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Anatomia 
da Cabeça
SUMÁRIO
1. Introdução ...................................................................................................................3
2. Anatomia Geral da Cabeça .........................................................................................6
3. Vascularização ..........................................................................................................13
4. Drenagem venosa .....................................................................................................19
5. Drenagem Linfática ..................................................................................................23
6. Inervação ...................................................................................................................25
7. Conclusão .................................................................................................................29
Referências ....................................................................................................................31
Anatomia da Cabeça   3
1. INTRODUÇÃO
Ao embarcar na intrigante jornada pelo mundo da anatomia da cabeça, nos 
deparamos com uma estrutura que alberga algumas das funções mais vitais do 
corpo humano. Compreender a anatomia da cabeça em detalhes é fundamental 
para estudantes e profissionais de medicina.
A cabeça humana é dividida em várias regiões, cada uma com suas próprias 
características anatômicas. Vamos analisar mais detalhadamente cada uma delas:
• Região Frontal: Localizada na parte superior da face, a região frontal é consti-
tuída pelo osso frontal. Este osso forma a testa e a parte superior das órbitas. 
Aqui, o seio frontal, uma cavidade cheia de ar, é clinicamente relevante pois 
sua inflamação pode causar sinusite frontal.
• Região Temporal: Localizada lateralmente na cabeça, acima das orelhas, a re-
gião temporal contém o osso temporal. Este osso aloja estruturas importantes 
como o ouvido interno e médio e faz parte da articulação temporomandibular 
(ATM).
• Região Nasal: É formada pelos ossos nasais e parte da maxila e abrange a 
estrutura externa do nariz. As conchas nasais internas estão envolvidas na 
filtragem e umidificação do ar. A região nasal é também uma área comum 
para epistaxe (sangramento nasal).
• Região Mentual: Esta região refere-se ao queixo e é constituída pela porção 
anterior da mandíbula. É importante em estética facial e variações nesta área 
podem afetar o perfil do indivíduo.
• Região Orbital: A região orbital consiste nas cavidades oculares e é formada 
por sete ossos, incluindo o frontal, esfenóide e maxilar. Protege os globos ocu-
lares e contém os músculos que movem os olhos. O nervo óptico e a artéria 
oftálmica são importantes estruturas aqui.
• Região Infra-Orbital: Localizada abaixo da órbita ocular, a região infra-orbital é 
parte da maxila. Esta região contém o forame infra-orbital, por onde passam o 
nervo e os vasos infra-orbitais, responsáveis pela sensibilidade da área.
• Região Zigomática: Constituída pelo osso zigomático, também conhecido co-
mo maçã do rosto. Este osso forma a proeminência lateral da face e contribui 
para a órbita. Fraturas nesta área são comuns em trauma facial.
• Região Oral: A região oral contém a boca, incluindo os lábios, dentes, gengiva 
e palato. A língua é uma estrutura muscular importante aqui, desempenhando 
papel crucial na deglutição, fala e paladar.
Anatomia da Cabeça   4
• Região das Bochechas: As bochechas são formadas principalmente pelos mús-
culos da mímica facial e estão revestidas internamente pela mucosa bucal. Os 
ductos das glândulas salivares parótidas se abrem nesta região.
• Região Parietal: Localizada na porção superior e lateral da cabeça, a região parie-
tal é constituída pelos ossos parietais. Esses ossos estão unidos na linha média 
pelo sutura sagital e à região occipital pela sutura lambdóidea. A região parietal 
também é importante clinicamente, pois abriga o lobo parietal do cérebro, que 
está envolvido em funções como sensação e percepção espacial.
• Região Occipital: Situada na parte posterior da cabeça, a região occipital é com-
posta principalmente pelo osso occipital. Este osso forma a base do crânio e 
contém o forame magno, por onde a medula espinhal se comunica com o en-
céfalo. A região occipital também abriga o lobo occipital do cérebro, que é vital 
para o processamento da visão. É importante notar que a artéria vertebral, que 
contribui para a circulação cerebral, passa através dos forames transversais das 
vértebras cervicais e entra no crânio através do forame magno.
• Região Parotideomassetérica: A região parotideomassetérica é uma área com-
plexa localizada na lateral da face, abrangendo a glândula parótida e o músculo 
masseter. A glândula parótida é uma das glândulas salivares maiores e está 
situada imediatamente à frente da orelha. O ducto parotídeo, responsável por 
transportar saliva, atravessa esta glândula e se abre na cavidade oral ao nível 
do segundo molar superior. O músculo masseter, localizado logo abaixo da 
glândula parótida, é um dos músculos da mastigação e desempenha um papel 
crucial na elevação da mandíbula. Além disso, o nervo facial (VII nervo craniano) 
passa pela glândula parótida e qualquer inflamação ou tumor nesta região pode 
afetar sua função, levando a paralisia facial ou alterações na produção de saliva.
Para localizar essas estruturas, observar a imagem a seguir:
Anatomia da Cabeça   5
Osso frontal
Incisura
supraorbital
Arco 
superciliar
Glabela
Osso
nasal
Narinas
Filtro
Sulco
nasolabial
Tubérculo 
do lábio superior
“Margem
vermelhona”
Protuberância mentual
Cartilagem tireóidea
Margem infraorbital
Osso zigomático
Hélice
Trago
Antélice
Antitrago
Asa do nariz
Lóbulo da orelha
Comissura
dos lábios
Ângulo da mandíbula
Glândula submandibular
Veia jugular externa
Ventre inferior do músculo
omo-hióideo
Plexo branquial
Músculo trapézio
Clavícula
“Parte clavicular” do músculo
esternocleidomastóideo 
Incisura jugular
“Parte esternal” do músculo
esternocleidomastóideo 
Imagem 1. Vista antero-lateral da cabeça e pescoço, e suas estruturas.
Fonte: Acervo Sanar.
É essencial compreender a anatomia dessas regiões para avaliar e tratar eficazmente 
condições clínicas e realizar procedimentos cirúrgicos na área da cabeça.
Anatomia da Cabeça   6
2. ANATOMIA GERAL DA CABEÇA
A cabeça é constituída por uma série de ossos que formam o crânio e a face. O crâ-
nio protege o encéfalo, enquanto a face contém estruturas associadas aos sentidos e 
à alimentação. 
2.1. Visão Anterior
Na visão anterior do crânio, diversos ossos e estruturas são visíveis e contribuem 
para a forma e função da face.
