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Fisiopatologia e terapia nutricional nas doenças no pâncreas e vesícula biliar UC NUTRIÇÃO CLÍNICA Profª Fernanda Marques Fisiopatologia e terapia nutricional nas doenças no pâncreas e vesícula biliar UC NUTRIÇÃO CLÍNICA Prof” Fernanda Marques PÂNCREASPÂNCREAS vesícula biliar Exócrino: enzimas (digestão) Endócrino: hormônios Amilase Lipase Protease Insulina Glucagon Soma- tostatina Regula secreção insulina/ glucagon Não tem subdivisões anatômicas bem definidas cauda corpo cabeça Anatomia do PâncreasAnatomia do Pâncreas Amilase Protease Exócrino: enzimas (digestão) Endócrino: hormônios Regula secreção Não tem subdivisões tostatina Mie, anatômicas bem definidas glucagon Órgão lobulado com elementos endócrinos (ilhotas de Langerhans) e exócrinos (ácinos) distintos Anatomia do Pâncreas Células-α: glucagon Células-β: insulina Células acinares: Principal fonte de enzimas digestivas Anatomia do Pâncreas Órgão lobulado com elementos endócrinos e “ (ilhotas de Langerhans) dd ' e exócrinos (ácinos) MTb Te | 4 | distintos Células-a: glucagon Células-p: Acirrge evita be insulina PÉCIbIo dique eneyno ia Células acinares: Principal fonte de enzimas digestivas PANCREATITE AGUDA E CRÔNICA https://www.youtube.com/watch?v=qSO9W_n8LJw PANCREATITE AGUDA E CRÔNICA Distúrbios inflamatórios do pâncreas - Etiologia ● Obstrução ductal* (40-50% casos) ● Abuso prolongado de álcool* (10-40% casos) ● Ativação inapropriada de enzimas digestivas pancreáticas (mutações nos genes que codificam tripsinogênio ou inibidores da tripsina) ● Danos acinares primários (por toxinas, infecções, isquemia ou trauma) ● Fatores genéticos *causas mais comuns (aguda e crônica) Distúrbios inflamatórios do pâncreas - Etiologia e Obstrução ductal* (40-50% casos) e Abuso prolongado de álcool* (10-40% casos) e Ativação inapropriada de enzimas digestivas pancreáticas (mutações nos genes que codificam tripsinogênio ou inibidores da tripsina) e Danos acinares primários (por toxinas, infecções, isquemia ou trauma) e Fatores genéticos Ethanol + Toxic metabolites Eu dirinci Do. ndvtoxim o TT Pancreatic Stellate Cell Pancreatic Autodigestion -» Necrosis ==> Activation —» Fibrosis Cptokines o Oxidant stress Figura 1. Patogênese da pancreatite alcóolica Fonte: (APTE; PIROLA; WILSON, 2009). “causas mais comuns (aguda e crônica) Etiologia:obstruçãoEtiologia:obstrução Pancreas Bite duct Conducto pancreático principal (de Wirsung) Duodenum Esfinter Sphincter of Oddi Esfinter de Oddi ▪ Efeitos tóxicos diretos → células acinares (estresse oxidativo → dano membrana) ▪ Ingestão crônica = secreção de fluido pancreático rico em proteína (depósito ou precipitação)→ obstrução pequenos ductos pancreáticos Tecido fibroso, atrofia do órgão, pode ter formação de cálculos. Etiologia: Consumo de álcool x pancreatiteEtiologia: Consumo de álcool x pancreatite - Ffeitos tóxicos diretos — células acinares (estresse oxidativo — dano membrana) » Ingestão crônica = secreção de fluido pancreático rico em proteina (depósito ou precipitação)— obstrução pequenos ductos pancreáticos JB) Tecico fibroso, atrofia do órgão, pode ter formação de cálculos. ▪ Variam quanto à gravidade: doenças moderadas autolimitadas (80%) a processos amplamente destrutivos (risco de morte) ○ Associados a déficits leves e passageiros ou sérios e permanentes ▪ Pancreatite aguda: inflamação aguda, função pode voltar ao normal se a causa subjacente da inflamação for removida ▪ Pancreatite crônica: inflamação persistente com destruição irreversível do parênquima pancreático exócrino, comprometimento da absorção, podendo levar à DM por insuficiência da