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Usucapião Requisitos Comuns a todas (especiais, extraordinárias, ordinárias e indígena) as modalidades: Animus Domini Posse pública, mansa, pacífica, em nome próprio e ininterrupta Bem seja passível de alienação (não esteja fora de comércio, ou então seja bem público) Extraordinária simples 15 anos Extraordinária Qualificada 10 anos Trabalho/Moradia/ Plantação Obras de caráter produtiva/plantação Ordinária simples 10 anos Justo título (boa-fé) (título capaz de enganar, ou seja, a parte acreditava que somente com aquele único título ela já figuraria como proprietária do bem) Ordinária gratificada 5 anos Justo título (boa-fé) Aquisição onerosa Moradia Tenha sido levado a registro mas que posteriormente o mesmo tenha sido anulado/cancelado. Requisitos comuns as modalidades especiais Impedem a junção de posse Deve morar no imóvel Não possuir moradia (pois essas modalidades servem para assegurar o direito à moradia Só podem ser usados uma única vez Não tem a possibilidade de Accessio Possessionis ou Sucessio Possessionis ( a não ser pela exceção do estatuto da cidade) Especial Rural 5 anos Até 50 hectares Especial Urbana Individual 5 anos Até 250 metros Exceção que permite a sucession possessionis desde que o herdeiro tenha residido com o pai/mãe no imóvel Especial Urbana Coletivo 5 anos Em áreas de de aglomerado, Favela Art. 10 do Estatuto da cidade : “As áreas urbanas com mais de duzentos e cinquenta metros quadrados, ocupadas por população de baixa renda para sua moradia, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, onde não for possível identificar os terrenos ocupados por cada possuidor, são susceptíveis de serem usucapidas coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural” Conforme referido anteriormente, a lei exige que os terrenos ocupados não sejam previamente individualizados pelos possuidores, mas, na prática, eles até podem ser. Isto é, há uma “identificação” dos espaços ocupados, porém ela geralmente é confusa ou inconveniente, tendo em vista a quantidade de pessoas habitantes na porção de terra. Importante ressaltar, também, que tal porção de terra deve ser área particular, eis que sabemos que a Constituição da República proíbe a usucapião de terras pública. Art. 1.228, § 4 do Código Civil : O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de considerável número de pessoas, e estas nela houveram realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante. Especial Urbana Familiar 2 anos Um dos cônjuges abandonar o imóvel e o outro exercer exclusivamente a posse sobre o mesmo. Indígena 10 anos Tamanho inferior a 50 metros Terra será individual do indígena e não de sua comunidade. Se for relativamente incapaz deve ser representado pela funai. Link com algumas informações sobre o assunto: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/as-modalidades-de-usucapiao-existentes/1339207690