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Questões resolvidas

Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase:
Escolha uma opção:
A. "- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -".
B. "a mais comum era a excomunhão".
C. "Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX".
D. "A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta".
E. "isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição".

Leia o texto a seguir.

TEXTO 1

Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados,
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja,
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes.
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média,
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente
submetidos.
Ao longo do texto, é usada uma operação de construção de argumentos que podemos
chamar ou de dedutivo (quando parte de uma tese geral e vai desenvolvendo-a), ou de
indutivo (quando parte de afirmações e premissas até chegar a uma conclusão). Com
base nessas informações, indique abaixo a alternativa em que há uma correspondência
correta entre trecho do texto e operação argumentativa:

Escolha uma opção:

A.
“Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo.


B.
“Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990”. - Dedutivo.


C.
“Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil.”. - Dedutivo.


D.
“Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes”. - Dedutivo.


E.
“A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio”. - Indutivo.

Leia o texto e responda ao que se pede.

TEXTO 3

JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1)

Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", Civilização Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que isso significa A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras. Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: esta é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na família e no trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como homem. No entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que não querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere da atribuição social que lhes foi dada. A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e adultos são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o senso mais profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade urgente criar as condições para uma vida possível de viver. O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para determinar as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos que dificultam sua classificação. Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá qualquer pista sobre sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o mesmo raciocínio se aplica a uma mulher masculina. Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses termos não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que assumem formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, nós temos alguma liberdade para determinar esses significados. Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama ampla de identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres humanos. Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica, gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em uma sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que se recusa a aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes e aviltar as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com mais dignidade, alegria e liberdade. JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o livro "Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo.
No texto, temos que:

I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de testemunha.

II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto.

III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva.

Assinale a alternativa correta:
A. Somente a afirmativa II está correta.
B. Somente as afirmativas II e III estão corretas.
C. Somente a afirmativa I está correta.
D. Somente as afirmativas I e II estão corretas.
E. Somente a afirmativa III está correta.

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Questões resolvidas

Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase:
Escolha uma opção:
A. "- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -".
B. "a mais comum era a excomunhão".
C. "Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX".
D. "A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta".
E. "isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição".

Leia o texto a seguir.

TEXTO 1

Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados,
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja,
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes.
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média,
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente
submetidos.
Ao longo do texto, é usada uma operação de construção de argumentos que podemos
chamar ou de dedutivo (quando parte de uma tese geral e vai desenvolvendo-a), ou de
indutivo (quando parte de afirmações e premissas até chegar a uma conclusão). Com
base nessas informações, indique abaixo a alternativa em que há uma correspondência
correta entre trecho do texto e operação argumentativa:

Escolha uma opção:

A.
“Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo.


B.
“Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990”. - Dedutivo.


C.
“Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil.”. - Dedutivo.


D.
“Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes”. - Dedutivo.


E.
“A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio”. - Indutivo.

Leia o texto e responda ao que se pede.

TEXTO 3

JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1)

Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", Civilização Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que isso significa A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras. Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: esta é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na família e no trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como homem. No entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que não querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere da atribuição social que lhes foi dada. A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e adultos são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o senso mais profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade urgente criar as condições para uma vida possível de viver. O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para determinar as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos que dificultam sua classificação. Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá qualquer pista sobre sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o mesmo raciocínio se aplica a uma mulher masculina. Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses termos não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que assumem formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, nós temos alguma liberdade para determinar esses significados. Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama ampla de identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres humanos. Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica, gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em uma sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que se recusa a aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes e aviltar as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com mais dignidade, alegria e liberdade. JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o livro "Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo.
No texto, temos que:

I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de testemunha.

II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto.

III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva.

Assinale a alternativa correta:
A. Somente a afirmativa II está correta.
B. Somente as afirmativas II e III estão corretas.
C. Somente a afirmativa I está correta.
D. Somente as afirmativas I e II estão corretas.
E. Somente a afirmativa III está correta.

Prévia do material em texto

Observe os termos em destaque nos recortes abaixo e assinale que tipo de coesão 
estabelecem. 
 
