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Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 1 23-09-2012 Análise de Vibrações por Órbitas Em máquinas, algumas vezes é preciso mostrar duas características de um mesmo sinal sendo então muito conveniente agrupá-las em uma mesma representação. Em máquinas, por exemplo, a resposta dinâmica envolve amplitude e fase. Esta fase, ou defasagem, representa um atraso de tempo entre a excitação e esta resposta. A combinação destas duas informações constitui o Diagrama de Bode, mostrado na fig. 1 abaixo. A representação das duas variáveis do diagrama de Bode em um único gráfico tem suas vantagens. É o chamado Diagrama de Nyquist, também mostrado na figura abaixo. Figura 1 – Bode e Nyquist Outra forma muito antiga e eficiente, é descrever o movimento de um corpo dentro de um espaço, ou seja, sua órbita. As pessoas tem um bom entendimento sobre órbitas. Ótimos exemplos são as órbitas dos planetas e satélites no sistema solar, as Figura 1 - Diagramas associando a amplitude e a fase em função da freqüência de excitação, o de Bode à esquerda e o de Nyquist à direita Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 2 23-09-2012 Figura 2 – Instalação dos sensores de proximidade para medida de órbita órbitas dos elétrons no átomo. A órbita representa então o caminho de um corpo em um espaço. O desenho da órbita indica a regularidade ou aleatoridade deste movimento. Em máquinas é comum mostrar a órbita das pontas e eixo dos mancais, ou do rotor dentro da carcaça. Para isto, instala-se dois sensores de proximidade separados de 90o, no local da medida. A figura 2 abaixo mostra a montagem de dois sensores que medem simultaneamente as vibrações nos eixos x e y. São dois canais de medição, chamados x e y, o próprio sistema cartesiano. Os sinais de vibração dos sensores depois de tratados e combinados formam a curva de Lissajous que plotada, mostra a movimentação do eixo no mancal, ou seja, a órbita que o eixo executa dentro do mancal. A figura abaixo mostra uma órbita típica formada por duas componentes de freqüência, uma de 1 X e outra de 2 1 X. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 3 23-09-2012 Figura 3 – Órbita de um eixo Figura 4 – Esquema de instrumentação de órbita utilizando-se um osciloscópio A figura 4 mostra as ligações dos sinais a um display, tipicamente um osciloscópio analógico e mais recentemente, digital (para incorporar outros recursos de análise). Esta configuração típica tem um terceiro sensor que marca na órbita uma referência física do eixo na órbita. O sensor de fase ligado ao canal z do osciloscópio (controle de brilho do traço) interrompe o feixe luminoso e cria um ponto forte indicando a posição de uma chaveta e o sentido da órbita. O sentido de rotação da órbita é a precessão do movimento, chamada positiva se for o mesmo da rotação e de negativa ou reversa se for o oposto. Rotação Rotação Vibração Total Componente 1X Componente 1/2X Osciloscópio Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 4 23-09-2012 Figura 5 – Exemplos de órbitas com várias frequências A forma mais antiga, porém ainda usada, para visualizar as órbitas é o osciloscópio. Nele são conectadas as saídas dos transdutores, a vertical na y e a horizontal na x. Quando o osciloscópio tem a entrada z, do comando do brilho do traço, usa-se um terceiro sensor de proximidade que percebe a passagem da chaveta no eixo. O sinal deste detector de fase cria um ponto brilhante no traçado da órbita indicando seu sentido de giro (figura 5). O ponto mais luminoso do detector de fase incluído na órbita fornece informações adicionais para a análise, por exemplo: - Cria uma referência da vibração em relação a uma posição física do eixo, uma fase; - Facilita a identificação das harmônicas e sub-harmônicas (na componente de 2 1 X aparecem duas marcas de fase, vide figura 5); - O sentido da órbita, se é o mesmo da rotação ou contrário. Ou seja, se o rotor está com precessão positiva ou negativa; - Com a referência de fase, é possível definir por exemplo, um ponto ou região de roçamento Órbitas não filtradas onde a marca de fase atua como um estroboscópio, segue abaixo: Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 5 23-09-2012 Muitos transdutores de vibração estão disponíveis no mercado atual. Através da escolha correta de um