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AP3 INTERPRETAÇÃO FLAVIO

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede:
TEXTO 1

"O trecho da música ‘Nos bailes da vida’, de Milton Nascimento, ‘todo artista tem de ir a onde o povo está’, é antigo, e a música, de tão tocada, acabou por se tornar um estereótipo de tocadores de violões e de rodas de amigos em Visconde de Mauá, nos anos 1970. Em termos digitais, porém, ela ficou mais atual do que nunca. É fácil entender o porquê: antigamente, quando a informação se concentrava em centros de exposição, veículos de comunicação, editoras, museus e gravadoras, era preciso passar por uma série de curadores, para garantir a publicação de um artigo ou livro, a gravação de um disco ou a produção de uma exposição. O mesmo funil, que poderia ser injusto e deixar grandes talentos de fora, simplesmente porque não tinham acesso às ferramentas, às pessoas ou às fontes de informação, também servia como filtro de qualidade. Tocar violão ou encenar uma peça de teatro em um grande auditório costumava ter um peso muito maior do que fazê-lo em um bar, um centro cultural ou uma calçada. Nas raras ocasiões em que esse valor se invertia, era justamente porque, para uso do espaço ‘alternativo’, havia mecanismo de seleção tão ou mais rígidos que os espaços oficial". (RADFAHRER, L. Todo artista tem de ir aonde o povo está. Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2014 (adaptado).

A partir do texto acima, é possível assinalar que:


A. O fato de os artistas terem podido nos últimos anos montar seus próprios ambientes de produção não significou que seus trabalhos pudessem ser disponibilizados de uma forma mais fácil.
B. Hoje não precisa mais de curadoria para a avaliação da obra de arte.
C. Não há mecanismos de medição da qualidade das obras artísticas, porque o público agora não pode mais avaliar ou confiar.
D. As tecnologias desenvolvidas nos últimos anos não permitiram a independência dos artistas.
E. A evolução das ferramentas tecnológicas popularizou a produção e a divulgação da arte ao reduzir a importância dos espaços oficiais.

Leia o texto a seguir. TEXTO 1 Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio. Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente submetidos. Ao longo do texto, é usada uma operação de construção de argumentos que podemos chamar ou de dedutivo (quando parte de uma tese geral e vai desenvolvendo-a), ou de indutivo (quando parte de afirmacoes e premissas até chegar a uma conclusão). Com base nessas informações, indique abaixo a alternativa em que há uma correspondência correta entre trecho do texto e operação argumentativa:

A. “Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes”. - Dedutivo.
B. “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo.
C. “A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio”. - Indutivo.
D. “Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990”. - Dedutivo.
E. “Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil.”. - Dedutivo.

Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase: A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX. Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição. Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478. Escolha uma opção:

A. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.
B. “a mais comum era a excomunhão”.
C. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”.
D. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
E. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”.

Assinale a alternativa que indica corretamente a tese central do texto, considerando que se trata de um texto argumentativo.

A. “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica”.
B. “Os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997”.
C. “O grau de violência intencional aumentou”.
D. “A violência no País há muito ultrapassou todos os limites”.
E. “Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%”.

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Questões resolvidas

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede:
TEXTO 1

"O trecho da música ‘Nos bailes da vida’, de Milton Nascimento, ‘todo artista tem de ir a onde o povo está’, é antigo, e a música, de tão tocada, acabou por se tornar um estereótipo de tocadores de violões e de rodas de amigos em Visconde de Mauá, nos anos 1970. Em termos digitais, porém, ela ficou mais atual do que nunca. É fácil entender o porquê: antigamente, quando a informação se concentrava em centros de exposição, veículos de comunicação, editoras, museus e gravadoras, era preciso passar por uma série de curadores, para garantir a publicação de um artigo ou livro, a gravação de um disco ou a produção de uma exposição. O mesmo funil, que poderia ser injusto e deixar grandes talentos de fora, simplesmente porque não tinham acesso às ferramentas, às pessoas ou às fontes de informação, também servia como filtro de qualidade. Tocar violão ou encenar uma peça de teatro em um grande auditório costumava ter um peso muito maior do que fazê-lo em um bar, um centro cultural ou uma calçada. Nas raras ocasiões em que esse valor se invertia, era justamente porque, para uso do espaço ‘alternativo’, havia mecanismo de seleção tão ou mais rígidos que os espaços oficial". (RADFAHRER, L. Todo artista tem de ir aonde o povo está. Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2014 (adaptado).

A partir do texto acima, é possível assinalar que:


A. O fato de os artistas terem podido nos últimos anos montar seus próprios ambientes de produção não significou que seus trabalhos pudessem ser disponibilizados de uma forma mais fácil.
B. Hoje não precisa mais de curadoria para a avaliação da obra de arte.
C. Não há mecanismos de medição da qualidade das obras artísticas, porque o público agora não pode mais avaliar ou confiar.
D. As tecnologias desenvolvidas nos últimos anos não permitiram a independência dos artistas.
E. A evolução das ferramentas tecnológicas popularizou a produção e a divulgação da arte ao reduzir a importância dos espaços oficiais.

