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Tema 5 - Cuidados Farmacêuticos

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Cuidados farmacêuticos
As ações clínicas e assistenciais voltadas para o cuidado do paciente e atividades técnicas e pedagógicas
direcionadas ao auxílio das necessidades das equipes em saúde.
Prof.ª Thais de Barros Fernandes
1. Itens iniciais
Propósito
Os cuidados farmacêuticos contribuem para aprimorar a segurança e a efetividade da terapia farmacológica,
sobretudo para grupos especiais, como crianças, gestantes e idosos, por meio de ações que permitam o
acompanhamento do uso de medicamentos e a avaliação dos resultados clínicos.
Objetivos
Reconhecer a importância dos cuidados farmacêuticos, sobretudo para os grupos especiais e as 
doenças crônicas mais prevalentes.
Identificar as diretrizes para o tratamento farmacoterapêutico das doenças crônicas mais prevalentes.
Introdução
Os profissionais da área devem trabalhar em conjunto para recuperar a saúde de seus pacientes e oferecer
um cuidado integral. Essa modalidade de cuidado constitui uma estratégia de atenção em saúde amplamente
utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo na atenção primária. 
O cuidado é realizado com o desenvolvimento de ações preventivas e curativas, com foco nas necessidades
de saúde do paciente. Estratégias tradicionais têm a tendência de dividir o cuidado entre os respectivos
profissionais, mas o cuidado integral – por ser focado no paciente – busca um olhar ampliado sobre tudo o que
é necessário. 
Nesse contexto, o farmacêutico deve realizar ações para proporcionar ao paciente o aperfeiçoamento da
utilização de medicamentos e suas tarefas englobam: avaliar doses, posologias, vias e métodos de
administração de medicamentos; realizar a monitorização terapêutica de fármacos; oferecer informações para
os pacientes e para os demais membros da equipe multidisciplinar; e aconselhar os pacientes sobre as
melhores condutas terapêuticas. 
Essas ações têm particular importância para os grupos especiais, como crianças, gestantes e idosos. A maior
vulnerabilidade desses pacientes demanda um cuidado aprofundado, sobretudo no tratamento de doenças
crônicas não transmissíveis. 
• 
• 
1. Cuidados e acompanhamento em grupos específicos
Conceitos relacionados ao processo de cuidado
Cuidados farmacêuticos
Os cuidados farmacêuticos são um conjunto de serviços voltados ao paciente, à família e à comunidade, por
meio de ações que visam à promoção, à proteção e à recuperação da saúde, além da prevenção de doenças.
O objetivo é resolver os entraves relacionados à farmacoterapia e promover o uso racional de medicamentos,
mediante ações de aconselhamento, educação em saúde, elaboração de protocolos clínicos, organização de
regimes terapêuticos e monitoramento dos resultados. 
Essas ações têm um importante impacto na ampliação da
adesão do paciente à farmacoterapia, redução dos custos
dos sistemas de saúde por causa de complicações
decorrentes de reações adversas a medicamentos e
interações medicamentosas, e aumento da qualidade de
vida. 
O cuidado integral à saúde envolve a cooperação de vários
saberes. Assim, o farmacêutico faz parte da equipe
multidisciplinar, constituída por diferentes profissionais de
saúde, com o objetivo de realizar o diagnóstico, o
tratamento e a recuperação do paciente. As intervenções devem ser discutidas em conjunto, de maneira a
ampliar a percepção sobre os problemas de saúde. Essas reuniões são popularmente denominadas como 
rounds clínicos. 
O Conselho Federal de Farmácia determina que o farmacêutico tem por função o atendimento,
dentro das suas capacidades profissionais, das necessidades de saúde do paciente – sobretudo no
que diz respeito a terapia medicamentosa. Esse profissional tem como dever garantir que a
farmacoterapia seja adequada para tratar os problemas de saúde do paciente. 
Quanto ao medicamento, sua segurança e efetividade devem ser asseguradas, considerando todas as etapas
do ciclo da gestão técnica e do ciclo da gestão clínica da assistência farmacêutica. Do ponto de vista do
paciente, o farmacêutico deve garantir que ele se manterá motivado para continuar o tratamento e que tem as
habilidades necessárias para utilizar os medicamentos de maneira correta. Veja na imagem a seguir um
modelo conceitual com as ações correspondentes às etapas de gerenciamento técnico e gerenciamento
clínico do medicamento.
Ações das etapas de gerenciamento técnico e gerenciamento clínico do
medicamento.
Essas definições são importantes para a garantia da qualidade dos serviços farmacêuticos, que deve ser
demonstrada por meio de indicadores, os quais são utilizados para avaliar a eficiência do serviço e
demonstrar a sua importância para a chefia.
Um exemplo de indicador a ser utilizado: número de intervenções farmacêuticas aceitas pela equipe médica –
trata-se do quociente do número de intervenções aceitas pelo total do número de intervenções. 
Farmácia clínica
A farmácia clínica é uma área da Farmácia que orienta a pesquisa e a prática do uso racional de
medicamentos. Veja cada uma a seguir:
Pesquisa
Avalia tecnologias em saúde (por meio de metodologias de revisão ou abordagens
farmacoeconômicas) e de serviços de saúde (estudos experimentais), além de estudos de utilização
de medicamentos (estudos observacionais). 
Prática
Direciona modelos que sugerem a condução de diferentes serviços e procedimentos farmacêuticos.
Confira agora um organograma das áreas da ciência da farmácia clínica:
Áreas da ciência e da prática orientadas a partir do uso racional de medicamentos
proposto pela farmácia clínica.
A prática da farmácia clínica deve ser norteada por quatro componentes: 
Filosofia ou princípios
Determina que o farmacêutico deve contribuir para a resolução de todas
as necessidades de saúde do paciente. Baseia-se em três pressupostos:
utilização de uma terapia farmacológica adequada para tratar daquele
problema de saúde, uso dos medicamentos mais seguros e eficazes e
estímulo do interesse e da capacidade do paciente para realizar o
tratamento.