produção de insulina Pancreatites: distúrbios inflamatórios do pâncreas Pancreatites: distúrbios inflamatórios do pâncreas « Variam quanto à gravidade: doenças moderadas autolimitadas (80%) a processos amplamente destrutivos (risco de morte) o Associados a déficits leves e passageiros ou sérios e permanentes « Pancreatite aguda: inflamação aguda, função pode voltar ao normal se a causa subjacente da inflamação for removida « Pancreatite crônica: inflamação persistente com destruição irreversível do parênquima pancreático exócrino, comprometimento da absorção, podendo levar à DM por insuficiência da produção de insulina ▪ Aspectos clínicos: dor abdominal (pode irradiar para as costas), anorexia, náuseas, vômitos, diarreia (sobretudo esteatorreia) e desnutrição progressiva (crônica) ▪ Exames laboratoriais: enzimas pancreáticas (↑ amilase, lipase) ▪ Exames de imagem: ecografia, tomografia, ressonância nuclear magnética de abdômen Sintomas clínicos Sintomas clínicos « Aspectos clínicos: dor abdominal (pode irradiar para as costas), anorexia, náuseas, vômitos, diarreia (sobretudo esteatorreia) e desnutrição progressiva (crônica) - Exames laboratoriais: enzimas pancreáticas (7 amilase, lipase) - Exames de imagem: ecografia, tomografia, ressonância nuclear magnética de abdômen Triagem e Avaliação Nutricional ▪ Avaliar perda involuntária de peso (referência peso usual) ▪ % perda de peso ▪ Alteração de apetite e do trato gastrointestinal ▪ Alergias e intolerâncias alimentares ▪ Uso de suplementos e medicamentos ▪ Exames laboratoriais Triagem e Avaliação Nutricional Avaliar perda involuntária de peso (referência peso usual) « % perda de peso Alteração de apetite e do trato gastrointestinal Alergias e intolerâncias alimentares Uso de suplementos e medicamentos Exames laboratoriais Terapia Nutricional na pancreatite aguda e crônica Terapia Nutricional na pancreatite aguda e crônica Clinical Nutrition 39 (2020) 612-631 Contents lists available at ScienceDirect CLINICAL NUTRITION Clinical Nutrition journal homepage: http://www. elsevier.com/ilocate/clnu ESPEN Guideline ESPEN guideline on clinical nutrition in acute and chronic pancreatitis Check far Lpntatas Marianna Arvanitakis *”, Johann Ockenga ”, Mihailo Bezmarevic “, Luca Gianotti *, Zeljko Krznarié º, Dileep N. Lobo !£, Christian Lóser ", Christian Madl ', Remy Meier ', Mary Phillips “, Henrik Hojgaard Rasmussen ', Jeanin E. Van Hooft ”, Stephan C. Bischoff ” Objetivos da Terapia Nutricional ▪ Minimizar o trabalho pancreático ▪ Promover a recuperação do estado nutricional ▪ Reduzir a esteatorreia (se presente) Crônica: DM2 secundário (função endócrina prejudicada): Manejar controle glicêmico Doença hipermetabólica e hipercatabólica Objetivos da Terapia Nutricional « Minimizar o trabalho pancreático « Promover a recuperação do estado nutricional « Reduzir a esteatorreia (se presente) Crônica: DM2 secundário (função endócrina prejudicada): Manejar controle glicêmico SN Doença hipermetabólica e hipercatabólica Terapia Nutricional pancreatite aguda ESPEN, 2020 Terapia Nutricional pancreatite aguda Tabela 11.11 Recomendação dietética e tipo de terapia nutricional na pancreatite grave Recomendação dietética Indicação Energia 25 a 35 kcal/kg de peso ideal/dia (considerar o grau de hipermetabolismo) Proteínas 1,2 a 1,5 9/kg de peso ideal/dia (pode ser indicada suplementação com glutamina por causa do hipermetabolismo) À alimentação oral deve ser oferecida assim que clinicamente tolerada e independente das concentrações séricas de lipase em pacientes com previsão de PA leve. Dieta oral leve e com baixo teor de gordura deve ser usada ao reiniciar a alimentação