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1 
 
CIDADE E MEIO AMBIENTE - TURMA 2º ANO - 2023 
EFEITOS DO ANTROPOCENO - 2 ª ETAPA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA CENTRAL - EFEITOS DO ANTROPOCENO 
SUB-TEMAS 
: 
➢História da Terra; 
➢ Consumismo; 
➢ Mineração, Agricultura e pecuária; 
➢ Redução da biodiversidade; 
➢ Exploração florestal; 
➢ Atividade industrial; 
➢ Descarte incorreto do resíduo sólido; 
➢ Uso incorreto da água e do solo; 
➢ Diferentes tipos de poluição; 
➢ Modificação Genética; 
➢ Problemas acerca do deslocamento de animais silvestres para áreas urbanas; 
➢ Destruição de habitats e suas consequências; 
➢ Mudanças climáticas e a extinção de animais silvestres; 
➢ Indústria farmacêutica e a exploração/caça de animais; 
➢ Derretimento das calotas polares e suas consequências. 
CIDADE E MEIO AMBIENTE - TURMA 2º ANO - 2023 
NÚMERO DA APOSTILA______________ 
 
ELA PERTENCE AO ALUNO: _______________________________ 2º 5 
 
ESCOLA ESTADUAL JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA 
Diretor: Sidnei Cornélio Silva - Vice-diretores: Alessandra Lúcia, Ludmila Isabel, Douglas Moura 
Coordenação Pedagógica: Ana Paula, Nádia, Gisele, Selma 
Professor (a): Maria Valéria Componente curricular: CIDADE E MEIO AMBIENTE TURMA: 2º ANO 
 
2 
 
SUMÁRIO 
 
1- CAPÍTULO 1 
1.1 A FORMAÇÃO DA TERRA E OS SERES VIVOS -------------------------------------------------------------------------------------------3 
1.2 O ANO GEOLÓGICO --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------4 
1.3 ESTRUTURA DA TERRA --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 6 
1.4 ERAS GEOLÓGICAS ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------6 
1.5 QUAL É A ORIGEM DA HUMANIDADE SEGUNDO A CIÊNCIA?---------------------------------------------------------------------- 7 
1.6 COMO OCORREU A EVOLUÇÃO HUMANA?-------------------------------------------------------------------------- ---- 7 
 
2- CAPÍTULO 2 
2.1 SER HUMANO NOS DIAS ATUAIS ----------------------------------------------------------------------------------------------------------8 
2.2 O QUE É, ENTÃO, O SER HUMANO?-------------------------------------------------------------------------------------------------------9 
 
3- CAPÍTULO 3 
3.1 CONSUMISMO----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --- 11 
3.2 CAUSAS DO CONSUMISMO ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------11 
3.3 CONSUMISMO, CAPITALISMO E GLOBALIZAÇÃO -------------------------------------------------------------------------------------12 
3.4 CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMISMO--------------------------------------------------------------------------------------------------- 12 
3.5 CONSEQUÊNCIAS PARA O MEIO AMBIENTE -----------------------------------------------------------------------------------------12 
3.6 CONSUMISMO NO BRASIL -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------12 
3.7 DIFERENÇA ENTRE CONSUMISMO E CONSUMO -------------------------------------------------------------------------------------13 
 
CAPÍTULO 4 
4.1 O LIXO E SEU IMPACTO AMBIENTAL ----------------------------------------------------------------------------------------------------13 
4.2 CULTURA DO LIXO --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------14 
4.3 LIXO E SEU IMPACTOS AMBIENTAIS ----------------------------------------------------------------------------------------------------14 
4.4 A CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- -14 
4.5 A POLUIÇÃO DO AR ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------14 
4.6 LEI SOBRE DESCARTE DE LIXO------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 15 
4.7 COMO RESOLVER O PROBLEMA ---------------------------------------------------------------------------------------------------------15 
 
5- CAPÍTULO 5 
5.1 IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA MINERAÇÃO ---------------------------------------------------------------------------15 
5.2 PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS PELA MINERAÇÃO --------------------------------------------------------------15 
5.3 SÃO ESTES OS PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA MINERAÇÃO:----------------------------------------16 
5.4 O QUE SÃO BARRAGENS DE REJEITO? --------------------------------------------------------------------------------------------------17 
5.5 OS PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS À MINERAÇÃO DE FERRO SÃO:-------------------------------------17 
5.6 IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA MINERAÇÃO DO OURO----------------------------------------------------------------18 
 
6- CAPÍTULO 6 
6.1 A AGROPECUÁRIA E OS PROBLEMAS AMBIENTAIS -----------------------------------------------------------------------------------19 
 
7 - CAPÍTULO 
7.1 PERDA DE BIODIVERSIDADE: QUAIS AS CAUSAS E AS CONSEQUÊNCIAS? -------------------------------------------------------20 
7.2 O QUE É A BIODIVERSIDADE? -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 21 
7.3 PORQUE É A BIODIVERSIDADE IMPORTANTE --------------------------------------------------------------------------------------------21 
7.4 PRINCIPAIS CAUSAS PARA A PERDA DE BIODIVERSIDADE ------------------------------------------------------------------------------21 
7.5 COMO A FALTA DA BIODIVERSIDADE PODE NOS AFETAR? -----------------------------------------------------------------------------21 
7.6 A BIODIVERSIDADE É A BASE DA SAÚDE DO PLANETA E TEM UM IMPACTO DIRETO SOBRE A VIDA DE TODOS NÓS. ---22 
7.7 O QUE PROMOVE A EXPLORAÇÃO FLORESTAL? ------------------------------------------------------------------------------------------22 
7.8 SOLUÇÃO PARA A EXPLORAÇÃO FLORESTAL NO BRASIL ------------------------------------------------------------------------------- 22 
 
8 -CAPÍTUO 8 
8.1 OS IMPACTOS DA INDÚSTRIA NO MEIO AMBIENTE -------------------------------------------------------------------------------------23 
 
 9- CAPÍTULO 9 
9.1 O QUE É O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? ----------------------------------------------------------------------------------------24 
9.2 QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PREJUÍZOS DO DESCARTE DE LIXO NOS RIOS? ------------------------------------------------------- 25 
3 
 
9.3 QUAL A SITUAÇÃO DO DESCARTE DE LIXO NO PANORAMA BRASILEIRO? -------------------------------------------------------25 
9.4 QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PROBLEMAS CAUSADOS PELO DESCARTE INADEQUADO DE LIXO? -----------------------------25 
9.5 QUAL É A PUNIÇÃO LEGAL PARA QUEM JOGA LIXO NOS RIOS? ---------------------------------------------------------------------26 
9.6 COMO A SOCIEDADE PODE CONTRIBUIR PARA EVITAR O DESCARTE DE LIXO NOS RIOS? -----------------------------------26 
9.7 QUAL É A SOLUÇÃO PARA O DESCARTE INCORRETO DO LIXO? ---------------------------------------------------------------------26 
9.8 COMO É FEITA A DESPOLUIÇÃO DE RIOS? ------------------------------------------------------------------------------------------------27 
 
CAPÍTULO 10 
10.1 POLUIÇÃO DO SOLO ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------27 
10.2 QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE POLUIÇÃO? --------------------------------------------------------------------------------------28 
10.3 QUAIS SÃO OS IMPACTOS DA POLUIÇÃO NA SOCIEDADE? --------------------------------------------------------------------------30 
10.4 POLUIÇÃO GENÉTICA -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------3010.5 OGM E TRANSGÊNICOS ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------31 
10.6 COMO OS TRANSGÊNICOS PODEM AFETAR O MEIO AMBIENTE? -----------------------------------------------------------------31 
 
CAPÍTULO 11 
11.1 DESCARTE INCORRETO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS ---------------------------------------------------------------------------------------31 
11.2 DESTINO CORRETO DO LIXO------------------------------------------------------------------------------------------------------------------32 
11.3 LIXO ELETRÔNICO ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -33 
11.4 OUTROS TIPOS DE RESÍDUO -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------33 
11.5 FORMAS DE CONTAMINAÇÃO GENÉTICA ------------------------------------------------------------------------------------------------33 
11.6 INVASÕES BIOLÓGICAS, EROSÃO GENÉTICA E O GENE EXTERMINADOR ---------------------------------------------------------34 
11.7 O PERIGO DA POLUIÇÃO GENÉTICA PARA A SOBERANIA ALIMENTAR ------------------------------------------------------------34 
11.8 COMO O RISCO DA POLUIÇÃO GENÉTICA PODE SER MINIMIZADO? --------------------------------------------------------------34 
 
CAPÍTULO 12 
12.1 DESTRUIÇÃO DE HABITAT --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------34 
12.2 AQUECIMENTO GLOBAL E A EXTINÇÃO DE ESPÉCIES ---------------------------------------------------------------------------------36 
12.3 QUAIS ESPÉCIES CORREM RISCO DE EXTINÇÃO EM RAZÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL? -----------------------------------37 
12.4 A EXPLORAÇÃO ANIMAL NAS INDÚSTRIAS DE COSMÉTICOS ------------------------------------------------------------------------38 
 
CAPÍTULO 13 
13.1 CALOTAS POLARES: QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DE SEU DERRETIMENTO? -------------------------------------------------------38 
13.2 QUAIS AÇÕES ACELERAM O DERRETIMENTO DAS CALOTAS POLARES? -------------------------------------------------------------39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Capítulo 1 
1.1 A formação da Terra e os seres vivos 
Uma das primeiras formas de vida, os Trilobitas, 
Para alcançar o nível de evolução no qual encontra o planeta 
hoje, foi preciso milhões de anos para que esse se configurasse 
e pudesse oferecer condições para o desenvolvimento da vida. 
Segundo a classe de cientistas a Terra está datada de 4,5 a 5,0 
bilhões de anos. 
Ao longo de sua formação o planeta já possuiu diferentes 
características em consistência e principalmente em 
temperatura, houve períodos com temperaturas extremamente 
elevadas, e supostamente o planeta passou por processo de 
glaciação. 
Em forma de retrospectiva, segue os principais eventos que 
marcaram a formação do planeta e de seus habitantes, os seres 
vivos. 
 
1º evento: Formação da Terra há aproximadamente 4,5 bilhões 
de anos, nesse período o planeta era extremamente quente equivalente a uma imensa bola de fogo, 
não abrigando nem uma forma de vida. 
 
2º evento: Passados milhões de anos após a formação do planeta, a Terra entrou em um processo de 
resfriamento gradativo, essa alteração originou uma estreita camada de rocha em toda a Terra. 
 
3º evento: Com as mudanças ocorridas na temperatura do planeta, que foi se resfriando, foi expelida do 
interior da Terra uma imensa quantidade de gases e vapor de água. Esse processo fez com que os gases 
formassem a atmosfera e o vapor de água favoreceu o surgimento das primeiras precipitações, um 
longo tempo de chuva ocasionou a formação dos oceanos primitivos, que possuíam cerca de 20 cm de 
profundidade. 
 
4º evento: A formação dos oceanos foi fundamental para o surgimento da vida no planeta, pois a 
origem da vida veio dos seres aquáticos. Dessa forma surgiram primeiramente no plantae as bactérias e 
algas, além de microrganismos, isso há cerca de 3 bilhões e 500 milhões de anos. 
 
5º evento: Essas primeiras formas de vida foram importantes para o surgimento de outros seres. 
Surgiram então, oriundos dos microrganismos, os invertebrados dentre eles medusas, trilobitas, 
caracóis e estrela-do-mar, além disso, desenvolveram plantas tais como as algas verdes, todos os seres 
vivos desse momento habitavam ambientes marinhos. 
 
6º evento: Pouco tempo depois algumas espécies de plantas marinhas desenvolveram a capacidade de 
se adaptar fora do ambiente aquático migrando para áreas continentais, dando origem às primeiras 
plantas terrestres. 
 
7º evento: Os animais terrestres tiveram sua origem a partir do momento que algumas espécies de 
peixes saíram da água dando origem aos anfíbios e posteriormente aos répteis. Houve um tempo no 
qual o planeta Terra ficou povoado por grandes répteis denominados de dinossauros, esse ficou 
caracterizado como o Período Jurássico. O período permiano deu origem às plantas com flores e os 
5 
 
mamíferos. Os grandes répteis foram extintos há 70 milhões de anos. 
 
8º evento: Há aproximadamente 65 milhões de anos teve início a formação das grandes cadeias de 
montanhas como o Himalaia e os Alpes. Os animais como os mamíferos e as aves proliferaram por todo 
o planeta, a atmosfera já possuía as mesmas características atuais. 
 
9º evento: Há aproximadamente 4 milhões de anos surgiram os ancestrais dos seres humanos, o 
planeta a partir de então entrou em períodos de muito frio ocasionados pelo crescimento das geleiras, 
no entanto, há 11 mil anos as geleiras se fixaram nas zonas polares. 
 
1.2 O ano geológico 
 
Os 4,5 bilhões de anos de idade do nosso planeta são um intervalo de tempo tão grande que é 
impossível a um ser humano captar seu real significado. Aliás, nem mesmo 1 milhão de anos podemos 
conceber o que seja. Por isso, uma das maneiras de torná-lo algo mais real e assimilável é comprimi-lo 
no intervalo de um ano, este, sim, um fragmento de história que conseguimos entender bem. 
Assim, fazendo, obtém-se, por exemplo, as seguintes datas: 
• 1º de janeiro – início da formação da Terra. 
• 24 de fevereiro – formação das primeiras rochas. 
• 24 de fevereiro a 17 de março – a Terra é muito bombardeada por meteoritos. 
• 17 de março a 18 de abril - surgem os primeiros continentes. Em 28 de março já existem 
bactérias. 
• 18 de abril a 20 de maio – formam-se estromatólitos por toda a Terra. 
• 20 de maio a 13 de junho - há bacias sedimentares, evidências de fraturas intracontinentais, 
colisões entre continentes e eventos orogênicos de âmbito global bem disseminados. 
• 13 de junho a 24 de agosto - surgem os primeiros seres eucariontes. 
• 24 de agosto a 12 de outubro - surge a reprodução animal sexuada. 
• 12 de outubro a 17 de novembro – surge a biota Ediacarana, entre 10 e 17 de novembro. 
• 17 a 22 de novembro - o clima é suave em todo o mundo. Surgem 
os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos e esponjas, entre outros 
anmais. Domínio dos trilobitas e dos braquiópodes. Vegetais são representados apenas por algas 
marinhas, não havendo cobertura vegetal na Terra. 
 
• 22 a 25 de novembro - clima mostra temperaturas médias e atmosfera muito úmida. No final do 
período, porém, formaram-se grandes geleiras, provável causa do desaparecimento de cerca de 
60% de todos os gêneros e 25% dos invertebrados marinhos de todas as famílias. Aparecem os 
primeiros animais gigantescos, artrópodes marinhos com 2 metros, e os primeiros peixes sem 
mandíbula e com pares de nadadeiras. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anel%C3%ADdeos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artr%C3%B3podes
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Braqui%C3%B3podes&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Equinodermos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Moluscos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Invertebrado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Peixe
6 
 
• 25 a 28 de novembro - derretimento das calotas polares e elevação do nível dos mares.Surgem 
recifes de corais e os primeiros peixes com mandíbula. Os artrópodes invadem o ambiente 
terrestre e, no final do período, aparecem animais e plantas em áreas continentais. Surgem 
os amonites. 
 