Leia o texto a seguir. TEXTO 1 Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio. Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente submetidos. Ao longo do texto, é usada uma operação de construção de argumentos que podemos chamar ou de dedutivo (quando parte de uma tese geral e vai desenvolvendo-a), ou de indutivo (quando parte de afirmacoes e premissas até chegar a uma conclusão). Com base nessas informações, indique abaixo a alternativa em que há uma correspondência correta entre trecho do texto e operação argumentativa:

A. “Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes”. - Dedutivo.
B. “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo.
C. “A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio”. - Indutivo.
D. “Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990”. - Dedutivo.
E. “Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil.”. - Dedutivo.

Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de paráfrase: A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX. Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição. Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478. Escolha uma opção:

A. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.
B. “a mais comum era a excomunhão”.
C. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta”.
D. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
E. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX”.

Assinale a alternativa que indica corretamente a tese central do texto, considerando que se trata de um texto argumentativo.

A. “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica”.
B. “Os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997”.
C. “O grau de violência intencional aumentou”.
D. “A violência no País há muito ultrapassou todos os limites”.
E. “Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%”.

Prévia do material em texto

Iniciado em sábado, 14 dez. 2024, 02:25
Estado Finalizada
Concluída em sábado, 14 dez. 2024, 03:01
Tempo
empregado
35 minutos 14 segundos
Notas 19,00/20,00
Avaliar 9,50 de um máximo de 10,00(95%)
Comentários Parabéns, você atingiu a média da parcial. Continue com foco nos estudos, e interesse pelo conhecimento. O mundo espera
suas realizações!
Caro estudante, é necessário ressaltar que não deixe de realizar as seguintes avaliações, pois elas também fazem parte da
composição da sua nota final:
AP3.2 - Autoavaliação da atividade discursiva
AP3.3 - Autoavaliação de participação no fórum entre estudantes
Questão 1
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto abaixo:
Analise as afirmativas sobre partes do texto 2.
I___ "Merecidamente" (linha 04), "sem dúvida" (linha 09) e "obviamente" (linha 21) mostram que o autor do texto defende a posição do crítico Wilson
Martins.
II___ No trecho "repetidos ataques com tons cada vez mais irreverentes" (linha 11), há a comprovação de que o autor do texto é partidário da ideia de que
Chico Buarque plagiou obras em seu livro.
III___ O trecho "uma prática do plágio já consolidada na obra musical e teatral de Chico Buarque" (linhas 13 e 14) é uma menção a um fato consolidado e já
aceito por todos em relação à obra de Chico Buarque.
Assinale a alternativa correta.
Escolha uma opção:
A. A afirmativa II está correta.
B. As afirmativas I, II e III são falsas. 
C. A afirmativa III é falsa.
D. As afirmativas I e III estão corretas.
E. Apenas a afirmativa I está correta.
Sua resposta está correta.
Segundo Rocha e Silva (2017), é por intermédio dos textos que os sujeitos se comunicam, nesse sentido, os fenômenos devem ser contextualizados no
interior da linguagem. Podemos encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo
sobre os fatores de textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: As afirmativas I, II e III são falsas.
Questão 2
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
 Leia a seguir:
A partir do texto 2, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I - A obra inaugural de Chico Buarque, segundo o autor do texto, não pode ser concebida como plágio
PORQUE
II - evidencia a capacidade admiradora do compositor de tecer referências e propor diálogos com intertextos, ainda que não tenham sido claramente
marcados.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Escolha uma opção:
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 
B. As asserções I e II são proposições falsas.
C. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
E. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Sua resposta está correta.
Segundo Santos (2018), Genette corrobora que inserir diferentes textos na para construção de um outro texto e algo recorrente e o normal para interação
das ideias e diálogos do texto. Podemos encontrar em SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso político. Ao pé da
Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016. 
A resposta correta é: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Questão 3
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto abaixo para responder a questão.
TEXTO 2
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu a
legalização, com regulação rígida pelo Estado, de todos os tipos de drogas no país. Ele
participou hoje (28) de seminário sobre descriminalização do uso de drogas, promovido pela
Fundação Fernando Henrique Cardoso, na capital paulista.
Para Barroso, a legalização das drogas quebraria o poder do tráfico nas comunidades
carentes e reduziria os casos de vítimas inocentes, que morrem por causa de bala perdida em
favelas e de jovens humildes cooptados pelo tráfico.
O ministro disse que o papel do Estado é desincentivar o consumo das drogas e
mostrar seus malefícios. "Não estamos defendendo as drogas, temos que enfrentar [o
problema]. A guerra às drogas fracassou no mundo inteiro, mas o consumo só aumenta."
Barroso concorda com a ideia de que a ilegalidade só assegura o monopólio do traficante.
Para Barroso, o consumo recreativo, em ambiente privado, não deve ser proibido.
"Cada um faz as suas escolhas de vida, e talvez este [consumo de drogas] não esteja entre os
maiores riscos", disse o ministro.
Ele disse que comportamentos que não causam danos a terceiros poderiam ser
liberados e que réus primários, com bons antecedentes, flagrados com drogas não deveriam
ser presos preventivamente e, sim, receber outros tipos de punição, como prestação de serviço
à comunidade. Em agosto de 2015, Barroso votou no STF pela inconstitucionalidade de uma
norma da Lei das Drogas (Lei 11.343) que criminaliza o porte para uso de drogas.
O STF julgará o Recurso Extraordinário 635.659, ajuizado por um ex-preso de
Diadema (SP), condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de
maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. Relatado pelo ministro Gilmar Mendes,
o recurso deveria ter sido julgado em 2015, mas foi adiado. Se a maioria dos ministros da
Corte julgar o artigo da lei inconstitucional, o STF, na prática, estará descriminalizando o
porte de droga para consumo pessoal.
O ministro disse que seu objetivo é defender, no STF, a descriminalização apenas da
maconha como um primeiro passo, fazendo com que a decisão possa ser estendida para outras
drogas.
Considerando as relações que o enunciador estabelece com os elementos da enunciação,
podemos afirmar que:
I) A relação com o assunto sobre o qual o enunciador escreve é de objetividade, pois ele
discursa utilizando argumentos factuais, com base em algo que pode ser comprovado.
II) A relação com a realidade sobre a qual o enunciador escreve é de relato, já que ele
argumenta se valendo de fatos vivenciados em sua vida por ele mesmo.
III) A relação com o auditório a quem o enunciador se dirige é de sugestão, posto que ele
apresenta ponto de vista alternativo ao que se propaga habitualmente.
Assinale a alternativa correta.
Escolha uma opção:
A. Somente as afirmativas II e III estão corretas.
B. Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
C. Somente a afirmativa I está correta.
D. Todas as afirmativas estão corretas.
E. Somente as afirmativas I e III estão corretas.
Sua resposta está correta.
 
