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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: ZOOLOGIA GERAL 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 18 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
CAPÍTULO 3: SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA 
 
3.1. INTRODUÇÃO 
A Filogenia é uma hipótese acerca das relações de parentesco entre os seres 
vivos e é representada por meio de árvores filogenéticas, representando, assim, a 
história das relações de parentesco evolutivo de um grupo qualquer de organismos 
(Reino, Filo, Classe etc.). 
A Sistemática Filogenética ou Cladística, propõe que a classificação deve re-
fletir as relações de parentesco entre os táxons, ou seja a sua filogenia e utiliza so-
mente as “novidades evolutivas” para formar os grupos taxonômicos, trabalhando com 
métodos para se testar as hipóteses de parentesco. O resultado l de uma análise cla-
dística é obtido na forma de árvore ou cladograma, um dendograma que expressa 
hipóteses de relações filogenéticas entre táxons de determinado grupo. Uma análise 
cladística pode ser baseada em tantas informações quanto o investigador quiser utili-
zar. 
Em um cladograma todos os organismos são colocados sobre as extremidades 
terminais dos ramos, e cada nó interior é idealmente binário, gerando dois táxons ter-
minais. Os dois táxons de cada ramo são chamados taxa irmãs ou grupos irmão. Cada 
subárvore, independentemente de quantos elementos ela contenha, é chamada clado 
(Figura 1). 
 Figura 1: Partes que com-
põem um cladograma: raiz, ra-
mos, nós e terminais. Os ramos 
são as linhas do cladograma. Nó: 
ponto de onde partem as ramifi-
cações. O nó representa o ances-
tral comum hipotético para todos 
os grupos acima dele. Os grupos 
acima de cada nó são monofiléti-
cos. Cada nó simboliza um evento 
cladogenético. Os grupos de seres 
vivos compõem os terminais nos 
cladogramas 
 
 
Fonte: http://filogeniaufvjm.blogspot.com/2015/05/cladogramas-o-que-sao-pra-que-serve-e.html. 
 
http://filogeniaufvjm.blogspot.com/2015/05/cladogramas-o-que-sao-pra-que-serve-e.html
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: ZOOLOGIA GERAL 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 19 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
3.2. CONCEITOS 
Para o entendimento desta área da sistemática alguns conceitos são importan-
tes: 
A) Caráter ou caractere: é a diferença entre partes ou entre estruturas de orga-
nismos diferentes, ou seja, quando há modificações envolvidas. É, portanto, um con-
ceito abstrato e corresponde àquilo que foi modificado em uma estrutura; é a diferença 
entre a condição derivada e a primitiva. 
B) Apomorfia (=derivado): a condição mais recente (no sentido temporal) de 
uma estrutura em uma série de transformação, surgida por modificação de uma con-
dição anterior. 
C) Sinapomorfia: caráter derivado ( compartilhado por um grupo de táxons. Ex.: 
presença de pelos é um caráter sinapomórfico dos mamíferos em relação aos outros 
animais. Na Figura 2 abaixo, “dedos nas patas” é uma sinapomorfia dos táxons B e 
C; “antenas” é uma sinapomorfia dos táxons A, B, e C. 
 
 
FIGURA 2: Cladograma hi-
potético indicando as sina-
pomorfias dos táxons ter-
minais. 
 
 
Fonte: da autora. 
 
 
C) Grupo irmão: os grupos de táxons que compartilham sinapomorfias são cha-
mados de grupos irmãos (Figura 3). 
 
 
 
 
 
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: ZOOLOGIA GERAL 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 20 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
Figura 3. Grupos irmãos hipotéticos. 
 
Fonte: https://docplayer.com.br/76289578-Contexto-e-historico-arvores-filogeneticas-leitura-de-cladograma-constru-
cao-de-cladograma.html. 
D) Autapomorfia: caráter derivado presente em um único táxon terminal em um 
cladograma. Ex.: presença de pelos é um caráter autapomórfico do táxon Mammalia 
(mamíferos) em relação aos outros vertebrados. 
E) Simplesiomorfia: condição plesiomórfica (primitiva) de uma estrutura, com-
partilhada por um grupo de táxons. Ex.: a presença de vértebras é um caráter simple-
siomórfico de todos os animais vertebrados, quando comparados somente entre si, 
mas quando comparados com os outros animais (invertebrados), a presença de vér-
tebras passa a ser uma sinapomorfia. Portanto, as condições “primitiva” e “derivada” 
são relativas; qualquer caráter pode ser tanto uma quanto a outra, dependendo do 
nível da árvore filogenética ou da classificação que está sendo examinada. 
 