Processo de cuidado
Utiliza o método científico para buscar a resolução de problemas de
prática clínica. Na gestão, utiliza-se a metodologia do ciclo planejar-
fazer-verificar-agir (em inglês, PDCA). Na saúde, o processo se
desenvolve a partir da coleta de dados, da identificação de problemas,
da definição de um plano de cuidado e do acompanhamento do paciente
para avaliação dos resultados. A farmácia clínica também utiliza
metodologias específicas, como os métodos SOAP (Subjetivo, Objetivo,
Avaliação e Plano), PWDT (Pharmacist's Workup of Drug Therapy), TOM 
(Therapeutic Outcomes Monitoring) e Dáder.
Gestão da prática
Tem por função assegurar os recursos humanos, de formação, de
financiamento e de infraestrutura indispensáveis para a execução, o
fornecimento e a continuidade da qualidade dos serviços de qualidade.
Regulamentação
Oferece o aporte normativo, que permite que os profissionais cumpram a
sua função, e garante segurança ao paciente, às instituições e aos
serviços de chefia. Também é utilizado pelos órgãos sanitários de
fiscalização para verificação do cumprimento dos requisitos para
funcionamento e das atribuições clínicas dos profissionais.
Grupos prioritários para os cuidados farmacêuticos 
Características do paciente idoso
São considerados idosos pessoas acima de 65 anos de idade. O processo de envelhecimento pode resultar
em alterações do perfil farmacocinético e farmacodinâmico de medicamentos. Confira a seguir as alterações
típicas dessa faixa etária:
 
Aumento da quantidade de tecido adiposo.
Diminuição do volume do fluido extracelular, do plasma e da quantidade total de água no organismo.
Diminuição do fluxo sanguíneo hepático e do volume desse órgão.
Declínio de clearance de creatinina.
Alterações na afinidade da ligação dos fármacos com os receptores e nos mecanismos de controle
homeostático.
É sabido que esses pacientes também apresentam alterações de respostas beta-adrenérgicas, aumento do
efeito dos fármacos anticoagulantes e aumento da depressão do sistema nervoso central ao utilizar
benzodiazepínicos.• 
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Visto a presença dessas alterações e o risco da ocorrência de problemas na farmacoterapia, a agência
reguladora americana (FDA) determinou que as indústrias devem inserir nas bulas dos medicamentos
informações específicas sobre o seu uso em pacientes maiores de 85 anos. Além disso, a agência sugere
ampliar o monitoramento para classes específicas e que oferecem mais riscos, como: psicotrópicos, anti-
inflamatórios não esteroidais (AINES), digoxina, antiarrítmicos e bloqueadores de canal de cálcio. 
Muitos desses pacientes utilizam a farmacoterapia para o tratamento de mais de uma doença, havendo a
necessidade de usar diversos medicamentos. 
Você sabe o que é polifarmácia?
Trata-se da situação em que o paciente precisa usar mais de cinco medicamentos ao mesmo tempo. Entre os
seus riscos, encontram-se a possibilidade de ocorrência de interações medicamentosas, reações adversas e
erros de medicação. 
Nesse contexto, o farmacêutico deve prestar especial atenção sobre a posologia dos medicamentos. Ele deve
conferir doses e horários de medicação, evitando a tomada concomitante de mais de um remédio e criando
um esquema que seja acessível para o idoso. É importante que o esquema de medicação facilite a adesão –
visto que criar vários horários para a administração de diferentes medicamentos também pode levar a
problemas de administração (como o esquecimento de doses).
Características da paciente gestante
A gravidez representa uma condição fisiológica transitória que pode durar, normalmente, até 40 semanas.
Nessa fase, todas as alterações que ocorrem no corpo da gestante retornam ao normal após o parto. Confira
a seguir as principais: 
Alterações hormonais;
Alteração da postura e da deambulação;
Processos de adaptação cardiovascular;
Adaptação respiratória.
hormonais;
Progesterona, estrógenos, gonadotrofina coriônica, hormônios hipofisários e hormônios tireoidianos.
A maioria das doenças que acomete as gestantes tem mecanismos fisiopatológicos semelhantes ao que é
sabido que ocorre com o organismo fora da gestação. Porém, as condutas adotadas para o tratamento devem
diferir, por causa da presença do embrião em crescimento.
Durante esse período, a mãe realiza uma constante troca de substâncias com o embrião, por meio do cordão
umbilical e da placenta. Várias substâncias ingeridas pela gestante podem chegar até o embrião e representar
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riscos, como a teratogênese. Além disso, a placenta é rica em enzimas que realizam hidroxilação, redução e
hidrólise de fármacos, resultando na biotransformação dessas substâncias. 
Fármacos de baixo peso molecular e pouco ionizados têm mais facilidade para passar pela placenta e se
concentrarem no embrião. As principais substâncias com potencial teratogênico são:
 
Talidomida;
Medicamentos citotóxicos;
Medicamentos retinoides;
Metais pesados;
Medicamentos anticonvulsivantes;
Varfarina;
Medicamentos antieméticos.
Um sistema de classificação foi desenvolvido pela agência regulatória americana (FDA) para facilitar a
identificação de medicamentos quanto aos riscos para a ocorrência de danos para o embrião. As categorias
são: A, B, C, D e X. Conheça a seguir os seus significados e tipos de risco, segundo BISSON, 2016.
Categoria A
Tipo de Risco:
Estudos controlados em mulheres não demonstraram risco no primeiro trimestre. Estudos bem
controlados em gestantes não evidenciaram risco para o feto.
Categoria B
Tipo de Risco:
Estudos de reprodução em animais não demonstraram riscos para o feto, embora não se tenha
realizado estudos adequados e bem controlados em grávidas.
