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JUSNATURALISMO - PROF JULIANE

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Jusnaturalismo 
 
 
Material: Slides da Professora Juliane + Pesquisas complemento 
Direito Natural 
Direito Natural Clássico Direito Natural Medieval Direito Natural Moderno 
 
O direito natural é aquele que existe por natureza, independentemente da vontade do 
legislador. Deriva da natureza humana ou dos princípios da razão, estando sempre 
presente na consciência dos homens. 
O papel do legislador é adotar a natureza humana para adotar normas e princípios que 
a reflitam. 
DIREITO JUSTO ESTADO DE NATUREZA 
 
ESTADO DE NATUREZA 
E DIREITO NATURAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conjunto de teorias que sustentam a superioridade dos direitos naturais 
quando em confronto com normas oriundas de convenções sociais (direito 
posto). 
Natureza Humana 
Ordem Moral 
Direito Posto-Estatal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIREITO NATURAL CLÁSSICO 
Conjunto de princípios expressos em valores supremos que dão coesão às regras e 
diretrizes de ordem moral. Os gregos fundamentaram o direito no princípio de justiça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Direito Natural 
Racionalismo 
Vontade Divina 
Universal/ 
Cosmológica 
Moderno 
Medieval 
Clássico 
Aristóteles - Livro V da Ética a Nicômaco: a equidade como base da justiça. 
Ele constrói uma base clássica do direito político e da justiça, que depois 
influenciou diretamente o que hoje chamamos de direito interno/estatal. 
- O ser humano é um animal político (zoon politikon). Portanto, só realiza 
plenamente sua natureza vivendo na pólis (cidade/Estado), e dentro dessa vida, a 
justiça é o que organiza tudo. 
DIREITO NATURAL (dikaion physikon) 
• Universal; Válido independentemente da vontade humana; Não muda 
facilmente. 
 Exemplos: noção de justiça, equidade, reciprocidade. 
Direito legal (dikaion nomikon) 
• Criado pelas leis da pólis; Pode variar entre cidades; Depende de decisão 
humana. 
 Exemplos: regras específicas, penas, procedimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A RECEPÇÃO ROMANA DO DIREITO NATURAL 
Primeiro: o cenário romano 
Os romanos não tinham um “código único” no início. O direito se formava a 
partir de várias fontes: 
• costumes (mos maiorum); leis escritas (leges); decisões práticas; atuação de 
magistrados; interpretação de juristas. 
Marco Túlio Cícero: Converteu em instituição de Direito as ideias filosóficas dos 
gregos. 
• Ius gentium: regulava as relações entre romanos e estrangeiros 
- Direito comum entre povos. 
• Ius naturale: direito natural (universal). 
• Ius civile: direito específico de cada cidade. 
Nomos × Physis 
Nomos: leis convencionais, variáveis entre povos; norma criada. 
• Surge da decisão humana; É fruto da organização social; Pode variar de 
cidade para cidade. 
• Juridicamente: aquilo que é justo porque foi estabelecido. 
 Exemplos: leis escritas; costumes; regras políticas; sistemas jurídicos. 
Physis: fundamento natural e universal de todas as coisas. 
• Aquilo que existe por si mesmo; O que tem um princípio interno; O que 
não depende da vontade humana. 
• Juridicamente: Aquilo que é justo por natureza. 
 Exemplos: leis da física; natureza humana; ideia de justiça “intuitiva”; diferenças 
naturais entre coisas. 
 
Estoicos - A ordem natural é imutável e universal, igual em todas as épocas e 
locais. 
Os estoicos (Zenão, Sêneca, Epicteto, Marco Aurélio) acreditavam que: 
 o universo é governado por uma razão universal (logos) 
• Tudo tem ordem; Tudo segue uma racionalidade; O ser humano participa 
dessa razão. 
 Ou seja: viver bem = viver de acordo com a razão/natureza. 
Aqui vem o ponto-chave: 
 Existe um direito natural universal, porque: todos os seres humanos 
compartilham a razão, e essa razão revela o que é justo. 
• Características do direito natural estoico: universal, racional, superior às leis 
humanas. 
 
 
• Editos dos Magistrados: aplicação do princípio da equidade. 
- São declarações públicas feitas por magistrados, especialmente o pretor, 
dizendo: como ele vai aplicar o direito durante o seu mandato. 
- Não criava leis normais, mas adaptava o direito à realidade. 
- Flexibilização do direito; correção de injustiças; evolução prática do sistema 
• Jurisconsultos: pareceres que moldaram a tradição jurídica romana. Eram 
intelectuais do direito. 
- Ajudavam a: organizar o direito; interpretar normas; sistematizar conceitos. 
- Traziam reflexão racional; influenciados pela filosofia (estoicos!); ajudavam a 
formular conceitos universais. 
 
DIREITO NATURAL MEDIEVAL 
Com imperadores convertidos ao catolicismo, o direito natural passa a ser identificado 
com o direito divino. Deus assume o papel de juiz supremo. 
Alta Idade Média: São Tomás de Aquino e a Escolástica: 
• Lei Primária (eterna divina) x Lei Secundária (social e humana). 
- Lei Primária: São os princípios mais básicos, universais e evidentes da lei 
natural. São conhecidos por todos (mesmo sem estudo). 
- Lei Secundária: São aplicações concretas dos princípios primários. derivam 
da razão, dependem de contexto e podem variar. 
Tomás não fala só de “lei natural”. Ele constrói um sistema completo: 
• Lei eterna (lex aeterna) → razão de Deus que governa tudo 
• Lei natural (lex naturalis) → participação humana nessa razão 
• Lei humana (lex humana) → leis criadas pelos homens 
 A “lei primária e secundária” estão dentro da lei natural. 
- A lei natural para São Tomás de Aquino é a capacidade da razão humana de 
reconhecer o bem e o mal. 
Baixa Idade Média: Surgimento de cidades e universidades, novos espaços de debates 
jurídicos. 
 
 
 
 
 
DIREITO NATURAL MODERNO 
Nos séculos XVII e XVIII, a concepção do direito natural torna se racional e 
antropocêntrica. A razão é reconhecida como atributo humano capaz de fundamentar 
escolhas sem interferência divina. 
Martinho Lutero: O homem é responsável por seus próprios atos — afirmação do 
livre-arbítrio. 
• Lutero rompe com a Igreja como mediadora da verdade. Cada indivíduo tem 
relação direta com Deus. 
O que isso muda no direito? 
 Interiorização da moral 
• Antes: lei natural = ordem objetiva (Tomás). 
• Com Lutero: foco na consciência individual. 
 Ou seja: o certo e o errado passam a ter dimensão interna. 
René Descartes: Consolidação da ideia de sujeito racional como fundamento do 
conhecimento e da moral. 
• Descartes funda o racionalismo moderno: “Penso, logo existo” (cogito). 
O que isso muda? 
 A verdade não vem mais da tradição ou autoridade, vem da razão individual. 
- O fundamento do direito passa a ser a razão humana. 
- Não depende mais diretamente: da Igreja; da tradição; da comunidade. 
 
A ESCOLA DO DIREITO NATURAL 
 
 É correto afirmar que as teorias jusnaturalistas defendiam que o direito 
positivo deveria ser substituído pelo direito natural? Por quê?

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