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Legislação e Direito Ambiental – Unidade 3 Prezado aluno, seja bem-vindo! Nesta unidade, estudaremos sobre a legislação ambiental, sobretudo a aplicação das normas jurídicas pertinentes à flora, fauna, recursos hídricos e sobre as diversas formas de poluição ambiental. Apresentaremos conceitos e exemplos práticos sobre os temas que serão abordados. Ao final da unidade, vocês estarão aptos a identificar a importância da legislação ambiental para a flora, fauna, recursos hídricos e sobre as diversas formas de poluição ambiental, conscientizando-se de como a participação de todos nós é importante para mantermos o meio ambiente equilibrado. Objetivos: Ao final desta unidade, esperamos que você: · Diferencie os conceitos de flora, fauna, recursos hídricos e poluição ambiental. · Compreenda as normas jurídicas sobre fauna, recursos hídricos e poluição ambiental. · Distinga as diversas formas de poluição ambiental. Tela 03 A legislação ambiental brasileira é vista no mundo jurídico como uma das mais completas e bem elaboradas. Infelizmente, mesmo com grande embasamento legal, ainda tenhamos dificuldades na efetiva regularização das medidas protetivas. A obrigação de proteger e preservar o meio ambiente, como dito anteriormente, deve ser um dever de todos nós, indivíduos e empresas, pois nossa reponsabilidade é utilizar nossos recursos ambientais buscando um meio ambiente equilibrado e sem prejuízos para as gerações futuras. Com base nesse conceito, o legislador criou normas jurídicas pertinentes à flora, fauna, recursos hídricos e poluição que estudaremos mais profundamente a seguir. Tela 04 FAUNA: CONCEITO E SUA IMPORTÂNCIA. FIGURA 1: A fauna Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. A fauna exerce papel fundamental para o meio ambiente e, dessa forma, para a nossa existência. Trata-se de um conjunto diversificados de animais (vertebrados, anfíbios e primatas) existentes em todo o território ambiental brasileiro, tendo sua relevância por apresentar grande biodiversidade de espécies, considerada rica por sua variedade no mundo natural. O histórico da fauna brasileira começa nos primórdios da humanização, com o exemplo do fator alimentar, em que a fauna desenvolveu papel fundamental para os homens e sua sobrevivência. Nesse sentido, a prática da caça era a atividade comum para adquirir o alimento e, ainda hoje, muita utilizada principalmente em tribos indígenas que vivem afastadas das demais civilizações. Também podemos salientar a pesca que era mantida tanto para a sobrevivência quanto para a comercialização nos pequenos comércios. Tela 05 CURIOSIDADES Os benefícios da fauna foram adquirindo novos campos e sendo cada vez mais explorados. O homem descobriu que podia extrair várias proteínas dos animais, como, por exemplo, o óleo dos peixes, fortemente utilizado em indústrias farmacêuticas e também os adubos orgânicos, utilizados como fertilizantes para solos e plantas. A beleza da fauna brasileira contribui para o crescimento econômico também na exploração turística das espécies animais, havendo grande procura de visitas aos parques naturais, desencadeando assim um crescimento no número de hotéis e de comércios, de forma geral, alocados próximos às áreas de conservação. Porém, para mantermos a riqueza e beleza da fauna brasileira, o legislador viu a necessidade de preservação e fiscalização diante das constantes explorações do homem, com o intuito de desenvolvimento cada vez mais acentuado. A seguir, estudaremos as leis que protegerá a fauna brasileira, objetivando sua preservação para nossas e futuras gerações. LEGISLAÇÃO PERTINENTE À FAUNA Os elementos que fazem parte da fauna buscam um meio ambiente equilibrado, pois é um bem de uso de toda a sociedade, visando à qualidade de vida e o desenvolvimento econômico, previsto do Art. 225 de nossa Constituição Federal. Dessa forma, entendemos que a fauna, além de ser um bem ambiental, é primordial ao uso comum de toda sociedade, existindo meios jurídicos para que seja protegido e preservado através de medidas administrativas e legais. ATENÇÃO PARA SABER As medidas administrativas ocorrem com a criação de unidades de conservação pelo Poder Público, como, por exemplo, florestas naturais, parques nacionais, estaduais e municipais, Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e as Reservas da Biosfera e Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Existem também as medidas regidas nas Convenções Internacionais sobre Zonas Úmidas, como, por exemplo, a Convenção de RAMSAR referente às zonas úmidas de relevância