3.3. CLADÍSTICA X TAXONOMIA TRADICIONAL (LINEANA) 
Ao se sobrepor a classificação tradicional de um grupo de táxons com a sua 
filogenia, observa-se que existem grupos naturais (com um ancestral comum exclu-
sivo) e artificiais (não reúnem todos os descendentes de um mesmo ancestral). Assim, 
um grupo monofiléticos agrupa todos os táxons que possuam um ancestral comum 
exclusivo, é o mesmo que clado ou grupo natural (Figura 4). Por outro lado, um grupo 
parafilético, não incluiu todos os descendentes de um único ancestral. 
 
 
 
 
https://docplayer.com.br/76289578-Contexto-e-historico-arvores-filogeneticas-leitura-de-cladograma-construcao-de-cladograma.html
https://docplayer.com.br/76289578-Contexto-e-historico-arvores-filogeneticas-leitura-de-cladograma-construcao-de-cladograma.html
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: ZOOLOGIA GERAL 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 21 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
Figura 4. Representações do que pode ser considerado um clado 
 
Fonte: http://www2.ib.usp.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=59&Itemid=98. 
 
 Na Figura 5, um táxon que agrupe X, A e B é parafilético e um táxon que 
agrupe C e D é monofiléticos, constituindo assim um clado. 
Figura 5. Representação de grupo parafilético 
 
 
Um grupo polifilético é aquele que agrupa os descendentes de mais de um an-
cestral, ou mais de uma linhagem derivada, como exemplificado na Figura 6. São tá-
xons cujos caracteres diagnósticos são homoplásicos, ou seja, representam casos de 
semelhança derivada adquirida independentemente em grupos distintos (espécies ou 
outros táxons). 
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: ZOOLOGIA GERAL 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 22 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
Figura 6. Representação de grupos 
monofiléticos, parafilético e polifilé-
tico. 
 
 
 
 
Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/ofici-
nas/ed_ciencias/peixes/porque/organi-
zando/img/05_11.gif. 
 
 
 
 
3.4. CONSTRUÇÃO DE CLADOGRAMAS 
O cladograma é um dendrograma que expressa relações filogenéticas apenas 
entre táxons terminais (espécies ou grupos supra-específicos), evidenciadas por ca-
racteres derivados compartilhados – sinapomorfias. No processo de montagem alguns 
passos são determinantes: 
• 1º passo: estudar os caracteres dos grupos de táxons em questão, pro-
curando pelas apomorfias dos táxons terminais e montar uma matrizde 
caracteres: presença = 1; ausência = 0; 
• 2º passo: encontrar as sinapomorfias que juntam os táxons e grupos de 
táxons. 
• 3º passo: polarizar os caracteres encontrados. A polarização de um ca-
ráter de fine o sentido de transformação de um estado de caráter em 
outro. Polarizar significa determinar o que é plesiomórfico e o que é apo-
mórfico. Na etapa de polarização usa-se um grupo externo que é um 
táxon que não faz parte do grupo que se quer analisar (o grupo interno), 
assim, comparação com um grupo externo permite conhecer a polari-
dade de um caráter. 
Abaixo segue um exemplo de construção de cladograma construído com base 
em uma matriz de caracteres: 
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/oficinas/ed_ciencias/peixes/porque/organizando/img/05_11.gif
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/oficinas/ed_ciencias/peixes/porque/organizando/img/05_11.gif
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/oficinas/ed_ciencias/peixes/porque/organizando/img/05_11.gif
 
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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 23 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: Lopes e Rosso. Biologia, Ensino Médio, 2016) 
 
E se entre os caracteres levantados existirem homoplasias? Mais de uma hipó-
tese (cladograma) será possível e então deve-se incluir mais caracteres. Após isso, 
escolher o cladograma com o menor número de passos evolutivos (homoplasias), ou 
seja, aquele que apresentar uma maior “economia das hipóteses”, aplicando, assim o 
Princípio da Parcimônia. Esse princípio é básico para toda ciência e nos diz para es-
colher a explicação cientifica mais simples que convir com as evidências. Para cons-
trução de árvores, isso significa que a melhor hipótese é aquela que requer o menor 
número de alterações evolutivas. 
 
