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INTRODUÇÃO
O presente trabalho reúne os relatórios elaborados ao longo das atividades de estágio em Farmácia, desenvolvidas no Centro Universitário UNIPLAN no período de fevereiro a maio de 2026. As atividades abrangeram tanto aulas teóricas quanto práticas laboratoriais e visitas técnicas, proporcionando uma formação ampla e integrada sobre os diferentes contextos de atuação do profissional farmacêutico.
Ao longo do estágio, foram abordados doze temas centrais da prática farmacêutica. O primeiro deles tratou dos princípios de Biossegurança Laboratorial, discutindo o uso correto de equipamentos de proteção individual, o descarte adequado de resíduos e a prevenção de riscos biológicos. Em seguida, foi apresentado o Ciclo da Assistência Farmacêutica, com enfoque nas etapas de seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação de medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde. O terceiro relatório abordou as Técnicas de Planejamento aplicadas à gestão de drogarias, explorando conceitos de administração, funções gerenciais, tipos de planejamento e ferramentas como a análise SWOT e o método SMART.
A quarta atividade consistiu em uma aula prática na Farmácia Escola, na qual os alunos realizaram a identificação, separação e organização de medicamentos por classes terapêuticas, simulando o ambiente real de uma farmácia. O quinto relatório abordou de forma integrada o Manual de Boas Práticas Farmacêuticas, os Procedimentos Operacionais Padrão e o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, demonstrando como esses três instrumentos se complementam na rotina farmacêutica.
Os relatórios seis e oito descreveram, respectivamente, a primeira e a segunda parte da produção de Gloss Labial em Base Acrílica, atividades práticas de manipulação cosmética que permitiram compreender a importância do rigor técnico nas etapas de produção, com destaque para o processo de gelificação por meio do carbopol. O sétimo relatório registrou, de forma teórica, a Visita Técnica à Central de Abastecimento Farmacêutico do Hospital de Base do Distrito Federal, descrevendo os processos de armazenamento, fracionamento, unitarização e controle de medicamentos naquele ambiente hospitalar.
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O nono relatório tratou da Visita Técnica ao Centro de Distribuição e Logística do IGES-DF, abordando a estrutura física, os processos operacionais e a conformidade sanitária do setor responsável pelo abastecimento de medicamentos e insumos às unidades de saúde do Distrito Federal. O décimo relatório apresentou a Anamnese Farmacêutica como instrumento clínico fundamental, discutindo seus fundamentos, etapas, base legal e importância para a segurança do paciente e o uso racional de medicamentos.
O décimo primeiro relatório descreveu a aula prática de Fracionamento e Unitarização de Doses, na qual os alunos realizaram o acondicionamento individualizado de medicamentos com identificação correta, reforçando conceitos de rastreabilidade e segurança na dispensação hospitalar. Por fim, o décimo segundo relatório relatou a prática de Visualização de Células Sanguíneas, que envolveu ainda a aferição de pressão arterial e a medição de glicemia capilar, proporcionando contato direto com técnicas clínicas e laboratoriais utilizadas na rotina da saúde.
Em conjunto, os doze relatórios aqui apresentados refletem a diversidade e a riqueza das experiências vivenciadas durante o estágio, evidenciando a importância da formação prática para o desenvolvimento das competências técnicas, clínicas e éticas necessárias ao exercício da profissão farmacêutica.
Nº RELATÓRIO: 01
DATA: 10/02/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL
MATERIAIS E MÉTODOS
A aula foi realizada em sala de aula, por meio de exposição oral da professora com auxílio de slides projetados em data show. O conteúdo abordou os princípios básicos de biossegurança, incluindo uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), descarte correto de resíduos e prevenção de riscos biológicos. Durante a explicação, foram apresentados exemplos práticos e situações do dia a dia para melhor compreensão do tema. (BRASIL, 2010).
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
A biossegurança é um conjunto de medidas que tem como objetivo prevenir riscos à saúde humana, animal e ao meio ambiente, principalmente em ambientes como laboratórios, hospitais e indústrias. Na prática, envolve cuidados simples, mas essenciais, como o uso correto de EPIs, higienização adequada das mãos, descarte correto de resíduos e organização do ambiente de trabalho. Esses cuidados ajudam a evitar acidentes e contaminações, protegendo tanto o profissional quanto as outras pessoas ao redor. (BRASIL, 2010).
No ambiente laboratorial, a biossegurança é ainda mais importante, pois lidamos diretamente com materiais biológicos e produtos químicos. Por isso, é fundamental seguir as normas técnicas, manter a bancada limpa, identificar corretamente as amostras e nunca deixar de usar jaleco, luvas e outros equipamentos de proteção quando necessário. Pequenas atitudes, como não usar adornos e não pipetar com a boca, fazem parte das boas práticas e evitam riscos desnecessários. (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2013).
Outro ponto essencial é o gerenciamento correto dos resíduos de serviços de saúde. O descarte inadequado pode causar danos ao meio ambiente e colocar em risco outras pessoas, como profissionais da limpeza e catadores. Por isso, os resíduos precisam ser separados conforme sua classificação e descartados em recipientes apropriados, seguindo as normas estabelecidas. (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2018).
De modo geral, a biossegurança não deve ser vista apenas como uma obrigação, mas como parte da responsabilidade profissional. Seguir essas medidas no dia a dia demonstra cuidado, ética e compromisso com a segurança coletiva. São atitudes simples que fazem toda a diferença na prevenção de riscos. (Fundação Oswaldo Cruz, 2005).
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Biossegurança em saúde: prioridades e estratégias de ação. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de biossegurança. Brasília: ANVISA, 2013.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 222, de 28 de março de 2018. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2018.
Fundação Oswaldo Cruz. Biossegurança: princípios e práticas. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2005.
Nº RELATÓRIO: 02
DATA: 24/02/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: CICLO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
MATERIAIS E MÉTODOS
A aula foi realizada em sala de aula, por meio de explicação com apoio de slides projetados em data show. O conteúdo foi apresentado de forma expositiva, abordando cada etapa do Ciclo da Assistência Farmacêutica e sua importância dentro do SUS. Durante a aula, foram discutidos exemplos práticos do dia a dia do farmacêutico, além de momentos para perguntas e troca de ideias entre os alunos, o que ajudou a entender melhor o funcionamento do ciclo na prática. (Ministério da Saúde, 2006).
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
O Ciclo da Assistência Farmacêutica é composto por etapas que se complementam e garantem que o medicamento chegue ao paciente de forma segura e adequada. Essas etapas incluem seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação. Entendi que todas são interligadas e que, se uma falha, pode comprometer todo o processo e até prejudicar o tratamento do paciente. (Ministério da Saúde, 2004).
A seleção é a etapa em que são definidos quais medicamentos farão parte da lista padronizada, geralmente com base na RENAME e nas necessidades da população. Já a programação envolve calcular a quantidade necessária para evitar tanto a falta quanto o desperdício, mostrando a importância do planejamento dentro da assistência farmacêutica. (Ministério da Saúde, 2022).
A RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) é um documento que orienta quais medicamentos são considerados prioritários para atender às principais necessidades de saúde dapopulação. Já a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) é responsável por avaliar e selecionar os medicamentos que serão padronizados em cada instituição, analisando critérios como eficácia, segurança e custo-benefício. Percebi que esses dois instrumentos são fundamentais para garantir o uso racional de medicamentos e uma assistência mais organizada.
(Ministério da Saúde, 2022)
Depois disso, vêm a aquisição, o armazenamento e a distribuição, que garantem que os medicamentos sejam comprados corretamente e mantidos em condições adequadas até chegarem ao paciente. Por fim, a dispensação é o momento em que o farmacêutico orienta sobre o uso correto, reforçando o papel clínico e educativo desse profissional. (Conselho Federal de Farmácia, 2016)
Conclui-se que o Ciclo da Assistência Farmacêutica é essencial para garantir acesso e uso racional de medicamentos, contribuindo diretamente para a promoção da saúde e para a qualidade do atendimento à população. (Ministério da Saúde, 2022).
