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AÇÕES RELACIONADAS AO MERCADO DE TRABALHO DO FARMACÊUTICO GENERALISTA - USO POPULAR DE FITOTERÁPICOS Trabalho Coordenador da atividade: Daniele RECHENCHOSKI1 Universidade Estadual de Londrina (UEL) Autores: Gabriele Inácio de OLIVEIRA2. Resumo Os graduandos do curso de farmácia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem formação generalista, o que possibilita muitas oportunidades no mercado de trabalho. A extensão universitária é uma forma de proporcionar ao estudante experiências e conhecimentos que não são contemplados pela grade do curso. A participação na organização de eventos, cursos e outras ações extensionistas tem contribuído na formação, além de despertar interesse por diferentes áreas nesses futuros profissionais. Uma das ideias apresentadas e desenvolvidas pelos estudantes do projeto "Ações Relacionadas ao Mercado de Trabalho Para Farmacêuticos" foi orientar e informar populações de comunidades de Londrina - PR, sobre o uso correto e dos efeitos adversos de fitoterápicos, considerando que a utilização desses remédio e outros produtos feitos de plantas exige cuidado e orientação médica. Apesar de inúmeros benefícios já comprovados, é necessário atenção especial para as substâncias presentes nas plantas e como elas agem no organismo humano desde a sua colheita até o preparo. Os fitoterápicos também têm efeitos colaterais e reações adversas, afinal, possuem substâncias que causam modificações em nosso organismo e podem provocar problemas graves a saúde. Este trabalho foi desenvolvido com um grupo de pessoas da vila Siam e aconteceu nas dependências da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. A Ação proporcionou aos estudantes uma vivência com a realidade a ser enfrentada como egresso e dentre os principais benefícios deixados à comunidade participante estão: incentivo à cultura popular regional no tocante à medicina complementar; diminuição dos riscos e dos efeitos adversos causados pelo uso inadequado de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos; valorização do meio ambiente e da sustentabilidade para o aprimoramento dos saberes de educação ambiental; na diminuição dos gastos com aquisição de medicamentos. Já os alunos além aplicar seus conhecimentos, também conseguira espalhar a importância do farmacêutico. Palavra-chave: população; medicamentos; fitoterápicos. 1 Daniele Rechenchoski, docente, Farmácia. 2 Gabriele Inácio de Oliveira, aluna, Farmácia. 2 Introdução Os novos limites, mistérios e descobertas que assistimos serem desvendados e abraçados pela humanidade, em ritmo acelerado, em especial na área da saúde, acontecem a cada dia e proporcionam qualidade de vida à população, incluindo a menos assistida. Com a expansão dos conhecimentos populares sentimos a necessidade de promover e levar mais informações relacionadas aos cuidados na utilização correta das plantas medicinais que fazem parte das práticas da medicina complementar, as quais apresentam contribuição substancial nas estratégias de autocuidado usualmente empregadas pela população (HARTWEL,1968). O Sistema Único de Saúde (SUS) são disponibilizados 42 medicamentos fitoterápicos e 6 drogas vegetais oriundas de espécies medicinais que, após prescrição médica, podem ser utilizados para o tratamento de diversas doenças crônicas em grande parte como, hipertensão, diabetes, doenças inflamatórias, doenças do trato urinário e gastrointestinal, entre outras. O objetivo do trabalho foi incentivar a cultura popular regional no tocante à medicina complementar (ADJANOHOUN,1996) diminuir os riscos, os efeitos adversos e intoxicações causadas pelo uso inadequado de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos (SILVEIRA; BANDEIRA; DOURADO,2019), valorizar o meio ambiente e a sustentabilidade para o aprimoramento dos saberes de educação ambiental, diminuir os gastos com aquisição de medicamentos. Aos alunos, o objetivo foi aplicar conhecimentos e integrar com a realidade da profissão. Metodologia A oficina e as palestras foram realizadas no salão comunitário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes da vila Siam, na cidade de Londrina, PR. Um herbário foi organizado com as mais populares espécies de plantas medicinais utilizadas pela população de Londrina. As suas principais características