O porquê do ódio a Chávez 
 
"ELE cumpriu a promessa de governar para as maiorias e mostrou que a História 
não tinha 
terminado. Por isso (não por SEUS erros) as oligarquias o detestam... 
Hugo Chávez é, sem dúvida, o chefe de Estado mais difamado no mundo. [...] Um 
líder 
político deve ser valorizado por seus atos, não por rumores veiculados contra ele. 
Os 
candidatos fazem promessas para ser eleitos: poucos são AQUELES que, uma vez 
no poder, 
cumprem tais promessas. Desde o início, a proposta eleitoral de Chávez foi muito 
clara: 
trabalhar em benefício dos pobres, ou seja - naquele momento - a maioria dos 
venezuelanos. 
E cumpriu SUA palavra." 
 
Caros Amigos (online) 06 mar. 2013. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Trata-se na verdade de coerência. 
 
B. 
Coesão por conjunção. 
 
C. 
Coesão por substituição gramatical, em que um termo é substituído por outro de 
categoria gramatical equivalente. 
 
D. 
Coesão por elipse. 
 
E. 
Trata-se de uma coesão do tipo substituição lexical, com caráter referenciador, em 
que um termo se refere ao outro procedendo a um processo de referenciação e 
construção de sentidos. 
Feedback 
Sua resposta está incorreta. 
Com base em Rocha e Silva (2017), Hasan diz que inserir uma palavra no lugar da 
outra dentro de um texto é uma maneira de construção textual deixa mais claro a 
comunicação do texto. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria 
Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre 
os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 
2017. 
 
A resposta correta é: Coesão por substituição gramatical, em que um termo é 
substituído por outro de categoria gramatical equivalente. 
Questão 2 
Correto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Observe o anúncio a seguir. 
 
 
O anúncio publicitário acima se utiliza de um fator extralinguístico de textualidade 
que, 
em vez de prejudicar, auxilia na construção dos sentidos do texto. Assinale abaixo a 
alternativa que indica o fator extralinguístico. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Intencionalidade. 
 
B. 
Coerência. 
 
C. 
Referenciação. 
 
D. 
Aceitabilidade. 
 
E. 
Coesão. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Koch (2014), todo texto objetiva comunicar algo a alguém que vai 
também interagir com aquele que começa a comunicação acerca de uma 
mensagem que surge antes do texto ser produzido. Podemos encontrar em KOCH, 
Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11-
37, 2014. 
 
 
 
A resposta correta é: Intencionalidade. 
Questão 3 
Correto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Atualmente nos estudos da linguagem, a leitura é vista como: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Uma atividade que exige tão somente a participação do leitor. 
 
B. 
Uma atividade interativa em que autor-texto-leitor interagem na produção de 
sentidos. 
 
C. 
Um processo de tradução de uma língua para a outra. 
 
D. 
Centrada na tríade autor-texto-leitor, em que o texto deve ser decodificado, pois 
“tudo está dito no dito”. 
 
E. 
Uma captação das ideias do autor, sem levar em conta as experiências e os 
conhecimentos do leitor. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Com base nas ideias de Koch( 2014), entende-se que no texto há dinâmica daquilo 
que se escreve e daquilo que é entendido na leitura do texto. Podemos encontrar 
em KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: 
Contexto, p.11-37, 2014. 
 
 
 
A resposta correta é: Uma atividade interativa em que autor-texto-leitor interagem 
na produção de sentidos. 
Questão 4 
Correto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito 
comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual 
em 
que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais 
clara e 
objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de 
paráfrase: 
A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, 
julgavam e 
puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas 
versões: a 
medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em 
Portugal e 
Espanha, que durou do século XV ao X 
 
IX___ Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório 
 
 
IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial 
para 
investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à 
Inquisição. 
Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval 
tinha penas 
mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse 
autorizada pelo 
papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com 
toda força 
na Espanha de 1478. 
 
(Texto adaptado. Disponível em: ) 
Escolha uma opção: 
 
A. 
“Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição 
moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”. 
 