REFERÊNCIAS
Ministério da Saúde. Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
Ministério da Saúde. Assistência farmacêutica no SUS: orientações básicas. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais: RENAME. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
Conselho	Federal	de	Farmácia.	Assistência	farmacêutica	e	atribuições	do farmacêutico. Brasília: CFF, 2016.
Nº RELATÓRIO: 03
DATA: 03/03/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: DROGARIA: TÉCNICAS DE PLANEJAMENTO
MATERIAIS E MÉTODOS
A aula foi realizada em sala de aula, por meio de apresentação de slides e explicação da professora sobre conceitos de administração aplicados ao funcionamento de farmácias e drogarias. Durante a aula foram apresentados conteúdos relacionados à gestão, planejamento e organização de estabelecimentos farmacêuticos, permitindo compreender melhor como esses conceitos são aplicados na prática profissional. (CHIAVENATO, 2020).
A metodologia utilizada foi expositiva, com explicação dos conteúdos e discussão em sala. Os temas foram apresentados de forma sequencial, começando pelos conceitos básicos de administração e avançando para as funções administrativas, os tipos de planejamento e as etapas do processo de planejamento. Essa abordagem facilitou a compreensão do conteúdo e a relação entre teoria e prática dentro da rotina de uma drogaria. (MAXIMIANO, 2017).
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Durante a aula foi possível compreender a importância da administração dentro de uma farmácia ou drogaria, principalmente para garantir organização das atividades, controle de estoque, melhor utilização dos recursos e qualidade no atendimento ao cliente. Uma boa gestão contribui para que o estabelecimento funcione de forma mais eficiente e consiga se manter competitivo no mercado. (MAXIMIANO, 2017).
Também foi discutido o conceito de administração, entendido como o processo de organizar e dirigir recursos humanos, materiais e financeiros para alcançar determinados objetivos. Esse conceito é fundamental para a gestão de drogarias, pois o farmacêutico também desempenha um papel importante na organização e no funcionamento do estabelecimento. (CHIAVENATO, 2020).
Outro ponto abordado foram as funções administrativas, que incluem planejamento, organização, direção e controle. O planejamento envolve definir objetivos e estratégias; a organização está relacionada à distribuição de recursos; a direção envolve liderança e motivação da equipe; e o controle permite acompanhar os
resultados e verificar se os objetivos estão sendo alcançados. (ROBBINS; COULTER, 2018).
Em relação ao planejamento, foi explicado que ele é essencial para orientar as decisões da empresa e ajudar a definir metas e estratégias. Também foram apresentados os tipos de planejamento: estratégico, que define a direção da organização a longo prazo; tático, que estabelece ações para alcançar os objetivos; e operacional, que está relacionado às atividades do dia a dia da empresa. (CHIAVENATO, 2020).
Durante a aula também foram explicadas as etapas do processo de planejamento, que incluem a análise da situação atual da organização, definição de metas e objetivos, elaboração de planos de ação, implementação das ações e monitoramento dos resultados. Esse processo permite acompanhar o desempenho da empresa e realizar ajustes quando necessário. (ROBBINS; COULTER, 2018).
Além disso, foram apresentadas algumas técnicas de planejamento, como a análise SWOT, que avalia pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças da organização; o brainstorming, utilizado para gerar ideias; a análise PESTEL, que avalia fatores externos que podem influenciar a empresa; e o método Delphi, que utiliza a opinião de especialistas para auxiliar na tomada de decisões. (MAXIMIANO, 2017).
Também foi destacada a importância de estabelecer metas e objetivos claros, que devem seguir o modelo SMART, ou seja, precisam ser específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e ter prazo definido. Isso facilita o acompanhamento dos resultados e contribui para uma gestão mais organizada. (CHIAVENATO, 2020).
Por fim, foi discutida a importância da liderança, motivação da equipe e tomada de decisão dentro da administração. Um bom líder é capaz de orientar a equipe, incentivar o trabalho em grupo e contribuir para que os objetivos da organização sejam alcançados, melhorando o desempenho da empresa e a qualidade do atendimento oferecido aos clientes. (ROBBINS; COULTER, 2018).
REFERÊNCIAS
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à administração. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
ROBBINS, Stephen P.; COULTER, Mary. Administração. 14. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018.
SEBRAE. Gestão de farmácias e drogarias: boas práticas para administração do negócio. Disponível em: https://www.sebrae.com.br. Acesso em: 15 mar. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência farmacêutica no SUS: conceitos e organização. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 15 mar. 2026.
Nº RELATÓRIO: 04
DATA: 10/03/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: FARMÁCIA - ESCOLA
MATERIAIS E MÉTODOS
A aula sobre Farmácia Escola foi realizada no laboratório da instituição, onde foram utilizados diversos medicamentos em suas embalagens originais, prateleiras metálicas para organização e caixas contendo diferentes tipos de fármacos. A atividade foi orientada pela professora, que solicitou que os alunos realizassem a separação dos medicamentos de acordo com suas classes terapêuticas, como analgésicos, antibióticos e outros grupos farmacológicos. Durante a prática, os estudantes tiveram contato direto com diferentes apresentações de medicamentos, como comprimidos, cápsulas, xaropes e soluções. (BRASIL, 2022).
A metodologia utilizada foi prática e demonstrativa. Inicialmente, os medicamentos estavam misturados em uma caixa e sobre a bancada do laboratório. Em seguida, os alunos realizaram a identificação dos medicamentos presentes e fizeram a separação por classes terapêuticas. Após essa etapa, os medicamentos foram organizados nas prateleiras de forma mais adequada, simulando a organização que pode ser utilizada em uma farmácia. Essa atividade permitiu relacionar o conteúdo teórico aprendido em sala com a prática da organização e gestão de medicamentos. (CFF, 2021).
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Durante a atividade foi possível observar a importância da organização dos medicamentos dentro de uma farmácia, principalmente para facilitar a identificação dos produtos e garantir maior eficiência no atendimento ao paciente. A separação por classes terapêuticas, como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios, permite que os medicamentos sejam encontrados com mais rapidez, além de reduzir a chance de erros durante a dispensação. Essa prática é bastante utilizada em farmácias e serviços de saúde para manter a organizaçãoe segurança no uso de medicamentos. (ANVISA, 2020). (Anexo 1)
Ao realizar a separação dos medicamentos, também foi possível perceber a grande variedade de apresentações farmacêuticas disponíveis, como comprimidos,
cápsulas, soluções orais e frascos. Esse contato direto com os medicamentos contribui para o aprendizado dos estudantes de farmácia, pois permite reconhecer diferentes formas farmacêuticas e compreender melhor como os medicamentos são organizados no ambiente profissional. Esse tipo de prática é fundamental para a formação acadêmica e para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à assistência farmacêutica. (BRASIL, 2022).
Outro ponto importante observado foi a organização dos medicamentos nas prateleiras, que deve seguir critérios que facilitem o acesso e o controle dos produtos. A disposição correta dos medicamentos contribui para melhorar o controle de estoque, evitar perdas por vencimento e garantir maior eficiência no trabalho dentro da farmácia. Além disso, a organização adequada também contribui para a segurança do paciente, já que diminui a possibilidade de trocas ou erros na dispensação dos medicamentos. (CFF, 2021).
A atividade prática realizada também permitiu compreender melhor a importância do conhecimento das classes terapêuticas dos medicamentos, já que essa classificação facilita a organização e o entendimento da função de cada medicamento. Saber identificar se um medicamento é analgésico, antibiótico, antiinflamatório ou de outra classe farmacológica é essencial para o profissional farmacêutico, pois isso auxilia tanto na organização do estoque quanto na orientação correta ao paciente sobre o uso do medicamento. (ANVISA, 2020).
