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1 Sisteminha Embrapa Sistema Integrado para Produção de Alimentos 2 Sumário Apresentação A quem se destina e como funciona o Sisteminha Embrapa? O coração do Sisteminha Embrapa: tanque de peixes Construindo o sistema de recirculação de água As composições possíveis do Sisteminha Embrapa Porquinho da Índia Aves de Corte Codornas Aves de Postura Glossário Referencial bibliográfico Índice de materiais 3 Apresentação 4 A quem se destina e como funciona o Sisteminha Embrapa. O Sisteminha prioriza a inclusão da agricultura familiar com ênfase na segurança alimentar, nutrição e saúde a partir da miniaturização e escalonamento da produção agrícola. O Sisteminha garante uma frequência de produção de alimentos diversos para aquela parcela da população, que inicialmente exclui as relações de venda para o mercado e que inclui prioritariamente o interesse na melhoria da qualidade de vida em relação ao próprio consumo familiar. Também prioriza uma produção de maior diversidade de alimentos, de forma escalonada nos quintais das áreas urbanas, periurbanas e rurais, de modo a se manter foco na segurança alimentar e redução da pobreza, ao invés de grandes produções destinadas ao mercado. Esta cartilha não descreve a fundamentação teórica das técnicas utilizadas no Sisteminha. No entanto, as ilustrações servem apenas para o modelo apresentado, sendo necessários ajustes técnicos que dependem de conhecimento aprofundado do tema para novas adequações em relação a outros animais e dimensionamento do Sisteminha. As relações entre as diversas atividades estão ilustradas na figura. 5 O Sisteminha Embrapa e a seleção do publico alvo. A seleção das pessoas interessadas no sisteminha para a montagem de UDs e outras relações, deve ser feita pela ótica do beneficiado. Primeira fase: Apresentação do Sisteminha por meio de visitas, palestras, etc 1 – Os membros das famílias motivadas deverão fazer uma discussão para confirmar a necessidade de se ter o Sisteminha em suas propriedades. 2 – A seguir discute-se sobre a importância da capacitação pelos familiares e deve ser decidido sobre a sua importância e forma de realização; 3 – O próximo passo da equipe executora do projeto, é verificar se foram atendidas as expectativas durante a realização da capacitação com vista a, 4 – verificar a avaliação do interesse pós-treinamento em se continuar com a intenção de se implantar o Sisteminha na propriedade familiar; Segunda fase: 1 – A equipe executora deve direcionar uma avaliação em conjunto com as famílias beneficiadas em relação ao que pode ser priorizado nas diversas atividades atuais e futuras que ocorrerão durante e após a adoção do Sisteminha; 2- Levantamento dos recursos disponíveis no entorno que possam ser adaptados na construção dos diversos núcleos de produção (tanque de peixes, galinheiro, minhocário, compostagem, porquinhos da índia etc...) c) A implantação deve ser feita a partir da construção do tanque de criação de peixes e as demais atividades serão implantadas em módulos de acordo com interesse, decisão e disponibilidade da família. O envolvimento familiar não deve ter participação da equipe executora do projeto, que deve ser sempre levada a considerar a sua independência e autonomia para decidir e interferir na prática do projeto. 6 – Só a partir deste ponto inicia-se a relação de parceria com apoio na aquisição de bombinhas, plástico, ração, aves, etc... já com a execução do projeto em andamento. 7 Todo pessoal envolvido execução do projeto deve ser capaz de orientar e readequar informações sobre o projeto. OBS: No item 7 deve-se levar em conta que as pessoas envolvidas no projeto devem conhecer todo o processo de manejo do Sisteminha e ser capaz de transmitir o conhecimento adquirido para qualquer cidadão e não somente o técnico, em um clima descontraído e informal. Deve- se lembrar de que muita vez a família beneficiada pode se sentir mais a vontade em fazer as perguntas ao pessoal de campo ao invés do técnico. As figuras 1 e 2 mostram o esquema tradicional e a proposta para implantação do Sisteminha Embrapa na comunidade: 6 Figura 1 – Modelo de abordagem tradicional para seleção de público alvo em projetos sociais Figura 2 – Proposta de abordagem do público alvo pelos técnicos envolvidos na difusão da tecnologia na comunidade 7 O coração do Sisteminha Embrapa: o tanque de peixes As tilápias (Oreochromis niloticus) são peixes resistentes, de fácil obtenção de alevinos e apresentam rápido crescimento, além de boa conversão alimentar. A região Nordeste é a maior produtora e consumidora deste peixe. A cadeia produtiva favorece a distribuição de ração e alevinos. A tilápia é um peixe precoce e quando criada em águas com temperaturas superiores a 26oC, ela pode ter ganho superior a 2g por dia. No Sisteminha Embrapa 150 peixes são retirados para o consumo a partir dos 90 dias de criação após alcançarem o peso entre 100 e 200g. O princípio é manter a produção abaixo da capacidade suporte do tanque, que é de 30kg, para manter o crescimento dos peixes. Como não há comprometimento com o mercado, produz-se o peixe “porção” ao invés de peixes grandes. A partir do primeiro povoamento, após 70 dias da criação, recomenda-se iniciar um segundo tanque para que se possa escalonar a produção. Isso permite que uma família de quatro pessoas coma peixes 1 a 2 vezes por semana durante o ano todo. Cada tanque pode ter até quatro ciclos contínuos por ano com produção total de até 180 kg/ano. Construção do tanque Os tanques podem ser construídos com diversos tipos de material encontrados no entorno da propriedade. Pode-se utilizar papelão, garrafas PET, madeiras e varas. Eles também podem ser construídos de taipa, alvenaria ou do aproveitamento de piscinas de plástico o fibra. Nesta cartilha daremos destaque na construção do tanque de papelão, por ser a alternativa mais econômica. No entanto, qualquer outro modelo no qual se adapte o sistema de sedimentação e recirculação, pode ser usado. A Construção do tanque inicia-se pela escolha do local, que deve preferencialmente plano perto de alguma fonte de energia elétrica e captação da água. Inicia-se a construção realizando-se a limpeza do local para sua instalação, que consiste na retirada de gravetos, pedras e outros detritos que possam interferir na construção. Após a limpeza faz-se a marcação do tanque com as seguintes dimensões: 3,5 m largura x 4,5 m comprimento (L x C). Para o esquadrejamento do tanque e marcação, utiliza-se um cordão de 16 m e 4 pedaços de 60 cm amarrados conforme figura. A marcação sobre o terreno é feita com quatro pessoas segurando as pontas do cordão até que se consiga o esquadro perfeito. Finca-se 4 estacas nos 4 cantos e escolhe-se uma delas para servir de guia de nivelamento. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce adaptar p/ tanque redondo (volume total 11m3; r = 1,6m) volume útil = 8m3 8 Fixa-se uma das estacas a 70 cm do solo. Ela servirá de guia para nivelar as outras estacas na parte superior do tanque. Para um tanque de 3,5 m x 4,5 m x 0,70 m (LxCxA)são necessárias 32 estacas de mais ou menos 1,2 m cada uma com 8 cm de diâmetro. Com auxilio de um nível de madeira ou uma mangueira de nível fixa-se as demais estacas de cantos. Sobre a cabeça das estacas estica-se uma linha para servir de guia para as demais estacas. A distância entre elas será de aproximadamente 50 cm. 9 Nesta fase as estacas niveladas pela linha, em relação ao solo terão alturas diferentes. O solo deverá ser acertado de modo que a profundidade média de 70 cm seja o mais uniforme naficar abaixo de 20 cm , deve-se renovar o composto para servir de alimento para as minhocas. Portanto, o resto do húmus no interior da caixa, deverá ser amontoado em um dos lados. No outro lado será colocado o novo composto que completar 45 dias a cada 15 dias sucessivamente, conforme mostrado na próxima figura. Realizando o manejo nesta ordem teremos sempre uma camada de composto que completou 45 dias de compostagem, em um lado da caixa e do outro lado uma camada superposta do material antigo com mais de 45 dias do qual será retirada a camada diária de 5 cm de húmus. Ao retirar esta camada, as minhocas vão descer da superfície para o fundo da caixa, onde se encontra o material que lhes servirá de alimento nos próximos 15 dias. A migração das minhocas para o composto mais novo é facilitado abrindo-se uma canaleta na superfície do composto. Nesta canaleta colocam-se os resíduos oriundos do sedimentador da criação dos peixes. Este resíduo atrai as minhocas e é um excelente alimento para elas. Nesta canaleta são também colocadas as cascas de frutas como mamão, banana, melão, melancia e etc. marcelopulido Realce confuso, este e os próximos 2 parágrafos Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Retângulo bagunça total! Perguntar ao Luís. acho que é assim: 1. usa-se o húmus até a metade (A, na figura do meio). 2. abre-se espaço e coloca-se composto pronto (B, na figura do meio). 3. Coloca-se o húmus por cima (A, na figura da direita). 4. Coloca-se o composto pronto do outro lado (C). 5. Abrem-se buracos até o fundo da caixa para colocar nutrientes e restos de comida, para as minhocas descerem do húmus para o composto. 6. Continua-se alternando. 47 Produção de forragem hidropônica (glossário) A forragem hidropônica convencional é produzida utilizando-se uma solução de nutrientes comprada diretamente do mercado para ser misturada na água. Os nutrientes são caros e as lojas que os fornecem são especializadas. No entanto, os nutrientes contidos nesta solução são encontrados em abundância na água residual dos peixes criados no Sisteminha. A solução comercial pode ser substituída com sucesso pela água do Sisteminha utilizada na criação dos peixes. Uma forma de se utilizar esta técnica é na produção da forragem para consumo animal. Este tipo de produção, quando integrada ao Sisteminha , recebe o nome aquaponia (glossário). A maior vantagem de se aplicar esta técnica, é que ao invés de se utilizar 1 kg de grãos para a alimentar diretamente os animais, o produtor vai transforma-los em raízes, restos dos grãos e na folhagem, numa proporção de 8 x 1. Ou seja, 1 Kg de grãos de milho é transformado em 8 Kg de forragem. O tempo necessário para esta transformação é de apenas 12 dias e com grande economia de água. Esta massa verde apresenta palatabilidade e incremento de nutrientes. Ela pode ser utilizada na alimentação das aves, porquinhos da índia, cabras, vacas, porcos, etc. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 48 A produção de forragem com a técnica da Aquaponia no Sisteminha inclui 4 fases que consistem na escolha das sementes, a pré-germinação, o crescimento das plantas e a colheita. 1 – Escolha das Sementes As sementes escolhidas para produção da forragem pode ser milho, milheto, cevada ou outro. Escolher sementes novas com alta taxa de germinação. O produtor deve fazer um teste de germinação para cada lote de sementes que ele for utilizar. Esse teste é simples e pode ser feito da seguinte maneira: contar 100 sementes e coloca-las para germinar e depois contar o numero de plantinhas que nascerem. O número de plantinhas nascidas é a porcentagem de germinação. Desta forma, por exemplo, se o produtor colocar 100 sementes para germinarem e nascerem 90 plantinhas, a taxa de germinação será de 90% o que implica que ele deve colocar 10% a mais de sementes na bandeja para ter 100 plantinhas germinadas. Não se recomenda utilizar sementes com taxas de germinação inferior a 85%, isto porque as sementes que não germinam apodrecem e estragam e dão mal cheiro além de prejudicar a qualidade da forragem. Neste caso, as sementes devem ser utilizadas diretamente na alimentação dos animais e não na forma de forragem. As sementes não devem ser tratadas com defensivos., devem ser guardadas em local seco e ventilado. Elas mantêm uma boa taxa de germinação por mais tempo quando armazenada nestas condições. O teste de germinação deve ser repetido quando se notar redução na produção das bandejas. Abaixo segue o manejo quando se utiliza grãos de milho como sementes. 