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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: DIDÁTICA 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 30 
Professor: Aline Elias de Oliveira Santos – alineelias.unec@gmail.com 
 
3.4 ALGUMAS CRÍTICAS: ESCOLA TRADICIONAL X ESCOLA 
CONSTRUTISTA 
Um aspecto importante da escola tradicional é que ela se preocupa em transmitir 
os conhecimentos acumulados pela humanidade. Possibilitar que todo esse acervo 
cultural seja objeto de aprendizagem é um dos méritos da escola tradicional. É óbvio 
que os conteúdos escolares têm de ser valorizados e efetivamente ensinados ao 
aluno. O que se discute é a forma mais adequada de realizar este contato com as 
pessoas os conteúdos necessários para se aprender. De acordo com Franco (1991), 
AULA 7 
 
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por muito tempo se pensou que saber “de cor era o mesmo que conhecer algo”. No 
entanto, sabemos que o fato de decorar não significa que se tenha compreendido o 
que tentamos aprender. A verdadeira aprendizagem é a que consegue gerar 
conhecimento e desenvolvimento. 
3.5 MOBILIZAÇÃO PARA O CONHECIMENTO 
A tarefa pedagógica, por sua elasticidade, implica que num determinado período 
de tempo, num determinado espaço, um determinado grupo de sujeitos se debruce 
sobre um determinado objeto de conhecimento. Para que o objeto de conhecimento 
que o professor propõe torna-se objeto de conhecimento para o aluno, é necessário 
que o aluno, enquanto ser ativo que é, esteja mobilizado para isto, ou seja, dirija sua 
atenção, seu pensar, seu sentir, seu fazer sobre o objeto de conhecimento. 
Para que assim ocorra, esse objeto deve ter um significado, ainda que mínimo 
num primeiro momento, para o sujeito. Aqui se encontra a primeira grande 
preocupação que o educador deve ter no trabalho de construção do conhecimento. A 
mobilização corresponde a uma sensibilização para o conhecimento. 
 
3.6 PAPEL DO EDUCADOR 
 
O educador, como tarefa primeira, tem que ter uma definição sobre seu papel, 
saber porque ele deve existir (ou não). Se não tem convicção disso, como pode 
educar? O específico do educador não se restringe à formação que oferece, mas exige 
sua inserção num projeto social, a partir do qual desenvolva a capacidade de desafia, 
de provocar, de contagiar, de despertar o desejo, o interesse, a vida no educando para 
que possa se dar a interação educativa e a construção do conhecimento, bem como 
a instrumentalização, para que o educando possa autonomamente à elaboração do 
conhecimento. 
 
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Deverá agir como facilitador das relações e problematizador das situações. 
É claro que há a necessidade do educador dominar conteúdo e dominar muito 
bem, para saber, onde é importante dar ênfase, relacionar, criar, selecionar e 
organizar (caso contrário ele seria um simples animador). 
O papel do educador, dessa forma, não seria apenas ficar passando 
informações, mas preparar, provocar os sujeitos para o processo de conhecer e 
colocar à disposição do objeto (materiais, situações) ou indicações que possam levar 
ao conhecimento (quando ele fala, faz da sua fala o objeto de conhecimento). 
 
 
 
A provocação para aprendizagem tem a ver com a sensibilidade para com as 
pessoas a quem se dirige, com o significado que aquilo tem para ele, bem como a 
correlação que tem com a existência. Trata-se de acompanha a caminhada do 
educador na sua relação com o conhecimento, estando atento às nuances, ao 
momento, ao grau de interação. 
 Assim percebemos o papel importantíssimo do educador, que apesar de ser 
impotente quanto à aprendizagem feito o que tinha que fazer só resta esperar a 
interação entre sujeito e objeto tem como função ser o articulador de todo processo 
de conhecimento em sala de aula. Sua atividade dever ser tal que consiga a 
predominância de um clima favorável à interação; dificilmente vai conseguir de todos 
os elementos, mas deve lutar para garantir este clima, em termos hegemônicos, que 
Sujeito objeto de conhecimento 
Educador contexto 
- Esquema: frentes de atuação do educador em sala de aula – 
 
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é o próprio para o trabalho de construção do conhecimento (aqui se percebe também 
a importância da organização da coletividade de sala de aula). 
O educador, muitas vezes, espera que o educando tenha interesse, motivação 
pelo que vai aprender, sem que ao menos tenha tido um contato com o objeto, para 
saber do que se trata. Isto é um equívoco, na medida em que não há motivação em 
geral, mas sempre dirigida a indeterminado-objeto ou situação. 
Neste primeiro momento do método pedagógico, o sujeito deve 
ter um contato com o objeto de conhecimento na sua totalidade, ainda 
que sincrética, pois esta percepção inicial é que guiará todo seu 
trabalho posterior de construção do conhecimento pela análise e 
síntese. Trata-se de um momento não tanto de conceitos claros e 
precisos, mas de explorar a riqueza de estímulos motivadores e de 
significações. 
É um ato inicial, ingênuo, primeiro, pleno de sentido, mas confuso, caótico. A 
partir da representação originária começa a sua ação – produtiva de conhe-
cimento – a abstração, como momento do conhecimento cotidiano, pré-cien-
tífico, pré- dialético. 
 