• 28 de novembro a 2 de dezembro - aparecem plantas de pequeno porte e os corais atingem o 
apogeu. Surgem os primeiros anfíbios. Insetos têm grande desenvolvimento e peixes começam a 
deixar a água, com transformação de nadadeiras em quatro patas. 
 
• 2 a 7 de dezembro - formação de grandes jazidas de carvão. Nos últimos dias desse intervalo, os 
répteis adquirem a capacidade de se reproduzir em terra. 
 
• 7 a 11 de dezembro - os continentes unem-se e formam a Pangéia. Fauna terrestre é dominada 
por insetos semelhantes a baratas e animais que não são nem répteis nem mamíferos 
(os Synapsida). Nas águas doces, há anfíbios gigantes e no mar, tubarões primitivos, 
moluscos cefalópodes, braquiópodes, trilobitas e artrópodes gigantescos são os animais 
dominantes. Únicas criaturas voadoras são parentes gigantes das libélulas. Flora Glossopteris. 
Répteis como o Mesosaurus. No fim do intervalo, extinção de 95% da vida na Terra, acabando 
com os trilobitas, mas permitindo desenvolvimento dos répteis. 
 
• 11 a 15 de dezembro - América do Sul é um vasto deserto arenoso. Os répteis dividem-se em 
muitos grupos e ocupam diversos habitats. Surgem os primeiros dinossauros e os 
primeiros mamíferos ovíparos. Florescem as coníferas. 
 
• 15 a 19 de dezembro - Pangéia começa a se dividir. As maiores formas de vida são os répteis 
marinhos (ictiossauros, plesiossauros e crocodilos), bem como os peixes. Em terra, os grandes 
répteis (arcossauros) permanecem dominantes. No ar, desenvolvem-se os primeiros pássaros e 
os pterossauros são comuns. Surgem plantas com flores. 
 
• 19 a 25 de dezembro - os continentes começam a adquirir a atual conformação e 
os dinossauros alcançaram seu apogeu, sofrendo, porém, uma extinção em massa às 18 h do dia 
25. Surgem mamíferos placentários primitivos e plantas com flores. 
 
• 25 a 29 de dezembro – surgem os mamíferos modernos, extinguindo-se as espécies arcaicas. 
 
• 29 a 31 de dezembro - expansão dos mamiferos de grande porte, embora muitos tenham 
tenham sido extintos, e aparecimento dos hominideos primitivos, que usavam ferramentas. 
O Homo sapiens surge no dia 31 de dezembro, às 23h 36min 51s. 
A Terra no futuro 
As gravuras abaixo mostram como os cientistas imaginam como será: 
 
 
 
 
Terra daqui a 50 milhões de anos. Terra daqui a 100 milhões de anos. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amonite
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anf%C3%ADbio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barata
http://pt.wikipedia.org/wiki/Synapsida
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cefal%C3%B3pode
http://pt.wikipedia.org/wiki/Braqui%C3%B3pode
http://pt.wikipedia.org/wiki/Trilobita
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artr%C3%B3pode
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lib%C3%A9lula
http://pt.wikipedia.org/wiki/Glossopteris
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vida
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinossauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mam%C3%ADfero
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ov%C3%ADparo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ictiossauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plesiossauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crocodilo
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1ssaro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pterossauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plantae
http://pt.wikipedia.org/wiki/Flor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinossauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mam%C3%ADferos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placenta
7 
 
 
Terra daqui a 250 milhões de anos. 
1.3 Estrutura da Terra 
 
A estrutura da Terra está constituída por três partes principais: crosta terrestre, manto e núcleo 
(externo e interno). 
"As camadas da Terra são três: crosta, manto e 
núcleo. Elas compõem a estrutura interna do 
nosso planeta e possuem particularidades que 
as definem, como composição química, 
densidade e temperatura. Entre cada uma das 
camadas existe uma faixa de transição que 
recebe o nome de descontinuidade. 
As diferentes camadas constituem corpos 
dinâmicos que apresentam processos internos 
próprios e também interagem entre si, 
resultando muitas vezes em fenômenos 
sentidos e observados na superfície terrestre, 
como abalos sísmicos, transformações no relevo e vulcanismo." 
1.4 Eras Geológicas 
 
 
O planeta Terra tem 4,53 
bilhões de anos. Neste tempo 
todo, muitas mudanças 
ocorreram. Estas grandes 
transformações sofridas pela 
Terra são divididas em tempos 
geológicos. Esta escala de 
tempo, que se preocupa com 
as mudanças geológicas 
da Terra, é medida em milhões 
de anos. 
São quatro divisões 
principais que constituem a 
escala geológica de tempo: 
https://www.estudopratico.com.br/camadas-terra/
8 
 
Éon, Era, Período e Época. Dentre estes, o Éon é o que representa a maior porção de tempo, seguido das 
Eras, Período até chegar às Épocas, que são momentos do tempo geológico a partir da Era Mesozoica. 
As Eras geológicas contam a história evolutiva do planeta Terra. São marcadas por características 
específicas das mudanças pelas quais o planeta passava naquele momento histórico. Elas estão descritas 
na Tabela Estratigráfica Internacional, onde também são registradas mudanças que possam ocorrer a 
partir de descobertas científicas. 
1.5 Qual é a origem da humanidade segundo a ciência? 
 
A hipótese científica mais aceita atualmente para a origem da humanidade é de que a espécie humana 
moderna (chamada de Homo sapiens) surgiu na África, há cerca de 200 mil anos, depois de um processo 
evolutivo de milhões de anos. 
Segundo informações da Human Origins Program (Programa Origens Humanas) do Museu Nacional de 
História Natural do Smithsonian (Estados Unidos), antes do homem moderno, outros hominídeos já 
ocupavam o planeta. 
O programa afirma que a maioria dos cientistas reconhece cerca de 15 a 20 espécies diferentes de 
humanos primitivos. No entanto, não há concordância sobre como essas espécies estão relacionadas ou 
quais delas simplesmente se extinguiram. 
 
1.6 Como ocorreu a evolução humana? 
 
Acredita-se que os primeiros hominídeos (linhagem Homo) evoluíram de um ancestral comum entre os 
grandes primatas de hoje, que viveu entre 8 e 6 milhões de anos atrás, de acordo com o Smithsonian. 
Algumas espécies como o Australopithecus garhi, Australopithecus sediba, Australopithecus africanus, 
e Australopithecus afarensis, são apontadas como ancestrais ou irmãs dos hominídeos. 
Cerca de dois milhões de anos atrás, teria surgido, então, o primeiro exemplar dos hominídeos, o Homo 
habilis. Ele também seria o primeiro da linhagem a ser capaz de usar ferramentas, de acordo com dados 
da Enciclopédia da Vida, mantida pelo Museu Nacional de História Natural do Smithsonian. 
Em seguida na linha evolutiva há o surgimento do Homo erectus, que tinha uma forma de andar e 
proporções corporais mais próxima a dos humanos modernos. 
O H. erectus foi a primeira espécie humana a exibir uma face plana, nariz proeminente e, possivelmente, 
uma cobertura mais escassa de pêlos corporais. Também é nesse momento que os hominídeos 
começam a dominar o uso do fogo. 
Mas um não teve que ser extinto para o outro surgir. Segundo a Enciclopédia, foi descoberto que o H. 
habilis e H. erectus coexistiram por cerca de meio milhão de anos, sugerindo que H. erectus não evoluiu 
imediatamente do H. habilis, mas sim de um ancestral comum. 
Um crânio neandertal, um dos mais 
completos encontrados até agora, 
permanece próximo a esqueletos 
humanos. Museu de l'Homme, Paris, 
França. 
 
Humanos migraram da África para o 
mundo 
Até então, a evolução humana acontece 
inteiramente no continente africano. 
Segundo o programa do Smithsonian, todos 
https://www.estudopratico.com.br/era-mesozoica-caracteristicas-e-divisoes/
https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2022/05/dente-de-hominideo-misterioso-adiciona-novo-capitulo-a-historia-humana
https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2022/05/dente-de-hominideo-misterioso-adiciona-novo-capitulo-a-historia-humanahttps://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2018/05/ferramentas-de-700-mil-anos-apontam-para-misterioso-ancestral-humano
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2017/12/ancestral-humano-de-36-milhoes-de-anos-e-revelado-ao-publico
https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2021/12/pegadas-antigas-sugerem-existencia-de-parente-misterioso-dos-humanos
9 
 
os fósseis dos primeiros seres humanos, que viveram entre seis e dois milhões de anos atrás, vêm da 
África. 
A migração dos hominídeos pelo planeta começou, provavelmente, entre dois milhões e 1,8 milhões de 
anos atrás, conta o Programa Origens Humanas. Os primeiros humanos partiram da África 
primeiramente para a Ásia e, um pouco mais tarde (entre 1,5 milhões e 1 milhão de anos atrás), 
chegaram à Europa. 
(Veja também: DNA de fósseis encontrados no Brasil, incluindo o povo de Luzia, reescrevem a história da 
ocupação das Américas) 
Graças às diferenças de clima enfrentadas nos novos habitats, o gênero Homo continuou sua evolução. 
Há cerca de 500 mil anos, na Eurásia, surge o Homo neanderthalensis (nome que significa pessoa do vale 
de Neander), também conhecidos como neandertais. 
Eles eram mais fortes, mais baixos e robustos do que os humanos modernos, uma adaptação à vida em 
ambientes frios, segundo o Programa Origens Humanas. Mas os seus cérebros eram tão grandes como 
os nossos e, muitas vezes, até maiores, de forma a serem proporcionais a seus corpos mais musculosos. 
O programa do Smithsonian também diz que os neandertais controlavam o fogo, viviam em abrigos e 
ocasionalmente faziam arte e objetos simbólicos ou ornamentais. Há, por exemplo, evidências de que os 
neandertais enterravam deliberadamente seus mortos e, ocasionalmente, até marcavam seus túmulos 
com oferendas, como flores. Nenhuma espécie humana anterior havia praticado esse comportamento 
sofisticado e simbólico. 
 
 
 O R I G E M D A H U M A N I D A D E 
Conheça esta história que começa 
aproximadamente 7 milhões de anos atrás e ainda é 
envolta em muitos mistérios. 
Quando surgiu o Homo sapiens 
Simultaneamente à existência dos 
neandertais, o Homo sapiens (nome que significa 
“pessoa sábia” em latim) evoluiu na África, durante 
uma época de mudanças climáticas dramáticas, há 
cerca de 300 mil e 200 mil anos atrás, de acordo com o Smithsonian. 
Mas os humanos modernos não surgiram tão desenvolvidos como são hoje. O programa do Museu 
Nacional de História descreve que as habilidades que definem a “sabedoria” do H. sapiens, como a 
linguagem, a vivência em grandes grupos, o cozimento de alimentos e a agricultura foram desenvolvidas 
ao longo de milhares de anos. 
Entre 14 mil e 8 mil anos atrás, os humanos passaram por um grande processo de sedentarização 
conhecido como "Revolução Agrícola” (ou Revolução Neolítica). Esse processo se dá no momento em 
que o H. sapiens deixa de ser nômade e passa a se assentar em terras, plantar alimentos e domesticar 
animais. Segundo o Smithsonian, é a partir desse processo que os humanos começam a transformar as 
paisagens naturais da Terra. 
 
CAPÍTULO 2 
 
2.1 SER HUMANO NOS DIAS ATUAIS 
 
O HOMEM, QUE REALIDADE É ESSA? 
As pessoas sempre quiseram viver em grupo? O que moveu os indivíduos a se agruparem? 
 
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2020/09/pegadas-antigas-encontradas-arabia-saudita-migracao-humana
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2018/11/dna-estudo-fossil-fosseis-luzia-brasil-estreito-bering-america-eua-estados-unidos-clovis-povos-ocupacao-migracao-lagoa-santa-minas-gerais
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2018/11/dna-estudo-fossil-fosseis-luzia-brasil-estreito-bering-america-eua-estados-unidos-clovis-povos-ocupacao-migracao-lagoa-santa-minas-gerais
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/exames-de-dna-revelam-um-parente-dos-seres-humanos-com-dentes-gigantes
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2018/02/encontrada-arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-feita-por-neandertais
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2019/10/estudo-controverso-aponta-a-origem-do-homem-moderno
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2019/10/estudo-controverso-aponta-a-origem-do-homem-moderno
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2020/06/rosto-de-mulher-de-75-mil-anos-revela-os-primeiros-humanos-de-gibraltar
10 
 
As pessoas vivem em grupos. Essa constatação não representa a realidade total da evolução do ser 
humano nem da sociedade humana; também não esgota as características do ser humano, hoje visto e 
entendido como ser de relações. Outras questões precisam ser respondidas: as pessoas sempre viveram 
e sempre quiseram viver em grupo? O que moveu os indivíduos a se agruparem? 
Parece que não é errado dizer que nem sempre os seres humanos viveram em grupo, formando o que 
chamamos de sociedade. Também não erramos quando afirmamos que o ser humano está, 
constantemente, insatisfeito. E se está insatisfeito é porque possui necessidades. Essa parece ser a 
principal e, talvez, primeira explicação para a organização das sociedades humanas. A satisfação das 
necessidades. 
 
Sendo assim podemos dizer que as pessoas gostam de estar sozinhas, mas vivem em grupos. Gostam de 
estar sozinhas porque a solidão permite liberdades que não é possível no grupo. Mas necessitam do 
grupo porque nem tudo de que precisam conseguem isoladamente. A associação ocorre, portanto, não 
porque o ser humano é, essencialmente, gregário, mas é segregacionista, é sectério, e se agrupa por 
necessidade de sobrevivência. O grupo, portanto, nasce dos interesses pessoais e das necessidades dos 
indivíduos. 
 
2.2 O que é, então, o ser humano? 
 
Sabemos, inicialmente, que o ser humano é um animal que ganhou a classificação de racional. 
Aristóteles lhe afirmou mais uma característica: é político, de onde a característica da sociabilidade. 
Racional porque consegue abstrair e aprender com as experiências. E, mais do que aprender, consegue 
reproduzir e ampliar as aplicações das experiências adquiridas. Isso porque aprendeu a raciocinar. É, 
além disso, político porque vive, sobrevive e explora as relações sociais. Embora, como dissemos antes, 
goste do isolamento, prefere viver em grupo. O grupo, portanto, não é essencial, mas opção: para 
satisfazer suas necessidades, para satisfazer seus desejos, para superar seus medos, para superar suas 
fraquezas. 
 