internacional, principalmente como habitat de aves aquáticas, e a CITES – convenção sobre a regulamentação de negociação internacional de espécies da fauna e flora selvagem em ameaça de extinção. SAIBA MAIS Para estudos mais aprofundados sobre as Convenções Internacionais sobre Zonas Úmidas, é importante a leitura e estudo do Decreto nº 1905/1996. MEDIDAS LEGAIS Existem em nosso ordenamento várias leis protetoras da fauna e flora. Iremos estudar a seguir algumas delas: FIGURA 2: Legislação ambiental Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. · Lei 5.197/67, art. 1: regulamenta a proteção aos animais selvagens, que vivem tranquilos fora do cativeiro. · Constituição Federal, art. 24, VI, dispõe sobre a competência de a União, Estados e ao Distrito Federal estabelecerem leis, legislarem sobre a fauna e flora. Ordena que o Poder Público proteja a fauna e flora, sendo ilegais atos que possam originar a extinção de espécies ou permitir atos cruéis aos animais (Art. 225). · Decreto-lei 221, de 28 de fevereiro de 1967, também conhecido como Código de Pesca, dispõe sobre a proteção referente à fauna ictiológica (peixes). De acordo com o art. 1, protege todos os animais ou vegetais que tenham na água meio de vida. · Lei 7.643, de 18 de dezembro de 1987, ordena ser ilícita a pesca de animais de vida aquática e mamíferos, pertencentes ao filo chordata, mais populares baleias e golfinhos. · Lei 9.605, de 1998: ordena sobre os crimes contra a fauna (art. 29 ao 37) e crimes contra a flora (art. 38 ao art. 53). · Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: · Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa. · § 1º Incorre nas mesmas penas: · I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; · II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; · III - quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. · § 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. · § 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras. · § 4º A pena é aumentada de metade, se o crime é praticado: · I - contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da infração; · II - em período proibido à caça; · III - durante a noite; · IV - com abuso de licença; · V - em unidade de conservação; · VI - com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa. · § 5º A pena é aumentada até o triplo, se o crime decorre do exercício de caça profissional. · § 6º As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca. · Art. 30. Exportar para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto, sem a autorização da autoridade ambiental competente: · Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. · Art. 31. Introduzir espécime animalno país, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente: · Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. · Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: · Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. · § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. · § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal. · Art. 33. Provocar, pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais, o perecimento de espécimes da fauna aquática existentes em rios, lagos, açudes, lagoas, baías ou águas jurisdicionais brasileiras: · Pena - detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas cumulativamente. · Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas: · I - quem causa degradação em viveiros, açudes ou estações de aquicultura de domínio público; · II - quem explora campos naturais de invertebrados aquáticos e algas, sem licença, permissão ou autorização da autoridade competente; · III - quem fundeia embarcações ou lança detritos de qualquer natureza sobre bancos de moluscos ou corais, devidamente demarcados em carta náutica. · Art. 34. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: · Pena - detenção de um ano a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. · Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem: · I - pesca espécies que devam ser preservadas ou espécimes com tamanhos inferiores aos permitidos; · II - pesca quantidades superiores às permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos não permitidos; · III - transporta, comercializa, beneficia ou industrializa espécimes provenientes da coleta, apanha e pesca proibidas. Art. 35. Pescar mediante a utilização de: I - explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeito semelhante; II - substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente: Pena - reclusão de um ano a cinco anos. Art. 36. Para os efeitos desta lei, considera-se pesca todo