2 – Pré-germinação A pré-germinação é a preparação dos grãos de milho, para desenvolvimento das plantas. A preparação inclui a limpeza e quebra da dormência. Ela tem duração de 25 horas. As sementes são mergulhadas por 2 minutos em uma solução desinfetante contendo 10 mL de água sanitária por litro de água (uma colher de sopa). As sementes de má qualidade, quebradas e outras impurezas são retiradas. Em seguida as sementes ficam de molho por 12 horas em água pura. Após este período a água é drenada e as sementes são espalhadas sobre uma superfície à sombra por 1 hora, para aeração. Logo depois, as sementes são colocadas novamente de molho por mais 12 horas. Ao final deste tempo , a água é drenada e as sementes são colocadas para desenvolvimento. 3 – O desenvolvimento das plantas passa pelas fases de germinação e crescimento. A duração aproximada é de 10 dias assim distribuídos: - Germinação (2 dias) é feita em local escuro. Após drenar a água, distribui 1,25 kg de sementes nas bandejas de 40 x 60 cm. A germinação deve ser superior a 90%; marcelopulido Realce marcelopulido Nota ter vários frascos de medida Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce procurar o manejo adequado para outros grãos Pulido Realce providenciar 49 - Fase de crescimento (10 dias) as plantas recebem água rica em nutrientes, oriunda do tanque de peixe. Utiliza-se um reservatório de 10 L de água rica em nutrientes que deve gotejar à razão de 1 L por hora. Este valor de referência pode ser aumentado em função da observação. As sementes devem ficar molhadas de forma homogênea sem encharcar. 4 – Colheita - Preparação para a Colheita (2 dias) As plantas nesta fase são regadas apenas com água limpa para promover a limpeza das raízes e retirada do excesso de nutrientes. As plantas devem ser colhidas quando atingirem comprimento acima de 20 cm. Após a colheita elas devem ser colocadas à sombra para escorrer o excesso de água por 1 hora antes de serem fornecidas aos animais. Cada bandeja pode produzir até 10 kg de forragem verde. O escalonamento para o plantio a cada 2 dias utiliza 5 grupos de 6 bandejas (40 x 60 cm) e 8 kg de sementes por grupo são suficientes para se produzir 60 kg de forragem a cada dois dias. Nesse caso serão utilizadas 30 bandejas. Elas podem ser montadas em um cavalete com 5 andares, ocupando uma área de 3m x 3 m. Outro tipo de bandeja que pode ser utilizado são aquelas utilizadas para apoio de pratos muito utilizadas em restaurantes self services, estas bandejas geralmente apresentam as seguintes dimensões: 47,5 x 32,7 x 2,3 cm (C x L x A). Por serem menores há necessidade de se ajustar o tamanho do cavalete e a quantidade de sementes para elas. O cavalete é construído de modo a permitir uma irrigação reversa da bandeja do alto até a última bandeja colocada na base do cavalete. As bandejas podem ser furadas com broca de 0,5 cm, em um dos lados da base para permitir que a água percorra o caminho reverso no cavalete. Estes furos podem ser substituídos por um rasgo de 0,5 cm. Desta forma, a mesma água que irriga a bandeja de cima ira abastecer todas as bandejas. A plantas, irrigadas com a água dos peixes, retiram os nutrientes de que precisam para crescer. A água utilizadadeve ser recolhida abaixo da última bandeja e reaproveitada no tanque de piscicultura. marcelopulido Realce construir gotejadores (baldes com torneira?) Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 50 51 Produção de vegetais no Sisteminha Embrapa para consumo humano A produção vegetal do Sisteminha busca suprir as exigências da nossa nutrição com base nas recomendações fornecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS recomenda uma alimentação rica em Proteínas, Carbohidratos, Acidos Graxos, minerais e vitaminas. Para suprir todas as exigências nutricionais, uma grande variedade de alimentos deve ser utilizada. As plantas ocupam um papel importante no Sisteminha e por isto são escolhidas de acordo com o clima e os hábitos alimentares da região onde o Sisteminha for implantado. O importante é seguir os princípios de produção escalonada levando-se em conta inicialmente o consumo da família. O plantio escalonado permite que a família tenha diariamente produtos a serem colhidos no quintal. No Sisteminha os vegetais são separados em 3 grupos. No primeiro grupo, se inclui as plantas ricas em carbohidratos, fonte de muita energia, como o milho, a mandioca (macaxeira), o inhame, a abóbora e o jerimum (moranga), batata doce e o cará. O segundo grupo é formado pelas hortaliças e frutíferas, como alface, couves, mostarda, espinafre, serralha, melão caipira, melancia, quiabo, feijões, maxixe, tomates, pimentas, mamão, mexerica, laranja, limão, banana, acerola, pitanga, e outras plantas regionais como a berdoega, acelga, almeirão, oro- pro-nobis, mentruste, etc. O terceiro grupo inclui os temperos e chás, como o cheiro verde (cebolinha, coentro, salsa), guapo, hortelã, mimosa, erva sidreira, poejo, manjericão, alecrim, etc, etc, etc. O segredo do Sisteminha para lidar com essa quantidade de vegetais em um pequeno espaço de terra e produzir muito durante o ano todo é o escalonamento. Planta-se um pouco de cada coisa em intervalos de tempo, de acordo com o ciclo de vida de cada planta. O segundo segredo é o uso da água do peixe junto com o húmus produzido pelas minhocas, que contém todos os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas. Uma planta bem nutrida dificilmente adoece ou será atacada por pragas. Isto é até muito parecido com as pessoas. Quanto mais saudáveis e bem alimentadas, dificilmente adoecem. Uma planta sadia cresce vigorosa produzindo no máximo da sua capacidade. Isso acontece, pois a planta consegue toda a matéria prima necessária para o seu desenvolvimento. Em solos deficientes de nutrientes a planta acumula produtos intermediários que são atrativos para pragas que tem nestes nutrientes intermediários a fonte de sua alimentação. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce coincide com princípios da agrofloresta 52 Uma planta muito exigente em nutrientes é o milho. O milho é muito consumido em todo o mundo. No sisteminha, o milho é plantado para o consumo humano. Uma família de 4 pessoas comendo uma espiga de milho assado ou cozido todos os dias, por semana, seriam necessários 28 espigas (4x7). As sementes são de milho híbrido precoce, que produzem as espigas prontas para o consumo aos 70 dias, às vezes produzem até 2 ou 3 espigas no mesmo pé. No Sisteminha são plantadas semanalmente 25 grãos de milho em copinhos cheios com húmus das minhocas. As sementes são plantadas com 1 semana de antecedência, assim, pode-se proteger as plantinhas do ataque de insetos e cuidar para que germinem e iniciem o crescimento protegidas do excesso de sol e vento. Uma semana depois, as plantinhas já estarão prontas para o plantio definitivo. As espigas estarão prontas para serem colhidas a partir de 55 dias do plantio definitivo (isto para a região Nordeste onde a iluminação é de 12 horas /dia e a temperatura média de 30ºC), uma vez que se plantou com 1 semana de antecedência, o milho verde estará pronto uma semana antes do endurecimento dos grãos. Como o plantio é semanal, pode-se colher o milho durante todo o ano diariamente. O milho híbrido precoce é a planta mais exigentes em nutrientes do Sisteminha. Por este motivo ele foi escolhido para ser a planta indicadora da ”saúde” do Sisteminha. Se o milho vai bem, todas as outras plantas estarão em condições de desenvolverem com saúde e ótima produção. Como fazer o plantio do milho e do feijão-caupi (feijão-verde ou “cata cata”) As sementes de milho devem ser compradas observando-se a data de validade e a taxa de germinação. Uma família de 4 pessoas necessita de apenas 0,5kg de sementes para produzir milho durante um ano. Portanto, não se deve economizar na escolha das sementes. Deve-se comprar o que há de melhor no mercado. Geralmente uma semente resistente ao ataque de lagartas e outros insetos custa em torno de R$ 38,00 o Kg. Ou seja, o produtor vai gastar menos de R$ 20,00 por ano para ter milho disponível para sua família durante o ano tod. As sementes devem ser colocadas na gaveta de verduras da geladeira, acondicionadas em uma garrafa PET bem seca e com tampa. Este cuidado aumenta o prazo de validade das sementes. O plantio definitivo é feito quando as mudas estiverem com 1 semana de idade. Escolhe-se um local onde tenha bastante sol. Não se deve capinar o local mas, apenas roçar o mato, deixando os restos formarem uma cobertura de proteção. Com o auxilio de duas estacas, estica-se uma linha de 5m e cava-se uma pequena vala de 15cm de profundidade na largura do enxadão. Dentro da vala coloca-se 5 L de húmus de minhoca por metro linear (25 L ao todo ou 1 L por planta). A cada 20 cm planta-se uma muda de milho, observando a retirada do copinho que pode ser aproveitado para o próximo plantio. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 53 Quando se dispõe de mais espaço pode-se deixar um intervalo de 1 m entre as fileiras, onde se planta o feijão-caupi , variedade precoce, que tem um ciclo de 60 dias até a colheita como feijão-verde. As fileiras para plantio quando possível devem ser feitas no sentido Leste- Oeste para que não haja sombreamento das plantas rasteiras. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 54 Mandioca ou macaxeira O mesmo princípio utiliza-se para o plantio da mandioca ou macaxeira. Faz-se uma valeta de 5 m com 15 cm de profundidade, coloca-se o húmus na mesma proporção do milho e planta-se 10 pedaços de caule, com 15 cm de comprimento cada um, espaçados de 50 cm entre plantas. Faz-se irrigação diária com água do tanque de peixes. Plantando-se 10 manivas a cada 30 dias, após 6-7 meses do primeiro plantio pode-se colher uma planta a cada 3 dias durante todo o ano. Nesse caso, o escalonamento é de 30 dias (mensal) enquanto o do milho é de 7 dias (semanal). A batata doce também deve ser plantada escalonada mensalmente, o tempo de colheita é menor em torno de 90- 120 dias. Plantando-se 16 camalhões, com as ramas da batata, à partir de 90 dias colhe-se 1 camalhão por semana. A colheita rende em torno de 2 – 4 kg de batatas doce por vez. Dentre as fruteiras destaca-se o mamão. O mamoeiro é plantado individualmente escalonado a cada 60 dias quando a planta apresenta-se com aproximadamente 1,0m de altura. Plantando-se com este intervalo, a família terá no quintal vários mamoeiros em várias fases de desenvolvimento e produção, de modo a ter frutos para colheita durante o ano todo. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 55 Para as outras espécies vegetais, prepara-se mudas da mesma forma que foi feito para o milho, em copinhos sempre em pequena quantidadeem função da previsão de consumo e disponibilidade de espaço O número de sementes e intervalos de plantio para as espécies utilizadas em Parnaíba – PI estão demonstradas nas tabelas anexas. Para outras regiões e climas e costumes diferentes há necessidade de se fazer os ajustes necessários adequados a cada local de implantação do Sisteminha. Apesar da flexibilidade de adequação é muito importante seguir as recomendações técnicas para que haja sucesso na atividade. Para produtores que convivem sob a forma organizada de associação, cooperativa ou outro modelo é importante que a partir da implantação do tanque de criação de peixes, os produtores se especializem em algumas das atividades apresentadas na cartilha, somando esforços na produção coletiva, visando o escambo entre os colegas produtores e a comercialização junto à comunidade em geral. Considerações finais. No sisteminha não há necessidade de se fazer canteiros, mas não há nada que impeça, se o produtor assim o desejar. Da mesma forma todos os produtos e atividades utilizados no Sisteminha fazem parte de um conjunto de sugestões que venho estudando há quase 15 anos, com início no desenvolvimento do sistema simplificado de recirculação, que é o coração do marcelopulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 56 Sisteminha. Estas sugestões não se concluem e devem ser adapatadas a cada realidade regional ou particular das famílias beneficiadas. O tanque de 8000 L construído com diversos tipos de material que incluem inclusive o papelão, o plástico, garrafas PET, etc, pode ser adaptado para o armazenamento de água oriunda das chuvas ou comprada, como ocorre no semiárido e nos locais nordestinos onde a água é salobra, para consumo humano. O importante é o aprendizado dos princípios que viabilizam o Sisteminha: utilizar a aquicultura de recirculação no centro do sistema; ter foco sempre voltado no escalonamento da produção; potencializar a utilização dos recursos encontrados no entorno das propriedades beneficiadas; busca r por atividades cuja escala de produção possam ser miniaturizadas cujos investimentos se paguem em um único ciclo. O mercado será uma consequência natural de desenvolvimento da família, mas não é o objetivo principal do Sisteminha, que tem se adequado à realidade dos povos indígenas, quilombolas, pescadores ribeirinhos e moradores das áreas urbanas, periurubanas e rurais. No anexo, além das tabelas com sugestões das plantas e intervalos de de plantio, incluímos algumas receitas que podem ser adaptadas aos produtos do Sisteminha. As receitas foram escritas por uma senhora de 82 anos, admiradora do Sisteminha. marcelopulido Realce marcelopulido Realce marcelopulido Realce marcelopulido Realce marcelopulido Realce marcelopulido Realce 57 Anexo I a) Exemplo de Programação de plantio b) escalonamento do plantio Pulido Realce Pulido Realce 58 Anexo II BOLO DE FUBÁ Ingradientes: 2 xícaras de fubá 1 xícara de óleo 3 ovos 2 ½ de açúcar 1 xícara de leite 1 xícara de farinha de trigo 1 colher de café de erva-doce 1 xícara de coco ralado 1 colher de fermento Maneira de fazer: Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. Leve para assar em forno quente. BROAS MODERNAS Ingredientes: 1 copo de leite 2 copos americanos de óleo (pelo vínculo) 4 ovos 3 colheres de açúcar Fubá até dar o ponto de enrolar 1 pitada de sal Maneira de fazer: Bata no liquidificador os ovos, o leite, as 3 colheres de açúcar e 1 pitada de sal. 59 Passe para outra vasilha e vá colocando o fubá e vá amassando até dar o ponto de enrolar as broinhas. Depois é só assar. BOLO DE CENOURA DE FUBÁ Ingredientes: 1 ½ xícara de fubá 2 xícara de açúcar 3 xícaras de leite 3 colheres de margarina 1 colher de fermento 4 ovos inteiros 1 xícara de queijo ralado Maneira de fazer: Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata tudo muito bem. Vai ficar bem líquido e depois leve a assar. BOM BOCADO DE FUBÁ Ingredientes: 3 xícaras de açúcar 2 xícaras de leite 2 xícaras de leite de coco 1 colher de sobremesa de manteiga 2 colheres de fubá 2 colheres de farinha de trigo 1 colher de fermento 60 4 ovos Maneira de fazer: Junte todos os ingredientes pela ordem, bata no liquidificador e leve a assar. Cortar depois de frio. BOBÓ DE CAMARÃO Ingredientes: 1 kg de mandioca 1 vidro de leite de coco 2 cebolas Coentro e cheiro verde 3 colheres de azeite de dendê 1 kg de camarão fresco e descascado 3 colheres de azeite ou óleo Pimenta a gosto Molho de tomate 3 dentes de alho Molho de tomate 1 colher de corante Maneira de fazer Bater a mandioca com o leite de coco, refogar no azeite a cebola, o alho, o molho de tomate e os camarões e por último a mandioca batida com o leite de coco. Deixe ferver por 10 minutos. Coloque o coentro, o cheiro verde, a pimenta e sirva com arroz branco. BOLINHO DE TAPIOCA 61 Ingredientes 1 kg de farinha de tapioca Farinha de 3 cocos 1 colher de sal 2 colheres de açúcar, 1 litro de água morna Açúcar refinado Canela em pó Maneira de fazer Bater o coco com a água morna, a apitada de sal, o açúcar cristal e a farinha de tapioca. Depois de pronta a massa, faça bolinhos passados na farinha de tapioca, frite e passe no açúcar refinado e na canela. BOLO DE SOBRA DE ARROZ Ingredientes 1 colher de margarina 2 xícaras de sobre de arroz cozido 4 xícaras de leite 3 ovos 2 xícaras de açúcar 1 xícara de farinha de trigo 1 coher de fermento 1 xícara de queijo ralado 1 pitada de sal Maneira de fazer Bater todos os ingredientes pela ordem no liquidificador e depois levar a assar. BOLO DE BATATA-DOCE Ingredientes 62 3 xícaras de batata doce cozida e amassada 2 xícara de leite 4 claras 1 pitada de sal 2 xícaras de açúcar 1 xícara de margarina 4 gemas 1 xícara de farinha trigo 1 ½ colher de fermento Maneira de fazer Bata o sal, o açúcar, a margarina, as gemas, o leite, a batata-doce, acrescente o fermento, 1 ½ colher e seguida as claras batidas em neve, leve para assar e desenformar frio. INHOQUE DE SOBRE DE ARROZ Ingredientes 3 xícaras de arroz cozido 1 ovo 3 colheres de margarina 3 colheres de queijo ralado Cheiro verde 1 xícara de leite Maneira de fazer Bata tudo no liquidificador e depois faça a massa colocando um pouco de farinha de trigo para das o ponto de enrolar e cortar. Cozinhe em água fervendo com 1 colher de óleo. Assim que esteja cozido, tiras da água e escorrer. Cozinhe os poucos. Faça o molho ao seu gosto, coloque no inhoque e sirva com queijo ralado. PAMONHA DE FORNO 63 Ingredientes 8 espigas de milho verde 1 litro de leite 4 ovos 4 colheres de farinha de trigo 2 colheres de margarina 1 pitada de sal 1 colher de fermento Maneira de fazer Bater todos os ingredientes no liquidificador, depois coar e depois de coado acrescentar 3 colheres de farelo e misturar a massa e por último, o fermento em pó e levar a assar. SOPA CREME DE ESPINAFRE Ingredientes 1 molho de espinafre 1 ½ xícara de caldo de galinha 1 xícara de leite 2 colheres de farinho de trigo Cheiro verde 1 xícara de leite 2 colheres de farinha de trigo 64 Pimenta a gosto Maneira de fazer Cozinhe o espinafre no caldo de galinha até ficar macio, botar no liquidificador e voltar ao fogo. Dissolva a farinha de trigo no leite, coloque no caldo com espinafre batido e leve ao fogo novamente, para engrossar. Sirva quente. SABÃO CASEIRO DE SOBRA DE ÓLEO Ingredientes 4 litros de óleo coado 1 kg de soda escorpião 2 litros de água 1 xícara de amaciante 1 xícara de água sanitária 1 detergente neutro Maneira de fazer Ferva a água. Colocar a soda em um balde grande e colocar a água fervendo,aos poucos na soda até dissolvê-la. Depois vá colocando o óleo aos poucos na água com a soda até colocar todo o óleo. Vá misturando com 1 pedaço de madeira até começar a engrossar, em seguida, o amaciante, a água sanitária e o detergente. Vá batendo o sabão até dar uma aguinha marrom, depois ele começa a endurecer. Coloque numa caixa com fundo e um pano para forrar a caixa. Despeje o sabão e cubra o mesmo com o outro pano e deixe endurecer. Depois é só cortar depois de 3 dias e usar. SABÃO EM PASTA Ingredientes 1 tablete de sabão comum 1 sabonete 1 litro de água Pulido Realce 65 1 colher de vinagre 1 colher de açúcar Maneira de fazer Ferva todos os ingredientes até ficar cremoso. Depois é só guardar em garrafa. BOLO DE FUBÁ E GOIABADA Ingredientes 1 copo duplo de fubá 1 copo duplo de farinha de trigo 1 copo duplo de açúcar 3 ovos 1 pitada de sal Queijo ralado, se tiver 4 copos de leite 1 colher bem cheia de fermento em pó ½ copo de óleo 1 colher de margarina Maneira de fazer Bater tudo no liquidificador, untar a forma e colocar a massa liquidificada na forma, cortar em pedacinhos de goiabada e colocar na massa e levar para assar. A goiabada derrete e fica uma delícia. BISCOITÃO DE POVILHO Ingredientes 1 copo ½ duplo de povilho 66 ½ copo duplo de óleo 1 copo de leite 3 ovos Sal a gosto Queijo ralado, se tiver. Maneira de fazer Bater tudo no liquidificador e colocar no tabuleiro e levar a assar. Ele cresce bastante. BOLACHA 5 PRATOS Ingredientes 1 prato fundo de farinha de trigo 1 prato raso de polvilho 1 prato de açúcar 1 prato raso de óleo 3 ovos 1 pouco de leite 2 colheres cheias de fermento em pó 1 colher bem cheia de bicarbonato 1 prato de queijo ralado Maneira de fazer Coloque na vasilha o polvilho, o açúcar, a farinha de trigo, o óleo, o queijo ralado,, o sal, o bicarbonato e o fermento em pó, os ovos e amasse, colocando o leite aos poucos, até dar o ponto de enrolar. Enrole e leve para assar. Deixe dourar e estão prontas. Rende muito. 67 BOLO DE FARINHA DE MANDIOCA Ingredientes 4 ovos 2 xícaras de açúcar 2 colheres de margarina 1 vidro de leite de coco A mesma medida de leite de vaca 1 pacote de coco ralado 1 pacote de queijo ralado 1 colher de fermento em pó 1 xícara de farinha de mandioca crua. Maneira de fazer Bater tudo no liquidificador. Colocar na forma de buraco no meio e assar em forno quente. BOLO DE MANDIOCA Ingredientes 3 xícaras de mandioca crua e ralada 3 ovos 1 colher de fermento 1 xicara de queijo ralado 3 colheres de margarina 1 pitada de sal ½ xicara de leite 2 xicaras de açúcar Maneira de fazer Rale a mandioca e esprema em um pano fino até ficar solta. Bater a margarina com o açúcar, as gemas , o sal e adicione a farinha de mandioca, o leite de coco, o leite, o queijo, o coco ralado, o fermento e por último as claras em neve. Leve para assar. 68 Glossário Profilaxia Resíduo Sedimentador Biofiltro Ração extrusada Sexagem Matrizes Quarentena Endogamia Incubatório Bolba Marek New Castle Gomboro Coccidiose: 69 Índice de Materiais 1 Balde 20L 2 Lacres 3 Balde 60L cimento 4 Tubo marrom ½” soldável 5 Mangueira sanfornada 40mm 6 Mangueira 3mm (oxigenação de aquários) 7 Mangueira transparente ¾” 8 Adaptador PVC para caixa d´agua ½” (flange); 9 Corda de nylon 10 Tampa de tubulação PVC de 1/2” 70 11 Moto bomba para aquário 12 Balde 60L plástico reutilizado 13 Pote plástico (tipo pote de sorvete) 14 Tê 90° 15 Furadeira adaptador tipo copo 16 Brocas 17 filtro com tela de 5-8 mm 18 Cano PVC para esgoto 71 Referencial bibliográfico Guilherme, L. C. Desenvolvimento de sistema simplificado de recirculação de água para criação de peixes. In:______. Estudos reprodutivos, citogenéticos na população de Rhamdia quelen (pisces, rhamdiidae) do Rio Uberlândia no município de Uberlândia-MG e desenvolvimento de sistema artesanal de recirculação d’água para criação de peixes. Uberlândia: UFU, 2005, p. 42-63. Disponível em: http://www.bdtd.ufu.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2973 León, C.R.G. Manual técnico de crianza de cuyes. Disponível em: http://www.cedepas.org.pe/sites/default/files/Manual%20t%C3%A9cnico%20de%20crian za%20de%20cuyes.pdf. Acesso em: 09/07/2014. FIGUEIREDO, E.A.P; AVILA, V. S.; ROSA, P.S.; JAENISCH, F. R. Cria e recria das poedeiras coloniais Embrapa 051. Concordia (SC) 2001. Disponível em: http://www.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/itav017.pdf SILVA, J. H.V.; JORDÃO FILHO, J.; COSTA, F.G.P.; LACERDA, P.B.; VARGAS, D.G.V.; LIMA, M.R. Revista Brasileira Saúde Produção Animal, Salvador, v.13, n.3, p.775-790 jul./set., 2012 Disponível em: http://www.rbspa.ufba.br ISSN 1519 9940 BASSI, L.J.; ALBINO, J.J.; ÁVILA, V.S.; SCHMIDT, G.S.; JAENISCH, F. R. Recomendações Básicas para Manejo de Frangos de Corte Colonial. Concordia (SC) 2006. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/publicacao_i4t543i_000fjbmu08m02 wyiv809gkz51a9e6qfs.pdf FILHO, R. V. F., RABELLO, C. B., ALBUQUERQUE C. da S., SILVA, E.Y. P.da, SILVA, D. A. T.da, LIMA, S. S. L. A.de. Estudo da composição química de larvas de moscas (musca domestica l.) Para alimentação de aves em sistema caipira. ZOOTEC 2006 - 22 a 26 de maio de 2006 - Centro de Convenções de Pernambuco. CASTRO, J.L.; FONSECA, A.H.; BORJA, G.E.M. A Galinha D’ Angola (Numida Meleagris) Como Predadora De Larvas E Pupas Da Mosca Doméstica (Musca Domestica). Rev. Bras. Med. Vet., 35(2):140-146, abr/jun 2013área total do tanque. A seguir duas varas serão presas na parte de cima das estacas podendo ser pregadas ou amarradas com fios de garrafa PET. Para o tanque de papelão as outras varas serão presas na parte interna do tanque à uma distancia de 15 – 20 cm uma das outras. A seguir recobre-se o fundo e as laterais do tanque com papelão. Os papelões mais grossos serão utilizados para revestir as laterais dos tanques e parte do fundo do tanque. Eles devem ser dobrados de modo a cobrir a lateral e parte do fundo do tanque, para aumentar a resistência à pressão da água, conforme demonstrado no desenho. 10 Os papelões mais finos devem ser utilizados para proteger o fundo do tanque. Ao se desmanchar as caixas de papelão o produtor deverá observar se tem algum grampo de metal que deverá ser retirado para evitar furar o filme plástico que irá revestir o tanque. Os tanques de taipa são mais resistentes e também fáceis de fazer. No entanto se gasta um pouco mais de tempo para a colocação de varas para armação e na preparação e aplicação do barro. Os fundos das garrafas PET utilizadas para obtenção dos fios para amarração podem ser utilizados para recobrir as cabeças das estacas como proteção. A taipa recobre apenas as laterais sendo que o fundo do tanque pode ser recoberto com palhas, papelão, areia ou outro material que possa proteger o plástico. Ao final tem-se um tanque de melhor acabamento e maior durabilidade quando comparado ao de papelão. 11 Outros modelos de tanques têm sido construídos e utilizados pelos produtores. Destaca-se o uso da alvenaria, das pedras e piscinas plásticas até 6000 L. Os tanques de alvenaria, devem receber na massa de reboco 1 L de material impermeabilizante por saco de cimento utilizado. O reboco da parte interna do tanque (fundo e paredes) deve ser feito de uma só vez, sem emendas, com uma massa forte (2x1) de areia média mais cimento e impermeabilizante. Também deve-se ter o cuidado de “queimar” ou seja ao final polvilhar o cimento puro sobre o reboco e alisar bem com a colher de pedreiro. Cuidado especial com os cantos que deverão ser arredondados, para evitar infiltrações. A treliça feita com vergalhão, cortadas com 1,5m pode ser usada para aumentar a resistência nos cantos e laterais. Elas devem ser assentadas em buracos com massa forte de cimento e areia. A cada camada de tijolos assentados, é feita uma amarração de segurança, utilizando-se um contorno feito com arame farpado ou vergalhão, que deverá ser recoberto com massa antes de se colocar os tijolos da próxima camada. O tanque feito assim não tem necessidade de se utilizar o plástico para seu revestimento. São gastos em torno de 300 tijolos furados de 6 furos, 3 m de areia média e 10 sacos de cimento, para se construir um tanque de 3,5 x 4,5 x 0,70 m (LxCxA). Onde haja facilidade e bom preço, podem-se utilizar na construção dos tanques, as pedras de revestimento. Também, as piscinas plásticas pela sua praticidade podem ser usadas em residências das áreas urbanas. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 12 Durante períodos de chuva e estiagem os tanques podem ser utilizados também para o armazenamento de água. Se os tanques forem protegidos (envelopados) e a água tratada com 2 ppm de cloro, ela pode ser usada para outros fins. Construindo o sistema de recirculação da água A criação de peixes no Sisteminha Embrapa é fundamental para o seu sucesso. Esta criação só é possível se utilizado o sistema de recirculação da água. O objetivo desse trabalho é mostrar o passo a passo da montagem desse conjunto de recirculação para um tanque de 8.000L com capacidade suporte de 30kg de tilápias. O sistema de recirculação é formado por a) biofiltro ou filtro biológico; b) sedimentador; Esse conjunto pode ser adaptado a diversos tipos de tanques e é fundamental para a sua viabilidade. O sistema necessitará de duas moto bombas para aquários, com acessórios extras para reposição (4 grades, 4 anéis de vedação; e 4 eixos). A seguir, a descrição exata das moto bombas: Moto bomba submersa 220V para circulação e recalque, em aquários de água doce ou salgada, tendo aplicações também em Skimmers, climatizadores, Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 13 pequenas fontes e chafarizes. Deve ser silenciosa e produzir intensa movimentação de água e componentes elétricos totalmente imersos em resina epóxi. Entrada de água padrão 2,4cm e saída 1,9cm (mangueira de 3/4) Cabo de energia de 180cm Vazão: 1.950 L/h Coluna d`água: 2,1m Consumo: 30 W Freqüência: 60 Hz. Modelo de Moto bomba submersa Partes da Moto bomba submersa A seguir a lista de materiais necessários para a montagem do biofiltro ou filtro biológico: • 1 balde (branco de 1° linha reutilizado) de 20L • 1 metro mangueira sanfonada de (40mm) semelhante à usada na limpeza de piscinas • 3 metros de mangueira transparente de 3/4 de polegada com parede média de (2mm) • 1,5 kg de corda de nylon • 50 lacres plástico de 20cm • 25 cm de tubo de 1/2” (20mm) marrom, soldável (para uso no biofiltro) • 30 cm de mangueira (3mm) para oxigenação de aquários • 1 tampa de tubulação PVC de 1/2” (20mm) • 3 garrafas PET de 2 L • 1 kg de cimento • 3 Litros de areia media • 1 Moto bombas para aquários marcelopulido Caixa de texto R$ 35 R$ 8 R$ 11 marcelopulido Caixa de texto R$ 10? R$ 12 R$ 3? marcelopulido Caixa de texto R$ 2? R$ 1? - marcelopulido Caixa de texto R$ 25 - R$ 160 marcelopulido Caixa de texto ~R$ 260 Pulido Realce 14 a) Construindo o Biofiltro ou filtro biológico: O Biofiltro é o local onde as bactérias nitrosomonas e nitrobacter se desenvolverão. Elas degradam os resíduos metabólicos produzidos pelos peixes. As bactérias são criadas no filtro biológico, permitindo a redução da amônia tóxica, produzida pelos peixes, em nitrito e nitrato, inofensivo para os peixes. Os peixes são muito sensíveis à amônia. Embora amônia seja o principal resíduo tóxico, não tem cheiro, nem gosto e não traz risco para nós humanos em contato com a água. O nitrato é absorvido pelas plantas como fonte de nitrogênio. Os minerais Fósforo, Potássio e Cálcio em excesso na ração ou adicionado no sistema, também podem ser absorvidos pelas plantas importantes para o seu crescimento. Em um balde de 20L faça um furo de ¾ (25 mm) no centro do fundo do balde. Balde do Biofiltro: Usar uma furadeira com adaptador tipo copo para fazer um furo de 25mm no fundo do balde. Com uma furadeira e uma broca de 2-3 mm faça furos espaçados de 2 cm ao redor da borda do fundo do balde. Tais furos serão usados para prender a “cabeleira”. Balde do biofiltro com furos de 2mm ao redor espaçados a cada 2cm. Tais furos serão usados para prender as cordas desfiadas que formam a “cabeleira”. Use o pedaço de 25 cm do cano de 1/2” (20mm) marrom soldável e faça vários furos de 0,3 cm em sua extensão. É muito importante que os furos no pedaço de cano fiquem exatamente com a espessura indicada. Se os furos ficarem maiores que o tamanho indicado, a pressão da água Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 15 será insuficiente para o jato recomendado. Já se eles forem menores que o tamanho recomendado, haverá um desgaste na moto bomba, reduzindo sua vida útil. Encaixe o cano marrom perfurado no furo central do balde. Feche uma das extremidades do cano com a tampa para tubulação PVC de forma que a parte perfurada fique para dentro e a extremidade tampada para fora do balde. Na extremidadede dentro será instalada a mangueira transparente. Sentido horário: Pedaço cano marrom já com os furos; imagem do cano no interior do balde; imagem da posição 16 do cano com a tampa na parte externa do biofiltro; imagem interna do biofiltro com parte da cabeleira e o cano instalados para a aspersão da água. Um componente importante do biofiltro é a “cabeleira ou medusa” feita de corda de nylon desfiada e amarrada nos furos laterais do balde. Corte 1,5kg de corda de nylon em pedaços de 60cm cada e desfie em forma de cabeleira. Este procedimento será repetido mais adiante na construção do filtro de base. Dobre os pedaços da corda para ficarem com 30 cm cada e, com o auxílio dos lacres, prenda os tufos de corda pelo lado de dentro do balde. Esta atividade, embora simples, consome algum tempo. 17 Preparação e fixação das cordas desfiadas (cabeleira) no balde do biofiltro. Neste momento você possui um balde com o cano para aspersão e cabeleira já instalados. Os próximos passos são a instalação da mangueira transparente ligando, em uma extremidade, o biofiltro e, na outra extremidade, a moto bomba. Veja na ilustração a seguir como é a imagem do biofiltro conectado à moto bomba. Ilustração incluindo a cabeleira 18 A sustentação do biofiltro no tanque ocorrerá por meio da instalação de garrafas PETs na sua base, funcionando como flutuadores. Porém, para que a sustentação ocorra de maneira eficiente, as garrafas deverão receber uma dose maior de ar para ficarem mais firmes. Esta é uma atividade relativamente fácil. Prenda os flutuadores feitos com garrafas PET na base do balde. Utilização das garrafas PET de 2 litros como flutuadores do biofiltro b) Sedimentador A construção do sedimentador envolve um conjunto composto por: I. Um balde (cimento ou plástico) que servirá como depósito para armazenamento das fezes do peixe e sobras de ração; II. Um filtro de base; III. Um sifão; IV. Um funil de garrafa PET A lista de materiais necessários para a construção do sedimentador: • 1 balde 60L reutilizado ou construído com areia e cimento; • 1 m mangueira sanfonada de 40 mm (semelhante à usada na limpeza de piscinas) para o dreno; • 4 m mangueira sanfonada de 40 mm (semelhante à usada na limpeza de piscinas) para o sifão; • 1 balde 20L 1° linha reutilizável (filtro de base) • 1,5 kg de corda de nylon • 50 lacres plástico de 20cm • 1 adaptador PVC para caixa d´agua ½” (flange); • 15 cm de cano de PVC esgoto de 40 mm • 1 pote plástico retangular reutilizado (você pode usar um pote de sorvete); • 25 cm de cano ½” (20mm) marrom, soldável (para filtro de base); • 20 cm de cano de ½” (20mm) marrom, soldável (para funil); • 50cm de mangueira de 3mm (venturi) para oxigenação de aquários; • Areia e cimento; • 2 garrafas PET 2L; • Um tê PVC de ½”; • Tomada elétrica com 3 entradas; • Fio para extensão de acordo com a distância da instalação da tomada. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce verificar se melhor 4 tomadas para ligar a extensão para o segundo tanque 19 Este conjunto, que chamamos de sedimentador, é acoplado ao tanque de criação dos peixes por meio de uma das extremidades da mangueira sanfonada de 40mm, a outra ponta é inserida no furo central do filtro de base. A moto bomba, ligada à mangueira transparente da extremidade do biofiltro, é colocada sobre o filtro de base do sedimentador, de onde bombeará a água filtrada para abastecer a cabeleira do biofiltro, antes de retornar ao tanque de criação de peixes. Para a construção do depósito de armazenamento de resíduo sólido utilizaremos duas opções: a primeira feita com material plástico e a segunda feita com areia e cimento. O usuário deverá escolher a opção mais conveniente. Embora a contrução do balde com areia e cimento seja um pouco mais demorada, há a vantagem da durabilidade e o preço é baixo. Já o balde de plástico é mais prático, mas custa mais caro e sofre com a ação do tempo e do sol e pode rachar. I.a Construção do depósito para armazenamento do resíduo sólido com balde plástico Fazer um furo de 40mm na lateral do balde de 60L a 5 cm do fundo para instalação adaptador PVC para caixa d´agua ½” (flange). Insira o pedaço de 15 cm de cano de PVC esgoto de 40 mm e conecte 1m de mangueira sanfonada. Pode-se utilizar cola própria para unir a mangueira ao PVC se necessário. Na borda superior do balde faça uma alça para prender outra ponta da mangueira sanfonada. Ela servirá como dreno para limpeza do sedimentador. Detalhe da alça para prender a ponta da mangueira sanfonada. Confira no capitulo “Como devem ser as instalações para a criação dos peixes” a forma correta de limpeza para cada item do tanque. Pulido Realce 20 I.b Depósito para armazenamento do resíduo sólido com balde de areia e cimento Fazer um molde de areia com 0,3 m de raio na base maior e 0,15m de raio na base menor e 0,70m de altura (observar as posições invertidas no momento da construção). O balde final terá as seguintes dimensões: • diâmetro da boca do balde 60cm; • diâmetro do fundo do balde 30cm; • altura 70 cm; É possível preparar um furo para o dreno já no momento da construção do balde. Opcionalmente, conectar diretamente 1m da mangueira sanfonada na base menor do balde para fixa-la. Uma outra opção é fazer o furo após a secagem com uma broca para concreto (vídea) e fixar com argamassa 1m da mangueira azul sanfonada que funcionará como dreno. Furo lateral próximo à base feito após a construção do balde de cimento. Sua finalidade é a inserção e fixação da mangueira sanfonada para limpeza. Alça presa à borda para manter a mangueira erguida. Continuando a construção do balde de cimento, revestir toda a forma com uma mistura de areia fina e cimento (2 x 1 respectivamente) com uma espessura de 3cm. Deixar secar por 3 dias molhando 2 a 3 vezes por dia para curar. Virar o balde e retirar a areia. Montagem da fôrma de areia, para confecção do balde. Balde de cimento tombado para retirada da areia utilizada como fôrma. Baldes de cimento prontos. Pulido Realce Pulido Realce 21 II. Filtro de base O filtro de base se assemelha ao biofiltro. Entretanto será preciso algumas alterações. Utilize a furadeira com adaptador tipo copo e faça um furo de 40 mm no centro do balde de 20L e um furo de ¾” (25mm) entre o centro do furo e a borda do balde. Podemos perceber que o filtro de base é bastante parecido com o biofiltro, porém, possui dois furos na base e será usado dentro do sedimentador. Filtro de base: Dois furos: 1 furo central de 40mm e 1 furo lateral de 25mm. Semelhante à construção do biofiltro, repita o processo com o Filtro de Base usando uma furadeira e uma broca de 3mm para fazer furos espaçados de 2cm ao redor da borda do fundo do balde. Os furos menores serão usados para fixar a “cabeleira”. Corte 1,5 kg de pedaços de 60cm da corda de nylon e desfie em forma de cabeleira. Dobre os pedaços da corda para ficarem com 30 cm e prenda-os com lacres de plástico no fundo do balde, a exemplo do que foi feito na construção do balde do biofiltro. Mas atenção: mantenha os dois furos maiores livres. Em um dos furos, será adaptado um funil. Colocar o filtro de base com a boca invertida dentro do balde maior (plástico ou cimento). No furo maior, será encaixada uma das pontas damangueira sanfonada do sifão. Neste momento você já possui o biofiltro e o sedimentador. Iremos, a seguir, acoplar este conjunto de peças e formar o sistema de recirculação de água. Para a instalação da moto bomba, coloque-a entre o filtro de base e o sedimentador. Pulido Realce 22 Acompanhe nas imagens, detalhes do sedimentador (balde plástico externo) mostrando: bombeamento da água (mangueira transparente) de dentro do sedimentador para o biofiltro que está instalado dentro do tanque; ligação do sifão (mangueira sanfonada) trazendo a água de dentro do tanque direto para o filtro de base. Portanto, nesta imagem é possível ver a moto bomba e o Filtro de Base acomodado dentro do sedimentador, com o funil no furo menor e uma das extremidades do sifão no furo maior. Assegure-se de ter próximo ao sedimentador uma tomada de energia para ligar a moto bomba. Verifique a voltagem da moto bomba e da rede elétrica. Certifique-se de que a instalação elétrica é segura, pode-se usar uma das garrafas PET para proteção da tomada contra respingos de água. III. Confecção e instalação do sifão O sifão, responsável pela retirada da água com resíduos sólidos do fundo do tanque e condução para o sedimentador, é composto apenas por um pedaço de 4,0 m de mangueira sanfonada de 40mm, inserida no furo maior do Filtro de Base. Pulido Realce Pulido Realce 23 Na imagem é possível ver o furo de 25mm para inserir o funil (onde será colocada a solução de cal e gesso) e a mangueira sanfonada de 40mm colocada no furo central do Filtro de Base. Na outra ponta, que ficará no interior do tanque de criação dos peixes, fazer um filtro com tela de 5-8 mm de modo a impedir a passagem de peixes. As setas 1 e 2 indicam o balde de 60L já adaptado em posição nivelada com a borda superior do tanque e um contrapeso feito com garrafa PET cheia de areia para manter a mangueira sanfonada no fundo do tanque, respectivamente. Cuidados na instalação do sifão Neste ponto você já está com o sedimentador e o biofiltro instalados. É o momento de instalar o sifão com cuidado para a mangueira não acumular ar. Retire a extremidade que está no Filtro de base e encha o sifão com água enfiando toda a mangueira sanfonada dentro do 1 2 Pulido Realce 24 tanque de peixes. Certifique-se que não há acumulo de ar dentro da mangueira do sifão. Isso pode causar mal funcionamento do sistema. Tampe com a mão a extremidade da mangueira cheia de água. A seguir insira a extremidade do sifão no furo maior do filtro de base, tomando- se o cuidado para não entrar ar no sifão e verifique se iniciou o fluxo de água para dentro do sedimentador. Em caso contrário, repita o procedimento. Quando a água dentro do sedimentador nivelar com a água do tanque de criação dos peixes, ligue a motobomba e verifique a saída de água no biofiltro. O sifão irá puxar a água do fundo do tanque para o interior da cabeleira de cordas desfiadas do filtro da base. A água filtrada livre dos sedimentos sólidos irá fluir através da moto bomba e da mangueira cristal para o biofiltro. Imagem do sedimentador e biofiltro funcionando. Pulido Realce Pulido Realce 25 Instalação do Funil para colocação da mistura tampão Faça um funil utilizando parte de uma garrafa PET e um pedaço de tubo de 1/2” (20mm) marrom, soldável e insira-o no buraco menor do filtro de base. Funil de garrafa PET para solução tampão O Funil serve para colocação da mistura tampão, que é feita com uma mistura meio a meio (50%) de cal e gesso. A cal e o gesso têm duas finalidades, a primeira é fornecer Cálcio para o desenvolvimento da parede celular das bactérias do biofiltro. A segunda finalidade é que o cálcio reage com o CO2 impedindo alterações bruscas no pH da água preservando a vida dos peixes. Uma colher de sopa rasa dessa mistura deve ser dissolvida em água e colocada diariamente no funil. C ) Circulação e oxigenação da água por meio do venturi Material necessário: • 30 cm de tubo de 1/2” (20mm) marrom, soldável (para suporte da moto bomba) • 20 cm de tubo de 1/2” (20mm) marrom, soldável (para potencializar o venturi) • 1 moto bomba; • 0,5 m de mangueira de 3mm usada para aeração em aquários; A segunda moto bomba será responsável pela circulação e oxigenação da água no tanque de criação de peixes. Sua base pode ser construída reutilizando um pote de sorvete preenchido com uma mistura de cimento e areia. Esta base será a garantia de que o equipamento ficará submerso e na posição mais adequada para a circulação da água e entrada de ar. A colocação da base de cimento com esta moto bomba deve ser paralela a um dos lados do tanque (a ou b) conforme mostrado na figura, para forçar a movimentação da água de forma circular e facilitar a concentração dos resíduos sólidos no centro do tanque, onde será colocada a mangueira sanfonada do sifão. As setas indicam o sentido da movimentação do fluxo da água. Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 26 Deve-se fazer um furo de 2-3mm na tampa da moto bomba e inserir o pedaço de mangueira de 3mm no furo para entrada de ar da atmosfera para o tanque de criação dos peixes. A mangueira deve ficar bem firme e passar apenas 2mm para o lado interno da tampa. A outra ponta da mangueira deve ser posicionada fora da água em contato com ar atmosférico e quando em funcionamento deverá sugar este ar para dentro do tanque (venturi). Pulido Realce 27 Como deve ser o manejo para a criação dos peixes Instruções gerais: Povoar o tanque de 8.000 Litros de água (2,80x4,50x0,70m) montado com sistema de recirculação da água, com 150 alevinos ou juvenis de tilápia. Com dois tanques povoar a cada 70 dias, se houver 3 tanques povoar a cada 30 dias. Ciclo de produção 90 - 120 dias e peso ao abate 150g – 200g, considerando início da despesca quando os animais atingirem 100g a partir dos 70 dias de criação. Capacidade suporte 25 – 30 kg peixes/ciclo/tanque. Despesca com anzol, rede ou tarrafa. Despesca escalonada para consumo 2 a 3 vezes por semana, de um peixe para cada pessoa da família, em substituição a outro tipo de carne. Tanque de taipa e despesca Peixes do Sisteminha Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 28 Alimentação: Deve-se usar ração tipo extrusada porque possibilita melhor aproveitamento das proteínas existentes neste tipo de alimento. Por ser flutuante é mais fácil de observar e controlar o consumo da ração pelos peixes. Fornecer de acordo com as quantidades da tabela, divididas em três porções diárias. Ou seja, na primeira semana, por exemplo, dividir 33 gramas de ração em três porções ao longo do dia. Dica: para saber se a quantidade de alimento está correta, observar durante os 10 minutos seguintes à alimentação se sobrou ração flutuando. Isto é sinal de que a quantidade está acima do recomendado, diminua a quantidade. O mesmo ocorre se após os 10 minutos os peixes continuarem a pular em busca de alimento. Isto é sinal de que faltou a ração então acrescente um pouco mais. Alimentação dos Peixes no Sisteminha Embrapa Tipo ração Peso peixe em gramas Semana de Criação Quantidade ração diária para 150 peixes (gramas) Quantidade de ração consumida ao final de cada semana (kilogramas) 2,0 1 33 0,230 3,8 2 56 0,390 6,0 3 90 0,630 8,5 4 115 0,800 12,5 5 131 0,920 20,0 6 180 1,260 30,0 7 225 1,580 10,0 8 300 2,100 52,5 9 370 2,590 70,0 10 473 3,310 95,0 11 570 3,990 130,0 12 741 5,190 175,0 13 919 6,430 225,0 14 1013 7,090 Consumo totalde ração (kg) ao final de 14 semama 36,510 Manejo e profilaxia (glossário) Limpeza das bombas: Para realizar a limpeza das bombas, são necessários uma escova de dente, uma bacia ou balde plástico, água limpa e sabão. O sabão não será usado na limpeza que é feita apenas com água limpa. O sabão será utilizado para lubrificar o espaço entre o anel de vedação e o indutor, para facilitar o encaixe da voluta na montagem final da motobomba. Deve-se colocar a moto bomba dentro da bacia com água limpa, em seguida esfrega-se, com a escova de dente, toda a superfície externa da moto bomba. Com a parte externa da moto bomba limpa, retira-se a grade e gira-se a voluta até a posição do encaixe e delicadamente deve-se separa-la do restante. O próximo passo é retirar o conjunto impulsor e desmontá-lo (coxins eixo e induzido-rotor) e o anel de vedação. Observar o desgate no eixo e coxins e promover a troca se necessário. Esfregar até limpar, cada uma das peças ,com a escova e enxaguar cada marcelopulido Realce compromete o manejo orgânico? Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce cerca de 30 kg a cada 90 dias Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 29 componente. Usar a escova para limpar o interior do indutor. Montar a bomba na sequência correta: 1 – colocar o anel de vedação no indutor; 2- montar o conjunto impulsor (eixo, induzido-rotor e coxins); 3 – Introduzir e ajustar o conjunto impulsor no indutor; passar uma raspa de sabão na aba do indutor sobre o anel de vedação e depois encaixar a voluta e girá-la para travar o conjunto. 