Nisso podem ser observadas mais algumas das características desse ser chamado homem. 
Diferentemente dos demais animais, o humano é frágil, desprovido de garras ou pele resistente aos 
ataques dos predadores e intempéries. Essa fragilidade produziu e ajudou no desenvolvimento de outra 
característica: o medo. Como mecanismo de superação dos medos os humanos desenvolvem 
mecanismos para conviver ou para superar adversidades da natureza. Um desses mecanismos é a vida 
grupal. Os humanos, portanto, vivem em grupo, entre outros motivos, porque assim se protegem 
mutuamente. Tanto para enfrentar a natureza como para atingir objetivos comuns. O grupo passa ser 
um mecanismo de defesa. Os humanos aproveitam-se de suas fraquezas para produzir forças. A força do 
grupo nasce de uma característica muito marcante do ser humano: a capacidade de tirar benefício dos 
demais membros do grupo, o que indica outra característica do humano: o egocentrismo, sendo que o 
grupo aparece como refúgio, fortaleza e espaço de onde o indivíduo tira proveito e benefícios. As 
relações grupais não estão para o grupo, mas para os indivíduos do grupo. Trata-se, portanto, de uma 
relação interesseira. 
 
Dessa forma é que devemos entender a característica humana da sociabilidade. A sociabilidade, ou a 
capacidade de o ser humano viver, sobreviver e existir em coletividade parece ser o que mais bem o 
caracteriza. Entretanto aqui precisamos fazer uma ressalva. Não nos parece que os humanos sejam, 
essencialmente, seres sociais, mas se fazem sociais a partir de suas necessidades e para superar seus 
medos. 
 
Dizendo de outraforma, o ser humano é um ser sectário e tende a se isolar e a viver isolado. Socializa-se 
11 
 
porque se percebe impotente diante da natureza, mais forte que ele. E, por ter medo de não sobreviver 
procura ajuda dos seus semelhantes. Assim se faz sociável numa atitude tipicamente egocêntrica, 
medrosa e aproveitadora. Para fugir de seus medos e disfarçar sua fraqueza aproveita-se da fraqueza 
dos seus semelhantes. Assim sendo os indivíduos usam a sociedade como caminho, preparação, para o 
isolamento, depois de se aproveitar das fraquezas dos outros seres, como ele, fracos e medrosos. 
 
Além disso, o ser humano se percebe no mundo e se vê completamente diferente das demais realidades 
existentes. Em todas as correntes de filosofia encontramos a mesma afirmação: o ser humano é 
pensante. É ele quem dá sentido a existência dos existentes. Dá sentido porque pensa, porque se 
socializa e porque manipula os elementos da realidade, gerando cultura. Além disso, e sem entrar no 
mérito da discussão religiosa, pode-se dizer que o ser humano transcende à realidade humana. 
 
Pensar não é só o que se pode entender etimologicamente, com a palavra, dizendo que ser humano é 
capaz de pesar, avaliar. Esse pensar refere-se também à capacidade humana de fazer escolhas. O ser 
humano é aquele que avalia, escolhe, e faz isso a partir de um processo reflexivo que exige uma postura 
introspectiva. Esta por sua vez deriva da capacidade de abstração. Na verdade quando se diz que o ser 
humano é capaz de pensar pretende-se afirmar que ele é capaz de falar sobre as realidades com as 
quais não está em contato imediato. Ele pode representá-las, mentalmente e nisso se dá um processo 
de reflexão, pois se trata de “voltar a ver” o que não está presente. 
 
Essas características (pensamento, abstração, manipulação...) permitem, que o ser humano produza o 
que chamamos de progresso humano (outro nome da cultura). O progresso é resultante da vida social, 
da superação dos medos e dos desafios. O progresso humano pode ser visto como resultado da 
capacidade humana de resolver problemas (capacidade reflexiva-pensante) e de se associar a outros 
humanos para fortalecer suas fraquezas diante das realidades mais fortes e que demandam inteligência 
(ler o interior das realidades) e ação conjunta. Progredir implica em superar as limitações humanas e 
naturais em benefício do grupo e, consequentemente, em benefício dos indivíduos. O progresso ganha 
sentido, como toda ação humana, não em si mesmo, mas pelo benefício que produz. 
 
Daí o sentido da produção humana. O ser humano manipula o mundo e gera cultura. Ou seja, 
diferentemente de outras criaturas, a humana se autoproduz reproduzindo o meio que o circunda. 
Recria o mundo natural que o circunda e recria o já criado, dando-lhe novo significado. Sua insatisfação 
o leva a ressignificar as realidades mesmo as que já possuem significado; recria a utilização e a utilidade 
das realidades mesmo as que já têm significado e utilidade consagrada. 
 
Graças a essa capacidade recriadora o ser humano pode produzir o mundo e reproduzir o que existe. 
Com isso dinamiza não só sua existência como as realidades que o circundam e seus concidadãos. Nesse 
12 
 
processo cria ou recria a cultura uma das marcas mais tipicamente humanas, pois, principalmente por 
essa capacidade de recriar a cultura, o ser humano se diferencia dos demais existentes. 
 
 
Capítulo 3 
3.1 Consumismo 
O que é o consumismo? 
 
Consumismo significa fazer compras em excesso. A expressão é usada para identificar o comportamento 
ou tendência de uma pessoa em exagerar nos hábitos de consumo ou em fazer compras por impulso. 
Esse comportamento pode se caracterizar pelo desenvolvimento de uma conduta compulsiva, em que a 
pessoa consome objetos, serviços ou alimentos de maneira exagerada e sem refletir sobre a real 
necessidade de fazer uma compra. 
Assim, quando se fala em consumismo, refere-se ao investimento em produtos que não são necessários, 
ou seja, itens supérfluos. Quem tem esse tipo comportamento é chamado de consumista. 
3.2 Causas do consumismo 
 
Para entender as causas do consumismo, é preciso 
compreender um pouco sobre as razões que levaram ao 
seu surgimento. 
O crescimento dos hábitos de consumo acontece após 
o aumento da produção industrial, o que ocorre a partir da 
Revolução Industrial, momento em que foram feitos mais 
investimentos na produção de serviços. 
Com o investimento na produção, a quantidade de 
mercadorias disponíveis para os consumidores cresceu 
cada vez mais. E para vender o que era produzido, foi 
preciso estimular o desejo de compra nos consumidores. 
13 
 
Por consequência disso, os hábitos de consumo foram cada vez mais incentivados e crescentes. 
Com o passar do tempo, o ato de consumir passou a ser associado a ideias positivas, como felicidade, 
sentimento de satisfação ou de ser bem-sucedido. 
 
3.3 Consumismo, capitalismo e globalização 
 
Por essas razões, o consumismo é considerado um dos problemas originados pela existência do sistema 
capitalista, estando presente em todas as sociedades contemporâneas. 
Outro fator que contribui para o consumismo é a globalização, já que ela faz com que diferentes produtos 
sejam facilmente encontrados em todas as partes do mundo. O fácil acesso a muitos produtos também 
colabora para o estímulo ao consumo desenfreado. 
Além do crescimento da produção industrial e da expansão do sistema capitalista, há o surgimento do 
mercado da publicidade. Juntamente com os meios de comunicação, que chegam facilmente a todas as 
pessoas, ela também influenciou o aumento do consumo. 
A partir do crescimento do consumo surgiu a expressão sociedade de consumo, que representa a relação 
existente entre o comportamento consumista e o capitalismo. Na sociedade de consumo, a produção de 
bens e serviços é excessiva em relação à necessidade e demanda dos consumidores.. 
3.4 Consequências do consumismo 
 
Com o passar do tempo, o aumento do consumo alterou o estilo de vida das pessoas. Hoje, sabe-se que o 
consumismo pode gerar inúmeras consequências, como o endividamento e o aparecimento de doenças 
como ansiedade e depressão. 
3.5 Consequências para o meio ambiente 
 
O consumismo também causa danos ao meio ambiente, como excesso de produção de lixo, além da 
grande quantidade de poluição gerada pelas indústrias. Atualmente, já se sabe que o consumo em excesso 
não é uma alternativa sustentável e causa severos impactos ao meio ambiente. 
O lixo eletrônico é um problema mais recente ligado ao aumento do consumo. Hoje em dia, o consumo 
de produtos eletrônicos é cada vez mais crescente e a durabilidade destes produtos não é tão extensa. 
Isso acontece principalmente em razão da obsolescência programada (diminuição da vida útil de um 
produto para estimular o consumo de novas mercadorias). 
3.6 O consumismo no Brasil 
 
O país acompanha a tendência mundial do consumo em excesso. Há pesquisas que apontam que somente 
24% dos consumidores se consideram conscientes em relação a seus próprios padrões de consumo. 
Dados levantados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas também demonstram que 55% das 
pessoas se consideram em transição em relação ao consumo, ou seja, são as pessoas que têm refletido 
sobre o impacto e a necessidade de suas compras. 
14 
 
Outra pesquisa, da ONG Akatu, revela que, em relação à motivação para repensar hábitos de consumo, os 
moradores das regiões norte, nordeste e centro-oeste sentem-se mais estimulados por motivos concretos 
(em benefício de gerações futuras, pela sustentabilidade e pelo impacto social, por exemplo). 
Já os moradores da região sudeste, repensam seus hábitos por razões emocionais (economia própria, 
desejo de uma vida mais simples e mais benefícios à saúde). 
 
 
 
3.7 Diferença entre consumismo e consumo 
 
Consumismo e consumo se referem ao ato de 
comprar, mas os termos possuem diferenças em 
seus significados. O consumismo é a tendência ou 
hábito de fazer comprasem excesso, ou seja, além 
das necessidades ou sem um propósito específico. 
Já consumo, significa o ato de comprar ou adquirir 
um bem ou um serviço, por exemplo. Entretanto, 
diferente do consumismo, não significa 
necessariamente um comportamento exagerado. 
Lowsumerism 
 
O lowsumerism, formado pelas 
palavras low e consumerism, pode ser traduzido como “pouco/baixo consumo”. É um movimento surgido 
mais recentemente que busca levar as pessoas a refletir sobre seus hábitos de consumo. 
O lowsumerism não propõe apenas a redução do consumo, o mais importante é levar as pessoas a terem 
consciência sobre o papel que o consumo tem em suas vidas. 
São reflexões propostas pelo movimento: 
• questionar a real necessidade de adquirir um novo bem, 
• estimular a criatividade para reutilizar produtos e objetos, 
• praticar hábitos de consumo mais sustentáveis, 
• refletir a respeito das políticas de fabricação das empresas de quem costuma consumir, 
• questionar a qualidade e a quantidade da informação consumida, 
• perceber quais são os impactos ambientais gerados pelos atos de consumo. 
 
 
Capítulo 4 
4.1 O lixo e seu impacto ambiental 
 
15 
 
O lixo (também chamado de resíduo) é considerado um dos maiores problemas ambientais da nossa 
sociedade. A população e o consumo per capita crescem e, junto com eles, a quantidade de resíduos 
produzidos. Na maioria das vezes, o lixo não é descartado de maneira correta e pode resultar em 
diversos problemas para o meio ambiente, como contaminação da água, do solo e até mesmo do ar. 
Veja nesse texto um pouco mais sobre o lixo e o impacto ambiental que ele ocasiona. 
 
4.2 Cultura do lixo 
 
Em nosso país, a população em geral não apresenta uma cultura de interesse no destino dos resíduos, 
residindo a maior preocupação na necessidade de um serviço de recolhimento. Uma vez recolhidos pelo 
serviço público de coleta, para muitos o problema já está resolvido. Esta cultura tem como 
consequência a falta de interesse em fazer uma redução significativa na geração de lixo, como base para 
a gestão sustentável. As pessoas não pensam na preservação dos recursos naturais e não têm interesse 
nos mecanismos de eliminação, a menos que eles representem uma ameaça para a saúde. No entanto, 
devemos lembrar que somos todos consumidores e responsáveis pelos resíduos que geramos em 
relação à qualidade e à quantidade. Portanto, também temos um papel fundamental na geração de 
resíduos e em seu destino final. 
 
4.3 Lixo e seu impactos ambientais 
 
Materiais não renováveis 
Um dos maiores problemas é o consumo de energia e materiais que são usados para fazer embalagens e 
produtos que depois descartamos. Essa energia e esses materiais geralmente vêm de recursos não 
renováveis, como petróleo e minerais. Quando descartamos o que consideramos lixo, estamos, na 
verdade, jogando fora os recursos naturais. 
 
4.4 A contaminação da água 
 
A água da superfície é contaminada pelo lixo que jogamos em rios e canais. Em lugares onde há 
concentração de resíduos líquidos (lixiviados e chorume) há contaminação do solo e das águas 
subterrâneas. Deve-se notar que nos aterros sanitários devidamente licenciados pelos órgãos 
ambientais, os lixiviados não contaminam a água ou o solo porque são controlados e adequadamente 
tratados, ao contrário dos lixões, onde não há qualquer controle. A descarga de resíduos em córregos e 
canais abandonados em vias públicas, também pode ocasionar a obstrução de redes de esgotos. Na 
época de chuvas, provoca inundações que podem causar a perda de bens materiais e, o que é pior, vidas 
humanas. 
Contaminação de solo 
A presença de óleos, solventes, gorduras, metais pesados e ácidos, entre outros resíduos 
contaminantes, alteram as propriedades físicas, químicas e do solo, podendo representar um grande 
risco à população. 
 
4.5 A poluição do ar 
 
Os resíduos sólidos abandonados em lixões a céu aberto deterioram a qualidade do ar que respiramos 
por causa da queima e da fumaça, além de vetores (insetos, roedores e pequenos animais) que 
ocasionam incômodos e podem disseminar doenças. A visibilidade é reduzida e a poeira levantada pelo 
vento em períodos de seca podem transportar microrganismos que produzem infecções respiratórias e 
irritação nasal e ocular, além de ser inconveniente respirar odores desagradáveis. Além disso, a 
degradação da matéria orgânica dos resíduos produz uma mistura de gás conhecida como biogás, 
16 
 
composta principalmente de metano e dióxido de carbono (CO2 e CH4), conhecidos como gases efeito 
estufa (GEE), que contribuem para o processo de das alterações climáticas; adicionalmente, o metano 
acumulado pode causar explosões. 
 
4.6 Lei sobre descarte de lixo 
 
Desde 2014, foi sancionada a lei que prevê multa para quem não fizer o descarte correto desses itens. 
Mas 71% dos municípios brasileiros ainda não fazem isso de maneira correta e seletiva, a ponto de não 
prejudicar o meio ambiente (quer entender um pouco melhor como eles prejudicam o ambiente. 
 
 
4.7 Como resolver o problema 
 
Para que o lixo não seja um problema para a sociedade, é necessário realizar o descarte correto. 
Atualmente a gestão de resíduos é feita através da reciclagem, compostagem, aterro sanitário ou 
incineração. É importante que os resíduos não sejam descartados incorretamente, que sejam levados 
para aterros sanitários ou submetidos aos processos anteriormente citados. Além disso, também é 
necessário educar a sociedade sobre o lixo e seu impacto ambiental e a necessidade de reduzir o 
consumo de matérias primas e energia. 
 
