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🔹 Sensações e Receptores
• Todo processo sensorial começa com a transdução, ou seja, a transformação de um 
estímulo físico/químico em impulso elétrico.
• Receptores específicos:
◦ Mecanoceptores → detectam pressão, vibração, alongamento muscular.
◦ Termorreceptores → registram calor e frio.
◦ Nociceptores → percebem dor.
◦ Quimiorreceptores → paladar e olfato.
◦ Fotorreceptores → visão.
• Exemplo clínico: a hiposmia (redução do olfato) pode impactar diretamente a percepção de 
sabor, pois olfato e paladar trabalham de forma integrada.
🔹 Fisiologia Muscular
• A unidade contrátil é o sarcômero (delimitado pelas linhas Z).
• Contração muscular → depende da interação entre actina e miosina, regulada por cálcio e 
troponina.
• Etapas principais da contração (acoplamento excitação-contração):
1. Motoneurônio libera acetilcolina na junção neuromuscular.
2. Despolarização do sarcolema.
3. Retículo sarcoplasmático libera Ca²⁺.
4. Ca²⁺ liga-se à troponina → desloca tropomiosina.
5. Formação de pontes cruzadas actina-miosina → encurtamento do sarcômero.
• Relaxamento: ocorre com o sequestro de Ca²⁺ pelo retículo via bomba Ca²⁺-ATPase.
• Tipos de fibras musculares:
1. Tipo I: contração lenta, alta resistência.
2. Tipo IIa: rápida, resistência intermediária.
3. Tipo IIb: muito rápida, fadiga precoce.
🔹 Motricidade e Estruturas Subcorticais
• Áreas corticais:
◦ Primária (giro pré-central): execução direta dos movimentos voluntários.
◦ Pré-motora: planejamento de movimentos novos e guiados por estímulos externos.
◦ Suplementar: movimentos aprendidos, complexos e sequenciais (ex.: tocar piano).
◦ Cingulada: movimentos ligados à emoção, motivação e intenção.
• Cerebelo: corrige erros do movimento, garante equilíbrio e coordenação.
• Núcleos da base: selecionam e modulam os movimentos voluntários.
• Tronco encefálico: integra postura, reflexos e movimentos automáticos.
🔹 Sistema Nervoso Autônomo (SNA)
• Atua em funções involuntárias: batimentos cardíacos, respiração, pressão arterial, digestão.
• Simpático (“luta ou fuga”): acelera coração, dilata pupilas, aumenta pressão.
• Parassimpático (“repouso e digestão”): reduz frequência cardíaca, aumenta digestão, 
contrai pupilas.
• Neurotransmissores:
◦ Acetilcolina (ACh): receptores nicotínicos e muscarínicos.
◦ Noradrenalina: receptores adrenérgicos alfa e beta.
• Relevância clínica: síncope vasovagal (parassimpático exagerado), estresse crônico 
(simpático hiperativado).
🔹 Reflexos Neuromusculares
• Arco reflexo: receptor → via aferente → interneurônio → motoneurônio → músculo.
• Exemplo: reflexo patelar (L2-L4).
• Reflexos patológicos: indicam lesão em neurônio motor superior (ex.: sinal de Babinski).
• Comparação NMS x NMI:
◦ Lesão de NMS (primeiro 
neurônio motor): fraqueza, 
hipertonia, hiperreflexia, 
Babinski positivo.
◦ Lesão de NMI (segundo 
neurônio motor): fraqueza, 
hipotonia, arreflexia, atrofia, 
fasciculações.
🔹 Vias Sensitivas e Motoras
• Colunas dorsais (lemnisco medial): conduzem tato fino, propriocepção e vibração 
(ipsilateral).
• Trato espinotalâmico: conduz dor e temperatura (contralateral).
• Via motora descendente:
◦ Corticoespinhal: movimentos voluntários do corpo.
◦ Corticonuclear: músculos da face e cabeça.
• Exemplos clínicos:
◦ Lesão de colunas dorsais → perda da propriocepção.
> Lesão das colunas dorsais
O que são as colunas dorsais (ou posteriores)?
• Conjuntos de fibras nervosas localizadas na parte posterior da medula espinhal.
• Conduzem informações sensoriais conscientes, como:
◦ Propriocepção consciente (posição e movimento dos membros no espaço)
◦ Tato epicrítico (discriminativo e fino)
◦ Vibração
Vias envolvidas
• Tratos grácil (medial) → membros inferiores
• Trato cuneiforme (lateral) → membros superiores
• Ambos terminam nos núcleos grácil e cuneiforme no bulbo.
• Após sinapse, há decussação das fibras (lemnisco medial) rumo ao tálamo e córtex 
somatossensorial.
O que acontece quando há lesão nas colunas dorsais?
Perdas sensoriais típicas:
• Perda da propriocepção consciente
◦ Paciente não sabe a posição dos membros com os olhos fechados
◦ Dificuldade para andar no escuro ou com os olhos fechados
• Perda da sensibilidade vibratória
◦ Ex: diapasão (128 Hz) não é sentido em maléolos, interfalângicas
• Perda do tato discriminativo
◦ Incapacidade de reconhecer formas pelo tato (astereognosia)
◦ Incapacidade de identificar letras ou números desenhados na pele (grafestesia)
Exame neurológico
• Romberg positivo: paciente cai ao fechar os olhos, pois depende da visão para compensar 
a falta de propriocepção
• Perda de discriminação de dois pontos
• Marcha atáxica sensitiva: base alargada, passos inseguros e levantamento excessivo dos 
pés
◦ Lesão de trato corticoespinhal → fraqueza espástica e sinais de NMS.
> Fraqueza espástica é um tipo específico de fraqueza muscular associada a lesões do neurônio 
motor superior (NMS), que se caracteriza por:
Definição
É uma redução da força muscular acompanhada por:
• Tônus muscular aumentado (espasticidade)
• Resistência à movimentação passiva, mais evidente quando o movimento é rápido
• Padrão de contração anormal, com músculos agonistas e antagonistas ativados de forma 
descoordenada
Mecanismo fisiopatológico
• O NMS (que vai do córtex motor até a medula espinhal) modula os reflexos medulares.
• Quando há uma lesão nessa via, ocorre perda do controle inibitório descendente sobre os 
motoneurônios inferiores.
• Isso leva a:
◦ Hiperexcitabilidade dos reflexos miotáticos
◦ Aumento do tônus (espasticidade)
◦ Fraqueza por disfunção do recrutamento motor voluntário
🔹 Síndromes Neurológicas Clássicas
• Tronco encefálico: síndromes alternas (par craniano ipsilateral + déficit motor/sensitivo 
contralateral).
• Bulbo lateral (Wallenberg): disfagia, disfonia, perda de dor/temperatura cruzada.
• Mesencéfalo (Weber): paralisia do III par + hemiparesia contralateral.
• Medula: hemissecção (Brown-Séquard) → perda motora ipsilateral e dor/temperatura 
contralateral.
🔹 Distúrbios do Movimento – Tremores
• Tremor fisiológico exacerbado: aparece em situações de estresse, ansiedade, cafeína, 
fadiga.
• Tremor essencial: postural e de ação, geralmente bilateral, pode melhorar com álcool.
• Tremor funcional: início súbito, variável, melhora com distração, relacionado a fatores 
emocionais.
• Tremor de Parkinson: de repouso, geralmente unilateral no início, descrito como “rolar 
pílulas”; associado a bradicinesia, rigidez e hipomimia.

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