2.1.1. Osso Frontal
Na parte superior da face, temos o osso frontal, com a glabela situada entre as 
sobrancelhas. Acima das órbitas, existem as incisuras supra-orbitais, que podem, em 
alguns casos, serem fechadas para formar os forames supra-orbitais. A face orbital do 
osso frontal forma a parte superior da órbita.
2.1.2. Osso Esfenóide
Embora a maior parte do osso esfenóide não seja visível na vista anterior, as asas 
menores podem ser visualizadas na parte mais profunda da órbita, enquanto as asas 
maiores estão mais escondidas lateralmente.
2.1.3. Osso Temporal
O osso temporal não é diretamente visível na visão anterior, mas sua presença é 
fundamental para a estrutura lateral da face.
2.1.4. Osso Etmóide
O osso etmóide está localizado profundamente e contribui para as paredes internas das 
órbitas com suas lâminas orbitais. A lâmina perpendicular ajuda a formar o septo nasal. 
As conchas nasais médias e inferiores projetam-se para as cavidades nasais e o osso 
etmóide articula-se inferiormente com o vômer, que forma a parte posterior do septo nasal.
2.1.5. Mandíbula
A mandíbula é visível na parte inferior da face, com o corpo formando a porção hori-
zontal e o ramo como a porção vertical. O forame mentual pode ser observado próximo 
ao ponto médio da borda inferiordo corpo. A protuberância mentual forma o queixo.
2.1.6. Maxila
A maxila forma a parte central e lateral da face. A face orbital contribui para a formação 
da parte inferior da órbita. O processo zigomático articula-se com o osso zigomático. 
O forame infra-orbital está localizado abaixo da órbita. O processo frontal se articula 
com o osso frontal e o processo alveolar contém os dentes. A espinha nasal anterior 
é uma pequena projeção na parte frontal da maxila.
Anatomia da Cabeça   7
2.1.7. Osso Zigomático
O osso zigomático forma as proeminências das bochechas. Seu processo frontal se 
articula com o osso frontal, e a face orbital forma a parte lateral da órbita. O processo 
temporal se estende posteriormente em direção ao osso temporal. O forame zigoma-
ticofacial é uma abertura na face lateral do osso.
2.1.8. Osso Lacrimal
O osso lacrimal é um pequeno osso fino localizado na parte frontal da parede interna 
da órbita.
2.1.9. Osso Nasal
Os ossos nasais são dois pequenos ossos retangulares que formam a ponte do nariz. 
Eles estão localizados na parte superior da face, entre os olhos.
Imagem 2. Vista anterior dos ossos da cabeça e suas estruturas.
Fonte: Acervo Sanar.
Anatomia da Cabeça   8
2.2. Vista lateral
Na visão lateral do crânio, várias estruturas anatômicas são visíveis, incluindo o no-
tável ptério, que é uma área onde os ossos do crânio se unem e que desempenha um 
papel crucial na anatomia craniana.
2.2.1. Osso Parietal
O osso parietal forma a parte superior e lateral do crânio. Na visão lateral, podemos 
observar a fossa temporal, que é uma depressão na superfície interna do osso parietal, 
acima da linha temporal superior. Esta fossa aloja o lóbulo temporal do cérebro. Na 
superfície externa do osso parietal, há duas linhas curvas: a linha temporal superior e 
a linha temporal inferior. Essas linhas marcam a fixação do músculo temporal, que é 
um dos músculos da mastigação.
2.2.2. Osso Temporal
Na visão lateral, o osso temporal é um dos mais notáveis. Ele forma parte das late-
rais e base do crânio. É dividido em várias partes, das quais a parte escamosa é a mais 
proeminente e forma a placa óssea curva acima do ouvido. O processo zigomático do 
osso temporal se estende anteriormente para se unir ao osso zigomático no arco zi-
gomático, que é uma estrutura óssea proeminente na face. O sulco da artéria temporal 
média é uma ranhura na superfície externa da parte escamosa, por onde corre a artéria 
temporal média. 
Ele abriga o ouvido médio e interno, juntamente com o osso zigomático e a mandíbula. 
Além disso, o osso temporal possui uma estrutura chamada meato acústico externo, 
que é o canal que conduz ao tímpano e ao ouvido médio. Inferior e posterior ao meato 
acústico externo, encontra-se o processo mastóide, que é uma projeção óssea que 
serve como ponto de fixação para vários músculos do pescoço. O tubérculo articular 
é uma elevação óssea na base do processo zigomático que participa na formação da 
articulação temporomandibular, estrutura que exerce um papel crítico na mastigação 
sendo um foco comum de distúrbios da articulação.
A sutura entre o osso temporal e o osso parietal é chamada de sutura escamosa. 
Acima disso, onde o osso temporal se encontra com o osso parietal e o osso occipital, 
podemos ver parte da sutura lambdóide.
2.2.3. Osso Esfenóide
Na vista lateral, a asa maior do osso esfenóide é visível e contribui para a formação 
da parede lateral da órbita. O osso esfenóide é uma estrutura complexa que se estende 
através do crânio e contribui para a formação da base do crânio.
2.2.4. Osso Frontal
O osso frontal forma a parte frontal do crânio e, na visão lateral, a sua porção es-
camosa, que forma a testa, e a porção orbital, que contribui para a formação da parte 
superior da cavidade ocular, são visíveis.
Anatomia da Cabeça   9
2.2.5. Osso Etmoide
O osso etmoide não é diretamente visível na vista lateral, pois está localizado pro-
fundamente entre as órbitas. No entanto, ele desempenha um papel significativo na 
formação das cavidades nasais e da órbita.
2.2.6. Osso Lacrimal
Assim como o osso etmoide, o osso lacrimal não é claramente visível na visão late-
ral, pois é um osso fino que forma parte da parede medial da órbita. Está intimamente 
relacionado com o ducto lacrimal.
2.2.7. Osso Nasal
Na visão lateral, o osso nasal é visível na parte frontal do rosto, formando a ponte do 
nariz. Ele se articula com o osso frontal superiormente e com a maxila lateralmente.
2.2.8. Maxila
A maxila é um dos principais ossos da face. Na vista lateral, seu processo zigomá-
tico é visível, articulando-se com o osso zigomático. A maxila também contribui para 
a formação do assoalho da órbita e contém os dentes superiores.
