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<p>Anatomia</p><p>da Cabeça</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. Introdução ...................................................................................................................3</p><p>2. Anatomia Geral da Cabeça .........................................................................................6</p><p>3. Vascularização ..........................................................................................................13</p><p>4. Drenagem venosa .....................................................................................................19</p><p>5. Drenagem Linfática ..................................................................................................23</p><p>6. Inervação ...................................................................................................................25</p><p>7. Conclusão .................................................................................................................29</p><p>Referências ....................................................................................................................31</p><p>Anatomia da Cabeça 3</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Ao embarcar na intrigante jornada pelo mundo da anatomia da cabeça, nos</p><p>deparamos com uma estrutura que alberga algumas das funções mais vitais do</p><p>corpo humano. Compreender a anatomia da cabeça em detalhes é fundamental</p><p>para estudantes e profissionais de medicina.</p><p>A cabeça humana é dividida em várias regiões, cada uma com suas próprias</p><p>características anatômicas. Vamos analisar mais detalhadamente cada uma delas:</p><p>• Região Frontal: Localizada na parte superior da face, a região frontal é consti-</p><p>tuída pelo osso frontal. Este osso forma a testa e a parte superior das órbitas.</p><p>Aqui, o seio frontal, uma cavidade cheia de ar, é clinicamente relevante pois</p><p>sua inflamação pode causar sinusite frontal.</p><p>• Região Temporal: Localizada lateralmente na cabeça, acima das orelhas, a re-</p><p>gião temporal contém o osso temporal. Este osso aloja estruturas importantes</p><p>como o ouvido interno e médio e faz parte da articulação temporomandibular</p><p>(ATM).</p><p>• Região Nasal: É formada pelos ossos nasais e parte da maxila e abrange a</p><p>estrutura externa do nariz. As conchas nasais internas estão envolvidas na</p><p>filtragem e umidificação do ar. A região nasal é também uma área comum</p><p>para epistaxe (sangramento nasal).</p><p>• Região Mentual: Esta região refere-se ao queixo e é constituída pela porção</p><p>anterior da mandíbula. É importante em estética facial e variações nesta área</p><p>podem afetar o perfil do indivíduo.</p><p>• Região Orbital: A região orbital consiste nas cavidades oculares e é formada</p><p>por sete ossos, incluindo o frontal, esfenóide e maxilar. Protege os globos ocu-</p><p>lares e contém os músculos que movem os olhos. O nervo óptico e a artéria</p><p>oftálmica são importantes estruturas aqui.</p><p>• Região Infra-Orbital: Localizada abaixo da órbita ocular, a região infra-orbital é</p><p>parte da maxila. Esta região contém o forame infra-orbital, por onde passam o</p><p>nervo e os vasos infra-orbitais, responsáveis pela sensibilidade da área.</p><p>• Região Zigomática: Constituída pelo osso zigomático, também conhecido co-</p><p>mo maçã do rosto. Este osso forma a proeminência lateral da face e contribui</p><p>para a órbita. Fraturas nesta área são comuns em trauma facial.</p><p>• Região Oral: A região oral contém a boca, incluindo os lábios, dentes, gengiva</p><p>e palato. A língua é uma estrutura muscular importante aqui, desempenhando</p><p>papel crucial na deglutição, fala e paladar.</p><p>Anatomia da Cabeça 4</p><p>• Região das Bochechas: As bochechas são formadas principalmente pelos mús-</p><p>culos da mímica facial e estão revestidas internamente pela mucosa bucal. Os</p><p>ductos das glândulas salivares parótidas se abrem nesta região.</p><p>• Região Parietal: Localizada na porção superior e lateral da cabeça, a região parie-</p><p>tal é constituída pelos ossos parietais. Esses ossos estão unidos na linha média</p><p>pelo sutura sagital e à região occipital pela sutura lambdóidea. A região parietal</p><p>também é importante clinicamente, pois abriga o lobo parietal do cérebro, que</p><p>está envolvido em funções como sensação e percepção espacial.</p><p>• Região Occipital: Situada na parte posterior da cabeça, a região occipital é com-</p><p>posta principalmente pelo osso occipital. Este osso forma a base do crânio e</p><p>contém o forame magno, por onde a medula espinhal se comunica com o en-</p><p>céfalo. A região occipital também abriga o lobo occipital do cérebro, que é vital</p><p>para o processamento da visão. É importante notar que a artéria vertebral, que</p><p>contribui para a circulação cerebral, passa através dos forames transversais das</p><p>vértebras cervicais e entra no crânio através do forame magno.</p><p>• Região Parotideomassetérica: A região parotideomassetérica é uma área com-</p><p>plexa localizada na lateral da face, abrangendo a glândula parótida e o músculo</p><p>masseter. A glândula parótida é uma das glândulas salivares maiores e está</p><p>situada imediatamente à frente da orelha. O ducto parotídeo, responsável por</p><p>transportar saliva, atravessa esta glândula e se abre na cavidade oral ao nível</p><p>do segundo molar superior. O músculo masseter, localizado logo abaixo da</p><p>glândula parótida, é um dos músculos da mastigação e desempenha um papel</p><p>crucial na elevação da mandíbula. Além disso, o nervo facial (VII nervo craniano)</p><p>passa pela glândula parótida e qualquer inflamação ou tumor nesta região pode</p><p>afetar sua função, levando a paralisia facial ou alterações na produção de saliva.</p><p>Para localizar essas estruturas, observar a imagem a seguir:</p><p>Anatomia da Cabeça 5</p><p>Osso frontal</p><p>Incisura</p><p>supraorbital</p><p>Arco</p><p>superciliar</p><p>Glabela</p><p>Osso</p><p>nasal</p><p>Narinas</p><p>Filtro</p><p>Sulco</p><p>nasolabial</p><p>Tubérculo</p><p>do lábio superior</p><p>“Margem</p><p>vermelhona”</p><p>Protuberância mentual</p><p>Cartilagem tireóidea</p><p>Margem infraorbital</p><p>Osso zigomático</p><p>Hélice</p><p>Trago</p><p>Antélice</p><p>Antitrago</p><p>Asa do nariz</p><p>Lóbulo da orelha</p><p>Comissura</p><p>dos lábios</p><p>Ângulo da mandíbula</p><p>Glândula submandibular</p><p>Veia jugular externa</p><p>Ventre inferior do músculo</p><p>omo-hióideo</p><p>Plexo branquial</p><p>Músculo trapézio</p><p>Clavícula</p><p>“Parte clavicular” do músculo</p><p>esternocleidomastóideo</p><p>Incisura jugular</p><p>“Parte esternal” do músculo</p><p>esternocleidomastóideo</p><p>Imagem 1. Vista antero-lateral da cabeça e pescoço, e suas estruturas.