oral em pacientes com PA leve. Em pacientes com PA e incapacidade de alimentação por via oral, a NE deve ser preferida à nutrição parenteral (NP). ESPEN, 2020 NE X NP NA PANCREATITE AGUDA ● A NP foi historicamente recomendada para pacientes com PA. Essa abordagem permitiu um período de descanso mais longo para o pâncreas, limitando a estimulação da secreção pancreática exócrina,minimizando a inflamação causada por enzimas e ainda fornecendo nutrição aos pacientes. ● NP oferece o benefício de fornecer nutrientes exógenos para manter a massa corporal magra e evitar íleo paralítico adinâmico. ● Essa foi a escola de pensamento estabelecida, apesar do potencial conhecido de aumento do risco de infecções relacionadas ao cateter, desequilíbrios eletrolíticos, disfunção de múltiplos órgãos e custo mais alto. ● Embora a NP parecesse vantajosa em teoria, foi demonstrado que a falta de nutrientes luminais tem o potencial de contribuir para a atrofia intestinal. Além disso, curtos períodos de recuperação na PA, bem como o conhecimento mais recente sobre o papel do trofismo intestinal na fisiopatologia da pancreatite, levaram a uma mudança nessa abordagem do suporte nutricional. ASPEN, 2019 NE X NP NA PANCREATITE AGUDA e A NPfoi historicamente recomendada para pacientes com PA. Essa abordagem permitiu um período de descanso mais longo para o pâncreas, limitando a estimulação da secreção pancreática exócrina, minimizando a inflamação causada por enzimas e ainda fornecendo nutrição aos pacientes. e NP oferece o benefício de fornecer nutrientes exógenos para manter a massa corporal magra e evitar íleo paralítico adinâmico. e Essa foi a escola de pensamento estabelecida, apesar do potencial conhecido de aumento do risco de infecções relacionadas ao cateter, desequilíbrios eletrolíticos, disfunção de múltiplos órgãos e custo mais alto. e Embora a NP parecesse vantajosa em teoria, foi demonstrado que a falta de nutrientes luminais tem o potencial de contribuir para a atrofia intestinal. Além disso, curtos períodos de recuperação na PA, bem como o conhecimento mais recente sobre o papel do trofismo intestinal na fisiopatologia da pancreatite, levaram a uma mudança nessa abordagem do suporte nutricional. ASPEN, 2019 Classificação de Atlanta para Classificação da Gravidade da Pancreatite Aguda ASPEN, 2019 Classificação de Atlanta para Classificação da Gravidade da Pancreatite Aguda Grau de gravidade Pancreatite aguda leve Pancreatite aguda moderada a grave Pancreatite aguda grave Critérios de classificação Sem falência de órgãos Sem complicações locais ou sistêmicas Falência de Órgãos que se resolve em 48 horas (falência de órgãos transitória) Complicações locais ou sistêmicas sem falência persistente de Órgãos Falência persistente de órgãos (>48 horas): Falência de um único órgão Falência de múltiplos órgãos ASPEN, 2019 Momento de início da alimentação ● Alimentação enteral precoce (dentro de 24 a 48h) e independentemente da gravidade da doença pode ser bem-sucedida. ● Verificou-se que o efeito trófico dos nutrientes luminais com o início da NE precoce tem um efeito benéfico na manutenção da função e da estrutura da mucosa no que diz respeito à preservação da integridade das junções das células epiteliais, estimulação das enzimas da borda em escova e prevenção da translocação bacteriana. ● Um crescente corpo de evidências sugere um benefício resultante da diminuição da falência de múltiplos órgãos e infecções. ASPEN, 2019 Momento de início da alimentação e Alimentação enteral precoce (dentro de 24 a 48h) e independentemente da gravidade da doença pode ser bem-sucedida. e Verificou-se que o efeito trófico