De modo geral, a aula prática contribuiu para reforçar os conhecimentos teóricos aprendidos ao longo do curso, permitindo que os alunos desenvolvessem habilidades relacionadas à organização, identificação e classificação de medicamentos. A experiência em laboratório simulando o ambiente de uma farmácia ajuda a preparar os estudantes para situações que irão encontrar futuramente na prática profissional. (BRASIL, 2022). (Anexo 2)
REFERÊNCIAS
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Boas práticas farmacêuticas em farmácias e drogarias. Brasília: ANVISA, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa. Acesso em: 15 mar. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência farmacêutica no SUS: conceitos e organização. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 15 mar. 2026.
CFF – Conselho Federal de Farmácia. Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade. Brasília: Conselho Federal de Farmácia, 2021. Disponível em: https://www.cff.org.br. Acesso em: 15 mar. 2026.
ANEXOS
Anexo 1 - Imagem de autoria própria, 2026.
Anexo 2 - Fonte de autoria própria, 2026.
Nº RELATÓRIO: 05
DATA: 23/03/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: MANUAL DE BOAS PRÁTICAS FARMACÊUTICAS / POP / PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
MATERIAIS E MÉTODOS
Este relatório foi feito a partir do material usado na orientação de estágio de farmácia, cobrindo três temas centrais da rotina farmacêutica: Boas Práticas Farmacêuticas (BPF), Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).
O conteúdo foi organizado e analisado com base nas normas da ANVISA em vigor, principalmente a RDC 44/2009 (que trata das BPF em farmácias e drogarias) e a RDC 222/2018 (sobre gerenciamento de resíduos de saúde). As normas da CNEN também foram consideradas para os casos de resíduos radioativos. A ideia foi reunir esses três temas de forma integrada, mostrando como eles se conectam na prática do dia a dia do estágio.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
1. Boas Práticas Farmacêuticas (BPF)
As BPF são as diretrizes que definem como uma farmácia ou drogaria deve funcionar para garantir segurança e qualidade no atendimento. A base legal é a RDC 44/2009, e cabe ao farmacêutico responsável garantir que tudo esteja em ordem: desde a dispensação de medicamentos até serviços como aferição de pressão e vacinação. Isso se traduz em quatro pontos práticos:
· Controle de estoque: organizar, checar validades e repor medicamentos com atenção;
· Orientação ao paciente: participar da dispensação sempre com supervisão do farmacêutico;
· Serviços farmacêuticos: observar e aprender os serviços clínicos oferecidos;
· Ambiente seguro: manter o espaço limpo, organizado e dentro das normas.
Seguir as BPF não é só uma exigência legal: é um compromisso com a saúde de quem depende daquele serviço.
2. Procedimentos Operacionais Padrão (POPs)
Os POPs são documentos que explicam passo a passo como realizar tarefas específicas da farmácia. Eles existem para garantir que todo mundo faça as coisas da mesma forma correta, reduzindo erros e facilitando o rastreamento de qualquer problema que apareça. Alguns exemplos comuns de POPs em farmácias:
	
POP
	
Para que serve
	
Recebimento de Mercadorias
	
Garantir	que	os	produtos	chegaram corretamente
	
Controle de Temperatura (Termolábeis)
	
Proteger medicamentos sensíveis ao calor
	
Dispensação de Receitas
	
Seguir o processo certo e seguro de entrega
	
Limpeza de Equipamentos
	
Manter as condições higiênicas do ambiente
Na prática, o POP deve ser a primeira coisa a consultar quando surgir qualquer dúvida sobre como executar uma tarefa. Cada etapa tem um motivo de ser, e pular etapas pode trazer riscos reais. Se algo der errado ou parecer fora do padrão, o certo é avisar o supervisor imediatamente.
3. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)
O PGRSS define como os resíduos gerados na farmácia devem ser tratados: do momento em que são gerados até o descarte final. A norma que rege isso é a RDC
222/2018, e o objetivo é proteger trabalhadores, pacientes e o meio ambiente de riscos sérios. Os resíduos são divididos em cinco grupos:
· Grupo A (Infectantes): materiais com risco biológico, como sangue e tecidos. Vão em saco branco leitoso;
· Grupo B (Químicos): medicamentos vencidos, produtos de laboratório, saneantes. Risco para a saúde e o meio ambiente;
· Grupo C (Radioativos): materiais de medicina nuclear e radioterapia. Seguem normas específicas da CNEN;
· Grupo D (Comuns): papel, sobras de alimento, lixo sem risco específico — como o lixo de casa;
· Grupo E (Perfurocortantes): agulhas, lâminas, ampolas de vidro. Descarte em coletor rígido apropriado.
Como BPF, POPs e PGRSS se conectam
Os três não funcionam separados, cada um complementa o outro. As BPF dizem o que precisa ser feito e por que. Os POPs mostram como fazer na prática. E o PGRSS cuida do que sobra desse processo, garantindo que os resíduos sejam descartados de forma segura e responsável.
REFERÊNCIAS
BRASIL.	ANVISA.	RDC	nº	44,	de 17 de agosto de 2009. Boas Práticas Farmacêuticas para farmácias e drogarias. Brasília: ANVISA, 2009.
BRASIL. ANVISA. RDC nº 222, de 28 de março de 2018. Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Brasília: ANVISA, 2018.
BRASIL.	Comissão	Nacional	de	Energia	Nuclear	(CNEN).	Normas	para gerenciamento de rejeitos radioativos. Brasília: CNEN, [s.d.].
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Boas Práticas Farmacêuticas: orientações para a prática profissional. Brasília: CFF, [s.d.].
Nº RELATÓRIO: 06
DATA: 24/03/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: POP - PRODUÇÃO DE GLOSS LABIAL EM BASE ACRÍLICA PARTE 1
MATERIAIS E MÉTODOS
A prática foi realizada em laboratório de manipulação cosmética, seguindo as normas de biossegurança e boas práticas de manipulação. Foram utilizados equipamentos e utensílios como balança analítica, béquer de vidro, bastão de vidro, espátula, funil de envase e fitas indicadoras de pH. Os participantes encontravam-se devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual (EPI), incluindo jaleco, luvas, máscara, touca e calçados fechados, garantindo segurança durante todas as etapas do processo produtivo (BRASIL, 2012).
A formulação foi dividida em duas fases. Na Fase A, adicionou-se água purificada em béquer,seguida da incorporação da glicerina sob agitação manual. Em seguida, o carbopol (carbômero 940) foi adicionado lentamente à mistura. Entretanto, durante a prática, a etapa de hidratação do polímero não ocorreu de maneira adequada, uma vez que o tempo de repouso necessário para completa expansão do carbopol não foi respeitado integralmente. Posteriormente, foram adicionados os conservantes metilparabeno e propilparabeno, seguidos da trietanolamina para neutralização do polímero e tentativa de formação do gel. O pH foi monitorado ao longo do processo, permanecendo dentro da faixa compatível para produtos labiais (ALLEN; POPOVICH; ANSEL, 2013). (Anexo 1).
Na Fase B, realizou-se a mistura de glicerina com propilenoglicol, seguida da incorporação da mica cosmética responsável pela coloração e brilho do produto. Após homogeneização, essa fase foi adicionada lentamente à Fase A sob agitação suave. Ao final, adicionou-se essência aromática, sendo realizado ajuste do volume final da preparação e nova verificação do pH antes do envase do produto (FERREIRA; BRANDÃO, 2019).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Durante a prática, observou-se que o gloss labial não apresentou a viscosidade esperada para uma formulação em base acrílica, diferentemente da prática anterior
em que o produto apresentou consistência adequada e estabilidade satisfatória. A principal falha identificada esteve relacionada à etapa de hidratação do carbopol, considerada essencial para correta formação da estrutura gelificada. A ausência de hidratação eficiente comprometeu a expansão do polímero e, consequentemente, sua capacidade espessante (FERREIRA; BRANDÃO, 2019).