2.2.9. Osso Zigomático
O osso zigomático é proeminente na vista lateral e forma as bochechas. Ele se 
articula com o processo zigomático da maxila anteriormente e com o osso temporal 
posteriormente.
2.2.10. Ptério
O ptério é uma região em forma de H na lateral do crânio onde quatro ossos se 
encontram: o frontal, o esfenóide, o parietal e o temporal. É uma área de importância 
clínica, pois logo abaixo dela passa a artéria meníngea média, que, se lesionada, pode 
levar a um hematoma epidural.
2.2.11 Sutura Coronal
A sutura coronal é uma das principais suturas do crânio. É uma junção fibrosa que 
separa o osso frontal, anteriormente, dos ossos parietais, posteriormente. Sua denomi-
nação “coronal” provém da semelhança com uma coroa que circunda a parte superior 
da cabeça, uma vez que ela percorre transversalmente de um lado do crânio ao outro, 
logo acima da região frontal.
Anatomia da Cabeça   10
Imagem 3. Vista lateral dos ossos da cabeça e suas estruturas.
Fonte: Acervo Sanar.
2.3. Músculos da face
Os músculos da face e do pescoço desempenham funções vitais, incluindo expres-
sões faciais, movimento da mandíbula, deglutição e sustentação da cabeça. Vamos 
detalhar alguns dos principais músculos da face e do pescoço:
• Músculo Occipitofrontal: Possui duas partes, a frontal e a occipital. A porção frontal 
está envolvida na elevação das sobrancelhas e na formação de rugas na testa, 
enquanto a porção occipital ajuda no movimento do couro cabeludo.
• Músculo Orbicular do Olho: Cinge os olhos e é responsável por fechar as pálpebras 
(piscar e piscar os olhos).
• Músculo Zigomático Maior: Estende-se do osso zigomático ao canto da boca e 
é usado para sorrir.
• Músculo Levantador do Lábio Superior: Localizado entre o lábio superior e o osso 
maxilar, ele eleva o lábio superior.
Anatomia da Cabeça   11
• Músculo Bucinador: Localizado entre a maxila e a mandíbula, este músculo é 
responsável por manter o alimento entre os dentes durante a mastigação.
• Músculo Orbicular da Boca: Cinge a boca e é usado para fechar os lábios ou em-
purrar o ar entre eles.
• Músculo Mentual: Envolvido em elevar e enrugar o queixo, e elevar o lábio inferior.
• Músculo Platisma: Ainda que seja um músculo do pescoço, possui inserções na 
face. Ele auxilia na depressão da mandíbula e na expressão de surpresa.
Gálea aponeurótica
Ventre frontal (frontalis) do músculo epicrânio
Músculo prócero
Músculo corrugador do supercílio
Parte orbital dos músculos
orbiculares do olho
Parte palpebral 
dos músculos orbiculares do olho
Músculo levantador do lábio
superior e da asa do nariz
Parte transversa do músculo nasal
Músculo levantador do lábio superior
Músculo auricular anterior
Músculo zigonático menor
Parte alar do músculo nasal
Músculo zigomático maior
Músculo levantador
do ângulo da boca
Músculo bucinador
Músculo risório
Músculo orbicular da boca
Músculo depressor do ângulo da boca
Músculo depresssor do lábio inferior
Músculo platisma
Músculo mental
Músculo depressor do septo nasal
Imagem 4. Vista anterior dos músculos faciais e suas divisões.
Fonte: Acervo Sanar.
Anatomia da Cabeça   12
“Couro cabeludo”
Pele e ela subcutânea
{
{
Aponeurose epicrânica
(gálea aponeurótica)
Fáscia temporal
Parte orbital
Parte palperalMúsculo orbicular do olho
Ventre frontal do músculo occipitofrontal
Músculo corrigador do supercílio
(frontal e orbicular do olho parcialmente
removidos)
Músculo prócero
Músculo levantador 
do lábio superior
Músculo levantador 
do lábio superior e da asa 
do nariz (parcialmente cortado)
Músculo nasal Parte transversa
Parte alar{
Músculo abaixador
do septo nasal
Músculo orbicular da boca
Músculo zigomático menor
Músculo zigomático maior
Músculo orbicular da boca
Músculo mentual
Modíolo do ângulo da boca 
(região circundada)
Músculo abaixador do lábio inferior
Músculo abaixador do ângulo da boca
Músculo bucinador
Músculo risório
Músculo platisma
Esterno
Clavícula
Lâmina supercial
da fáscia cervical
Fáscia massetérica
Fáscia patotídea
Músculo auricular anterior
Músculo auricular superior
Músculo auricular posterior
Ventre occipital do músculo occipitofrontal
Imagem 5. Vista lateral dos músculos facial e suas divisões.
Fonte: Acervo Sanar.
Para melhor compreensão dos músculos faciais encontra-se a tabela a seguir con-
tendo informações a respeito de suas principais características, como local de origem, 
inserção, inervação e função.
Anatomia da Cabeça   13
Quadro 1. Músculos faciais (origem, inserção, inervação e função).
Músculo Origem Inserção Inervação Função
Occipitofrontal
Frontal: Pele acima 
dos supercílios; 
Occipital: Occipital 
e mastoide
Aponeurose epicraneal Nervo facial
Levantar 
sobrancelhas e 
enrugar a testa
Orbicular do Olho Medial à órbita Pele ao redor 
dos olhos Nervo facial Fechar os olhos
Zigomático Maior Osso zigomático Ângulo da boca Nervo facial Elevar o canto 
da boca
Levantador do 
Lábio Superior
Margem inferior 
da órbita Lábio superior Nervo facial Elevar o lábio 
superior
Bucinador
Processo alveolar 
do maxilar e 
mandíbula
Ângulo da boca Nervo facial
Pressionar as 
bochechas, auxiliar 
na mastigação
Orbicular da Boca Fibras ao redor 
da boca Pele dos lábios Nervo facial Fechar e protusão 
dos lábios
Mentual Mandíbula Pele do queixo Nervo facial Elevar e enrugar a 
pele do queixo
Platisma
Fáscia sobre o 
músculo peitoral 
maior e deltóide
Base da mandíbula, 
pele das bochechas 
e músculo orbicular 
da boca
Nervo facial
Depressão da 
mandíbula, expressão 
de surpresa
Fonte: Acervo Sanar em parceria com Inteligência Artificial.
3. VASCULARIZAÇÃO
A vascularização da cabeça é um sistema complexo e vital que fornece sangue 
oxigenado ao cérebro e outras estruturas da cabeça. A principal fonte de sangue para 
a cabeça vem das artérias carótidas e vertebrais.