B. 
“- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”. 
 
C. 
“isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”. 
 
D. 
“A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, 
julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”. 
 
E. 
“a mais comum era a excomunhão”. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Silva e Rocha, a coesão textual une as partes ou ideias do texto. Mas é 
necessário escolher os conectores (operadores textuais) corretos. Podemos 
encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística 
textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de 
textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
 
A resposta correta é: “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”. 
Questão 5 
Correto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Um dos fatores extralinguísticos de textualidade, a intencionalidade é 
imprescindível 
para a construção e compreensão do texto e revela que este só existe na inter-
relação 
entre produtor (que tenta orientar a direção na qual o texto deve ser 
compreendido) e 
receptor do texto (que tenta apreender o que o produtor quis dizer). Com base 
nisso, 
veja a charge abaixo e assinale a alternativa correta quanto às intenções e sentidos 
propostos com ela pelo chargista. 
 
Escolha uma opção: 
 
A. 
A intenção é mostrar que os fortes são fortes com os fracos, assim como são fracos 
com os fortes. 
 
B. 
A charge destaca que o financiamento eleitoral de campanha só acontece sob 
autorização da população. 
 
C. 
A charge sugere que o financiamento eleitoral de campanha por empresários 
poderosos deixam os políticos reféns de anseios que não são os da população, mas 
de seus financiadores. 
 
D. 
O chargista quis mostrar que o financiamento de campanha é a chance oportuna 
de os cidadãos terem seus anseios atendidos. 
 
E. 
A intenção é mostrar que não existe corrupção no financiamento eleitoral de 
campanha. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Um dos fatores extralinguísticos de textualidade, a intencionalidade é 
imprescindível para a construção e compreensão do texto e revela que este só 
existe na inter-relação entre produtor (que tenta orientar a direção na qual o texto 
deve ser compreendido) e receptor do texto (que tenta apreender o que o produtor 
quis dizer). Podemos encontrar mais sobre o assunto em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. 
DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do 
Discurso. EID&A - Revista Eletrônicade Estudos Integrados em Discurso e 
Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
A resposta correta é: A charge sugere que o financiamento eleitoral de campanha 
por empresários poderosos deixam os políticos reféns de anseios que não são os 
da população, mas de seus financiadores. 
Questão 6 
Correto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto a seguir. 
 
TEXTO 1 
 
Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem 
marginalizados, 
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito 
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil 
como um dos 
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por 
homicídio. 
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil 
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência 
intencional 
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% 
-, ou seja, 
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil 
habitantes. 
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, 
em média, 
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 
e 1990. 
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da 
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. 
Contudo, a 
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, 
do sexo 
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da 
escalada da 
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão 
cronicamente 
submetidos. 
Ao longo do texto, é usada uma operação de construção de argumentos que 
podemos 
chamar ou de dedutivo (quando parte de uma tese geral e vai desenvolvendo-a), 
ou de 
indutivo (quando parte de afirmações e premissas até chegar a uma conclusão). 
Com 
base nessas informações, indique abaixo a alternativa em que há uma 
correspondência 
correta entre trecho do texto e operação argumentativa: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
“Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem 
marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência 
no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes 
mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em 
conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo. 
 
B. 
“A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados 
recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-
se em conta o risco de morte por homicídio”. - Indutivo. 
 
C. 
“Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da 
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. 
Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os 
jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com 
a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil.”. - Dedutivo. 
 
D. 
“Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional 
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% 
-, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem 
mil habitantes”. - Dedutivo. 
 
E. 
“Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, 
em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os 
anos 1980 e 1990”. - Dedutivo. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
De acordo Koch (2014), a ordem dos argumentos é importante para a compreensão 
dos fatores e da lógica do texto. Podemos encontrar em KOCH, Ingedore. O texto 
e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11- 37,2014. 
 
A resposta correta é: “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, 
por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A 
violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados 
recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-
se em conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo. 
Questão 7 
Correto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto e responda ao que se pede. 
 
TEXTO 3 
 
JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE 
 
SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1) 
 
Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 
2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", 
Civilização 
Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que 
isso 
significa 
A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos 
nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras. 
 
Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: 
esta 
é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na 
família e no 
trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como 
homem. No 
entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que 
não 
querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere 
da atribuição 
social que lhes foi dada. 
A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e 
adultos 
são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero 
Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras 
sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o 
senso mais 
profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade 
urgente 
criar as condições para uma vida possível de viver. 
O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira 
nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para 
determinar 
as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos 
que 
dificultam sua classificação. 
Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não 
devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá 
qualquer pista sobre 
sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o 
mesmo 
raciocínio se aplica a uma mulher masculina. 
Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses 
termos 
não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que 
assumem 
formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, 
nós temos 
alguma liberdade para determinar esses significados. 
Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama 
ampla de 
identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres 
humanos. 
Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como 
lésbica, 
gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em 
uma 
sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que 
se recusa a 
aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em 
doentes e aviltar 
as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais 
vivível, com 
mais dignidade, alegria e liberdade. 
JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora 
do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o 
livro 
"Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo. 
 