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Categoria C
Tipo de Risco:
Estudos de reprodução em animais demonstraram efeitos adversos no feto. Embora não se tenha
realizado estudos adequados e bem controlados em humanos, os benefícios potenciais podem
justificar o uso desses medicamentos em gestantes, apesar dos riscos potenciais.
Categoria D
Tipo de Risco:
Há evidências positivas de risco fetal, mas o benefício do uso por mulheres grávidas pode ser
justificado.
Categoria X
Tipo de Risco:
Contraindicado na gestação. Estudos em animais e humanos demonstraram risco fetal, e o risco do
uso sobrepõe-se ao benefício.
Outro período complexo é o puerpério e pode durar até os primeiros anos de vida da criança: a lactação.
Várias substâncias são excretadas pelo leito materno e podem causar intoxicação nos bebês. 
Nesse contexto, o farmacêutico tem papel fundamental na garantia da segurança da gestante e do embrião.
Após avaliar a condição da paciente por meio da anamnese farmacêutica, ele deve fornecer informações
sobre a medicação, possíveis interações medicamentosas ou alimentares e a importância de seguir o
tratamento para o controle da patologia. 
Características do paciente pediátrico
No Brasil, são considerados pacientes pediátricos bebês, crianças e adolescentes (até completarem 18 anos
de idade). O processo de crescimento implica mudanças anatômicas, fisiológicas e bioquímicas no organismo,
as quais podem alterar a farmacodinâmica dos medicamentos. Algumas alterações marcantes são as
seguintes:
 
Variação no pH estomacal;
Reduzida motilidade do trato gastrointestinal;
Proporção de água no organismo;
Permeabilidade cutânea;
Capacidade de ligação do fármaco com as proteínas plasmáticas;
Quantidade reduzida de enzimas hepáticas;
Clearance de creatinina.
Além disso, existem questões relacionadas à segurança e eficácia dos medicamentos – pois poucos estudos
clínicos são realizados em crianças. O maior entrave é a questão ética relacionada à segurança da testagem
de medicamentos no público infantil. Há também um desinteresse por parte das indústrias nessa produção,
visto os altos custos para financiar a pesquisa e o desenvolvimento de novas formulações e o baixo número
de consumidores para o produto. Nesse cenário, a farmacoterapia aplicada em pediatria se utiliza de
resultados obtidos em adultos e adaptados segundo o peso e os parâmetros clínicos dos pacientes.
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Outro ponto importante é a ausência de apresentações farmacêuticas adequadas para crianças. Essa
ausência pode ocasionar diversos problemas relacionados à administração: desde questões voltadas à
palatabilidade e à dificuldade de deglutição devido ao tamanho do medicamento, até a precisão para a
administração de doses adequadas. Esse cenário favorece a prática da transformação de formas
farmacêuticas, onde um comprimido é triturado ou uma cápsula é aberta a fim de gerar uma formulação
líquida (uma suspensão). Esse procedimento é complexo e exige conhecimento técnico, por isso, ele deveria
ser executado somente pelo farmacêutico e em ambiente adequado para a manipulação. Essa não é a
realidade, na qual a maioria das transformações de forma farmacêutica para o uso pediátrico são executadas
por profissionais de enfermagem ou pelos próprios cuidadores.
Visto que muitas crianças não têm idade suficiente para compreender como realizar o seu tratamento
farmacológico, o farmacêutico deve dar atenção especial para os responsáveis – escutando seus relatos, suas
dúvidas e suas apreensões. 
Doenças mais prevalentes na população
O conceito de prevalência
A prevalência é uma medida de frequência utilizada em epidemiologia para verificar qual é o número de
pessoas afetadas por alguma condição de saúde ou doença, considerando um período específico.
Dessa maneira, é possível identificar o número de indivíduos afetados por uma condição, considerando os
doentes crônicos e os casos novos. A prevalência é considerada por muitos autores como uma foto, pois ela
reflete a situação de saúde da população, em um certo período. 
Como os epidemiologistas fazem esse cálculo?
Dividindo o número de pessoas afetadas na população em determinado momento do tempo pelo número de
pessoas da população naquele momento. Quando a medida é calculada para grandes populações, como
municípios ou estados, os dados populacionais são obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Essaé uma medida bastante utilizada para planejar ações e serviços de saúde, assim como para estimar a
necessidade de recursos humanos, diagnósticos e terapêuticos para certa população. 
Hipertensão
A hipertensão é uma doença caracterizada pela elevação da pressão do sangue nos vasos sanguíneos. Seus
principais sintomas são dores de cabeça, ritmo cardíaco irregular, alterações na visão e zumbidos nos
ouvidos. Em casos mais complicados, o paciente pode apresentar fadiga, náusea, vômitos, confusão,
ansiedade, dor no peito e tremores musculares.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevalência de hipertensão varia de acordo com alguns
fatores, sobretudo relacionados aos dados socioeconômicos da região. Confira a seguir algumas estatísticas:
 
O continente africano apresenta as maiores prevalências, em torno de 27%, enquanto o continente
americano possui as menores proporções, cerca de 18%.
Entre o sexo masculino, 1 em cada 4 homens apresentam a doença; e entre o sexo feminino, 1 em 5
mulheres.
Entre 1990 e 2019 o número de adultos hipertensos dobrou em ambos os sexos, aumentando de 331
milhões para 626 milhões entre as mulheres, e de 317 milhões para 652 milhões entre os homens.
Prevalência de hipertensão.
Diabetes
A diabetes é uma doença metabólica, caracterizada pelo aumento da glicose sanguínea. Ela é classificada em
dois tipos: 
A doença também pode se desenvolver em gestantes, devido à diminuição da ação da insulina durante a
gravidez. A diabetes pode causar danos no sistema circulatório, afetando o coração e os vasos, além de
danos nos olhos, nos rins e no sistema nervoso central.
