Prévia do material em texto
77777777777 Controle de qualidade de prod. farmac. PRODUTOS FARMACEUTICOS: Matéria prima: substância utilizada para fazer o medicamento, ponto de partida. Podendo ser ativa ou inativa. Produtos inacabados e inacabados. Embalagens. Embalagem: primária – em contato com o medicamento, atóxica e inerte, secundária – cartucho, não está em contato direto, e terciária – para transporte, despacho. Quando falamos em produção de medicamento – qualidade, estabilidade (não ter degradação do fármaco, se mantenha íntegro na embalagem), eficácia., segurança (não causa efeito tóxico ou grave). SÃO PILARES. A data de validade cai ¼ após o medicamento aberto. Dipirona causa aplasia medular. Qualidade: requisitos mínimos que garantem estabilidade, eficácia e segurança. Conformidade com as especificações. Deve ter padronização dos processos de produção, da matéria prima, fabricante, transporte, de todo processo para a produção do medicamento. RDC 301 21/08/19 – requisitos básicos e mínimos para prod. de medicamentos. Norteia as boas práticas. RDC 67 08/10/07 – boas práticas para manipulação. Controle de qualidade entram também controle físico- químico e microbiológico. Gestão da qualidade farmacêutica segue o ICH (RDC foi feita a partir da ICH que é internacional). Sistema de qualidade precisa ser documentado, monitorado, visando aperfeiçoamento. Para garantia de qualidade deve haver estrutura física, pessoal, treinamento etc. BPF: regulamentação que a indústria segue para garantir exigências de teor, qualidade e pureza. Assegura que os medicamentos sejam fabricados de maneira uniformizada, minimizar ocorrência de trocas, misturas, contaminações. No controle de qualidade, a rastreabilidade permite encontrar o erro, o desvio de padrão que aconteceu. Tem muito a ver com documentação o controle. Controle de qualidade de prod. farmac. 2 Qualidade: garantir que os requisitos sejam atendidos; Eficácia: garantir efeito; Segurança: garantir que não haja efeitos adversos graves, ser inóculo; Histograma: gráfico que permite visualizar as falhas em um processo. Quantifica a causa do problema. Diagrama Ishikawa: identifica a causa do problema. Baseada em 6 pilares – método, mão de obra, material, máquina, meio ambiente e medida. Diagrama de dispersão: correlação não é a mesma coisa que causa, exemplo, a idade não é a causa da hipertensão, mas sim, sedentarismo, dieta, genética etc. Esse diagrama tem a ver com a correlação. Carta de controle: observa controle estatístico. Ideal é ficar na região LC (central). Materiais e embalagens: o que vai em contato com o fármaco não deve interagir com ele, deve ser atóxico e permanecer íntegro. Controle de qualidade de prod. farmac. Amostragem: representatividade – homogênea. Amostragem primária: retirada de amostra do produto ou lote; Amostragem secundária: retirada de uma amostra do laboratório; Cálculo amostragem: n = √𝑁 OU n = √𝑁 + 1 n: quantidade de amostras. N: tamanho da população. Usamos com + 1 quando n for par ou caso risco. Riscos: α (falso negativo, rejeição de um lote bom) e β (falso positivo, lote ruim que foi aprovado) Probabilística: todos os elementos da população têm probabilidade conhecida e diferente de zero. Podendo ser aleatória simples (sorteio), sistemática (pegar 1 comprimido a cada 10 produzido), estratificada (divididos em grupos) ou por conglomerados (grupo todo, mais difícil e custa mais). Para recuperar o analito sem degradação, utilizo concentração dentro da faixa de leitura. Não pode colocar em temperatura muito alta pois pode evaporar se for muito volátil o analito. Amostra precisa ser compatível com método. Derivatização: alta precisão e exatidão. Preparo da amostra: 1) Fármaco em solução → fazer a diluição para eliminação de partículas → análise. 2) Pó ou suspensão → solubilização do fármaco → fármaco em solução → diluição → análise. Precisa solubilizar a solução para fazer a diluição, pois é muito mais fácil. Extração líquido-líquido: através de líquidos que não se misturam. O analito migra para a fase em que possuir maior afinidade, se separam. Quem tem maior densidade desce primeiro – para fármacos lipofílicos. Extração em fase sólida: pega uma coluna, onde tem um suporte que é o adsorvente (fica retida), passa amostra nessa coluna e se ela ficar retira na coluna pode retirar. Carga positiva é cátion e carga negativa é ânion. Extração em membrana: analito atravessa uma membrana seletiva, migrando amostra. Extração por fluido supercrítico: utiliza geralmente CO2, extração eficiente com alta seletividade. Precipitação proteica: adiciona solvente orgânico ou ácido forte para desnaturar, precipitar proteínas e liberar o fármaco para análise. Cálculo de tomada de ensaio: regra de três. Tenho 20 comprimidos de 280mg total (feita pelo peso médio, não é cada um). Valor declarado de 100mg cada um. “Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir quantidade equivalente a 50mg de mebendazol” – ANVISA. 