Após a adição da trietanolamina, verificou-se que a neutralização do carbopol não promoveu formação homogênea do gel, resultando em um produto com baixa viscosidade e aspecto menos uniforme. Em alguns momentos, observou-se presença de pequenos grumos e dificuldade de estabilização da formulação, evidenciando que a hidratação insuficiente interferiu diretamente na qualidade final do gloss. Segundo Ribeiro (2010), a correta dispersão e hidratação do carbopol são fundamentais para obtenção de estabilidade física e textura adequada em formulações cosméticas gelificadas.
Apesar da falha na consistência do produto, a coloração rósea e o brilho proporcionados pela mica cosmética permaneceram satisfatórios visualmente. O pH final manteve-se dentro da faixa segura para aplicação labial, entre 5,0 e 6,5, reduzindo riscos de irritação na mucosa labial. Os agentes umectantes, como glicerina e propilenoglicol, contribuíram para manutenção parcial das características hidratantes da formulação (ANSEL et al., 2013).
A prática permitiu compreender a importância do cumprimento rigoroso das etapas de manipulação cosmética, especialmente no que se refere ao tempo adequado de hidratação do carbopol antes da neutralização. Pequenas falhas durante o preparo podem comprometer significativamente a estabilidade, viscosidade e aparência do produto final. Dessa forma, o experimento evidenciou a relevância do controle técnico durante a produção de formulações cosméticas em base acrílica (FERREIRA; BRANDÃO, 2019).
REFERÊNCIAS
ALLEN, Loyd V.; POPOVICH, Nicholas G.; ANSEL, Howard C. Formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
ANSEL, Howard C. et al. Farmacotécnica: formas farmacêuticas & sistemas de liberação de fármacos. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias. Brasília: ANVISA, 2012.
FERREIRA, Anderson de Oliveira; BRANDÃO, Marcos. Guia prático da farmácia magistral. 5. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2019.
RIBEIRO, Claudio. Cosmetologia aplicada à estética. São Paulo: Pharmabooks, 2010.
ANEXOS
Anexo 1 - Imagem de autoria própria, 2026.
Nº RELATÓRIO: 07
DATA: 26/03/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: VISITA TÉCNICA À CAF DO HOSPITAL DE BASE
MATERIAIS E MÉTODOS
Este relatório foi feito com base em pesquisas em artigos e materiais do Ministério da Saúde, além de informações compartilhadas por colegas que participaram da visita técnica à Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) do Hospital de Base do Distrito Federal. Como não estive presente na visita, utilizei esses dados para entender, de forma teórica, como funciona o setor e qual é o papel do farmacêutico dentro desse ambiente (BRASIL, 2010; CFF, 2016).
Na construção do relatório, foram considerados pontos importantes como armazenamento de medicamentos, controle de estoque, organização do setor, uso de sistemas informatizados, além dos processos de fracionamento e unitarização. Também foram utilizadas normas da área farmacêutica que orientam o funcionamento correto desses serviços dentro de hospitais (ANVISA, 2019; OPAS, 2018).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) do Hospital de Base do Distrito Federal é um setor essencial dentro do hospital, pois é responsável por garantir que todos os medicamentos e materiais cheguem corretamente até os setores que atendem os pacientes. É lá que os produtos são recebidos, conferidos, armazenados e distribuídos conforme a necessidade (Anexo 1). (BRASIL, 2010).
A organização do local segue regras bem definidas, como controle de temperatura, umidade e disposição correta dos medicamentos. Além disso, é utilizado o sistema PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai), que ajuda a evitar perdas por vencimento. Tudo isso é importante para manter a qualidade dos medicamentos e evitar desperdícios (BRASIL, 2013).
Um ponto de destaque é o processo de fracionamento e unitarização dos medicamentos. Na CAF, existem máquinas específicas que fazem a separação de ampolas (Anexo 2) e comprimidos (Anexo 3) em doses individuais. Essas doses são
embaladas e identificadas com informações como nome do medicamento, dosagem, número do lote e prazo de validade. Além disso, são utilizadas as embalagens de acordo com a classe do medicamento: Preto (Psicotrópicos), Vermelho (MPP’S) e a transparente para o restante dos medicamentos. Isso facilita muito a dispensação e reduz o risco de erros na administração (ANVISA, 2019).
Além disso, existe um controle bem rigoroso desse processo: para cada medicamento fracionado, há um caderno de registro onde são anotadas informações importantes, como nome do medicamento, lote, validade, quantidade fracionada e data do procedimento. São divididos em dois cadernos: Medicamentos controlados - Conforme a portaria 344/98 e o outro é para o restante dos medicamentos. Esse registro é conferido cuidadosamente pelo farmacêutico responsável, garantindo que tudo esteja correto. Esse tipo de controle aumenta a segurança e permite rastrear qualquer problema que possa surgir (OPAS, 2018).
A unitarização também ajuda no controle do estoque, já que cada unidade pode ser acompanhada individualmente. Isso evita desperdícios e garante que os setores recebam apenas a quantidade necessária para uso (OPAS, 2018).
Outro aspecto importante é o uso de sistemas informatizados, que auxiliam no controle de entrada e saída dos medicamentos. Esses sistemas tornam o processo mais organizado, ajudam na gestão e facilitam a identificação de possíveis erros ou faltas (OPAS, 2018).
O farmacêutico tem um papel fundamental dentro da CAF, pois é o responsável por supervisionar todos esses processos. Ele acompanha desde o armazenamento até o fracionamento, confere os registros, orienta a equipe e garante que tudo esteja sendo feito corretamente. Dessa forma, contribui diretamente para a segurança do paciente e para o uso correto dos medicamentos (CFF, 2016).
Mesmo sem ter participado da visita, foi possível entender como a CAF funciona na prática e perceber a importância desse setor dentro do hospital. Essa atividade ajuda a ter uma visão mais próxima da realidade da profissão farmacêutica (BRASIL, 2010).
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência Farmacêutica naAtenção Básica: instruções técnicas para sua organização. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Boas práticas de fracionamento de medicamentos em serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2013.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 304, de 17 de setembro de 2019. Brasília: ANVISA, 2019.
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade. Brasília: CFF, 2016.
OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde. Gestão de suprimentos em saúde: práticas e recomendações. Washington, DC: OPAS, 2018.
ANEXOS
Anexo 1 - Fonte: Foto cedida por colegas que participaram da visita, 2026.
Anexo 2 - Fonte: Foto cedida por colegas que participaram da visita, 2026.
Anexo 3 - Fonte: Foto cedida por colegas que participaram da visita, 2026.
Nº RELATÓRIO: 08
DATA: 24/04/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: POP - PRODUÇÃO DE GLOSS LABIAL EM BASE ACRÍLICA PARTE 2
MATERIAIS E MÉTODOS
A prática foi realizada em laboratório de manipulação cosmética, seguindo normas de biossegurança, com utilização de equipamentos como balança analítica, béquer de vidro, bastão de vidro, espátula, fitas indicadoras de pH e funil de envase (Anexo 1). Os participantes estavam devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual (EPI), incluindo jaleco, luvas, máscara, touca e calçados fechados, garantindo a segurança e evitando contaminações durante o processo produtivo (BRASIL, 2012).
A formulação foi dividida em duas fases. Na Fase A, adicionou-se inicialmente água purificada em béquer, seguida de glicerina, promovendo mistura homogênea. Posteriormente, o carbopol (carbômero 940) foi polvilhado lentamente sobre a solução, evitando aglomeração, sendo deixado em repouso para hidratação por aproximadamente 15 minutos. Após esse período, foram incorporados os conservantes metilparabeno e propilparabeno, com posterior adição de trietanolamina gota a gota, promovendo a neutralização do polímero e formação do gel. O pH foi monitorado, mantendo-se na faixa ideal entre 5,0 e 6,5, e o volume foi ajustado com água purificada até 200 mL (ALLEN; POPOVICH; ANSEL, 2013).
