Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Estrutura e funcionamento da
educação no Brasil
Estrutura e funcionamento da educação no Brasil. Compreensão conceitual do Estado brasileiro e de suas
políticas públicas educacionais. Os papéis, as concepções e as atribuições da educação pública para os
governos federal, estadual e municipal no contexto atual.
Prof.ª Cristina Helou Gomide
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender o papel do Estado brasileiro no que tange à política pública de educação, apresentando sua
organização legislativa e suas funções executivas.
Objetivos
Relacionar a estrutura do Estado e o papel da Constituição com a educação no Brasil.
Reconhecer o funcionamento da educação brasileira no âmbito das políticas públicas atuais.
Introdução
“Tenho uma dúvida... Vamos falar de leis ou das regras escolares? Li nos objetivos algo sobre educação
brasileira e políticas públicas, então vamos falar de todas as escolas ou apenas da pública?”.
Talvez você tenha se feito essas perguntas antes de começar. Bem, o artigo 205 da Constituição brasileira, de
1988, deixa claro que “a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade”. Isso significa que a educação é pública, e a educação básica é
obrigatória. Não importa se a instituição for confessional, tecnológica, para gênios ou alternativa, o mais
importante é a criança não estar fora da escola.
A forma e o modelo de organização escolar podem variar, mas existem parâmetros nacionais que têm de ser
respeitados. Você ainda pode se perguntar: por que funciona assim? Quais são os parâmetros vigentes? Se a
educação no Brasil é pública, o que a norteia? Essas são algumas das provocações que vamos incitar para que
você, ao final, possa criar sua própria resposta.
• 
• 
1. O Estado e o papel da Constituição na educação brasileira
O Estado brasileiro
O conceito de estado 
Você sabia que nem sempre fomos uma república que elege seus dirigentes por meio do voto? E embora
atualmente façamos parte desse processo democrático, ainda somos uma sociedade desigual.
Nosso país já foi colonizado por Portugal e, após a independência, governado por um imperador até 1889,
quando se tornou uma nação republicana. Desde então, houve diversas políticas públicas em diferentes áreas.
Estudaremos, especificamente, as voltadas para a educação, propostas pelo governo atual.
Brasil Colônia Brasil Império
Brasil República
Mas antes, já parou para pensar em quantas vezes nos referimos à ideia de Estado? Quando queremos cobrar
algo de autoridades, dizemos: “o Estado é responsável por asfaltar as estradas” ou “é papel do Estado garantir
ensino para todos”. Mas o que é Estado, afinal?
Vamos pensar do ponto de vista político dando uma olhada no que diz um dicionário de filosofia:
[...] conjunto organizado das instituições políticas, jurídicas, policiais, administrativas, econômicas etc.,
sob um governo autônomo e ocupando um território próprio e independente. Diferentemente do governo
(conjunto das pessoas às quais a sociedade civil delega, direta ou indiretamente, o poder de dirigir o
Estado); diferentemente da sociedade civil (conjunto dos homens ou cidadãos vivendo numa certa
sociedade sob leis comuns); diferentemente também da nação (conjunto de homens que possuem um
passado e um futuro comuns, entre outras nações), o Estado constitui a emanação da sociedade civil e o
representante da nação.
(JAPIASSU; MARCONDES, 1993, p. 88) 
Na citação anterior, notamos três conceitos: Estado, governo e nação. O Estado permanece o mesmo
enquanto os governos mudam, e são estes que fazem as políticas públicas para a nação. Os governantes de
um Estado republicano são escolhidos por meio do voto direto, pelo povo, ou do voto indireto, por deputados
e senadores. O povo, portanto, é a sociedade referida na citação. A nação é constituída por sujeitos
carregados de história, e o governante deve representar os anseios dela.
Estado Governo
Nação
Vivemos em uma sociedade dividida em classes desiguais, com necessidades, atribuições políticas e
reconhecimentos diferentes. Entender o Estado pressupõe compreender as relações sociais que o compõem e
a demanda de maneiras diversas de acesso às necessidades básicas do cidadão. Não é possível, por
exemplo, imaginar que um adolescente trabalhador terá as mesmas oportunidades de outro com a mesma
idade que se dedica somente aos estudos. Por isso, as políticas públicas são importantes para promover uma
equidade de oportunidade.
O Brasil é composto por unidades federativas que representam uma união indissociável de estados e
municípios. As políticas públicas são fundamentais para o funcionamento do Estado, pois articulam
decisões e execuções por meio dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
A Constituição Federal de 1988 dispõe sobre essa indissociabilidade da República Federativa, a partir de
Princípios Fundamentais. Vejamos a letra da Lei:
Princípios Fundamentais
Veja o que consta no Título I da nossa Constituição:
“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e
do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I– a soberania; 
II– a cidadania; 
III– a dignidade da pessoa humana; 
IV– os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V– o pluralismo político. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I–construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II–garantir o desenvolvimento nacional; 
III–erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
IV–promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação.” (BRASIL, 1988).
A Constituição elucida o conceito de Estado, o seu dever de garantir e resguardar os direitos dos cidadãos,
bem como a sua participação justa na organização e no funcionamento do país por meio do voto direto e
democrático. As autoridades eleitas para cargos públicos se tornam responsáveis por criar projetos para que o
Estado, nas esferas municipal, estadual e federal, funcione.
A formação do Estado brasileiro 
Para melhor compreendermos as políticas públicas educacionais, é importante voltarmos à época da
independência do Brasil. Somente após 1822 começamos a nos organizar como nação com um aparelho
burocrático que sustenta o funcionamento do Estado. Nosso ideal de nação nesse período surgiu da
necessidade de implementação de um projeto nacional que privilegiava a criação de uma “história pátria”. Lima
e Fonseca nos ajudam a entender melhor esse contexto histórico:
A ruptura com Portugal, em 1822, iniciou longo período de discussões, confrontos e definições acerca do
liberalismo a ser implantado no país independente. A proliferação da imprensa ampliou a difusão e o
debate dos preceitos liberais, delineando-se, ao menos até o início do Segundo Reinado, as principais
características do liberalismo no Brasil. Durante esse período, momentos de maior restrição política e de
frustrações de expectativas geraram descontentamentos e, por vezes, revoltas, lideradas por elementos
das elites, bem como outros movimentos, de acento mais popular, que também eclodiram em várias
partes do país, principalmente durante as regências.