dos nutrientes luminais com o início da NE precoce tem um efeito benéfico na manutenção da função e da estrutura da mucosa no que diz respeito à preservação da integridade das junções das células epiteliais, estimulação das enzimas da borda em escova e prevenção da translocação bacteriana. Migração Translocação Bacterias bacteriana nativas intestinais | Linfonado veia porta mesenterico Ciculação sitêémica Infecções bacteriana e Um crescente corpo de evidências sugere um benefício resultante da diminuição da falência de múltiplos órgãos e infecções. ASPEN, 2019 Pancreatite crônica Inflamação persistente Principal causa: alcoolismo ● Inflamação contínua caracterizada pela ativação precoce de enzimas digestivas dentro do próprio pâncreas, causando sua autodigestão - substituição do parênquima pancreático por tecido conjuntivo fibrótico ● Caracterizada por inflamação duradoura, fibrose e destruição do pâncreas exócrino ● Estágios mais avançados: parênquima endócrino perdido = diabetes Pancreatite crônica Inflamação persistente Insuficiência pancreática, dor abdominal, abuso de álcool, menor ingestão alimentar, diabetes mellitus e tabagismo são as principais causas de desnutrição na PC. e Inflamação contínua caracterizada pela ativação precoce de enzimas digestivas dentro do próprio pâncreas, causando sua autodigestão - substituição do parênquima pancreático por tecido conjuntivo fibrótico e Caracterizada por inflamação duradoura, fibrose e destruição do pâncreas exócrino e Estágios mais avançados: parênquima endócrino perdido = diabetes Terapia Nutricional pancreatite crônica TNP : repouso pancreático, quando não houver possibilidade de TN ou desnutrição grave Observar presença de esteatorréia Terapia Nutricional pancreatite crônica Tabela 11.10 Recomendações nutricionais na pancreatite crônica Característica Recomendação Energia 30 a 35 kcal/kg de peso corporal/dia Carboidratos Normoglicídica (acompanhar a glicemia) Proteínas 1a1,5 g/kg/dia Lipídios 30% do VET (se bem tolerado) Observar presença de esteatorréia Bebidas alcoólicas Exclusão total Micronutrientes Os sinais clínicos de deficiência devem ser avaliados. Pode ser necessária a suplementação de várias vitaminas, especialmente se houver etilismo crônico IMC: índice de massa corporal; TCM: triglicerídeos de cadeia média; VET: valor energético total. Fonte: adaptada de Meier et al., 2006. A NE deve ser administrada em pacientes com desnutrição que não respondem ao suporte nutricional oral. TNP: repouso pancreático, quando não houver possibilidade de TN ou desnutrição grave TRIGLICERÍDEOS DE CADEIA MÉDIA (TCM) ● É uma gordura saturada formada de seis a doze átomos de carbono, que possui valor calórico de 8,3kcal/g ● Sua absorção intestinal independe da presença de lipase pancreática e sais biliares ● Não apresenta boa palatabilidade e pode trazer, como efeito colateral náuseas diarreia e dor abdominal ● Não está disponível na literatura informação precisa sobre a quantidade de TCM adequada para pacientes com pancreatite crônica, porém há recomendação geral de valores máximos: ○ Até 17% VET ○ Máximo 15g por refeição TRIGLICERÍDEOS DE CADEIA MÉDIA (TCM) e É uma gordura saturada formada de seis a doze átomos de carbono, que possui valor e q calórico de 8,3kcal/g q NUTRATA e Sua absorção intestinal independe da TCN presença de lipase pancreática e sais biliares É =p à e Não apresenta boa palatabilidade e pode trazer, como efeito colateral náuseas diarreia TT e dor abdominal e Não está disponível na literatura informação precisa sobre a quantidade de TCM adequada para pacientes com pancreatite crônica, porém há recomendação geral de valores