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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
RELATÓRIO DE QUÍMICA ORGÂNICA MEDICINAL EXPERIMENTAL SOBRE A AULA 06
Docente:
Profª.Drª. Amanda Natalina Faria de Padua
Discentes:
Daniela Elias Balducci
João Vitor de Souza Nascimento Cândido
1. INTRODUÇÃO
Para o desenvolvimento dos experimentos propostos e posteriormente a realização do relatório em questão utilizamos de conceitos teóricos que serão apresentados abaixo. 
1.1 Grandezas físicas:
Grande parte dos compostos orgânicos se encontram em sua fase sólida ou líquida nos laboratórios de química. As constantes físicas que permeiam essas transformações de fase são especificamente definidas para cada substância, dessa forma, consegue-se através dessas grandezas reconhecer a pureza de misturas e derivados dessas substâncias. As grandezas físicas mais utilizadas são: temperatura de fusão e ebulição, densidade, índice de rotação e rotação específica.
· Temperatura de fusão: A temperatura de fusão é a faixa de temperatura necessária para alterar-se uma substância em seu estado sólido para seu estado líquido. A faixa de fusão inicia-se quando a substância começa a se liquefazer e termina quando a fase sólida já não existe mais. Uma substância é considerada pura quando a sua faixa de fusão compreender apenas uma variação de 0,5 a 1,0 ºC.
· Temperatura de ebulição: A temperatura de ebulição é a faixa de temperatura necessária para transformar a fase líquida de uma substância em fase gasosa. A faixa para líquidos puros não varia mais que 3,0 ºC, variações maiores indicam presença de impurezas
· Densidade: A densidade é a característica que demonstra a relação da razão da quantidade de matéria em um determinado volume.
2. EXPERIMENTO : Determinação da faixa de fusão do ácido salicílico 
2.1 MATERIAIS 
- Tubo Capilar (fechado em uma das extremidades);
- Câmara de determinação da faixa de fusão;
- Termômetro (até 300 ºC);
2.2 METODOLOGIA
Para a coleta do ácido salicílico, utilizamos um capilar com uma das extremidades fechadas previamente pelo técnico, inserimos substância suficiente no capilar a ponto de formar uma coluna de 3mm a 4mm. O capilar foi levado à câmara de determinação da faixa de fusão para determinarmos a faixa de fusão da amostra, para essa determinação utilizamos o auxílio de um termômetro graduado até 300 ºC. Os resultados foram colhidos e levados para a discussão.
2.3 RESULTADOS
Antes do início do experimento, recebemos a faixa de fusão esperada para o ácido salicílico, ela estava entre os 158 ºC a 161 ºC. Ao observarmos o experimento no interior da câmara de determinação da faixa de fusão, relatamos que a faixa experimental encontrada variou de 162 ºC a 167 ºC. 
Os resultados foram colhidos e as discussões serão apresentadas posteriormente.
2.4 DISCUSSÃO
 
 2.4.1 Descreva os resultados obtidos nos ensaios de determinação de faixa de fusão, incluindo os possíveis erros experimentais
Experimentalmente a faixa encontrada (162 a 167 ºC), foi diferente da faixa de referência indicada no começo do experimento (158 a 161 ºC), podemos atribuir esse fato a alguma impureza que contaminou a amostra previamente, ou simplesmente, a um erro na observação, pois o processo de fusão do ácido salicílico ocorre rapidamente, desta forma, pode-se ter perdido a informação inicial e/ou a final também.
3. Experimento: Determinação da temperatura de ebulição da água (ponto de ebulição em 100º C a 760 mmHg)
3.1 Materiais: 
- Tubo de ensaio (5x50 mm);
- Capilar;
- Bico de Bunsen;
- Termômetro (até 300 ºC);
- Tubo de Thiele;
- Anel de borracha (para fixação de tubo capilar ao termômetro);
- Pipeta;
- Pipetador;
- Glicerina;
- Água destilada;
3.2 Metodologia: 
Iniciamos o experimento pipetando 0,5 mL de água destilada em um tubo de ensaio, após, inserimos o tubo capilar no mesmo tubo de ensaio, com a extremidade aberta tocando o fundo da parede do tubo de ensaio. O conjunto tubo de ensaio com o capilar em seu interior foi inserido no Tubo de Thiele, o tubo previamente foi preparado com glicerina em seu interior. Iniciamos o aquecimento do sistema com o bico de Bunsen até a formação de um colar de bolhas no capilar, após esse instante, afastamos a chama do sistema e esperamos as bolhas cessarem. As observações sobre as temperaturas foram feitas com o auxílio de um termômetro inserido no sistema. Os resultados foram coletados para discussões futuras.
3.3 Resultados: 
Os resultados experimentais foram comparados com o resultado de referência, para tomar-se discussões sobre o experimento.