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>É essencial compreender a anatomia dessas regiões para avaliar e tratar eficazmente</p><p>condições clínicas e realizar procedimentos cirúrgicos na área da cabeça.</p><p>Anatomia da Cabeça 6</p><p>2. ANATOMIA GERAL DA CABEÇA</p><p>A cabeça é constituída por uma série de ossos que formam o crânio e a face. O crâ-</p><p>nio protege o encéfalo, enquanto a face contém estruturas associadas aos sentidos e</p><p>à alimentação.</p><p>2.1. Visão Anterior</p><p>Na visão anterior do crânio, diversos ossos e estruturas são visíveis e contribuem</p><p>para a forma e função da face.</p><p>2.1.1. Osso Frontal</p><p>Na parte superior da face, temos o osso frontal, com a glabela situada entre as</p><p>sobrancelhas. Acima das órbitas, existem as incisuras supra-orbitais, que podem, em</p><p>alguns casos, serem fechadas para formar os forames supra-orbitais. A face orbital do</p><p>osso frontal forma a parte superior da órbita.</p><p>2.1.2. Osso Esfenóide</p><p>Embora a maior parte do osso esfenóide não seja visível na vista anterior, as asas</p><p>menores podem ser visualizadas na parte mais profunda da órbita, enquanto as asas</p><p>maiores estão mais escondidas lateralmente.</p><p>2.1.3. Osso Temporal</p><p>O osso temporal não é diretamente visível na visão anterior, mas sua presença é</p><p>fundamental para a estrutura lateral da face.</p><p>2.1.4. Osso Etmóide</p><p>O osso etmóide está localizado profundamente e contribui para as paredes internas das</p><p>órbitas com suas lâminas orbitais. A lâmina perpendicular ajuda a formar o septo nasal.</p><p>As conchas nasais médias e inferiores projetam-se para as cavidades nasais e o osso</p><p>etmóide articula-se inferiormente com o vômer, que forma a parte posterior do septo nasal.</p><p>2.1.5. Mandíbula</p><p>A mandíbula é visível na parte inferior da face, com o corpo formando a porção hori-</p><p>zontal e o ramo como a porção vertical. O forame mentual pode ser observado próximo</p><p>ao ponto médio da borda inferior</p><p>do corpo. A protuberância mentual forma o queixo.</p><p>2.1.6. Maxila</p><p>A maxila forma a parte central e lateral da face. A face orbital contribui para a formação</p><p>da parte inferior da órbita. O processo zigomático articula-se com o osso zigomático.</p><p>O forame infra-orbital está localizado abaixo da órbita. O processo frontal se articula</p><p>com o osso frontal e o processo alveolar contém os dentes. A espinha nasal anterior</p><p>é uma pequena projeção na parte frontal da maxila.</p><p>Anatomia da Cabeça 7</p><p>2.1.7. Osso Zigomático</p><p>O osso zigomático forma as proeminências das bochechas. Seu processo frontal se</p><p>articula com o osso frontal, e a face orbital forma a parte lateral da órbita. O processo</p><p>temporal se estende posteriormente em direção ao osso temporal. O forame zigoma-</p><p>ticofacial é uma abertura na face lateral do osso.</p><p>2.1.8. Osso Lacrimal</p><p>O osso lacrimal é um pequeno osso fino localizado na parte frontal da parede interna</p><p>da órbita.</p><p>2.1.9. Osso Nasal</p><p>Os ossos nasais são dois pequenos ossos retangulares que formam a ponte do nariz.</p><p>Eles estão localizados na parte superior da face, entre os olhos.</p><p>Imagem 2. Vista anterior dos ossos da cabeça e suas estruturas.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>Anatomia da Cabeça 8</p><p>2.2. Vista lateral</p><p>Na visão lateral do crânio, várias estruturas anatômicas são visíveis, incluindo o no-</p><p>tável ptério, que é uma área onde os ossos do crânio se unem e que desempenha um</p><p>papel crucial na anatomia craniana.</p><p>2.2.1. Osso Parietal</p><p>O osso parietal forma a parte superior e lateral do crânio. Na visão lateral, podemos</p><p>observar a fossa temporal, que é uma depressão na superfície interna do osso parietal,</p><p>acima da linha temporal superior. Esta fossa aloja o lóbulo temporal do cérebro. Na</p><p>superfície externa do osso parietal, há duas linhas curvas: a linha temporal superior e</p><p>a linha temporal inferior. Essas linhas marcam a fixação do músculo temporal, que é</p><p>um dos músculos da mastigação.</p><p>2.2.2. Osso Temporal</p><p>Na visão lateral, o osso temporal é um dos mais notáveis. Ele forma parte das late-</p><p>rais e base do crânio. É dividido em várias partes, das quais a parte escamosa é a mais</p><p>proeminente e forma a placa óssea curva acima do ouvido. O processo zigomático do</p><p>osso temporal se estende anteriormente para se unir ao osso zigomático no arco zi-</p><p>gomático, que é uma estrutura óssea proeminente na face. O sulco da artéria temporal</p><p>média é uma ranhura na superfície externa da parte escamosa, por onde corre a artéria</p><p>temporal média.</p><p>Ele abriga o ouvido médio e interno, juntamente com o osso zigomático e a mandíbula.</p><p>Além disso, o osso temporal possui uma estrutura chamada meato acústico externo,</p><p>que é o canal que conduz ao tímpano e ao ouvido médio. Inferior e posterior ao meato</p><p>acústico externo, encontra-se o processo mastóide, que é uma projeção óssea que</p><p>serve como ponto de fixação para vários músculos do pescoço. O tubérculo articular</p><p>é uma elevação óssea na base do processo zigomático que participa na formação da</p><p>articulação temporomandibular, estrutura que exerce um papel crítico na mastigação</p><p>sendo um foco comum de distúrbios da articulação.</p><p>A sutura entre o osso temporal e o osso parietal é chamada de sutura escamosa.</p><p>Acima disso, onde o osso temporal se encontra com o osso parietal e o osso occipital,</p><p>podemos ver parte da sutura lambdóide.</p><p>2.2.3. Osso Esfenóide</p><p>Na vista lateral, a asa maior do osso esfenóide é visível e contribui para a formação</p><p>da parede lateral da órbita. O osso esfenóide é uma estrutura complexa que se estende</p><p>através do crânio e contribui para a formação da base do crânio.</p><p>2.2.4. Osso Frontal</p><p>O osso frontal forma a parte frontal do crânio e, na visão lateral, a sua porção es-</p><p>camosa, que forma a testa, e a porção orbital, que contribui para a formação da parte</p><p>superior da cavidade ocular, são visíveis.</p><p>Anatomia da Cabeça 9</p><p>2.2.5. Osso Etmoide</p><p>O osso etmoide não é diretamente visível na vista lateral, pois está localizado pro-</p><p>fundamente entre as órbitas. No entanto, ele desempenha um papel significativo na</p><p>formação das cavidades nasais e da órbita.</p><p>2.2.6. Osso Lacrimal</p><p>Assim como o osso etmoide, o osso lacrimal não é claramente visível na visão late-</p><p>ral, pois é um osso fino que forma parte da parede medial da órbita. Está intimamente</p><p>relacionado com o ducto lacrimal.</p><p>2.2.7. Osso Nasal</p><p>Na visão lateral, o osso nasal é visível na parte frontal do rosto, formando a ponte do</p><p>nariz. Ele se articula com o osso frontal superiormente e com a maxila lateralmente.