(LIMA; FONSECA, 2004, p. 43)
A estrutura e o funcionamento da educação
É importante sabermos a origem de nossos sentimentos nacionais e a noção que temos da nossa história para
entendermos como funciona o país em que vivemos. Assista ao vídeo!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Após a suspensão da democracia no Brasil durante o período da Ditadura Militar, ocorrida entre 1964 e 1985,
foi homologada uma nova Constituição com novas diretrizes,como consta em seu Preâmbulo:
“(...) representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado
democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o
bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna,
pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional”.
De 1964 a 1985
Regime militar governou o Brasil.
Em 1989
Foi criada a Constituição, pela qual somos
regidos até os dias atuais.
Em uma república, o Estado assume ações públicas, inclusive na educação! Portanto, nos interessa aqui
entender o Estado brasileiro na atual conjuntura e suas políticas públicas educacionais, tendo como fonte,
especialmente, a Constituição.
Políticas públicas no campo da Educação
Política pública
Vamos agora nos aprofundar no debate sobre os projetos citados anteriormente, também chamados de
políticas públicas. Esses projetos são voltados para o funcionamento da máquina pública, como deve ser em
um governo republicano. Para entendermos melhor, basta pensarmos que isso não ocorreu durante o Brasil
Imperial. Embora tenha se criado a ideia de nação brasileira a partir daí, o conceito de Estado tal qual
conhecemos começou a ser gerido apenas no final do século XIX, com a Proclamação da República.
Como já vimos, um regime republicano busca criar mecanismos de funcionamento do Estado a partir de ações
que visam suprir as necessidades do seu povo.
Mas, afinal, para quais cargos elegemos autoridades e qual o papel delas na máquina pública?
Para entender isso, é importante saber que o Estado é dividido em três poderes:
O Executivo
É representado pelo presidente, no âmbito
federal; pelos governadores, no estadual; pelos
prefeitos, no municipal.
O Legislativo
Sua função é fiscalizar as decisões e as ações
do Executivo. É formado por deputados federais
e senadores, que compõem o Congresso
Nacional, por deputados estaduais, que
integram as Assembleias Legislativas dos
estados, e por vereadores, que compõem as
Câmaras municipais.
O Judiciário
Sua função é garantir o respeito às leis e o
cumprimento da Constituição. A instância
máxima do Judiciário no Brasil é o Supremo
Tribunal Federal, comumente conhecido como 
STF.
Como disse o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, “a Constituição governa os que governam”.
Mas você considera que os governantes atuais têm respeitado efetivamente a Constituição brasileira?
Cumpre-se atualmente a ideia de que a Constituição governa os que governam?
Comentário
Existe uma concepção do senso comum e outra dos estudiosos. Para o senso comum — materializado
nos jornais, na internet, nas conversas —, o Estado e o governo se misturam e são renegados e
naturalizados de maneira cotidiana. Na prática, o Estado é maior que qualquer governo, não se modifica
com a mesma velocidade e tem relações dialogadas. Políticas municipais se relacionam com as
estaduais e nacionais, por outro lado todas são vinculadas a poderes divididos, definidos, e têm como
centro a Constituição. A política pública é do Estado, já as políticas públicas são as ações tomadas pelos
governos. 
Sabemos que somos regidos pela Constituição. Mas, afinal, o que significa algo ser inconstitucional?
Algo ser ou não constitucional está previsto pela máxima Lei nacional. Porém, há alguns dilemas como, por
exemplo, a proposição de exigir o fim das leis e a liberdade de expressão, que justamente lhe garante o direito
de se posicionar dessa forma.
Políticas públicas são ações pensadas para enfrentar e solucionar problemas e necessidades públicas,
atendendo às demandas da sociedade nos seus mais diversos setores. Por isso, quando voltadas para a
iniciativa privada, temos de estar atentos para que isso seja em função de necessidades públicas. Existem
políticas públicas voltadas para diversos setores, como a cultura, a economia e a educação, como veremos
logo mais.
Atenção
Alguns autores trazem a necessidade de pensarmos as políticas públicas em parceria com a iniciativa
privada. Entretanto, é preciso estar atento para que essa relação não subverta a prioridade do público
sobre o privado. 
Política pública voltada para a educação 
O Capítulo III da nossa Constituição trata a educação como “direito de todos e dever do Estado e da família”,
além da “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. Ela abarca instituições públicas e
privadas e garante o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições
públicas e privadas de ensino”. É fundamental destacar que é um preceito constitucional a “gratuidade do
ensino público em estabelecimentos oficiais”, bem como a “garantia de padrão de qualidade” (BRASIL, 1988).
A educação é regida pela Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional, que foi
promulgada em 1996 e sofreu algumas
alterações desde então, sendo as mais
impactantes a Reforma do Ensino Médio e a
BNCC, das quais falaremos mais adiante. A
LDB, como também é chamada, tem como
objetivo disciplinar a educação no Brasil e
regulamentá-la de acordo com os princípios
constitucionais.
Originalmente, somente 10 artigos da
Constituição se referiam à educação. Ao realizar uma leitura crítica do artigo 205, o qual prevê a criação da
LDB, chama a atenção, sob o ponto de vista das Ciências Humanas, um importante termo: “preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1988).
Artigo 205
Veja o art. 205 da Constituição brasileira: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família,
será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". (BRASIL, 1988) 
Mas o que é trabalho, afinal?
Ter emprego não necessariamente é ter trabalho, e sim ter
serviço! Ter emprego, puro e simples, é estar no mercado
de trabalho. Mundo do trabalho é outra coisa.
Trabalho requer processo criativo, satisfação e ter o
resultado produzido em mãos. Ele não pode nos fragmentar,
ser necessariamente repetitivo ou nos deixar desanimados,
embora saibamos que isso aconteça inúmeras vezes.
