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FILOSOFIA DO DIREITO
Prof. M.e Adel Malek Hanna.
OA FILOSOFIA MEDIEVAL: APOLOGÉTICA, PATRÍSTICA, ESCOLÁSTICA
Breve Introdução
PERÍODO E INFLUÊNCIAS GERAIS:
Período Histórico: A filosofia medieval se estende aproximadamente do século V ao século XV.
Influências: Profunda influência do cristianismo, que moldou o desenvolvimento intelectual e espiritual da época.
Fases: Dividida em três grandes fases - Apologética, Patrística e Escolástica - cada uma contribuindo significativamente para o pensamento filosófico e teológico.
APOLOGÉTICA
Definição: Primeira fase da filosofia medieval, caracterizada pela defesa e explicação da fé cristã.
Contexto Histórico: Emergiu nos primeiros séculos do cristianismo, enfrentando críticas e perseguições do Império Romano e distinção de outras religiões e filosofias.
APOLOGÉTICA
Principais Pensadores:
Justino Mártir: Obras "Primeira Apologia" e "Segunda Apologia", uso da filosofia platônica.
Tertuliano: Obra "Apologético", defesa contra acusações de imoralidade e ilegalidade.
Orígenes: Obra "Contra Celso", refutação das críticas ao cristianismo.
Contribuições: Estabelecimento de uma base filosófica para a fé cristã, uso da filosofia grega para articular e defender as doutrinas cristãs, racionalização da fé.
PATRÍSTICA
Definição: Segunda fase, marcada pela sistematização da doutrina cristã e desenvolvimento de uma teologia mais sofisticada.
Contexto Histórico: Reconhecimento do cristianismo como religião oficial do Império Romano no século IV, desenvolvimento de doutrinas cristãs e combate às heresias.
PATRÍSTICA
Principais Pensadores:
Santo Agostinho de Hipona: Obras "Confissões" e "A Cidade de Deus", abordagens sobre pecado original, graça divina, fé e razão.
Outros: Gregório de Nissa, Basílio de Cesareia, Jerônimo e Ambrósio de Milão.
Contribuições: Síntese entre o pensamento cristão e a filosofia grega, formulação das doutrinas da Trindade e natureza de Cristo, influência profunda na filosofia ocidental.
ESCOLÁSTICA
Definição: Fase final da filosofia medieval, caracterizada pelo uso sistemático da razão para explorar questões teológicas e filosóficas.
Contexto Histórico: Renascimento cultural da Idade Média, surgimento das universidades, ambiente acadêmico de ensino e pesquisa teológica e filosófica. 
ESCOLÁSTICA
Principais Pensadores:
Anselmo de Cantuária: Obra "Proslogion", argumento ontológico para a existência de Deus.
Pedro Abelardo: Obra "Sic et Non", importância da lógica e do debate.
Tomás de Aquino: Obra "Summa Theologica", síntese do pensamento cristão com a filosofia aristotélica, método escolástico.
Duns Scotus: Defesa do voluntarismo, primazia da vontade divina sobre a razão.
ESCOLÁSTICA
Contribuições: Elaboração de um sistema filosófico e teológico coerente, desenvolvimento de métodos rigorosos de análise lógica e argumentativa, integração do pensamento aristotélico na tradição cristã, influência no Renascimento e filosofia moderna.
CONCLUSÃO
Legado: A filosofia medieval, através das fases Apologética, Patrística e Escolástica, moldou profundamente o pensamento ocidental.
Síntese entre Fé e Razão:
Apologética: Defesa racional da fé cristã.
Patrística: Integração da filosofia clássica com o pensamento cristão.
Escolástica: Desenvolvimento de métodos rigorosos de análise filosófica e teológica.
Impacto Duradouro: As contribuições dessas fases continuam a influenciar a filosofia e a teologia modernas, estabelecendo uma base sólida para o desenvolvimento intelectual subsequente.
FILOSOFIA DO DIREITO
Prof. M.e Adel Malek Hanna.
DESENVOLVIMENTO DA FILOSOFIA CRISTÃ NA IDADE MÉDIA 
TÓPICOS CONCEITUAIS
Contexto Histórico e Cultural
Transformação Cultural e Religiosa: A filosofia cristã na Idade Média desenvolveu-se num período de grandes mudanças culturais e religiosas, integrando o pensamento cristão com a filosofia clássica grega.
