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Nome completo: Thays Costa Nascimento 
Curso: Fisioterapia 
Disciplina: Procedimentos de Emergência 
Professor(a): Andrea Guardabassi 
Matrícula: 105570 
Polo / Unidade: FECAL Taboão da Serra 
Data de entrega: 30/11/2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Situações envolvendo múltiplas vítimas exigem preparo técnico, emocional e tomada de 
decisão rápida por parte da equipe de saúde. O desabamento de uma estrutura anexa a um 
hospital, como o cenário proposta neste estudo de caso, representa um ambiente realístico de 
catástrofes urbanas, em que profissionais precisam aplicar protocolos de triagem, priorização 
e atendimento emergencial com recursos limitados e grande pressão emocional. A partir de 
análise das vítimas presentes no local, é possível compreender a importância da 
sistematização dos atendimentos, do uso de protocolos internacionais e do domínio de 
técnicas essenciais como o Suporte Básico de Vida (BLS). 
Esse trabalho tem como objetivo analisar, descrever e justificar a tomada de decisão para 
cada uma das vítimas encontradas, relacionando teoria e prática conforme os protocolos de 
emergência e triagem utilizados mundialmente, com enfoque no Protocolo de Manchester. 
Também serão discutidas condutas específicas para diferentes tipos de trauma e situações de 
risco iminente de morte. Por fim, uma reflexão pessoal encerrará o estudo, abordando 
aprendizados e desafios deste exercício de simulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRIAGEM E CLASSIFICAÇÃO - PROTOCOLO DE MANCHESTER 
 
O Protocolo de Manchester é um sistema de triagem estruturado para priorizar o atendimento 
baseado na gravidade clínica. Em cenários com múltiplas vítimas, sua aplicação garante que 
pacientes em risco iminente de morte recebam intervenção imediata, enquanto casos menos 
graves aguardem atendimento seguro. No cenário apresentado, há dez vítimas com diferentes 
níveis de consciência, dor, lesões e sinais vitais desconhecidos. 
 
 
 
 
1. TRÊS VÍTIMAS ANDANDO, CONSCIENTES, TENTANDO AJUDAR OUTRAS 
PESSOAS 
 
Classificação recomendada: VERDE (Pouco Urgente) 
 
Justificativa: Pacientes que estão deambulando, orientados e sem sangramentos 
volumosos geralmente são considerados vítimas de menor gravidade. Segundo o 
Manchester, a capacidade de deambulação indica bom nível de perfusão, consciência 
preservada e ausência de risco imediato. Ainda assim, essas vítimas devem passar por 
avaliação secundária após estabilização das demais. 
Além disso, é importante garantir que elas não interfiram em áreas perigosas ou em 
atendimentos críticos, podendo contribuir para organização da cena desde que estejam 
seguras física e emocionalmente. 
 
 
2. TRÊS VÍTIMAS SENTADAS COM SANGRAMENTO NOS BRAÇOS E ROSTO, SEM 
FRATURAS APARENTES 
 
Classificação recomendada: AMARELO (Urgente) 
 
Justificativa: Sangramentos visíveis indicam risco moderado, podendo evoluir caso não 
sejam controlados. Apesar de conscientes e sem fraturas aparentes, a presença de 
ferimentos abertos requer intervenção oportuna, tanto para controle de hemorragias 
quanto para prevenção de choque hipovolêmico. 
No Protocolo de Manchester, ferimentos moderados ou sangramentos controláveis são 
classificados como urgentes, permitindo tempo de espera limitado, porém seguro. 
 
 
 
3. TRÊS VÍTIMAS GRITANDO POR AJUDA, COM DOR INTENSA, TENTANDO 
ACORDAR OUTRA PESSOA 
 
Classificação recomendada: LARANJA (Muito Urgente) 
 
 
Justificativa: A dor intensa é um sinal de alerta importante, associado a possíveis traumas 
internos, fraturas complexas, contusões torácicas e lesões musculoesqueléticas graves. 
O comportamento de tentar acordar outra vítima inconsciente revela desespero, indicando 
que há alguém no grupo com potencial de parada cardiorrespiratória ou redução grave do 
nível de consciência. 
Essa categoria exige atendimento rápido, evitando evolução para choque hipovolêmico, 
deterioração respiratória ou parada. O Protocolo de Manchester estabelece que dor 
intensa, especialmente associada a trauma, deve ser tratada como prioridade elevada. 
 
 
4. UMA VÍTIMA NO SOLO, SEM MOVIMENTOS, APARENTEMENTE EM PCR 
 
Classificação recomendada: VERMELHO (Emergência Imediata) 
 
Justificativa: A vítima inconsciente, sem movimentos e possivelmente em parada 
cardiorrespiratória, representa a situação mais grave no local. No Manchester, pacientes 
em risco iminente de morte devem ser atendidos imediatamente. 
A prioridade dessa vítima é absoluta, sobrepondo-se a todas as demais. O 
reconhecimento precoce da PCR e o início imediato das compressões torácicas são 
determinantes para a sobrevida. Em situações de múltiplas vítimas, sempre que houver 
risco de morte imediata, o foco deve ser estabilizar via aérea, respiração e circulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RECONHECIMENTO DE PCR E SUPORTE BÁSICO DE VIDA (BLS) 
 
O Suporte Básico de Vida (BLS) é o conjunto de intervenções essenciais para manter 
circulação e oxigenação em vítimas em parada cardiorrespiratória até a chegada do 
suporte avançado. Diante de uma situação de catástrofe, sua execução deve ser rápida, 
padronizada e segura. 
 
