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Classes Farmacológicas Professor igor donizete barbosa Agonistas α2-adrenérgicos Sedativos, analgésicos e miorrelaxante. São fármacos com efeitos variados por todo o organismo Possuem reversores Seletivos para α2, ou seja, também podem agir em α1 Agonistas α2-adrenérgicos Efeitos dos agonistas α2 no SNC Queda na liberação de norepinefrina e antagonismo competitvo Sedação em SNC Ligação em nociceptores Alterações no fluxo sanguíneo cerebral Agonistas α2-adrenérgicos Efeitos dos agonistas α2 no sistema respiratório Isoladamente não causam alterações O uso deve ser cauteloso em associações O uso deve ser racionalizado em pacientes com afecções respiratórias Os ovinos têm propensão à hipoxemia Efeitos dos agonistas α2 no sistema cardiovascular Aumento da resistência vascular sistêmica Bradicardia Queda de DC Risco em paciente hipertensos Agonistas α2-adrenérgicos Efeitos dos agonistas α2 no sistema digestório Diminuição da motilidade gástrica Tempo de esvaziamento gástrico tardio Agonistas dos receptores α2-adrenérgicos Tipos de fármacos α2-adrenérgicos xilazina Amplamente utilizada em medicina veterinária tanto em grandes quanto em pequenos animais Meia vida de eliminação semelhante entre as espécies (Cerca de 30 minutos em cães e bovinos e 50 minutos em equinos) Os efeitos são observados cerca de 5 a 10 minutos após a administração e podem durar de 30 a 60 minutos Agonistas dos receptores α2-adrenérgicos Seus efeitos no sistema cardiovascular promovem bradicardia, redução de DC, hipotensão Reduções de até 50% no DC e de 20 a 30% na pressão arterial A aplicação por via intramuscular tende a reduzir os efeitos depressores cardíacos Agonistas dos receptores α2-adrenérgicos O uso da xilazina promove uma diminuição da FR mas não altera a taxa de oxigenação Em cavalos os riscos depressores respiratórios estão relacionados com associações de outros fármacos e efeitos cardiovasculares O uso de doses clinicas de xilazina promove salivação e vômitos em cães e gatos Redução de motilidade intestinal, contrações ruminais Agonistas dos receptores α2-adrenérgicos Uso clínico Em cães e gatos é utilizada para procedimentos menores que requerem uma sedação e analgesia de curto prazo, também é utilizada em contenções químicas e como MPA Em equinos é utilizada para contenção, sedação e analgesia, pode ser usada para MPA e protocolos TIVA Em bovinos deve-se ficar atento com a sensibilidade Agonistas dos receptores α2-adrenérgicos Detomidina Mais potente que a xilazina Usada principalmente em equinos Meia-vida mediana de 26 min e um tempo de duração mediano de 37 min Pico de ação de 5 minutos em equinos e dura cerca de 1 hora Promove alterações cardiológicas intensas e hipertensão significativa Não causa alterações relevantes no sistema respiratório Efeitos analgésicos gastrointestinais potentes em equinos Agonistas dos receptores α2-adrenérgicos Uso clínico Procedimentos que requerem maior tempo de ação Atenção aos efeitos cardiológicos intensos Romifidina Indicado para equinos não destinados para consumo Sem indicação de bula para caninos e felinos Sedação profunda no equino com pico de ação em aproximadamente 15 minutos IV Uso clínico É usada em associações em cavalos para procedimentos em estação e como MPA Agonistas dos receptores α2-adrenérgicos Dexmedetomidina/medetomidina Mecanismo de ação e metabolização bem mais rápido Potente efeito sinérgico com anestésicos Pico de sedação em 10 a 20 min em cães e meia vida terminal entre 0,66 a 0,96h Meia vida de 29 minutos em equinos com pico de sedação em 6,4 minutos Promove uma redução da FC e DC em até 66% em cães Uso clínico Utilizado como MPA associado a opioides Usado como sedativo único em procedimentos mais simples Antagonistas dos receptores α2-adrenérgicos Ioimbina Antagonista utilizado em casos que se usa a xilazina Pequenos animais e animais de produção Tolazolina Uso semelhante ao da ioimbina Casos de emergência Antipamezole Pode substituir os outros dois em animais de pequeno porte e exóticos Atuação preferencial com o uso de fármacos altamente específicos Antagonistas dos receptores α2-adrenérgicos A reversão deve ser avaliada pois pode acarrentar riscos para o animal Cabe ao anestesista a escolha de aplicação IV ou IM A administração IV pode causar uma rápida vasodilatação Preferencialmente utilizar IV assim que a FR comece a subir Exercício de Fixação Por que os agonistas alfa 