Em 2014, a OMS estimou que a prevalência de diabetes na população dobrou se comparada ao início da
década de 1980, aumentando de 4,7% para 8,5%. Isso quer dizer que o número de pessoas vivendo com
diabetes aumentou de 108 milhões para 422 milhões. Esse incremento foi mais elevado em países de baixa e
média renda. A maioria das pessoas é acometida pelo tipo II, mais comum entre os adultos, quando
comparada ao tipo I, que acomete mais crianças.
Prevalência de diabetes.
Dislipidemia
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Indivíduos do tipo I 
Não são capazes de sintetizar insulina e, por
isso, devem administrar esse hormônio. 
Indivíduos do tipo II 
Produzem o hormônio corretamente,
porém, suas células se tornaram
resistentes e ele não exerce a sua
função. 
Dislipidemia é uma doença em que os níveis de gorduras no sangue se encontram aumentados. Quando em
concentrações muito elevadas, elas podem se acumular em vasos sanguíneos e causar o bloqueio parcial ou
total do fluxo responsável pelo aporte sanguíneo para o cérebro ou o coração. Essa doença não possui
sintomas específicos, por isso, ela é muitas vezes identificada a partir do surgimento de outras doenças, como
diabetes e hipotireoidismo. Seu diagnóstico é realizado por meio da identificação de níveis elevados de
colesterol LDL, níveis baixos de colesterol HDL e níveis elevados de triglicerídeos.
A OMS estima que a prevalência de dislipidemia em adultos maiores de 25 anos foi de aproximadamente 39%
em 2008. Entre diferentes regiões, a Europa, a América do Norte e a América do Sul apresentaram os maiores
números para ambos os sexos (54% e 48%, respectivamente), enquanto a África e o sudeste da Ásia
apresentaram os menores números (22,6% e 29,0%, respectivamente). A prevalência também se mostrou
maior em idosos e pessoas do sexo feminino. 
Prevalência de dislipidemia.
Asma
A asma é uma doença caracterizada pelo estreitamento da passagem de ar para os pulmões, decorrente de
um processo inflamatório, que resulta na contração dos músculos dos ductos de ar. Os sintomas, que você
pode conferir a seguir, podem piorar durante a noite ou durante a execução de exercícios físicos:
 
Tosse
Chiado
Falta de ar
Aperto no peito
O diagnóstico é difícil e se baseia na avaliação dos sintomas, na condução de testes de espirometria e na
resolução da condição após a administração de medicamentos específicos.
A OMS avaliou que 300 milhões de pessoas eram afetadas pela asma em 2019 e que esse número será
incrementado de 100 milhões até 2025. A prevalência varia entre 1% e 18%, mostrando-se maior entre as
regiões mais urbanizadas e com hábitos de vida mais modernos. Os números de asma, muitas vezes, são
confundidos com outras doenças respiratórias, como a rinite alérgica, devido aos sintomas que elas têm em
comum. Outro fator de grande importância é a subnotificação de asma ocupacional, ou seja, aquela adquirida
devido às condições de trabalho. Vale ressaltar que asma acomete cerca de 10% da população brasileira,
sendo a prevalência de sintomas de asma entre adultos de 12% e entre adolescentes de 20%.
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Prevalência de asma.
Casos clínicos
Veja alguns estudos de casos envolvendo grupos prioritários. 
Paciente idoso
A.M.C., 75 anos, sexo feminino, negra, viúva, residente em Rio de Janeiro, RJ. A paciente refere que é
hipertensa há 20 anos e recebeu recentemente o diagnóstico de diabetes. Veio à drogaria relatando dor de
cabeça e náuseas. O farmacêutico a encaminhou para o consultório e realizou procedimentos de aferição da
pressão arterial e da glicemia capilar. Identificou-se uma pressão sistólica de 150 mmHg e diastólica de 10
mmHg e glicemia de 120 mg/dL. 
Coleta de dados da paciente
A.M.C., 75 anos, negra e viúva. Trabalhou a vida inteira em uma indústria de tecidos. Mora sozinha no Rio de
Janeiro e se sustenta com a sua aposentadoria. Sua filha mora no exterior. A.M.C. veio acompanhada da
vizinha.
A idosa não tem o segundo grau completo. Relata que não se sentiu à vontade para tirar dúvidas com a
médica do seu tratamento de diabetes. 
Declara que gosta de realizar atividade física 3 vezes na
semana com outros idosos nos equipamentos de uma praça
próxima à residência. Faz caminhadas eventuais com a
amiga. Apresenta sobrepeso e tem dificuldade para manter
a dieta prescrita pela médica. Não relata o consumo de
álcool e não é tabagista. 
Informa que sua hipertensão sempre foi controlada e não
apresenta queixas nas suas consultas ambulatoriais para
renovação da prescrição. Após o diagnóstico de diabetes,
passou a utilizar medicamentos e tem dificuldade para identificá-los e tomá-los de acordo com os horários
prescritos. 
Foi diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2 há 6 meses e demonstra bastante apreensão sobre a doença.
Declara realizar tratamento medicamentoso corretamente. Por fim, afirma ter dificuldades para compreender
as funções do glicosímetro e para administrar insulina. 
Os medicamentos utilizados são:
Enalapril
2 comprimidos de 10mg na manhã.
Hidroclorotiazida
1 comprimido de 25mg de manhã + 1
comprimido de 25mg à noite.
Metformina
1 comprimido de 500mg de manhã + 1
comprimido de 500mg à noite.
Insulina NPH
Administrar 10 a 15 U, quando necessário, antes
de dormir.
Queixa principal
A paciente relata que há 4 dias vem sentindo dores de cabeça, mas hoje elas se intensificaram. Ela também
passou a sentir náuseas. Enquanto conversava com a amiga pelo telefone relatou os sintomas. A amiga ficou
preocupada e elas decidiram procurar ajuda de um profissional.