1. SEGURANÇA DA CENA 
Antes de qualquer intervenção, a equipe deve garantir que não há risco adicional, como 
queda de detritos, cabos expostos, fumaça tóxica ou estruturas instáveis. A autoproteção 
evita que mais profissionais se tornem vítimas e garante eficiência no atendimento. 
 
2. AVALIAÇÃO DE RESPOSTA 
Ao aproximar-se da vítima, é essencial verificar se há resposta a estímulos verbais ou 
dolorosos. A ausência de resposta é o primeiro indicador crítico para suspeita de PCR. 
 
3. CHAMADA POR AJUDA 
Mesmo em situação com equipe reduzida, é fundamental acionar outros profissionais, 
pedir um DEA (se disponível) e organizar recursos enquanto alguém inicia as manobras. 
 
4. ABERTURA DAS VIAS AÉREAS 
A técnica de inclinação da cabeça e elevação do queixo deve ser aplicada, exceto em 
casos de suspeita de trauma cervical grave, onde a manobra de tração de mandíbula é 
mais segura. 
 
5. AVALIAÇÃO DA RESPIRAÇÃO 
A ausência de respiração normal (apneia ou gasping) confirma a necessidade de iniciar 
RCP. 
 
6. INÍCIO IMEDIATO DAS COMPRESSÕES 
As compressões devem ser feitas no centro do tórax, com profundidade de 5–6 cm e 
ritmo de 100–120 por minuto. A qualidade das compressões é determinante para a 
sobrevida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CONDUTAS ESPECÍFICAS EM TRAUMA 
 
Além da vítima em PCR, outras vítimas apresentam traumas variados, exigindo condutas 
específicas. 
 
1. CONTROLE DE HEMORRAGIAS 
Nas vítimas com cortes e sangramentos, o controle imediato reduz risco de choque. 
Técnicas incluem compressão direta, curativos compressivos e, em sangramentos 
graves, uso de torniquete. 
 
2. IMOBILIZAÇÃO 
Vítimas com dor intensa devem ter membros e coluna imobilizados para evitar 
agravamento de possíveis fraturas. Avaliar sempre circulação, sensibilidade e movimento 
antes e após imobilização. 
 
3. TRAUMA TORÁCICO FECHADO 
Monitoramento constante da ventilação é essencial. O paciente deve ser mantido sentado 
ou semi-sentado, desde que não haja risco de queda da pressão arterial. 
 
4. LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS 
Aplicação de gelo, imobilização e analgesia quando possível. Identificar sinais de fraturas 
expostas ou deformidades. 
 
5. AMPUTAÇÕES OU FERIMENTOS COMPLEXOS 
O membro amputado deve ser protegido, envolto em gaze ou pano limpo e mantido em 
embalagem adequada, evitando contato direto com gelo. 
 
6. MANEJO EM SITUAÇÕES DE CAOS 
A coordenação entre equipe, comunicação clara e priorização objetiva são fundamentais. 
O líder do atendimento deve orientar posicionamento, definir prioridades e delegar 
responsabilidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISCUSSÃO TÉCNICA 
 
A aplicação correta de protocolos internacionais reduz mortalidade e organiza o 
atendimento. O Protocolo de Manchester permite decisões rápidas e justificadas, 
especialmentequando há múltiplas vítimas e poucos profissionais. O BLS, por sua vez, é 
a base da reanimação cardiorrespiratória e deve ser dominado por todos os membros da 
equipe. 
 
O cenário apresentado reflete contextos reais de acidentes urbanos, comuns em obras e 
estruturas instáveis. Profissionais de saúde que trabalham em hospitais próximos a áreas 
em construção devem estar preparados para atendimentos de emergência desse tipo. 
 
 
FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICA E CIENTÍFICA 
 
Diversos estudos demonstram que o tempo de resposta em situações de PCR é o 
principal determinante de sobrevida. Cada minuto sem compressões eficazes reduz em 
até 10% a chance de recuperação. 
Já em situações de trauma, a chamada "hora de ouro" define o período crítico em que 
intervenções oportunas evitam deterioração clínica severa. 
A triagem adequada também evita desperdício de recursos, mantendo o foco nas vítimas 
mais críticas. 
Além disso, o manejo emocional da equipe é essencial. A capacidade de manter a calma, 
comunicar-se com clareza e agir de forma racional impacta diretamente a qualidade do 
atendimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
Este trabalho permitiu integrar teoria, prática e reflexão pessoal em um contexto complexo 
de múltiplas vítimas. Aplicar protocolos, reconhecer PCR e conduzir traumas são 
habilidades essenciais para garantir segurança e qualidade no atendimento. A atividade, 
portanto, contribuiu para minha formação crítica e técnica dentro da área de Fisioterapia. O 
estudo de caso evidencia que o preparo profissional é indispensável em emergências. 
A organização da cena, a triagem adequada, a execução do BLS e a condução de 
traumas são pilares fundamentais do cuidado. 
 Finalizo este trabalho com maior consciência do papel do profissional da saúde em 
momentos críticos e com a certeza de que o estudo contínuo é o caminho para garantir 
excelência em situações reais.

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