Quantas pessoas acordam de manhã na segunda-feira e pensam: “Que horror, tenho de ir trabalhar!”
Estar no mundo do trabalho nos faz mais humanos, e não mais tristes a ponto de não nos reconhecermos
naquilo que produzimos. Mundo do trabalho é diferente de apenas ser parte do mercado de trabalho, o qual
necessita de mão de obra para ocupar diferentes funções nas empresas. O problema é quando o conceito de 
trabalho para a educação passa a privilegiar a lógica do mercado privado, e não do público. Nossa análise
partirá, portanto, dessa palavra tão importante para a vida humana.
Trabalho
Para uma leitura mais aprofundada, sugere-se a obra Marx e a Pedagogia Moderna, de Mário
Manacorda.
Na reunião
— Precisamos criar um modelo celular mais
moderno.
Na fábrica
— Hum, nesse aparelho poderia ter espaço para
mais um chip. Mas tudo bem, não é meu
mesmo...
O operário
— Como assim você não se reconhece nesse
celular? Você fez parte da produção!
Vimos que, em uma República Federativa, deve prevalecer a preocupação com aquilo que é público e com a
democracia. Nesse sentido, o conceito de trabalho abordado nas práticas educacionais deve caminhar rumo
ao funcionamento da sociedade e à qualidade de vida do trabalhador, e não considerar apenas seu simples
ingresso no mercado de trabalho.
Agora vamos refletir no que diz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional a respeito da importância da
educação para o mundo trabalho:
Artigo 1º
“A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência
humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações
da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente,por meio do
ensino, em instituições próprias.
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a prática social.” (BRASIL, 1996).
Alterações em 2017
“I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino
médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo
reservado aos exames finais, quando houver;” (Seção I Da Educação Básica, Capítulo II)
“ § 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deverá ser ampliada de forma
progressiva, no Ensino Médio, para mil e quatrocentas horas, devendo os sistemas de ensino
oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos mil horas anuais de carga horária, a partir de 2
de março de 2017.” (Seção I Da Educação Básica, Capítulo II)
“§ 12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de escolha das áreas de conhecimento ou
de atuação profissional previstas no caput.” (Seção IV Do Ensino Médio, Capítulo II) (BRASIL, 1996).
A LDB em vigor nos ajuda a fazer a seguinte associação entre educação e trabalho:
Trabalho coletivo
A LDB configura o trabalho coletivo, pois, para
que a educação aconteça, é necessário que
muita gente esteja envolvida.
O projeto político-pedagógico
A lei propõe que professores, gestores, demais
trabalhadores da escola e a comunidade
estejam envolvidos na elaboração do projeto
político-pedagógico.
Organização escolar
No projeto político-pedagógico, constam as
diretrizes para a organização e o funcionamento
escolar. Assim como em qualquer outro projeto,
nele deve constar as propostas da escola, os
objetivos delas e aonde desejam chegar.
Essa lei abrange todas as instituições, logo as escolas públicas compartilham o mesmo currículo das
particulares, mostrando, em tese, que todos os estudantes terão as mesmas oportunidades.
Mas, então, por que ainda há diferenças de oportunidades entre estudantes de escolas públicas e os de
instituições privadas?
Em uma sociedade de classes desiguais, o que se vê são realidades diferentes entre cada aluno. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nos faz pensar sobre o trabalho coletivo na educação. Esse
conceito de coletividade é refletido na elaboração do importante projeto político-pedagógico escolar, feito
com a participação não só dos funcionários da instituição de ensino, como também de toda a comunidade.
Embora, segundo a lei, o currículo deva ser o mesmo para todas as escolas, precisamos entender
que o Brasil é uma nação que funciona com base no sistema capitalista, logo possui uma sociedade
de classes.
Na teoria, todos os estudantes de escolas públicas e privadas devem ter oportunidades semelhantes.
Contudo, a nossa realidade promove uma grande desigualdade entre cada um desses alunos.
Vejamos o que mais a LDB tem a dizer:
Artigos 2º e 3º
“Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais
de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para
o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de
ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.” (BRASIL, 1996)
Quantos estudantes que frequentam escolas públicas, ao terminarem o ensino médio, não desistem de dar
continuidade aos seus estudos para trabalhar? Além disso, a trajetória deles até a finalização do ensino
fundamental ou médio pode ser desigual em relação aos de instituições privadas, que se dedicam
exclusivamente aos estudos visando entrar em uma universidade.
Comentário
Equidade de oportunidades para o ingresso em uma universidade não configura privilégio, e sim direito
garantido por lei. Porém, muitas vezes, prevalece o discurso da meritocracia. Por essa razão, é preciso
promover uma leitura crítica da LDB. Marx e a Pedagogia Moderna, de Manacorda, oferece subsídio para
sustentar o debate sobre o trabalho na sua forma humanizadora e na sua expressão negativa, assim
como nos ajuda a compreender nossas relações de trabalho no sistema capitalista. 
Para responder a próxima atividade, leia o texto:
EU CORRO, TU CORRES, ELE CORRE!
- Ow, cai fora mané, tô na frente!
- Cai fora, você, que também sou gente!
Então lá foi ele, o terceiro!
Ele corre para pegar o ônibus e chega ao trabalho em cima da hora.
Empacotador de compras lá no supermercado da Campininha, bairro de Goiânia carinhosamente
chamado assim, mas o nome mesmo é Campinas. Passa o dia, empacota daqui, empacota dali...
E lá vem a mulher: carnes, óleo, alface, tomate e detergente.
- Olha aí, garoto! Colocou o óleo e o detergente em uma sacola só! Não se mistura produto de limpeza
com o que vai para cozinha, menino incompetente!
Acabou o expediente!
Ele corre, troca de blusa, pega o busão lotado de novo, fica em pé, esbarra no rapaz do lado, não
consegue espaço para segurar, derruba sua mochila no colo da moça bonita sentada ao lado, morre
de vergonha, sorri sem graça e desce logo depois! Correeeeeeeee! O portão da escola vai fechar!