Diagnóstico situacional
O farmacêutico realizou uma avaliação do caso a partir dos procedimentos executados e das informações
oferecidas pela paciente. Ele suspeita que existem problemas relacionados ao processo de medicação,
sobretudo com a adesão ao tratamento e à administração dos medicamentos.
Condutas farmacêuticas
O farmacêutico elabora um plano de cuidado, constituído por metas terapêuticas e devidas intervenções
necessárias para o seu cumprimento. Confira as metas:
Primeira meta
O farmacêutico explica o plano de cuidado para a paciente, incluindo informações sobre como
administrar os medicamentos e seus possíveis efeitos colaterais. Um esquema com símbolos foi
criado para auxiliar a paciente com o horário correto da medicação. Uma cartilha sobre como realizar
o monitoramento correto da glicemia e outra sobre como injetar a insulina foram utilizadas para a
explanação eentregues à paciente. Verifica a habilidade da paciente para seguir as propostas e
questiona sobre dúvidas e necessidade de explicações adicionais.
Segunda meta
O farmacêutico realiza o aconselhamento sobre o encaminhamento para outros profissionais da
saúde. Escreve uma carta de encaminhamento para o cardiologista e o endocrinologista relatando
todos os problemas encontrados e suas suspeitas. Recomenda reavaliação, a fim de sanar dúvidas
sobre o problema estar relacionado ao agravamento das doenças ou ao uso dos medicamentos. Ele
também encaminha a paciente para uma consulta com uma nutricionista e uma profissional de
educação física da unidade. Como a paciente relata que a dieta foi orientada pelo seu cardiologista,
uma consulta com a nutricionista é importante para reavaliar a condição nutricional. O profissional de
educação física deve avaliar sua condição física e os exercícios que a paciente executa, pois ela
relatou que faz seus exercícios em um ambiente sem supervisão profissional.
Por fim, o farmacêutico informa a paciente sobre as ações que devem ser realizadas em casos de dúvidas e
com quem ela deve entrar em contato. Uma nova consulta com o farmacêutico será agendada para
seguimento do cuidado e verificação das metas propostas. 
Agora, confira as etapas da metodologia SOAP:
Aplicação da metodologia SOAP ao caso clínico da idosa.
Paciente gestante
L.T.S., 34 anos, sexo feminino, branca, casada, residente em São Paulo, SP. Está acima do peso e é tabagista.
Relata estar na 28ª semana de gravidez e teve duas gestações anteriores que resultaram em abortos
espontâneos. Foi recentemente diagnosticada com diabetes gestacional. Foi na farmácia comunitária buscar
insulina para o seu tratamento. Na unidade, o farmacêutico faz as orientações relativas à farmacoterapia e
observa que a paciente leva as mãos à cabeça com frequência. Ele questiona se ela está bem e ela afirma que
vem apresentando fortes dores de cabeça, que esqueceu de relatar ao médico. O farmacêutico convida a
paciente a entrar em seu consultório para dar seguimento aos cuidados.
Coleta de dados da paciente
L.T.S., mulher, branca, 34 anos, casada. Trabalha em uma loja de departamentos. Mora com o marido, no
centro da cidade de São Paulo, e a renda familiar é composta pelo salário dos dois. Informa que o marido
trabalha o dia inteiro e não pode acompanhá-la na consulta. Possui segundo grau completo e o marido é
administrador. 
Não faz atividade física. Declara passar a maior parte do dia
em pé, devido à sua ocupação e por isso tem inchaço nas
pernas. Relata uma alimentação rica em carboidratos,
lipídeos e sódio. Consome alimentos processados por falta
de tempo para cozinhar. Apresenta sobrepeso e resistência
insulínica, diagnosticada com diabetes gestacional na 26ª
semana de gravidez. 
Não relata problemas anteriores relacionados com a
glicemia ou a pressão, porém, possui hipertensos e
diabéticos na família. 
O farmacêutico realiza procedimentos para verificar as condições físicas da paciente. Identifica que ela
apresenta pressão arterial normal (120 x 70 mmHg), glicemia compatível com as metas preestabelecidas e
IMC acima de 30kg/m² (compatível com obesidade grau 1). Ele avalia a possibilidade de ocorrência de
interações medicamentosas. 
Queixa principal
A paciente relata que vem apresentando dores de cabeça, com picos de maior intensidade durante o dia.
Como foi informada pelo médico que não poderia tomar qualquer remédio durante a gravidez, não realizou
nenhuma automedicação para manejo do sintoma.
Diagnóstico situacional
O farmacêutico realizou uma avaliação do caso, a partir dos procedimentos executados e das informações
oferecidas pela paciente. Ele tem algumas suspeitas em relação à dor de cabeça, como a influência do
tabagismo, da dieta ou do estresse.
Condutas farmacêuticas
O farmacêutico elabora um plano de cuidado, constituído por metas terapêuticas e as intervenções
necessárias para o seu cumprimento. Confira as metas:
Primeira meta
O farmacêutico explica o plano de cuidado para a paciente, incluindo informações sobre como
administrar a insulina e seus possíveis efeitos colaterais. Avalia a compreensão da paciente a respeito
da diabetes e dos cuidados relacionados com a gravidez. Ele reforça a importância de cessar o ato de
fumar e explica os riscos da prática durante a gestação.
Segunda meta
O farmacêutico realiza o aconselhamento sobre o encaminhamento para outros profissionais da
saúde. Escreve uma carta de encaminhamento para o nutricionista e o psicólogo, informando suas
suspeitas, e explica para a paciente os motivos para realizar a consulta com esses profissionais.
Recomenda que o nutricionista avalie a dieta, relatando as dificuldades da paciente e todos os
hábitos alimentares informados por ela. Para o psicólogo, recomenda investigação sobre o ato de
fumar e causas relacionadas ao estresse.