280mg ----------- 100mg X ------- 50mg X = 140mg TE= 140mg C1.V1 = C2.V2 Cálculo do fator de diluição: FD – quantidade do fármaco na TE / CF Controle de qualidade de prod. farmac. Embalagens: deve ser inerte e ter estabilidade. RDC 318 de 2019 é a resolução de estabilidade de medicamento. Obrigatório conter informações na embalagem para garantir rastreabilidade e segurança. Embalagens primária impermeável: impede entrada de vapor, gás ou solvente. Possui barreira de proteção. Embalagens secundárias: proteção, feitas de papelão normalmente, tem bula. Embalagens terciárias: transporte Defeitos em embalagens: críticos, maiores e menores. Controle de qualidade de prod. farmac. Veículo: líquido. Ex.: água, glicerina, álcool, propilenoglicol. Excipiente: sólido. Ex.: lactose, amido, sacarose, talco, aerosil. RDC 67/2007, RDC 301/2019. Características organolépticas: sensorial, pode ser detectada alterações nos insumos, caráter conclusivo. Identificação de cor, odor, descrição física, textura. pH: me diz se uma substância é ácida ou básica. Potencial de hidrogênio. Para medir o pH de algo precisa estar diluída, líquida. pHmetro tem que estar em uma solução de cloreto de potássio... ... para não haver ressecamento. pH tem a ver com pureza. Peso médio: média obtida a partir da pesagem de várias unidades de uma mesma amostra. Avalia uniformidade e precisão da pesagem ou do... .... fracionamento. Reação de hidrólise: degradação e estabilidade. Higroscópia: absorve água do ambiante. Umidade: problema de compactação, na hora de comprimir o comprimido. Viscosidade: mascarar sabor amargo, evita precipitação de partículas, ajuda homogeneizar. Densidade: relação entre a massa e o volume: ρ = 𝑀 𝑉 Densidade relativa: 𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎 Temperatura 20%. Ponto de ebulição: temperatura que o líquido vai ferver, fervura. Ponto de fusão: passar do estado sólido para o líquido. Pureza: livre de contaminantes. Ensaio de pureza é chamado de ensaio limite, pois todas as substâncias têm um limite de impurezas. Testes impurezas inorgânicas: presença de metais pesados e indesejados. Controle de qualidade de prod. farmac. Testes impurezas orgânicas. Determinação de água: também é um teste de pureza, água pode degradar e propagar microrganismos indesejados. Resíduo inorgânico. Teste de doseamento: variação +- 10%. Métodos temos a titulação ácido-base (AAS). Temos por... ..gravimetria, mas não é tão rápido e preciso. Temos método oxirredução, precipitação; complexação, polarimetria. Solubilidade: capacidade de dissolução no solvente, formando solução homogênea.Quanto mais solvente tiver, menos solúvel a substância. Afeta diretamente na absorção do fármaco. Polimorfismo é quando a substância tem cristais e formam cristais diferentes, no processo de produção acontece e não há o que fazer. Formas cristalinas diferentes geram propriedades físico-químicas diferentes. Estabilidade: capacidade do produto manter teor, pureza, desempenho, segurança. Consiste na resistência a reações químicas, influenciada por fatores intrínsecos e extrínsecos. Processos degradação química: alteram a estabilidade do produto Fatores da degradação química: estrutura química do fármaco. Controle de qualidade de prod. farmac. Reações químicas Hidrólise: água degrada fármaco, quebra do fármaco pela água, perde a sua eficácia pois quebra sua estrutura → acontece principalmente em formas farmacêuticas líquidas. Depende do pH. Para evitar pode transformar o líquido em sólido. Derivados de ácidos carboxílicos podem sofrer hidrólise pois tem na sua estruturas ésteres, lactonas, aminas etc. Dependendo do pH pode haver hidrólise e quebrar essas moléculas. Oxidação: adição de um oxigênio ou remoção de um hidrogênio. Ocorre em compostos fenólicos → anel aromático + hidroxila. Uso de antioxidantes: BHT, ácido ascórbico → protege o fármaco da oxidação. Meio anaeróbico. Pode ser usado também quelantes. Reações de fotossensibilidade: protege o fármaco da luz. Isomerização: pode alterar a potência ou inativação. Suspensão sedimenta e emulsão forma grumos. pH interfere na estabilidade.