Ufa! Ele entrou!
- Boa noite, pessoal, eu sou o professor de Matemática - fala o professor à frente do quadro.
Ele encontra o amigo e vai contar da menina bonita que viu no ônibus.
- Ow, garoto, ou senta ou cai fora!
- Você tá falando comigo?
A briga começa...
O professor já está cansado, dando aula no seu terceiro turno. O garoto também está exausto.
Professor massacrado, em greve por melhores salários, aluno massacrado pelo dia que teve...
Eu sou gente, tu és gente, ele é gente.... É tudo igual para todo mundo? Sei não, só sei que todo
mundo é gente, mano!
(Cristina Helou Gomide)
Atividade discursiva
A partir da leitura dessa narrativa, comente: isso faz parte do cotidiano de toda juventude brasileira? Essas
condições vividas pelo personagem podem ou não comprometer as suas condições de aprendizagem escolar?
Chave de resposta
A proposta é gerar uma identificação. Note que quando falamos da atualidade da educação estamos
falando com você, com seu cotidiano. Uma política pública tem como princípio atender aos anseios da
sociedade, deve estar voltada às demandas sociais. Mas será que é isso que acontece? Reflita sobre seu
lugar social, como a sociedade vê e pensa a educação.
Legislações em vigor para a educação
Legislações: a LDB e suas reformulações, a Reforma do Ensino Médio e
BNCC 
Como já dissemos, a LDB sofreu mudanças ao longo do tempo, e outras continuam acontecendo. Registramos
duas das mais recentes e significativas alterações para se falar sobre o ensino nas escolas hoje, sua essência
e sua incidência na nossa formação.
A primeira delas é a chamada Reforma do Ensino Médio, ocorrida no governo do presidente Michel Temer,
tratada na Lei federal nº 13.415, de 2017. A segunda é a Base Nacional Comum Curricular, conhecida como
BNCC, debatida desde 2015 e instituída em 2019.
Saiba mais
A BNCC vem sendo implementada gradativamente na educação básica (que compreende os ensinos
fundamental e médio). Essa mudança, de certa maneira, também influencia o ensino superior,
encarregado da formação de professores para a atuação nas escolas. 
Para terminarmos, é preciso saber que,durante o período de 1946 a 1964, duas tendências se desenvolveram
de modo conflitante no cenário político no Brasil e, por conseguinte, influenciaram o campo das políticas
educacionais. A primeira vertente, a nacional desenvolvimentista, destacava as competências do Estado; a
segunda, de tendência privatista, era nitidamente oriunda da influência liberal advinda mesmo antes da
instituição da república. As duas estiveram presentes na Lei de Diretrizes e Bases homologada em 1961, que
contemplava tanto escolas públicas quanto privadas e direcionava recursos públicos para ambas.
Políticas educacionais
Para se aprofundar mais nesse assunto, leia a obra Educação Escolar – políticas, estrutura e
organização, de Libâneo, Oliveira e Toschi. Considerado um clássico no campo educacional, o trabalho
traz uma ampla discussão sobre as políticas públicas no Brasil, teorias e posicionamentos críticos seus e
de diversos estudiosos da área. 
Atenção
Devido a esse processo histórico, a elaboração da LDB em 1996 carrega elementos do pensamento
liberal que tendem a entrar em choque com o caráter democrático e público do Estado republicano. Em
um Estado capitalista, fica explícita a contradição entre público e privado, posto que o princípio de
sucesso na educação se dá com base na lógica de mercado, que visa produzir força de trabalho para as
necessidades do capital. Torna-se cidadão quem tem emprego. Com base nisso, foram elaboradas
alterações até a criação da Reforma do Ensino Médio e da BNCC. 
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. 
O conceito de Estado
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Política pública voltada para a educação 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Legislações: a LDB e suas reformulações, a Reforma do Ensino Médio e a
BNCC 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O Estado brasileiro funciona a partir da relação harmônica entre os três poderes: o Executivo, o Legislativo e o
Judiciário. Nesse sentido, o que significa a frase do então presidente do Supremo Tribunal Federal: “A
Constituição governa os que governam”?
A O presidente do Brasil sempre segue a Constituição federal, podendo, porém, abrir uma exceção caso
ache necessário.
B
O presidente do Brasil e os governadores seguem a Constituição, mas têm autonomia para implementar
ações, via ministérios ou secretarias (respectivamente), se acharem necessário para o bem do povo, ainda
que seja preciso burlar a Constituição.
C
O presidente, os governadores e os prefeitos seguem a Constituição e são comumente observados pelo
Congresso Federal, por deputados estaduais e vereadores, respectivamente, inclusive com relação aos
gastos públicos, não podendo abrir exceção com relação ao que apresenta a Constituição.
D
A divisão dos poderes no Brasil, no que tange à educação, restringe as discussões a estados e
municípios, sendo o Executivo nacional somente gerente e garantidor de que os demais entes cumpram
seu papel relativo à educação.
E A Constituição governa o presidente do Brasil e os governadores, já as outras autoridades do Estado têm
autonomia para implementar ações, por meio das câmaras.
A alternativa C está correta.
Vimos que a Constituição de 1988 rege o funcionamento do Estado brasileiro e garante bases
democráticas, de modo que as ações dos governantes não devem ser arbitrárias ou tomadas em função de
desejos pessoais. Nenhum governante, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, pode tomar atitudes
que coloquem em risco as garantias da Constituição.
Questão 2
Embora a Constituição diga que o cidadão deve ter “igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola”, vimos que a sociedade brasileira é carregada de contradições e nem todos têm as mesmas
oportunidades. Nesse sentido, pode-se dizer que
A
somos uma sociedade de diferentes classes e o não reconhecimento dessa desigualdade inerente
dificulta o acesso igualitário de todos à escola, já que a vida do estudante trabalhador difere da vida do
estudante de classe média.
B
a LDB garante que todos tenham acesso à educação de forma igualitária, embora vivamos em um sistema
capitalista, assim todos aprendem os mesmos conteúdos, amenizando as diferenças entre o estudante da
classe trabalhadora e aquele que não trabalha.