Prescreve paracetamol 500mg em caso de dores fortes, porém, orienta que o medicamento deva ser
utilizado pelo menor tempo possível. Esse medicamento é isento de prescrição médica e seguro para
gestantes no segundo trimestre de gestação. Como o profissional possui pós-graduação em
homeopatia e a unidade de saúde tem disponibilidade desses medicamentos, sugere uma formulação
com propriedades calmantes. Ele informa à paciente sobre o funcionamento e a segurança dos
remédios homeopáticos, além ensinar como administrá-lo. E orienta a paciente a buscar o obstetra
caso as dores de cabeça não diminuam.
Por fim, o farmacêutico informa à paciente sobre as ações que devem ser realizadas em casos de dúvidas e
com quem ela deve entrar em contato. Uma nova consulta com o farmacêutico será agendada para
seguimento do cuidado. 
Agora, confira as etapas da metodologia SOAP:
Aplicação da metodologia SOAP ao caso clínico da gestante.
Cuidados farmacêuticos em pacientes pediátricos
Veja um caso clínico abordando os cuidados farmacêuticos em paciente pediátrico.
Conteúdo interativo
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Cuidados farmacêuticos
Conteúdo interativo
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A farmácia clínica
Conteúdo interativo
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Características do paciente idoso
Conteúdo interativo
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O conceito de prevalência
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptada de CPCC UFES - Farmacêutico (UFES)/2016) Considerando os procedimentos que envolvem
cuidados farmacêuticos, é correto afirmar:
A
O Pharmacotherapy Workup e o método Dáder são os métodos utilizados para realizar o cuidado
farmacêutico.
B
Não há necessidade de documentar todas as informações relevantes obtidas durante a consulta farmacêutica,
pois essa atividade não é crucial para a obtenção dos resultados terapêuticos desejados.
C
Os cuidados farmacêuticos podem ser realizados em diferentes cenários, sendo o atendimento e a orientação
pelo farmacêutico no balcão da farmácia o cenário mais comum.
D
Os cuidados farmacêuticos envolvem habilidades de comunicação e respeito aos princípios da bioética, sem a
necessidade ampliada de conhecimentos técnico-científicos.
E
O farmacêutico, durante a consulta com o paciente, tem a liberdade de conduzir a consulta da maneira que for
possível, a fim de identificar os problemas relacionados aos medicamentos.
A alternativa A está correta.
No processo de cuidar, aplica-se o método científico, a fim de resolver os problemas na prática clínica. Para
isso, são usados métodos específicos, como os métodos SOAP, PWDT, e o Dáder. A documentação de
todas as informações relevantes obtidas durante a consulta farmacêutica é atividade crucial para o sucesso
da prática de cuidados farmacêuticos e, consequentemente, da obtenção dos resultados terapêuticos
desejados. Os cuidados farmacêuticos devem ser realizadosem um ambiente específico para essa
finalidade, com garantia de privacidade e sem o risco de interrupções. O farmacêutico deve possuir
conhecimentos técnico-científicos aprofundados, preferencialmente obtidos por uma pós-graduação lato
sensu. Para a condução da consulta, o farmacêutico deve utilizar o raciocínio clínico, a fim de identificar os
problemas com a farmacoterapia.
Questão 2
(Adaptada de: NC-UFPR - 2009 - SES-PR - Farmacêutico) A maior prevalência de doenças crônicas entre os
idosos, como a hipertensão arterial sistêmica, implica o crescimento do consumo de medicamentos. Em
consequência disso, ocorre aumento na incidência dos problemas relacionados aos medicamentos (PRM).
Sobre PRM, considere as seguintes afirmativas:
 
I. A polifarmácia está relacionada ao uso de mais de cinco medicamentos.
II. A polifarmácia pode ocasionar não adesão, reações adversas, erros de medicação, aumento do risco de
hospitalização e aumento dos custos com a saúde.
III. A adesão terapêutica significa relação colaborativa entre o paciente e os profissionais de saúde.
IV. A não adesão ao tratamento é um problema multifatorial, influenciado por aspectos relacionados à idade
(jovens ou idosos), ao gênero (homens ou mulheres), à doença (crônica ou aguda), ao paciente
(esquecimento, diminuição sensorial e problemas econômicos) e a problemas relacionados aos
medicamentos.
 
Assinale a alternativa correta:
A
Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
B
As afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.
C
Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
D
Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
E
Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
A alternativa B está correta.
Os pacientes idosos representam um grupo específico para os cuidados farmacêuticos, devido à
possibilidade da existência de mais de uma comorbidade e, por consequência, a polifarmácia.
2. Diretrizes de tratamento de doenças crônicas
Diretrizes de tratamento da hipertensão
Metas terapêuticas
A meta terapêutica no tratamento da hipertensão tem objetivo de controlar a pressão arterial e atingir uma
meta de pressão previamente estabelecida. Geralmente, objetiva-se reduzir a pressão arterial para obter
valores menores que 140/90 mmHg, mas não inferiores a 120/70 mmHg. Para pacientes mais jovens e sem
fatores de risco é possível colocar metas inferiores a 130/80 mmHg. Essa meta deve considerar as condições
clínicas do paciente, além da sua idade, a presença de doença cardiovascular e outras comorbidades e a
existência de fatores de risco. 
Tratamento não farmacológico
O tratamento não medicamentoso da hipertensão tem como objetivo o controle dos fatores de risco. Os
principais pontos de intervenção da equipe multidisciplinar devem ser os seguintes:
Reduzir e cessar o hábito de fumar
Utilizar medicamento, se preciso for. 
Padrão alimentar que reduza a hipertensão
Aumentar o consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura e cereais integrais,
além de consumo moderado de oleaginosas e redução no consumo de gorduras, doces e bebidas
com açúcar e carnes vermelhas.
Restrição do consumo de sódio
Utilizar até 2g de sódio por dia, substituindo o cloreto de sódio pelo cloreto de potássio (quando
possível).
