	dias	iniciam-se	a	reposição	do	composto	no	minhocário	e	a	preparação	de	um	novo	
monte	de	composto	(A,B,C...	D	da	figura)	na	composteira.		O	material	que	completar	45	dias	na	
composteira	(A)	vai	para	o	minhocário	e	o	material	que	estiver	completando	30	dias	(B)		e	15	
dias	(C)	é	revirado	e	colocado	no	lugar	do	que	vai	ser	utilizado	pelas	minhocas	(A).	Este	manejo	
é	repetido	a	cada	15	dias	com	B,	C...	D,	etc.		
	
As	minhocas	tem	fototropismo	negativo	(fogem	da	luz).	Portanto,	podemos	aproveitar	esta	
característica	para	separar	diariamente	o	húmus	que	será	utilizado	no	plantio	dos	vegetais.	
Todos	os	dias	é	retirada	da	superfície	uma	camada	de	húmus,	com	aproximadamente	5	cm,		
tomando-se	o	cuidado	para	não	incluir	as	minhocas	neste	material.	Elas	vão	descendo	para	o	
fundo	da	caixa	na	medida	em	que	se	vai	retirando	a	camada	da	superfície.	Quando	a	camada	
de	húmus,	dentro	da	caixa,

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