Ctodos os cidadãos foram assegurados, com a promulgação da LDB, de que as diferenças entre as classes
sociais seriam sanadas e que qualquer um teria suporte para dar continuidade à sua formação.
D
a educação já era um direito nacional desde a formação da república, o ano de 1988 consagra o princípio
de que a educação deveria ser pública, gratuita e mantida exclusivamente pelo Estado, para garantir a
todos condições de igualdade.
E a LDB prevê a promulgação de uma sociedade igualitária, em que as diferenças de todos os cidadãos e
as classes sociais seriam sanadas por meio da prática da educação democrática.
A alternativa A está correta.
Embora essa seja uma questão objetiva, requer posicionamento crítico diante da leitura das políticas
educacionais no Brasil, cujas contradições ocorrem porque não há reconhecimento da diferença de classes.
Vejamos, por exemplo, quantos alunos pobres têm acesso à internet ou a computadores em suas casas.
Mais de 70% dos estudantes brasileiros não possuem tecnologias para realizarem atividades escolares
diretamente de seus lares. Nesse sentido, fazer a leitura crítica da LDB nos ajuda a entender, inclusive, a
dificuldade de acesso e permanência de muitos alunos das escolas públicas.
2. O funcionamento da educação brasileira
Educação brasileira e suas divisões
A educação brasileira hoje 
No módulo anterior, relacionamos Estado, política pública e a Constituição. Agora, vamos nos dedicar às
principais legislações referentes à organização da educação, associando-as aos entes federativos e às
instituições de ensino. Para anotar e não esquecer, vamos retomar a LDB, problematizar a Reforma do Ensino
Médio (Lei nº 13.415/2017) e entender a BNCC, suas concepções e atribuições no contexto atual.
Apresentaremos as responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal para a educação e
analisaremos a atuação dos ensinos público e privado no Brasil.
Vimos que as políticas públicas para a
educação são norteadas pela LDB de 1996 e
suas alterações. Tanto o Novo Ensino Médio
quanto a Base Nacional Comum Curricular
apresentam questões que foram instrumento
de análise de vários pesquisadores no campo
das políticas públicas voltadas para a
educação.
A LDB nos apresenta vários caminhos para
encontrar onde estão regulados os papéis dos
municípios, estados e da União no que se refere
às escolas públicas e privadas.
As divisões da educação brasileira 
No módulo 1, você aprendeu que cada ente da máquina pública tem uma função e deve zelar pelas principais
políticas públicas nacionais.
As políticas públicas educacionais são norteadas pela LDB, da qual emergem todas as ações. Essa lei também
é considerada o detalhamento vivo dos debates na Constituição sobre a área.
Sendo assim, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm funções de fazer valer como política de
Estado os direcionamentos nacionais, entendendo a educação como matéria de interesse público.
Mas, espera um minuto, há outros documentos além da LDB! Diretrizes Curriculares Nacionais, Planos de
Metas para Educação, Parâmetros Curriculares Nacionais, legislações e regulações sobre a inclusão, espaço
físico, diversidade, sem contar as leis orgânicas de cada estado e município e as diretrizes internas das
escolas com seus projetos políticos-pedagógicos.
Que política pública podemos esperar de um processo tão fragmentado? Você chegou ao ponto: o
funcionamento da educação nacional é complexo, repleto de entes e estruturas. O desafio do
governo é fundamentar parâmetros para que ela não perca seu foco: ser matéria de interesse
nacional e elementofundamental para organização do Estado brasileiro.
O que veremos a seguir é a atual configuração da política pública nacional. Nesse processo, você perceberá
que a LDB, embora muito reformulada, é o principal documento sobre a educação. Além de regulamentar o
sistema educacional no âmbito público e privado, ela é destinada para a educação infantil, o ensino básico
(fundamental e médio) e para o ensino superior. Com nove títulos que versam sobre vários temas, a lei
abrange e organiza todo o campo da educação no Brasil e foi homologada em um cenário onde a
redemocratização ainda estava em curso, uma das razões de seu texto apresentar ainda fortes influências de
uma política liberal.
Liberal
Sobre o dever e o direito a educar, nos diz a LDB 96: “IV - acesso público e gratuito aos Ensinos
Fundamental e Médio para todos os que não os concluíram na idade própria;” Em 2013, uma novidade
garantiu o direito à escola pública independentemente da idade, a partir do inciso incluído pela Lei nº
12.796, que também torna obrigatório o ensino para pré-escola, ensino fundamental e ensino médio,
além de: “VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da Educação Básica, por meio de
programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;” O
Título II, referente aos princípios e fins da educação, também apresenta alterações: “XII - consideração
com a diversidade étnico-racial” Ainda no Título II, a alteração do texto por meio da Lei nº 13.632 de
março de 2018, coloca: “XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.” 
A LDB torna obrigatória a matrícula de crianças
a partir de 4 anos em escolas públicas próximas
às suas residências, além de assegurar o
atendimento educacional a estudantes em
qualquer situação, inclusive hospitalizados ou
em reclusão. A sua alteração mais recente, Lei
nº 13.796 de 2019, agrega vários pontos ao
princípio de “Educação para todos”.
É garantido ao estudante o direito de “ausentar-
se de prova ou de aula marcada para dia em
que, segundo os preceitos de sua religião, seja
vedado o exercício de tais atividades, devendo-se lhe atribuir, a critério da instituição e sem custos para o
aluno, uma das seguintes prestações alternativas, nos termos do inciso VIII do caput do art. 5º da Constituição
Federal”.
Podemos concluir que a educação é um bem inalienável, e ninguém deve ser excluído dela em nenhuma
hipótese. Cabe à escola e aos entes resguardar esse direito e atuar para que seja exercido. Se a educação é
tão vital, é importante ter uma estrutura que defina funções e garanta que esse universalismo atenda aos
anseios nacionais. Portanto, vejamos agora a responsabilidade de cada unidade da federação:
O que cabe à união
O Título IV da LDB é fundamental para entendermos o planejamento das ações por parte do poder
público. De acordo com o artigo 9º da lei, cabe à União, em diálogo com estados, municípios e o
Distrito Federal, produzir um plano nacional de educação. Ainda nesse artigo, vê-se que existe a
normativa para criar “um Conselho Nacional de Educação, com funções normativas e de supervisão e
atividade permanente” e para “baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação.”