Por exemplo, nós podemos comparar as seguintes hipóteses sobre relações 
de vertebrados utilizando o princípio da parcimônia: 
 
 
Fonte: http://ecologia.ib.usp.br/evosite/evo101/IIC1aUsingparsimony2.shtml acessado em 11/08 
 
 
http://ecologia.ib.usp.br/evosite/evo101/IIC1aUsingparsimony2.shtml
 
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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 24 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
A hipótese 1 requer seis alterações (passos) evolutivas enquanto a hipótese 2 
precisa de sete alterações, com o esqueleto ósseo evoluindo independentemente 
duas vezes (homoplasias). Apesar de ambas servirem aos dados disponíveis, o prin-
cípio da parcimônia diz que a hipótese 1 é melhor – visto que ela não cria mudanças 
complicadas e desnecessárias. 
 
. 
 
 
 
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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 25 
Professora: Patrícia Santos – patriciasantos234@gmail.com 
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO 
 
1) (UEL 2013) Muitas vezes, o processo de evolução por seleção natural é alvo de 
interpretações distorcidas. E quando o assunto é a evolução humana, a distorção 
pode ser ainda maior, pois o Homo sapiens é apresentado como o ápice do desenvol-
vimento. As ilustrações mais conhecidas da evolução estão todas direcionadas no 
sentido de reforçar uma cômoda concepção da inevitabilidade e da superioridade hu-
manas. A principal versão dessas ilustrações é a série evolutiva ou escada de pro-
gresso linear. Esse avanço linear ultrapassa os limites das representações e alcança 
a própria definição do termo evolução: a palavra tornou-se sinônimo de progresso. A 
história da vida não é uma escada em que o progresso se faz de forma previsível e 
sim um arbusto ramificado e continuamente podado pela tesoura da extinção. 
(Adaptado de: GOULD, S. J. Vida maravilhosa: o acaso na evolução e a natureza da história. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1989. p.23-31.) 
A árvore filogenética, represen-
tada na figura a seguir, é construída 
com base nas comparações de DNA e 
proteínas. Com base na análise dessa 
árvore filogenética, assinale a alterna-
tiva correta. 
 
a) O grupo formado pelos lêmures é o 
mais recente, porque divergiu há mais 
tempo de um ancestral comum. 
b) Os chimpanzés apresentam maior 
proximidade filogenética com os gorilas 
do que com os humanos. 
 c) Os gorilas compartilham um ances-
tral comum mais recente com os gibões 
do que com o grupo formado por chim-
panzés e seres humanos. 
d) Os gorilas são os ancestrais comuns 
mais recentes do grupo formado por chimpanzés e seres humanos. 
 e) Os macacos do Velho Mundo e do Novo Mundo apresentam grande proximidade 
filogenética entre si. 
 
 
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2) Resolver os exercícios propostos nos slides referentes ao capítulo 3. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
AMORIM, Dalton de Souza. Fundamentos de sistemática filogenética. Ribeirão 
Preto: Editora Holos. 2002.156p. 
 
PAPAVERO N. (org.). Fundamentos práticos de taxonomia zoológica. São Paulo: 
Editora da Universidade Estadual Paulista, 2a. edição.1994. 285 p. 
 
FIXANDO O CONTEÚDO: CONSTRUÇÃO DO MAPA MENTAL 
 
Após a leitura deste capítulo faça o seu mapa mental. 
 
PARA CONTINUAR SEUS ESTUDOS, POSTE O MAPA MENTAL DESTE CA-
PÍTULO NO ITEM “FIXAÇÃO DE CONTEÚDO – MAPA MENTAL 3”.

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