transdutor para uma aplicação específica é uma questão crucial, tanto para a precisão da monitoração de vibração da máquina quanto para a capacidade do diagnóstico. As informações em relação à capa do mancal não podem indicar verdadeiramente a resposta dinâmica do eixo num estado de mau funcionamento. Medições ocasionais realizadas por transdutores sísmicos (tanto de velocidade quanto de aceleração) podem ser muito imprecisas. Portanto, usando um sistema de transdutor que aciona casualmente pode ser visto apenas como um método indireto para quantificar as falhas da máquina. Os sensores de proximidade podem medir diretamente as respostas relativas do rotor para o alojamento dos mancais. Para algumas máquinas que processam alta atividade da caixa do mancal, tanto o sensor de proximidade quanto o transdutor ocasional, podem ser usados, resultando no que chamamos de deslocamento absoluto do eixo. Quando aos sensores de proximidade e a corrente de turbilhão de óleo são usados para monitorar o deslocamento lateral do eixo, o sensor indica os seguintes componentes : - Um o sinal DC proporcional à média de posicionamento do eixo de acordo com o sensor ocasional. - Um sinal AC (neste caso com flutuação negativa) correspondente à dinâmica de movimentação do eixo de acordo com o transdutor ocasional. Nas aplicações de plantas típicas os sinais dos transdutores são processados e disponibilizados pela monitoração da vibração radial. Os sensores de proximidade são primeiramente utilizadas em máquinas com mancais, turbinas, bombas e componentes com filme de fluido lubrificante. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 6 23-09-2012 Para a monitoração mínima das máquinas, dois sensores de proximidade ortogonais devem ser instalados na caixa do mancal. Isto vai proporcionar o sinal AC e outros sinais para a monitoração on-line, além dos diagnósticos. Quando usado no conjunto de revezamento de sensores, a capacidade do diagnóstico é muito mais notável. Estes transdutores promovem a maioria dos dados necessários para a propriedade de monitoração da rotação da máquina, assim como a órbita e a Posição Média do Eixo. Mesmo assim, os sensores de identificação, instalados na máquina ou em cada mancal radial, devem ser considerados como fonte da mais completa informação e diagnósticos de falhas. Componente AC – Órbitas A componente AC do transdutor produz um sinal periódico com formato de onda, uma onda para cada sensor (fixados ortogonalmente na folga). Uma onda típica é mostrada na Figura 7. Note que as ondas estão separadas. A Figura (onda) da esquerda filtra a velocidade (1X), mostrando um sinal suave, já a da direita capta a vibração. Fig 6- Mostra a Posição Média da Linha central do Eixo dentro da cavidade do mancal, usando dois sensores fixados ortogonalmente. Para rotações no sentido horário esta resposta é considerada aceitável. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 7 23-09-2012 As órbitas são formadas estavelmente e você deve saber primeiramente que cada onda produzida representa um processo individual de sinal de vibração. Este sinal é gerado pela locação angular específica do sensor no rotor, relatando o movimento lateral do eixo no plano. Quando dois sensores são fixadosortogonalmente (XY configurados a 90º) as duas ondas (sinais) representam o deslocamento pico a pico do eixo em seus respectivos planos angulares, e são descritos (desenhados) como amplitude ou deslocamento versus tempo. (Figura 7 e 8). Uma órbita é gerada pela parceria dos sinais (ondas) dos dois sensores (XY), então o elemento tempo é excluído deixando o elemento amplitude X versus o elemento amplitude Y, descrito (plotados) no Sistema de Coordenadas Cartesianas (ou nas coordenadas polares). Fig 7 - A onda da esquerda representa a resposta da sincronia da vibração lateral do rotor, enquanto a onda da direita é a representação da vibração geral presente no sistema. Freqüências do tempo geral estão entre 0 Hz e 10 Hz. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 8 23-09-2012 Fig 8 - Resultados gráficos plotados nas equações 1 e 2 do tempo T1 e T2. À direita das ondas as associações de órbita do eixo são representadas como amplitude versus amplitude. Os pontos numerados (1, 2, 3, etc.) ao longo da onda correspondem a pontos específicos na previsão da órbita. As mesmas entradas são usadas na figura 4. Para ilustrar esta questão, vamos considerar um par de ondas XY, que são separadas por uma diferença de fase de 90º e cujas amplitudes são 1.00 mil (no sensor vertical) e 0.50 mil (no sensor horizontal). Estes dois sinais são descritos abaixo: X (θ) axial horizontal = 0.50 cos (θ) (equação 1) Y (θ) axial vertical = 1.00 sen (θ) (equação 2) Onde (θ) = ft (wt) (f = freqüência de rotação e t = tempo) representando a revolução do eixo (T1 a T2) nas radiais e os valores numéricos (1.00 e 0.50 mil) são amplitudes da vibração lateral do eixo. Na Figura 8, as equações 1 e 2 são descritas na amplitude versus domínio do tempo (formação da onda). Resultados similares são obtidos utilizando o 1X filtrado da máquina, o par de ondas XY ou pares de ondas que não tenham sido filtradas de cada mancal. As ondas e as apresentações de órbita podem ser facilmente mostradas em dois canais osciloscópios. É importante notar que o osciloscópio deve ter um terceiro canal, o canal Z para um sinal de entrada do sensor (Figura 9). Quando dois sinais de vibração são absorvidos Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 9 23-09-2012 Fig 9 Dois sinais individuais entram no osciloscópio passando pelo sensor de proximidade o que permite a informação da fase angular para ser representado na órbita. A amplitude de órbita expande em 2 mil pico a pico verticalmente (direção Y) e 1 mil horizontalmente (direção X) com a amplitude do canal XY em escala de 5 mil por divisão. pelo par de canais do osciloscópio e observados no display, as vibrações podem ser descritas com base no tempo (onda senoidal) ou na forma orbital (Figura 9). Neste modelo de órbita, o osciloscópio localiza os sinais da vertical (Y) e da horizontal (X) de acordo com suas respectivas axiais para criar um display de amplitude versus amplitude. O formato que este irá tomar é governado pela seguinte equação : X (r, θ) axiais horizontais ≡ r Cos (θ) equação 3 Y (r, θ) axiais verticais ≡ r Sen (θ) equação 4 Onde (θ) = ft (wt) (f = freqüência de rotação e t = tempo) representa uma revolução do eixo (na radial) e r denota a amplitude lateral do eixo. Uma órbita padrão, como vista no osciloscópio, é simplesmente um raio de luz ponteado que se move tão rapidamente que aparenta ser uma linha contínua na tela. Este rápido movimento dos pontos representa o movimento da linha central do eixo, como visto nos sensores de proximidade. A órbita é o percurso, o caminho da linha central do rotor na posição lateral dos sensores de proximidade. As pulsões quando alimentam o canal Z na entrada intensiva do osciloscópio, intensificam os pontos instantaneamente quando a ranhura (uma por evento) passa por baixo do sensor de proximidade. De qualquer forma os pontos nas órbitas (ondas) representam a movimentação da linha central do eixo, em seu percurso no instante em que a ranhura está em frente ao sensor de proximidade. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 10 23-09-2012 Fig 10 Mostra uma revolução no rotor com as ondas baseadas no tempo à direita e a órbita à esquerda Esta técnica identifica uma referência física fixa do eixo. Este arranjo produz não somente a amplitude do pico a pico, mas também informações importantes de fase que são usadas nos diagnósticos. A Figura 4.5 mostra os dados sendo processados pelo diagnóstico do software de vibração. A Posição Média do Eixo dentro da cavidade do mancal e a forma elíptica da órbita indicam a carga do rotor e a diferença na resistência dinâmica na localização do mancal. Note que o gráfico de órbita na Figura 10 é suavemente elíptico (formato de limão). Este dado sugere que o rotor está em boa condição de operação com a mínima influência de força normal, assim como gravidade, fluido e força de carga do mancal. Posição do eixo e órbitas Os diagnósticos dependem do conhecimento dos parâmetros dos mancais da máquina. Elementos como abertura diametral e tipo específico de mancal ajudam quando se aplicam técnicas de diagnósticos. Casos 1, 2 e 3 ilustram as condições de mudanças na máquina. Cada caso mostra a posição relativa do eixo dentro da cavidade do mancal de acordo com sua órbita associada. Estes exemplos progridem de uma forma normal de operação para um estado de má operação, esta transformação é obtida através dos dados reais das máquinas. Eles foram redesenhados para melhorar a compreensão. O dado da linha central da órbita/eixo mostrado na Figura 11 (caso 1) mostra uma boa condição de operação da máquina. O dado da linha central do eixo mostra que o rotor está em seu quadrante inferior esquerdo. A órbita não mostra evidência de carga anormal. O próximo conjunto de dados, entretanto, (Fig. 12) demonstra como um problema como desalinhamento entre duas máquinas podem afetar ambas, a posição do eixo e órbita mostrada como um resultado do eixo de pré-carga. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 11 23-09-2012 A mudança no formato da órbita pode, por exemplo, indicar pré-carga mutante (isto é desalinhamento) agindo no rotor. Se as forças de restrições (resistência dinâmica) são iguais em todas as direções radiais, quando a única força agindo sobre o rotor é o balanço residual, então a órbita deve ser circular. Outras forças ou restrições desiguais fazem com que o rotor responda com formas não circulares, como aquelas ilustradas nas Figuras 12 e 13. Uma pré-carga progressiva pode resultar na mudança do formato da órbita como mostra a Figura 13. A posição média do eixo associada é mostrada no diagrama da linha central do eixo no quadrante superior esquerdo. O formato da Figura 13 e o fato da posição média do eixo estar no quadrante superior esquerdo, indica carga excessiva do rotor que pode ser resultado de desalinhamento com excessivo esforço do condutor e/ou problemas severos nos mancais. O condutor da máquina, com tais problemas devem ser inspecionados imediatamente. Pré-carga – resumo geral Estes casos mostram com a posição central do eixo e a órbita, podem responder com pré-carga unidirecional crescente, pesada, resultando no padrão clássico da Figura 13. Observando-se o padrão orbital, o grau e o plano de uma condição de pré-carga, podem ser determinados e traçados. Normalmente, em pré-carga, pesada não é indicada por uma forma perfeita da Figura 13, mas por voltas de diferentes tamanhos. Pré-cargas afetando um sistema rotor pode ser enquadrado em diversas categorias. Pré-carga radial inclui gravidade, forças de fluido, carga anormal (especialmente os tipos internamente ajustáveis), selos e condutorescom esforço excessivo. A pré-carga pode ser danosa se as forças envolvidas são fortes o suficiente para causar fadiga. Os resultados podem ser desgastes excessivos dos mancais, fadiga e/ou trinca no eixo. Analisando as formas da órbita, o crescimento da pré-carga do rotor forçará a órbita a um formato mais elíptico. A resposta inicial é uma mudança na amplitude 1X, seguida de crescimento das outras freqüências, como 2X, indicando vários desalinhamentos ou outros problemas. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 12 23-09-2012 Fig 12 A condição de má função na carga lateral evidenciada pelo percurso da linha central do eixo no quadrante superior da esquerda, e a forma elíptica da órbita é causada pela alta força do rotor. Condições como estas são vistas nos mancais de turbinas e compressores. Vibração e direção da Órbita A Figura 14 mostra duas órbitas do mesmo tamanho e formato, mas com diferentes orientações e pressões. A órbita “A” pode ser considerada normal para o mancal trabalhando no sentido anti-horário (CCW), mas anormal para rotação no sentido horário (CW). A inversa é verdadeira para a órbita “B” – normal no sentido horário é anormal para rotação no sentido anti-horário. Observe que o sensor prevê a seção em branco na órbita. Desta marca, a direção da vibração seguinte, pode ser determinada. O termo Fig 11 Uma aceitável órbita de 3600 rpm de acordo com a associação da linha central do eixo que percorre o mancal durante a partida. Note que a rotação do maquinário é horário, como indicado na posição do eixo no quadrante inferior. Esta órbita do eixo representa um bom funcionamento da máquina. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 13 23-09-2012 Fig 13 Mostra a condição da alta carga evidenciando a linha central do eixo no quadrante superior esquerdo contra a parede do mancal. Esta órbita sugere que a previsão reversa indicando que a condição de pré-carga é severa. brilho branco consiste na direção da vibração dada pela localização do sensor, na pressão da órbita. A direção rotacional atual da máquina, sob condições normais, pode coincidir com a direção da vibração. Falhas comuns Os dados apresentados na órbita são de grande valor para o especialista de vibração de máquina. Muitos tipos diferentes de defeitos podem ser identificados através da análise de órbita. Poucos problemas são ilustrados aqui para mostrar quanto pode ser aprendido visando esta poderosa ferramenta de diagnósticos. A Figura 15 ilustra um rotor com pré-carga mínima (diferente das forças normais como gravidade, fluido e carga) cuja freqüência predominante é uma vez a velocidade corrente. Fig 14 A órbita mostrada dentro da cavidade do mancal. Evidencia o brilho branco prevendo a direção da vibração vista no osciloscópio. Note que a figura ilustra a direção do rotor de duas máquinas diferentes. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 14 23-09-2012 Falhas devido à carga Lateral Quando um desalinhamento (o caso mais comum de pré-carga) está presente, a órbita deve formar-se como mostra a Figura 16. Crescimento angular e/ou compensação paralela entre dois rotores são a causa mais comum de desalinhamento de máquinas. Fig 15 Representa a máquina com características mínimas de pré-carga e seus problemas. A freqüência de amplitude predominante é 1X. Fig 16 Representa a máquina com fraco desalinhamento. Garantia de investigação adicional. Note que a larga amplitude está presente na maioria dos planos de vibração. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 15 23-09-2012 Os fenômenos de Turbilhonamento de Óleo e Chicote de Óleo (Whirl e Whip) Introdução Grandes máquinas que possuem mancais de deslizamento estão expostas a vários tipos de problemas de vibração, incluindo aqueles gerados devido à ressonâncias. Mancais com filmes de fluído influem diretamente na freqüência natural do sistema global do rotor. Ao contrário da bem conhecida freqüência natural mecânica, a freqüência natural do fluído é altamente influenciada por fatores de operação, tais como a velocidade do eixo e a excentricidade do eixo no mancal. O turbilhonamento de óleo e o chicote de óleo representam os maiores exemplos de ressonâncias em filmes de fluído. São caracterizados por uma precessão para frente em uma órbita circular com uma freqüência subsíncrona. Com o auxílio da plotagem de órbitas podemos detectar estes fenômenos. Vibrações induzidas no fluído Vibrações induzidas no fluído são problemas danosos encontrados em muitas máquinas rotativas, tais como grandes turbinas e compressores. As vibrações resultantes deste problema limitam a segurança e a eficiência de operação do equipamento, pois estão diretamente relacionados à velocidade da máquina e pode existir em uma alta gama de velocidades. Vibrações induzidas nos fluídos (VIF) são descritas como um tipo especial de ressonância auto-excitável. Elas são induzidas por um mecanismo interno (neste caso um mancal via filme de óleo) que transfere parte da energia rotacional do eixo de volta ao eixo como uma vibração lateral. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 16 23-09-2012 Exemplos de VIF são: Turbilhonamento de Óleo, Chicote de Óleo, Ressonância Subsíncrona e Stall. Além disso, a VIF pode ser presenciada em diversos locais no equipamento, a figura abaixo mostra os tipos e locais. Rotor-Mancal: A interação e os efeitos O turbilhonamento de óleo e o chicote de óleo aparecem quando a rigidez quadrática e a rigidez direta se aproximam de zero. Máquinas montadas em mancais de deslizamento terão apenas dois tipos de ressonância: mecânica e fluídica. A freqüência natural de todo o conjunto (não apenas do rotor) será afetada pela interação dos três elementos: Eixo, Filme de Óleo e o Mancal. Estes materiais são parcialmente mecânicos (materiais sólidos) parcialmente fluídos (óleo hidráulico). Rigidez Dinâmica Complexa Rigidez Direta Rigidez Mecânica Rigidez Quadrática Rigidez Fluídica Observe que a freqüência natural de um equipamento obtida via teste de impacto não será adequado para este tipo de máquina, pois irá mostrar apenas as Instabilidade no Fluído (Localização) instabilidades nos selos, vedantes instabilidades nos Mancais Intabilidades nas pontas das Pás Intabilidades Axiais instabilidades Radiais Turbina Compressor Classificação de instabilidade baseada na localização Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 17 23-09-2012 Figura 16– Carta de Frequência freqüências naturais à zero rpm como uma espessura mínima de fluído. Isto explica