2 adrenérgicos possuem alguns efeitos adverso? Apesar de causarem redução na FR por que não há comprometimento na taxa de oxigenação? Por que são recomendados em quadros gastrointestinais em equinos? O que causa a diferença de doses e efeitos nos agonistas alfa 2 adrenérgicos? Qual o risco para paciente com afecções cardiovasculares e respiratórias? Quais aspectos devem ser levados em conta para o uso de antagonista? Opioides Opioides x Opiáceos Analgésicos, antitussígenos e sedativos Os opioides vão atuar em três tipos de receptores, mu (μ), kappa (κ) e delta (δ) podendo ser seletivos ou específicos Dependendo da relação de concentração-resposta e dose-resposta podem ser agonistas completos ou agonistas parciais Possuem antagonistas competitivos e podem antagonizar outros opioides São compostos lipofílicos que podem ser administrados IV, IM, SC e VO Cuidado com administrações VO (Metabolismo de primeira passagem) Opioides Opioides Opioides A potencia dos opioides implica na dosagem necessária para se alcançar um efeito analgésico Por exemplo, a fentanila é mais potente do que a morfina, o que significa que a dose de fentanila (0,01 mg/kg) necessária para produzir uma resposta analgésica equivalente à morfina (1 mg/kg) é mais baixa Efeitos dos Opioides Analgesia Diminuem a liberação dos neurotransmissores excitatórios e hipopolarizam os nociceptores Sedação e excitação Apesar do efeito sedativo, doses mais altas e vias de administração mais rápidas podem induzir a excitação, principalmente em gatos e cavalos A excitação tende a ser mais curta, porém a disforia pode durar até horas, causando hipersensibilidade, debater-se, ataxia e vocalização Efeitos dos Opioides Depressão respiratória Dose dependente Alcança um platô em um nível ainda fisiológico Seu perigo se dá em associações com anestésicos e em pacientes com comorbidades respiratórias Os opioides atravessam a barreira placentária e atuam nos fetos Efeitos antitussígenos Atuação em receptores no centro da tosse Aumento da tolerância ao tubo endotraqueal Efeitos dos Opioides Efeitos cardiovasculares Bradicardia Não provoca queda de DC Aumentos ou reduções mínimas da resistência vascular sistêmica e pressão arterial Náuseas, efeitos eméticos e antieméticos Efeito dependente do tipo de opioide, via de administração e da dose Estímulo nos receptores Delta na zona de gatilho provocam êmese Repetidas aplicações ou doses mais altas vão apresentar efeito antiemético mais proeminente Efeitos dos Opioides Motilidade gastrintestinal Os opioides inibem a liberação de neurotransmissores excitatórios nos neurônios modificadores da motilidade, comprometendo, assim, a coordenação da motilidade e a inibição da motilidade colônica Efeitos inibitórios gastrintestinais são mais profundos quando os opioides são associados a agonistas dos receptores α2-adrenérgicos Agonistas Opioides Morfina Agonista Mu completo, mas dependendo da dose pode agir em receptores Kappa Efetiva para dores médias a intensas Poder analgésico dose dependente Doses de 0,5 e 1 mg/kg não causam efeitos cardiovasculares evidentes Seus efeitos são evidentes de 5 a 15 minutos após a aplicação com pico de ação entre 30 a 45 minutos Meia vida de apenas 1 hora Velocidade de infusão constante de 0,1 a 1,0 mg/kg/h após uma dose de 0,3 a 0,5 mg/kg IM ou IV Agonistas Opioides Sofre metabolização é metade hepática e a outra metade extra-hepática em cães Efeitos adversos da morfina em cães inclui náuseas, vômitos, defecaçãoimediatamente após a administração, constipação intestinal com administração a longo prazo, sedação, respiração ofegante, hipotermia, bradicardia (porém sem qualquer efeito sobre o débito cardíaco de cães saudáveis) e diminuição da micção e produção de urina Agonistas Opioides Oximorfona Agonista Mu completo Mais potente que a morfina Produz menos náuseas e vômitos Fentanila Agonista Mu completo Curta duração do efeito quando administrada IV (bolus), IM ou SC Menos náuseas e vômitos do que a morfina Agonistas Opioides Metadona Efeitos e potência semelhantes aos da morfina Aplicações IV, infusão SC ou Im Aplicações SC repetidas vezes pode provocar irritações e lesões teciduais Apresenta efeitos sinérgicos com outros opioides Butorfanol Antagonista Mu para agonista Mu parcial e agonista opioide Kappa Efeito platô inferior a morfina Produz efeitos mais prolongados em equinos e cães Menor disforia e excitação do SNC image2.png image3.emf image4.emf image5.emf