ato tendente a retirar, extrair, coletar, apanhar, apreender ou capturar espécimes dos grupos dos peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios, suscetíveis ou não de aproveitamento econômico, ressalvadas as espécies ameaçadas de extinção, constantes nas listas oficiais da fauna e da flora. Art. 37. Não é crime o abate de animal, quando realizado: I - em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família; II - para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente; III – (VETADO) IV - por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente. A fauna é de grande relevância na existência e crescimento das áreas naturais e de vasto desenvolvimento econômico indireto, a partir da exploração de frutas, madeira e outros bens naturais. São belezas raras que devem ser preservadas por suas riquezas e importância para o equilíbrio natural. CURIOSIDADES O mundo animal juntamente ao vegetal forma a biosfera (ecossistemas) onde existem leis que protegem a existência das espécies, e ir contra esse ordenamento pode causar danos irreparáveis como a extinção de certas espécies e destruição dos ambientes naturais. Dessa forma, vemos que a preservação da fauna é essencial para a boa qualidade de vida e desenvolvimento econômico e social do nosso planeta. FLORA É um conjunto diversificado de espécies vegetais, tais como: plantas, árvores, vegetações e etc., de certas regiões ou que nascem em determinada época do ano. A flora brasileira é muito rica, possuindo variedades de espécies e diversos ecossistemas, como, por exemplo, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e outros, cada um com sua flora específica ligada às condições da região. LEGISLAÇÃO PERTINENTE À FLORA Nossa Constituição Federal dispõe que as florestas e demais vegetações são recursos naturais de interesse comum a todos os habitantes do país, mas é através do Código Florestal (Lei Federal 4.771, de 1965), que foi alterada e complementada pela Medida Provisória 2166, de 1967, que temos o ordenamento sobre a proteção à vegetação brasileira. Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. § 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I - Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas (...) VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade (CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1988). A flora brasileira apresenta grande importância para o meio ambiente e para a sociedade, seja para a alimentação, medicina, indústrias, entre outros ramos. Devemos protegê-la para termos equilíbrio no desenvolvimento de nossa atual e futuras gerações, evitando danos ambientais e a extinção das espécies. RECURSOS HÍDRICOS FIGURA 4: Recursos hídricos Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. CONCEITO Os recursos hídricos são águas superficiais ou subterrâneas disponíveis para todo o tipo de uso da região ou bacias. A água é considerada como um bem público de grande valor econômico e ambiental, recurso finito e essencial para a sobrevivência de pessoas e animais juntamente ao desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Sua utilização deve envolver conscientização e planejamento tanto referente às pessoas quanto no que tange à política e criação de leis a fim de evitar o desperdício hídrico e, com isso, seu esgotamento. CURIOSIDADES No Brasil, destaca-se sua grande riqueza de água, possuindo 12% (doze por cento) do volume total de água doce existente no mundo. Sobre as águas subterrâneas, temos cerca de 5.000 m3 per capita/ano, um total de abastecimento de cerca de 80% (oitenta por cento) da população urbana brasileira. AS ÁGUAS NAS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS Estudaremos, a seguir, o processo histórico em nossas Constituições de preservação e melhor utilização dos recursos hídricos. Vejamos: · A Constituição de 1934 Foi a primeira em nosso ordenamento jurídico a apresentar o tema, levando em consideração o desenvolvimento econômico. Dispunha sobre a Lei Brasileira de Águas: Código das Águas, referente ao desenvolvimento das companhias elétricas e a necessidade de maior aproveitamento dos recursos hídricos. A água era considerada bem público, e o seu uso para as necessidades básicas de sobrevivência eram asseguradas a todos os indivíduos. O código buscava proteger a qualidade da água, proibindo qualquer atividade que pudesse poluir as águas de poços ou nascentes. Toda a retirada de água originada de recursos hídricos consistia na permissão pública, pois era recurso primordial no desenvolvimento econômico-industrial e principal fonte geradora de energia. · A Constituição