Na Fase B, realizou-se a mistura de glicerina com propilenoglicol, seguida da incorporação de mica cosmética para conferência de cor e brilho. Após obtenção de uma mistura uniforme, essa fase foi adicionada lentamente à Fase A, sob agitação suave para garantir homogeneidade. Por fim, foi adicionada essência para fragrância, com ajuste do volume final para 250 mL e nova verificação do pH. O produto foi então preparado para envase, evitando formação de bolhas e garantindo integridade do sistema (FERREIRA; BRANDÃO, 2019).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Durante a preparação, observou-se a formação de um gel com aspecto homogêneo após a neutralização do carbopol com trietanolamina, evidenciando o correto
processo de gelificação. A textura final apresentou viscosidade adequada para aplicação labial, com boa espalhabilidade, característica essencial para produtos cosméticos dessa categoria. A coloração rósea obtida pela adição de mica cosmética mostrou-se uniforme, sem presença de grumos ou separação de fases, indicando correta incorporação dos componentes (RIBEIRO, 2010). (Anexo 2).
O pH final do produto manteve-se dentro da faixa considerada segura para aplicação nos lábios (entre 5,0 e 6,5), o que contribui para a compatibilidade com a mucosa labial e evita possíveis irritações. A presença de glicerina e propilenoglicol contribuiu para a hidratação e retenção de umidade, características importantes em formulações labiais. Além disso, os conservantes utilizados garantem proteção microbiológica, aumentando a estabilidade e segurança do produto ao longo do tempo (ANSEL et al., 2013).
Não foram observadas não conformidades significativas durante o processo, porém destaca-se a necessidade de agitação lenta para evitar incorporação de ar e formação de bolhas no produto final. A etapa de hidratação do carbopol também é crítica, pois influencia diretamente na viscosidade e estabilidade do gel. O produto final apresentou brilho satisfatório, boa aparência estética e características compatíveis com um gloss labial de qualidade (FERREIRA; BRANDÃO, 2019).
REFERÊNCIAS
ANSEL, H. C.; POPOVICH, N. G.; ALLEN, L. V. Formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Boas práticas de fabricação de cosméticos. Brasília: ANVISA, 2012.
FERREIRA, A. O.; BRANDÃO, M. A. F. Guia prático da farmácia magistral. 5. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2019.
RIBEIRO, C. J. Cosmetologia aplicada à dermoestética. 2. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2010.
ANEXOS
Anexo 1 - Imagem de autoria própria, 2026.
Anexo 2 - Imagem de autoria própria, 2026.
Nº RELATÓRIO: 09
DATA: 08/04/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: VISITA TÉCNICA AO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA DO IGES
MATERIAIS E MÉTODOS
O presente relatório foi elaborado por meio de pesquisa documental e bibliográfica, com levantamento de informações em fontes oficiais do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES-DF), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e da Agência Brasília, complementadas por literatura técnica sobre logística hospitalar e cadeia de suprimentos em saúde. Foram consultadas publicações do Ministério da Saúde, normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e estudos acadêmicos sobre gestão de insumos em organizações de saúde públicas. A análise adotou abordagem qualitativa e descritiva, com foco nas dimensões estrutural, operacional e estratégica do Centro de Distribuição e Logística do IGES-DF, localizado no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), em Brasília/DF. (IGES-DF, 2019; SECRETARIA DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL, 2019).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Contexto institucional e criação do Centro de Distribuição
O IGES-DF é uma organização social de saúde criada em 2017, vinculada à Secretaria de Saúde do Distrito Federal, responsável pela gestão do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), do Hospital Cidade do Sol (HSol) e de seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) distribuídas pelo DF. O instituto concentra sua missão na gestão hospitalar de qualidade, com o compromisso declarado de salvar vidas todos os dias. Diante da complexidade operacional envolvida no abastecimento simultâneo de múltiplas unidades, tornou-se imperativa a criação de uma estrutura logística centralizada capaz de garantir a disponibilidade contínua de insumos. (IGES-DF, 2017; DISTRITO FEDERAL. Lei Distrital nº 5.899/2017).
Estrutura física do Centro de Distribuição
Um prédio com cinco pavimentos e galpão equipado com câmaras frias foi locado pelo IGES-DF no SIA para estocar, controlar e distribuir medicamentos e
equipamentos a todas as unidades administradas pelo instituto, incluindo o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria e as seis UPAs. A estrutura multi-pavimentada permite a separação física por categorias de insumos, com áreas dedicadas a materiais médico-hospitalares, medicamentos termolábeis e produtos que exigem controle especial de temperatura e umidade, atendendo às Boas Práticas de Armazenagem e Distribuição (BPAD) preconizadas pela ANVISA. (ANVISA. RDC nº 430/2020)
Unidades operacionais internas
No espaço do SIA foram instalados o Núcleo de Insumos Farmacêuticos e a Gerência de Insumos e Logística, além de uma Central de Operação Logística voltada ao aumento da eficiência dos trabalhos. Essa divisão interna reflete o modelo moderno de gestão de cadeia de suprimentos hospitalares, que segrega funções de planejamento, armazenamento e distribuição para garantir rastreabilidade e controle adequados. A literatura especializada reforça que a separação entre a gestão farmacêutica e a logística operacional é essencial para minimizar erros de dispensação e perdas por vencimento. (MARIN, N. et al. Assistência Farmacêutica para Gerentes Municipais.OPAS/OMS, 2003).
Objetivos estratégicos e metas institucionais
A melhoria da logística foi definida como uma das 15 metas institucionais do IGES-DF para o biênio 2019/2020, com o objetivo declarado de organizar, estruturar e melhorar o reabastecimento de todos os estoques do instituto, por meio de mecanismos mais modernos de abastecimento que seguem todas as normas de vigilância sanitária. Essa orientação estratégica está alinhada ao conceito de gestão por resultados, amplamente adotado pelas organizações sociais de saúde no Brasil, que vinculam o repasse financeiro ao cumprimento de metas assistenciais e operacionais pactuadas em contratos de gestão. (CARNEIRO JÚNIOR, N.; ELIAS, P.
E. M. Controle público e desigualdade: o contrassenso do modelo de organização social. Saúde e Sociedade, v. 15, n. 2, 2006).
Perfil dos profissionais vinculados ao Centro
O Centro de Distribuição e Logística, localizado no SIA, figura como uma das unidades do IGES-DF que recebe regularmente novos profissionais em processos de integração institucional, incluindo farmacêuticos, analistas e assistentes
administrativos. A presença de farmacêuticos na estrutura logística é determinante para o cumprimento da legislação sanitária, uma vez que a Lei Federal nº 5.991/1973 e a RDC ANVISA nº 44/2009 exigem responsabilidade técnica habilitada para atividades de armazenamento e distribuição de medicamentos. (BRASIL. Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos).
Cadeia de distribuição e abastecimento das unidades
O Centro de Distribuição opera como elo central entre os fornecedores contratados via licitação pública e as unidades hospitalares assistenciais. O fluxo segue as etapas de recebimento, conferência quantitativa e qualitativa, armazenamento conforme critérios PVPS (Primeiro que Vence, Primeiro que Sai) e PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai), separação de pedidos e distribuição programada. A logística hospitalar abrange o gerenciamento estratégico de todas as aquisições recebidas, incluindo o armazenamento e manuseio de produtos com restrição de acesso e distribuição, como as medicações de uso controlado e OPME (órteses, próteses e materiais especiais). (BRASIL. Ministério da Saúde. Logística de Medicamentos. UFSC/DAF/MS, 2018).