máximos: o Até 17% VET o Máximo 15g por refeição Terapia Nutricional pancreatite crônica ESPEN, 2020 Terapia Nutricional pancreatite crônica Pacientes com PC não precisam seguir dieta restritiva. Em pacientes com PC, não há necessidade de restrição de gordura na dieta, a menos que os sintomas de esteatorreia não possam ser controlados. Pacientes com PC com estado nutricional normal devem aderir a uma dieta bem balanceada. Pacientes desnutridos com PC devem ser aconselhados a consumir alimentos ricos em proteínas e energia em cinco a seis pequenas refeições por dia. Em pacientes com PC, dietas muito ricas em fibras devem ser evitadas. Vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e solúveis em água (vitamina B12, ácido fólico, tiamina), bem como minerais como magnésio, ferro, selênio e zinco devem ser monitorados(se disponíveis) e administrados se forem detectadas baixas concentrações ou se ocorrerem sinais clínicos de deficiência. À suplementação deve ser proposta para pacientes com má absorção conhecida. As enzimas pancreáticas orais devem ser distribuídas junto com as refeições e lanches. ESPEN, 2020 Tipos de suplementação nutricional para pacientes com pancreatite crônica Tipos de suplementação nutricional para pacientes com pancreatite crônica Tipo de Suplementação Função Desafios Suplementação oral Para pacientes com deficits Coordenação da calóricos apesar da dieta normal suplementação oral com a suplementação de enzimas pancreáticas Retardo do esvaziamento gástrico Náuseas e vômitos Diarreia Constipação decorrente do uso de opioides Terapia de reposição Suplementos que diminuem a | oa ne ne . Titulação da dose enzimática pancreática enzima pancreática endógena Momento da dose Adição de medicação de supressão ácida ASPEN, 2020 Tipo de Suplementação Terapia de reposição enzimática pancreática Alimentação enteral Alimentação parenteral Função Suplementos que diminuem a enzima pancreática endógena Para pacientes incapazes de atingir a ingestão calórica por meio da ingestão oral normal Doença anatômica complexa Pacientes desnutridos com disfunção gastrointestinal antes da cirurgia Falha na nutrição enteral Desafios Titulação da dose Momento da dose Adição de medicação de supressão ácida Manutenção do tubo de alimentação enteral Intolerância à sonda de alimentação Alimentação continua versus alimentação em bolus para pacientes Coordenação da entrega de enzimas pancreáticas Risco de aspiração de conteúdo Custo do material doméstico do tubo de alimentação Manutenção do acesso vascular Efeito adverso na função hepática Não há dados de longo prazo sobre segurança ou eficácia na pancreatite crônica ASPEN, 2020 VESÍCULA BILIAR VESÍCULA BILIAR Anatomia da Vesícula Biliar e Estruturas Anexas A principal função: concentrar, armazenar e excretar a bile, que é produzida pelo fígado Anatomia da Vesícula Biliar e Estruturas Anexas Parte espiral do ducto cistico ad 7 Ducto hepático direito i y Ducto hepático esquerdo = |. E : mf Co d k E Dusto hepático comum d LE: + o! | Infundibulo [bolsa de Hartmann) da vesicula biliar be | Ea Parte lisa do dueto cistiço A principal função: concentrar, armazenar e excretar a bile, que é produzida pelo Dueto pancreático fígado Fundo da vesicula biliar Ducto colêdoco Porção descendente [2:] do dubdeno Ústios glandulares Fapila principal do duodeno [de ater] dmpola (de Water) Bile: o É um fluido que contém sais biliares conjugados, colesterol e fosfolipídios, detergentes biológicos que ao serem liberados no intestino formam gotículas de emulsão que aumentam a superfície de contato entre a enzima e o substrato o É produzida no fígado e armazenada e concentrada na