</p><p>2.2.8. Maxila</p><p>A maxila é um dos principais ossos da face. Na vista lateral, seu processo zigomá-</p><p>tico é visível, articulando-se com o osso zigomático. A maxila também contribui para</p><p>a formação do assoalho da órbita e contém os dentes superiores.</p><p>2.2.9. Osso Zigomático</p><p>O osso zigomático é proeminente na vista lateral e forma as bochechas. Ele se</p><p>articula com o processo zigomático da maxila anteriormente e com o osso temporal</p><p>posteriormente.</p><p>2.2.10. Ptério</p><p>O ptério é uma região em forma de H na lateral do crânio onde quatro ossos se</p><p>encontram: o frontal, o esfenóide, o parietal e o temporal. É uma área de importância</p><p>clínica, pois logo abaixo dela passa a artéria meníngea média, que, se lesionada, pode</p><p>levar a um hematoma epidural.</p><p>2.2.11 Sutura Coronal</p><p>A sutura coronal é uma das principais suturas do crânio. É uma junção fibrosa que</p><p>separa o osso frontal, anteriormente, dos ossos parietais, posteriormente. Sua denomi-</p><p>nação “coronal” provém da semelhança com uma coroa que circunda a parte superior</p><p>da cabeça, uma vez que ela percorre transversalmente de um lado do crânio ao outro,</p><p>logo acima da região frontal.</p><p>Anatomia da Cabeça 10</p><p>Imagem 3. Vista lateral dos ossos da cabeça e suas estruturas.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>2.3. Músculos da face</p><p>Os músculos da face e do pescoço desempenham funções vitais, incluindo expres-</p><p>sões faciais, movimento da mandíbula, deglutição e sustentação da cabeça. Vamos</p><p>detalhar alguns dos principais músculos da face e do pescoço:</p><p>• Músculo Occipitofrontal: Possui duas partes, a frontal e a occipital. A porção frontal</p><p>está envolvida na elevação das sobrancelhas e na formação de rugas na testa,</p><p>enquanto a porção occipital ajuda no movimento do couro cabeludo.</p><p>• Músculo Orbicular do Olho: Cinge os olhos e é responsável por fechar as pálpebras</p><p>(piscar e piscar os olhos).</p><p>• Músculo Zigomático Maior: Estende-se do osso zigomático ao canto da boca e</p><p>é usado para sorrir.</p><p>• Músculo Levantador do Lábio Superior: Localizado entre o lábio superior e o osso</p><p>maxilar, ele eleva o lábio superior.</p><p>Anatomia da Cabeça 11</p><p>• Músculo Bucinador: Localizado entre a maxila e a mandíbula, este músculo é</p><p>responsável por manter o alimento entre os dentes durante a mastigação.</p><p>• Músculo Orbicular da Boca: Cinge a boca e é usado para fechar os lábios ou em-</p><p>purrar o ar entre eles.</p><p>• Músculo Mentual: Envolvido em elevar e enrugar o queixo, e elevar o lábio inferior.</p><p>• Músculo Platisma: Ainda que seja um músculo do pescoço, possui inserções na</p><p>face. Ele auxilia na depressão da mandíbula e na expressão de surpresa.</p><p>Gálea aponeurótica</p><p>Ventre frontal (frontalis) do músculo epicrânio</p><p>Músculo prócero</p><p>Músculo corrugador do supercílio</p><p>Parte orbital dos músculos</p><p>orbiculares do olho</p><p>Parte palpebral</p><p>dos músculos orbiculares do olho</p><p>Músculo levantador do lábio</p><p>superior e da asa do nariz</p><p>Parte transversa do músculo nasal</p><p>Músculo levantador do lábio superior</p><p>Músculo auricular anterior</p><p>Músculo zigonático menor</p><p>Parte alar do músculo nasal</p><p>Músculo zigomático maior</p><p>Músculo levantador</p><p>do ângulo da boca</p><p>Músculo bucinador</p><p>Músculo risório</p><p>Músculo orbicular da boca</p><p>Músculo depressor do ângulo da boca</p><p>Músculo depresssor do lábio inferior</p><p>Músculo platisma</p><p>Músculo mental</p><p>Músculo depressor do septo nasal</p><p>Imagem 4. Vista anterior dos músculos faciais e suas divisões.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>Anatomia da Cabeça 12</p><p>“Couro cabeludo”</p><p>Pele e ela subcutânea</p><p>{</p><p>{</p><p>Aponeurose epicrânica</p><p>(gálea aponeurótica)</p><p>Fáscia temporal</p><p>Parte orbital</p><p>Parte palperal</p><p>Músculo orbicular do olho</p><p>Ventre frontal do músculo occipitofrontal</p><p>Músculo corrigador do supercílio</p><p>(frontal e orbicular do olho parcialmente</p><p>removidos)</p><p>Músculo prócero</p><p>Músculo levantador</p><p>do lábio superior</p><p>Músculo levantador</p><p>do lábio superior e da asa</p><p>do nariz (parcialmente cortado)</p><p>Músculo nasal Parte transversa</p><p>Parte alar{</p><p>Músculo abaixador</p><p>do septo nasal</p><p>Músculo orbicular da boca</p><p>Músculo zigomático menor</p><p>Músculo zigomático maior</p><p>Músculo orbicular da boca</p><p>Músculo mentual</p><p>Modíolo do ângulo da boca</p><p>(região circundada)</p><p>Músculo abaixador do lábio inferior</p><p>Músculo abaixador do ângulo da boca</p><p>Músculo bucinador</p><p>Músculo risório</p><p>Músculo platisma</p><p>Esterno</p><p>Clavícula</p><p>Lâmina supercial</p><p>da fáscia cervical</p><p>Fáscia massetérica</p><p>Fáscia patotídea</p><p>Músculo auricular anterior</p><p>Músculo auricular superior</p><p>Músculo auricular posterior</p><p>Ventre occipital do músculo occipitofrontal</p><p>Imagem 5. Vista lateral dos músculos facial e suas divisões.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>Para melhor compreensão dos músculos faciais encontra-se a tabela a seguir con-</p><p>tendo informações a respeito de suas principais características, como local de origem,</p><p>inserção, inervação e função.</p><p>Anatomia da Cabeça 13</p><p>Quadro 1. Músculos faciais (origem, inserção, inervação e função).</p><p>Músculo Origem Inserção Inervação Função</p><p>Occipitofrontal</p><p>Frontal: Pele acima</p><p>dos supercílios;</p><p>Occipital: Occipital</p><p>e mastoide</p><p>Aponeurose epicraneal Nervo facial</p><p>Levantar</p><p>sobrancelhas e</p><p>enrugar a testa</p><p>Orbicular do Olho Medial à órbita Pele ao redor</p><p>dos olhos Nervo facial Fechar os olhos</p><p>Zigomático Maior Osso zigomático Ângulo da boca Nervo facial Elevar o canto</p><p>da boca</p><p>Levantador do</p><p>Lábio Superior</p><p>Margem inferior</p><p>da órbita Lábio superior Nervo facial Elevar o lábio</p><p>superior</p><p>Bucinador</p><p>Processo alveolar</p><p>do maxilar e</p><p>mandíbula</p><p>Ângulo da boca Nervo facial</p><p>Pressionar as</p><p>bochechas, auxiliar</p><p>na mastigação</p><p>Orbicular da Boca Fibras ao redor</p><p>da boca Pele dos lábios Nervo facial Fechar e protusão</p><p>dos lábios</p><p>Mentual Mandíbula Pele do queixo Nervo facial Elevar e enrugar a</p><p>pele do queixo</p><p>Platisma</p><p>Fáscia sobre o</p><p>músculo peitoral</p><p>maior e deltóide</p><p>Base da mandíbula,</p><p>pele das bochechas</p><p>e músculo orbicular</p><p>da boca</p><p>Nervo facial</p><p>Depressão da</p><p>mandíbula, expressão</p><p>de surpresa</p><p>Fonte: Acervo Sanar em parceria com Inteligência Artificial.</p><p>3. VASCULARIZAÇÃO</p><p>A vascularização da cabeça é um sistema complexo e vital que fornece sangue</p><p>oxigenado ao cérebro e outras estruturas da cabeça. A principal fonte de sangue para</p><p>a cabeça vem das artérias carótidas e vertebrais.