Capítulo 5 
5.1 Impactos ambientais causados pela mineração 
 
São diversos os impactos ambientais causados pela mineração, como a alteração da paisagem e a 
contaminação do solo, do ar e dos recursos hídricos. 
 
A mineração é uma atividade econômica e industrial 
associada a diversos impactos ambientais, como a 
contaminação de recursos hídricos. 
São muitos os impactos ambientais causados pela 
mineração, atividade econômica e industrial que 
consiste na pesquisa, exploração, extração e 
beneficiamento de minérios presentes em depósitos 
no subsolo. 
Apesar de ser considerada sinônimo de 
desenvolvimento socioeconômico e ser essencial à 
sociedade — considerando-se que os minérios se encontram em praticamente todos os bens de consumo 
—, a atividade mineradora apresenta alto potencial de impactos ambientais. Como é o caso da poluição 
dos recursos hídricos e do solo, além da perda de biodiversidade tanto em relação à fauna quanto à flora. 
 
 
5.2 Principais impactos ambientais gerados pela mineração 
 
De acordo com a Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o impacto ambiental é definido no 
artigo 1º da Resolução Conama-001 como: “[…] qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e 
biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades 
humanas que, direta ou indiretamente, afetam o bem-estar e a saúde da população; as atividades 
17 
 
socioeconômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualidade 
dos recursos ambientais.” 
Na mineração, os impactos ambientais podem ser gerados desde o planejamento do projeto, perpassando 
as etapas de implantação, operação e desativação. Por isso é necessário, antes de qualquer 
implementação da atividade mineradora, avaliar quais são os possíveis impactos negativos que podem 
ser causados ao meio ambiente na área a ser explorada. 
 
5.3 São estes os principais impactos ambientais causados pela mineração: 
 
1) Degradação da paisagem 
A mineração mais comum no Brasil é a lavra a céu aberto. A exploração de minério dessa forma requer 
desmatar uma determinada área e retirar o solo fértil (também chamado pelas mineradoras de solo 
estéril, pois possui baixo teor de minério). A área é "recortada" em blocos, que conferem à região uma 
paisagem repleta de "degraus", modificando então toda a paisagem. 
 
2) Desmatamento 
Para realizar a mineraçãode lavra a céu aberto, a primeira etapa refere-se à retirada da cobertura vegetal. 
Diversas áreas são desmatadas, provocando possíveis alterações climáticas e causando prejuízos à fauna 
e à flora. 
 
3) Poluição e contaminação dos recursos hídricos 
A contaminação dos recursos hídricos pode ocorrer de três maneiras na mineração: 
- Por meio do alto consumo de água para beneficiamento do minério; 
- Por meio do rebaixamento do lençol freático durante a etapa de extração do minério, diminuindo o fluxo 
de água dos rios e impactando também a recarga dos aquíferos; 
- Possível contaminação das águas por meio de rejeitos com concentração de substâncias tóxicas que são 
levadas até os recursos hídricos pelo escoamento superficial das águas ou através do solo, o qual, ao 
contaminar-se, pode também contaminar os recursos hídricos. As minerações de ferro, areia e granito, 
por exemplo, podem contaminar e poluir as águas pela lama gerada durante o processo de mineração. 
Essa lama precisa ser contida por barragens. 
 
4) Poluição, contaminação e compactação do solo 
Uma das etapas da mineração é a retirada do solo fértil e seu posterior recorte. Ao deixar o solo desnudo, 
pode haver perda de fertilidade e favorecimento da sua compactação. Ao longo da extração de minérios, 
os solos podem ser contaminados, como é o caso das minerações de chumbo e zinco, as quais possuem 
grande concentração de arsênio em seus rejeitos. Algumas áreas acabam tornando-se inutilizadas, visto 
que algumas substâncias podem permanecer por um longo tempo no solo 
. 
5) Poluição sonora e alteração da qualidade do ar 
O preparo das áreas para mineração dá-se, muitas vezes, por meio de explosões. Maciços rochosos muito 
compactados passam pelo processo de desmonte com o auxílio de explosivos, causando então ruídos que 
perturbam a biodiversidade e muitas vezes espantam animais de suas áreas. Outro problema é a alteração 
da qualidade do ar. Durante os processos de construção da infraestrutura necessária, bem como na fase 
de transporte dos minérios, há emissão de partículas sólidas e poluentes à atmosfera. 
 
6) Redução da biodiversidade 
O desmatamento, a poluição sonora, bem como a contaminação e poluição dos recursos hídricos e do 
solo provocam também a perda de biodiversidade. Muitos animais perdem seu habitat e acabam fugindo 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/o-desmatamento.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/poluicao-agua.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/poluicao-solo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/poluicao-sonora.htm
18 
 
para outras áreas, bem como há perda de espécies de plantas na região devido à retirada da cobertura 
vegetal. 
 
7) Redução da disponibilidade de minerais 
Em algumas áreas de mineração, há o esgotamento total do recurso mineral extraído, o que as 
torna inutilizáveis. 
 
8) Geração de resíduos e disposição inadequada de rejeitos 
A produção de rejeitos (resíduos que sobram após o beneficiamento do minério valioso) não é um 
problema desde que esses sejam contidos ou remanejados para recuperação de áreas. Contudo, durante 
a fase de extração, se não realizada de maneira correta, esses resíduos podem alcançar os recursos 
hídricos, contaminando-os. 
Outro problema é o volume dos depósitos de rejeitos contidos por barragens, que, se não fiscalizadas, 
podem romper e ter esse volume transportado a áreas mais baixas, alcançando cursos d'água e poluindo 
o meio ambiente. O volume do depósito pode ser também um problema, quando em elevado nível, pois 
pode ser levado pelas águas das chuvas até outros recursos hídricos. 
 
5.4 O que são barragens de rejeito? 
 
Basicamente, as barragens de rejeitos são construções formadas por barramentos maciços impermeáveis 
e com dispositivos de drenagem, destinadas ao depósito de resíduos gerados pelo beneficiamento dos 
minérios (etapa em que são separados os materiais que possuem valor dos que não serão utilizados). 
Impactos ambientais causados pela mineração do ferro 
 
A mineração de ferro provoca 
alteraçãona paisagem, 
desmatamento e devastação do solo. 
No Brasil, a mineração de ferro 
acontece principalmente nos estados 
de Minas Gerais (Quadrilátero 
Central), Pará (Serra do Carajá) 
e Mato Grosso do Sul (Maciço do 
Urucum). O Brasil possui grandes 
reservas de minério de ferro, sendo 
esse um dos protagonistas na 
balança comercial do país, 
especialmente a nível de exportação, 
e a China seu maior comprador. 
Segundo o Instituto Brasileiro de 
Mineração (Ibram), o Brasil é o segundo maior produtor do minério de ferro do mundo. As reservas 
alcançam cerca de 29 bilhões de toneladas. 
 
5.5 Os principais impactos ambientais associados à mineração de ferro são: 
 
• Poluição atmosférica, devido ao uso de explosivos nas minas que emitem gases poluentes; 
• Poluição sonora, devido às explosões; 
• Poluição das águas pela lama gerada e que requer construção de barragens para conter os rejeitos e, 
consequentemente, evitar a contaminação química dos recursos hídricos e do solo. 
19 
 
O desmatamento também é um grande problema ambiental, principalmente nas áreas do Quadrilátero 
Ferrífero, em Minas Gerais. Essa região é abrangida pelo bioma Mata Atlântica, e parte dos remanescentes 
das áreas de Mata Atlântica pertence às mineradoras. Nas áreas de exploração do ferro, a vegetação é 
removida para dar lugar à lavra a céu aberto, iniciando também outro impacto ambiental, a exposição dos 
solos, os quais perdem a sua fertilidade e ficam expostos a processos erosivos. O Ministério do Meio 
Ambiente também aponta problemas nas áreas de mineração de ferro como a presença de antigas 
barragens de contenção, que podem romper-se e provocar sérios danos ao local em que se encontram. 
 
5.6 Impactos ambientais causados pela mineração do ouro 
 
A mineração de ouro provoca poluição dos 
recursos hídricos e do solo por meio do uso 
de mercúrio. 
A mineração do ouro, especificamente no 
Brasil, dá-se, principalmente, nos estados 
do Pará, Minas Gerais e Mato Grosso. O 
principal impacto causado por essa 
atividade está relacionado ao uso do 
mercúrio no processo de garimpagem, o 
qual auxilia na concentração do ouro na 
bateia (utensílio utilizado na mineração que 
ajuda na busca de minérios). 
O mercúrio possui alta volatilidade, 
podendo ser oxidado e metilado. Torna-se, 
assim, uma substância tóxica, o que afeta 
tanto o ser humano quanto os animais. O escoamento superficial das águas também pode levar o 
mercúrio até os recursos hídricos, contaminando-os e colocando em risco a ictiofauna (conjunto de 
peixes existentes em uma região) e a qualidade da água. 
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os principais impactos ambientais provocados pela mineração 
do ouro, além do uso inadequado de mercúrio, são: 
- Aumento expressivo da turbidez da água, especialmente em Minas Gerais. Turbidez da água refere-se à 
dificuldade que um feixe de luz encontra ao atravessar uma quantidade de água, devido à concentração 
de substâncias nela. 
- As áreas de garimpo, especialmente em Minas Gerais, na província aurífera do Quadrilátero Ferrífero, 
apresentam rejeitos ricos em arsênio. Rejeitos de minérios com concentração de arsênio foram 
depositados às margens de rios, contaminando os recursos hídricos e o solo. 
Impactos ambientais causados pela mineração em Minas Gerais 
Minas Gerais é um dos estados mais ricos em minérios no Brasil, representando cerca de 67% das reservas 
minerais do país. Segundo o Departamento Nacional de Produção de Minerais (DNPM), o estado é o maior 
produtor brasileiro de minérios, representando cerca de 47% da produção. 
A intensa atividade mineradora no estado vai de encontro a diversos problemas ambientais. A mineração 
também provoca contaminação dos cursos d'água na região e degradação do solo. De acordo com o 
relatório "Mineração e Meio Ambiente no Brasil", elaborado para o Centro de Gestão e Estudos 
Estratégicos, os principais minérios encontrados em Minas Gerais associados a impactos ambientaissão 
o ferro, o ouro e o calcário. 
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/metal-mercurio.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/arsenio.htm
20 
 
Rompimento da barragem de rejeitos em 
Brumadinho, Minas Gerais. (Crédito da 
imagem: Corpo de Bombeiros de Minas 
Gerais.) 
Nos últimos anos, Minas Gerais vivenciou dois 
grandes impactos sobre o meio ambiente por 
meio da mineração. No ano de 2015, houve o 
rompimento da barragem do Fundão, 
pertencente à mineradora Vale e controlada 
pela Samarco Mineração, na cidade de Mariana, 
o que provocou um dos maiores impactos 
ambientais do país. Em 2019, um novo 
rompimento de barragem, também da mineradora Vale, deixou a cidade de Brumadinho em Minas Gerais 
sob lama de rejeitos, causando destruição da cidade, centenas de mortes, perda de 
biodiversidade, poluição e contaminação dos recursos hídricos e do solo. 
 
Capítulo 6 
6.1 A agropecuária e os problemas ambientais 
O desmatamento é um dos grandes 
problemas ambientais provocados pela 
agropecuária 
A agropecuária é o conjunto das atividades 
ligadas à agricultura e à pecuária. Apresenta 
grande importância para a humanidade e para 
a economia, visto que sua produção é 
destinada ao consumo humano e para a 
venda dos produtos obtidos. No entanto, 
vários problemas ambientais estão sendo 
desencadeados em virtude da expansão da 
agropecuária e da utilização de métodos para 
o cultivo e criação de animais. 
 
O desmatamento é uma prática muito comum 
para a realização da agropecuária. A retirada da cobertura vegetal provoca a redução da biodiversidade, 
extinção de espécies animais e vegetais, desertificação, erosão, redução dos nutrientes do solo, 
contribui para o aquecimento global, entre outros danos. 
 
As queimadas, método muito utilizado para a retirada da vegetação original, intensificam a poluição 
atmosférica, além de reduzirem os nutrientes do solo, sendo necessário usar uma quantidade maior de 
produtos químicos (fertilizantes) durante o cultivo de determinados alimentos, fato que provoca a 
poluição do solo. 
 
Outro agravante é a utilização de agrotóxicos (inseticidas e herbicidas), que contaminam o solo, o lençol 
freático e os rios. Esses produtos, destinados à eliminação de insetos nas plantações, infiltram-se no 
solo e atingem as águas subterrâneas. As águas das chuvas, ao escoarem nessas plantações, podem 
transportar os agrotóxicos para os rios, causando a contaminação da água. 
 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-acidente-mariana-mg.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/rompimento-barragem-brumadinho.htm
21 
 
Na pecuária, além da substituição da cobertura vegetal pelas pastagens, outro problema ambiental é a 
compactação do solo gerada pelo deslocamento dos rebanhos. O solo compactado dificulta a infiltração 
da água e aumenta o escoamento superficial, podendo gerar erosões. Esses animais, através da 
liberação de gás metano, também contribuem para a intensificação do aquecimento global. 
 
Portanto, diante da necessidade de produzir alimentos para atender a demanda global e ao mesmo 
tempo preservar a natureza, é necessário que métodos sustentáveis sejam implantados na 
agropecuária, de forma a reduzir os problemas ambientais provocados por essa atividade. O pousio, por 
exemplo, é uma técnica que visa o “descanso” do solo até que haja a recuperação da sua fertilidade 
Capítulo 7 
7.1 Perda de biodiversidade: quais as causas e as consequências? 
 
Várias espécies vegetais e animais estão a desaparecer a um ritmo acelerado devido à atividade 
humana. Mas porquê é essencial preservar a biodiversidade? 
 
A biodiversidade, ou a variedade 
de todos os seres-vivos no nosso 
planeta, tem decrescido a um 
ritmo alarmante nos últimos anos, 
principalmente devido às 
atividades humanas que 
desencadeiam mudanças na 
utilização dos solos, poluição 
e alterações climáticas. 
 
A Comissão Europeia apresentou a 
nova Estratégia de Biodiversidade 
para 2030 em maio de 2020, na 
sequência dos apelos feitos pelo 
Parlamento Europeu em janeiro de 
Durante uma sessão plenária em junho de 2021, o Parlamento adotou a posição dos seus 
membros sobre a ’Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030 – Trazer a natureza de volta às nossas 
vidas’, de modo a assegurar que, até 2050, os ecossistemas do mundo sejam restaurados, resilientes e 
adequadamente protegidos. 
 