3.1. Artérias Carótidas 
A artéria carótida é uma das principais responsáveis por fornecer sangue à cabeça 
e ao pescoço. Ela se origina como artéria carótida comum, que em cada lado do pes-
coço se divide em dois grandes ramos: a artéria carótida externa e a artéria carótida 
interna. Vamos discutir a subdivisão destas artérias e a localização onde isso ocorre:
A artéria carótida comum, que provém do arco da aorta no lado esquerdo e da artéria 
braquiocefálica no lado direito, ascende pelo pescoço e se divide em artéria carótida 
interna e externa. Esta bifurcação ocorre aproximadamente ao nível da cartilagem 
tireóide, que é próxima à quarta vértebra cervical (C4).
Anatomia da Cabeça   14
• Artéria Carótida Interna: Após a divisão, a artéria carótida interna segue um trajeto 
mais vertical e posterior, sem dar ramos no pescoço. Ela entra no crânio através 
do canal carotídeo, sendo responsável pelo fornecimento de sangue ao cérebro 
e olhos. Entre seus principais ramos dentro do crânio estão a artéria oftálmica, 
artéria cerebral anterior, e artéria cerebral média.
• Artéria Carótida Externa: Esta artéria segue um curso mais anterior e é responsável 
por fornecer sangue à face, couro cabeludo, e algumas estruturas do pescoço. Ela 
dá origem a diversos ramos, incluindo a artéria tireóidea superior, artéria lingual, 
artéria facial, artéria occipital, artéria maxilar, e artéria temporal superficial.
A distinção entre as artérias carótidas interna e externa é fundamental no contexto 
clínico, e a localização exata de sua bifurcação pode ser um ponto de referência im-
portante durante procedimentos cirúrgicos e avaliações diagnósticas no pescoço e 
cabeça. Além disso, conhecer a anatomia e os ramos dessas artérias é essencial para 
entender a distribuição do suprimento sanguíneo na cabeça e pescoço e para avaliar 
possíveis consequências de obstruções ou lesões vasculares.
3.1.1. Artéria Carótida Interna
Esta artéria fornece sangue ao cérebro. Ela não tem ramos no pescoço e entra no 
crânio através do canal carotídeo. Uma vez dentro do crânio, ela se divide em várias 
artérias menores que fornecem sangue a várias partes do cérebro.
A artéria carótida interna é uma das principais artérias responsáveis pela vasculari-
zação do cérebro e porções do olho e sua órbita. Ela se origina a partir da bifurcação 
da artéria carótida comum e segue um percurso sinuoso até entrar no crânio através 
do canal carotídeo. Uma vez dentro do crânio, ela se divide em várias artérias menores 
que fornecem sangue a várias partes do cérebro.
Vamos analisar os principais ramos da artéria carótida interna e suas áreas de irrigação:
• Artéria Oftálmica: Surge logo após a artéria carótida interna entrar no crânio e é 
responsável pela irrigação do olho e estruturas associadas. Divide-se em várias 
artérias menores:
• Artéria Central da Retina
	 Irriga: Retina
• Artéria Lacrimal
	 Irriga: Glândula lacrimal, pálpebras e conjuntiva
• Artéria Supraorbital
	 Irriga: Pálpebras e couro cabeludo
• Artéria Etmoidal Posterior
	 Irriga: Seios etmoidais e cavidade nasal
• Artéria Etmoidal Anterior
	 Irriga: Seios etmoidais e cavidade nasal
• Artéria Dorsal do Nariz
	 Irriga: Dorso do nariz
Anatomia da Cabeça   15
• Artéria Supratroclear
	 Irriga: Pálpebra superior e fronte
• Ramos Terminais: A artéria carótida interna não possui ramos ao longo de seu 
curso, mas termina dividindo-se em duas grandes artérias:
• 1 - Artéria Cerebral Anterior
	 Irriga: Parte medial e superior do cérebro, incluindo a maior parte do lobo 
frontal e a parte parietal.
• 2 - Artéria Cerebral Média 
• É a continuação direta da artéria carótida interna
	 Irriga: Uma grande porção do cérebro, incluindo região lateral do cérebro 
como partes dos lobos frontal, parietal, temporal e insular, além dos corpos 
estriados.
• Artéria Comunicante Posterior
• É um pequeno ramo que se conecta com a artéria cerebral posterior (ramo 
da artéria basilar), formando parte do Polígono de Willis, que é um sistema 
de circulação colateral crucial para fornecer sangue ao cérebro em caso de 
obstrução de uma das principais artérias.
• Anastomose: Conecta a artéria cerebral posterior (ramo da artéria basilar) a 
artéria carótida interna, fazendo parte do Polígono de Willis (um sistema de 
circulação colateral cerebral).
 Saiba mais!  A adequada irrigação sanguínea fornecida pela artéria 
carótida interna é vital para o funcionamento do cérebro e dos olhos. O cérebro é 
altamente sensível à falta de oxigênio e nutrientes, e a interrupção do fluxo san-
guíneo, mesmo por um curto período, pode resultar em danos cerebrais. 
A circulação colateral fornecida pelo Polígono de Willis é um mecanismo de 
proteção importante que pode manter o suprimento de sangue ao cérebro em 
situações de comprometimento de uma das artérias carótidas ou de seus ramos.