Segundo Ribeiro e Souza (2018), na produção de um gênero existe o enunciador e o enunciatário, do qual o primeiro é aquele que produz e começa a
comunicação e o segundo que recebe e retorna a comunicação. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a
mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-
140, 13 dez. 2018.
A resposta correta é: Somente as afirmativas I e II estão corretas.
Questão 4
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Constata-se que o processo de leitura e interpretação de um texto pressupõe a
compreensão do que são texto, ator social e sentidos, como uma forma de evitarmos a
ideia de que o uso da linguagem se faz apenas com o objetivo de passar ou comunicar
informações. Com base nessas discussões e nos textos, assinale a alternativa abaixo que
melhor caracteriza a relação entre Texto, Ator Social e Sentidos em uma concepção
crítica de leitura.
Escolha uma opção:
A. Os atores sociais, uma vez sendo concebidos como sujeitos ativos em sociedade, como sujeitos da história, ao mesmo tempo em que são
responsáveis pela manutenção e transformação da sociedade, podem ser compreendidos a partir dos textos que produzem como fruto de
suas interações, o que nos permite entender os sentidos de um texto tanto como uma proposta de significação deles, quanto o produto de
uma negociação entre os atores interlocutores.
B. Os sentidos de um texto estão situados na cabeça do ator produtor do texto, não importando o papel do leitor e interlocutor.
C. O texto não pode ser pensado como desvinculado dos sentidos, uma vez que os sentidos estão ligados tão somente às palavras presentes no
texto.
D. Pensar sentido e texto é pensar em uma dimensão independente da dimensão dos atores sociais.
E. O texto funciona muito mais em função dos atores sociais que o produzem do que das palavras usadas.
Sua resposta está correta.
Segundo Ribeiro e Sousa (2018), parti dos autores sociais as capacidades de entendimento dos processos de compreensão comunicativos do texto da
maneira que se escreve e se estrutura o texto. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria
Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018. 
A resposta correta é: Os atores sociais, uma vez sendo concebidos como sujeitos ativos em sociedade, como sujeitos da história, ao mesmo tempo em que
são responsáveis pela manutenção e transformação da sociedade, podem ser compreendidos a partir dos textos que produzem como fruto de suas
interações, o que nos permite entender os sentidos de um texto tanto como uma proposta de significação deles, quanto o produto de uma negociação
entre os atores interlocutores.
Questão 5
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia os textos abaixo:
TEXTO 3
O HOMEM; AS VIAGENS
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado )
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
(ANDRADE, Carlos Drummond. As impurezas do branco. Posfácio Betina Bischof. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.)
TEXTO 4
DA ETERNA PROCURA
Só o desejo inquieto, que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.
(QUINTANA, Mario. Antologia poética. Porto Alegre: L&PM, 1997).
Com base na leitura do Texto 3, O HOMEM; AS VIAGENS, de Carlos Drummond de Andrade, e do Texto 5, DA ETERNA PROCURA, de Mario Quintana, é
possível dizer que:
Escolha uma opção:
A. Drummond destaca não só o interesse humano de explorar, mas também uma profunda insatisfação consigo próprio, que lhe impede de
aprender a conviver consigo e com seus semelhantes.