4 – Colocar a grade; 5 – Colocar a moto bomba no interior do tanque e do sedimentador, ligar e conferir o funcionamento o sistema. Resumindo o manejo dos tanques: Descarregar diariamente o sedimentador. Semanalmente desmontar e lavar as moto bombas, o sedimentador, os tubos e mangueiras. Revisar as moto bombas semanalmente com cuidado especial para eixo, coxins e grade das bombas, que deverão ser trocados se estiverem danificados. Semanalmente, fazer limpeza geral do sedimentador. O biofiltro não deve ser lavado nem desmontado nesta rotina, uma vez que as bactérias que vivem nele não podem ser retiradas sem prejudicar o funcionamento do Sistema. A água retirada do tanque diariamente deve ser reposta e não deve ultrapassar 5% do volume total do tanque. Diariamente deve-se fazer o ajuste de pH e alcalinidade, colocando uma colher de sopa da mistura de 50% de cal e 50% de gesso no sedimentador, usando o funil feito com garrafa PET. As composições possíveis do Sisteminha Embrapa A configuração básica do sisteminha consiste em um tanque para a criação de peixes, nos locais onde a água não é limitada. Um galinheiro para 20 galinhas de postura, um local de 3x3m protegido da luz direta do sol para a compostagem, uma área coberta de 3 x 5 m para minhocultura, um galinheiro para frangos de corte com 4 baias de 1m2 cada, uma gaiola para 30 codornas e instalações para a criação dos porquinhos da índia. O restante da área disponível será utilizado para o plantio de hortaliças e frutíferas. Esta área pode ser utilizada com plantio aquapônico (sem solo e com uso da água residual dos peixes) e/ou na forma de canteiros tradicional. No caso da criação dos porquinhos da índia ou pequenos ruminantes como cabras ou carneiros, pode-se integrar a formação da forragem aquapônica para milho ou milheto. Outros animais como a mosca doméstica criada em gaiolas para produção de larvas, os suínos e bovinos em pequena quantidade também podem compor a unidade básica. O tanque de peixe é o local onde se destaca o consumo de energia elétrica, principalmente no funcionamento das duas bombinhas, para recirculação da água. A irrigação para o crescimento vegetal é feita com a água retirada diretamente do tanque e a residual que fica depositada no sedimentador rica em nutrientes. marcelopulido Nota Bom ter ao menos 1 motobomba reserva marcelopulido Nota Controlar com papel indicador universal? marcelopulido Realce para adubação marcelopulido Realce Pulido Realce Pulido Realce observar frequência; criar rotina Pulido Realce considerando 6 meses de seca, para reabastecer a retirada diária de dois tanques seriam necessários cerca de 150m3. Me parece que um açude de 75m3 seria um backup mais do que suficiente Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce ou seja, 3x8m para compostagem e minhocário Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 30 Os resíduos (glossário) formados pelas fezes e sobras de ração acumulados no sedimentador servem de alimento para as minhocas ou para irrigar a compostagem. Outro uso para o resíduo é na irrigação do milho usado na alimentação humana, pastagem das galinhas de corte e postura. Neste caso, há necessidade de se fazer uma diluição. Para obter essa mistura, diluir na água do tanque o resíduo do sedimentador usando a proporção de 1 volume de resíduo para 4 volumes de água. A cultura do milho e outras plantas de pastagem exigem quantidades altas de fósforo desde o início do desenvolvimento até 30-40 dias. O composto orgânico (Tabela 1) recebe também todos os outros resíduos animais que são produzidos diariamente. Estes resíduos após a compostagem podem ser transformados em húmus pelas minhocas. O húmus é usado diretamente no plantio das hortaliças e frutíferas. Embora haja uma concentração no consumo de energia elétrica e ração de altíssima qualidade na criação dos peixes, há distribuição desses recursos, o que possibilita zero perda de nutrientes e ausência de poluentes. Todas as atividades desenvolvidas no Siseminha são dependentes dos nutrientes contidos na água dos peixes. Por esse motivo esta criação é considerada o coração do Sisteminha e tem de ser priorizada. Porquinho da Índia (Cavia porcellus) Os porquinhos da índia, conhecidos também como cuy, porquinhos da Guiné ou preá do reino, são animais roedores herbívoros, nativos da América do Sul. São dóceis e reproduzem muito. Os machos são adultos aos 4 meses e as fêmeas ficam adultas aos 90 dias. A relação de macho fêmea para procriação é de 9 fêmeas para 1 macho e a gravidez dura 63 dias e podem ter de 1 a 5 filhotes por vez. Não é necessário isolar as fêmeas do macho após o nascimento dos filhotes. O desmame ocorre com 15 – 20 dias quando se pode ver o sexo e separar os animais, para engorda até o abate. Estão prontos para o abate a partir de 90 dias com peso entre 0,400kg e 0,600g. Por essas características, sua criação para o consumo humano integra o Sisteminha Embrapa. Sua criação atende aos princípios do sistema: pagamento do investimento em um ciclo de produção, miniaturização e replicabilidade. A criação desses animais para o consumo é bastante comum em países andinos, como por exemplo, no Peru. No nordeste o consumo do preá selvagem é bastante comum, assim como nas comunidades indígenas e quilombolas. Portanto, a criação do porquinho pode minimizar o impacto negativo da caça auxiliando na preservação das populações silvestres. marcelopulido Realce será que precisa sempre de estabilização? marcelopulido Realce na tabela a seguir, qual % de fósforo? Compatível com outros adubos? Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 31 Instruções Gerais: O galpão para criação de porquinhos da índia deve servir para proteger os animais do frio, calor excessivo, chuvas e correntes de ar. Deve ter boa ventilação e iluminação, pois em condições inadequadas de aeração, os animais são acometidos por enfermidades respiratórias. A orientação da cumeeira deve ser leste-oeste. A localização do galpão deve facilitar o manejo, a distribuição de alimentos e sua limpeza. O galpão deve estar protegido por telas de arame que impeçam a entrada de animais predadores, como ratos, gatos, cães e aves silvestres. Na figura a seguir é apresentado um modelo de disposição dasbaias dentro do galpão de criação de porquinhos da índia. Disposição das baias dentro do galpão de criação de porquinhos da índia. 1 = porta de entrada, 2 = baias, 3 = espaço livre para trabalho. As dimensões do galpão são de 5,00 m por 3,00 m, com espaço livre ao redor das baias de 0,70 m de largura. Porta de 0,70m x 1,60m. A cumeeira é de 2,60m, totalizando 6 baias com as seguintes dimensões individuais 1,10 m por 0,70 m, suspensa a 70cm do solo e com 35 cm de altura. As paredes são feitas de taipa, e a cobertura, de madeira e palha. A medida total das baias por fora, sem descontar as paredes internas é de 1,60m x 3,60m. O piso pode ser todo recoberto com tela sombrite e sobre esta pode ser colocada uma camada de 5 – 10 cm de brita. OBS: Cuidado com predadores como cães, ratos, gatos e cobras. É importante cobrir as laterais, teto e acessos com tela de arame com malha de 1 cm para evitar a entrada desse tipo de animal. Alimentação 32 Os porquinhos da índia são herbívoros, mas recebem uma ração complementar que pode ser a ração comercial utilizada na alimentação de potros ou coelhos. Ela deve ser fornecida em cochos à vontade. A quantidade de ração fornecida deve ser anotada na planilha de alimentação. Eles devem ser alimentados três vezes ao dia com forragem, que pode ser obtida das sobras da produção como caule e folhas do milho, gramíneas, folhas de feijoeiro, moringa, cana, caninha, abóbora e outras hortaliças. Os vegetais compõem cerca de 80% da alimentação dos animais, o restante 20% é complementado com ração comercial rica em suplementos vitamínicos e minerais. Água A água deve ser de boa procedência, como de poços artesianos, e deve ser fornecida em bebedouros. Verifique o funcionamento dos bebedouros diariamente, pois podem estar entupidos ou vazando. No primeiro caso, os animais ficarão sem acesso à água, e no segundo, o substrato molhado favorecerá o aparecimento de doenças. O substrato para cama pode ser de capim seco, maravalha ou outro material disponível como palhas secas, cascas de legumes como o feijão, sabugo seco de milho triturado. Ele deve estar seco e limpo, para evitar o aparecimento de enfermidades. Portanto, deve ser trocado semanalmente ou quando estiver úmido. O substrato retirado deve ser levado para a compostagem. Sanidade Animais adquiridos devem passar por quarentena (glossário) antes de serem integrados ao grupo já existente. Cuidados como manter a cama seca e sem poeira para evitar problemas respiratórios e proliferação de sarna ou infecção bacteriana. Cuidados com a troca de camas molhadas é a principal atenção. Deverá ser trocada sempre que estiver molhada. Após a retirada ou manejo dos animais as baias devem receber uma demão de cal para desinfecção e limpeza. Deve-se observar a densidade das baias não exceder a 15 animais por m2. As fêmeas podem ser separadas em lotes de 10 com seus filhotes 5 dias após a parição. Nesse período já ocorreu o cio pós-parto e a cobrição da fêmea. Manejo integral dos porquinhos da Índia: As fases de criação são: 1. Criação – quando os machos e fêmeas ficam juntos para fins reprodutivos. Existem dois tipos: o contínuo e o controlado. O contínuo consiste em deixar o macho e a fêmea juntos o tempo todo, e o controlado, quando o macho é retirado da presença da fêmea do parto ao desmame. O sistema contínuo é o utilizado no Sisteminha Embrapa. 2. Gestação – período de 64-67 dias. Elas ficam juntas com o macho 3. Parto – cada fêmea dará à luz de 1 a 5 crias. As fêmeas continuarão na mesma baia em que permaneceram enquanto gestantes. 4. As fêmeas após 5 dias de paridas são separadas do macho e colocadas em grupos de 10 com seus filhotes. 33 5. Desmame – a partir dos 15 dias de idade, as crias devem ser separadas por sexo e colocadas, machos e fêmeas, em baias separadas. As mães retornam para a baia dos machos em grupos de 10. 6. Recria – período de engorda. Os animais estão desmamados e separados por sexo em baias diferentes. Este período compreende desde os 18 dias até os 75 dias de idade. 7. Consumo. Machos e fêmeas que não foram escolhidos para reprodutores, são consumidos geralmente com 75 dias de idade. Observação: fazer reposição de machos reprodutores, sem parentesco com as fêmeas, a cada ano para evitar endogamia (glossário). Como criar galinhas poedeiras Os criadores de aves nas pequenas propriedades não acompanharam o desenvolvimento tecnológico que se obteve com o melhoramento genético, manejo e avanços nutricionais das aves de postura. Essas aves melhoradas põem entre 280 e 300 ovos marrons por ano/ave. No Sisteminha Embrapa, com poucas aves de postura, da linhagem Isa Brown, garantem a produção e consumo de ovos durante todo o ano. Ela é utilizada no Sisteminha Embrapa por ser um animal de ampla distribuição no mercado. Além disso, consome gramíneas além da ração, são de fácil manejo, precoces e muito resistentes. É uma ave de coloração vermelha que fica adulta a partir das 18 semanas. Como devem ser as instalações para criação de 20 galinhas poedeiras Instruções gerais: A área é de 80m² (10 x 8 m) (C x L) sendo: • 2 m x 3 m área para abrigo de sol e chuva, cobertura do piso com 10 cm de maravalha ou capim seco com comedouros e bebedouros. • 1,2 m x 2m área de puleiros, piso ripado para coleta de esterco e ninhos. • Área de pastejo dividida em 4 piquetes (figura ). Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce procurar substituta local com características semelhantes Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 34 Figura . Galinheiro para até 20 galinhas poedeiras Alimentação A alimentação deve ser a base de ração comercial, fornecida à vontade aos animais em comedouros tubulares adequados ao tamanho das aves. Eles devem ser limpos e lavados com escova, água e sabão pelo menos duas vezes ao mês como prevenção de doenças. Os pintos de 1 dia até 5 semanas, alimentam-se com ração inicial de frango de corte. Para as frangas de 5 semanas até 15 semanas é fornecida ração de terminação para frango de corte e a partir da 15ª semana até o final é dada ração de postura. marcelopulido Realce Pulido Realce que bagunca! medidas diferentes... Pulido Realce Pulido Realce 35 1 dia até 5 semanas 5 semanas até 15 semanas A partir da 15° semana – 70 semanas Ração inicial frango de corte Ração de terminação de frango de corte Ração de postura Cada pinto vai comer neste período aproximadamente 1,5 kg de ração. Peso Referência: 380g Cada franguinha vai comer um total de 4,5 kg até o final desta fase. Peso Referência: 1,5 kg Com pastejo 80g – 100g por ave alojada Peso Referência: semana em sistema de rodízio com descanso de 21 dias cada um. O pasto deve ser irrigado diariamente com água rica em nutrientes oriunda do tanque de peixes. Para facilitar o enraizamento e brotação, o piquete que entra em descanso deve receber 5 litros de água retirada do fundo do sedimentador do filtro biológico da criação dos peixes e em seguida deve-se molhar com 15 litros de água do tanque. A água do fundo do sedimentador é rica em fósforo que favorece o desenvolvimento das raízes e início da brotação enquanto a água do tanque apresenta mais nitrato que favorece o crescimento das folhas. marcelopulido Realce é necessário? plantio orgânico? marcelopulido Realce marcelopulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 36 Água A água sempre limpa e fresca deve ser de boa procedência, e deve ser fornecida em bebedouros. Verifique o funcionamento dos bebedouros e lave-os com escova, água e sabão diariamente, pois podem estar entupidos ou vazando. No primeiro caso, os animais ficarão sem acesso à água, e no segundo, o substrato molhado favorecerá o aparecimento de doenças. Cama O substrato para compor a cama para proteção do piso da área interna do galinheiro, pode ser capim seco, maravalha ou outro material disponível como palhas secas, cascas de legumes como o feijão, sabugo seco de milho triturado. Ele deve ter 10-15cm de espessura, estar seco e limpo, para evitar o aparecimento de enfermidades. Portanto, deve ser trocado periodicamente, a cada 30 dias. No entanto, o piso sob os puleiros devem ser trocados a cada 15 dias. O substrato retirado é aproveitado na compostagem. Cuidados com saúde do animal As aves devem ser adquiridas de incubatórios registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), serem livres das principais doenças, especialmente micoplasmoses, aspergilose e salmoneloses. Mesmo com este cuidado o produtor deverá vacinar suas aves de postura contra a doença de New Castle e contra a Bouba aviária (Cepa Forte). As vacinas devem ser aplicadas de acordo com a origem dos animais. Aves provenientes de incubatórios comerciais já vêm vacinadas contra Bouba aviária e Marek. Neste caso o produtor deverá providenciar vacinação contra a doença de New Castle nas aves a partir de 8- 14 dias. A vacina geralmente é vendida por um valor menor do que R$ 20,00 no mínimo para 1000 doses, ela deve ser diluída em 30 ml de água e uma gota deve ser colocada via ocular ou nasal. Após aberta e diluída, a vacina deve ser usada e não pode ser mais guardada. A vacina contra New Castle nas aves de postura deve ser repetida aos 30 dias, 60 dias e após 120 dias. A vacina contra Bouba Aviária (Cepa Forte) deve ser aplicada na membrana da asa das aves de postura, quando estas completarem 80 dias. Esporadicamente se aparecer fezes marrons de consistência pastosa e com odor fétido que deve ser tratada. Esse tipo de fezes é o indicador de doenças como a Coccidiose (glossário), Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 37 que deve ser tratada de acordo com recomendação de um veterinário. O veterinário também deverá ser consultado para prescrever um vermífugo adequado às aves, quando necessário. Outras recomendações Manter o comedouro e bebedouro ao nível do papo, ou seja, devem ser instalados de forma que se possa regular a altura conforme o crescimento da ave. O bebedouro deve ser lavado diariamente. Abastecer com água fresca e limpa. O comedouro deve ser abastecido com ração à vontade e acesso livre ao pastejo. Os ninhos devem ser limpos e cobertos com palhas novas. A cama abaixo dos ninhos pode ser composta a partir do capim seco, maravalha ou outro material disponível como palhas secas, cascas de legumes como o feijão, sabugo de milho seco triturado. Ela deve ser recolhida e trocada a cada 15 dias (compostagem). Manter anotações sobre o número de ovos e quantidade de ração consumida. Como criar codornas no Sisteminha Embrapa? A codorna (Coturnix coturnix japônica) é uma ave de pequeno porte muito precoce. Com apenas 45 dias se torna adulta iniciando a postura. Ela pode ser criada em pequenos espaços e tem 1 ano de vida produtiva. A codorna tem exigências nutricionais superiores às das galinhas. Rações formuladas para frangos e galinhas não devem ser usadas na alimentação de codornas, pois não supre suas exigências. A codorna aproveita melhor o cálcio da ração e exige 30% a mais de proteína do que a quantidade contida nas rações de galinhas poedeiras. No entanto, há dificuldade de se encontrar nos estabelecimentos comerciais uma ração adequada para suprir as pequenas criações caseiras de codorna para produção de ovos. (ver fórmula da ração) Instruções gerais: Gaiola com 4 divisões 80 cm x 30 cm para 30 aves. Ver numero de aves por divisão Pintos: de 1 a 30 dias são criados em cercado circular de 0,50 cm de altura com 10 cm de cama de maravalha ou capim seco. Manejo geral: Alimentação Ração especifica para codornas. A partir de 30 dias usar ração de postura específica para codorna. No entanto, uma mistura ocasional tem sido usada quando não se consegue a ração específica para postura: Água A água sempre limpa e fresca deve ser de boa procedência, como de poços artesianos, e deve ser fornecida em bebedouros. Os bebedouros automáticos para aves tipo conchas são preferíveis pela sua praticidade de instalação e manejo. Verifique o funcionamento dos bebedouros diariamente, pois podem estar entupidos ou vazando. No primeiro caso, os animais ficarão sem acesso à água, e no segundo, as fezes acumuladas sob a gaiola ficarão marcelopulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 38 úmidas e favorecerá a proliferação de larvas de moscas, além do que, o gás formado abaixo das gaiolas pode prejudicar os animais. Cuidado com as gaiolas Não há necessidade de se colocar cama sob as gaiolas das codornas, porém há necessidade de se colocar uma bandeja que pode ser limpa diariamente. As fezes da codorna podem ser secas à sombra e acumuladas para ser utilizada na compostagem. Ao estocar as fezes secas deve-se tomar cuidado para evitar que haja umidade que pode favorecer o desenvolvimento de larvas de moscas. Coleta dos ovos A coleta dos ovos deve ser feita diariamente e podem ser guardados em geladeira ou local fresco (Figura). 39 Figura 1. Gaiola de codornas Cuidados com saúde do animal Constituem-se práticas que contribuem para a saúde das codornas a limpeza e a higienização do ambiente da criação, a limpeza frequente dos bebedouros e comedouros, assim como, a retirada das fezes nas bandejas coletoras. Deve-se lavar e desinfetar a bateria ou a gaiola toda vez que dela for retirado um lote. Animais adquiridos devem passar por quarentena ou seja, devem ser mantidos isolados durante 40 dias antes de serem integrados ao grupo já existente. Deve-se vacinar as aves contra a doença de New Castle aos 15 dias e controlar a Cocciodiose. Como criar frangos de corte para alimentação? O consumo de frango de corte por pessoa no Brasil é em torno de 45,0 kg/ano, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos. A produção de frangos de corte no Sisteminha visa suprir proteína animal para melhorar a alimentação familiar. A família se beneficiará com o fornecimento de carne de frango de modo contínuo durante todo o ano. Esta produção pode chegar a 360 kg/ano. Além da carne, aproveita-se o esterco oriundo da cama, para a produção de composto e húmus. Instruções gerais: A área total do galinheiro é de 15m2 (3m x 5m), com área útil destinada à criação com 4 m² distribuída em 4 baias de 1m2 cada uma. A altura das baias é de 50 cm. 40 Figura 1 – Galinheiro em construçãoe criação de frangos de corte O galinheiro deve ter abrigo contra o sol e chuva, ser telado para evitar ataques dos animais e boa ventilação. O sol deve passar pela cumeeira no sentido Leste-Oeste (sol nascente – sol poente), para evitar exposição direta das aves. O piso deve ser coberto com 10-15 cm de cama de maravalha, capim seco ou outro material disponível como casca de arroz ou sabugos de milho secos e triturados. Cada baia deve dispor de 1 comedouro tubular e 1 bebedouro. A cada 30 dias, após o abate das aves, a baia deve ser totalmente limpa, pintado com cal e o piso deve ser trocado e destinado à compostagem. Lotação (1m2/10 aves alojadas). A capacidade do galinheiro é de 40 animais/4m² com povoamento escalonado de 10 pintos alojados cada 10 dias, com abate iniciando aos 30 dias. O galinheiro deve ser cercado com tela de 5,0 cm e protegido por uma estrutura de madeira com divisórias de taipa e telhado com altura de 2,8 m para permitir uma boa ventilação. Figura 2 – Esquema das baias para criação dos frangos. marcelopulido Realce marcelopulido Nota melhor ter um triturador de sabugos 41 Alimentação A alimentação é a base de ração comercial inicial para frango de corte até 20 dias, em seguida fornece a ração de comercial de terminação. Água A altura do bebedouro deve ser regulada semanalmente para acompanhar o desenvolvimento das aves e deve ser mantido na altura do peito dos animais para evitar que os animais sujem à água. A água sempre limpa e fresca deve ser de boa procedência, como de poços artesianos. Verifique o funcionamento e lave os bebedouros diariamente, pois podem estar entupidos ou vazando. No primeiro caso, os animais ficarão sem acesso à água, e no segundo, o substrato molhado favorecerá o aparecimento de doenças. Cama O substrato para formação da cama pode ser de capim seco, maravalha ou outro material disponível como casca de arroz ou sabugos de milho seco triturado. Ele deve estar seco e limpo para evitar o aparecimento de enfermidades. A troca é feita no final de cada ciclo (30 dias) por baia ou antes se houver excesso de umidade. A cada 10 dias, devido ao escalonamento do manejo, uma baia é limpa e o substrato retirado deverá ser levado para a compostagem. Cuidados com saúde do animal Bebedouro é ajustado de acordo com o crescimento das aves, na altura do papo. Deve ser lavado diariamente com escova, água e sabão e abastecido com água fresca. Comedouro na altura do papo fornecendo ração inicial de frango de corte até 20 dias e ração de terminação até abate (30 - 40 dias). A partir de 30 dias matar um frango por dia. Anotar peso ao abate e consumo de ração. Os pintos vêm vacinados dos incubatórios contra bouba. Esporadicamente pode ser necessário vermifugação e controle de cocciodiose. Criação de moscas domésticas para produção de larvas para alimentação de aves e peixes Este procedimento é utilizado no Sisteminha Embrapa – Sistema de Produção Integrada de Alimentos. Objetivo: Manejo da criação de moscas domésticas (Musca domesticus) com a finalidade de obter suas larvas para nutrição animal. marcelopulido Realce marcelopulido Nota comprar balança 42 A busca pela obtenção de proteína animal de baixo custo e alta concentração tem sido ampliada nos últimos anos, e a produção de larva de mosca doméstica, realizada no Sisteminha Embrapa, preenche estes requisitos se observarmos a sua potencialidade e a quantidade e qualidade de nutrientes que podem ser obtidos de forma rápida e simples. O resíduo sólido do sedimentador do tanque de criação de peixes é degradado por bactérias que são uma ótima fonte de alimentos para as larvas