</p><p>3.1. Artérias Carótidas</p><p>A artéria carótida é uma das principais responsáveis por fornecer sangue à cabeça</p><p>e ao pescoço. Ela se origina como artéria carótida comum, que em cada lado do pes-</p><p>coço se divide em dois grandes ramos: a artéria carótida externa e a artéria carótida</p><p>interna. Vamos discutir a subdivisão destas artérias e a localização onde isso ocorre:</p><p>A artéria carótida comum, que provém do arco da aorta no lado esquerdo e da artéria</p><p>braquiocefálica no lado direito, ascende pelo pescoço e se divide em artéria carótida</p><p>interna e externa. Esta bifurcação ocorre aproximadamente ao nível da cartilagem</p><p>tireóide, que é próxima à quarta vértebra cervical (C4).</p><p>Anatomia da Cabeça 14</p><p>• Artéria Carótida Interna: Após a divisão, a artéria carótida interna segue um trajeto</p><p>mais vertical e posterior, sem dar ramos no pescoço. Ela entra no crânio através</p><p>do canal carotídeo, sendo responsável pelo fornecimento de sangue ao cérebro</p><p>e olhos. Entre seus principais ramos dentro do crânio estão a artéria oftálmica,</p><p>artéria cerebral anterior, e artéria cerebral média.</p><p>• Artéria Carótida Externa: Esta artéria segue um curso mais anterior e é responsável</p><p>por fornecer sangue à face, couro cabeludo, e algumas estruturas do pescoço. Ela</p><p>dá origem a diversos ramos, incluindo a artéria tireóidea superior, artéria lingual,</p><p>artéria facial, artéria occipital, artéria maxilar, e artéria temporal superficial.</p><p>A distinção entre as artérias carótidas interna e externa é fundamental no contexto</p><p>clínico, e a localização exata de sua bifurcação pode ser um ponto de referência im-</p><p>portante durante procedimentos cirúrgicos e avaliações diagnósticas no pescoço e</p><p>cabeça. Além disso, conhecer a anatomia e os ramos dessas artérias é essencial para</p><p>entender a distribuição do suprimento sanguíneo na cabeça e pescoço e para avaliar</p><p>possíveis consequências de obstruções ou lesões vasculares.</p><p>3.1.1. Artéria Carótida Interna</p><p>Esta artéria fornece sangue ao cérebro. Ela não tem ramos no pescoço e entra no</p><p>crânio através do canal carotídeo. Uma vez dentro do crânio, ela se divide em várias</p><p>artérias menores que fornecem sangue a várias partes do cérebro.</p><p>A artéria carótida interna é uma das principais artérias responsáveis pela vasculari-</p><p>zação do cérebro e porções do olho e sua órbita. Ela se origina a partir da bifurcação</p><p>da artéria carótida comum e segue um percurso sinuoso até entrar no crânio através</p><p>do canal carotídeo. Uma vez dentro do crânio, ela se divide em várias artérias menores</p><p>que fornecem sangue a várias partes do cérebro.</p><p>Vamos analisar os principais ramos da artéria carótida interna e suas áreas de irrigação:</p><p>• Artéria Oftálmica: Surge logo após a artéria carótida interna entrar no crânio e é</p><p>responsável pela irrigação do olho e estruturas associadas. Divide-se em várias</p><p>artérias menores:</p><p>• Artéria Central da Retina</p><p>Irriga: Retina</p><p>• Artéria Lacrimal</p><p>Irriga: Glândula lacrimal, pálpebras e conjuntiva</p><p>• Artéria Supraorbital</p><p>Irriga: Pálpebras e couro cabeludo</p><p>• Artéria Etmoidal Posterior</p><p>Irriga: Seios etmoidais e cavidade nasal</p><p>• Artéria Etmoidal Anterior</p><p>Irriga: Seios etmoidais e cavidade nasal</p><p>• Artéria Dorsal do Nariz</p><p>Irriga: Dorso do nariz</p><p>Anatomia da Cabeça 15</p><p>• Artéria Supratroclear</p><p>Irriga: Pálpebra superior e fronte</p><p>• Ramos Terminais: A artéria carótida interna não possui ramos ao longo de seu</p><p>curso, mas termina dividindo-se em duas grandes artérias:</p><p>• 1 - Artéria Cerebral Anterior</p><p>Irriga: Parte medial e superior do cérebro, incluindo a maior parte do lobo</p><p>frontal e a parte parietal.</p><p>• 2 - Artéria Cerebral Média</p><p>• É a continuação direta da artéria carótida interna</p><p>Irriga: Uma grande porção do cérebro, incluindo região lateral do cérebro</p><p>como partes dos lobos frontal, parietal, temporal e insular, além dos corpos</p><p>estriados.</p><p>• Artéria Comunicante Posterior</p><p>• É um pequeno ramo que se conecta com a artéria cerebral posterior (ramo</p><p>da artéria basilar), formando parte do Polígono de Willis, que é um sistema</p><p>de circulação colateral crucial para fornecer sangue ao cérebro em caso de</p><p>obstrução de uma das principais artérias.</p><p>• Anastomose: Conecta a artéria cerebral posterior (ramo da artéria basilar) a</p><p>artéria carótida interna, fazendo parte do Polígono de Willis (um sistema de</p><p>circulação colateral cerebral).</p><p>Saiba mais! A adequada irrigação sanguínea fornecida pela artéria</p><p>carótida interna é vital para o funcionamento do cérebro e dos olhos. O cérebro é</p><p>altamente sensível à falta de oxigênio e nutrientes, e a interrupção do fluxo san-</p><p>guíneo, mesmo por um curto período, pode resultar em danos cerebrais.</p><p>A circulação colateral fornecida pelo Polígono de Willis é um mecanismo de</p><p>proteção importante que pode manter o suprimento de sangue ao cérebro em</p><p>situações de comprometimento de uma das artérias carótidas ou de seus ramos.</p><p>3.1.2. Artéria Carótida Externa</p><p>A artéria carótida externa é uma das duas principais divisões da artéria carótida</p><p>comum, sendo a outra a artéria carótida interna. Esta estrutura tem vários ramos que</p><p>fornecem sangue ao rosto, couro cabeludo, língua e outras partes da cabeça externa</p><p>ao crânio, como veremos a seguir:</p><p>Anatomia da Cabeça 16</p><p>• Artéria Tireóidea Superior</p><p>• Ramos: Artérias infra-hióideas, artérias esternocleidomastóideas, artérias</p><p>cricotireóideas</p><p>Irriga: Glândula tireóide, músculos infra hióideos, músculo esternocleido-</p><p>mastoideo, laringe</p><p>• Artéria Faríngea</p><p>Ascendente</p><p>• Ramos: Ramos faríngeos, Ramos prevertebrais, Ramos meníngeos</p><p>Irriga: Parte da faringe, músculos pré-vertebrais, porções do crânio</p><p>• Artéria Lingual</p><p>• Ramos: Artéria dorsal da língua, Artéria profunda da língua, Ramos sublinguais</p><p>Irriga: Músculos e mucosa da língua, glândula sublingual</p><p>• Artéria Facial</p><p>• Ramos: Artéria cervical ascendente, Ramos tonsilares, Artéria submentual,</p><p>Artérias labiais superior e inferior, Artéria angular</p><p>Irriga: Músculos da face, palato mole, amígdalas, lábios, região submandibular</p><p>• Artéria Occipital</p><p>• Ramos: Ramos meníngeos, Ramos mastoideus, Ramos auriculares, Ramos</p><p>para músculo occipital</p><p>Irriga: Couro cabeludo posterior, músculo occipital, parte da meninge</p><p>• Artéria Auricular Posterior</p><p>• Ramos: Artéria estilomastóidea, Ramos auriculares</p><p>Irriga: Parte da orelha, glândula parótida, mastóide</p><p>• Ramos Terminais</p><p>• Artéria Temporal Superficial</p><p>• Ramos: Artéria temporal transversal, Artéria temporal anterior</p><p>Irriga: Couro cabeludo, glândula parótida, músculos temporais</p><p>• Artéria Maxilar</p><p>• Ramos: (existem muitos ramos, incluindo artéria meníngea média, artéria alve-</p><p>olar inferior, artéria bucal, etc.)