a diferença entre os valores obtidos no start up e os valores do teste de impacto. Para compensar esta deficiência cartas de freqüência são gerados. Estas cartas fornecem a freqüência natural do equipamento como uma função da velocidade do rotor e com uma espessura de fluído normal. A figura abaixo ilustra esta carta: É importante ter em mente que: As características mecânicas (relacionadas ao rotor, ex: massa do eixo) são geralmente independentes da velocidade enquanto que as características do fluído (relacionado ao fluído do filme e mancal, ex: espessura do filme) são dependentes da velocidade. Sintomas de Turbilhonamento/Chicote de Óleo 1- Freqüências Subsíncronas 2- Altas Amplitudes (chegando a limites dos alarmes) 3- Órbitas Circulares ou quase circulares 4- Precessão para frente (análise de órbitas) Uma freqüência subsíncrona é aquela com um valor inferior ao valor da freqüência do eixo. A freqüênciado Chicote e do Turbilhonamento é aproximadamente igual à 0.42X a 0.48X Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 18 23-09-2012 Comparativo Turbilhonamento (Whirl) Chicote (Whip) Precessão para frente Precessão para frente Ocorre a baixo rpm Ocorre em rpm mais alto Depende da velocidade rotação para começar e terminar Depende da velocidade rotação para começar e terminar Durante sua existência: - Ordem de freqüência é quase constante mesmo como aumento de rpm - A Freqüência muda (aumenta) com o aumento de rpm Durante sua existência: - Ordem de freqüência muda (decresce) com o aumento de rpm - freqüência é quase constante com o aumento do rpm Órbita Circular ou quase circular Órbita Circular ou quase circular Figura 17– Gráfico demonstrativo, observar o aparecimento de whirl (turbilhonamento em 0,475 X) Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 19 23-09-2012 A Figura 18 mostra um componente subsíncrono, uma instabilidade de fluido como ilustrada pelos dois sensores. A previsão da componente de vibração é sempre para frente (mesma direção da rotação da máquina) e a forma da órbita é normalmente circular. Para um filme de fluido típico, a freqüência de vibração auto-excitada de uma instabilidade está entre 30 e 48%, da velocidade de operação da máquina. Quando o whirl de óleo é visto em um osciloscópio, os dois pontos do sensor giram suavemente contra a rotação da máquina, indicando que a freqüência subsíncrona é menor que 50% da velocidade da máquina. Entretanto, se os pontos permanecem estacionários, então a freqüência é exatamente 50% da velocidade da máquina. A Figura 19 mostra uma disfunção de carga destrutiva em processo. Normalmente conhecida como “golpe de fluido” sua precessão da vibração é para frente. O período desta disfunção de auto-excitação pode estar ou não harmonicamente relacionada ao período rotacional do eixo. Quando não, os pontos do sensor movem-se num padrão harmônico parecido. Quando harmonicamente relacionados, os múltiplos pontos do sensor precedentes serão estacionários. Esta condição é acompanhada por grandes amplitudes de vibração que geralmente se estende pela cavidade dos mancais. Fig 18 Representa a máquina com as componentes subsíncronas operando na metade da velocidade. Sugere excitação no whirl de óleo. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 20 23-09-2012 Falhas no rotor devido atrito A posição do eixo e as formas de órbita podem também indicar atrito, outra forma de problema de máquinas vista nas aplicações de hoje. O atrito ocorre quando o eixo rotativo entra em contato com uma parte estacionária da máquina. Problemas incluem contato de eixo com os selos (geralmente com espaços radiais mínimos), vapor recém instalado, contatos das lâminas – turbina/ compressor devido à falha de carregamento, anomalias de carcaça devido as ordens térmicas, enfim. Um atrito ocorre como um efeito secundário de algumas disfunções da máquina. Isto é indicado pelo crescimento dos níveis de vibração e mudança no formato da órbita e posição média do eixo da linha central. Se o atrito persistir, a resposta ao problema torna-se dominante. Diferentemente, o whirl e whip de óleo podem ter formatos diferentes na órbita. Estes formatos podem variar de um looping (Fig 13) com o crescimento constante das Fig 19 Representa excitação subsícrona na primeira ressonância do balanço do rotor quando a velocidade da máquina é duas vezes maior do que a ressonância. Refere-se ao whip de óleo. Esta disfunção pode ser prejudicial devido às amplitudes da vibração na cavidade do mancal. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 21 23-09-2012 amplitudes até um formato completamente circular (atrito anelar completo que tem o selo e o espaço dos mancais com os quais o rotor está em contato). O aumento de temperatura do sistema pode indicar também que a máquina está com problemas. O atrito no sistema pode aumentar devido à lubrificação a óleo e as temperaturas do processo. Níveis de vibração podem crescer pelo condutor da máquina devido à curvatura (flexão) do eixo. Os dois principais tipos de atrito podem ser classificados em: - Atrito parcial: esta é a forma mais comum de atrito que ocorre quando o motor entra ocasionalmente em contato com uma parte estacionária da máquina. A freqüência fundamental mais comum é de 50% da velocidade corrente. Portanto, a órbita pode formar a Figura 13, mas com dois pontos do sensor de proximidade. Devido ao movimento regular do eixo, por causa do contato parcial do rotor com as partes estacionárias, outras freqüências podem aparecer como na progressão da órbita. Submúltiplos da velocidade corrente com 25x, 35x, enfim podem ser indicados pelos sensores adicionais. Por exemplo, a freqüência de 33% (1/33) pode aparecer como um looping retorcido com três pontos, prevendo a vibração. As seguintes relações podem ajudar a identificar atritos parciais: freqüências comuns geradas por atrito parcial: Quando Freqüência gerada Ωestá presente. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 23 23-09-2012 A realização de um estudo de alinhamento óptico nesta máquina mostrou que a bomba estava 0,005 polegadas (0,13 mm mais baixa em relação à linha central da turbina). Além do mais, dados da linha central do eixo médio, mostraram que o rotor estava inicialmente posicionado no quadrante superior direito (Figura 13). Este dado indica que o sentido foi originalmente informado de maneira incorreta em relação aos mancais devido ao desalinhamento do sistema. A bomba foi subseqüentemente realinhada à turbina, resultando em uma mudança como mostrada nas Figuras 19 e 20. A posição do eixo e o gráfico de órbita mostram claramente que o diagnóstico de desalinhamento estava correto. Uma condição aceitável foi alcançada através de uma aproximação de diagnose lógica. A mudança na posição média da linha central do eixo é apresentada na Figura 20. Conclusão Apesar das necessidades das máquinas estarem sempre mudando, a necessidade de um método confiável de monitoramento industrial preciso é constante. Observando sinais dos sensores de proximidade em sua mais simples forma é básico para a qualidade do monitoramento de máquinas e diagnosticar os defeitos das máquinas. Muitos parâmetros necessários na análise de problemas de máquinas complexas não podem ser determinados precisamente por outros métodos. Fig 20 Representa a máquina com excitação subsíncrona em 1/3 X causada por uma condição de atrito. Note a posição dos sensores de proximidade. Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 24 23-09-2012 Fig 22 Esta é uma órbita após o alinhamento. Note que não existe nenhuma carga lateral no eixo. Fig 21 Mostra uma órbita elíptica. Note que a força de pré-carga é predominantemente orientada no plano vertical. Este dado foi adquirido através do alinhamento da máquina. Fig 23 Antes e depois da órbita de realinhamento da Posição Média da Linha Central do Eixo. antes depois Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 25 23-09-2012 A seguir, estão mostradas 5 órbitas típicas e suas características típicas ou defeitos típicos. Loop Interno O loop interno acontece quando uma vibração, a síncrona em 1x, junto com outra de mesma precessão em 2x – talvez um desbalanceamento com um desalinhamento paralelo. Diminuindo a amplitude da 2x em relação a 1x, o loop se torna um ponto. Variando a defasagem entre 1x e a 2x, o loop muda de lugar na órbita. Substituindo a 2x por uma 3x, aparece mais um loop na órbita Figura 24 – Órbita com Loop Interno Dinâmica de Rotores – Capítulo 3 Grupo Desenvolvimento Página 26 23-09-2012 Figura 25 – Órbita com Roçamento Figura 26 – Óbita com whirl Loop Interno Esta órbita é formada por duas componentes: uma em 1x – típico desbalanceamento – e outra sub- síncrona (