Vale lembrar que institutos e universidades federais são de responsabilidade da União.
O que cabe ao estados
De acordo com artigo 10 da lei, os estados devem “I- organizar, manter e desenvolver os órgãos e
instituições oficiais dos seus sistemas de ensino; II - definir, com os Municípios, formas de
colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional
das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros
disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; III - elaborar e executar políticas e planos
educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e
coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; IV - autorizar, reconhecer, credenciar,
supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de Educação Superior e os
estabelecimentos do seu sistema de ensino; V - baixar normas complementares para o seu sistema
de ensino”. Segundo o inciso VI, cabe ao estado a garantia do funcionamento de escolas públicas de
ensino médio. Aliás, você sabia que o transporte público escolar também é garantido por lei, via LDB?
O que cabe aos municípios
O artigo 11 diz que cabe aos municípios o cuidado com a educação básica, tais como creches e pré-
escolas, além de: “I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus
sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados; II -
exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; III - baixar normas complementares para o seu
sistema de ensino; IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de
ensino; V - oferecer a Educação Infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o Ensino
Fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas
plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais
mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.”
Novos caminhos
A Reforma do Ensino Médio e a BNCC 
A Reforma do Ensino Médio, a primeira alteração mais
significativa, explicita o problema da desigualdade social em
nosso país.
A Lei nº 13.415/2017 é oriunda da Medida Provisória nº
748/2016 e sofreu diversas emendas antes de ser
sancionada pelo então presidente Michel Temer. Conforme
o texto original, os alunos podem optar em qual área do
conhecimento desejam se aprofundar. Desse modo, 40% do
conteúdo é destinado à escolha de um dos itinerários
formativos.
Como funciona isso?
Atenção
O estudante escolhe uma área entre as de Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências
Humanas/Sociais e de formação técnica/profissional. Outra mudança é a implementação de um ensino
de tendência integral, sendo representado pelo aumento da carga horária no ensino médio, que passa de
800 para 1000, ou 7 horas por dia, até 1.400 horas por ano. 
Vejamos as alterações no texto da LDB para o Novo Ensino Médio e os itinerários aos quais nos referimos:
Alterações na LDB
“Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino
médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do
conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
IV - ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art. 26, definida em cada sistema de
ensino, deverá estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular e ser articulada a partir do
contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)”
Em 2018, o Conselho Nacional de Educação aprovou que a BNCC do Ensino Médio mantivesse as disciplinas
tradicionalmente obrigatórias, como História, Geografia, Literatura, Química E Biologia. As disciplinas de
Educação Física, Filosofia, Sociologia e Artes também são consideradas obrigatórias, como consta no texto
reformulado da LDB.
A implementação das Diretrizes da Educação e a aplicação da BNCC acontece a partir da tarefa
conjunta entre os governos federal, estadual e municipal, onde cada um tem uma função e um
orçamento previsto. Além disso, é importante lembrar que a educação privada também é regulada
pelas políticas públicas.
As mudanças são possíveis de se notar quando consultamos a LDB e suas alterações, a última refere-se à
formação profissional e abarca várias áreas do conhecimento.
Alterações na LDB
“Art. 35-A. A Base Nacional ComumCurricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino
médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento:
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de
2017) II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) III - ciências da natureza e
suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) IV - ciências humanas e sociais aplicadas.
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art.
26, definida em cada sistema de ensino, deverá estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular e
ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural. (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)”
O impacto das alterações na educação
Veja a seguir o impacto das alterações na educação em diversos setores:
Escolas privadas
As escolas privadas não terão dificuldades para implementar essa nova forma de ensino, pois a
grande maioria de seus alunos não necessita trabalhar para se manter estudando.
Escolas públicas
A implementação do ensino integral para a grande parte das escolas públicas tende a dificultar o
acesso e a permanência da maioria dos estudantes trabalhadores. Nesse sentido, a reforma é
excludente.
Formação técnica
Outro aspecto bastante problemático é com relação à escolha pela profissionalização já no ensino
médio. É evidente que a formação técnica é fundamental e será escolhida por quem desejar e puder.
Contudo, ao aparecer como uma das áreas de opção formativa, ela tende a ser excludente.
Ensino superior
O estudante trabalhador tenderá a optar pela formação técnica, nem cogitando o ingresso no ensino
superior. Nesse sentido, a reforma aparentemente trouxe mais oportunidades para esse aluno se
qualificar para o mercado de trabalho, mas não abriu de fato portas para que ele foque um campo da
ciência que deseje se aprofundar ao longo da vida.
Desse modo, a educação deixa de ser voltada para a transformação ou a emancipação e tem como foco o
mercado. Leia o que diz um artigo sobre o ensino profissionalizante no Brasil e a sua relação com a iniciativa
privada:
Segundo Martin e Czernisz (2016), com o Decreto 2.208/97 os cursos técnicos profissionais rápidos e
direcionados às necessidades do mercado de trabalho passaram a ser oferecidos por instituições
particulares desvinculados da educação básica, fazendo com que, por necessidade, os jovens de baixa
renda optassem por estes cursos e desistissem da formação geral, acentuando com isso, a divisão de
classes. A partir deste decreto, as políticas públicas têm estreitado parcerias com a sociedade civil
reforçando ainda mais a privatização da educação profissional e a precarização da formação educativa
ao desvalorizar o conhecimento científico. Este fato atende, obviamente, aos interesses do setor
produtivo por formar os trabalhadores de forma mais rápida para o mercado de trabalho e também aos
interesses governamentais, ao diminuir a demanda pelo Ensino Superior.
(GOMIDE; GRACIANO, 2019, p. 69)
Além disso, a reforma agrega que qualquer professor com “notório saber” poderá dar aulas para o ensino
médio, mesmo que não possua diploma de licenciatura. Os profissionais do campo da educação sabem que a
formação de professores é fundamental para a atuação docente nos caminhos do ensino-aprendizagem
necessários para a formação do aluno.