Como Alfenas possui uma pressão aproximada de 686 mmHg (74 mmHg menor que o nível do mar), o resultado de referência indica que o ponto de ebulição da água deveria iniciar-se em 97,3 ºC, visto que, a cada 10 mmHg que se abaixa em relação ao nível do mar, ocorre um abaixamento de 0,37 ºC no ponto de ebulição da água. Entretanto, o resultado experimental foi encontrado na temperatura de 106,0 ºC. As discussões a respeito do resultado foram tomadas abaixo.
3.4 Discussões:
3.4.1 Descreva os resultados obtidos nos ensaios de determinação de temperatura de ebulição, incluindo os possíveis erros experimentais.
O resultado experimental como destacado anteriormente foi de 106 ºC para a temperatura de ebulição da água à 686 mmHg de pressão, comparando com o valor de referência que foi apresentado previamente (97,3 ºC), pode-se observar a discrepância do resultado experimental, uma diferença de 8,7 ºC. Essa discordância entre os resultados pode ser atribuída a erros experimentais de observação durante a coleta da temperatura do ponto de ebulição, também podemos levar em conta a pressão relativa no laboratório e por fim a mais válida, a ideia de que sem querer durante o processo contaminamos a amostra de água e ela não se encontrava pura, para entrar em ebulição na temperatura esperada.
4. Experimento: Determinação da densidade do acetato de etila através do método do picnômetro (densidade do acetato de etila = 0,987 g/mL).
4.1 Materiais : 
· Picnômetro
· Água destilada;
· Acetato de Etila;
· Balança analítica;
4.2 Metodologia:
Iniciamos o experimento, fazendo a calibragem do picnômetro, ou seja, pesamos o picnômetro vazio e posteriormente ele com uma massa de água recentemente destilada e fervida à 20 ºC. A partir do cálculo da diferença das duas massas (massa do picnômetro vazia e massa do picnômetro com água), encontramos a massa da amostra de água, a 20 que foi inserida no picnômetro. Após o processo de calibragem, inserimos a amostra de acetato de etila no picnômetro e pesamos. Obtemos o peso da amostra através da diferença entre a massa do picnômetro com a amostra e a massa do picnômetro vazio. Com esse resultados , calculamos a densidade relativa do acetato de etila através da fórmula: 
 
Após o cálculo, a partir de uma tabela com valores de referência, calculamos a densidade absoluta da substância a partir da fórmula: 
Em que: 𝑑𝑎 é a densidade absoluta da substância em g.mL-1 na temperatura do experimento; 𝑑𝑟 é a densidade relativa da substância e 𝑑𝐻2𝑂 é a densidade da água na temperatura do experimento.
Os resultados foram colhidos e as discussões foram feitas posteriormente.
4.3 Resultados: 
Os resultados dos cálculos foram colhidos e demonstrados abaixo:
Massa picnômetro vazio = 18,23 g
Massa picnômetro + H20(20 ºC) = 29,64
MassaH20(20 ºC) = 11,41 g
Massa acetato(20ºC) 10,10 g
Massa picnômetro+acetato(20 ºC) = 28,33 g
Densidade relativa do acetato: 0,88 
Densidade absoluta = 0,87 g/mL
4.4 Discussões: 
4.4.1 Descreva os resultados obtidos nos ensaios de determinação relativa e determinação de densidade absoluta, incluindo os possíveis erros experimentais.
Os resultados obtidos foram listados abaixo: 
Massa picnômetro vazio = 18,23 g
Massa picnômetro + H20(20 ºC) = 29,64
MassaH20(20 ºC) = 11,41 g
Massa acetato(20ºC) 10,10 g
Massa picnômetro+acetato(20 ºC) = 28,33 g
Densidade relativa do acetato: 0,88 
Densidade absoluta = 0,87 g/mL
O resultado da densidade absoluta não se assemelhou ao resultadode referência disponibilizado (0,987 g/mL), podemos atribuir isso, a erros na utilização de volumes adequados, e também a pureza das substâncias utilizadas
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através das práticas laboratoriais, foi possível observar e realizar processos para aferição de grandezas físico-químicas da maneira correta, assim, realizando análises tanto quantitativas, quanto qualitativas do resultado, assim agregando mais conhecimento durante nossa formação profissional. Todas as práticas foram realizadas em um laboratório de Química dentro da Universidade, onde havia auxílio da docente para a realização de cada experimento.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
· Ácidos e Bases em Química Orgânica. COSTA, P.; FERREIRA, V.; ESTEVES, P.; VASCONCELLOS, M. Porto Alegre, 2005
· Manual de soluções reagentes e solventes : padronização, preparação, purificação, indicadores de segurança, descarte de produtos químicos / 2. ed.
· DEMUNER, A. J. et al. Experimentos de química orgânica. Viçosa: Editora UFV, 2000. 69p. 
· VOGEL, A. I. Química orgânica – Análise orgânica qualitativa. 3. ed. Rio de Janeiro: Ao livro técnico, 1998. V. 3.
ALFENAS/MG
Junho/2022
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