Conformidade sanitária e boas práticas
A operação do Centro de Distribuição do IGES-DF está sujeita às normas da ANVISA, em especial à RDC nº 430/2020, que estabelece as Boas Práticas de Armazenagem e Distribuição de Medicamentos. A existência de câmaras frias na estrutura indica adequação às exigências de conservação de imunobiológicos, hemoderivados e medicamentos termossensíveis. Centros de distribuição como este são responsáveis pela operação e manutenção da rede logística de medicamentos, hemoderivados, vacinas, soros, insumos e itens de nutrição, com vistas a evitar atrasos ou ausência de medicamentos e insumos na rede hospitalar. (ANVISA. RDC nº 430, de 8 de outubro de 2020. Dispõe sobre as Boas Práticas de Armazenagem e Distribuição de Medicamentos).
Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços estruturais, centros de distribuição hospitalares públicos enfrentam desafios recorrentes como rupturas de estoque por atrasos em licitações, problemas de rastreabilidade e dependência de sistemas de informação ainda em
processo de modernização. A importância da logística hospitalar ultrapassa qualquer barreira relacionada ao transporte de medicamentos e armazenamento, pois está voltada para o controle correto de insumos dentro do ambiente médico, fazendo com que vidas sejam poupadas e as doenças sejam corretamente tratadas. A superação desses desafios depende de investimentos contínuos em tecnologia da informação, capacitação de pessoal e fortalecimento dos processos de planejamento de demanda. (VECINA NETO, G.; REINHARDT FILHO, W. Gestão de Recursos Materiais e de Medicamentos. São Paulo: FSP/USP, 1998).
REFERÊNCIAS
AGÊNCIA BRASÍLIA. IgesDF fortalece atendimentos de saúde à população com admissão de 84 profissionais. Brasília, 6 jan. 2025. Disponível em: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2025/01/06/igesdf-fortalece-atendimentos-de-saude-a-p opulacao-com-admissao-de-84-profissionais/. Acesso em: 29 maio 2026.
AGÊNCIA BRASÍLIA. Audiência pública discutirá obra do Centro de Logística de Medicamentos.	Brasília,	3	fev.	2022.	Disponível	em: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2022/02/03/audiencia-publica-discutira-obra-do-centro-de-logistica-de-medicamentos/. Acesso em: 29 maio 2026.
ANVISA – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC nº 430, de 8 de outubro
de 2020. Dispõe sobre as Boas Práticas de Armazenagem e Distribuição de Medicamentos. Brasília: ANVISA, 2020.
BRASIL. Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 1973.
CARNEIRO JÚNIOR, N.; ELIAS, P. E. M. Controle público e desigualdade: o contrassenso do modelo de organização social. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 32-43, 2006.
DISTRITO FEDERAL. Lei Distrital nº 5.899, de 4 de julho de 2017. Autoriza o Poder Executivo a qualificar entidade como Organização Social de Saúde e dá outras providências. Brasília: CLDF, 2017.
ENGECLINIC. Logística Hospitalar: otimização com ajuda da tecnologia. 27 jul. 2022. Disponível em: https://engeclinic.com/logistica-hospitalar/. Acesso em: 29 maio 2026.
IGES-DF – INSTITUTO DE GESTÃO ESTRATÉGICA DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL.
Institucional. Brasília, 2017. Disponível em: https://igesdf.org.br/. Acesso em: 29 maio 2026.
MARIN, N. et al. (org.). Assistência Farmacêutica para Gerentes Municipais. Brasília: OPAS/OMS, 2003.
SECRETARIA DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Iges-DF passa a contar com novo galpão para abrigar insumos. Brasília, 4 set. 2019. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/w/iges-df-passa-a-contar-com-novo-galpao-para-abrigar-insumo
s. Acesso em: 29 maio 2026.
Nº RELATÓRIO: 10
DATA: 28/04/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: ANAMNESE FARMACÊUTICA
MATERIAIS E MÉTODOS
O presente relatório foi elaborado mediante pesquisa bibliográfica e documental de caráter qualitativo e descritivo, com levantamento em fontes oficiais do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Ministério da Saúde, de manuais técnicos de assistência farmacêutica e de publicações científicas especializadas em farmácia clínica e atenção farmacêutica. Foram consultadas, especificamente, a Resolução CFF nº 585/2013, que regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico, o Manual de Consulta Farmacêutica elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, publicações do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/MS) e literatura técnica de referência na área de farmácia clínica. O objetivo foi caracterizar o conceito, os fundamentos, as etapas e a relevância da anamnese farmacêutica como instrumento central da prática clínica do farmacêutico. (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 585, de 29 de agosto de 2013; BRASIL. Ministério da Saúde. Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica. DAF/MS, 2014).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Conceito e fundamento da anamnese farmacêutica
A anamnese é a etapa investigativa do atendimento farmacêutico que visa compreender o histórico de saúde do paciente, a história médica pregressa, a história familiar, a história pessoal e social, e o histórico farmacoterapêutico. Trata-se, portanto, de muito mais do que uma simples coleta de dados: é o ato fundante da relação clínica entre farmacêutico e paciente, por meio do qual se constrói o entendimento integral das condições de saúde desse indivíduo. A anamnese é objetivamente a entrevista feita por um farmacêutico a um paciente, em um consultório ou ambiente de atendimento, para se chegar a uma hipótese diagnóstica farmacêutica, sendo o trabalho mais importante não encontrar a resposta correta, mas fazer a pergunta certa. (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA.Resolução CFF nº 585/2013).
Base legal e regulatória
A anamnese farmacêutica está respaldada na Resolução nº 585/2013 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico. Essa resolução representa um marco regulatório fundamental, pois confere ao farmacêutico legitimidade legal para realizar entrevistas clínicas, verificar sinais e sintomas e registrar dados de saúde dos pacientes. Antes desse marco, a prática clínica farmacêutica carecia de amparo normativo explícito no Brasil, o que limitava a expansão do cuidado centrado no paciente dentro das farmácias e demais serviços de saúde. (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução CFF nº 585, de 29 de agosto de 2013).
Inserção da anamnese no acompanhamento farmacoterapêutico
O acompanhamento farmacêutico é composto de três fases principais: a anamnese farmacêutica, a interpretação de dados e o processo de orientação. A anamnese farmacêutica é o procedimento de coleta de dados sobre o paciente, realizado pelo farmacêutico por meio de entrevista, com a finalidade de conhecer sua história de saúde e elaborar o perfil farmacoterapêutico. Essa estrutura trifásica evidencia que a anamnese não é um ato isolado, mas o ponto de partida de um processo contínuo e sistematizado de cuidado, no qual os dados coletados orientam tanto a interpretação clínica quanto as intervenções e orientações posteriores ao paciente. (MARIN, N. et al. Assistência Farmacêutica para Gerentes Municipais. OPAS/OMS, 2003).
Etapas da anamnese farmacêutica
Segundo o CFF, para que os objetivos da anamnese sejam atingidos, ela deve apresentar os seguintes elementos: identificação do paciente, queixa principal ou demanda, história da doença atual, história médica pregressa, história familiar, história pessoal e social, histórico farmacoterapêutico e revisão por aparelhos ou por sistemas. A etapa de identificação corresponde ao levantamento de dados como nome, idade, sexo, profissão e endereço. A queixa principal traduz o motivo que levou o paciente a buscar o atendimento farmacêutico. O histórico farmacoterapêutico, é o elemento mais característico da anamnese farmacêutica em relação às anamneses de outros profissionais de saúde, pois investiga o uso atual e pregresso de medicamentos, incluindo automedicação, doses, adesão e possíveis reações adversas. (BRASIL. Ministério da Saúde. Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica, 2014).