7.2 O que é a biodiversidade? 
 
Tradicionalmente, a biodiversidade é definida como a variedade da vida na Terra, em todas as suas 
formas. Inclui o número das espécies, as suas variações e interações destes seres com os seus 
complexos ecossistemas. 
Num relatório da ONU publicado em 2019, os cientistas alertaram que um milhão de espécies, num 
total estimado de 8 milhões, estão em vias de extinção, podendo muitas delas desaparecer em apenas 
décadas. Alguns investigadores consideram até que estamos no meio do sexto evento de extinção em 
https://www.europarl.europa.eu/resources/library/images/20200115PHT70303/20200115PHT70303_original.jpg
https://www.europarl.europa.eu/resources/library/images/20200115PHT70303/20200115PHT70303_original.jpg
https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/priorities/clima/20180703STO07129/as-respostas-da-ue-as-alteracoes-climaticas
https://www.europarl.europa.eu/news/pt/press-room/20210604IPR05513/biodiversidade-metas-vinculativas-para-proteger-a-vida-selvagem-e-as-pessoas
https://www.europarl.europa.eu/news/pt/press-room/20210604IPR05513/biodiversidade-metas-vinculativas-para-proteger-a-vida-selvagem-e-as-pessoas
https://www.europarl.europa.eu/doceo/document/A-9-2021-0179_PT.pdf
https://www.europarl.europa.eu/doceo/document/A-9-2021-0179_PT.pdf
https://news.un.org/en/story/2019/05/1037941
https://www.europarl.europa.eu/resources/library/images/20200115PHT70303/20200115PHT70303_original.jpg
22 
 
massa na História da Terra. As extinções em massa estudadas até agora fizeram com que entre 60 a 95% 
de todas as espécies terrestres desaparecesse. São necessários milhões de anos para que os 
ecossistemas recuperem após este tipo de eventos. 
 
7.3 Porque é a biodiversidade importante? 
 
Os ecossistemas saudáveis fornecem muitas coisas essenciais que tomamos como garantidas. As plantas 
conservam a energia solar, tornando-a acessível a outras formas de vida. As bactérias e outros 
organismos vivos decompõem a matéria orgânica em nutrientes que providenciam às plantas um solo 
saudável para crescerem. 
Os polinizadores são essenciais para a reprodução das plantas, garantindo a produção alimentar para os 
humanos. As plantas e os oceanos agem, por sua vez, como os maiores sumidouros de carbono. O ciclo 
da água depende em grande parte dos organismos vivos. 
Em resumo, a biodiversidade fornece-nos ar limpo, água potável e boa qualidade dos solos para as 
plantações. Ajuda-nos a lutar contra as alterações climáticas e a adaptar-nos a estes novos desafios. 
Uma vez que os organismos interagem em ecossistemas dinâmicos, o desaparecimento de uma das 
espécies pode impactar de forma considerável a cadeia alimentar. É impossível prever com exatidão as 
consequências que uma extinção em massa teria para os Humanos, mas sabe-se que que a 
biodiversidade na natureza permite ao ser-humano prosperar. 
 
7.4 Principais causas para a perda de biodiversidade 
 
• Alterações do uso dos solos (ex: deflorestação, utilização intensiva da monocultura, urbanização) 
• Exploração direta, como por exemplo a caça ou a sobrepesca 
• Alterações climáticas 
• Poluição 
• Espécies invasoras 
 
7.5 Como a falta da biodiversidade pode nos afetar? 
 
A diversidade biológica é o recurso do qual dependem famílias, comunidades, nações e gerações futuras. 
É o elo entre todos os organismos existentes na terra, que liga cada um deles a um ecossistema 
interdependente, em que cada espécie desempenha sua função. É uma verdadeira teia da vida. 
O patrimônio natural da Terra é composto por plantas, animais, terra, água, a atmosfera e os sereshumanos! Juntos, fazemos todos parte dos ecossistemas do planeta, o que equivale a dizer que, se 
houver uma crise de biodiversidade, nossa saúde e meios de subsistência também entram em risco. 
Porém, atualmente estamos usando 25% mais recursos naturais do que o planeta é capaz de fornecer. O 
resultado é que espécies, habitats e comunidades locais estão sofrendo pressões ou ameaças diretas. 
Um exemplo de ameaça que já atinge seres humanos é a perda de acesso à água doce. 
 
7.6 A biodiversidade é a base da saúde do planeta e tem um impacto direto sobre a 
vida de todos nós. 
 
Indo direto ao ponto: a redução da biodiversidade significa que milhões de pessoas estão diante de um 
futuro em que os estoques de alimentos serão mais vulneráveis a pragas e doenças e a oferta de água 
https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/society/20191129STO67758/porque-estao-a-desaparecer-as-abelhas-e-os-polinizadores-infografia
https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/priorities/clima/20190926STO62270/o-que-e-a-neutralidade-das-emissoes-de-carbono-como-pode-ser-atingida-ate-2050
23 
 
doce será irregular ou escassa. Para os seres humanos, isso é preocupante. 
 
Você sabe o que é exploração florestal? 
No mercado da decoração existem diversos tipos de móveis feitos a partir de grandes troncos de 
árvores. Esses produtos existem graças à atividade de exploração florestal a qual compreende técnicas 
próprias de manejo de eucaliptos, cerejeiras, carvalhos, que, após passarem por processos de corte, 
refile e acabamento, se transformam em cadeiras, mesas, cômodas e etc. Contudo, a intensificação 
dessa atividade tem prejudicado seriamente o meio ambiente quando realizadas de forma ilegal. 
Para combater as técnicas clandestinas de exploração florestal, o Instituto de Conservação da Natureza 
e das Florestas estabelece às indústrias diretrizes do Centro de Operações e Técnicas Florestais (COTF) a 
fim de que a atividade seja regulamentada e não resulte no desmatamento excessivo. Embora haja 
empenho das instituições, ainda não existe um resultado plausível, pois a questão confronta com a 
produção intensa de produtos madeireiros impulsionado pelo mercado capitalista. 
Segundo a World Wide Foundation, ONG ambientalista, o mercado asiático investiu no ano de 1996, 
mais de US$ 500 milhões de dólares na indústria madeireira do Brasil, principalmente por que 
observaram a rapidez e facilidade com que a floresta amazônica é desmatada. A Mata Atlântica não está 
atrás, detentora da maior biodiversidade brasileira, a região também sofreu com o desmatamento 
que derrubou 23,5 mil hectares de áreas verdes em 2012. 
7.7 O que promove a exploração florestal? 
Um dos principais motivos que ocasiona a exploração é a construção de estradas. A derrubada de 
árvores está diretamente relacionada à construção de rodovias e a movimentos migratórios. O acesso 
rodoviário facilita a entrada na mata e a extração seletiva de madeira. 
 
7.8 Solução para a exploração florestal no Brasil 
 
É preciso buscar uma harmonia entre as atividades de 
extração madeireira, a necessidade de consumo do 
mercado e o ciclo de desenvolvimento das florestas. 
Uma das alternativas é o plantio da madeira certificada 
FSC (Forest Stewardship Council), técnica que consiste 
no manejo apropriado da árvore tornando possível a 
retirada de exemplares e o plantio de outras árvores no 
lugar em curto período de tempo. 
Além desse método de manejo, o FSC estabelece que o plantio deve respeitar terras indígenas, além de 
monitoramento do manejo e cálculo de seus impactos ambientais. 
 
 
http://pensamentoverde.com.br/atitude/desmatamento-mata-atlantica-derruba-235-mil-hectares-area-verde/
24 
 
A importância das indústrias para a nossa 
sociedade é algo indiscutível, no entanto, 
quando deixam de lado a preocupação 
ambiental podem causar grandes 
impactos, principalmente na natureza, 
por isso o relacionamento entre a 
indústria e o meio ambiente deve ser 
estabelecido de uma forma muito 
transparente para a sociedade e, 
principalmente, estabelecido com o 
objetivo de promover o desenvolvimento 
sustentável. 
Para o futuro é previsto uma agenda integrada dos países com o objetivo de promover um 
desenvolvimento sustentável. É uma agenda denominada de Agenda 2030 e os objetivos do 
desenvolvimento sustentável (ODS) são apresentados em uma plataforma digital. Os processos de 
transformação utilizados pela indústrias diariamente causam impactos ambientais, poluem o ar, o solo a 
água, por isso ações de sustentabilidade devem ser tomadas para que esse impacto seja, no mínimo, 
reduzido e controlado. 
A indústria química é uma das indústrias que mais devemos monitorar e controlar os resíduos industriais. 
Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) demonstram que acidentes com 
produtos químicos (óleo diesel, gasolina, ácido sulfúrico, entre outros) vem aumentando e ocorrem na 
hora de transportar esse produto. 
Quando ocorre o acidente existe a probabilidade de contaminar o ambiente, geramos um impacto na 
flora, fauna, clima, sociedade e nos trabalhadores. Dependendo da gravidade do acidente podemos 
provocar impactos na indústria e prejudicar o desenvolvimento sustentável, comprometendo os recursos 
para futuras gerações. 
 
Capítulo 8 
 
8.1 Os impactos da indústria no meio ambiente 
Os métodos de produção das indústrias causam diversos impactos no meio ambiente. Entre os principais 
impactos podemos destacar: 
• Poluição do ar 
A poluição do ar é constantemente colocada em debate sobre a relação entre indústria e meio ambiente, 
afinal, todos os dias são lançadas toneladas de gases tóxicos (óxido de enxofre, óxido de nitrogênio e 
monóxido de carbono) na atmosfera. 
Gases, estes que pioram a qualidade do ar que a população respira, causando doenças respiratórias, e 
destroem a camada de ozônio, o que aumenta a incidência de raios ultravioletas e aumenta a temperatura 
da terra. 
• Destruição da fauna e da flora 
Os impactos causados pelas indústrias provocam uma grande reação em cadeia, cada impacto citado aqui 
tem relação direta com os demais e uns levam aos outros, o aumento da temperatura do planeta causada 
pela poluição do ar pode levar a queimadas em biomas como o cerrado, por exemplo. 
Além disso, diversas indústrias descartam de maneira irresponsável seus dejetos na natureza, 
contaminando animais, florestas e fontes de água e devido a irregularidades ainda podem causar grandes 
desastres ambientais, como por exemplo o rompimento da barragem em Brumadinho, no ano de 2019. 
https://onsafety.com.br/industria/
https://onsafety.com.br/o-papel-da-seguranca-do-trabalho-no-desenvolvimento-sustentavel/
https://onsafety.com.br/o-papel-da-seguranca-do-trabalho-no-desenvolvimento-sustentavel/
https://onsafety.com.br/impactos-das-mudancas-climaticas-na-seguranca-e-saude-do-trabalho/
25 
 
• Contaminação da água 
As indústrias são as principais poluidoras dos nossos corpos hídricos. Isso, por simples irresponsabilidade, 
grandes indústrias despejam toneladas de resíduos tóxicos em rios e lagos, prejudicando todo o 
ecossistema, tornando a água imprópria para o consumo e afetando a fauna local. 
Além do desequilíbrio ecológico que essas práticas trazem, isso pode trazer diversos impactos negativos 
na saúde da população que vive ao redor dessas áreas. 
• Aquecimento global 
Como dito anteriormente, as ações das indústrias causam uma reação em cadeia, em que uma coisa leva 
a outra e todas nos trazem até aqui, ao aquecimento global. 
As atividades industriais duplicaram a concentração de GEE (Gases do Efeito Estufa) na atmosfera, com o 
principal gás sendo o dióxido de carbono, porém além desses ainda são emitidas grandes quantidades de 
gás metano, óxido nitroso e óxidos de nitrogênio. 
É importante salientar que a indústria não é apenas o local físico de uma fábrica, mas todo o processo que 
as envolvem, portanto, todo o CO2 despejado por carros e caminhões a serviço desse ciclo entramnessa 
conta. 
Todos os impactos citados anteriormente acarretam nesse “super impacto”, que provoca mudanças 
climáticas graves, aumento do nível do mar, derretimento de calotas polares, desertificação de áreas de 
florestas, aumento da temperatura e diversos outros problemas. 
Um exemplo recente do aquecimento global é a precipitação de neve nas regiões sul do Brasil, um ponto 
importante de se destacar, pois apesar do nome, o aquecimento global não é responsável apenas por 
altas temperaturas mas sim por um desequilíbrio nelas. 
 
Capítulo 9 
 
9.1 O que é o desenvolvimento sustentável? 
 
Desenvolvimento sustentável é um conceito sistêmico que se traduz num modelo de desenvolvimento 
global que incorpora os aspectos de um sistema de consumo em massa no qual a preocupação com a 
natureza, via de extração da matéria-prima, é máxima, ou seja, a realização de atividades industriais 
prezando ao máximo os cuidados com o meio ambiente. 
9.2 Quais são os principais prejuízos 
do descarte de lixo nos rios? 
 
Todos os anos, as fortes chuvas que afetam 
diversas regiões do Brasil resultam em 
enchentes, em razão do entupimento das 
redes de drenagem de águas pluviais por 
resíduos. Em 2019, após fortes chuvas, uma 
cidade do interior de São Paulo foi invadida 
por mais de 17 toneladas de lixo após o rio 
Tietê transbordar. Essa notícia evidenciou o 
problema do descarte inadequado do lixo no 
país. 
Quando o lixo é disposto nas vias públicas, causa problemas de infraestrutura e alagamentos. Ao chegar 
nos rios, esses resíduos provocam desequilíbrio ambiental, representando uma grande ameaça à vida 
aquática, além de contaminar a água utilizada para consumo humano, que fica inapropriada e passa a 
causar diversas doenças. 
https://super.abril.com.br/ciencia/o-que-a-neve-no-sul-do-brasil-tem-a-ver-com-o-aquecimento-global/
https://blog.brkambiental.com.br/author/brkambiental/
https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,salto-recolhe-mais-de-17-toneladas-de-lixo-apos-enchente-no-rio-tiete,70002732387
https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,salto-recolhe-mais-de-17-toneladas-de-lixo-apos-enchente-no-rio-tiete,70002732387
https://blog.brkambiental.com.br/descarte-de-lixo-2/
26 
 
Essas são apenas algumas das inúmeras consequências do descarte incorreto do lixo. Quer saber mais 
sobre o tema? 
 
9.3 Qual a situação do descarte de lixo no panorama brasileiro? 
 
A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) disponibiliza, 
periodicamente, o Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil. O mais recente, que traz os dados de 2022, 
apresentou os desafios que o país enfrenta para alcançar uma gestão integrada e sustentável de lixo, 
especialmente no momento pós pandemia de Covid-19. 
O cenário da gestão de resíduos sólidos permaneceu praticamente estagnado nos últimos anos. O 
último Panorama revelou que o país gerou, em 2022, 81,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos 
urbanos, ou seja, 224 mil toneladas por dia. Desse montante, somente 76,1 milhões de toneladas foram 
coletados e 5,7 milhões de toneladas não tiveram um destino específico. 
Isso representa um índice de cobertura de coleta de 93% para o país. Contudo, apenas 61% do total 
coletado segue para os aterros sanitários. O restante — que corresponde a cerca de 30 milhões de 
toneladas — foi despejado em locais inadequados. 
 
