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RELATÓRIO AULA PRÁTICA MATERIAIS E INSTRUMENTAÇÃO ELETROELETRÔNICA Autor: Bernardo Rodrigues Dourado RA: 3600773906 RIO GRANDE - RS 2025 RELATÓRIO AULA PRÁTICA MATERIAIS E INSTRUMENTAÇÃO ELETROELETRÔNICA Relatório de Aula Prática apresentado a Universidade Anhanguera como requisito para obtenção de média para a disciplina de Materiais e Instrumentação Eletroeletrônica RIOGRANDE 2025 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 DESENVOLVIMENTO. 4 ROTEIRO 1 – EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO 4 ROTEIRO 2 – MEDIÇÃO DE PRESSÃO 7 ROTEIRO 3 – CONDICIONAMENTO DE SINAIS COM FILTRO RC 9 ROTEIRO 4 – ACIONAMENTO DE MOTOR DE INDUÇÃO 12 CONSIDERAÇÕES FINAIS 17 REFERÊNCIAS 18 1 INTRODUÇÃO A prática em Materiais e Instrumentação Eletroeletrônica é de extrema importância para o desenvolvimento de habilidades técnicas e conceituais no campo da eletrônica. Neste trabalho, serão apresentados os resultados de diversas atividades práticas realizadas no âmbito da disciplina, abrangendo desde a medição de grandezas elétricas com multímetros até a simulação de circuitos no LTspice. As práticas incluíram o estudo das propriedades dos materiais, o uso de sensores, condicionamento de sinais e o acionamento de motores elétricos. Cada experimento foi conduzido com o objetivo de aplicar os conhecimentos teóricos em situações práticas, proporcionando uma compreensão mais profunda dos sistemas de medição e controle utilizados na área eletroeletrônica. Ao longo do trabalho, será detalhado o processo de medição, simulação e análise dos resultados, enfatizando a importância dessas técnicas para a automação e o controle de processos industriais. 10 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 ROTEIRO 1 – EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO Nesta aula prática, utilizamos um simulador de multímetro digital para realizar medições de diversas grandezas elétricas, incluindo tensões contínuas e alternadas, corrente contínua e alternada, além de medições de resistências. O experimento foi conduzido em diferentes etapas, com o objetivo de compreender o funcionamento e a importância do multímetro no diagnóstico de circuitos elétricos. Primeiramente, acessamos o simulador e selecionamos o módulo de multímetro. Em seguida, configuramos o instrumento para as diferentes medições necessárias: · Medição de tensão contínua (pilhas): Ajustamos o multímetro para a escala DC (corrente contínua) e conectamos os terminais da pilha aos cabos de medição. A Tensão medida identificou quais pilhas estavam boas e quais estavam avariadas. · Medição de resistência: Na medição de resistência, ajustamos o multímetro para a função de ohmímetro e conectamos a cada resistor. O valor medido variava de acordo com a escala em ohms, corroborando com as especificações do componente utilizado. · Medição de corrente contínua: Para a medição de corrente contínua, interrompemos o circuito e inserimos o multímetro em série. A escala foi ajustada para medir a corrente DC. · Medição de corrente alternada com alicate amperímetro: Utilizamos o alicate amperímetro do simulador para medir a corrente alternada em um condutor. Posicionamos o alicate ao redor do fio e a leitura mostrou uma corrente . Durante o experimento, foi imprescindível ajustar corretamente as escalas do multímetro para cada tipo de medição, assegurando que as leituras fossem precisas e seguras. Além disso, a conexão adequada dos cabos aos terminais com a polaridade do multímetro foi fundamental para evitar erros nas medições e garantir que as leituras refletissem com precisão os valores das grandezas elétricas. A seguir, apresentamos uma captura