vesícula biliar Lembrando... Sais biliares: o Os ácidos biliares (taurocólico e glicocólico) são sintetizados pelo fígado a partir de colesterol e mediante conjugação (ácido cólico com taurina e glicina), sendo excretados junto com a bile na forma de sais de sódio. Durante a digestão, eles atuam como agentes emulsificantes favorecendo a absorção da gordura. Por efeito das bactérias intestinais, os ácidos biliares são desconjugados, ficando livres para serem reabsorvidos pelo intestino, direcionando-se via circulação portal ao fígado para serem reciclados. Bile: (O) Lembrando... E um fluido que contém sais biliares conjugados, colesterol e fosfolipídios, detergentes biológicos que ao serem liberados no intestino formam gotículas de emulsão que aumentam a superfície de contato entre a enzima e o substrato É produzida no fígado e armazenada e concentrada na vesícula biliar Sais biliares: (O) Os ácidos biliares (taurocólico e glicocólico) são sintetizados pelo fígado a partir de colesterol e mediante conjugação (ácido cólico com taurina e glicina), sendo excretados junto com a bile na forma de sais de sódio. Durante a digestão, eles atuam como agentes emulsificantes favorecendo a absorção da gordura. Por efeito das bactérias intestinais, os ácidos biliares são desconjugados, ficando livres para serem reabsorvidos pelo intestino, direcionando-se via circulação portal ao fígado para serem reciclados. Ducto colédoco A bile é secretada continuamente pelos hepatócitos e é carregada para os ductos hepáticos esquerdo e direito, que convergem e formam o ducto hepático comum e podem ir direto para o duodeno por meio do ducto colédoco A maior parte da bile é armazenada na vesícula biliar, onde chega pelo ducto cístico Duto cistico Duto hepático comum Vesicula biliar Ducto colédoco EO A vesícula biliar A bile é secretada continuamente pelos hepatócitos e é carregada para os ductos hepáticos esquerdo e direito, que convergem e formam o ducto hepático comum e podem ir direto para o duodeno por meio do ducto colédoco A maior parte da bile é armazenada na vesícula biliar, onde chega pelo ducto cístico Colecistite • Bloqueio do ducto cístico • Inflamação da vesícula biliar • Cólica biliar Colelitíase • Formação de cálculos biliares dentro da vesícula, sem infecção da vesícula • Normalmente assintomático Coledocolitíase • Presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco) • Resulta em dor, obstrução, cólicas Colelitíiase * Formação de cálculos biliares dentro da vesícula, sem infecção da vesícula e Normalmente assintomático Coledocolitiase * Presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco) * Resulta em dor, obstrução, cólicas Colecistite * Bloqueio do ducto cístico * Inflamação da vesícula biliar * Cólica biliar 2 1 1 - colecistite 2 - coledocolitíase 3- colelitíase 3 Ducto = hepático direito Ducto cístico Ducto hepático esquerdo Colo da vesícula Ducto hepático comum Mucosa com pregas Ducio Corpo , colédoco Ducto pancreático 1 - colecistite 2 - coledocolitiase 3- colelitiase Cálculos biliares/litíase biliar ▪ Os cálculos biliares são, em sua maioria, cálculos de colesterol não pigmentados, compostos principalmente de colesterol, bilirrubina e sais de cálcio ▪ Alta ingestão de gordura dietética por um período prolongado pode predispor o indivíduo à formação de cálculos biliares devido ao constante estímulo na produção de mais colesterol para a síntese da bile necessária na digestão dos lipídeos Cálculos biliares/litíiase biliar « (Os cálculos biliares são, em sua maioria, cálculos de colesterol não pigmentados, compostos principalmente de colesterol, bilirrubina e sais de cálcio - Alta