</p><p>Irriga: Dentes, mandíbula, músculos da mastigação, seios maxilares, parte</p><p>da meninge</p><p>3.1.3. Artéria Subclávia</p><p>A artéria subclávia é uma artéria principal que tem um papel vital na vasculariza-</p><p>ção do membro superior, tórax, pescoço e também na cabeça. Existem duas artérias</p><p>Anatomia da Cabeça 17</p><p>subclávias, uma do lado direito e outra do lado esquerdo do corpo. A artéria subclávia</p><p>direita se origina do tronco braquiocefálico, enquanto a subclávia esquerda surge di-</p><p>retamente do arco da aorta. Ambas as artérias seguem um curso através da base do</p><p>pescoço e sob a clavícula.</p><p>Uma das razões pelas quais a artéria subclávia é crucial para a vascularização da</p><p>cabeça é a presença da artéria vertebral como um de seus ramos. A artéria vertebral</p><p>emerge da parte superior da artéria subclávia e segue um curso ascendente através</p><p>dos forames transversais das vértebras cervicais. As artérias vertebrais de ambos</p><p>os lados entram no crânio através do forame magno e se unem para formar a artéria</p><p>basilar. A artéria basilar percorre a parte ventral do tronco encefálico e se divide nas</p><p>artérias cerebrais posteriores, que são vitais para fornecer sangue ao cérebro, incluindo</p><p>o cerebelo, o tronco encefálico e as partes posteriores dos hemisférios cerebrais.</p><p>Além disso, a artéria subclávia também dá origem ao tronco tireocervical e ao tronco</p><p>costocervical, que fornecem sangue a várias estruturas no pescoço e tórax superior.</p><p>Embora estes não forneçam sangue diretamente à cabeça, eles são importantes para</p><p>a vascularização dos tecidos de suporte ao redor.</p><p>Veremos a seguir as principais subdivisões da artéria subclávia:</p><p>• Artérias Vertebrais: Estas artérias são menores e surgem da artéria subclávia. Elas</p><p>sobem pelo pescoço através dos forames transversais das vértebras cervicais</p><p>e entram no crânio através do forame magno. Dentro do crânio, as duas artérias</p><p>vertebrais se unem para formar a artéria basilar, que fornece sangue à parte pos-</p><p>terior do cérebro.</p><p>• Irrigam: Medula espinhal, meninges, ossos e músculos das vértebras cervicais.</p><p>• Continuam como: Artérias basilares (ao unir-se) que irrigam o cérebro e o</p><p>cerebelo.</p><p>• Tronco Tireocervical</p><p>• Artéria Tireóidea Inferior</p><p>Irriga: Glândula tireóide, músculos do pescoço, laringe.</p><p>• Artéria Cervical Ascendente</p><p>Irriga: Músculos profundos do pescoço e coluna vertebral.</p><p>• Artéria Cervical Transversa</p><p>Irriga: Partes superficiais do pescoço, trapézio, músculos infra-hióideos.</p><p>• Artéria Supraescapular</p><p>Irriga: Músculo supra espinhal, músculo infraespinhal, cápsula do ombro,</p><p>acrômio, articulação do ombro.</p><p>• Tronco Costocervical</p><p>• Artéria Interóssea Mais Profunda</p><p>Irriga: Músculos da região profunda do pescoço e da parte superior das</p><p>costas, e a medula espinhal cervical e as meninges.</p><p>Anatomia da Cabeça 18</p><p>• Artérias Interósseas Superficiais</p><p>Irriga: Primeira e segunda costelas e músculos intercostais adjacentes.</p><p>Aplicação clínica A adequada circulação de sangue pela artéria</p><p>subclávia e seus ramos, especialmente as artérias vertebrais, é fundamental para</p><p>garantir o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao cérebro. Comprometimento</p><p>do fluxo sanguíneo através dessas artérias pode levar a condições clínicas sérias,</p><p>como acidentes vasculares cerebrais (AVCs).</p><p>Artéria meníngea</p><p>média direita</p><p>Artéria cerebral média direita</p><p>Artéria cerebral média esquerda</p><p>Artéria comunicante anterior</p><p>Fossa anterior do crânio</p><p>Artérias cerebrais anteriores</p><p>direita e esquerda</p><p>Artéria supraorbital</p><p>Artéria supratrodear</p><p>Artéria oftálmica</p><p>Artéria infraorbital</p><p>Artéria esfenopalatina</p><p>Artéria alveolar superior anterior</p><p>Artéria alveolar superior posterior</p><p>Artéria bucal</p><p>Ramo mentual da</p><p>artéria alveolar inferior</p><p>Artéria alveolar inferior</p><p>Artéria facial</p><p>Artéria lingual</p><p>Artéria tireóidea superior</p><p>Artéria carótica comum</p><p>Artérias comunicantes</p><p>posteriores direita e esquerda</p><p>Fossa média do crânio</p><p>Artéria cerebral</p><p>posterior esquerda</p><p>Artéria cerebelar</p><p>posteiror esquerda</p><p>Artéria basilar</p><p>Ramo meníngeo</p><p>(da artéria occipital)</p><p>Fossa posterior do crânio</p><p>Artéria carótida interna</p><p>Ramo meníngeo</p><p>da artéria vertebral</p><p>Artéria vertebral</p><p>Artéria maxilar</p><p>Artéria occipital</p><p>Artéria carótica externa</p><p>Artéria carótica interna</p><p>Artéria faríngea ascendente</p><p>Artéria cervical profunda</p><p>Artéria intercostal superior</p><p>Tronco costocervical Artéria vertebral</p><p>Artéria subclávia esquerda</p><p>Imagem 6. Vascularização arterial.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>Anatomia da Cabeça 19</p><p>Artéria comunicante anterior</p><p>Artéria cerebral anteriror</p><p>Artéria oftálmica</p><p>Artéria carótida interna</p><p>Artéria cerebral média</p><p>Artéria comunicante posterior</p><p>Artéria cerebral posterior</p><p>Artéria cerebelar superior</p><p>Artérias pontinas curta e longa</p><p>Artéria cerebelar inferior anterior</p><p>Artéria acústica interna (labiríntica)</p><p>Artéria basilar</p><p>Artéria talamoestriada posterior</p><p>Artéria talamoestriada anterior</p><p>Artéria coroidal anterior</p><p>Artéria hipofisária inferior</p><p>Artéria hipofisária superior</p><p>Artérias lenticuloestriadas</p><p>Artéria recorrente (de Heubner)</p><p>Artéria hipotalâmica</p><p>Artérias perfurantes</p><p>Artéria vertebral</p><p>Imagem 7. Polígono de Willis.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>4. DRENAGEM VENOSA</p><p>4.1. Veia jugular interna</p><p>A veia jugular interna transporta sangue de volta ao coração, drenando a cabeça e</p><p>o pescoço.</p><p>A seguir temos um roteiro que demonstra como algumas veias e seios drenam para</p><p>a veia jugular interna, e também as áreas que elas drenam:</p><p>• Seios da Dura-Máter:</p><p>• Seio Sagital Superior: Drena a maior parte do sangue do hemisfério cerebral su-</p><p>perior. Ele corre ao longo da linha média e se curva para formar o seio transverso.</p><p>Anatomia da Cabeça 20</p><p>• Seio Transverso: Recebe sangue do seio sagital superior e drena as áreas</p><p>laterais e posteriores do cérebro. Ele se curva inferiormente e torna-se o seio</p><p>sigmóide.