B. Em ambos os poemas, o homem assume um papel desolador devido a seus desejos.
C. Drummond enaltece a capacidade transformadora do homem de explorar e anexar outros planetas.
D. Quintana mostra como o homem, em função do desejo, é capaz de enlouquecer.
E. Quintana destaca a importância de prendermos nossa caça.
Sua resposta está correta.
Com base em Koch( 2009), é necessário identificar a presença  de outros textos a partir da leitura e compreensão do sentido. Podemos encontrar em
KOCH, I. G. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São Paulo: Martins Fontes, v.1, p.92-146, 2009.
A resposta correta é: Drummond destaca não só o interesse humano de explorar, mas também uma profunda insatisfação consigo próprio, que lhe impede
de aprender a conviver consigo e com seus semelhantes.
Questão 6
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00
Os fragmentos abaixo constituem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os de
forma coesa e coerente e assinale a resposta correta.A) Na sede da entidade, a Receita recolheu para análise dezenas de notas fiscais,
comprovantes de pagamentos e livros contábeis. Com base nos documentos, o órgão federal
espera esclarecer a questão. O movimento financeiro durante os dez dias da festa é avaliado
pelo Sebrae da cidade em R$ 278 milhões.
B) Segundo sua análise, o evento reúne 1 milhão de pessoas, com uma média de R$ 278
gastos por frequentador. Desses R$ 278 milhões, a média de arrecadação é de 3%. Segundo
informações obtidas pela Receita, metade desse percentual estaria sendo sonegado - ou seja,
R$ 4,17 milhões. Além do clube, devem ser fiscalizados hotéis, restaurantes e a empresa que
vende os anúncios da festa.
C) A suspeita de sonegação surgiu porque o recolhimento dos tributos por parte de
comerciantes e empresários da região, no período da festa, é o mesmo dos outros meses do
ano. "Todo mundo diz que o faturamento dobra ou triplica no período da festa, mas o total
arrecadado em impostos fica igual", diz o delegado da Receita. O primeiro alvo dos auditores
na cidade foi o clube Os Independentes, instituição responsável pela organização da Festa do
Peão de Boiadeiro.
D) A Receita Federal de Franca está apurando a sonegação de impostos praticada pelas
empresas e associações que atuam na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.
(Rogério Pagnan, Folha de S. Paulo, 15/08/2000, p. F2, com adaptações).
Escolha uma opção:
A. A, B, C, D
B. C, A, B, D
C. B, C, D, A
D. D, B, C, A 
E. D, C, A, B
Sua resposta está incorreta.
De acordo com Koch (2014), existem diversos fatores que complementam o sentido do texto, como: o pragmático, o lexical, o semântico, e gramatical,
dentre outros que oferecem funcionalidade à comunicação. Podemos encontrar em KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São
Paulo: Contexto, p.11-37, 2014.
A resposta correta é: D, C, A, B
Questão 7
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia a seguir:
TEXTO 2
A prática de fazer nada
(Adaptado de: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/. Acesso em: 2 abr. 2018).
Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta:
I___ A expressão "do lugar" (linha 21) tem o mesmo referente da expressão "o local" (linha 19).
II___ A expressão "a pausa" (linha 13) pode ser correlata ao assunto principal do texto, o
nadismo e a prática de fazer nada.
III___ O nadismo só se aplica a ficar "contemplando a vista lá fora" (linha 41).
Escolha uma opção:
A. I, II e III.
B. I e II, apenas. 
C. I, apenas.
D. II e III, apenas.
E. II, apenas.
Sua resposta está correta.
Com base em Cantalice e Oliveira (2009), “ os alunos compreenderem um texto e usam estratégias de leitura, necessitam conhecer quais estratégias
podem usar, como, quando, onde e por que usá-las.” Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria de; OLIVEIRA,
Katya Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009.
A resposta correta é: I e II, apenas.
Questão 8
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Um dos fatores extralinguísticos de textualidade, a intencionalidade é imprescindível
para a construção e compreensão do texto e revela que este só existe na inter-relação
entre produtor (que tenta orientar a direção na qual o texto deve ser compreendido) e
receptor do texto (que tenta apreender o que o produtor quis dizer). Com basenisso,
veja a charge abaixo e assinale a alternativa correta quanto às intenções e sentidos
propostos com ela pelo chargista.
Escolha uma opção:
A. A charge destaca que o financiamento eleitoral de campanha só acontece sob autorização da população.
B. A intenção é mostrar que não existe corrupção no financiamento eleitoral de campanha.
C. A intenção é mostrar que os fortes são fortes com os fracos, assim como são fracos com os fortes.
D. A charge sugere que o financiamento eleitoral de campanha por empresários poderosos deixam os políticos reféns de anseios que não são os
da população, mas de seus financiadores.