3.1.2. Artéria Carótida Externa
A artéria carótida externa é uma das duas principais divisões da artéria carótida 
comum, sendo a outra a artéria carótida interna. Esta estrutura tem vários ramos que 
fornecem sangue ao rosto, couro cabeludo, língua e outras partes da cabeça externa 
ao crânio, como veremos a seguir:
Anatomia da Cabeça   16
• Artéria Tireóidea Superior
• Ramos: Artérias infra-hióideas, artérias esternocleidomastóideas, artérias 
cricotireóideas
	 Irriga: Glândula tireóide, músculos infra hióideos, músculo esternocleido-
mastoideo, laringe
• Artéria FaríngeaAscendente
• Ramos: Ramos faríngeos, Ramos prevertebrais, Ramos meníngeos
	 Irriga: Parte da faringe, músculos pré-vertebrais, porções do crânio
• Artéria Lingual
• Ramos: Artéria dorsal da língua, Artéria profunda da língua, Ramos sublinguais
	 Irriga: Músculos e mucosa da língua, glândula sublingual
• Artéria Facial
• Ramos: Artéria cervical ascendente, Ramos tonsilares, Artéria submentual, 
Artérias labiais superior e inferior, Artéria angular
	 Irriga: Músculos da face, palato mole, amígdalas, lábios, região submandibular
• Artéria Occipital
• Ramos: Ramos meníngeos, Ramos mastoideus, Ramos auriculares, Ramos 
para músculo occipital
	 Irriga: Couro cabeludo posterior, músculo occipital, parte da meninge
• Artéria Auricular Posterior
• Ramos: Artéria estilomastóidea, Ramos auriculares
	 Irriga: Parte da orelha, glândula parótida, mastóide
• Ramos Terminais
• Artéria Temporal Superficial
• Ramos: Artéria temporal transversal, Artéria temporal anterior
	 Irriga: Couro cabeludo, glândula parótida, músculos temporais
• Artéria Maxilar
• Ramos: (existem muitos ramos, incluindo artéria meníngea média, artéria alve-
olar inferior, artéria bucal, etc.)
	 Irriga: Dentes, mandíbula, músculos da mastigação, seios maxilares, parte 
da meninge
3.1.3. Artéria Subclávia
A artéria subclávia é uma artéria principal que tem um papel vital na vasculariza-
ção do membro superior, tórax, pescoço e também na cabeça. Existem duas artérias 
Anatomia da Cabeça   17
subclávias, uma do lado direito e outra do lado esquerdo do corpo. A artéria subclávia 
direita se origina do tronco braquiocefálico, enquanto a subclávia esquerda surge di-
retamente do arco da aorta. Ambas as artérias seguem um curso através da base do 
pescoço e sob a clavícula.
Uma das razões pelas quais a artéria subclávia é crucial para a vascularização da 
cabeça é a presença da artéria vertebral como um de seus ramos. A artéria vertebral 
emerge da parte superior da artéria subclávia e segue um curso ascendente através 
dos forames transversais das vértebras cervicais. As artérias vertebrais de ambos 
os lados entram no crânio através do forame magno e se unem para formar a artéria 
basilar. A artéria basilar percorre a parte ventral do tronco encefálico e se divide nas 
artérias cerebrais posteriores, que são vitais para fornecer sangue ao cérebro, incluindo 
o cerebelo, o tronco encefálico e as partes posteriores dos hemisférios cerebrais.
Além disso, a artéria subclávia também dá origem ao tronco tireocervical e ao tronco 
costocervical, que fornecem sangue a várias estruturas no pescoço e tórax superior. 
Embora estes não forneçam sangue diretamente à cabeça, eles são importantes para 
a vascularização dos tecidos de suporte ao redor.
Veremos a seguir as principais subdivisões da artéria subclávia:
• Artérias Vertebrais: Estas artérias são menores e surgem da artéria subclávia. Elas 
sobem pelo pescoço através dos forames transversais das vértebras cervicais 
e entram no crânio através do forame magno. Dentro do crânio, as duas artérias 
vertebrais se unem para formar a artéria basilar, que fornece sangue à parte pos-
terior do cérebro.
• Irrigam: Medula espinhal, meninges, ossos e músculos das vértebras cervicais.
• Continuam como: Artérias basilares (ao unir-se) que irrigam o cérebro e o 
cerebelo.
• Tronco Tireocervical
• Artéria Tireóidea Inferior
	 Irriga: Glândula tireóide, músculos do pescoço, laringe.
• Artéria Cervical Ascendente
	 Irriga: Músculos profundos do pescoço e coluna vertebral.
• Artéria Cervical Transversa
	 Irriga: Partes superficiais do pescoço, trapézio, músculos infra-hióideos.
• Artéria Supraescapular
	 Irriga: Músculo supra espinhal, músculo infraespinhal, cápsula do ombro, 
acrômio, articulação do ombro.
• Tronco Costocervical
• Artéria Interóssea Mais Profunda
	 Irriga: Músculos da região profunda do pescoço e da parte superior das 
costas, e a medula espinhal cervical e as meninges.
Anatomia da Cabeça   18
• Artérias Interósseas Superficiais
	 Irriga: Primeira e segunda costelas e músculos intercostais adjacentes.
 Aplicação clínica  A adequada circulação de sangue pela artéria 
subclávia e seus ramos, especialmente as artérias vertebrais, é fundamental para 
garantir o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao cérebro. Comprometimento 
do fluxo sanguíneo através dessas artérias pode levar a condições clínicas sérias, 
como acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
Artéria meníngea
média direita
Artéria cerebral média direita
Artéria cerebral média esquerda
Artéria comunicante anterior
Fossa anterior do crânio
Artérias cerebrais anteriores
direita e esquerda
Artéria supraorbital
Artéria supratrodear
Artéria oftálmica
Artéria infraorbital
Artéria esfenopalatina
Artéria alveolar superior anterior
Artéria alveolar superior posterior
Artéria bucal
Ramo mentual da
artéria alveolar inferior
Artéria alveolar inferior
Artéria facial
Artéria lingual
Artéria tireóidea superior
Artéria carótica comum
Artérias comunicantes
posteriores direita e esquerda
Fossa média do crânio
Artéria cerebral
 posterior esquerda
Artéria cerebelar
posteiror esquerda
Artéria basilar
Ramo meníngeo
(da artéria occipital)
Fossa posterior do crânio
Artéria carótida interna
Ramo meníngeo
da artéria vertebral
Artéria vertebral
Artéria maxilar
Artéria occipital
Artéria carótica externa
Artéria carótica interna
Artéria faríngea ascendente
Artéria cervical profunda
Artéria intercostal superior
Tronco costocervical Artéria vertebral
Artéria subclávia esquerda
Imagem 6. Vascularização arterial.
Fonte: Acervo Sanar.
Anatomia da Cabeça   19
Artéria comunicante anterior
Artéria cerebral anteriror
Artéria oftálmica
Artéria carótida interna
Artéria cerebral média
Artéria comunicante posterior
Artéria cerebral posterior
Artéria cerebelar superior
Artérias pontinas curta e longa
Artéria cerebelar inferior anterior
Artéria acústica interna (labiríntica)
Artéria basilar
Artéria talamoestriada posterior
Artéria talamoestriada anterior
Artéria coroidal anterior
Artéria hipofisária inferior
Artéria hipofisária superior
Artérias lenticuloestriadas
Artéria recorrente (de Heubner)
Artéria hipotalâmica
Artérias perfurantes
Artéria vertebral
Imagem 7. Polígono de Willis.