de 1937 A Constituição de 1937 previa, em seu art. 16, que caberá à União o dever de legislar sobre as águas: Art. 16. Compete privativamente à União o poder de legislar sobre as seguintes matérias: XIV: os bens do domínio federal, minas, metalurgia, energia hidráulica, aguas, florestas, caça e pesca e sua exploração. · A Constituição de 1946 No ano de 1946, com o grande crescimento industrial, foi decretada a Constituição Federal de 1946, ordenando que caberia à União legislar sobre as riquezas naturais, tais como as águas e a energia hidráulica, mantendo a legislação estadual supletiva e complementar. Art. 5º: Compete à União: […] XV, l: riquezas do subsolo, mineração, metalurgia, águas, energia elétrica, floresta, caça e pesca. Art. 6º - A competência federal para legislar sobre as matérias do art. 5º, nº XV,letras b, e, d, f, h, j, l, o e r, não exclui a legislação estadual supletiva ou complementar. · As Constituições de 1967 e 1969 As Constituições não apresentam muitas diferenças entre elas, referente aos bens dos Estados e territórios em que estavam inseridos os lagos, juntamente aos rios que neles têm nascentes e foz, as ilhas fluviais (ilhas encontradas nos rios), as plantas que vivem à margem dos lagos e as terras devolutas não compreendidas no domínio federal. A atribuição legislativa federal referente às águas foi mantida, retirando a atribuição dos Estados quanto ao particular. · A Constituição de 1988 A Constituição apresentou algumas mudanças e alterações em comparação com as constituições anteriores. Uma delas foi em caracterizar a água como recurso econômico e dispor sobre o término da privatização dos recursos hídricos, visto que a água é um bem público de livre apropriação. Outra mudança ocorrida com a Constituição de 88 veio com o art. 20, inciso III, que apresentou a inclusão dos terrenos marginais (que são áreas banhadas pelos rios, lagos ou quaisquer correntes de águas federais e fora do alcance das marés) e das praias fluviais como bens protegidos pela União. Art. 20. São bens da União: [...] III os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais (CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1998). A água é sem dúvida uma fonte de vida, essencial e indispensável para a sobrevivência de todas as espécies existentes em nosso planeta. Devemos ter comprometimento com sua utilização, pois trata-se de um bem finito, sendo um bem público e de responsabilidade de todos sua preservação e conservação. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA Está previsto em nossa Constituição, em seu art. 22, IV, que a competência de legislar sobre as águas é privativamente da União, em conjunto com a competência federal para legislar sobre a energia, que é prevista na mesma norma. A constituição também prevê em seu art. 22, parágrafo único, que há possibilidade de Lei Complementar Federal conceder aos Estados o direito de legislar sobre determinadas questões relacionadas no art. 22 Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: [...] IV águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão Art. 22. Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Mesmo sendo competência da União de legislar sobre os recursos hídricos, cabe ressaltar a importância da conscientização de todos quanto à sua utilização, evitando desperdícios para que esse bem não seja extinto. POLUIÇÃO AMBIENTAL ATENÇÃO PARA SABER Poluição ambiental é a consequência da ação ou obra humana capaz de promover prejuízos ao introduzir no meio ambiente substâncias prejudiciais à saúde humana, aos animais e ao meio ambiente, alterando o equilíbrio dos ecossistemas e causando danos que podem ser irreparáveis. Poluição ambiental é a consequência da ação ou obra humana capaz de promover prejuízos ao introduzir no meio ambiente substâncias prejudiciais à saúde humana, aos animais e ao meio ambiente, alterando o equilíbrio dos ecossistemas e causando danos que podem ser irreparáveis. A Lei 6.938/81, Art.3, III, dispõe que: Art. 