E. O chargista quis mostrar que o financiamento de campanha é a chance oportuna de os cidadãos terem seus anseios atendidos.
Sua resposta está correta.
Um dos fatores extralinguísticos de textualidade, a intencionalidade é imprescindível para a construção e compreensão do texto e revela que este só existe
na inter-relação entre produtor (que tenta orientar a direção na qual o texto deve ser compreendido) e receptor do texto (que tenta apreender o que o
produtor quis dizer).  Podemos encontrar mais sobre o assunto em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria
Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018.
A resposta correta é: A charge sugere que o financiamento eleitoral de campanha por empresários poderosos deixam os políticos reféns de anseios que
não são os da população, mas de seus financiadores.
Questão 9
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede:
TEXTO 1
"O trecho da música ‘Nos bailes da vida’, de Milton Nascimento, ‘todo artista tem de ir a
onde o povo está’, é antigo, e a música, de tão tocada, acabou por se tornar um estereótipo de
tocadores de violões e de rodas de amigos em Visconde de Mauá, nos anos 1970. Em termos
digitais, porém, ela ficou mais atual do que nunca. É fácil entender o porquê: antigamente,
quando a informação se concentrava em centros de exposição, veículos de comunicação,
editoras, museus e gravadoras, era preciso passar por uma série de curadores, para garantir a
publicação de um artigo ou livro, a gravação de um disco ou a produção de uma exposição. O
mesmo funil, que poderia ser injusto e deixar grandes talentos de fora, simplesmente porque
não tinham acesso às ferramentas, às pessoas ou às fontes de informação, também servia
como filtro de qualidade. Tocar violão ou encenar uma peça de teatro em um grande auditório
costumava ter um peso muito maior do que fazê-lo em um bar, um centro cultural ou uma
calçada. Nas raras ocasiões em que esse valor se invertia, era justamente porque, para uso do
espaço ‘alternativo’, havia mecanismo de seleção tão ou mais rígidos que os espaços oficial".
(RADFAHRER, L. Todo artista tem de ir aonde o povo está.
Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2014 (adaptado).
A partir do texto acima, é possível assinalar que:
Escolha uma opção:
A. O fato de os artistas terem podido nos últimos anos montar seus próprios ambientes de produção não significou que seus trabalhos pudessem
ser disponibilizados de uma forma mais fácil.
B. As tecnologias desenvolvidas nos últimos anos não permitiram a independência dos artistas.
C. Hoje não precisa mais de curadoria para a avaliação da obra de arte.
D. A evolução das ferramentas tecnológicas popularizou a produção e a divulgação da arte ao reduzir a importância dos centros de exposição. 
E. Não há mecanismos de medição da qualidade das obras artísticas, porque o público agora não pode mais avaliar ou confiar.
Sua resposta está correta.
De acordo Cantalice e Oliveira (2009), “no ensino superior nos deparamos com uma pluralidade de textos e somos convidados a conhecê-los por meio da
leitura. ” Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e
compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009.
A resposta correta é: A evolução das ferramentas tecnológicas popularizou a produção e a divulgação da arte ao reduzir a importância dos centros de
exposição.
Questão 10
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto a seguir.
TEXTO 1
Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados,
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja,
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes.
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média,
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente
submetidos.
Ao longo do texto, é usada uma operação de construção de argumentos que podemos
chamar ou de dedutivo (quando parte de uma tese geral e vai desenvolvendo-a), ou de
indutivo (quando parte de afirmações e premissas até chegar a uma conclusão). Com
base nessas informações, indique abaixo a alternativa em que há uma correspondência
correta entre trecho do texto e operação argumentativa:
Escolha uma opção:
A. “Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais
do que 5% entre os anos 1980 e 1990”. - Dedutivo.
B. “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica.
A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais
violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo.