Controle do peso corporal
Visar um IMCde saúde;
Fatores relacionados com os pacientes;
Fatores relacionados com a doença.
As principais estratégias para o incremento da adesão estão relacionadas com a adoção da automedida da
pressão arterial, a escolha de esquemas posológicos que ofereçam maior comodidade para o paciente, e a
implementação de equipes multiprofissionais.
Diretrizes de tratamento da diabetes mellitus tipo I
Metas terapêuticas
O tratamento tem como meta o controle glicêmico, a fim de reduzir o risco de complicações. A sociedade
brasileira de diabetes estabelece que a glicemia em jejum não deve ser maior que 100 mg/dL e que a glicemia
duas horas após a refeições não ultrapasse 140 mg/dL. Esses valores devem ser individualizados segundo
características do paciente – como a duração da doença, a presença de comorbidades, a expectativa de vida,
entre outros.
Tratamento não medicamentoso
O tratamento não medicamentoso consiste em intervenções multiprofissionais na educação sobre a doença e
o incentivo ao autocuidado, com foco na orientação nutricional e na interrupção do hábito de fumar e beber.
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Todas as ações devem ser focadas no paciente e no seu cuidador, considerando sua capacidade cognitiva,
seus hábitos, sua rotina e seus resultados glicêmicos.
As ações de educação têm como objetivo aumentar o nível de conhecimento do paciente, confira:
 
Manter suas metas glicêmicas.
Autoavaliar o exame de glicemia capilar e ajustar as doses de insulina de acordo o resultado do exame.
Administrar a insulina.
Reagir a situações de hipoglicemia.
Realizar a contagem de carboidratos para as refeições e para todo o dia.
A dieta deve seguir os mesmos padrões de alimentação saudável aplicáveis à população em geral, porém,
associada à insulinoterapia e à prática de exercícios físicos. Os exercícios são fundamentais para melhorar o
condicionamento físico, a força muscular e a sensibilidade à insulina. Crianças devem realizar 60 minutos de
atividade física por dia, enquanto a recomendação para adultos é de 150 minutos por semana.
Tratamento medicamentoso
A insulinoterapia é uma ferramenta obrigatória para pacientes com diabetes tipo I, visto que eles não têm a
capacidade de produção esse hormônio. O aumento da glicemia pode desencadear a cetoacidose diabética,
levando a complicações como o coma ou até a morte. 
O esquema de tratamento deve incluir uma insulina basal de ação intermediária ou prolongada (como a NPH
humana ou a análoga de ação prolongada) e uma insulina tipo bolus, de ação rápida (como a humana regular
ou a análoga de ação rápida). As doses devem ser fracionadas em 3 administrações por dia, de acordo com a
idade, o peso, o gasto energético do paciente, o grau de resistência à insulina e as características
farmacocinéticas da insulina utilizada. 
A hiperglicemia de jejum e a pré-prandial devem ser tratadas com a administração de uma insulina basal
(intermediária) ou uma insulina análoga de ação prolongada. Para a hiperglicemia associada às refeições,
deve-se utilizar uma insulina de ação rápida ou insulina análoga de ação rápida. 
A administração de insulinas é feita a partir de injeções subcutâneas em diferentes regiões do corpo. O local
de aplicação vai influenciar na velocidade de absorção, confira:
 
Rápida quando administrada no abdômen 
Intermediária quando administrada nos braços 
Lenta quando administrada nas coxas e nas nádegas
Existem três instrumentos utilizados para a aplicação de insulina. Confira a seguir quais são eles: 
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• 
Seringas
São utilizadas para puxar o volume necessário, a partir do frasco-
ampola. 
Canetas
Contém o medicamento no seu interior e deve ser configurada para o
volume correto de administração. 
Sistema de administração contínua (bomba de insulina)
Equipamento que faz a administração via um cateter subcutâneo
(geralmente, na região do abdômen), acionado a partir de um comando
eletrônico.
Os principais tipos de insulinas prescritos e suas respectivas características farmacocinéticas são:
Insulina NPH
Sua dose deve corresponder à metade da dose total diária de insulina. É administrada 3 vezes ao dia,
normalmente antes do desjejum, antes do almoço e antes de dormir.
Insulina humana de ação rápida (regular)
Deve ser injetada 30 minutos antes das refeições. Também pode ser injetada via intravenosa ou
intramuscular – sobretudo para a obtenção de um efeito rápido – porém, deve ser usada somente sob
supervisão profissional.
Análogo de insulina de ação rápida
Deve ser injetada de 5 a 15 minutos antes das refeições ou logo após a ingestão.
Análogo de insulina de ação prolongada
Pode ser injetada uma vez ao dia (no mesmo horário) ou conforme as especificidades do paciente.
A principal reação adversa relacionada à insulinoterapia é a hipoglicemia. Quando grave, pode causar
sintomas neurológicos, aumentando os riscos de prejuízos da consciência, convulsão e morte. Para evitá-las,
o paciente deve saber avaliar os resultados de glicemia capitar e administrar corretamente o medicamento. 
Monitoramento
As principais vias para avaliação dos resultados do tratamento são a avaliação da glicemia capilar e a
dosagem de hemoglobina glicada.
A avaliação da glicemia capilar deve ser realizada várias vezes no decorrer do dia. A maioria dos aparelhos
glicômetros salvam os resultados dos exames e permitem a emissão de relatórios. Em caso de dificuldade
para a utilização desse sistema, o paciente deve ser orientado a manter um registro dos seus resultados em
diários ou cadernos. Assim, os pacientes podem verificar quando é necessário fazer a aplicação, e os
profissionais de saúde podem acompanhar os resultados obtidos e avaliar a efetividade do tratamento. 