Afinal, o que é notório saber e quem dirá qual professor o possui?
É o reconhecimento de alguém que, mesmo não tendo formação em determinada área, possui notável e
inquestionável conhecimento sobre o assunto. Esse título é dado, por exemplo, por universidades a pessoas
que a academia julga que devem ser assim reconhecidas. O problema da aplicação do notório saber na
escolha de professores para o ensino médio é a falta de clareza sobre quais critérios nortearão tais processos,
podendo estes estarem sujeitos às escolhas políticas ou ideológicas.
Como funciona a educação do Brasil?
Entenda o funcionamento da educação brasileira nos dias de hoje.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A lógica neoliberal tem influenciado as políticas públicas no Brasil, sobretudo mais recentemente. Vejamos a
Base Nacional Comum Curricular e a Reforma do Ensino Médio, que fazem parte desse processo. Inspirada no
artigo 205 da Constituição, a BNCC busca criar um padrão para melhor abarcar todos os estudantes do país,
indo ao encontro das tendências neoliberais. Isso pode contribuir para a diminuição dos direitos conquistados
historicamente, como os trabalhistas.
Você já percebeu o quanto é comum o uso da palavra “empreendedorismo” por autônomos? Algumas vezes,
escutamos que esse trabalhador pode fazer seu próprio horário, sem dar satisfação a nenhum patrão. Ele é
dono de seu próprio tempo! Mas e se ele ficar doente e passar dias de cama por causa de uma virose?
Provavelmente, ficará sem trabalhar, logo também não vai lucrar.
Exemplo
Agora imagine o caso de um funcionário que trabalha para uma empresa sem possuir vínculos com ela.
Um entregador de comidas, por exemplo, é cadastrado no sistema da empresa e recebe por corridas.
Porém, se ele adoecer, não receberá salário durante o período em que estiver afastado. 
Nesse sentido, a interpretação do conceito de “empreendedorismo”, presente na BNCC, torna-se fundamental
para quem discute políticas educacionais no Brasil.
De acordo com o site Nova Escola, baseado na
BNCC, durante o período em que estiverem
cursando o ensino fundamental, os alunos
“devem ser capazes de utilizar estratégias para
planejar-se e estabelecer metas pessoais e de
aprendizagem, tendo em vista projetos
presentes e futuros”; “compreender o valor do
esforço para o alcance de seus objetivos”;
“superar desafios e alcançar objetivos”;
“abraçar novos desafios, confiando na
capacidade de superar limites”; “refletir [...]
sobre suas metas e objetivos, considerando a
devolutiva de colegas e professores”;
“reconhecer as próprias aptidões e aspirações”;
aprender a “se organizar, estabelecer metas e
definir estratégias para atingi-las”; além do foco em “educação financeira” e em “ciências humanas o
aprendizado sobre o mundo do trabalho”.
Reparou o vocabulário diferente? Se tiver oportunidade, procure um projeto empresarial e veja como todos
trazem os termos: metas, desafios e superação. Na verdade, o problema não está necessariamente nessas
palavras, e sim no contexto de uso delas. A BNCC traz a organização pessoal do aluno e de seus projetos de
vida, colocando isso como empreendedorismo. Assim, é visto como algo positivo quando o estudante supera
seus limites e alcança suas metas e seus objetivos.
Quem é empreendedor nessa perspectiva? O trabalhador autônomo, que faz seu próprio horário? O
idealizador de sua pequena banca de frutas ou aquele que montou sua pequena fábrica de congelados?
A noção de empreendedorismo como algo pessoal tende a mascarar o problema das oportunidades.
Não se trata apenas do esforço pessoal, mas também das condições materiais e cotidianas que
possuímos. Toda forma de educação que tende a homogeneizar a sociedade não conseguirá, de
fato, ser democrática! Não somos homogêneos, fazemos parte de uma sociedade de classes
desiguais. Enquanto isso não for reconhecido, a ideia de oportunidades iguais perdurará, reforçando
o caráter excludente que algumas políticas educacionais nos apresentam.
Para onde vamos? 
Os profissionais da educação no Brasil têm se debruçado sobre o papel do Estado e as políticas educacionais
produzidas ao longo de nossa história. A leitura crítica feita pela literatura da área é fundamental para a
realização dos estudos sobre políticas públicas. Nesse sentido, a tendência é que sigamos uma análise
questionadora das políticas educacionais, indagando: como, por que e para quem são direcionadas?
Em 2020, a crise gerada em função da pandemia do coronavírus foi fundamental para percebermos o papel da
educação em nossas vidas,uma vez que as discussões sobre o tema ganharam uma dimensão ainda maior.
As pesquisas já realizadas por universidades de todo o país contribuíram e seguem contribuindo para
encontrar tratamentos e vacinas contra vírus que nos ameaçam.
A educação também ganhou destaque, e pesquisas que envolvem esse campo se tornaram protagonistas.
Profissionais de todas as áreas se debruçaram sobre esse e demais temas fundamentais para a humanidade.
Em função da crise e do isolamento social, creches, escolas e universidades precisaram ser fechadas. Assim,
instituições privadas e parte das escolas públicas instituíram o ensino a distância, realizado via celulares,
computadores e internet. Entretanto, isso escancarou a sociedade de classes na qual vivemos, demonstrando
a enorme quantidade de pessoas sem acesso à tecnologia e denunciando o processo de exclusão dos alunos
prejudicados nesse processo ensino-aprendizagem. Esse fato evidencia a importância da discussão crítica
das políticas públicas no Brasil, seus direcionamentos para o presente e suas perspectivas para o futuro.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. 
Com acesso a tecnologia 
Acolhimento pelo ensino a distância.
Sem acesso a tecnologia 
Prejuízo aos estudantes excluídos.
A educação brasileira hoje 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
As divisões da educação brasileira 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A Reforma do Ensino Médio e a BNCC 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Pensando sobre o que vimos na LDB de 1996, podemos dizer que é atribuição dos municípios
A garantir o acesso à pré-escola e à educação infantil, com prioridade para o ensino fundamental.