</p><p>• Seio Sigmóide: É a continuação do seio transverso e drena para a veia jugular</p><p>interna na base do crânio.</p><p>• Seio Cavernoso: É encontrado de cada lado da sela túrcica do osso esfenóide e</p><p>recebe sangue de:</p><p>• Veias cerebrais.</p><p>• Veia oftálmica superior, que drena a parte superior da órbita e algumas partes</p><p>da cavidade nasal.</p><p>• O sangue do seio cavernoso geralmente drena para o seio petroso superior e,</p><p>em seguida, para o seio sigmoide antes de chegar à veia jugular interna.</p><p>• Seio Reto: Drena a parte posterior e inferior do cérebro e se junta ao seio transverso.</p><p>• Veias da Face e Couro Cabeludo:</p><p>• Veia Facial: Drena a face e desemboca na veia jugular interna.</p><p>• Veia Temporal Superficial: Drena o couro cabeludo e a face lateral e se junta à</p><p>veia maxilar para formar a veia retromandibular, que por sua vez contribui para</p><p>a veia jugular interna.</p><p>• Veia Jugular Interna: emerge do crânio, coletando sangue do seio sigmóide. Além</p><p>disso, recebe sangue da face. Ela desce pelo pescoço, dentro da bainha carotídea.</p><p>À medida que</p><p>desce, ela recebe sangue de várias outras veias, incluindo a veia</p><p>tireóidea inferior, veias laríngeas e veias faríngeas. No final de seu curso, a veia</p><p>jugular interna se junta à veia subclávia logo atrás da clavícula para formar a veia</p><p>braquiocefálica. Há uma veia braquiocefálica em cada lado do corpo. As veias</p><p>braquiocefálicas convergem para formar a veia cava superior, que desagua no</p><p>átrio direito do coração.</p><p>4.2. Veia jugular externa</p><p>A drenagem venosa da cabeça através da veia jugular externa é principalmente</p><p>responsável pela drenagem do escalpo e da face. Aqui está o trajeto detalhado que</p><p>ela percorre:</p><p>• Veias da Face e Escalpo: As principais veias que contribuem para a formação da</p><p>veia jugular externa incluem a veia temporal superficial e a veia maxilar, que se</p><p>unem para formar a veia retromandibular.</p><p>Anatomia da Cabeça 21</p><p>• Veia Retromandibular: Esta veia, formada perto da glândula parótida, se divide em</p><p>ramos anterior e posterior. O ramo posterior se junta à veia auricular posterior</p><p>para formar a veia jugular externa.</p><p>• Veia Jugular Externa:</p><p>• Ela começa próximo ao ângulo da mandíbula e desce pelo pescoço superfi-</p><p>cialmente. É importante notar que a veia jugular externa não recebe sangue</p><p>diretamente do cérebro, mas principalmente drena o escalpo e partes da face.</p><p>• Recebe várias tributárias menores como a veia cervical anterior, que drena a</p><p>parte anterior do pescoço.</p><p>• À medida que desce pelo pescoço, a veia jugular externa se curva para trás</p><p>da clavícula e, finalmente, deságua na veia subclávia. Este local é ligeiramente</p><p>lateral ao local onde a veia jugular interna se junta à veia subclávia.</p><p>• Similar à junção da veia jugular interna, quando a veia jugular externa se junta</p><p>à veia subclávia, ela forma a veia braquiocefálica (lado direito ou esquerdo,</p><p>respectivamente).</p><p>• As veias braquiocefálicas de ambos os lados se unem para formar a veia cava</p><p>superior, que entra no átrio direito do coração, entregando o sangue desoxigenado</p><p>para ser bombeado para os pulmões.</p><p>É importante ressaltar que a veia jugular externa é mais superficial que a veia jugular</p><p>interna e tem um papel menor na drenagem venosa da cabeça em comparação com a</p><p>jugular interna. A veia jugular interna é a principal via de drenagem para o cérebro e a</p><p>parte mais profunda da face.</p><p>Na prática! O sistema de drenagem venosa da cabeça é crucial</p><p>para retornar o sangue desoxigenado ao coração. Além disso, porque os seios</p><p>venosos estão localizados dentro do crânio, a patologia que afeta a drenagem</p><p>venosa, como uma trombose do seio venoso, pode ter consequências sérias</p><p>devido à proximidade do cérebro.</p><p>Anatomia da Cabeça 22</p><p>Ramo frontal da veia</p><p>temporal supeficial</p><p>Veia supraorbital</p><p>Veia supratroclear</p><p>Veia zigoma ticotemporal</p><p>Veia facial transversa</p><p>Veia zigomaticofacial</p><p>Veia angular</p><p>Veia infraorbital</p><p>Veia bucal</p><p>Veia facial profunda</p><p>Veia labial superior</p><p>Veia facial</p><p>Veia labial inferior</p><p>Veia jugular anterior</p><p>Veia tireóidea inferior</p><p>Veia braquiocefálica esquerda</p><p>Ramo parietal da veia</p><p>temporal superficial</p><p>Veia temporal superficial</p><p>Veia emissária mastóidea</p><p>Plexo pterigóideo</p><p>Veia occipital</p><p>Veia maxiliar</p><p>Veia auricular posterior</p><p>Veia retromandibular</p><p>Veia facial comum</p><p>Veia lingual</p><p>Veia tireóidea superior</p><p>Veia tireóidea média</p><p>Veia jugular interna</p><p>Veia jugular externa</p><p>Veia cervical superficial</p><p>Veia supraescapular</p><p>Veia subclávia</p><p>Imagem 8. Drenagem venosa da cabeça.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>Anatomia da Cabeça 23</p><p>Seio sagital superior</p><p>Foice do cérebro</p><p>Seio sagital inferior</p><p>V. cerebral magna</p><p>Tentório do cerebelo</p><p>(face inferior)</p><p>Seio reto</p><p>Seio transverso</p><p>Confluência dos seios</p><p>Foice do cerebelo</p><p>Seios petrosos</p><p>superior e inferior</p><p>Seio occipital</p><p>V. emissária</p><p>Seio sigmóideo</p><p>Plexo venoso</p><p>vertebral interno</p><p>A. Vista medial</p><p>Vv. cerebrais superiores</p><p>Início do seio</p><p>sagital superior</p><p>V. supraorbital</p><p>V. oftálmica superior</p><p>Seio cavernoso</p><p>V. oftálmica inferior</p><p>Plexo venoso pterigóideo</p><p>V. maxilar</p><p>Vv. faciais profundas</p><p>V. facial</p><p>Plexo basilar</p><p>Imagem 9. Drenagem venosa do sistema nervoso central.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>5. DRENAGEM LINFÁTICA</p><p>A cabeça possui uma vasta rede de drenagem linfática, composta por vários linfo-</p><p>nodos, cada um localizado em uma região específica e com uma função de drenagem</p><p>específica. Aqui estão alguns dos principais linfonodos e suas localizações:</p><p>• Linfonodos occipitais: Localizados na parte posterior da cabeça, esses linfonodos</p><p>drenam a parte posterior do couro cabeludo e do pescoço.</p><p>• Linfonodos mastóideos (retroauriculares): Situados atrás das orelhas, eles drenam</p><p>a parte do ouvido e a área circundante.</p><p>• Linfonodos parotídeos superficiais e profundos: Localizados perto da glândula</p><p>parótida, eles drenam a parte superior da face e a região ao redor do ouvido.</p><p>• Linfonodos subparotídeos: Situados abaixo da glândula parótida, eles drenam a</p><p>região da glândula parótida.</p><p>• Linfonodo nasolabial: Localizado perto do sulco nasolabial, ele drena a região do</p><p>nariz e do lábio superior.