Fonte: Acervo Sanar.
4. DRENAGEM VENOSA
4.1. Veia jugular interna
A veia jugular interna transporta sangue de volta ao coração, drenando a cabeça e 
o pescoço.
A seguir temos um roteiro que demonstra como algumas veias e seios drenam para 
a veia jugular interna, e também as áreas que elas drenam:
• Seios da Dura-Máter:
• Seio Sagital Superior: Drena a maior parte do sangue do hemisfério cerebral su-
perior. Ele corre ao longo da linha média e se curva para formar o seio transverso.
Anatomia da Cabeça   20
• Seio Transverso: Recebe sangue do seio sagital superior e drena as áreas 
laterais e posteriores do cérebro. Ele se curva inferiormente e torna-se o seio 
sigmóide.
• Seio Sigmóide: É a continuação do seio transverso e drena para a veia jugular 
interna na base do crânio.
• Seio Cavernoso: É encontrado de cada lado da sela túrcica do osso esfenóide e 
recebe sangue de:
• Veias cerebrais.
• Veia oftálmica superior, que drena a parte superior da órbita e algumas partes 
da cavidade nasal.
• O sangue do seio cavernoso geralmente drena para o seio petroso superior e, 
em seguida, para o seio sigmoide antes de chegar à veia jugular interna.
• Seio Reto: Drena a parte posterior e inferior do cérebro e se junta ao seio transverso.
• Veias da Face e Couro Cabeludo:
• Veia Facial: Drena a face e desemboca na veia jugular interna.
• Veia Temporal Superficial: Drena o couro cabeludo e a face lateral e se junta à 
veia maxilar para formar a veia retromandibular, que por sua vez contribui para 
a veia jugular interna.
• Veia Jugular Interna: emerge do crânio, coletando sangue do seio sigmóide. Além 
disso, recebe sangue da face. Ela desce pelo pescoço, dentro da bainha carotídea. 
À medida quedesce, ela recebe sangue de várias outras veias, incluindo a veia 
tireóidea inferior, veias laríngeas e veias faríngeas. No final de seu curso, a veia 
jugular interna se junta à veia subclávia logo atrás da clavícula para formar a veia 
braquiocefálica. Há uma veia braquiocefálica em cada lado do corpo. As veias 
braquiocefálicas convergem para formar a veia cava superior, que desagua no 
átrio direito do coração.
4.2. Veia jugular externa
A drenagem venosa da cabeça através da veia jugular externa é principalmente 
responsável pela drenagem do escalpo e da face. Aqui está o trajeto detalhado que 
ela percorre:
• Veias da Face e Escalpo: As principais veias que contribuem para a formação da 
veia jugular externa incluem a veia temporal superficial e a veia maxilar, que se 
unem para formar a veia retromandibular.
Anatomia da Cabeça   21
• Veia Retromandibular: Esta veia, formada perto da glândula parótida, se divide em 
ramos anterior e posterior. O ramo posterior se junta à veia auricular posterior 
para formar a veia jugular externa.
• Veia Jugular Externa: 
• Ela começa próximo ao ângulo da mandíbula e desce pelo pescoço superfi-
cialmente. É importante notar que a veia jugular externa não recebe sangue 
diretamente do cérebro, mas principalmente drena o escalpo e partes da face. 
• Recebe várias tributárias menores como a veia cervical anterior, que drena a 
parte anterior do pescoço. 
• À medida que desce pelo pescoço, a veia jugular externa se curva para trás 
da clavícula e, finalmente, deságua na veia subclávia. Este local é ligeiramente 
lateral ao local onde a veia jugular interna se junta à veia subclávia.
• Similar à junção da veia jugular interna, quando a veia jugular externa se junta 
à veia subclávia, ela forma a veia braquiocefálica (lado direito ou esquerdo, 
respectivamente).
• As veias braquiocefálicas de ambos os lados se unem para formar a veia cava 
superior, que entra no átrio direito do coração, entregando o sangue desoxigenado 
para ser bombeado para os pulmões.
É importante ressaltar que a veia jugular externa é mais superficial que a veia jugular 
interna e tem um papel menor na drenagem venosa da cabeça em comparação com a 
jugular interna. A veia jugular interna é a principal via de drenagem para o cérebro e a 
parte mais profunda da face.
 Na prática!  O sistema de drenagem venosa da cabeça é crucial 
para retornar o sangue desoxigenado ao coração. Além disso, porque os seios 
venosos estão localizados dentro do crânio, a patologia que afeta a drenagem 
venosa, como uma trombose do seio venoso, pode ter consequências sérias 
devido à proximidade do cérebro.
Anatomia da Cabeça   22
Ramo frontal da veia
temporal supeficial
Veia supraorbital
Veia supratroclear
Veia zigoma ticotemporal
Veia facial transversa
Veia zigomaticofacial
Veia angular
Veia infraorbital
Veia bucal
Veia facial profunda
Veia labial superior
Veia facial
Veia labial inferior
Veia jugular anterior
Veia tireóidea inferior
Veia braquiocefálica esquerda
Ramo parietal da veia
temporal superficial
Veia temporal superficial
Veia emissária mastóidea
Plexo pterigóideo
Veia occipital
Veia maxiliar
Veia auricular posterior
Veia retromandibular
Veia facial comum
Veia lingual
Veia tireóidea superior
Veia tireóidea média
Veia jugular interna
Veia jugular externa
Veia cervical superficial
Veia supraescapular
Veia subclávia
Imagem 8. Drenagem venosa da cabeça.
Fonte: Acervo Sanar.
Anatomia da Cabeça   23
Seio sagital superior
Foice do cérebro
Seio sagital inferior
V. cerebral magna
Tentório do cerebelo
(face inferior)
Seio reto
Seio transverso
Confluência dos seios
Foice do cerebelo
Seios petrosos
superior e inferior
Seio occipital
V. emissária
Seio sigmóideo
Plexo venoso
vertebral interno
A. Vista medial
Vv. cerebrais superiores
Início do seio 
sagital superior
V. supraorbital
V. oftálmica superior
Seio cavernoso
V. oftálmica inferior
Plexo venoso pterigóideo
V. maxilar
Vv. faciais profundas
V. facial
Plexo basilar
Imagem 9. Drenagem venosa do sistema nervoso central.