B garantir o acesso ao ensino médio para alunos até 16 anos de idade.
C garantir o acesso às creches, à educação infantil e ao ensino médio para alunos até 18 anos.
D garantir educação técnico/profissionalizante ou ensino médio para alunos até 18 anos.
E garantir o acesso à educação do ensino inicial ao ensino superior.
A alternativa A está correta.
De acordo com a LDB, cabe ao município "oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com
prioridade, o ensino fundamental". Portanto, não é responsabilidade do âmbito municipal garantir educação
para o ensino médio ou superior.
Questão 2
Os estados são responsáveis por gerir e supervisionar os estabelecimentos de ensino médio. Isso consta
A na Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394/2017.
B na Lei de Diretrizes e Bases nº 9.550/1995.
C na Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394/1988.
D na Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394/2020.
E na Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394/1996.
A alternativa E está correta.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação foi homologada em 1996 e traz em seu texto que o ensino médio é
de responsabilidade dos estados.
3. Conclusão
Considerações finais
Vimos que o Brasil se constitui em um Estado republicano, cuja base é a Constituição de 1988, e que as
políticas públicas, inclusive as educacionais, são importantes para o seu funcionamento.
O caminho delineado o convidou a refletir a sua realidade: quais as políticas públicas o cercam, como
dialogam com o Estado e como são constantemente impactas por projetos de poder e mudanças sociais.
Desse modo, vimos que as fendas provocadas por interesses que se contrapõem entre a lógica privada e a
pública dificultam que reconheçamos as necessidades específicas de uma sociedade de classes inerente ao
sistema capitalista. Assim, fazer a leitura crítica das políticas públicas no Brasil nos ajudará a nos transformar
e a produzir de modo consciente. Esse é um exercício de cidadania importante para pensarmos como sujeitos
no lugar em que vivemos.
Podcast
Para encerrar, ouça mais sobre a estrutura e o funcionamento da educação no Brasil.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Para se aprofundar mais no assunto abordado aqui, confira a LDB atualizada com todas as alterações
realizadas no decorrer do tempo, disponível no site oficial do Planalto. A partir das reflexões realizadas até
aqui, você poderá fazer uma leitura crítica da lei e problematizar tudo o que julgar necessário para realizar sua
análise.
 
Algumas obras são boas referências para o tema:
 
Políticas educacionais: o ensino médio no Brasil – avanços e retrocessos, de Gomide e Graciano.
 
Educação escolar: políticas, estrutura e
 organização, de Libâneo, Oliveira e Toschi.
 
Veja também o filme Eu, Daniel Blake, 2016, dirigido por Ken Loach.
Referências
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017
 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF:
Presidência da República, 1988.
 
BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional.
Brasília: MEC, 1996.
• 
• 
 
BRASIL. Lei nº 13.415/2017, de 13 de fevereiro de 2017. Altera as Leis nos 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de
1943, e o Decreto-Lei no 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei no 11.161, de 5 de agosto de 2005; e
institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Brasília, DF:
Presidência da República, 2017
 
FONSECA, T. N. L. Exaltar a pátria ou formar o cidadão. In: FONSECA, T. N. L. História & ensino de História.
Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
 
GOMIDE, C. H.; GRACIANO, M. Políticas educacionais: o ensino médio no Brasil – avanços e retrocessos. In
LIBÂNEO, J. C. et al. (orgs) Em defesa ao direito à educação escolar: Didática, Currículo e Políticas
Educacionais em Debate. Goiânia: Ed. UFG, 2019.
 
JAPIASSU, H.; MARCONDES, D. Dicionário básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1993.
 
LIBÂNEO, J. C.; OLIVEIRA, J. F.; TOSCHI, M. S. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. 10. ed. São
Paulo: Cortez, 2017.
 
MANACORDA, M. A. Marx e a Pedagogia Moderna. São Paulo: Alínea, 2017.
	Estrutura e funcionamento da educação no Brasil
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. O Estado e o papel da Constituição na educação brasileira
	O Estado brasileiro
	O conceito de estado
	Brasil Colônia
	Brasil Império
	Brasil República
	Estado
	Governo
	Nação
	Princípios Fundamentais
	A formação do Estado brasileiro
	A estrutura e o funcionamento da educação
	Conteúdo interativo
	De 1964 a 1985
	Em 1989
	Políticas públicas no campo da Educação
	Política pública
	O Executivo
	O Legislativo
	O Judiciário
	Comentário
	Atenção
	Política pública voltada para a educação
	Na reunião
	Na fábrica
	O operário
	Artigo 1º
	Alterações em 2017
	Trabalho coletivo
	O projeto político-pedagógico
	Organização escolar
	Artigos 2º e 3º
	Comentário
	EU CORRO, TU CORRES, ELE CORRE!
	Atividade discursiva
	Legislações em vigor para a educação
	Legislações: a LDB e suas reformulações, a Reforma do Ensino Médio e BNCC
	Saiba mais
	Atenção
	Vem que eu te explico!
	O conceito de Estado
	Conteúdo interativo
	Política pública voltada para a educação
	Conteúdo interativo
	Legislações: a LDB e suas reformulações, a Reforma do Ensino Médio e a BNCC
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. O funcionamento da educação brasileira
	Educação brasileira e suas divisões
	A educação brasileira hoje
	As divisões da educação brasileira
	O que cabe à união
	O que cabe ao estados
	O que cabe aos municípios
	Novos caminhos
	A Reforma do Ensino Médio e a BNCC
	Atenção
	Alterações na LDB
	O impacto das alterações na educação
	Escolas privadas
	Escolas públicas
	Formação técnica
	Ensino superior
	Como funcionaa educação do Brasil?
	Conteúdo interativo
	Exemplo
	Para onde vamos?
	Vem que eu te explico!
	A educação brasileira hoje
	Conteúdo interativo
	As divisões da educação brasileira
	Conteúdo interativo
	A Reforma do Ensino Médio e a BNCC
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina