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Causas e Fatores de Risco Paralisia Cerebral Discinética e Atáxica Lesões podem ocorrer no período Discinética envolve movimentos involuntários, pré-natal, perinatal ou pós-natal, distonia, coreoatetose e variações do tônus com diferentes causas. muscular. Fatores pré-natais incluem Distonia causa contrações musculares infecções maternas, malformações sustentadas e posturas anormais durante cerebrais e hipóxia fetal. movimentos voluntários. Perinatal envolve asfixia, Coreoatetose caracteriza-se por movimentos prematuridade, hemorragias e rápidos, imprevisíveis e contorcionais, com complicações no parto. tônus flutuante. Pós-natal inclui meningite, Atáxica é rara, causada por lesão cerebelar, traumatismo craniano, sepse e com desequilíbrio, incoordenação e tônus normal crises convulsivas neonatais. ou hipotônico. Paralisia Definição e Epidemiologia Paralisia Cerebral Espástica Grupo de desordens permanentes do movimento e postura causadas por Cerebral Forma mais comum, representando 70% a 90% dos casos, com lesão no neurônio lesão cerebral não progressiva. motor superior. Afeta entre 1,4 a 3,6 por 1.000 Manifesta-se por fraqueza muscular, nascidos vivos, causando hipertonia, espasticidade, incapacidade física na infância. hiperreflexia = clônus. Caracteriza-se por distúrbios de Espasticidade é aumento da sensação, cognição, comunicação, resistência ao alongamento passivo, comportamento e epilepsia. dependente da velocidade do Lesão ocorre no cérebro imaturo, movimento. durante período fetal ou início Afeta unilateralmente ou da infância. Avaliação e Tratamento Fisioterapêutico bilateralmente, podendo comprometer Avaliação inclui escalas GMFCS e GMFM para diferentes segmentos corporais. classificar função motora e estabelecer metas terapêuticas. Tratamento individualizado, considerando idade, Classificação Clínica Alterações Funcionais e Motoras gravidade e alterações tônico-posturais da Classificação baseada no criança. Fraqueza muscular presente em todas as segmento corporal afetado: Métodos incluem conceito Bobath, terapia por crianças, com menor resistência e maior monoplegia, hemiplegia, contenção induzida, hidroterapia, equoterapia e fadiga muscular. diplegia, triplegia e FNP. Alterações no tônus muscular incluem quadriplegia. Uso de órteses, cadeiras de posicionamento e hipertonia, hipotonia e espasticidade, Classificação segundo tipo de dispositivos auxiliares para melhorar afetando movimento. envolvimento neuromuscular: funcionalidade e postura. Controle motor voluntário prejudicado, espástica, atáxica, discinética dificultando movimentos seletivos e e mista. independentes. Gravidade avaliada como leve, Padrões de marcha variam conforme moderada ou severa, tipo de PC, com alterações como marcha influenciada pela extensão da em equino e crouch. lesão e tratamento. Tipos clínicos podem evoluir com tempo, como hipotonia que pode evoluir para hipertonia.