FSP / Ilustríssima 19.11.2017 
Dado o fato de que todo texto apresenta um ou mais tipos de enunciadores que 
estabelecem tendências enunciativaspara a enunciação, pode-se dizer que: 
 
 
I - O Texto 3 é escrito em 1ª pessoa e apresenta momentos de interpelação 
 
PORQUE 
 
 
 
II - seu objetivo é dissuadir o auditório do texto das opiniões errôneas que se têm 
dela e de 
 
sua teoria. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
 
B. 
As asserções I e II são proposições falsas. 
 
C. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
 
D. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 
 
E. 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
Segundo Ribeiro e Souza (2018), a construção do discurso é resultado dos fatores 
envolvidos na comunicação. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. 
Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A 
- Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, 
n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
A resposta correta é: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma 
justificativa correta da I. 
Questão 8 
Incorreto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto abaixo. 
 
TEXTO 1 
 
Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem 
marginalizados, 
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito 
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil 
como um dos 
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por 
homicídio. 
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil 
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência 
intencional 
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% 
-, ou seja, 
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil 
habitantes. 
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, 
em média, 
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 
e 1990. 
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da 
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. 
Contudo, a 
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, 
do sexo 
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da 
escalada da 
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão 
cronicamente 
submetidos. 
 
Assinale a alternativa que indica corretamente a tese central do texto, considerando 
que 
se trata de um texto argumentativo. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
“Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%”. 
 
B. 
“Os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 
e 1997”. 
 
C. 
“O grau de violência intencional aumentou”. 
 
D. 
“Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem 
marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica”. 
 
E. 
“A violência no País há muito ultrapassou todos os limites”. 
Feedback 
Sua resposta está incorreta. 
Com base em Ribeiro e Souza (2018), é o entendimento da argumentação que se 
faz o aprofundamento da exposição dos argumentos que defendem a tese. 
Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a 
mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de 
Estudos Integrados em Discurso e Argumentação 
 
A resposta correta é: “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, 
por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica”. 
Questão 9 
Correto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto e responda ao que se pede. 
 
TEXTO 3 
 
JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE 
 
SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1) 
 
Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 
2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", 
Civilização 
Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que 
isso 
significa 
A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos 
nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras. 
Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: 
esta 
é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na 
família e no 
trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como 
homem. No 
entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que 
não 
querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere 
da atribuição 
social que lhes foi dada. 
A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e 
adultos 
são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero 
Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras 
sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o 
senso mais 
profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade 
urgente 
criar as condições para uma vida possível de viver. 
O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira 
nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para 
determinar 
as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos 
que 
dificultam sua classificação. 
Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não 
devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá 
qualquer pista sobre 
sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o 
mesmo 
raciocínio se aplica a uma mulher masculina. 
Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses 
termos 
não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que 
assumem 
formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, 
nós temos 
alguma liberdade para determinar esses significados. 
 
Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama 
ampla de 
identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres 
humanos. 
Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como 
lésbica, 
gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em 
uma 
sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que 
se recusa a 
aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em 
doentes e aviltar 
as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais 
vivível, com 
mais dignidade, alegria e liberdade. 
JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora 
do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o 
livro 
"Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo. 
 