O professor, portanto, em sala de aula também deve partir de uma VISÃO DE 
CONJUNTO DO OBJETO, AINDA QUE SINCRÉTICA, sem muita compreensão num 
primeiro momento, pelos educandos. Isto poderá ser feito, por exemplo, através da 
apresentação do objeto, de uma experimentação construir uma representação inicial. 
Evidentemente, a significação plena só se dá com a construção e síntese do 
conhecimento. A mobilização propicia uma significação inicial. 
É importante destacar ainda que não basta a mobilização inicial para se 
estabelecer o vínculo significativo no processo de conhecimento. Também, e 
principalmente, na fase subsequente é fundamental que se mantenha uma relação 
consciente e ativa com o objeto de conhecimento, o que exige uma prática pedagógica 
que, no seu conjunto, seja significativa para o sujeito. 
Simultaneamente, é necessário desenvolver no aluno a responsabilidade pela 
construção autônoma do seu conhecimento. Essa autonomia é uma das importantes 
metas do trabalho educativo. Ou será que o aluno vai ter sempre alguém lhe dizendo: 
 
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olhe, isto é importante, preste atenção! Na medida que essa necessidade é captada 
e assumida pelo aluno, ele se ajuda, ajuda o professor e o coletivo da classe. A 
responsabilidadeatribuída exclusivamente ao professor de motivar o aluno esconde 
a responsabilidade deste no seu querer saber 
A rigor, o educando deveria vir à escola já motivado, a 
partir de seu contato desafiante coma prática social. 
Ocorre, no entanto, que numa sociedade de classes como 
a nossa, a classe da superestrutura para esgotar e saciar 
os indivíduos, inserindo-os no círculo da alienação. Dessa 
forma os sujeitos que chegam à escola estão marcados por 
falsas necessidades e por ausência de 
questionamentos.Teríamos, então, o seguinte processo a 
ser desenvolvido pelo educador, com relação à mobilização para o conhecimento, 
na totalidade da prática educativa: 
 
 
 
 
 
3.7 TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS 
As Tendências Pedagógicas são de extrema importância para Educação, 
principalmente as mais recentes, pois contribuem para a condução de um trabalho do-
cente mais consciente, baseado nas demandas atuais dos educandos em questão. 
Elas foram concebidas com base na visão de pensadores em relação ao contexto 
histórico das sociedades em que estavam inseridos, além de suas concepções de 
homem e de mundo, tendo como principal objetivo nortear o trabalho docente, mode- 
lando-o a partir das necessidades de ensino observadas no âmbito social vigente. 
O conhecimento dessas tendências e perspectivas de ensino por parte dos pro- 
fessores é fundamental para a realização de uma prática docente realmente 
significativa, que tenha algum sentido para o aluno, pois tais tendências objetivam 
nortear o trabalho do educador, ajudando-o a responder a questões sobre as quais 
deve se estruturar todo o processo de ensino, tais como: O que ensinar? Para quem? 
 
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Como? Para quê? Por quê? 
 
Para melhor compreendermos os diferentes tipos de 
Tendências Pedagógicas temos, na tabela a seguir, 
algumas considerações a respeito de suas características 
 
QUADRO DE SÍNTESE DAS TEORIAS 
PEDAGÓGICAS24 
 
 
Nome da 
Tendência 
Pedagógica 
 
Papel da Es- 
cola 
 
Conteúdos 
 
Métodos 
 
Professor 
X 
Aluno 
 
Aprendizagem 
 
Manifestações 
 
 
 
 
Pedagogia Libe- 
ral 
Tradicional 
Preparação in- 
telectual e mo- 
ral dos alunos 
para assumir 
seu papel na 
sociedade. 
Conheci- 
mento e valo- 
res sociais 
acumulados 
através dos 
tempos e re- 
passando 
aos alunos 
como verda- 
des absolu- 
tas. 
Exposição Demons- 
tração Verbal da 
matéria e/ou por 
meio de modelos 
Autoridade 
do professor 
que exige ati- 
tude recep- 
tiva do aluno. 
Aprendizagem re- 
ceptiva e mecâ- 
nica sem se con- 
siderar as carac- 
terísticas próprias 
de cada idade. 
Nas escolas que 
adotam filosofias 
humanistas clás- 
sicas ou científi- 
cas. 
 