ingestão de gordura dietética por um período prolongado pode predispor o indivíduo à formação de cálculos biliares devido ao constante estímulo na produção de mais colesterol para a sintese da bile necessária na digestão dos lipídeos Fatores predisponentes para formação de cálculos biliares • 10 a 20% da população adulta nos países desenvolvidos • Sexo feminino • Gravidez (pode alterar o mecanismo normal de esvaziamento vesicular) • + de 40 anos • História familiar • Obesidade (maior síntese e secreção biliar de colesterol) • Diabetes • Doença inflamatória intestinal • Drogas • Anticoncepcional oral ou estrógenos pós-menopausa • Dietas pobres em fibras e com alto teor de lipídeos Fatores predisponentes para formação de cálculos biliares 10 a 20% da população adulta nos países desenvolvidos Sexo feminino Gravidez (pode alterar o mecanismo normal de esvaziamento vesicular) + de 40 anos História familiar Obesidade (maior síntese e secreção biliar de colesterol) Diabetes Doença inflamatória intestinal Drogas Anticoncepcional oral ou estrógenos pós-menopausa Dietas pobres em fibras e com alto teor de lipídeos Sintomas▪ Na maioria das vezes assintomático ▪ 50% dos pacientes com cálculos biliares desenvolvem sintomas ▪ Quando apresenta sintomas traz sérias complicações: ▪ Dor epigástrica após a ingestão de dieta hiperlipídica ▪ Náuseas ▪ Vômitos ▪ Eructações ▪ Febre ▪ Icterícia discreta (bilirrubina) Sintomas Na maioria das vezes assintomático 50% dos pacientes com cálculos biliares desenvolvem sintomas Quando apresenta sintomas traz sérias complicações: = Dor epigástrica após a ingestão de dieta hiperlipídica » Náuseas - NVômitos = Eructações - Febre « Icterícia discreta (bilirrubina) In Colecistite Obstrução ducto cístico Pacientes criticamente doentes ou vesícula e bile estagnadas Bile não alcança o intestino Retorno da bile à circulação Paredes da vesícula inflamadas e distendidas INFLAMAÇÃO Colecistite Pacientes criticamente doentes ou vesícula e bile estagnadas Obstrução ducto cístico Bile não alcança o intestino Paredes da vesícula inflamadas e distendidas Retorno da bile à circulação E INFLAMAÇÃO COLECISTITE CRÔNICA Conceito Inflamação vesícula Por longo período tempo Causa Crises leves Repetidas de colecistite aguda Consequência Espessamento das paredes Contrai e perde a capacidade de executar funções (concentração e armazenamento) Durante a fase inicial, a vesícula biliar geralmente revela extensa congestão venosa e edema. Com o tempo, podem aparecer fibrose e presença de células inflamatórias crônicas. Casos mais avançados podem apresentar perfuração ou gangrena. COLECISTITE CRÔNICA Conceito Causa Consequência Espessamento das Inflamação vesícula Crises leves ç paredes Contrai e perde a capacidade de executar funções (concentração e armazenamento) Por longo período Repetidas de tempo colecistite aguda Durante a fase inicial, a vesícula biliar geralmente revela extensa congestão venosa e edema. Com o tempo, podem aparecer fibrose e presença de células inflamatórias crônicas. Casos mais avançados podem apresentar perfuração ou gangrena. Terapia Nutricional geral • Fracionar as refeições • Dieta hipolipídica, se esteatorreia e/ou dor ○ Não serve para todos ○ Não fazer exclusão total de gorduras (Vits. ADEK) • Alimentação saudável e equilibrada ○ Rica em frutas, verduras, fibras ○ Atentar alimentos muito gordurosos ○ Redução ácidos graxo saturados *Perda de peso programada Terapia Nutricional geral * Fracionar as refeições * Dieta hipolipídica, se esteatorreia e/ou dor o Não serve para todos o Não fazer exclusão total de gorduras (Vits. ADEK) * Alimentação saudável e equilibrada o Rica em