de tela exemplificando a medição de tensão contínua no simulador: Figura 1. Medição de Pilhas Fonte: o autor (2025) Figura 2. Classificação das pilhas boas e ruins Fonte: o autor (2025) Figura 3. Classificação das Tomadas (V) Fonte: o autor (2025) Figura 4. Medição de corrente (A) na Lâmpada Fonte: o autor (2025) Box de resposta final: As medições realizadas com o multímetro no simulador mostraram resultados coerentes com o esperado, demonstrando a importância do uso correto do instrumento para garantir leituras precisas e seguras. Figura 5. Término do Experimento Fonte: o autor (2025) Ao final da prática, constatamos que o multímetro ´e uma ferramenta essencial para medir diferentes grandezas elétricas em circuitos, sendo indispensável em diagnósticos de sistemas eletroeletrônicos. O uso do simulador permitiu um aprendizado seguro e eficaz sobre o funcionamento do multímetro e seus ajustes. 2.2 ROTEIRO 2 – MEDIÇÃO DE PRESSÃO No segundo experimento, utilizamos um sensor piezorresistivo para medir pressão. Este sensor converte a pressão em um sinal elétrico, cuja intensidade É muito baixa, requerendo a amplificação do sinal com o uso de um amplificador operacional. Figura 6. Circuito do Piezorresistivo Fonte: o autor (2025) No simulador, o sensor piezorresistivo foi representado pelo elemento U1. Ao aplicar diferentes tensões de entrada, medimos a tensão de saída após a amplificação, que foi proporcional `a pressão aplicada. As tensões de entrada e suas respectivas saídas amplificadas são descritas a seguir: Medição com tensão de entrada de 5 V: O sinal amplificado resultou em uma saída de 8,333 V, correspondente a uma pressão de 8,333 kPa. Medição com tensão de entrada de 2 V: O sinal amplificado foi de 6,666 V, equivalente a uma pressão de 6,666 kPa. A tabela abaixo resume os resultados obtidos durante a simulação: Tabela 1. Resultados da SimulaçãoTensão de Entrada Tensão de Saída Valor em termos e pressão 5V 8,333V 8,333 kPa 2V 6,666V 6,666 kPa Fonte: o autor (2024) O uso do amplificador operacional permitiu a amplificação adequada do sinal gerado pelo sensor piezorresistivo, facilitando a medição precisa da pressão aplicada. Os resultados teóricos e simulados foram compatíveis, confirmando a eficácia do circuito. A prática demonstrou a importância de amplificadores operacionais para aumentar sinais fracos de sensores, permitindo sua aplicação em sistemas de medição precisos. 2.3 ROTEIRO 3 – CONDICIONAMENTO DE SINAIS COM FILTRO RC No terceiro experimento, implementamos e analisamos dois circuitos distintos no software Spice: um filtro RC e um amplificador de instrumentação. Ambos os circuitos são fundamentais para o condicionamento de sinais em sistemas de medição e aquisição de dados. O circuito utilizado no terceiro experimento foi composto pelos seguintes componentes, conforme o diagrama esquemático mostrado abaixo: Figura 7. Simulação do filtro RC e amplificador de instrumentação no Spice Fonte: o autor (2025) 60 Hz. Componentes Utilizados Fonte de Alimentação (V1): · Tipo: Sinal senoidal · Parâmetros: SINE(0 1 60) · Descrição: Fonte de tensão alternada com amplitude de 1 V e frequência de Resistores: R1: 0.22 kΩ (220 ohms) R2, R3, R4, R5, R6, R7: 1 kΩ (1000 ohms cada) Amplificadores Operacionais: U1, U2, U3: Amplificadores operacionais (subcircuito) Subcircuito de inclusão: ‘.inc opamp.sub‘ Descrição: Subcircuito padrão utilizado para representar os amplificadores operacionais no LTspice. Simulação: Comando de análise transiente: ‘.tran 30m‘ Descrição: Simulação transiente que executa uma análise de 30 milissegundos. O circuito, conforme o diagrama, foi utilizado para simular a operação de amplificação de sinais com diferentes