Fonte: Acervo Sanar.
5. DRENAGEM LINFÁTICA
A cabeça possui uma vasta rede de drenagem linfática, composta por vários linfo-
nodos, cada um localizado em uma região específica e com uma função de drenagem 
específica. Aqui estão alguns dos principais linfonodos e suas localizações:
• Linfonodos occipitais: Localizados na parte posterior da cabeça, esses linfonodos 
drenam a parte posterior do couro cabeludo e do pescoço.
• Linfonodos mastóideos (retroauriculares): Situados atrás das orelhas, eles drenam 
a parte do ouvido e a área circundante.
• Linfonodos parotídeos superficiais e profundos: Localizados perto da glândula 
parótida, eles drenam a parte superior da face e a região ao redor do ouvido.
• Linfonodos subparotídeos: Situados abaixo da glândula parótida, eles drenam a 
região da glândula parótida.
• Linfonodo nasolabial: Localizado perto do sulco nasolabial, ele drena a região do 
nariz e do lábio superior.
Anatomia da Cabeça   24
• Linfonodo bucinatório: Localizado perto do músculo bucinatório na face, ele drena 
a região da bochecha.
• Linfonodos mandibulares: Localizados ao longo da mandíbula, eles drenam a pele 
e a mucosa da face inferior.
• Linfonodos submandibulares: Situados abaixo da mandíbula, eles drenam a parte 
inferior da face, o lábio inferior, a ponta da língua e o assoalho da boca.
• Linfonodos submentuais: Localizados abaixo do queixo, eles drenam a parte 
inferior da face, o lábio inferior e a ponta da língua.
Todos esses linfonodos drenam para os linfonodos cervicais, que por sua vez, prin-
cipalmente no lado esquerdo, drenam para o ducto torácico.
 Na prática!  Compreender a anatomia da drenagem linfática e ser 
capaz de identificar os principais linfonodos da região da cabeça é crucial durante 
o exame físico. Se uma alteração, como um aumento no tamanho de um linfonodo, 
for detectada durante a palpação, o conhecimento da localização e da área de 
drenagem do linfonodo pode ajudar a determinar a possível causa. Por exemplo, 
a mononucleose, também conhecida como “doença do beijo”, causada pelo vírus 
Epstein-Barr, pode resultar em linfonodos inchados na região do pescoço, indicando 
uma resposta imunológica ativa à infecção.
Anatomia da Cabeça   25
Linfonodos parotídeos superficiais
(linfonodos partótideos profundos,
na profundidade da carótica)
Linfonodo subparotídeo
Linfonodos faciais
(linfonodos bucais)
Linfonodos mandibular
e submandibular
Linfonodos submentais
Linfonodo supra hióideo
Linfonodos tireóideos superiores
Linfonodos cervicais profundos
anteriores (pré traqueais e tireóideos)
(profundamente aos músculos)
Linfonodos cervicais superficiais
anteriores (linfonodos jugulares
anteriores)
Linfonodos mastóides
Linfonodos occipitais
Linfonodosesternocleidomastóideos
Linfonodo jugular cervical
(linfonodo cervical
superficial lateral)
Linfonodos jugulodigástrico
Linfonodos lateriais profundos
(linfonodos acessórios espinhais)
Linfonodo intermediário
Cadeia jugular interna de linfonodos
(linfonodos cervicais laterais profundos)
Linfonodo cervical profundo
interior (escalênico)
Cadeia de linfonodos 
cervicais transversoso
Tronco jugular
Linfonodo júgulo omo hióideo
Linfonodos supraclaviculares Ducto torácico
Tronco subclávio e linfonodo
da cadeia subclávia
Imagem 10. Drenagem linfática da cabeça.
Fonte: Acervo Sanar.
6. INERVAÇÃO
A inervação da cabeça é complexa e envolve vários nervos cranianos e ramos que 
fornecem sensação e controle motor para várias estruturas da cabeça. É inervada por 
12 pares de nervos cranianos e pelo sistema nervoso autônomo. Os nervos cranianos 
são essenciais para funções como visão, audição, olfato, movimento facial e deglutição.
Veremos a seguir os nervos cranianos bem como sua função e inervação:
1. Nervo Olfatório (I): Este é o nervo responsável pelo sentido do olfato. Ele inerva 
a mucosa olfatória no nariz.
2. Nervo Óptico (II): Este nervo é responsável pelavisão. Ele inerva a retina do olho.
3. Nervo Oculomotor (III): Este nervo controla a maioria dos músculos que movem o 
olho. Ele também inerva o músculo que controla o tamanho da pupila e o músculo 
que controla a forma do cristalino.
Anatomia da Cabeça   26
4. Nervo Troclear (IV): Este nervo inerva o músculo oblíquo superior do olho, que é 
responsável por mover o olho para baixo e para fora.
5. Nervo Trigêmeo (V): Este é o principal nervo sensorial da face. Ele tem três ramos 
principais: o oftálmico (V1), que inerva a parte superior da face; o maxilar (V2), 
que inerva a parte média da face; e o mandibular (V3), que inerva a parte inferior 
da face. O ramo mandibular também inerva os músculos da mastigação.
Nervo Oftálmico
Nervo Maxilar
Nervo Mandibular
V1
V2
V3
Imagem 11. Representação dos 3 ramos sensitivos do nervo trigêmeo.
Fonte: Acervo Sanar.
6. Nervo Abducente (VI): Este nervo inerva o músculo reto lateral do olho, que é 
responsável por mover o olho para fora.
7. Nervo Facial (VII): Este nervo controla os músculos da expressão facial. Ele tam-
bém fornece sensação para uma pequena parte da orelha e inerva as glândulas 
salivares e lacrimais.
Anatomia da Cabeça   27
T
Z
B
M
P
C
Imagem 12. Inervação motora do nervo facial (VII) e seus ramos. Ramos temporais (letra T), 
 ramos zigomáticos (Z), ramos bucais (B), ramos mandibulares (M) e ramo cervical (C), 
 além da glândula parótida (P).
Fonte: Acervo Sanar.
8. Nervo Vestibulococlear (VIII): Este nervo é responsável pela audição e equilíbrio. 
Ele inerva a cóclea (para audição) e o vestíbulo do ouvido interno (para equilíbrio).
9. Nervo Glossofaríngeo (IX): Este nervo inerva parte da língua, a faringe e a glândula 
parótida. Ele é responsável pela sensação de parte da língua e pela deglutição.
