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Concurso de Pessoas 
@natali.studies 
Introdução 
 O Concurso de pessoas ocorre quando duas ou mais pessoas se 
unem para a prática de uma mesmo crime. 
Teoria Monista (Unitária): No CP, a regra geral está no art.29, que adota 
a Teoria Monista, o qual diz que todos os que contribuem para o crime 
respondem pelas penas a este cominadas, na medida de sua 
culpabilidade. 
Requisitos para a caracterização 
 Para que exista concurso de pessoas (e não crimes isolados 
ocorrendo ao mesmo tempo), são necessários 4 requisitos cumulativos: 
• Pluralidade de Agentes: Dois ou mais indivíduos; 
• Relevância causal das condutas: A participação de cada um deve 
ter ajudado efetivamente na consumação ou tentativa do crime; 
• Vínculo subjetivo (liame subjetivo): É o “acordo de vontades”. Os 
agentes devem estar unidos pelo mesmo propósito; 
Atenção - > Não precisa de ajuste prévio (planejamento antecipado), 
basta que no momento do crime um aceite à vontade do outro. 
• Unidade de infração: Todos devem querer praticar o mesmo crime; 
Distinção entre Autor e Participe 
 Embora todos respondam pelo mesmo crime, a doutrina e o CP 
diferenciam a atuação de cada um. 
1. Autor: Quem possui o domínio do fato. Pode ser: 
• Autor direto: Quem executa o verbo do tipo; 
• Autor intelectual: Quem planeja e organiza a empreitada 
criminosa; 
• Autor mediato: Quem usa outra pessoa como “instrumento”; 
2. Participe: É quem ajuda, mas não pratica o ato executório 
principal. A participação pode ser: 
• Moral (induzimento ou instigação): Cria a ideia na cabeça de 
alguém ou reforça uma ideia já existente; 
• Material (auxílio): Ajuda física; 
Formas de punição e variáveis 
 O CP traz regras para ajustar a pena conforme a participação de 
cada um no fato: 
• Participação de menor importância: Se a ajuda do participe for 
ínfima, a pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3; 
• Cooperação dolosamente distinta: Se um dos agentes queria 
participar de crime menos grave, mas o outro acabou cometendo 
crime mais grave, o primeiro responde pelo crime menos grave. 
Atenção: Se o resultado mais grave era previsível, a pena é aumenta até 
a metade. 
Comunicabilidade de condições e circunstâncias 
 As condições e circunstâncias de caráter pessoal não se 
comunicam, salvo quando forem elementares do crime. 
Exemplo: Um particular ajuda um funcionário público a desviar dinheiro 
da repartição. 
• A condição de “ funcionário público” é pessoal, mas como ela é 
elementar do crime de peculato, o particular também responderá 
por peculato, desde que soubesse da condição do colega.

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