frutas, verduras, fibras o àAtentar alimentos muito gordurosos o Redução ácidos graxo saturados “Perda de peso programada Remoção cirúrgica da vesícula: Colecistectomia Tratamento MédicoTratamento Médico Remoção cirúrgica da vesícula: Colecistectomia Lojecistectomia la pi Paroscópica EMA A luz do laparostópio Permite 30 mádico k | + localizar a vesícula biliai Pequenas incisões para introduzir os instrumentos ns a h A vesícula biliar é seccionada Vesicula biliar | E removida através de um > - - - E o, médico visualiza a | das incisões Cirurgia num ecrã) Indicação: ▪ Crises de dor e risco de migração dos cálculos, causando a inflamação e obstrução das vias biliares ▪ Ressecção total da vesícula biliar = não prejudica a absorção de lipídios = produção hepática de sais biliares mantém-se normal Colecistectomias Na ausência da vesícula biliar, a bile é secretada diretamente pelo fígado no intestino Colecistectomias (ndicação: N = (Crises de dor e risco de migração dos cálculos, causando a inflamação e obstrução das vias biliares « Ressecção total da vesícula biliar = não prejudica a absorção de JIipídios = produção hepática de sais biliares mantém-se normal | Na ausência da vesícula biliar, a bile é |, secretada diretamente pelo fígado no intestino No período 2 a 6 meses, recomenda-se: ● Controle do peso ● Atentar ao consumo/reduzir: carne gorda, pele de galinha ou porco, bacon, frios, salsicha, pato, ganso e peixes enlatados em óleo, chocolate, amendoim, nozes, picles, bolos, tortas, frituras, alimentos altamente temperados e alimentos ricos em molhos ● Evitar alimento que desencadeia sintomas (se existir) Observação pós colecistectomia PERÍODO DE ADAPTAÇÃO No período 2 a 6 meses, recomenda-se: Observação pós colecistectomia PERÍODO DE Controle do peso ADAPTAÇÃO Atentar ao consumo/reduzir: carne gorda, pele de galinha ou porco, bacon, frios, salsicha, pato, ganso e peixes enlatados em óleo, chocolate, amendoim, nozes, picles, bolos, tortas, frituras, alimentos altamente temperados e alimentos ricos em molhos Evitar alimento que desencadeia sintomas (se existir) Relação litíase biliar e pancreatite Relação lIitíase biliar e pancreatite Bile duct from liver Common bile duct Pancreas Gallbladder Galistones O MATO FOUNDATION FOR MEDICAL EDUCATION AND RESEARCH. ALL RIGHTS RESERVED. Referências bibliográficasReferências bibliográficas Nutrição Clínica | p= M, tF= Ce NRO esp fobit= ey ii TERAPIA ar NUTRICIONAL NUTRIÇÃO a UTI | DIOGO TOLEDO | MELINA CASTRO CLÍNICA NO ADULTO AY EDIÇÃO DE 15 ANOS Slide 1 Slide 2 Slide 3: Amilase Slide 4: Anatomia do Pâncreas Slide 5: PANCREATITE AGUDA E CRÔNICA Slide 6: Distúrbios inflamatórios do pâncreas - Etiologia Slide 7: Etiologia:obstrução Slide 8: Etiologia: Consumo de álcool x pancreatite Slide 9: Pancreatites: distúrbios inflamatórios do pâncreas Slide 10: Sintomas clínicos Slide 11: Triagem e Avaliação Nutricional Slide 12: Terapia Nutricional na pancreatite aguda e crônica Slide 13: Objetivos da Terapia Nutricional Slide 14: Terapia Nutricional pancreatite aguda Slide 15: NE X NP NA PANCREATITE AGUDA Slide 16: Classificação de Atlanta para Classificação da Gravidade da Pancreatite Aguda Slide 17: Momento de início da alimentação Slide 18: Pancreatite crônica Slide 19: Terapia Nutricional pancreatite crônica Slide 20: TRIGLICERÍDEOS DE CADEIA MÉDIA (TCM) Slide 21: Terapia Nutricional pancreatite crônica Slide 22: Tipos de suplementação nutricional para pacientes com pancreatite crônica Slide 23 Slide 24: VESÍCULA BILIAR Slide 25: Anatomia da Vesícula Biliar e Estruturas Anexas Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40: Referências bibliográficas