FSP / Ilustríssima 19.11.2017 
 
No texto, temos que: 
I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de 
testemunha. 
II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto. 
III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva. 
Assinale a alternativa correta: 
Escolha uma opção: 
 
A. 
Somente a afirmativa II está correta. 
 
B. 
Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
 
C. 
Somente a afirmativa I está correta. 
 
D. 
Somente as afirmativas I e II estãocorretas. 
 
E. 
Somente a afirmativa III está correta. 
Feedback 
Sua resposta está correta. 
De acordo com Ribeiro e Souza (2018), a fala pode desenvolver mais credibilidade 
argumentação proposta. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. 
Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A 
- Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, 
n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
 
 
A resposta correta é: Somente a afirmativa I está correta. 
Questão 10 
Incorreto 
Vale 1,00 ponto(s). 
Marcar questão 
Texto da questão 
Leia o texto e responda ao que se pede. 
TEXTO 2 
 
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu a 
legalização, com regulação rígida pelo Estado, de todos os tipos de drogas no país. 
Ele 
participou hoje (28) de seminário sobre descriminalização do uso de drogas, 
promovido pela 
Fundação Fernando Henrique Cardoso, na capital paulista. 
Para Barroso, a legalização das drogas quebraria o poder do tráfico nas 
comunidades 
carentes e reduziria os casos de vítimas inocentes, que morrem por causa de bala 
perdida em 
favelas e de jovens humildes cooptados pelo tráfico. 
O ministro disse que o papel do Estado é desincentivar o consumo das drogas e 
mostrar seus malefícios. "Não estamos defendendo as drogas, temos que enfrentar 
[o 
problema]. A guerra às drogas fracassou no mundo inteiro, mas o consumo só 
aumenta." 
Barroso concorda com a ideia de que a ilegalidade só assegura o monopólio do 
traficante. 
Para Barroso, o consumo recreativo, em ambiente privado, não deve ser proibido. 
"Cada um faz as suas escolhas de vida, e talvez este [consumo de drogas] não 
esteja entre os 
maiores riscos", disse o ministro. 
Ele disse que comportamentos que não causam danos a terceiros poderiam ser 
liberados e que réus primários, com bons antecedentes, flagrados com drogas não 
deveriam 
ser presos preventivamente e, sim, receber outros tipos de punição, como 
prestação de serviço 
à comunidade. Em agosto de 2015, Barroso votou no STF pela 
inconstitucionalidade de uma 
norma da Lei das Drogas (Lei 11.343) que criminaliza o porte para uso de drogas. 
O STF julgará o Recurso Extraordinário 635.659, ajuizado por um ex-preso de 
Diadema (SP), condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por 
porte de 
maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. Relatado pelo ministro Gilmar 
Mendes, 
o recurso deveria ter sido julgado em 2015, mas foi adiado. Se a maioria dos 
ministros da 
Corte julgar o artigo da lei inconstitucional, o STF, na prática, estará 
descriminalizando o 
porte de droga para consumo pessoal. 
O ministro disse que seu objetivo é defender, no STF, a descriminalização apenas 
da 
maconha como um primeiro passo, fazendo com que a decisão possa ser estendida 
para outras 
drogas. 
A argumentação de todo texto pertence a um ou mais eixos (demonstrativo ou 
retórico) e 
se estrutura por uma ou mais operações argumentativas (dedução ou indução), que 
tanto organizam a sequenciação e encadeamentos das ideias, quanto referenciam o 
conteúdo da argumentação. Com base nisso, podemos dizer que o texto 2 
apresenta: 
I) Uma lógica argumentativa predominantemente retórica, pois o enunciador faz 
apelo a 
argumentos da experiência para contrariar outras ideias. 
II) Um eixo argumentativo demonstrativo, quando apresenta fatos que comprovam 
ser sua 
alternativa a melhor para os problemas em questão. 
III) Uma operação argumentativa dedutiva, pois parte de uma tese maior e a 
exemplifica com 
fatos experienciados pelo relator. 
IV) Uma operação argumentativa somente indutiva, porque induz o auditório a 
aceitar seu 
ponto de vista justificando-o com fatos vivenciados pelo relator. 
 
Assinale a alternativa correta. 
Escolha uma opção: 
 
A. 
As afirmativas I e II estão corretas. 
 
B. 
As afirmativas III e IV estão corretas. 
 
C. 
As afirmativas II e IV estão corretas. 
 
D. 
As afirmativas I e IV estão corretas. 
 
E. 
As afirmativas II e III estão corretas. 
Feedback 
Sua resposta está incorreta. 
De acordo com Ribeiro e Souza (2018), identificar o gênero ajuda a compreender o 
contexto de comunicação. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. 
Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A 
- Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, 
n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
 
A resposta correta é: As afirmativas I e IV estão corretas.

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