9.4 Quais são os principais problemas causados pelo descarte inadequado de lixo? 
Por que ainda há descarte de lixo nos rios? 
Apesar de a sociedade em geral estar cada vez mais consciente do impacto das ações no meio ambiente 
— diminuindo o consumo de água e de plástico, por exemplo —, muitas pessoas ainda não se 
sensibilizaram quanto ao descarte apropriado de resíduos sólidos. 
A manutenção da limpeza das cidades e dos rios é um trabalho conjunto de três setores: o Governo, a 
sociedade civil e a iniciativa privada. Juntos, eles têm a responsabilidade de colocar em prática a Política 
Nacional de Resíduos Sólidos. 
O Governo, em todas as esferas, deve agir fiscalizando e punindo descartes irregulares. Também é 
responsável por fornecer os dispositivos necessários para recolher e transportar corretamente o lixo, 
limpando as vias públicas, promovendo a coleta seletiva e criando centros de triagem. 
Já a iniciativa privada pode contribuir com a promoção de ações que reduzam a geração de resíduos, 
como a logística reversa, em que a empresa recolhe as embalagens utilizadas pelos consumidores e as 
reutiliza na produção de novos produtos. 
Além disso, as empresas podem desenvolver processos para reutilização de materiais ou utilização de 
produtos biodegradáveis, como é o caso do plástico verde, criado a partir da cana-de-açúcar. 
 
9.5 Qual é a punição legal para quem joga lixo nos rios? 
 
Algumas cidades brasileiras já têm iniciativas para combater o descarte inadequado de lixo, como Rio de 
Janeiro, Cuiabá, Joinville, Salvador e Teresina. O cidadão que for flagrado pode pagar multa, que varia 
de R$ 170 a R$ 3.400, dependendo da quantidade de resíduos jogados nas vias públicas. 
No caso dos rios, as penas podem ser mais graves. De acordo com o artigo 54 da Lei n.º 9.605/98, a 
pessoa “que causar poluição de qualquer natureza que resulte, ou possa resultar, em danos à saúde 
humana, ou que provoque mortandade de animais ou destruição significativa da flora” deve responder 
legalmente. 
Se o crime é culposo (sem intenção), a pena varia de multa até reclusão de um a quatro anos. Já em 
casos em que ocorre poluição hídrica que cause interrupção do abastecimento de água, a pena pode 
chegar a cinco anos de prisão. 
 
9.6 Como a sociedade pode contribuir para evitar o descarte de lixo nos rios? 
http://www.abrelpe.org.br/
http://abrelpe.org.br/panorama/
https://blog.brkambiental.com.br/lixao-a-ceu-aberto/
https://blog.brkambiental.com.br/consumo-consciente-de-agua/
http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/residuos-solidos/politica-nacional-de-residuos-solidos.html
http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/residuos-solidos/politica-nacional-de-residuos-solidos.html
https://blog.brkambiental.com.br/coleta-seletiva-de-lixo/
https://alunosonline.uol.com.br/quimica/plastico-verde.html
http://conexaoplaneta.com.br/blog/multa-para-quem-jogar-lixo-nas-ruas-e-aprovada-no-senado-e-pode-valer-para-todo-o-brasil/
https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/104091/lei-de-crimes-ambientais-lei-9605-98#art-54
27 
 
 
É dever da sociedade civil utilizar a coleta de resíduos disponibilizada pelo Governo, bem como 
cumprir a proibição de descartar lixo em terrenos baldios e áreas de preservação, ou ocasionar seu 
acúmulo em vias públicas. 
A população pode exigir dos seus representantes políticos, como vereadores e deputados, que 
disponibilizem coleta seletiva ou locais adequados para o descarte. É possível, ainda, fazer parcerias com 
associações de catadores de material reciclável, que podem coletar plástico, papel e alumínio 
para reciclagem. 
Em locais em que a coleta seletiva já é feita, é dever dos cidadãos não realizar o descarte de nenhum 
tipo de resíduo — como entulho, ferro-velho, equipamentos eletrônicos, mobílias, entre outros — em 
vias públicas ou terrenos abandonados. 
Além disso, é preciso verificar se o serviço público recolhe o material que se deseja descartar. Em alguns 
casos, como restos de material de obras de um imóvel, é necessário contratar caçambas para recolher o 
resíduo gerado. 
Manter a cidade limpa é dever de toda a sociedade e inclui atuação conjunta dos moradores, da 
prefeitura e das empresas locais. A coleta do lixo, usualmente, ocorre em dias específicos separados por 
tipo de resíduo (doméstico, industrial ou hospitalar), e a agenda desse serviço é aberta ao público. 
Por isso, é dever de cada um conhecer e respeitar as datas de coleta e não colocar o lixo nas ruas antes 
da hora, o que pode atrair animais que acabam por rasgar os sacos e espalhar os detritos. 
 
 
9.7 Qual é a solução para o descarte incorreto do lixo? 
 
Para resolveros problemas causados pelo descarte incorreto do lixo, é preciso implementar ações de 
longo prazo, como o combate à poluição. Nesse sentido, é fundamental investir em educação 
ambiental e conscientizar a população sobre a importância do descarte correto, oferecendo 
informações sobre o armazenamento dos detritos, a separação dos resíduos orgânicos e sólidos, o 
reaproveitamento e a reciclagem de materiais. 
Além disso, outra medida é investir em equipamentos para a despoluição dos rios. O primeiro passo 
para isso é implementar o saneamento básico nas cidades, com a construção de redes de coleta e 
tratamento para os esgotos. Com essa ação, o rio já começa a se despoluir. 
Contudo, por ser um processo que pode levar muitos anos, é importante adotar outros métodos para 
acelerar a despoluição, como a criação de ilhas artificiais com plantas aquáticas que filtram a água, 
utilização de reatores que aumentam o nível de oxigênio e melhoram a qualidade da água, entre outros. 
 
9.8 Como é feita a despoluição de rios? 
 
Como vimos, a melhor alternativa para enfrentar os efeitos do descarte inadequado do lixo é promover 
a despoluição dos rios. Para isso, existem algumas técnicas avançadas que podem ser utilizadas para 
garantir o melhor resultado. Confira, a seguir, os principais métodos e como eles funcionam: 
 
• flotação: utilizada em rios menores, faz a separação físico-química da sujeira a partir de substâncias 
despejadas na água, como polieletrólito e sulfato de alumínio; 
• dragagem: aplicada em rios maiores, utiliza bombas de sucção para fazer a retirada de camadas de 
sujeira e acabar com as placas depositadas no fundo do rio; 
• gradeamento: utilizada tanto em rios quanto em estações de tratamento, são inseridas grades de 
metal na parte rasa do rio, para reter materiais como papéis e garrafas plásticas; 
• técnicas nucleares: aplicadas a reservatórios e lagoas, usam um radioisótopo para fazer o 
mapeamento do trajeto e da quantidade de poluentes presentes na terra e na água; 
http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/residuos-solidos/catadores-de-materiais-reciclaveis
https://blog.brkambiental.com.br/reciclagem-na-educacao-infantil/
https://blog.brkambiental.com.br/residuos-da-construcao-civil/
https://blog.brkambiental.com.br/educacao-ambiental/
https://blog.brkambiental.com.br/educacao-ambiental/
https://blog.brkambiental.com.br/reciclagem-no-brasil/
https://blog.brkambiental.com.br/qualidade-da-agua/
https://blog.brkambiental.com.br/poluentes-da-agua/
28 
 
• técnicas ecológicas: de fácil implantação em canais, rios e lagos, instala jardins flutuantes cobertos 
por plantas aquáticas que filtram os poluentes. 
 
Como vimos, o descarte inadequado do lixo acarreta muitos problemas, como o entupimento das 
galerias pluviais, a contaminação dos rios e mares, a destruição da flora e fauna aquática e 
a proliferação de diversas doenças. Por isso, é importante ter consciência de que pequenas atitudes 
podem afetar bastante o meio ambiente, e que é preciso fazer o descarte adequado para diminuir o 
impacto do lixo produzido pela sociedade. 
Gostou das informações? Para saber mais sobre esse assunto, conheça 5 rios que foram despoluídos! 
 
Capítulo 10 
10.1 Poluição do solo 
 
A manipulação equivocada do lixo na cidade, e o uso de agrotóxicos nas áreas rurais vem 
contribuindo para contaminação e poluição do solo. 
O uso indevido do solo e a má gestão dos 
resíduos urbanos e rurais. 
A constante ação humana no meio ambiente 
provoca vários desequilíbrios ambientais, seja 
afetando os cursos hídricos, o ar atmosférico ou 
degradando os solos, interferindo diretamente 
nas relações ecológicas da fauna e flora. 
 
Altamente degradável, o solo é um meio 
bastante afetado pela pressão antrópica. Sua 
poluição afeta particularmente o nível 
superficial da crosta terrestre, camada da 
biosfera que abriga considerável biodiversidade. 
 
Esse meio, diferente do que pensamos, não é inerte e tampouco sustenta apenas as relações humanas. 
No extrato superficial do solo habitam espécies de macro e microorganismos importantes à manutenção 
do equilíbrio biológico no planeta: bactérias, fungos, nematódeos, artrópodes, anelídeos, moluscos e 
pequenos vertebrados, aliados à vegetação, dão vida e sustentação a esse substrato. 
 
No entanto, exposta aos mais variados tipos de impactos, prejudicam as formas viventes e o seu “pleno” 
desenvolvimento regular. 
 
A poluição do solo, dependendo da magnitude, pode causar malefícios irreparáveis tanto à natureza, 
que responde lentamente aos processos de reparação, quanto à frágil estrutura corpórea do homem. 
 
Sendo o homem o agente causador, a origem poluidora dos solos pode ser urbana ou rural, refletindo os 
danos característicos em cada meio de ocupação humana. 
 
Em áreas urbanas o principal problema é a enorme quantidade de lixo lançado sobre a superfície aliada 
à falta de tratamento. 
 
Detritos domésticos, hospitalares, industriais, dentre outras substância, como produtos químicos 
derivados do petróleo e chumbo, são despejados na natureza sem o mínimo controle ambiental e 
sanitário. Além de acumular no ambiente, dependendo da degradabilidade do dejeto, pode interferir 
https://blog.brkambiental.com.br/saude-saneamento-basico/
https://blog.brkambiental.com.br/rios-despoluidos-5-exemplos-que-mostram-que-a-revitalizacao-e-possivel/
29 
 
organicamente nos níveis tróficos ecológicos. 
 
Nas áreas rurais, a contaminação do solo, ocorre exclusivamente pelo uso inadequado e abusivo de 
agrotóxicos e fertilizantes. O DDT, inseticida largamente utilizado nas lavouras para eliminar insetos, 
atualmente proibido em vários países, é uma substância com alta capacidade de retenção no solo e nos 
tecidos e órgãos dos animais. 
 
Essa substância desencadeia sérios danos à saúde de animais e dos seres humanos, pode causar 
problemas dermatológicos, hepáticos e até o desenvolvimento de um câncer. 
 
Dessa forma, diante de toda a problemática que envolve a gestão de resíduos urbanos e utilização de 
defensivos agrícolas, merece esse assunto maior atenção governamental na aplicação e implementação 
constitucional em defesa da preservação ambiental, bem como a responsabilidade social da população. 
Listamos os 7 principais tipos de poluição e seus impactos para a sociedade 
Mudanças bruscas no meio ambiente, resultado de ações antrópicas (aquelas realizadas pelo homem) 
ou de acontecimentos naturais, são o que chamamos de impacto ambiental. Desmatamento, poluição, 
impermeabilização do solo, queimadas e contaminação do solo são os exemplos mais frequentes. 
Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), essas ações podem afetar as condições de 
vida da população, as atividades socioeconômicas, os seres vivos e seus ecossistemas, os recursos 
ambientais e sua disponibilidade. 
Entre os diversos problemas citados, um dos mais preocupantes é, sem dúvidas, o aumento da poluição 
em suas diferentes formas. Isso porque a questão tomou proporções tão grandes no planeta que 
acabou ganhando categorizações. 
 
10.2 Quais são os principais tipos de poluição? 
 
Em primeiro plano, a poluição consiste na introdução de substâncias ou de energia no meio ambiente 
que causam alterações físicas e químicas com efeito negativo em seu equilíbrio. Ela acontece 
naturalmente ou pela ação antrópica, afetando o ecossistema como um todo. 
Abordaremos, a seguir, os principais tipos de poluição, destacando como eles são gerados e como 
prejudicam a vida humana e dos demais seres vivos. 
 
1. Poluição atmosférica 
A poluição do ar se tornou uma grande preocupação no mundo. É causada pela contaminação do ar por 
gases, líquidos e partículas sólidas em suspensão, material biológico e energia, considerados poluentes 
para a atmosfera. 
Sobretudo nos grandes centros urbanos, a poluição do ar altera a qualidade de vida da população, o que 
acarreta a multiplicação e o agravamento de doenças respiratórias. 
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 7 milhõesde mortes prematuras 
em todo mundo são causadas por poluição do ar dentro e fora de casa, sendo um importante fator de 
risco que afeta a população. 
Também provoca alterações climáticas, como a intensificação do efeito estufa e do aquecimento global. 
2. Poluição hídrica 
Trata-se da contaminação ou alteração química das águas dos rios, lagos, oceanos e subterrâneas. As 
principais situações estão relacionadas ao lançamento de esgotos sem tratamento em áreas urbanas, ao 
depósito irregular de resíduos sólidos nos rios, ao escoamento de compostos químicos e outros 
compostos pela agricultura e por indústrias. 
https://blog.brkambiental.com.br/preservacao-da-amazonia/
http://www.cprh.pe.gov.br/ARQUIVOS_ANEXO/resolu%C3%A7%C3%A3o%20conama%200186;1505;20100818.pdf
https://blog.brkambiental.com.br/transmissao-coronavirus/
https://www.who.int/mediacentre/news/releases/2014/air-pollution/en/
https://blog.brkambiental.com.br/poluentes-da-agua/
https://blog.brkambiental.com.br/lancamento-de-esgoto/
30 
 