de moscas. Os insetos estão na base da pirâmide alimentar e apresentam prolificidade e com ciclo de vida rápido. Portanto, o aproveitamento deste resíduo como substrato para a produção de larvas de moscas deve ser estimulado por promover a reciclagem de resíduos resultando na produção de um alimento vivo de alta qualidade. O ciclo de vida da mosca doméstica compreende 4 fases (ovo, larva, pupa e adulto). As larvas de moscas apresentam composição bromatológica variável em função do com o substrato utilizado na sua criação e idade da larva. Em média apresentam 22,04% de Matéria Seca, 47,85% de Proteína Bruta, 25,85% de Extrato Etéreo e 0,12% de minerais. É imprescindível essa informação??? A criação não é dispendiosa e pode ser feita em instalações simples construídas com materiais reciclados. No sisteminha utiliza-se a mesma tecnologia de criação de moscas descrita para a produção de alimento vivo para rãs. Para se criar 15.000 moscas escalonadas semanalmente, para uma produção em torno de 1-2 kg de larvas diariamente, necessita-se de uma área protegida para o moscário em torno de 3 m2. Esta área deve ser isolada com tela sombrite ou outra tela plástica. Deve ter uma cobertura de telha ou palha para proteção do sol e chuva. Para um escalonamento com intervalo de 7 dias para o povoamento, são utilizadas 4 gaiolas de 0,70m x 0,70m x 0,70 m (C x L x A) compostas de armação de madeira recoberta por tela de náilon branca ou verde com diâmetro de 1,0 mm. A área da entrada da gaiola é de 30cm x 20cm recoberta com pano preto, para evitar fuga das moscas. Por esta porta é feito o manejo que consiste nas trocas de bandejas, colocação de alimento e água. São utilizadas bandejas de plástico, de 40cm x 30cm x 5cm (C x L x A) , para crescimento das larvas. O suporte para estas bandejas deve ser coberto para reduzir a iluminação. A temperatura ambiente no interior do moscário deve ser mantida entre 25 - 28ºC para um bom desenvolvimento das moscas. As bandejas de desenvolvimento das larvas são colocadas em um suporte que deve ser coberto com tela sombrite para escurecer, evitar a postura de moscas selvagens e a entrada de outros insetos, sem impedir a ventilação. No entanto, durante a criação das larvas, à medida que estas crescem, deve-se ter um cuidado especial com a elevação da temperatura que ocorre no substrato colocado nas bandejas. A temperatura das bandejas pode chegar até 60ºC e matar as larvas. Há necessidade de se monitorar o aquecimento do substrato com um termômetro. Sempre que a temperatura ultrapassar 30ºC é necessário fazer a divisão do mesmo utilizando uma nova bandeja misturando e dividindo o material da bandeja com substrato novo. O substrato padrão consiste de uma mistura de farelo de trigo (400g de farelo e 400 mL de água) até atingir um ponto de massa homogênea. No Sisteminha, a água é substituída pelo resíduo úmido que fica depositado no fundo do sedimentador. Após 3 dias as larvas estão prontas para o consumo animal e devem ser separadas do substrato. A separação é feita retirando-se as camadas superiores do substrato. As larvas vão para o fundo da bandeja fugindo da luz. Se colocadas sobre uma peneira elas podem ser coletadas abaixo desta em outra bandeja. marcelopulido Realce marcelopulido Nota como controlar? marcelopulido Realce comprar 43 As larvas que servirão de matrizes e reprodutores devem completar a metamorfose nas bandejas. Após 5 dias elas iniciarão a transformação para pupa. A cor das pupas vai escurecendo para um tom avermelhado até próximo à cor preta. Nesta fase elas podem ser separadas do substrato. O substrato juntamente com as pupas deve ser colocado em um balde com água e misturado. A densidade das pupas é menor do que a da água. As pupas flutuam sendo facilmente coletadas com uma peneira. Elas devem ser secas à sombra e em seguida mantidas em local fresco. 100g destas pupas podem se transformar em aproximadamente x moscas adultas. A gaiola deve ser preparada antes do nascimento das moscas adultas. Devem ser limpas e desinfetadas . A solução desinfetante pode ser feita misturando 1 colher de chá rasa de cloro usado para limpeza de piscina misturado à 10 L de água. Na falta do cloro, pode-se utilizar água sanitária na limpeza. Uma colher de sopa deágua sanitária por litro de água. Proceder a limpeza cobrindo as mãos com uma luva de plástico e usar um pedaço de pano ou escova que deve ser passada em toda a gaiola. Deixar secar à sombra antes de colocar as pupas no interior da gaiola para o nascimento das moscas adultas. Após o nascimento, deve ser fornecida água limpa (1 xícara pequena (30 mL) que pode ser colocada um prato plástico ou tampas de potes de margarina. As moscas adultas serão alimentadas diariamente com uma colher de sopa (20 g) de açúcar cristal, colocado em um recipiente raso, em outro recipiente será colocado 1 xícara pequena (30 mL) de leite. O leite líquido pode ser substituído por leite em pó. Cada um dos ingredientes deve ser colocado em recipientes separados, que devem ser lavados diariamente com esponja, água e sabão. Devem-se usar pedaços de papel higiênico sobre os líquidos para impedir o afogamento das moscas. Compostagem O uso de fertilizantes químicos é comum entre os produtores, como forma de estimular o crescimento de culturas agrícolas. No Sisteminha Embrapa utiliza-se o composto produzido a partir da matéria orgânica processada por microorganismos e pelas minhocas. O material oriundo deste processo é muito rico em nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Estes nutrientes e minerais são essenciais para o desenvolvimento das plantas. Os resíduos orgânicos de origem animal ou vegetal são utilizados no processo. No Sisteminha Embrapa para a produção do composto são utilizadas as matérias orgânicas oriundas da criação de peixes, galinhas e frango de corte, gado, caprinos e ovinos, porquinhos da índia, codornas e restos de vegetais. 44 A área de abrigo dos compostos orgânicos é de 12m2 (3m x 4m) com pé direito de 1,90m. Utiliza-se uma cobertura feita com tela sombrite de 70 %. É conveniente cobrir duas ou três das laterais, para proteger do sol e do vento. O piso deve ser ligeiramente inclinado ( 0,5%) e pode ser revestido com uma camada de solo cimento (1 parte de cimento para 10 partes de terra). Após ser bem misturada a terra seca com o cimento, esta mistura é colocada sobre o piso. Em seguida deve ser bem socada, com auxilio de um soquete, até ficar bem firme. Usar um regador para molhar bem o piso socado e deixar secar. Construído desta forma o piso é resistente ao manuseio. O processo da compostagem é feito de forma escalonada, a cada 15 dias, sem adição de nenhum produto químico. São feitos montes de composto com 2,0 m x 1,0 m x 0,3 m (C x L x A). O material orgânico oriundo das culturas e o resíduo sólido produzido pelos animais é a matéria prima que serão utilizada na preparação do composto. Cada monte é estocado em camadas como um sanduiche com material orgânico de origem vegetal e resíduos animais (restos de cama e esterco). Essa formação é importante para que os microorganismos se multipliquem e degradem a matéria orgânica. O monte deve ser mantido úmido e portanto, deve ser irrigado diariamente com água oriunda do sedimentador ou do tanque de peixe. Após completar 15 dias o composto é revirado. O processo é repetido de modo que ao completar o ciclo teremos três montes de composto com 15, 30 e 45 dias respectivamente. Revirar os montes a cada 15 dias é importante, pois durante este período a temperatura aumenta no interior do monte e o manejo provoca a aeração e auxilia na estabilização e transformação da matéria orgânica. Na medida em que a matéria orgânica vai se estabilizando a temperatura vai abaixando. Ao completar 45 dias o composto foi revirado 3 vezes, mas ainda não está adequado para ser utilizado na adubação das plantas. Neste ponto, ele está Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 45 pronto para ser utilizado como substrato para as minhocas que se alimentam deste substrato e portanto, vão terminar o processo de decomposição, transformando todo o material em húmus. Este húmus é o adubo natural mais rico que pode ser produzido na natureza. Neste caso em função dos nutrientes N, P, K, Ca, Mg e outros presentes na água do peixe ele fica ainda muito melhor. Minhocário As minhocas são utilizadas para a produção do húmus, a partir do composto formado com restos vegetais e resíduos produzidos pelos animais do Sisteminha. A espécie escolhida é a minhoca conhecida como vermelha da Califórnia cujo nome científico é a Eisenia andrei. As minhocas hermafroditas incompletas. Apesar de terem os dois sexos no mesmo animal, elas precisam de uma parceira para realizar a fecundação. Após a reprodução, ambas as minhocas são fecundadas e produzem casulos que vão originar novas minhocas. Esta espécie é a mais usada na minhocultura ou vermicompostagem e produzem húmus para atividade agrícola. Esta espécie é a que possui maior taxas de crescimento e reprodução. No Sisteminha Embrapa a criação das minhocas é feita a partir de casulos comerciais comprados no comércio. As minhocas vermelhas da Califórnia aproveitam a matéria orgânica do composto como alimento e eliminam seus excrementos na superfície. O excremento das minhocas, quando estabilizado é o húmus. Cada minhoca consegue se alimentar diariamente com uma quantidade equivalente ao seu peso. Elas são bem diversificadas quanto à origem dos alimentos e possuem uma grande quantidade de enzimas para degradar este material. No seu tubo digestivo também há microorganismos capazes de degradar a celulose dos restos vegetais. O húmus é a forma mais degradada da matéria orgânica do composto fabricado no Sisteminha. O minhocário utilizado no Sisteminha ocupa uma área coberta de 15m2 (3m x 5m). Neste local sobre um suporte a 90 cm do piso, constrói-se um caixote de 1,0m x 2,4m x 0,4m (L x C x A) com ripas, bambu (taboca) ou outro material que deverá ser revestido com tela sombrite. A temperatura no ambiente de criação deve ficar abaixo de 30ºC e umidade do substrato máxima de 85%. O revestimento com tela sombrite proporciona uma boa aeração e drenagem do meio, que não deve ser compactado e nem encharcado. Dentro deste caixote será colocado o composto preparado com antecedência de 45 dias antes da chegada dos casulos. Após a colocação do composto no caixote, deve-se cobri-lo com restos de palhas ou capins secos para reter a umidade do meio e proporcionar um ambiente protegido às minhocas. Os casulos devem ser colocados em um balde cheio do composto maduro (45 dias). Após o nascimento das minhocas, o material contido nos baldes deve ser espalhado sobre o composto Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce Pulido Realce 46 do minhocário. As minhocas nascidas ficarão adultas com 50 dias após o nascimento, quando iniciarão o ciclo de reprodução. A partir desta fase inicia-se o manejo das minhocas, para produção de húmus, integrado à compostagem. A próxima figura ilustra este manejo. A cada 15 dias iniciam-se a reposição do composto no minhocário e a preparação de um novo monte de composto (A,B,C... D da figura) na composteira. O material que completar 45 dias na composteira (A) vai para o minhocário e o material que estiver completando 30 dias (B) e 15 dias (C) é revirado e colocado no lugar do que vai ser utilizado pelas minhocas (A). Este manejo é repetido a cada 15 dias com B, C... D, etc. As minhocas tem fototropismo negativo (fogem da luz). Portanto, podemos aproveitar esta característica para separar diariamente o húmus que será utilizado no plantio dos vegetais. Todos os dias é retirada da superfície uma camada de húmus, com aproximadamente 5 cm, tomando-se o cuidado para não incluir as minhocas neste material. Elas vão descendo para o fundo da caixa na medida em que se vai retirando a camada da superfície. Quando a camada de húmus, dentro da caixa,