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Trauma Torácico 
 
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Conceitos-Chave 
 
• Trauma torácico contuso : colisões automobilísticas, quedas (inclusive da própria altura em 
idosos), agressões, esmagamento (aceleração/desaceleração e compressão). 
• Trauma torácico penetrante : ferimento por arma de fogo, arma branca, objeto empalado. 
• Pleura parietal x visceral : parietal reveste a parede torácica; visceral recobre o pulmão; 
entre elas há o espaço pleural (onde pode acumular ar/sangue). 
• Mecânica ventilatória : inspiração = contração do diafragma; expiração = relaxamento. 
• Controle ventilatório : 
 
• Quimiorreceptores centrais: sensíveis à PCO2 elevada → aumentam FR e profundidade 
(hiperventilação). 
• Quimiorreceptores periféricos (aorta e artérias carótidas): sensíveis à queda da PO2 e à 
alta PCO2. 
 
• Pneumotórax : ar no espaço pleural → reduz expansão pulmonar e troca gasosa; pode ser 
simples, aberto ou hipertensivo. 
• Hemotórax : sangue no espaço pleural → reduz expansão pulmonar e troca gasosa + risco 
de hipovolemia/choque. 
• Tórax instável : fraturas costais em mais de um ponto do mesmo arco → segmento 
instável. 
• Movimento paradoxal : segmento instável “entra” na inspiração e “sai” na expiração → 
ventilação ineficaz. 
 
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 Diferenças Críticas 
 
Pneumotórax Simples vs Aberto vs Hipertensivo 
 
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Descompressão por Agulha vs Drenagem Torácica 
 
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Tórax Instável vs Movimento Paradoxal 
 
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 Fórmulas e Regras 
 
1. X-ABC no trauma torácico 
 
• Aplicação: avaliação primária no ATLS/PHTLS; priorizar ameaças imediatas à vida (ex.: 
pneumotórax hipertensivo). 
• Regra prática: tratar o que mata rápido ainda na primária; avaliação secundária só após 
estabilização. 
 
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2. Curativo de três pontas (pneumotórax aberto) 
 
• Aplicação: ferida “soprante” no tórax. 
• Modo de ação: ocluir em três lados com material plástico/oclusivo. 
 
• Inspiração: o curativo cola e evita entrada de ar externo. 
• Expiração: permite saída de ar. 
 
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3. Descompressão por agulha (pneumotórax hipertensivo) 
 
• Indicação: pneumotórax hipertensivo com piora do desconforto respiratório, dificuldade de 
ventilar com BVM, ausência/redução unilateral de sons respiratórios e choque (PASHipertensivo 
 
• Aplicação : diagnóstico clínico de pneumotórax hipertensivo (dispneia grave, choque, 
desvio de traqueia, MV abolido). 
• Regra : agulha no 2º EIC, linha hemiclavicular , seguida de drenagem torácica. 
• Exemplo : trauma torácico + MV abolido + desvio traqueal → não esperar RX, 
descomprimir. 
 
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4. Curativo em Três Pontas – Pneumotórax Aberto 
 
• Aplicação : ferida soprosa na parede torácica (ferida aspirativa). 
• Regra : ocluir a ferida em 3 lados , deixando 1 lado aberto para saída de ar; depois realizar 
drenagem torácica. 
• Exemplo : ferida por arma de fogo com sucção de ar → curativo em três pontas como 
primeira intervenção. 
 
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5. Toracotomia de Reanimação 
 
• Aplicação : paciente agônico, sem pulso mensurável, mas com pelo menos um : 
 
• reatividade pupilar 
• respiração espontânea 
• atividade elétrica cardíaca 
• AESP no ECG 
 
• Objetivos : descomprimir tamponamento, controlar sangramento intratorácico/cárdico, 
clampear aorta descendente para priorizar encéfalo e miocárdio. 
 
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 Pegadinhas Comuns 
 
• Tríade de Beck: não incluir dor torácica ; correta = elevação da pressão venosa + 
diminuição da pressão arterial + bulhas abafadas. 
• Pneumotórax aberto: está errado dizer que a primeira intervenção é drenagem torácica 
pelo enfermeiro ; correto é curativo em três pontas primeiro. 
• Pneumotórax hipertensivo: não esperar RX/TC; diagnóstico e tratamento clínicos com 
descompressão imediata. 
• Fraturas de costelas superiores: nunca banalizar; suspeitar de ruptura de aorta e avaliar 
pulsos nos quatro membros. 
• Choque hemorrágico: evitar reanimação volêmica agressiva que eleve muito a PA; preferir 
hipotensão permissiva (80–90 mmHg) até controle hemostático. 
 
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 Checklist Final 
 
• Diferenciei pneumotórax simples, aberto e hipertensivo (fisiopatologia e conduta 
imediata)? 
• Fixei a Tríade de Beck e que dor torácica não faz parte ? 
• Lembrei que tórax instável = movimento paradoxal + contusão pulmonar (troca gasosa 
ruim/hipóxia)? 
• Memorizei: pneumotórax aberto → curativo em três pontas primeiro, depois drenagem ? 
• Gravei: pneumotórax hipertensivo → diagnóstico/conduta clínicos, sem esperar exame ? 
• Associei fraturas de costelas superiores à ruptura de aorta e necessidade de checar 
pulsos nos 4 membros? 
• Lembrei da hipotensão permissiva (PA 80–90 mmHg) no choque hemorrágico? 
• Sei que ventilação com pressão positiva pode precipitar pneumotórax hipertensivo em 
lesão traqueobrônquica? 
• Fixei que contusão cardíaca exige cardiomonitorização 24–48h e pode cursar com BRD 
novo ? 
• Lembrei que tamponamento cursa com distensão jugular, e hemotórax importante 
geralmente não ?

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