É importante destacar que o lixo e a poluição de ruas, estradas e solo em geral é arrastada pela água da 
chuva em direção aos mananciais, com impactos no ecossistema e em toda a cadeia alimentar desses 
ambientes. 
A poluição dos oceanos é ainda mais preocupante, pois pode resultar na extinção de muitas espécies, 
causando desequilíbrio ecológico e prejuízos ao habitat, além da degradação das regiões costeiras. 
3. Poluição do solo 
É causada pela alteração do ambiente e introdução de componentes químicos. A produção agrícola é a 
principal responsável pela poluição do solo e a mais afetada por ela. Em geral, ocorre pelo uso 
indiscriminado de agrotóxicos, fertilizantes, insumos agropecuários e metais pesados. 
Além disso, nos lixões, que diferente dos aterros sanitários não protegem o solo da decomposição do 
lixo, ocorre a produção de um líquido poluente chamado chorume, que penetra no solo pode causar 
problemas ambientais por meio da contaminação do solo. 
4. Poluição térmica 
Embora pouco conhecida, a poluição térmica pode gerar impactos significativos. Ocorre com o aumento 
ou a diminuição da temperatura do meio de suporte de algum ecossistema, como um rio, afetando a 
fauna e a flora ali presentes. 
A poluição térmica pode ocorrer na atmosfera ou nas águas. A liberação de resíduos quentes por uma 
usina nuclear, por exemplo, desequilibra totalmente o meio. 
5. Poluição sonora e visual 
A poluição sonora e a poluição visual são consideradas problemas no espaço urbano, em que há 
aglomeração de pessoas. 
A poluição sonora consiste no excesso de ruídos gerados pelo trânsito, por construções civis e por 
equipamentos eletrônicos, que causam desconforto e prejuízos à saúde da população. 
Já a poluição visual acontece pela grande quantidade de publicidade e formas de comunicação visual 
expressas em anúncios, placas, outdoors, além de fios elétricos, vandalismos, entre outros. Esse excesso 
é considerado prejudicial, tanto em relação à condição estética das cidades, quanto no desenvolvimento 
de desconforto e estresse na população. 
6. Poluição luminosa 
Consiste no excesso de luz artificial emitida pelas cidades grandes de várias formas, como iluminação 
pública, anúncios publicitários luminosos, sinalizações, luminárias externas, entre outras. 
A poluição luminosa pode afetar o funcionamento saudável dos organismos vivos. A perturbação das 
condições naturais de luz e escuridão influencia em vários fatores do comportamento de animais e 
plantas. 
Além disso, esse tipo de poluição produz outros impactos ambientais, pois requer um maior consumo de 
energia elétrica que, muitas vezes, é proveniente das usinas termelétricas — resultante da queima de 
combustíveis fósseis que potencializam o efeito estufa. 
7. Poluição radioativa 
Devido aos diversos efeitos negativos, a poluição nuclear é considerada muito perigosa. Ela é 
proveniente da radiação, ou seja, do efeito químico de resíduos da energia nuclear ou atômica. 
Na maioria das vezes, a poluição radioativa resulta do lixo gerado nas usinas nucleares que, em 
excesso, pode causar mutações genéticas e originar doenças, como câncer. 
Quais delas são mais comuns no Brasil? 
No ranking de países mais poluidores do mundo, o Brasil ocupa a sexta posição, emitindo sobretudo 
gases do efeito estufa. A maioria das emissões está associada ao desmatamento e à degradação do solo, 
ou seja, em razão de poluição atmosférica e do solo. 
Segundo pesquisas da OMS, a quantia de poluentes considerada aceitável para um metro cúbico de ar é 
de, no máximo, 20 microgramas. 
Nesse caso, as cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Cubatão (SP), Campinas (SP) e Curitiba (PR) 
são vistas como as mais poluídas do país. De modo geral, todos os tipos de poluição estão presentes nos 
https://blog.brkambiental.com.br/mananciais/
https://blog.brkambiental.com.br/saneamento-ambiental-no-brasil/
https://blog.brkambiental.com.br/aterro-sanitario/
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/09/18/a-gente-nao-vive-vegeta-vitimas-do-cesio-137-relatam-dor-33-anos-depois.htm
https://www.voaportugues.com/a/brasil-%C3%A9-o-sexto-pa%C3%ADs-mais-poluidor-do-mundo/5153632.html
https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/oms-80-da-populacao-urbana-mundial-vive-sob-niveis-nocivos-de-poluicao-19296625
31 
 
centros urbanos destacados. No entanto, as mais comuns são, sem dúvida, poluição atmosférica, hídrica 
e térmica. 
 
10.3 Quais são os impactos da poluição na sociedade? 
 
Como mostramos acima, a poluição provoca diversos impactos tanto ao meio ambiente quanto à 
sociedade. Os poluentes atmosféricos interferem nas mudanças climáticas, aumentando os efeitos do 
aquecimento global e, consequentemente, o derretimento das calotas polares. Além disso, também 
afeta os padrões de chuva, a intensidade das tempestades e características climáticas regionais, como as 
monções. 
Vale ressaltar que os poluentes presentes na camada de ozônio podem reduzir a quantidade de 
radiação solar que atinge a superfície do planeta, afetando a taxa na qual a água evapora e se move 
para a atmosfera, além de influenciar a formação de nuvens e a capacidade de transporte de água. 
Na saúde da população, o ar poluído afeta principalmente os pulmões, causando doenças respiratórias, 
cardiovasculares e até mesmo câncer. Os gases poluentes são originados do tráfego de veículos, de 
lixões e da agricultura, geralmente pela queima dos combustíveis fósseis. 
É importante destacar que cada vez mais as pessoas se conscientizam sobre os efeitos negativos da 
poluição por meio da educação ambiental. No entanto, é necessário adotar medidas mais amplas e 
eficazes, a fim de reduzi-la, e fomentar os cuidados com o meio ambiente. 
Ampliar o acesso à energia limpa, melhorar os combustíveis utilizados no transporte, reduzir as 
emissões veiculares, incentivar o tratamento dos resíduos e a coleta seletiva, aumentar a fiscalização 
das ações e oferecer incentivos fiscais às empresas são alguns tipos de ações que podem ser 
implementadas para reduzir a poluição. 
 
10.4 Poluição genética 
 
É um termo popularizado pelo ambientalista Jeremy Rifkin em seu livro “The Biotech Century” para se 
referir aos riscos da introdução não intencional de genes advindos de espécies domésticas, exóticas ou 
de organismos geneticamente modificados (OGM) em um genoma selvagem, por ação humana. Isso 
pode acontecer pela reprodução, com a produção de um híbrido, ou pela incorporação direta ao 
genoma de um organismo. 
 
10.5 OGM e transgênicos 
 
Os Organismos Geneticamente Modificados, como o nome diz, são aqueles que sofreram uma ou mais 
alterações em seus genes por meio de técnicas da engenharia genética, genericamente conhecidas 
como tecnologias de DNA recombinante. Mas o que é um transgênico? Organismos transgênicos são 
OGM que receberam genes de outros organismos. Assim, nem todo OGM é um organismo transgênico, 
mas todo transgênico é um OGM. 
Outra diferença importante é que as alterações de genes que ocorremem OGM que não sofrem 
transgenia são possíveis de acontecerem naturalmente em um longo período de tempo, já as que 
acontecem em organismos transgênicos, não. 
 
10.6 Como os transgênicos podem afetar o meio ambiente? 
 
Os produtos transgênicos surgiram como uma resposta da biotecnologia para a produção 
de commodities (produtos de origem primária comercializados internacionalmente) resistentes a 
agrotóxicos e pragas e capazes de gerar maior lucro em menos tempo. Entretanto, não há garantias 
https://blog.brkambiental.com.br/mudancas-climaticas/
https://blog.brkambiental.com.br/educacao-ambiental/
https://blog.brkambiental.com.br/cuidados-com-o-meio-ambiente/
https://blog.brkambiental.com.br/separacao-do-lixo/
https://www.ecycle.com.br/transgenico-transgenicos/
32 
 
sobre a segurança do uso dessa tecnologia.Plantas transgênicas contêm genes de outras espécies, sejam 
estas outras plantas, bactérias, vírus, ou animais. Se estes genes modificados são transferidos para 
outros organismos, há uma contaminação genética ou poluição do fundo genético (“genetic pool”, em 
inglês) natural. 
Esse fenômeno tem o potencial de se multiplicar conforme plantas e microrganismos crescem e se 
reproduzem e ainda gerar resultados imprevisíveis, pois os OGM não podem ser contidos ao habitat em 
que foram inicialmente introduzidos. Isso gera grandes riscos para a biodiversidade e, no Brasil, vai de 
encontro ao Princípio da Precaução. 
 
 
Capítulo 11 
11.1 Descarte incorreto dos resíduos sólidos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sabemos bem que precisamos recolher nosso lixo e descartá-los no local correto. Mas você já parou para 
analisar a quantidade de coisa que jogamos fora diariamente? Papéis, embalagens plásticas, isopor, pilhas, 
restos de comida, lixo do banheiro, lâmpadas queimadas, medicamentos vencidos, aparelhos eletrônicos 
que não funcionam mais, garrafas de vidro, óleo de cozinha usado… Tantas coisas! 
11.2 Destino correto do lixo 
Coleta Seletiva 
O primeiro passo para o descarte correto do lixo é a coleta seletiva. Ela é feita de maneira bem básica com 
o lixo mais cotidiano da sua residência: basta separá-lo entre lixo seco (inorgânico) e lixo úmido (orgânico). 
O lixo orgânico é aquele de origem animal ou vegetal, como os alimentos (cascas, restos de comida etc). 
Já o lixo seco tem origem industrial, como as embalagens (plástico, vidro etc). 
A principal função da Coleta Seletiva é separar os materiais que podem ser reciclados para que sejam 
encaminhados aos Centros ou Cooperativas de Reciclagem. Então, para realizar a separação de maneira 
eficiente e garantir o descarte correto do lixo, separe todos os itens de plástico, vidro, papel ou metal e 
entregue para a Coleta Seletiva. 
https://www.ecycle.com.br/biodiversidade/
33 
 
O lixo orgânico pode ser compostado por um minhocário e produzir adubo para seus vasos ou horta (saiba 
como fazer um lendo este artigo ou se preferir, compre um em nossa loja) 
Vale lembrar que NÃO são recicláveis: papeis sujos com alimento ou dejetos, adesivos e fitas autocolantes, 
papéis metalizados ou plastificados, esponja de aço, lata de tinta ou combustível, tomada, isopor, 
espumas, espelhos, cristal, cerâmica e vidros temperados. 
 
 
 
11.3 Lixo Eletrônico 
Entretanto, não descartamos apenas comidas e 
embalagens, não é mesmo? Um outro tipo de material 
que precisa de atenção é o lixo eletrônico, ou seja, 
aquele aparelho eletrônica que você não usa mais ou 
qualquer resíduo de equipamento eletrônico que 
precise ser descartado. 
O descarte correto do lixo eletrônico deve ser 
separado. Existem Cooperativas que trabalham com a 
reciclagem de material eletrônico, informe-se sobre a 
existência de alguma delas na sua cidade! Aqui em São 
Carlos você pode levar seu lixo eletrônico (pilhas, baterias, celulares, fone quebrado, impressora velha, 
monitor, tomadas, lâmpadas etc) na Universidade de São Paulo (USP) ou na Universidade Federal de São 
34 
 
Carlos (UFSCar) pois elas recolhem e reutilizam esses materiais, dando a destinação adequada. Você pode 
obter mais informações nos ecopontos de sua cidade. 
11.4 Outros Tipos de Resíduo 
Você deve se atentar, também, ao descarte de medicamentos 
e do óleo de cozinha usado. Nosso primeiro impulso é 
descartá-los junto com o material orgânico… mas estaríamos 
cometendo um grande erro! 
Medicamentos vencidos devem ser levados de volta à 
farmácia ou à Unidade Básica de Saúde mais próxima. Se 
descartados de maneira incorreta, como lixo comum, podem 
trazer grandes prejuízos para o solo e a água. 
Já o óleo de cozinha usado não deve nunca ser despejado na 
pia. Existem diversos pontos de coleta, inclusive em 
supermercados ou na própria prefeitura da cidade, para esse 
tipo de resíduo. 
 
11.5 Formas de contaminação genética 
 
A modificação genética de plantas pode ocasionar a contaminação genética de quatro formas, 
basicamente: 
1. Plantas nativas próximas ao cultivo de plantas geneticamente modificadas (GM) são polinizadas por 
estas; 
2. Plantações orgânicas ou sem modificações em seus genes são polinizadas por plantações modificadas 
geneticamente; 
3. Uma população semi-selvagem de plantas GM se desenvolve se um cultivo geneticamente modificado 
sobrevive tanto em ambiente natural como no da agricultura; 
4. Microrganismos no solo ou no intestino de animais que se alimentam de um cultivo geneticamente 
modificado adquirem os genes deste. 
 
11.6 Invasões biológicas, erosão genética e o gene exterminador 
 
O risco da poluição genética também vem da invasão biológica, quando espécies invasoras se cruzam 
com espécies nativas. É cada vez mais comum as invasões de espécies advindas de atividades agrícolas e 
florestais. Assim, a biodiversidade também é ameaçada pela erosão genética, já que, por conta do total 
desuso de cultivos não híbridos (que deixam de ser rentáveis) e pela poluição genética, há o colapso de 
fundos genéticos de espécies nativas e perda de biodiversidade. 
Outro fenômeno preocupante é o chamado gene exterminador (do inglês, “gene terminator“) e suas 
consequências de impacto imensurável. Esse gene leva à infertilidade das sementes formadas após a 
primeira geração, obrigando o agricultor a comprar novas sementes para cada novo plantio, o que gera 
dependência para o agricultor e um lucro permanente para os produtores das sementes da primeira 
geração. O agravante é que, espécies modificadas com esse gene podem invadir áreas para além do seu 
cultivo intencional, e disseminar esse gene e seus efeitos para espécies selvagens. 
 
11.7 O perigo da poluição genética para a soberania alimentar 
 
https://www.ecycle.com.br/o-que-e-invasao-biologica/
https://www.ecycle.com.br/biodiversidade/
35 
 
Por conta do mercado de commodities, a poluição genética ameaça também a soberania alimentar. 
Uma das bases desta é o acesso de agricultores a sementes de qualidade, mas mesmo os agricultores 
que não utilizam sementes geneticamente modificadas podem ter a qualidade de suas plantações 
alterada, sendo uma possível consequência disto a incapacidade de produzir novas gerações, caso 
ocorra a poluição genética advinda de uma espécie modificada com o gene exterminador. Esse risco 
pode ter consequências que inviabilizem a produção de alimentos e a existência de vida humana na 
Terra. 
 
11.8 Como o risco da poluição genética pode ser minimizado? 
 
As empresas de biotecnologia responsáveis pela criação de novos organismos geneticamente 
modificados e transgênicos, em conjunto com atores políticos, podem tomar algumas medidas para 
reduzir o risco da poluição genética: 
 
• Avaliações independentes dos impactos ambientais devem ser realizadas a fim de evitar ao máximo o 
cultivo de espécies GM. 
• Ao plantar cultivos GM, isso pode ser feito com espaços reduzidos entre os indivíduos, pois isso tende 
a reduzir a abundância de flores. Nas bordas destes cultivos, podem ser plantadas fileiras de 
variedades de genótipos inertes, comreduzida ou sem a capacidade de gerar híbridos. 
• Testes de campo dos cultivos GM devem ser feitos em espaços confinados. 
• Além disso, é importante que novos cultivos de espécies GM não tenham lançamento comercial até a 
comprovação de que estes cultivos não causem poluição genética. 
 