no que diz respeito cultivo, coleta, processamento, formulação e uso medicinal foram sistematicamente discutidos. Além disso público teve a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos sobre medicina complementar entre os participantes e com a equipe de professores e alunos de graduação. Desenvolvimento e processos avaliativos As ações desenvolvidas podem ser resumidas e avaliadas em três etapas:(1) As oficinas e palestras foram organizadas e levadas a comunidade a partir do interesse e busca por informação apresentada por uma agente de saúde da região da vila Siam a um estudante durante um estágio em uma Unidade Básica de Saúde, a dúvida foi levada para sala de aula e o grupo de estudantes extensionistas apresentaram a proposta que virou realidade em forma de oficinas e palestras. Para organização de materiais para as oficinas uma das grupos de alunos percorreram e coletaram algumas das plantas que foram utilizadas nas palestras. Uma outra parte foram buscadas na equipe que pesquisa fitoterápicos na UEL; (2) As oficinas proporcionaram grandes trocas de conhecimentos, populares e científicos, entre os participantes e o grupo organizador, formado por professores e alunos do curso de farmácia. Assim como parte do material utilizado para compor o herbário e as informações levadas à comunidade foram em parceria com projetos de pesquisas 3 desenvolvidas por membros do grupo extensionistas, também foi possível feedback com material e informações apresentados pelos participantes; (3) Os projetos de extensão como um todo proporcionam aos estudantes uma oportunidade única, durante a vida acadêmica, de aproximação com a realidade de uma população carente por conhecimentos e atenção em geral. Nessa ação os estudantes de farmácia envolvidos na organização puderam aplicar de forma direta e rápida os conhecimentos teóricos da graduação e práticos obtidos juto a projetos de pesquisas sobre fitoterápicos. Além desse contato com a realidade, essas ações despertam interesse em alguns estudantes em seguir com diversas áreas envolvidas nesse trabalho, como por exemplo: pesquisas relacionadas e atenção farmacêutica. Considerações Finais A realização dessas atividades contemplou mais de 60 participantes, incluindo os agentes comunitários da saúde, os quais se tornaram amplificadores do uso racional desse tipos de Medicamentos. Além disso, os professores e os estudantes de graduação, com o exercício das suas atribuições profissionais nessa ação aumentaram seus conhecimentos nos termos de saúde pública e medicina complementar, bem como iniciou se uma colaboração com a comunidade. Isso enfatiza a importância da assistência farmacêutica, justifica o propósito de continuidade de desse trabalho e traz a possibilidade de novas investigações envolvendo o consumo de fitoterápicos. Referências ADJANOHOUN, J.E.; ABOUBAKAR, N.; DRAMANE, K.; EBOT, M.E.; EKPERE, J.A.; ENOW-OROCK, E.G.; FOCHO, D.; GBILE, Z.O.; KAMANYI, A.; KAMSU- KOM, J.; KEITA, A.; MBENKUM, T.; MBI, C.N.; MBIELE, A.L.; MBOME, L.L.; MUBIRU, N.K.; NANCY, W.L.; NKONGMENECK, B.; SATABIE, B.; SOFOWORA, A.; TAMZE, V.; WIRMUM, C.K. (1996). Traditional Medicine and Pharmacopoeia: Contribution to Ethnobotanical and Floristic Stud ies in Cameroon. Organisation of African Unity Scientific, Technical and Research Commission. Centre National de Production de Manuels Scolaires, Porto Novo, pp. 77. HARTWELL, J.L. Plants used against cancer. A survey. Lloydia, v.31, p.71-170, 1968. JAGER, A.K.; HUTCHINGS, A.; VAN STADEN, J. Screening of Zulu medicinalplants for prostaglandin-synthesis inhibitors Journal of Ethnopharmacology, v.52, n.2, p.95-100, 1996. Lucchetti, L.; Teixeira, D. F.;2Barbi, N. S.; Silva, A. J. R. Estado da Aerta Bidens pilosa L. (Asteraceae).2009 MORTON, J.F. Atlas of Medicinal Plants of Middle America – Bahamas to Yucatan. Charles C. Thomas, Springfield, IL, USA, 1981. SILVEIRA, P.F.; BANDEIRA, M. A. M.; DOURADO, P. S. https://muletacientifica.blogspot.com/2014/04/farmacovigilancia-e-reacoes-adversas- https://muletacientifica.blogspot.com/2014/04/farmacovigilancia-e-reacoes-adversas-as.html 4 as.html. Farmacovigilância e reações adversas às plantas medicinais e fitoterápicos: uma realidade. Acessado em 20/04/2019, às 16h. https://muletacientifica.blogspot.com/2014/04/farmacovigilancia-e-reacoes-adversas-as.html