Acolhimento como etapa inicial
A primeira etapa de todo atendimento clínico farmacêutico envolve o acolhimento do paciente, que tem início quando este procura o farmacêutico para resolver algum problema de saúde. Acolher significa receber esse paciente desde o momento de sua chegada, sendo responsável por essa pessoa e praticando a escuta ativa para facilitar o acesso ao serviço. O acolhimento humanizado é, portanto, o pressuposto ético e relacional que viabiliza a coleta de informações fidedignas na anamnese, uma vez que o paciente somente compartilha informações sensíveis sobre sua saúde em um ambiente de confiança, respeito e sigilo profissional. (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica. Brasília: OPAS, 2002).
Condução técnica da entrevista
A condução da anamnese farmacêutica segue etapas que vão desde a observação das características gerais do paciente: como gênero, idade e estado de saúde aparente, até a investigação sobre a queixa principal e a história da doença atual, incluindo quando começou, qual a intensidade e gravidade dos sintomas, em que região do corpo se manifestam e se o paciente já iniciou algum tipo de tratamento. A habilidade comunicacional do farmacêutico é determinante nesse processo, pois a qualidade das informações obtidas depende diretamente da forma como as perguntas são formuladas, respeitando-se a linguagem acessível ao paciente sem perder o rigor técnico necessário à avaliação clínica. (CORRER, C. J.; OTUKI, M. F. A Prática Farmacêutica na Farmácia Comunitária. Porto Alegre: Artmed, 2013).
Método SOAP aplicado à anamnese farmacêutica clínica
Na Farmácia Clínica, a anamnese é aplicada principalmente a partir do método SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano), que permite ao farmacêutico realizar um atendimento detalhado, rápido, prático e seguro. O componente subjetivo compreende o relato do próprio paciente sobre seus sintomas e percepções. O componente objetivo reúne dados mensuráveis como exames laboratoriais, pressão arterial e peso. A avaliação corresponde à análise clínica integradora pelo farmacêutico. O plano, por fim, traduz as condutas propostas, que podem incluir orientação sobre uso de medicamentos, encaminhamento a outros profissionais de saúde ou intervenção farmacêutica direta. (CIPOLLE, R. J.; STRAND, L. M.; MORLEY, P. C. Pharmaceutical Care Practice: The Patient-Centered Approach to
Medication Management. 3. ed. New York: McGraw-Hill, 2012).
Coleta de dados subjetivos e objetivos
A coleta de dados subjetivos envolve aspectos sociodemográficos, hábitos de vida, problemas de saúde e história terapêutica prévia do paciente, enquanto a coleta de dados objetivos compreende a solicitação de exames, a interpretação de resultados de análises laboratoriais e laudos de exames de imagem, entre outros, sendo esses dados fundamentais na identificação de problemas relacionados à farmacoterapia. A distinção entre dados subjetivos e objetivos é essencial para a sistematização do raciocínio clínico farmacêutico, evitando que decisões terapêuticas sejam tomadas com base exclusivamente na percepção do paciente, sem o suporte de evidências mensuráveis. (BRASIL. Ministério da Saúde. Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica. DAF/MS, 2014).
Diferença entre anamnese farmacêutica e métodos de atenção farmacêutica Existe uma diferença importante entre os métodos de atenção farmacêutica e o método clínico de anamnese: o método de atenção farmacêutica serve para o paciente polimedicado, verificando se há problema relacionado ao medicamento e se ele é seguro, efetivo e necessário, utilizando-se métodos como o Dáder e o PWDT. Já quando o paciente chega com uma queixa na farmácia, realiza-se a anamnese para identificar a queixa principal, a duração e o encaminhamento adequado. Essa distinção é fundamental para o correto dimensionamento da prática clínica, evitando tanto a subutilização da anamnese em situações que a demandam quanto	sua	aplicação	em	contextos nos quais os métodos de seguimento farmacoterapêutico seriam mais adequados. (FAUS DADER, M. J.; MARTINEZ ROMERO, F. La Atención Farmacéutica en Farmacia Comunitaria. Granada: Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica, 1999).
Importância clínica e impacto na segurança do paciente
Utilizar um medicamento da forma errada ou com combinação inadequada de substâncias pode levar a graves consequências, incluindo dependência química e outros agravos à saúde, sendo a anamnese o instrumento que permite ao farmacêutico prevenir esses desfechos. A anamnese farmacêutica bem conduzida contribui diretamente para a segurança do paciente, tema prioritário nas agendas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. A identificação precoce de
problemas relacionados a medicamentos (como interações, contraindicações, doses inadequadas e adesão deficiente) por meio de uma entrevista clínica estruturada é uma das mais relevantes contribuições do farmacêutico à saúde coletiva. (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Medication Without Harm: WHO Global Patient Safety Challenge. Geneva: WHO, 2017).
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica. Brasília: DAF/MS, 2014. (Caderno de Atenção Básica, n. 2).
CIPOLLE, R. J.; STRAND, L. M.; MORLEY, P. C. Pharmaceutical Care Practice: The Patient-Centered Approach to Medication Management. 3. ed. New York: McGraw-Hill, 2012.
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 585, de 29 de agosto de 2013. Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico e dá outras providências. Brasília: CFF, 2013.
CORRER,C. J.; OTUKI, M. F. A Prática Farmacêutica na Farmácia Comunitária. Porto Alegre: Artmed, 2013.
HILAB. O que é anamnese farmacêutica e quais são as etapas? 22 fev. 2023. Disponível em: https://hilab.com.br/blog/anamnese-farmaceutica/. Acesso em: 08 abr. 2026.
ICTQ. Anamnese farmacêutica, um protocolo que salva vidas. Disponível em: https://ictq.com.br/farmacia-clinica/3687-anamnese-farmaceutica-um-protocolo-que-s alva-vidas. Acesso em: 08 abr. 2026.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica: proposta. Brasília: OPAS, 2002.
RIBEIRÃO PRETO. Secretaria Municipal de Saúde. Manual de Consulta Farmacêutica. Ribeirão Preto: SMS, 2020. Disponível em: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude2162.pdf. Acesso em: 08 abr. 2026.
SANA SAÚDE. Atenção Farmacêutica: conceitos e métodos de acompanhamento. Disponível	em:
https://blog.sanarsaude.com/portal/carreiras/artigos-noticias/atencao-farmaceutica-c onceitos-metodos-farmacia. Acesso em: 08 abr. 2026.
Nº RELATÓRIO: 11
DATA: 12/05/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: FRACIONAMENTO/UNITARIZAÇÃO DA DOSE
MATERIAIS E MÉTODOS
A aula prática sobre unitarização de doses foi realizada em laboratório com o objetivo de demonstrar a importância da organização, identificação e fracionamento seguro de medicamentos utilizados na rotina hospitalar e farmacêutica. Durante a prática, os alunos participaram do processo de separação de medicamentos sólidos em doses unitárias, observando os princípios de segurança, rastreabilidade e controle de qualidade exigidos na assistência farmacêutica. (BRASIL, 2010).
Inicialmente, foram apresentados os medicamentos utilizados na atividade, incluindo comprimidos, cápsulas e outros fármacos acondicionados em suas embalagens originais. Também foram utilizados materiais como embalagens plásticas individuais, etiquetas de identificação, tesouras, luvas descartáveis e canetas para anotação das informações necessárias, como nome do medicamento, lote, validade e dosagem. A prática foi realizada seguindo normas de biossegurança e higiene durante toda a manipulação. (ANVISA, 2022). (Anexo 1)
O procedimento consistiu na retirada dos medicamentos de suas embalagens originais e posterior acondicionamento em embalagens individuais devidamente identificadas. Cada dose unitária recebeu informações referentes ao nome do medicamento, concentração, número do lote e data de validade, garantindo a rastreabilidade e segurança no processo de dispensação. Os alunos também observaram a importância da preservação da integridade física dos medicamentos durante o fracionamento e armazenamento. (BRASIL, 2007). (Anexo 2)
Durante a atividade prática, foram analisados diferentes tipos de medicamentos e formas farmacêuticas, permitindo aos estudantes compreenderem quais medicamentos podem ou não ser fracionados, além dos cuidados necessários para evitar contaminações, trocas de medicamentos e erros de administração. A prática reforçou conceitos relacionados à assistência farmacêutica hospitalar e ao uso racional de medicamentos. (STORPIRTIS et al., 2016).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A aula prática possibilitou aos alunos compreenderem a importância da unitarização de doses como estratégia de segurança do paciente e organização do sistema de dispensação hospitalar. O processo demonstrou como a identificação individualizada dos medicamentos contribui para redução de erros de medicação, além de facilitar o controle de estoque e rastreamento dos produtos farmacêuticos. (BRASIL, 2010).