C. “A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos
do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio”. - Indutivo.
D. “Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB
entre 1996 e 1997. Contudo, a vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre
15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil.”. - Dedutivo.
E. “Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado
em 1980 - 121,6% -, ou seja, ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes”. - Dedutivo.
Sua resposta está correta.
De acordo Koch (2014), a ordem dos argumentos é importante para a compreensão dos fatores e da lógica do texto. Podemos encontrar em KOCH,
Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. São Paulo: Contexto, p.11- 37,2014.
A resposta correta é: “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza
crônica. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentesmostram o Brasil como um dos países mais violentos
do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.” - Dedutivo.
Questão 11
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Dentre os vários modos de o produtor de um texto tornar claro seu propósito
comunicativo, existe a paráfrase, que consiste em um mecanismo de coesão textual em
que as ideias ou informações expostas em um texto são reescritas de forma mais clara e
objetiva. Com base nisso, leia o texto abaixo e assina o trecho que revela o uso de
paráfrase:
A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e
puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a
medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e
Espanha, que durou do século XV ao X
IX___ Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório
IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para
investigar os suspeitos de heresia, isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição.
Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas
mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo
papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força
na Espanha de 1478.
(Texto adaptado. Disponível em: )
Escolha uma opção:
A. “A Inquisição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas
de conduta”.
B. “Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século
XV ao XIX”.
C. “a mais comum era a excomunhão”.
D. “- preocupado com o crescimento de seitas religiosas -”.
E. “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”. 
Sua resposta está correta.
Segundo Silva e Rocha, a coesão textual une as partes ou ideias do texto. Mas é necessário escolher os conectores (operadores textuais) corretos. Podemos
encontrar em ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de
textualidade. Revista A Cor das Letras. v. 18, n. 2, p. 26-44, maio/ago. 2017. 
A resposta correta é: “isto é, o Santo Ofício, nome oficial dado à Inquisição”.
Questão 12
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
A prática de não fazer nada
(Adaptado de: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/. Acesso em: 2 abr. 2018).
Analise as afirmativas sobre o texto 2, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou
F (falso).
( ) O texto discute a prática do nadismo sem usar falas das pessoas.
( ) A prática do nadismo será incorporada pelas empresas em todo o Brasil.
( ) O texto mostra que, apesar de muitas pessoas resistirem de início à prática do nadismo,
elas acabam por perceber que isso é importante para sua própria saúde.
( ) Ter usado depoimentos deu ao texto uma demonstração verídica de que o nadismo tem
benefícios.
A opção correta é:
Questão 13
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Escolha uma opção:
A. F - F - V - V 
B. V - F - V - V
C. V - V - F - F
D. F - V - V - F
E. V - F - F - V
Sua resposta está correta.
 De acordo com Cantalice e Oliveira (2009), “A leitura é um processo cada vez mais presente no dia a dia do ser humano, possibilitando uma melhor
inserção social. ” Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e
compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009.
 
A resposta correta é: F - F - V - V
Leia o texto abaixo:
(Adaptado de: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/conheca-deboismo-nova-filosofia-de-boas-da-internet-
17392121 . Acesso em: 2 abr. 2018).
Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta:
Escolha uma opção:
A. O deboísta, sendo aquele “que escolhe o lutar em vez de brigar” (linha 08), precisa ser lutador.
B. O deboísmo é o mesmo que ficar com preguiça de fazer as coisas.
C. Ao dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 09 e 10), o criador do Deboísmo quis defender uma postura coletiva, sem querer
associar isso a questões partidárias.

D. Existe uma contradição irreconciliável em dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 09 e 10).
E. O deboísta não pode discordar de ninguém.
Sua resposta está correta.
Com base em Cantalice e Oliveira (2009), a leitura “ envolve a capacidade sensorial, percepção, aprendizagem, motivação, pensamento, memória, dentre
outros.”Com isso o leitor necessita fazer deduções lógicas a partir das ideias do texto. Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE,
Lucicleide Maria de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13,
n. 2, p. 227-234, jul./dez. 2009.
A resposta correta é: Ao dizer que o movimento é apartidário, mas político (linhas 09 e 10), o criador do Deboísmo quis defender uma postura coletiva,
sem querer associar isso a questões partidárias.
Questão 14
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto e responda ao que se pede.
TEXTO 3
JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE
SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1)
Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em
2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", Civilização
Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que isso
significa
A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos
nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras.
Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: esta
é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na família e no
trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como homem. No
entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que não
querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere da atribuição
social que lhes foi dada.
A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e adultos
são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero
Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras
sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o senso mais
profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade urgente
criar as condições para uma vida possível de viver.
O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira
nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para determinar
as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos que
dificultam sua classificação.
Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não
devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá qualquer pista sobre
sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o mesmo
raciocínio se aplica a uma mulher masculina.
Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses termos
não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que assumem
formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, nós temos
alguma liberdade para determinar esses significados.
Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama ampla de
identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres humanos.
Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica,
gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em uma
sociedade que se recusa a aceitar a violênciacontra mulheres e pessoas trans, que se recusa a
aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes e aviltar
as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com
mais dignidade, alegria e liberdade.
JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora
do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o livro
"Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo.
FSP / Ilustríssima 19.11.2017
Dado o fato de que todo texto apresenta um ou mais tipos de enunciadores que
estabelecem tendências enunciativas para a enunciação, pode-se dizer que:
I - O Texto 3 é escrito em 1ª pessoa e apresenta momentos de interpelação
PORQUE
II - seu objetivo é dissuadir o auditório do texto das opiniões errôneas que se têm dela e de
sua teoria.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Escolha uma opção:
A. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 
C. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D. As asserções I e II são proposições falsas.
E. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
Sua resposta está correta.
Segundo Ribeiro e Souza (2018), a construção do discurso é resultado dos fatores envolvidos na comunicação. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA,
D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso
e Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018.
A resposta correta é: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Questão 15
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto a seguir:
(BACCHINI, Luca. Se Chico Buarque numa noite de inverno... Apologia do plágio em Budapeste. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 63, abr.
2016).
Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que resume fielmente as ideias do texto.
Escolha uma opção:
A. Por fim, a literatura em toda sua inteireza e em seus vários tipos está sempre se valendo, de alguma forma, na intertextualidade, uma vez que não
há um único livro que não fale de outros livros.
B. Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico Buarque de praticar plágio, o que é notório na obra do cantor e compositor é sua
capacidade incrível de tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor magistral para o uso da intertextualidade.