Período Medieval: Abrange aproximadamente do século V ao XV, dividindo-se em três fases principais: Apologética, Patrística e Escolástica.
FASES PRINCIPAIS DO DESENVOLVIMENTO DA FILOSOFIA CRISTÃ MEDIEVAL
Apologética: Defesa da Fé Cristã
Objetivo: Justificar a fé cristã através da razão, respondendo às críticas de filósofos pagãos e ataques do Império Romano.
Principais Pensadores:
Justino Mártir: Utilizou a filosofia platônica, argumentando que Cristo era o Logos procurado pelos filósofos gregos.
Tertuliano: Destacou a importância da fé como fundamento essencial, mesmo sendo cético em relação ao uso da filosofia pagã.
Orígenes: Defendeu o cristianismo usando argumentos racionais contra críticas filosóficas pagãs.
FASES PRINCIPAIS DO DESENVOLVIMENTO DA FILOSOFIA CRISTÃ MEDIEVAL
Patrística: Sistematização da Doutrina Cristã
Objetivo: Sistematizar as doutrinas da fé cristã e combater heresias, integrando a filosofia clássica, especialmente o platonismo.
Principais Pensadores:
Agostinho de Hipona: Exploração de questões como pecado, graça divina e relação entre fé e razão, utilizando o platonismo.
Outros Padres da Igreja: Gregório de Nissa, Basílio de Cesareia e Jerônimo, que contribuíram para a formulação de doutrinas e a interpretação das Escrituras.
FASES PRINCIPAIS DO DESENVOLVIMENTO DA FILOSOFIA CRISTÃ MEDIEVAL
Escolástica: Uso Sistemático da Razão
Objetivo: Harmonizar a fé cristã com a razão, utilizando métodos rigorosos de análise lógica e a filosofia aristotélica.
Principais Pensadores:
Anselmo de Cantuária: Conhecido pelo argumento ontológico para a existência de Deus.
Pedro Abelardo: Enfatizou o debate lógico e a análise crítica em sua obra "Sic et Non".
Tomás de Aquino: Representa a culminação da Escolástica com sua obra "Summa Theologica", integrando a filosofia aristotélica com a teologia cristã.
FILOSOFIA DO DIREITO
Prof. M.e Adel Malek Hanna.
TOMÁS DE AQUINO E A
FILOSOFIA ARISTOTÉLICA
Integração da Filosofia Aristotélica
Redescoberta de Aristóteles: A época de Aquino marcou a reintrodução das obras de Aristóteles na Europa, influenciada por filósofos árabes.
Adoção e Adaptação: Aquino viu em Aristóteles uma ferramenta para a explicação racional da fé cristã.
Principais Contribuições Filosóficas de Aquino
Metafísica: Ser e Essência: Utilizou a distinção entre ato e potência para explicar a criação e a natureza de Deus.
Teoria do Conhecimento: Afirmou que todo conhecimento começa com a experiência sensorial e a razão humana é limitada, necessitando da revelação divina.
Ética e Lei Natural: Desenvolveu a teoria da lei natural, baseada na concepção aristotélica de que a lei moral está inscrita na natureza humana.
Teologia Natural e as Cinco Vias: Cinco argumentos racionais para a existência de Deus, incluindo o argumento do movimento e da causa eficiente.
Impacto e Legado
Síntese Filosófico-Teológica: A obra de Aquino estabeleceu uma base para a escolástica e influenciou profundamente a teologia católica.
Reconhecimento Oficial: O pensamento de Aquino foi promovido como a filosofia oficial da Igreja Católica, especialmente após o Concílio de Trento e o Vaticano I.
Concluindo
Integração de Fé e Razão: A filosofia cristã medieval buscou harmonizar a fé e a razão, oferecendo uma visão do mundo que respeita tanto a revelação divina quanto a capacidade racional humana.
Legado Duradouro: A contribuição de Tomás de Aquino permanece influente, demonstrando que a busca pela verdade envolve tanto a fé quanto a razão.
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