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COMPORTAMENTO TÉRMICO DA CONSTRUÇÃO Profª: Ms. Nadine Lessa F. Campos Adaptado por: Prof. Esp. Luís Fernando Nascimento Tozi CENTRO UNIVERSITÁRIO DE RONDÔNIA - UNESC O comportamento térmico de uma edificação depende principalmente: ▪ das condições climáticas: - temperatura e umidade relativa do ar exterior; - velocidade e direção do vento e; - radiação solar direta e difusa. ▪ do projeto, construção e manutenção: - implantação; - latitude; - longitude; - orientação do sol; - modelo arquitetônico; - condições de ventilação e; - materiais escolhidos; ▪ do uso e ocupação da edificação. O uso da edificação é definido pelos equipamentos utilizados e pelas atividades desenvolvidas. Já a ocupação está relacionada ao número de ocupantes e ao horário em que as pessoas estão no local. Variáveis Arquitetônicas: ▪ Forma Arquitetônica; ▪ Função e; ▪ Tipos de fechamentos; O projeto consciente deve buscar tirar partido de cada variável para garantir ao edifício uma perfeita interação entre o homem e o meio em todas as escalas. FORMA ARQUITETÔNICA Interfere diretamente sobre os fluxos de ar no interior e no exterior e na quantidade de luz e calor solar recebidos pelo edifício. Exemplo: Em Marrakesh, Marrocos, as edificações foram construídas de forma a canalizar para o interior da cidade a brisa que vem do mar (úmida e refrescante). Enquanto que o vento quente continental é desviado pela forma das edificações, possibilitando conforto na escala urbana. Exemplo: Iglu: a forma hemisférica diminui a superfície de contato com o ar exterior, minimizando as perdas de calor. Chalés das montanhas, a cobertura inclinada evita o acúmulo de neve e promove maior exposição aos raios solares Exemplo: Pilotis: permitem a arquitetura descolar-se do solo, incrementando a permeabilidade à circulação de pedestre e à ventilação do térreo. Palácio Capanema, Rio de Janeiro Villa Savoye, Paris Função Arquitetônica: FUNÇÃO FORMA O mesmo projeto arquitetônico, se destinado a fins distintos como comércio ou habitação pode resultar em comportamentos energéticos diferentes. O estudo da FUNÇÃO ARQUITETÔNICA é primordial na escolha de determinado critério ou estratégia bioclimática a ser adotada. As funções residencial, comercial e pública são distintas do ponto de vista do consumo de energia. FECHAMENTOS As trocas de energia → luz ou calor entre os meios interior e exterior tem como cerne o “envelope” construtivo que envolve o ser humano. RADIAÇÃO SOLAR □ Onda curta: 1- Radiação solar direta; 2- Radiação solar difusa; e 3- Radiação solar refletida pelo solo ou pelo entorno. □ Onda Longa: 4-R. térmica emitida pelo solo aquecido e pelo céu; e 5-Radiação térmica emitida pelo edifício. FECHAMENTOS Os materiais de construção se comportam de modo distinto com relação à radiação solar. Por isso a importância de distinguir a envoltória em duas partes: ✓Fechamentos opacos; ✓Fechamentos transparentes. FECHAMENTOS Principal diferença: transmissão a radiação solar para o ambiente interno. A parcela de transmissão para o ambiente interno atuará nas condições de conforto, sendo a principal função de ganhos térmicos em ambientes. FECHAMENTOS OPACOS Acontece a transmissão de calor quando há uma diferença de temperatura entre as superfícies interior e exterior. O sentido será sempre da superfície da mais quente para a mais fria. Esse fenômeno é subdivido em 3 fases: FASE 1: TROCA DE CALOR COM O MEIO EXTERIOR No fechamento opaco a radiação terá uma parcela refletida e outra absorvida. ISSO DEPENDE DA REFLETIVIDADE (ρ) E DA ABSORTIVIDADE ( ) DO MATERIAL. Fazendo uma análise da absortividade podemos dizer que os materiais de construção são seletivos a radiação solar e a principal determinante para isso é a sua cor superficial. ABSORTIVIDADE EM FUNÇÃO DA COR Se =0,8: 80% da energia que incide sobre ele será absorvida e 20% será refletida. TIPO DE SUPERFÍCIE Chapa de Alumínio (nova e brilhante) 0,05 Caiação nova 0,12/0,15 Concreto aparente 0,65/0,80 Telha de barro 0,75/0,80 Tijolo aparente 0,65/0,80 Revestimento asfáltico 0,85/0,98 Pintura: Branca Amarela Verde claro Verde escuro Vermelha Preta 0,20 0,30 0,40 0,70 0,74 0,97 Nesta fase a troca térmica será por condução. A intensidade do fluxo de calor pelo material dependerá da condutividade térmica (λ). Propriedade que depende da densidade do material e representa sua capacidade de condução maior ou menor em quantidade de calor por unidade de tempo. FASE 2: CONDUÇÃO ATRAVÉS DO FECHAMENTO CONDUTIVIDADE TÉRMICA DE ALGUNS MATERIAIS Quanto maior o valor de (λ), maior será a quantidade de calor transferidas entre as superfícies. MATERIAL λ [W/mK] Concreto 1,5 Tijolo 0,65 Madeira 0,14 Isopor 0,03 CONDUTIVIDADE TÉRMICA DE ALGUNS MATERIAIS Outra variável importante nesse processo é a espessura do fechamento (L), medida em metros. Através da espessura podemos calcular o valor da resistência térmica (R). propriedade do material em resistir a passagem do calor. FASE 2 – CONDUÇÃO ATRAVÉS DO FECHAMENTO Pode-se reduzir consideravelmente as trocas de calor em um fechamento opaco empregando materiais com condutividades mais baixas ou construindo fechamentos com múltiplas camadas, podendo uma das quais ser uma camada de ar. EMISSIVIDADE A troca térmica por radiação depende da emissividade (έ) da superfície do material em contato com a camada de ar. Refere-se à quantidade de energia térmica que é emitida por unidade de tempo. MATERIAL έ Alumínio polido 0,05 Ferro Galvanizado 0,20 Demais materiais de construção 0,9 Nesta fase as trocas térmicas voltam a ser por convecção e por radiação como na fase 1. A temperatura da superfície interna do fechamento irá aumentar em relação a temperatura do ar com a chegada do calor. FASE 3: TROCA DE CALOR COM O MEIO INTERIOR TRANSMITÂNCIA TÉRMICA (U) Através dessa variável podemos avaliar o comportamento de um fechamento opaco frente a transmissão de calor. Resistência Térmica Heterogênea: • Rtij. = L/λ • Rarg. = L/λ Área de contato: • Atij. = b x h • Aarg = (b1 x h1) + (b2 x h2) Resistência Térmica Heterogênea: • Rtij.+arg. = Atij. + Aarg. Atij. + Aarg. Rtij. + Rarg. FECHAMENTOS TRANSPARENTES As principais trocas térmicas acontecem em geral nestes fechamentos. Compreendem janelas, claraboias e qualquer elemento transparente na arquitetura. Nestes fechamentos ocorrem três tipos básicos de trocas térmicas: ✓Condução; ✓Convecção; ✓Radiação. FECHAMENTOS TRANSPARENTES →orientação e tamanho da abertura; →Tipo de vidro; →Uso de proteções solares internas e externas As principais variáveis que influenciam no calor são: ORIENTAÇÃO E TAMANHO O que determina a exposição da abertura ao sol. Quanto maior a abertura maior é quantidade de calor que entra ou sai do ambiente. A luz natural é um fator importante no dimensionamento. Deve-se pensar o calor e a luz de forma integrada. TIPOS DE VIDRO Os vidros tem vários propósitos, entre eles o controle da radiação solar, que pode ser: →Admitir ou bloquear a luz solar; →Admitir ou bloquear o calor solar; →Permitir/bloquear perdas de calor interior; →Permitir contato visual interior/exterior. Os vidros geralmente tem alta transmitância térmica (u), isto é, bons condutores de calor. TIPOS DE VIDRO Os tipos de vidros mais usados na construção civil são basicamente (4) categorias: ✓Vidros transparentes (simples); ✓Vidro verde; ✓Películas e vidros absorventes (fumês); ✓Películas e vidros reflexivos; VIDRO SIMPLES ✓Emprego mais comum no brasil; ✓Devido baixo custo; ✓Disponibilidade no mercado. Altamente transparente, resultando em boa visibilidade, mas alta transmissividade de radiação solar para o interior. Causa o fenômeno do efeito estufa. VIDRO VERDE Conhecido como vidro absorvente. É levemente pigmentado para diminuir a transmissão de ondacurta com somente um pequeno aumento na absorção da parte visível. PELICULAS E VIDROS FUMÊS O objetivo é diminuir a transmissão de onda curta, no entanto diminui a visibilidade. PELICULAS E VIDROS REFLEXIVOS São compostas por uma camada metálica em um substrato transparente produzindo uma aparência de espelho. Os vidros reflexivos já vem com uma espécie de película reflexiva incorporada na sua constituição. PLÁSTICOS Atualmente alguns materiais como o policarbonato e o acrílico entraram no mercado dos fechamentos transparentes. Reduzem o efeito estufa comum a vidros, aumentando a perda de calor para o exterior. PELÍCULAS □ Minimizam os ganhos de calor, evitam danos causados pela ação ultravioleta, obtém privacidade e minimizam a iluminação natural. □ Podem ser: transparente, pigmentada não refletiva e pigmentada refletiva. Slide 1: COMPORTAMENTO TÉRMICO DA CONSTRUÇÃO Slide 2: O comportamento térmico de uma edificação depende principalmente: Slide 3 Slide 4 Slide 5: Variáveis Arquitetônicas: Slide 6: FORMA ARQUITETÔNICA Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10: Função Arquitetônica: Slide 11 Slide 12: FECHAMENTOS Slide 13: RADIAÇÃO SOLAR Slide 14: FECHAMENTOS Slide 15: FECHAMENTOS Slide 16: FECHAMENTOS OPACOS Slide 17: FASE 1: TROCA DE CALOR COM O MEIO EXTERIOR Slide 18: ABSORTIVIDADE EM FUNÇÃO DA COR Slide 19: FASE 2: CONDUÇÃO ATRAVÉS DO FECHAMENTO Slide 20: CONDUTIVIDADE TÉRMICA DE ALGUNS MATERIAIS Slide 21: CONDUTIVIDADE TÉRMICA DE ALGUNS MATERIAIS Slide 22: FASE 2 – CONDUÇÃO ATRAVÉS DO FECHAMENTO Slide 23: EMISSIVIDADE Slide 24 Slide 25: TRANSMITÂNCIA TÉRMICA (U) Slide 26: FECHAMENTOS TRANSPARENTES Slide 27: FECHAMENTOS TRANSPARENTES Slide 28: ORIENTAÇÃO E TAMANHO Slide 29: TIPOS DE VIDRO Slide 30: TIPOS DE VIDRO Slide 31: VIDRO SIMPLES Slide 32: VIDRO VERDE Slide 33: PELICULAS E VIDROS FUMÊS Slide 34: PELICULAS E VIDROS REFLEXIVOS Slide 35: PLÁSTICOS Slide 36: PELÍCULAS