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: [...] III: poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; A poluição ambiental requer preocupação, tanto por parte dos órgãos públicos, como por parte da população e indústrias, por afetar a toda a sociedade, causando danos que podem ser patológicos, destruição dos recursos ambientais e alterações climáticas. FIGURA 5: Poluição do ar Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Os mais relevantes causadores da poluição ambiental são: 1. Poluição do ar ou poluição atmosférica: é a consequência do lançamento no ar de relevantes quantidades de gases, partículas sólidas ou líquidas, como, por exemplo, queima de combustível, mau uso de agrotóxicos, ocasionando danos ao solo e à água, danos ambientais, contaminações. Representa grave problema nos grandes centros urbanos e assim, gera, consequentemente, danos à saúde humana. O exemplo bem comum de poluição do ar é a emissão de monóxido de carbono através dos carros e demais veículos motores, diretamente no ar. A chuva ácida, o efeito estufa, a inversão térmica, a ilha de calor, a destruição da camada de ozônio são resultados da poluição do ar atmosférico. FIGURA 6: Principais poluentes lançados na atmosfera 2. Poluição Sonora: são os danos ocasionados pelo excesso de ruídos, prejudicando a saúde física e mental dos seres humanos, sons com níveis mais altos que os decibéis permitidos, atividades que perturbam o silêncio ambiental, como, por exemplo, buzinas altas, rojões, sons de motores, sirenes, entre outros. FIGURA 7: Poluição sonora Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Atualmente, a intensidade de barulho autorizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos centros urbanos é de até 50 decibéis, sons que ultrapassam essa medida são considerados prejudiciais à saúde. 3. Poluição Nuclear ou Radioativa: é a poluição gerada dos resíduos radioativos vindos de fontes que utilizam a energia nuclear. Temos, como exemplo, os aparelhos de raios X que são bastantes utilizados em clínicas, hospitais e laboratórios. Apresentam grau alto de periculosidade, podendo causar várias reações e danos à saúde do indivíduo. Não obstante, temos o lixo nuclear que, na prática, polui menos o meio ambiente do que o lixo comum, pois existe um rígido controle e gerenciamento sobre sua destinação. O fato relevante sobre o lixo nuclear é que ele tem a capacidade de permanecer ativo por longo período de tempo. Dessa forma, demanda-se vasto monitoramento e, em caso de acidentes, os danos são grandes, podendo afetar várias gerações. Com o desenvolvimento de novas usinas termonucleares, responsáveis por gerar energia elétrica, o volume de resíduos que deverá ser estocada também aumentará. Esses resíduos serão ordenados conforme o nível de radioatividade, classificados como baixa, média ou alta atividade e, dessa forma, armazenados de acordo com as normas da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), mas, mesmo seguindo todos os padrões, esses resíduos irão continuar com grande potencial de perigo e poluição. Por esse motivo, hoje existe uma certa resistência referente à utilização da energia nuclear, pois é fato que as usinas termonucleares poluem sim e, para evitar menores impactos, devem seguir o plano de gerenciamento dos resíduos respeitosamente, fato que eleva os custos da energia nuclear. Podemos citar, como exemplos de poluição nuclear, os aparelhos raios X e usinas nucleares, extremamente radiativos. 4. Poluição das águas: é a degradação dos recursos hídricos, podendo levar até a consequência máxima de faltar água definitivamente no planeta. As fontes de água doce, essenciais para a sobrevivência dos seres humanos, são as mais afetadas, pois recebem maiores números de poluentes. FIGURA 9: Poluição das águas Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Infelizmente, somos atingidos diariamente com a grande poluição de nossos rios, lagos e mares, pois esses são afetados com os despejos de lixos orgânicos, inorgânicos e até mesmo tóxicos. Os indivíduos e empresas devem se conscientizar sobre os danos e irreparáveis consequências dos atos. Ocorre também a poluição do lençol freático (águas subterrâneas) com pesticidas utilizados na agricultura. Com o apodrecimento de matérias orgânicas, também se causa grandes danos ambientais e poluição dos mananciais. Como exemplo de poluição das águas, podemos ilustrar com o descarte de lixos em rios, lagos e até mesmo no mar. E ASSIM FINALIZAMOS A UNIDADE. Nesta unidade, aprofundamosnossos conhecimentos nos conceitos e principalmente sobre as legislações aplicáveis sobre a fauna, flora e recursos hídricos. Entendemos a importância e a necessidade da preservação de cada um deles para que possamos ter um meio ambiente mais equilibrado, tanto para nossas quanto para as futuras gerações. Estudamos também o conceito de poluição ambiental e seus causadores mais relevantes, destacando seus efeitos lesivos ao meio ambiente e também à vida humana. Com a identificação de exemplos práticos, mostramos com mais clareza como cada um de nós pode agir para ajudar na preservação do meio ambiente e como ele é indispensável para nossa vida. image1.png image2.png image3.png