</p><p>Anatomia da Cabeça 24</p><p>• Linfonodo bucinatório: Localizado perto do músculo bucinatório na face, ele drena</p><p>a região da bochecha.</p><p>• Linfonodos mandibulares: Localizados ao longo da mandíbula, eles drenam a pele</p><p>e a mucosa da face inferior.</p><p>• Linfonodos submandibulares: Situados abaixo da mandíbula, eles drenam a parte</p><p>inferior da face, o lábio inferior, a ponta da língua e o assoalho da boca.</p><p>• Linfonodos submentuais: Localizados abaixo do queixo, eles drenam a parte</p><p>inferior da face, o lábio inferior e a ponta da língua.</p><p>Todos esses linfonodos drenam para os linfonodos cervicais, que por sua vez, prin-</p><p>cipalmente no lado esquerdo, drenam para o ducto torácico.</p><p>Na prática! Compreender a anatomia da drenagem linfática e ser</p><p>capaz de identificar os principais linfonodos da região da cabeça é crucial durante</p><p>o exame físico. Se uma alteração, como um aumento no tamanho de um linfonodo,</p><p>for detectada durante a palpação, o conhecimento da localização e da área de</p><p>drenagem do linfonodo pode ajudar a determinar a possível causa. Por exemplo,</p><p>a mononucleose, também conhecida como “doença do beijo”, causada pelo vírus</p><p>Epstein-Barr, pode resultar em linfonodos inchados na região do pescoço, indicando</p><p>uma resposta imunológica ativa à infecção.</p><p>Anatomia da Cabeça 25</p><p>Linfonodos parotídeos superficiais</p><p>(linfonodos partótideos profundos,</p><p>na profundidade da carótica)</p><p>Linfonodo subparotídeo</p><p>Linfonodos faciais</p><p>(linfonodos bucais)</p><p>Linfonodos mandibular</p><p>e submandibular</p><p>Linfonodos submentais</p><p>Linfonodo supra hióideo</p><p>Linfonodos tireóideos superiores</p><p>Linfonodos cervicais profundos</p><p>anteriores (pré traqueais e tireóideos)</p><p>(profundamente aos músculos)</p><p>Linfonodos cervicais superficiais</p><p>anteriores (linfonodos jugulares</p><p>anteriores)</p><p>Linfonodos mastóides</p><p>Linfonodos occipitais</p><p>Linfonodosesternocleidomastóideos</p><p>Linfonodo jugular cervical</p><p>(linfonodo cervical</p><p>superficial lateral)</p><p>Linfonodos jugulodigástrico</p><p>Linfonodos lateriais profundos</p><p>(linfonodos acessórios espinhais)</p><p>Linfonodo intermediário</p><p>Cadeia jugular interna de linfonodos</p><p>(linfonodos cervicais laterais profundos)</p><p>Linfonodo cervical profundo</p><p>interior (escalênico)</p><p>Cadeia de linfonodos</p><p>cervicais transversoso</p><p>Tronco jugular</p><p>Linfonodo júgulo omo hióideo</p><p>Linfonodos supraclaviculares Ducto torácico</p><p>Tronco subclávio e linfonodo</p><p>da cadeia subclávia</p><p>Imagem 10. Drenagem linfática da cabeça.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>6. INERVAÇÃO</p><p>A inervação da cabeça é complexa e envolve vários nervos cranianos e ramos que</p><p>fornecem sensação e controle motor para várias estruturas da cabeça. É inervada por</p><p>12 pares de nervos cranianos e pelo sistema nervoso autônomo. Os nervos cranianos</p><p>são essenciais para funções como visão, audição, olfato, movimento facial e deglutição.</p><p>Veremos a seguir os nervos cranianos bem como sua função e inervação:</p><p>1. Nervo Olfatório (I): Este é o nervo responsável pelo sentido do olfato. Ele inerva</p><p>a mucosa olfatória no nariz.</p><p>2. Nervo Óptico (II): Este nervo é responsável pela</p><p>visão. Ele inerva a retina do olho.</p><p>3. Nervo Oculomotor (III): Este nervo controla a maioria dos músculos que movem o</p><p>olho. Ele também inerva o músculo que controla o tamanho da pupila e o músculo</p><p>que controla a forma do cristalino.</p><p>Anatomia da Cabeça 26</p><p>4. Nervo Troclear (IV): Este nervo inerva o músculo oblíquo superior do olho, que é</p><p>responsável por mover o olho para baixo e para fora.</p><p>5. Nervo Trigêmeo (V): Este é o principal nervo sensorial da face. Ele tem três ramos</p><p>principais: o oftálmico (V1), que inerva a parte superior da face; o maxilar (V2),</p><p>que inerva a parte média da face; e o mandibular (V3), que inerva a parte inferior</p><p>da face. O ramo mandibular também inerva os músculos da mastigação.</p><p>Nervo Oftálmico</p><p>Nervo Maxilar</p><p>Nervo Mandibular</p><p>V1</p><p>V2</p><p>V3</p><p>Imagem 11. Representação dos 3 ramos sensitivos do nervo trigêmeo.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>6. Nervo Abducente (VI): Este nervo inerva o músculo reto lateral do olho, que é</p><p>responsável por mover o olho para fora.</p><p>7. Nervo Facial (VII): Este nervo controla os músculos da expressão facial. Ele tam-</p><p>bém fornece sensação para uma pequena parte da orelha e inerva as glândulas</p><p>salivares e lacrimais.</p><p>Anatomia da Cabeça 27</p><p>T</p><p>Z</p><p>B</p><p>M</p><p>P</p><p>C</p><p>Imagem 12. Inervação motora do nervo facial (VII) e seus ramos. Ramos temporais (letra T),</p><p>ramos zigomáticos (Z), ramos bucais (B), ramos mandibulares (M) e ramo cervical (C),</p><p>além da glândula parótida (P).</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>8. Nervo Vestibulococlear (VIII): Este nervo é responsável pela audição e equilíbrio.</p><p>Ele inerva a cóclea (para audição) e o vestíbulo do ouvido interno (para equilíbrio).</p><p>9. Nervo Glossofaríngeo (IX): Este nervo inerva parte da língua, a faringe e a glândula</p><p>parótida. Ele é responsável pela sensação de parte da língua e pela deglutição.</p><p>10. Nervo Vago (X): Este nervo tem uma ampla distribuição e inerva estruturas na</p><p>cabeça, pescoço, tórax e abdômen. Na cabeça, ele inerva parte da orelha, a</p><p>faringe e a laringe.</p><p>11. Nervo Acessório (XI): Este nervo inerva dois músculos do pescoço: o esterno-</p><p>cleidomastóideo e o trapézio.</p><p>12. Nervo Hipoglosso (XII): Este nervo inerva os músculos da língua, permitindo</p><p>movimentos como a fala, a deglutição e a mastigação.</p><p>Esses nervos cranianos trabalham juntos para fornecer sensação e controle motor</p><p>para a cabeça, permitindo uma ampla gama de funções, desde a expressão facial até</p><p>a audição, a visão, o olfato, a deglutição e a fala.</p><p>Anatomia da Cabeça 28</p><p>Na prática! O nervo trigêmeo, é o principal responsável pela</p><p>sensação da face e controle motor de músculos da mastigação. A disfunção</p><p>neste nervo pode levar a uma condição conhecida como neuralgia do trigêmeo,</p><p>caracterizada por dor intensa, geralmente de um lado da face. A dor é frequen-</p><p>temente descrita como uma sensação de choque ou queimação que pode ser</p><p>desencadeada por atividades cotidianas, como falar, mastigar, ou mesmo por</p><p>um toque leve na face. A causa exata da neuralgia do trigêmeo não é totalmente</p><p>compreendida, mas acredita-se que possa estar relacionada com a compressão</p><p>ou irritação do nervo.</p><p>A neuralgia do trigêmeo é considerada um dos quadros mais dolorosos que uma</p><p>pessoa pode experimentar. O tratamento geralmente envolve medicamentos para</p><p>aliviar a dor, como anticonvulsivantes ou analgésicos. Em alguns casos, quando</p><p>a medicação não é eficaz, podem ser consideradas opções de tratamento mais</p><p>invasivas, como a cirurgia para descomprimir o nervo ou procedimentos para</p><p>danificar o nervo e aliviar a dor.</p><p>N. oftálmico (v/1)</p><p>Rr. musculares</p><p>N. do canal progigóideo</p><p>Glângio pterigopalarino</p><p>N. maspcoçoar</p><p>N. lacrimal</p><p>N. supra-orbital,</p><p>R. lateral</p><p>N. supra orbital,</p><p>R.medial</p><p>N. supra orbital</p><p>N. supratroclear</p><p>N. etmooidal</p><p>anterior</p><p>Rr. nasaris inferiores</p><p>Rr. nasais</p><p>N. zigomatico</p><p>N. infra orbital</p><p>Rr. alveolares</p><p>superiores</p><p>posteriores</p><p>N. maxilar (V/2)</p><p>N. trigêmeo (V)</p><p>Gânglio geniculado</p><p>N. petroso maior</p><p>N. petroso menor</p><p>N. facial (VII)</p><p>N. timpânico</p><p>N. petroso profundo</p><p>Gânglio inferior (IX)</p><p>N. glossofaríngeo (IX)</p><p>N. mandibular (V/3)</p><p>N. facial (VIII)</p><p>Proc. estílóide</p><p>N. auricolotemporal</p><p>Corda do tímpano</p><p>Glânglio ótico</p><p>N. alveolar inferior</p><p>N. lingual</p><p>N. palatino maior</p><p>Glânglio submandicubular</p><p>N. milo hióideo N. mentual</p><p>N. subilingual</p><p>N. palatino maior</p><p>R. alveolar</p><p>superior</p><p>médio</p><p>Rr. alveolares</p><p>superiores</p><p>anteriores</p><p>Imagem 13. Nervo trigêmeo e seus ramos.</p><p>Fonte: Acervo Sanar.</p><p>Anatomia da Cabeça 29</p><p>Saiba mais! A Paralisia de Bell é a principal causa de paralisia</p><p>facial, especificamente, é a causa mais frequente de paralisia do neurônio motor</p><p>inferior facial. Esta condição se caracteriza pelo enfraquecimento ou paralisia</p><p>súbita dos músculos de um dos lados do rosto. Apesar de sua causa exata e</p><p>mecanismos fisiopatológicos ainda não serem completamente compreendidos,</p><p>acredita-se que possa estar relacionada a danos ou traumas no nervo facial, o</p><p>sétimo nervo craniano, que podem ser desencadeados por fatores infecciosos,</p><p>imunológicos, isquêmicos ou traumáticos. A Paralisia de Bell é geralmente uma</p><p>condição temporária e, na maioria dos casos (70-80%), a recuperação ocorre</p><p>espontaneamente em alguns meses, mesmo sem tratamento.</p><p>Fonte: Dra. Ushtar W. Amin; Dr. Selim R. Benbadis. Paralisia de Bell: um diagnóstico clínico</p><p>com um tratamento desafiador. Disponível em: https://portugues.medscape.com/</p><p>features/slides/65000035#page=2. Acesso em 11/06/23.</p><p>7. CONCLUSÃO</p><p>A anatomia da cabeça é uma área de estudo fascinante e complexa, que abrange</p><p>uma variedade de estruturas vitais, incluindo ossos, músculos, vasos sanguíneos,</p><p>vasos linfáticos e nervos. O conhecimento detalhado dessas estruturas é funda-</p><p>mental para a compreensão do funcionamento do corpo humano, o diagnóstico de</p><p>doenças e a formação de futuros médicos.</p><p>Os ossos da cabeça, incluindo o crânio e a mandíbula, fornecem uma estrutura</p><p>rígida que protege o cérebro e suporta os tecidos moles da face. Os músculos da</p><p>cabeça, por outro lado, permitem uma ampla gama de movimentos e expressões</p><p>faciais, além de desempenharem um papel crucial na mastigação e na fala.</p><p>A vascularização da cabeça é fornecida por uma rede complexa de artérias e</p><p>veias, que fornecem oxigênio e nutrientes para os tecidos e removem os resíduos</p><p>metabólicos. A drenagem venosa e linfática, por sua vez, é responsável pela remoção</p><p>de fluidos e resíduos dos tecidos, desempenhando um papel crucial na manutenção</p><p>do equilíbrio de fluidos e na defesa do corpo contra infecções.</p><p>A inervação da cabeça é fornecida pelos nervos cranianos, que controlam uma</p><p>variedade de funções, incluindo a sensação facial, a movimentação dos olhos, a</p><p>expressão facial, a audição, o equilíbrio, a deglutição e a fala. Distúrbios desses</p><p>Anatomia da Cabeça 30</p><p>nervos podem levar a uma variedade de condições, desde a neuralgia do trigêmeo</p><p>até a paralisia facial.</p><p>O estudo detalhado da anatomia da cabeça é, portanto, essencial para qualquer</p><p>futuro médico. Ele fornece a base para a compreensão do funcionamento normal do</p><p>corpo humano e para o diagnóstico e tratamento de uma ampla gama de condições.</p><p>Além disso, a capacidade de entender e interpretar a complexidade da anatomia da</p><p>cabeça é uma habilidade crucial que será usada ao longo de toda a carreira médica,</p><p>desde a sala de aula até ao centro cirúrgico e ao consultório.</p><p>Anatomia da Cabeça 31</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Bendtsen L, Zakrzewska JM, Abbott J, Braschinsky M, Di Stefano G, Donnet A, et al.</p><p>European Academy of Neurology guideline on trigeminal neuralgia. Eur J Neurol.</p><p>2019;26(6):831-49.</p><p>Cirpaciu D, Goanta CM, Cirpaciu MD. Recurrences of Bell’s palsy. J Med Life. 2014;7</p><p>spec no. 3:68-77. PMID: 25870699</p><p>Eviston TJ, Croxson GR, Kennedy PG, Hadlock T, Krishnan AV. Bell’s palsy: aetiology,</p><p>clinical features and multidisciplinary care. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2015</p><p>Dec;86(12):1356-61. PMID: 25857657</p><p>Földi M, Strossenreuther R. Foundations of Manual Lymph Drainage. 3rd ed. Mosby;</p><p>2004.</p><p>GRAY, Henry. Gray’s anatomia: a base anatômica da prática</p><p>clínica. 40ed. Rio de Guanabara</p><p>Koogan, 2013. 3 v. Volume 1 Site https://human.biodigital.com , para construção das</p><p>imagens. Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 2010.</p><p>MOORE. Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara</p><p>Koogan, 2018.</p><p>National Organization for Rare Disorders. Bell’s palsy. Disponível em: http://rarediseases.</p><p>org/rare-diseases/bells-palsy/. Acessado em 6 de Janeiro de 2016.</p><p>NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.</p><p>Osborn AG, Salzman KL, Jhaveri MD, Barkovich AJ. Diagnostic Imaging: Brain. 3rd ed.</p><p>Amirsys; 2016.</p><p>Patel DK, Levin KH. Bell palsy: clinical examination and management. Cleve Clin J Med.</p><p>2015 Jul;82(7):419-26. PMID: 26185941</p><p>Prometheus atlas de anatomia: órgãos internos. 2. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro.</p><p>Taylor DC, Zachariah SB. Bell palsy. Medscape Drugs & Diseases from WebMD. Updated:</p><p>June 23, 2015. Disponível em: http://emedicine.medscape.com/article/1146903-over-</p><p>view. Acessado em 6 de Janeiro de 2016.</p><p>Autor: Thiago Geanizelle, em parceria com inteligência artifical chat GPT 4.0</p><p>sanarflix.com.br</p><p>Copyright © SanarFlix. Todos os direitos reservados.</p><p>Sanar</p><p>Rua Alceu Amoroso Lima, 172, 3º andar, Salvador-BA, 41820-770</p><p>1. Introdução</p><p>2. Anatomia Geral da Cabeça</p><p>3. Vascularização</p><p>4. Drenagem venosa</p><p>5. Drenagem Linfática</p><p>6. Inervação</p><p>7. Conclusão</p><p>Referências</p>