C. Conquanto toda a literatura parece fundar-se desde sempre na intertextualidade, temos de concordar que todas as canções de Chico Buarque
mostram um plágio patente.
D. Toda a literatura de Chico Buarque revela um pendor para o plágio. Essa é uma afirmação comprovada pelo crítico Wilson Martins, que não
encontrou ninguém que pudesse discordar de sua concepção.
E. Nenhum escritor, muito menos Chico Buarque, se importa de ser acusado de plágio, porque a intertextualidade permite.
Sua resposta está correta.
Com base em Santos (2018), a partir de observações de Kristeva (1979) que estudava a estrutura do texto, entende-se que este é como uma “colcha de
retalhos”, visto que é construído por vários outros textos. Podemos encontrar em SANTOS, J. E. de S. As intertextualidades explícita e implícita no discurso
político. Ao pé da Letra. (UFPE. Online), v. 18. 2. p. 119-137, 2016.
A resposta correta é: Ainda que o crítico Wilson Martins insista em acusar Chico Buarque de praticar plágio, o que é notório na obra do cantor e
compositor é sua capacidade incrível de tecer inúmeros diálogos entre textos, revelando um pendor magistral para o uso da intertextualidade.
Questão 16
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia os textos a seguir:
TEXTO 3
O HOMEM; AS VIAGENS
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado )
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
(ANDRADE, Carlos Drummond. As impurezas do branco. Posfácio Betina Bischof. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.)
TEXTO 4
DA ETERNA PROCURA
Só o desejo inquieto, que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.
(QUINTANA, Mario. Antologia poética. Porto Alegre: L&PM, 1997).
Com base na leitura do Texto 3, O HOMEM; AS VIAGENS, de Carlos Drummond de Andrade, e do Texto 5, DA ETERNA PROCURA, de Mario Quintana, avalie
as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I - Os poemas, uma vez sendo lidos em comparação um ao outro, podem ser entendidos como casos de intertextualidade
PORQUE
II - um menciona o outro de forma indireta, o que mostra que um poeta usou o outro como referência.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Escolha uma opção:
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
C. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
E. As asserções I e II são proposições falsas. 
Sua resposta está correta.
De acordo com Koch (2009), quando identificamos a aspectos de outros textos em um gênero de produção escrita temos o que chamamos de informação
implícita. Podemos encontrar em KOCH, I. G. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São Paulo: Martins Fontes, v.1, p.92-146, 2009.
A resposta correta é: As asserções I e II são proposições falsas.
Questão 17
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto e responda ao que se pede.
TEXTO 3
JUDITH BUTLER ESCREVE SOBRE SUA TEORIA DE GÊNERO E O ATAQUE
SOFRIDO NO BRASIL (PARTE 1)
Em 1989, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em
2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", Civilização
Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que isso
significa
A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos
nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras.
Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: esta
é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir um papel X de mulher na família e no
trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição Y na sociedade como homem. No
entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição — são pessoas que não
querem atender a essas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere da atribuição
social que lhesfoi dada.
A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e adultos
são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero
Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras
sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o senso mais
profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade urgente
criar as condições para uma vida possível de viver.
O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos De maneira
nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para determinar
as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos que
dificultam sua classificação.
Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não
devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá qualquer pista sobre
sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o mesmo
raciocínio se aplica a uma mulher masculina.
Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses termos
não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que assumem
formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, nós temos
alguma liberdade para determinar esses significados.
Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama ampla de
identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres humanos.
Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica,
gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em uma
sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que se recusa a
aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes e aviltar
as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com
mais dignidade, alegria e liberdade.
JUDITH BUTLER, 61, referência nos estudos de gênero e teoria queer, é codiretora
do programa de teoria crítica da Universidade da Califórnia em Berkeley. Lança o livro
"Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo" pela Boitempo.