Capítulo 12 
 
12.1 Destruição de habitat 
 
 
Em todo planeta existe degradação ou destruição de habitat. Do passado até o presente, ela tende a 
ocorrer em locais de alta densidade humana. Isso significa que ocorre um processo de mudança nessa 
terra e nos recursos naturais dela, fazendo com que animais e plantas se desloquem ou deixem de 
existir, naquele ambiente. 
 
Causas 
A degradação se inicia quando o ser humano precisa manipular o meio em que vive para desenvolver 
atividades de produção e urbanização. Os principais fatores dessa destruição, no mundo, tem sido: 
 
• Em primeiro lugar a pecuária, que além de desflorestar, para a criação de pastos, desmata para 
produção de alimentação para a criação. Além disso, produz dejetos que contaminam o solo e as 
águas, chegando a atingir os oceanos. Nos países tropicais há uma taxa de 7 milhões de hectares 
devastados, todo ano, para esta atividade. Leia mais: poluição causada pela pecuária. 
• Agricultura: A expansão da agricultura causa impactos ambientais como: erosão, contaminação das 
águas com agrotóxico, compactação e impermeabilização dos solos pelo uso intensivo de máquinas 
agrícolas, contaminação de alimentos e animais, desmatamento da cobertura 
nativa; assoreamento de rios e reservatórios, disseminação de pragas, alterações no clima, e 
finalmente, a perda de habitat natural para animais e plantas, colocando a biodiversidade em risco. A 
agropecuária leva à exposição do solo, que se torna mais suscetível à erosão. 
• Extração de madeira: O uso da madeira e sua retirada de forma não sustentável, sem manejo 
apropriado, é um dos grandes fatores de desflorestamento. Um exemplo disso é a exploração da 
https://www.ecycle.com.br/soberania-alimentar/
https://www.infoescola.com/ecologia/recursos-naturais/
https://www.infoescola.com/geografia/urbanizacao/
https://www.infoescola.com/pecuaria/
https://www.infoescola.com/geografia/oceanos/
https://www.infoescola.com/ecologia/poluicao-causada-pela-pecuaria/
https://www.infoescola.com/ecologia/impactos-ambientais/
https://www.infoescola.com/geologia/erosao/
https://www.infoescola.com/geologia/assoreamento/
https://www.infoescola.com/ecologia/habitat/
https://www.infoescola.com/geografia/biodiversidade/
36 
 
madeira na Amazônia, para construção civil no país e para exportação. O desmatamento na 
Amazônia cresceu de forma assustadora, chegando a 19 ha/hora no início de 2019. 
• Construções civis: Além de transformar o espaço físico para a urbanização, há uso de madeira paras 
as construções. As regiões com maior número de pessoas, como a sudeste, é a que mais usa no 
Brasil. 
• Queimadas e Incêndios: São atividades realizadas geralmente para “limpar” a terra para agropecuária. 
Podem ser geradas de forma 
intencional, ou acidental, 
causando bastante impacto nas 
comunidades naturais. 
 
Quanto mais cresce a população 
humana de um determinado 
local, maior a urbanização, o que 
aumenta a demanda de recursos 
renováveis e não renováveis, de 
energia e cresce o impacto 
causado ao meio natural, nas 
florestas e águas do planeta. 
Além das florestas, o homem 
destrói áreas alagadiças, 
drenando ou aterrando para 
desenvolvimento de estruturas 
que impactam as espécies que dependem delas, como a fauna aquática, aves que se alimentam por ali, 
ou plantas exclusivas deste tipo de ambiente. Os manguezais são ecossistemas muito importante nas 
regiões tropicais do globo, além das raízes das árvores drenarem os sedimentos que descem dos rios, os 
manguezais são a base da cadeia alimentar marinha. São desmatados com frequência para cultivo 
de arroz e criação de camarão, além de aterrados, para construções. 
A poluição dos rios é uma atividade comum onde há ocupação humana próxima, seja pelo descarte de 
dejetos, produtos químicos, pesticidas, agrotóxico, etc. A poluição pode levar à morte de um rio, como 
ocorreu com o Rio Doce, em um derramamento de lama tóxica, em 2015. Os danos causados à fauna e 
flora podem ser irreversíveis. Os recifes de corais, são habitats marinhos que também sofrem com a sua 
destruição, podendo chegar a uma perda de 70% nas próximas décadas. 
Espécies endêmicas são aquelas encontradas apenas em uma região, a destruição de habitats é uma 
grande ameaça de extinção a essas espécies. 
Consequências 
As consequências da destruição de habitat podem ser diversas: Fragmentação de habitat, mudanças 
climáticas, aumento de espécies invasoras, desertificação e é a maior causa de extinção de espécies, 
hoje. 
É importante destacar que mesmo não havendo a destruição do habitat, pode haver a degradação dele, 
há longo prazo, com atividades que não alteram a estrutura da comunidade de imediato. A poluição 
ambiental, com os pesticidas, produtos químicos, emissões de esgoto industrial e urbano, emissão de 
gases poluentes, são algumas das situações em que há degradação do habitat ao longo de gerações, 
para as espécies. 
 
12.2 Aquecimento global e a extinção de espécies 
 
O aquecimento global está intimamente relacionado com a extinção de espécies, e isso se deve ao fato 
de o aumento da temperatura desencadear doenças e falta de alimento. 
https://www.infoescola.com/geografia/desmatamento-da-amazonia/
https://www.infoescola.com/geografia/desmatamento-da-amazonia/
https://www.infoescola.com/ecologia/queimadas/
https://www.infoescola.com/biologia/aves/
https://www.infoescola.com/biologia/cadeia-alimentar/
https://www.infoescola.com/plantas/arroz/
https://www.infoescola.com/meio-ambiente/poluicao-dos-rios/
https://www.infoescola.com/produtos-quimicos/
https://www.infoescola.com/agricultura/pesticidas/
https://www.infoescola.com/biologia/recifes-de-corais/
https://www.infoescola.com/biologia/fragmentacao-de-habitat/
https://www.infoescola.com/ecologia/especie-invasora/
https://www.infoescola.com/geografia/desertificacao/
https://www.infoescola.com/biologia/extincao/
https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2019/07/destruicao-de-habitat-19735894.jpg
37 
 
 
Os ursos polares são um exemplo de espécie 
afetada pelo aquecimento global 
 
O aquecimento global pode ser definido como um 
processo em que há o aumento da temperatura 
média dos oceanos e da camada de ar próxima à 
superfície da Terra. Esse processo pode ocorrer 
como consequência de fenômenos naturais e 
também de atividades humanas. A ação humana é 
responsável por elevar a emissão de gás carbônico, 
um composto que provoca o aumento do efeito 
estufa. 
O aquecimento global desencadeia efeitos graves para o nosso planeta, tais como: derretimento das 
calotas polares, desaparecimento de ilhas e de regiões costeiras, além do aumento de eventos climáticos 
extremos, como tempestades e ondas de calor. Outro problema que merece atenção, e já pode ser notado 
atualmente, é a extinção de espécies de animais e plantas. 
 
12.3 Quais espécies correm risco de extinção em razão do aquecimento global? 
De acordos com relatórios do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC), 30% das espécies 
do planeta correm o risco de desaparecer caso a temperatura global do planeta aumente 2ºC. Apesar de 
parecer uma mudança pequena, é suficiente para afetar diretamente várias espécies, principalmente 
aquelas que são sensíveis às condições ambientais, como anfíbios e fitoplâncton. 
Assim, houve uma queda drástica, por exemplo, no número fitoplânctons. Segundo alguns especialistas, 
isso ocorre por causa do aumento da temperatura das águas do mar. Esse aumento deixa a coluna de 
água estratificada em algumas regiões, o que dificulta a chegada de nutrientes ao fitoplâncton. Essas 
modificações no mar afetam toda a cadeia alimentar, uma vez que o fitoplâncton é a base dessas cadeias. 
• Urso-polar 
Não podemos esquecer de citaro símbolo maior do aquecimento global e de seu impacto na natureza: 
os ursos polares. Esses animais estão fortemente ameaçados, pois habitam em uma área que está 
sofrendo intenso degelo e, por isso, ocorreu uma redução de sua área de caça, onde eles geralmente 
capturavam suas presas, que sobem para respirar em espaços entre o gelo e água. Diminuindo a área 
de caça, reduz-se a capacidade de conseguir comida e, consequentemente, os ursos morrem. Alguns 
cientistas destacam ainda que essa situação causou um aumento na ocorrência de canibalismo entre 
esses seres. 
• Sapos tropicais 
Um caso bastante peculiar envolve algumas espécies de sapos tropicais. Segundo a WWF Brasil, mais 
de 70 espécies de sapos desses locais estão morrendo em decorrência da ação de fungos que se 
desenvolvem melhor com temperaturas mais elevadas. Isso mostra que o aquecimento global pode 
desencadear também o risco de doenças causadas por alguns parasitas. 
• Tartarugas marinhas 
Os problemas não param por aí. Se o aquecimento global desencadeia a elevação do nível do mar e 
consequente redução das áreas costeiras, um outro grupo de animais pode ser afetado: as tartarugas 
marinhas. Esses animais necessitam de locais adequados para colocarem seus ovos, assim, o 
aquecimento afeta sua reprodução. Além disso, como o sexo é determinado pela temperatura da 
areia, aumentos de temperatura podem afetar a proporção entre machos e fêmeas. 
De certa forma, todas as espécies são influenciadas pelo aumento de temperatura, uma vez que a extinção 
de apenas uma afeta toda a cadeia alimentar e o equilíbrio do ecossistema. Dessa forma, é fundamental 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/consequencias-do-aquecimento-global.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/anfibios.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/plancton.htm
https://brasilescola.uol.com.br/animais/urso-polar.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/a-era-degelo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/aquecimento-global.htm
https://brasilescola.uol.com.br/animais/tartaruga-marinha.htm
https://brasilescola.uol.com.br/animais/tartaruga-marinha.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/cadeia-alimentar.htm
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que comecemos a apresentar atitudes mais corretas com o meio ambiente a fim de garantir um planeta 
saudável para as futuras gerações. 
 
12.4 A exploração animal nas indústrias de cosméticos 
 
Há décadas animais são explorados em laboratórios para teste de segurança de produtos de beleza. Vale 
a pena todo esse sofrimento em nome da aparência? Descubra como fazer a sua parte da luta contra 
exploração de animais. 
A exploração animal está presente em diversos âmbitos de nossas vidas. Ocorre que, em muitos casos, 
elas passam despercebidas, seja porque são habituais em nossa sociedade ou porque nem chegam ao 
nosso conhecimento. 
Uma forma de exploração recorrente é a que acontece nas indústrias de cosméticos! Em tais indústrias, 
muitos bichinhos, como coelhos, ratos e até cachorros, são utilizados em laboratórios como cobaias de 
testes de produtos por terem características parecidas com as dos seres humanos, como pele, olhos, etc. 
Esta prática é considerada atrasada, visto que já existem avanços científicos em relação a meios 
alternativos de se obter o teste de produtos de beleza e de cosméticos antes de chegarem nas mãos do 
consumidor. 
 
Entidades como a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em inglês – Pessoas Pelo 
Tratamento Ético dos Animais), a maior e uma das principais organizações de defesa dos direitos dos 
animais ao redor do mundo, entre muitas outras, trabalham por meio de pesquisa, de resgate de 
animais e de investigações para evitar que animais indefesos sofram crueldades neste meio. 
 
É muito importante que também façamos a nossa parte! Hoje em dia, há diversas marcas de produtos 
de beleza e de cosméticos que não compactuam com o sofrimento animal. É só dar uma olhadinha na 
embalagem do produto antes de comprar e, se preciso, procurar na internet para ter certeza de que a 
marca não faz teste em animais. 
Capítulo 13 
 
13.1 Calotas Polares: quais as consequências de seu derretimento? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não é novidade que o degelo das calotas polares vem se acelerando nas últimas décadas. Mas você sabe 
quais os principais impactos ambientais esse processo pode causar ao nosso planeta? Descubra neste 
conteúdo da Ambscience. 
https://diaadianoticia.com.br/proxima-pandemia-pode-ser-provocada-pelo-derretimento-de-calotas-polares/
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O que são calotas polares? 
O planeta contém grandes mantos de gelo que cobrem as áreas do pólo norte e pólo sul. Estas grandes 
geleiras estão presentes tanto no mar quanto nas montanhas e quando estas massas chegam a revestir 
áreas extensas, damos a elas o nome de calotas polares. 
Mas como estas massas se formam? Toda esta cobertura de gelo vem se formando desde a idade do 
gelo e essas áreas são de grande importância pois resultam na formação de paisagem, solo e relevo. 
Além disso, essas geleiras são responsáveis pelo maior volume de água doce existente no planeta. 
Muitas espécies se mantêm vivas graças ao derretimento destas áreas nas estações mais quentes. 
 
13.2 Quais ações aceleram o derretimento das calotas polares? 
Ocorre que com o aquecimento global, a tempertura média dos oceanos sofre alteração. A alta 
concentração de gases do efeito estufa causa o bloqueio do calor do sol e este calor fica pairando pela 
superfície, elevando a temperatura do planeta. De acordo com os relatórios climáticos, o aquecimento 
global está diretamente associado a várias atividades humanas e tudo indica que ate 2100, a 
temperatura da Terra poderá aumentar entre 1,8ºC a 4ºC. 
Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), as calotas polares das regiões da 
Antártica e Groenlândia apresentam um derretimento seis vezes mais intenso do que na década de 
1990. 
O estudo aponta que se não houver uma redução considerável dos índices de emissão de carbono, o 
nível do mar vai continuar se elevando, expondo a população de cerca de 400 milhões de pessoas, em 
diversos países, a grandes inundações costeiras nas próximas décadas. Os principais elementos 
produzidos nos gases de efeito estufa, além do dióxido de carbono, são: gás metano, hexafluoreto de 
enxofre, óxido nitroso, perfluorcarbonetos e clorocarboneto. 
Esses gases em sua maioria são produzidos por atividades humanas como a utilização de veículos, 
processos industriais, pecuária e queima de combustíveis fósseis. 
Estima-se que só da década de 2010 até agora, aproximadamente 475 bilhões de toneladas de gelo 
foram perdidas, seis vezes mais do que os 81 bilhões perdidos na década de 1990. 
Segundo o professor de observação da Terra na Universidade de Leeds, Andrew Shepherd, as calotas 
polares levaram cerca de 30 anos para responderem às alterações climáticas e acelerarem o 
derretimento. Porém, uma vez desencadeado este processo, ele não poderá ser revertido, ainda que a 
emissão de gases seja reduzida. Porém, sua diminuição pode minimizar danos futuros ao planeta. 
Mas como reduzir esses impactos? A primeira medida é adotando fontes de energia renováveis, 
diminuindo o uso de combustíveis fósseis. Outra iniciativa é reduzir a produção de lixo, incentivando 
práticas de reciclagem.

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