10. Nervo Vago (X): Este nervo tem uma ampla distribuição e inerva estruturas na 
cabeça, pescoço, tórax e abdômen. Na cabeça, ele inerva parte da orelha, a 
faringe e a laringe.
11. Nervo Acessório (XI): Este nervo inerva dois músculos do pescoço: o esterno-
cleidomastóideo e o trapézio.
12. Nervo Hipoglosso (XII): Este nervo inerva os músculos da língua, permitindo 
movimentos como a fala, a deglutição e a mastigação.
Esses nervos cranianos trabalham juntos para fornecer sensação e controle motor 
para a cabeça, permitindo uma ampla gama de funções, desde a expressão facial até 
a audição, a visão, o olfato, a deglutição e a fala.
Anatomia da Cabeça   28
 Na prática!  O nervo trigêmeo, é o principal responsável pela 
sensação da face e controle motor de músculos da mastigação. A disfunção 
neste nervo pode levar a uma condição conhecida como neuralgia do trigêmeo, 
caracterizada por dor intensa, geralmente de um lado da face. A dor é frequen-
temente descrita como uma sensação de choque ou queimação que pode ser 
desencadeada por atividades cotidianas, como falar, mastigar, ou mesmo por 
um toque leve na face. A causa exata da neuralgia do trigêmeo não é totalmente 
compreendida, mas acredita-se que possa estar relacionada com a compressão 
ou irritação do nervo.
A neuralgia do trigêmeo é considerada um dos quadros mais dolorosos que uma 
pessoa pode experimentar. O tratamento geralmente envolve medicamentos para 
aliviar a dor, como anticonvulsivantes ou analgésicos. Em alguns casos, quando 
a medicação não é eficaz, podem ser consideradas opções de tratamento mais 
invasivas, como a cirurgia para descomprimir o nervo ou procedimentos para 
danificar o nervo e aliviar a dor.
N. oftálmico (v/1)
Rr. musculares
N. do canal progigóideo
Glângio pterigopalarino
N. maspcoçoar
N. lacrimal
N. supra-orbital,
R. lateral
N. supra orbital,
R.medial
N. supra orbital
N. supratroclear
N. etmooidal
anterior
Rr. nasaris inferiores
Rr. nasais 
N. zigomatico
N. infra orbital
Rr. alveolares
superiores
posteriores
N. maxilar (V/2)
N. trigêmeo (V)
Gânglio geniculado
N. petroso maior
N. petroso menor
N. facial (VII)
N. timpânico
N. petroso profundo
Gânglio inferior (IX)
N. glossofaríngeo (IX)
N. mandibular (V/3)
N. facial (VIII)
Proc. estílóide
N. auricolotemporal
Corda do tímpano
Glânglio ótico
N. alveolar inferior
N. lingual
N. palatino maior
Glânglio submandicubular 
N. milo hióideo N. mentual
N. subilingual
N. palatino maior
R. alveolar
superior
médio
Rr. alveolares
superiores
anteriores
Imagem 13. Nervo trigêmeo e seus ramos.
Fonte: Acervo Sanar.
Anatomia da Cabeça   29
 Saiba mais!  A Paralisia de Bell é a principal causa de paralisia 
facial, especificamente, é a causa mais frequente de paralisia do neurônio motor 
inferior facial. Esta condição se caracteriza pelo enfraquecimento ou paralisia 
súbita dos músculos de um dos lados do rosto. Apesar de sua causa exata e 
mecanismos fisiopatológicos ainda não serem completamente compreendidos, 
acredita-se que possa estar relacionada a danos ou traumas no nervo facial, o 
sétimo nervo craniano, que podem ser desencadeados por fatores infecciosos, 
imunológicos, isquêmicos ou traumáticos. A Paralisia de Bell é geralmente uma 
condição temporária e, na maioria dos casos (70-80%), a recuperação ocorre 
espontaneamente em alguns meses, mesmo sem tratamento. 
Fonte: Dra. Ushtar W. Amin; Dr. Selim R. Benbadis. Paralisia de Bell: um diagnóstico clínico 
com um tratamento desafiador. Disponível em: https://portugues.medscape.com/ 
features/slides/65000035#page=2. Acesso em 11/06/23.
7. CONCLUSÃO
A anatomia da cabeça é uma área de estudo fascinante e complexa, que abrange 
uma variedade de estruturas vitais, incluindo ossos, músculos, vasos sanguíneos, 
vasos linfáticos e nervos. O conhecimento detalhado dessas estruturas é funda-
mental para a compreensão do funcionamento do corpo humano, o diagnóstico de 
doenças e a formação de futuros médicos.
Os ossos da cabeça, incluindo o crânio e a mandíbula, fornecem uma estrutura 
rígida que protege o cérebro e suporta os tecidos moles da face. Os músculos da 
cabeça, por outro lado, permitem uma ampla gama de movimentos e expressões 
faciais, além de desempenharem um papel crucial na mastigação e na fala.
A vascularização da cabeça é fornecida por uma rede complexa de artérias e 
veias, que fornecem oxigênio e nutrientes para os tecidos e removem os resíduos 
metabólicos. A drenagem venosa e linfática, por sua vez, é responsável pela remoção 
de fluidos e resíduos dos tecidos, desempenhando um papel crucial na manutenção 
do equilíbrio de fluidos e na defesa do corpo contra infecções.
A inervação da cabeça é fornecida pelos nervos cranianos, que controlam uma 
variedade de funções, incluindo a sensação facial, a movimentação dos olhos, a 
expressão facial, a audição, o equilíbrio, a deglutição e a fala. Distúrbios desses 
Anatomia da Cabeça   30
nervos podem levar a uma variedade de condições, desde a neuralgia do trigêmeo 
até a paralisia facial.
O estudo detalhado da anatomia da cabeça é, portanto, essencial para qualquer 
futuro médico. Ele fornece a base para a compreensão do funcionamento normal do 
corpo humano e para o diagnóstico e tratamento de uma ampla gama de condições. 
Além disso, a capacidade de entender e interpretar a complexidade da anatomia da 
cabeça é uma habilidade crucial que será usada ao longo de toda a carreira médica, 
desde a sala de aula até ao centro cirúrgico e ao consultório.
Anatomia da Cabeça   31
REFERÊNCIAS
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Autor: Thiago Geanizelle, em parceria com inteligência artifical chat GPT 4.0
sanarflix.com.br
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	Referências

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