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Prof. Dr. Maurício G. Ballarotti Faculdade Pitágoras de Londrina Engenharia Elétrica mauricio.ballarotti@pitagoras.com.br 1 Introdução Importância atual do controle automático: Processos industriais e produtivos (controle de pressão, temperatura, vazão, etc.) Máquinas-ferramentas de controle numérico (tornos CNC) Subsistemas de carros e caminhões Sistemas de navegação de aeronaves Etc. 2 Introdução 3 Histórico dos Sistemas de Controle Primeiro trabalho significativo de controle automático: Regulador centrífugo de velocidade (James Watt, 1788) Teóricos importantes do início: 1922: Minorsky: Estabilidade de controladores automáticos de pilotagem de embarcações e equações diferenciais 1932: Nyquist: Sistemas de malha fechada e sua resposta em malha aberta a excitações senoidais estacionárias 1934: Hazen: Introduziu o termo “servomecanismo” para sistemas de controle de posição, usando em projetos com relés 4 Histórico dos Sistemas de Controle Década de 1940: Métodos de resposta em frequência (especialmente usando o Diagrama de Bode) Controle em malha fechada com desempenho considerável Por volta de 1950: Evans: desenvolveu o método de lugar das raízes Métodos de resposta em frequência e de lugar das raízes: essência da teoria clássica de controle A teoria clássica de controle: Permitiu o desenvolvimento de sistemas estáveis Limitada em: sistemas de uma entrada e uma saída termos de otimização em relação a um parâmetro (ênfase dada a partir do final da década de 1950) 5 Histórico dos Sistemas de Controle A partir da década de 1960: Teoria de controle moderno: Sistemas mais complexos com várias entradas e saídas Computação: possibilitou a análise no domínio do tempo com o emprego de variáveis de estado Permitiu elevada precisão em sistemas complexos 1960-1980: grande desenvolvimento em: Controle ótimo de sistemas determinísticos e estocásticos Controle adaptativo e de aprendizagem 1980-atual: controle robusto, controle H∞ e tópicos associados Aplicações atuais além da Engenharia: sistemas biológicos e biomedicina, econômicos, etc. 6 Terminologia e conceitos básicos Variável controlada: grandeza ou condição que é medida e controlada (normalmente saída do sistema). Variável manipulada: grandeza ou condição modificada pelo controlador de modo a controlar a saída. Controlar: medir a variável controlada e utilizar a variável manipulada para corrigir os desvios do valor medido em relação a um valor desejado. Processo: operação a ser controlada. Pode ser de natureza elétrica, química, biológica, etc. 7 Terminologia e conceitos básicos Sistema: combinação de componentes que agem em conjunto para atingir determinado objetivo. Pode ser abstrato ou referente a uma situação concreta (física). Sistemas a controlar ou plantas: pode ser desde um amplificador operacional até uma aeronave. Distúrbio: sinal que tende a afetar a variável de saída de modo adverso. Pode ser originado dentro do sistema (interno) ou fora (externo), este compondo o sinal de entrada. Controle com realimentação: também chamado de “malha fechada”. Operação que, na presença de distúrbios, tende a diminuir a diferença entre a saída do sistema e uma entrada de referência. 8 9 Sistema de controle de velocidade de um motor Planta: motor Variável controlada: velocidade do eixo do motor Variável manipulada (sinal de controle): quantidade de combustível Distúrbio: mudança de carga no motor 10 Sistema de controle de temperatura de um forno elétrico Planta: forno elétrico Variável controlada: temperatura medida no forno Variável manipulada (sinal de controle): acionamento do aquecedor Distúrbio: dissipação e acúmulo de calor 11 Sistema de produção de um produto qualquer Algumas observações: Complexo: muitas variáveis pode ser definidas (índices de qualidade do produto, erros de execução do projeto, atraso de execução de uma tarefa, distúrbios relevantes, etc.) Deve-se elaborar equações simples com as variáveis escolhidas Sequência de fases e realimentações Sistemas produtivos/empresariais são realimentados (malha fechada) Objetivo do controle: otimização de variáveis-chave da produção (mínimo tempo, mínimo erro, maior lucro, etc.) 12 Sistemas de controle de malha fechada Basicamente, usa a comparação entre a saída e uma entrada de referência Ex.: controle de temperatura de um processador ou do corpo humano frente aos distúrbios, etc. Também denominados de sistema de controle com realimentação Finalidade: Acertar o sinal de saída ao valor desejado através da minimização do erro atuante, que é a diferença entre a entrada e o sinal de realimentação Sinal de realimentação: a própria saída ou uma função da variável da saída 13 Sistemas de controle de malha aberta Saída não exerce nenhuma ação de controle no sistema. Ou seja: saída não é nem medida nem realimentada para comparação com a entrada Ex.: máquina (simples) de lavar roupas (execução sequencial de tarefas sem verificação de resultados), semáforo temporizado, etc. As entradas correspondem a condições fixas de operação A precisão do sistema dependerá de calibração Na presença de distúrbios, o sistema não “reagirá” e poderá falhar 14 Controle de malha fechada versus controle de malha aberta 15 Controle de malha fechada versus controle de malha aberta Em geral: Malha fechada: Vantagem: mais insensível a distúrbios Desvantagem: pode se tornar instável mais facilmente Malha aberta é especialmente interessante quando: Entrada são conhecidas e isentas de distúrbios Malha fechada é especialmente interessante quando: Entradas com distúrbios imprevisíveis Malha fechada utiliza mais componentes e energia, então: Malha aberta deve ser escolhido sempre que possível Um sistema misto (parte aberta, parte fechada) é normalmente uma ótima solução em termos de custo/desempenho. 16 Referência OGATA, K., Engenharia de Controle Moderno, 4a ed., São Paulo: Prentice Hall, 2003. 17