FSP / Ilustríssima 19.11.2017
No texto, temos que:
I) A relação do enunciador com a realidade de que fala é de relato e de testemunha.
II) A relação do enunciador com o auditório é de crítica ao público-leitor do texto.
III) A relação do enunciador com o assunto em discussão é totalmente subjetiva.
Assinale a alternativa correta:
Escolha uma opção:
A. Somente as afirmativas II e III estão corretas.
B. Somente a afirmativa II está correta.
C. Somente as afirmativas I e II estão corretas.
Questão 18
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
D. Somente a afirmativa III está correta.
E. Somente a afirmativa I está correta. 
Sua resposta está correta.
De acordo com Ribeiro e Souza (2018), a fala pode desenvolver mais credibilidade argumentação proposta. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D.
D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e
Argumentação, v. 1, n. 17, p. 122-140, 13 dez. 2018.
A resposta correta é: Somente a afirmativa I está correta.
O conceito de leitura como interação entre autor-texto-leitor traz o benefício de
entendermos a rede complexa de ativação de conhecimentos e de informações que
escapam do nível textual/linguístico e que fazem o texto ter sentido. Com base nisso, leia
a charge abaixo e assinale a alternativa correta:
Escolha uma opção:
A. Para compreender a charge, não é importante saber quem são os personagens envolvidos ou a que eles se referem.
B. A figura do personagem interpelado poderia ser suprimida, pois não haveria problema na interpretação e no reconhecimento dos intertextos.
C. O sentido da charge está estritamente ligado às palavras veiculadas na imagem.
D. A charge só adquire tom de humor quando se reconhecem os intertextos e as referências a outras situações textuais. 
E. O entrevistador não participa da construção de sentidos do texto.
Sua resposta está correta.
De acordo com Cantalice e Oliveira (2009), entender o texto é desenvolver várias habilidades além daquilo que está escrito no texto, pois vários são os
fatores que levam o leitor a interagir com as ideias veiculadas no texto. Podemos encontrar mais sobre o assunto no livro de CANTALICE, Lucicleide Maria
de; OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estratégias de leitura e compreensão textual em universitários. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 2, p. 227-234,
jul./dez. 2009.
A resposta correta é: A charge só adquire tom de humor quando se reconhecem os intertextos e as referências a outras situações textuais.
Questão 19
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Leia o texto abaixo.
TEXTO 1
Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados,
discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica. A violência no País há muito
ultrapassou todos os limites. Tanto é assim que dados recentes mostram o Brasil como um dos
países mais violentos do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios por cem mil
habitantes. Lamentavelmente, nas duas décadas seguintes, o grau de violência intencional
aumentou, chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 - 121,6% -, ou seja,
ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes.
Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média,
a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997. Contudo, a
vitimização letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo, os jovens negros, do sexo
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o preço da escalada da
violência no Brasil, sobretudo em função de sua cor e da pobreza a que estão cronicamente
submetidos.
Assinale a alternativa que indica corretamente a tese central do texto, considerando que
se trata de um texto argumentativo.
Escolha uma opção:
A. “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza crônica”. 
B. “A violência no País há muito ultrapassou todos os limites”.
C. “Simultaneamente, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%”.
D. “Os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do PIB entre 1996 e 1997”.
E. “O grau de violência intencional aumentou”.
Sua resposta está correta.
Com base em Ribeiro e Souza (2018), é o entendimento da argumentação que se faz o aprofundamento da exposição dos argumentos que defendem a
tese. Podemos encontrar em RIBEIRO, P.; SOUZA, D. D. DE S. Argumentação e ensino: a mediação da Teoria Semiolinguística do Discurso. EID&A - Revista
Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação
A resposta correta é: “Os jovens negros no Brasil têm sido alvo da violência letal, por serem marginalizados, discriminados e vulnerabilizados pela pobreza
crônica”.
Questão 20
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00
Observe o anúncio a seguir.
O anúncio publicitário acima se utiliza de um fator extralinguístico de textualidade que,
em vez de prejudicar, auxilia na construção dos sentidos do texto. Assinale abaixo a
alternativa que indica o fator extralinguístico.
Escolha uma opção:
A. Coesão.
B. Aceitabilidade.
C. Intencionalidade. 
D. Referenciação.
E. Coerência.
Sua resposta está correta.
Segundo Koch (2014), todo texto objetiva comunicar algo a alguém que vai também interagir com aquele que começa a comunicação acerca de uma
mensagem que surge antes do texto ser produzido. Podemos encontrar em KOCH, Ingedore. O texto e a construção dos sentidos.10. ed. SãoPaulo:
Contexto, p.11-37, 2014.
A resposta correta é: Intencionalidade.

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