 
Tendência Libe- 
ral 
Renovadora 
Progressiva 
 
A escola deve 
se adequar as 
necessidades 
individuais ao 
meio social. 
 
Estabeleci- 
dos a partir 
das experiên- 
cias vividas 
pelos alunos 
frente às situ- 
ações proble- 
mas. 
 
Por meio de experi- 
ências, pesquisas e 
métodos de solução 
de problemas. 
 
O professor é 
auxiliador no 
desenvolvi- 
mento livre 
da criança. 
 
É baseada na 
motivação e esti- 
mulação de pro- 
blemas. 
 
Montessori 
Decroly 
Dewey 
Piaget 
Lauro de Oliveira 
Lima 
 
 
Tendência Libe- 
ral 
Renovadora 
Não Diretiva 
(Escola Nova) 
 
Formação de 
Atitudes. 
 
Baseia se na 
busca dos 
conhecimen- 
tos pelos pró- 
prios alunos. 
 
Método baseado na 
facilitação da apren- 
dizagem. 
 
Educação 
centralizada 
no aluno e o 
professor ga- 
rantirá um re- 
lacionamento 
de respeito. 
 
Aprender é modi- 
ficar as percep- 
ções da reali- 
dade. 
 
Carl Rogers 
Sumermerhill 
 
 
Tendência 
Liberal 
Tecnicista 
 
É modeladora 
do comporta- 
mento humano 
através de téc- 
nicas especifi- 
cas. 
 
São 
Informações 
ordenadas 
numa se- 
quência ló- 
gica e psico- 
lógica. 
 
Procedimentos e 
técnicas para a 
transmissão e re- 
cepção de informa- 
ções. 
 
Relação obje- 
tiva onde o 
professor 
transmite in- 
formações e 
o aluno vai 
fixa-las. 
 
Aprendizagem 
baseada no de- 
sempenho. 
 
Leis 5.540/68 
e 
5.692/71 
 
24 Quadro adaptado do Site do Professor (http://www.aol.com.br/professor/). 
 
http://www.aol.com.br/professor/
 
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Tendência 
Progressista 
Libertadora 
Não atua em 
escolas, porém 
avisa levar pro- 
fessores e alu- 
nos a atingir um 
nível de consci- 
ência da reali- 
dade em que vi- 
vem na busca 
da transforma- 
ção social. 
 
Temas gera- 
dores. 
 
Grupos de 
Discussão. 
 
A relação é 
de igual para 
igual 
horizontal- 
mente. 
 
Resolução da si- 
tuação 
Problema. 
 
Paulo Freire 
 
 
Tendência Pro- 
gressista Liber- 
tária 
Transformação 
da personali- 
dade num sen- 
tido libertário e 
autogestionário. 
As matérias 
são coloca- 
das, mas não 
são exigidas. 
Vivência grupal na 
forma de auto-ges- 
tação. 
É não dire- 
tiva, o profes- 
sor é orienta- 
dor e os alu- 
nos livres. 
Aprendizagem in- 
formal, via grupo. 
C.Freinet 
Miguel Gonzales 
Arroyo 
 
 
Tendência 
Progressista 
“Crítico social 
dos conteúdos” 
ou “histórico-crí- 
tica” 
 
Difusão dos 
Conteúdos. 
 
Conteúdos 
culturais uni- 
versais que 
são incorpo- 
rados pela 
humanidade 
frente à reali- 
dade social. 
O método parte de 
uma relação direta 
da experiência do 
aluno confrontada 
com o saber siste- 
matizado. 
Papel do 
aluno como 
antecipador e 
do professor 
como media- 
dor entre o 
saber e o 
aluno. 
Baseadas nas es- 
truturas cognitivas 
já estruturadas 
nos alunos. 
Makarenko 
B. Charlot 
Suchodoski 
Manacorda 
G.Snyders 
Dermeval Saviani 
Conheça abaixo a reportagem da revista VEJA25 que nos elucida algumas 
considerações sobre o construtivismo: 
 
Analise com atenção a tira a seguir: 
 
Agora reflita: De acordo com a tira apresentado acima, com qual tendência 
pedagógica a situação descrita se caracteriza? 
 
 
25 Reportagem disponível em: <http://veja.abril.com.br/120510/salto-no-escuro-p-118.shtml>. 
http://veja.abril.com.br/120510/salto-no-escuro-p-118.shtml
 
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SALTO NO ESCURO 
Seis de cada dez crianças brasileiras estudam segundo os dogmas do 
construtivismo, um sistema adotado por países com os piores indicadores 
de ensino do mundo. 
Marcelo Bortolot. 
 
 
 
ATIVIDADE PROPOSTA!!! 
 
 
Para poder avançar para proxima aula, você precisa ir no Tópico “ATIVIDADE 
COMPLEMENTAR” e responder a ATIVIDADE AULA 07.

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