Durante a realização da prática, observou-se que a correta identificação das embalagens unitárias é fundamental para evitar falhas relacionadas à troca de medicamentos, administração incorreta e utilização de produtos vencidos. A presença das informações de lote e validade permitiu reforçar a importância da rastreabilidade dos medicamentos dentro das instituições de saúde. (ANVISA, 2022).
Os alunos também puderam identificar a necessidade de cuidados específicos durante o fracionamento dos medicamentos, principalmente em relação à conservação das características físico-químicas e estabilidade dos fármacos. Alguns medicamentos exigem maior atenção devido à sensibilidade à umidade, luz ou manipulação inadequada, o que pode comprometer sua eficácia terapêutica. (STORPIRTIS et al., 2016).
De modo geral, a prática laboratorial contribuiu significativamente para o aprendizado técnico dos estudantes, aproximando-os das atividades desenvolvidas na farmácia hospitalar e reforçando a importância da atuação do profissional farmacêutico na promoção da segurança do paciente, uso racional de medicamentos e qualidade da assistência em saúde. (BRASIL, 2007).
BIBLIOGRAFIA
ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Boas práticas farmacêuticas em serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Segurança do paciente e prevenção de erros de medicação. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre boas práticas de manipulação em farmácias. Brasília: ANVISA, 2007.
STORPIRTIS, S. et al. Farmácia clínica e atenção farmacêutica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
ANEXOS
Anexo 1 - Imagem de autoria própria, 2026.
Anexo 2 - Imagem de autoria própria, 2026.
Nº RELATÓRIO: 12
DATA: 25/05/2026
TÍTULO DO ROTEIRO: VISUALIZAÇÃO DE CÉULAS SANGUÍNEAS
MATERIAIS E MÉTODOS
A aula prática foi realizada em laboratório com o objetivo de proporcionar a vivência de técnicas básicas utilizadas na rotina clínica e laboratorial, envolvendo aferição de pressão arterial, medição da glicemia capilar e observação de células sanguíneas. Inicialmente, foram apresentados os equipamentos e materiais necessários para os procedimentos, bem como as normas de biossegurança aplicadas durante a prática laboratorial. (BRASIL, 2013). (Anexo 1)
Para a aferição da pressão arterial, utilizou-se aparelho medidor de pressão arterial e estetoscópio (Anexo 2), seguindo as orientações adequadas quanto ao posicionamento do paciente, repouso prévio e colocação correta do manguito. O procedimento foi realizado em duplas, permitindo a identificação dos valores de pressão sistólica e diastólica e a interpretação básica dos resultados obtidos. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2020).
Na realização da medição da glicemia capilar, foram utilizados glicosímetro, tiras reagentes (TIA), álcool 70%, algodão e lancetas descartáveis. Após a higienização das mãos e assepsia do dedo do participante, realizou-se a punção digital com a lanceta, coletando uma pequena amostra de sangue para leitura imediata da glicose pelo aparelho. O procedimento permitiu aos alunos compreenderem a importância do monitoramento glicêmico na prática clínica. (SBD, 2023).
Durante a prática relacionada às células sanguíneas e tipagem sanguínea, foram utilizados reagentes específicos, lâminas, lancetas e amostras sanguíneas para identificação de grupos sanguíneos. Os alunos puderam observar características das células sanguíneas e compreender a importância dos antígenos presentes nas hemácias para determinação dos tipos sanguíneos. A atividade também reforçou conceitos de compatibilidade sanguínea e segurança transfusional. (HOFFBRAND; MOSS, 2018).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A prática laboratorial possibilitou a compreensão dos procedimentos básicos de avaliação clínica e análise sanguínea, permitindo aos alunos maior contato com técnicas frequentemente utilizadas na área da saúde. Durante a aferição da pressão arterial, observou-se a importância da técnica correta para obtenção de resultados confiáveis, visto que fatores como postura inadequada, movimentação e ansiedade podem interferir diretamente nos valores obtidos. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2020).
Na medição da glicemia capilar, os resultados encontrados variaram entre os participantes, demonstrando diferenças fisiológicas relacionadas ao período de alimentação, metabolismo individual e hábitos de vida. A atividade contribuiu para o entendimento sobre a relevância do controleglicêmico na prevenção e acompanhamento do diabetes mellitus, além de reforçar a necessidade de cuidados com higiene e descarte adequado dos materiais perfurocortantes. (SBD, 2023).
A observação das células sanguíneas e a prática de tipagem sanguínea favoreceram a associação entre teoria e prática, principalmente em relação à identificação dos grupos ABO e fator Rh. Foi possível compreender a importância da compatibilidade sanguínea em procedimentos transfusionais, evitando reações imunológicas graves decorrentes de incompatibilidades entre doador e receptor. (HOFFBRAND; MOSS, 2018).
De modo geral, a aula prática contribuiu significativamente para o desenvolvimento das habilidades técnicas dos alunos, promovendo maior familiaridade com equipamentos laboratoriais e procedimentos básicos de avaliação clínica. Além disso, reforçou a importância das normas de biossegurança, do uso correto dos equipamentos e da ética profissional durante a manipulação de materiais biológicos. (BRASIL, 2013).
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Segurança no ambiente laboratorial e biossegurança. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
HOFFBRAND, A. V.; MOSS, P. A. H. Fundamentos em hematologia. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 116, n. 3, p. 516-658, 2020.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES (SBD). Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023-2024. São Paulo: Clannad, 2023.
ANEXOS
Anexo 1 - Imagem de autoria própria, 2026.
Anexo 2 - Imagem de autoria própria, 2026.
CONCLUSÃO
O desenvolvimento das atividades de estágio registradas nos doze relatórios apresentados neste trabalho permitiu uma aproximação significativa entre os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da graduação e a realidade da prática farmacêutica em seus diferentes contextos de atuação.
Ao longo das atividades, foi possível compreender que a profissão farmacêutica vai muito além da simples dispensação de medicamentos. Desde os princípios básicos de biossegurança até a condução de uma anamnese farmacêutica estruturada, cada tema abordado revelou a complexidade e a responsabilidade inerentes ao exercício dessa profissão. A biossegurança, por exemplo, mostrou-se um elemento transversal a todas as atividades práticas, reforçando que a proteção do profissional, do paciente e do meio ambiente deve ser uma preocupação constante e não apenas uma exigência normativa.
Conclui-se, portanto, que o estágio foi uma etapa fundamental e inesquecível na formação profissional, especialmente por se tratar do último semestre do curso. Todo o aprendizado construído ao longo dessa jornada, dentro e fora de sala de aula, representa muito mais do que a conclusão de uma etapa acadêmica: representa o início de uma trajetória profissional fundamentada em responsabilidade, ética e compromisso com a saúde das pessoas. Por isso, é impossível encerrar este trabalho sem expressar profunda gratidão à Professora Juliana, cuja dedicação, competência e cuidado com cada aluno tornaram esse processo de aprendizagem muito mais rico e significativo. Sua orientação foi essencial não apenas para a execução das atividades aqui relatadas, mas para a formação de um olhar mais humano, técnico e consciente sobre a profissão farmacêutica. Muito obrigado por cada ensinamento compartilhado.
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