estágios, utilizando resistores para ajustar os ganhos e controlar a operação dos amplificadores. Filtro RC O filtro RC utilizado foi configurado como um filtro passa-baixa, cuja função é permitir a passagem de frequências abaixo da frequência de corte, atenuando frequências mais altas. A frequência de corte foi calculada usando a fórmula: f = 1 C 2 πRC Com os valores de R = 10 kΩ e C = 1 µF, obtemos: f = 1 C 2 x 3,12159 x 10.000 x 0,00001 ≅ 15,92 Hz A simulação do circuito no LTspice foi realizada usando a varredura de frequência (AC Sweet), e o comportamento esperado de atenuação de sinais acima de 15,92 Hz foi observado. A resposta em frequência confirmada pela simulação mostrou a eficáciado filtro na remoção de ruídos de alta frequência. Figura 8: Gráfico gerado - Frequência x Ganho Fonte: o autor (2025) Amplificador de Instrumentação O amplificador de instrumentação foi montado no LTspice com três amplificadores operacionais, configurado para amplificar um sinal diferencial. O ganho do amplificador foi calculado pela fórmula: R 1 ( R 1 )Ganho = R 2 x 1+2×Rg Com R1 = 1 kΩ, R2 = 9 kΩ e Rg = 1 kΩ, obteve-se um ganho de aproximadamente 10. A simulação mostrou que o amplificador conseguiu amplificar sinal de forma precisa e rejeitar ruídos comuns nos sinais de entrada. Figura 9: Ganho de aproximadamente 10 Fonte: o autor (2025) 2.4 ROTEIRO 4 – ACIONAMENTO DE MOTOR DE INDUÇÃO No quarto experimento, realizamos a simulação do acionamento de um motor de indução utilizando um inversor de frequência no software Multisim. O objetivo foi observar o comportamento do motor sob diferentes condições de operação e realizar a correção do fator de potência. Primeiramente, configuramos o motor de indução e o inversor de frequência no simulador. O motor foi acionado e as medições de corrente e defasagem foram realizadas. A corrente de pico observada foi de 42,08 A, com uma defasagem de 2,882 ms entre a tensão e a corrente, resultando em um fator de potência inicial de 0,4656. Figura 10: Enter Caption Fonte: o autor (2025) Figura 11: Defasagem entre Tensão e Corrente Fonte: o autor (2025) Com a defasagem medida de 2,882 ms entre a tensão e a corrente, podemos calcular o fator de potência usando a fórmula: FP = cos(θ) Sabendo que a defasagem de tempo (∆t) foi de 2,882 ms e a frequência do sistema é 60 Hz, podemos calcular o ângulo de defasagem θ em radianos: θ = 2πf∆t = 2 × 3,1416 × 60 × 2,882 × 10−3 = 1,085 rad Agora, calculamos o fator de potência: FP = cos(1,085 rad) ≈ 0, 4656 A potência aparente (S) foi calculada utilizando a seguinte fórmula: S = Ö3× VRMS × IRMS Onde: VRMS = 179, 60 V (tensão eficaz) IRMS = 42, 08 A (corrente eficaz) Substituindo os valores: S = Ö3× 179, 60 × 42, 08 = 13.136, 35 V A A potência ativa (P) foi calculada utilizando o fator de potência (FP) inicial de 0,4656, conforme a fórmula: P = S × FP Substituindo os valores: P = 13.136,35 × 0,4656 = 6.115,88 W A potência reativa (Q) foi obtida utilizando a seguinte relação: Q=Ös2−P 2 Substituindo os valores: Q=Ö13.136 , 352−6.115 , 882 ≅11.793,57 V AR O objetivo é obter a potência reativa necessária para a correção, que é igual a potência reativa atual menos a desejada. Então, calculando a potência reativa atual, tem-se: Q3 f = S3 f × (θ) = 11336,35 × (62, 25°) = 10032,53 V AR A potência reativa desejada deve ser calculada a partir do fator de potência desejado (FP = 1), o que indica que θd = 0°, portanto: Q3f = S3 f × (θd) = P3f × (θd) = P3f × (0°) = 0 Assim, a potência reativa necessária para a correção é: Qc3f = Q3f - Qd3f = 10032,53 - 0 = 10032,53 V AR Com isso, é possível determinar o valor dos capacitores a serem colocados no sistema. Nesse caso, eles serão colocados em Y. Portanto: Q 10032,53 ) cY == c 3× 2 πf × V F(RMS ))2 3× 2π×60×( 1 79,6 2 2 ≅550 µF Após a correção do fator de potˆencia, com a adição de capacitores ao circuito, a defasagem foi eliminada e o fator de potˆencia foi elevado para 1,0. A simulação mostrou a importância da correção para melhorar a eficiência do sistema. Figura 12: Circuito com Capacitor Fonte: o autor (2025) Análise do Gráfico após a correção do Fator de Potência O gráfico apresenta o comportamento do circuito após a correção do fator de potência para FP = 1, mostrando as formas de onda de tensão V(c) e corrente I(V3). A principal observação é que a tensão e a corrente estão em fase, indicando que o circuito agora opera com o fator de potência corrigido. Antes da correção, havia uma defasagem significativa entre as formas de onda, típica de circuitos indutivos. Após a adição de capacitores ao sistema essa defasagem foi eliminada. Agora, a corrente e a tensão estão completamente sincronizadas, o que confirma que o sistema está operando com eficiência máxima, sem perdas de potência reativa. Com o fator de potência corrigido para 1, o sistema utiliza toda a energia fornecida de maneira eficiente, resultando em uma operação otimizada do motor de indução, sem necessidade de compensação de energia reativa. A correção do fator de potência no acionamento de motores de indução é importante para otimizar a eficiência energética. O uso de capacitores permitiu a eliminação da defasagem, melhorando o desempenho do sistema. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo dos quatro experimentos realizados, foi possível entender e aplicar conceitos fundamentais de instrumentação eletrônica e controle de sistemas. No primeiro experimento, utilizamos o multímetro digital para medir grandezas elétricas como tensão, corrente e resistência. Isso destacou a importância da configuração correta do instrumento para garantir medições precisas e seguras em circuitos elétricos. O segundo experimento focou na medição de pressão utilizando um sensor piezorresistivo, com a amplificação do sinal. A prática demonstrou a relevância dos amplificadores operacionais para tratar sinais fracos, permitindo sua utilização em sistemas de medição. No terceiro experimento, implementamos e simulamos o funcionamento de um filtro RC e de um amplificador de instrumentação, ambos essenciais para o condicionamento de sinais. A simulação demonstrou como a escolha correta dos componentes pode impactar a eficiência e precisão na amplificação e filtragem de sinais em sistemas de aquisição de dados. Por fim, o quarto experimento abordou o acionamento de um motor de indução com inversor de frequência e a correção do fator de potência. Após a adição de capacitores, o sistema passou a operar com eficiência máxima, eliminando a defasagem entre tensão e corrente. Isso reforçou a importância da correção do fator de potência em sistemas industriais para otimização do consumo energético. De forma geral, os experimentos permitiram aplicar e reforçar os conceitos teóricos de medição, amplificação e controle em circuitos elétricos, para o desenvolvimento de sistemas eletroeletrônicos eficientes. REFERÊNCIAS BOLDEA, I.; NASAR, S. A. The induction machine handbook. CRC Press. 2010. FITZGERALD, A. E.; KINGSLEY Jr. C.; UMANS, S. D. Máquinas elétricas: com introdução à eletrônica de potência. 6.ed. Bookman, 2002. LIPO, T. A. Introduction to ac machine design. University of Wisconsin-Madison. 2010. SEN, P. C. Electric motor drives: modeling, analysis, and control. CRC Press. 2017. WILDI, T. Electrical machines, drives, and power systems. 6th ed. Pearson. 2016. image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image1.jpeg image2.png image3.png image4.png