A avaliação da hemoglobina glicada (HbA1c) é feita nos laboratórios de análises clínicas, a partir da coleta de
sangue venoso. Ela é um marcador para avaliação de glicemia em longo prazo, demonstrando como anda o
controle de glicemia nos últimos 3 meses. A análise de hipoglicemia deve ser feita de maneira concomitante –
sobretudo as noturnas, as graves e a variabilidade glicêmica.
O controle ideal da glicemia está associado a um maior número de testes e à necessidade de ajustes. No
geral, recomenda-se realizar ao menos 3 ou 4 medições ao dia, mas a frequência pode ser aumentada, de
acordo com as necessidades do paciente. 
Diretrizes de tratamento da diabetes mellitus tipo II
Metas terapêuticas
O tratamento da diabetes tipo II deve ter como meta obter níveis de hemoglobina glicada abaixo de 7%,
pressão arterial até 130 x 80 mmHg, controle lipídico (LDL menor que 100 ou LDL menor que 70, caso
apresente outros fatores de risco) e IMCe estimular a prática de no mínimo 150 minutos semanais de exercício aeróbico
de intensidade moderada. As práticas integrativas e complementares também podem auxiliar nesse processo,
como a prática de ioga. 
Tratamento medicamentoso
Para pacientes diagnosticados com a doença, o tratamento precoce reduz a chance de complicações devido
à doença e garante melhor controle glicêmico.
A maioria dos pacientes inicia o tratamento com a metformina associada à mudança dos hábitos de vida.
Pacientes em quadro pré-diabético e com baixo risco cardiovascular iniciam somente com as mudanças de
hábito e são reavaliados após 3 meses. Depois da avaliação, se o paciente não demonstrar uma melhora do
quadro, inicia-se monoterapia com metformina.
A associação da metformina com outras classes medicamentosas ocorre se as metas glicêmicas não forem
atingidas. A avaliação é feita a partir da hemoglobina glicada, a qual deve reduzir de 0,5% a 1,5% a cada
medicamento adicionado.
Os medicamentos mais utilizados para o tratamento a diabetes tipo II e suas principais caraterísticas são: 
Metformina
Pertence à classe das biguanidas. O tratamento deve ser iniciado com doses baixas (500mg a
850mg), administrado uma vez ao dia durante ou após as refeições (café da manhã ou jantar). Após
uma semana, na ausência de efeitos adversos, a dose deve ser aumentada para duas vezes ao dia. A
dose máxima é de 850mg administrada 3 vezes ao dia (total de 2,55g). Esse medicamento é
contraindicado para pacientes com insuficiência renal, insuficiência hepática descompensada, sepse
e hipotensão.
Sulfonilureia
Glibenclamida e gliclazida, são medicamentos de eficácia semelhante, porém, o segundo apresenta
menor taxa de hipoglicemia na forma farmacêutica de liberação prolongada.
O tratamento com glibenclamida se inicia com 5mg e pode chegar a 20mg, enquanto a gliclazida se
inicia com 30mg e tem dose máxima de 120mg. O medicamento deve ser administrado em jejum. Os
principais efeitos adversos relacionados a essas classes são hipoglicemia e ganho de peso. São
contraindicados para paciente com disfunção renal ou hepática grave, todavia, a gliclazida pode ser
indicada com cautela para pacientes com doença renal leve à moderada.
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Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2)
Trata-se da dapagliflozina. Ela é uma alternativa para pacientes com idade igual ou maior que 65
anos, e com doença cardiovascular estabelecida, os quais não obtiveram sucesso com o tratamento
de metformina com a sulfonilureia. A dose inicial é de 10mg administrados uma vez ao dia. Esse
medicamento é contraindicado para paciente com taxa de filtração glomerular menor que 45 mL/min/
1,73m.
Insulina NPH e regular
Considerar as mesmas informações que os pacientes com diabetes tipo I.
Monitoramento
O monitoramento desses pacientes deve ser multidisciplinar e realizado de maneira ambulatorial. Os principais
parâmetros clínicos a serem avaliados são a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada, o perfil lipídico, a
creatinina sérica, a proteinúria e a fundoscopia. Pacientes com cardiopatia isquêmica também devem ser
avaliados quanto à função cardiovascular.
Diretrizes de tratamento da dislipidemia
Metas terapêuticas
O tratamento deve ter como objetivo diminuir o risco de eventos cardiovasculares e a prevenção da
pancreatite aguda associada à hipertrigliceridemia grave. Os objetivos bioquímicos a serem atingidos são
colesterol LDL abaixo de 10 mg/dL e triglicerídeos abaixo de 150 mg/dL. 
Tratamento não medicamentoso
Todas as medidas não medicamentosas devem ser voltadas para a redução dos níveis de lipídeos séricos.
Todos os pacientes devem ser orientados quanto à importância da terapia nutricional, da execução de
exercícios físicos e da cessação do tabagismo. 
A dieta não deve conter alimentos ricos em gorduras
saturadas e colesterol. Para isso, recomenda-se a redução
de alimentos de origem animal, em especial carne
gordurosa, vísceras, leite integral e seus derivados,
embutidos, frios, pele de aves e gema de ovos.
Os exercícios físicos têm importância fundamental para o
quadro de hipertrigliceridemia associada à obesidade.
Devem ser realizados em intensidade média por, no mínimo,
150 minutos por semana, e com frequência de 3 a 6 vezes
por semana.
A cessação do hábito de fumar contribui diretamente para a
redução do colesterol HDL. O tratamento para parar de
fumar deve utilizar uma abordagem cognitivo-comportamental e, caso necessário, associado à terapia
medicamentosa.
Tratamento medicamentoso
Os medicamentos mais utilizados para o tratamento dessa doença, assim como as suas principais
características são:
Estatinas
Sinvastatina, pravastatina, lovastatina, fluvastatina e atorvastatina. Vários estudos têm demonstrado a
sua efetividade na redução de infarto, morte coronariana, revascularização cardíaca e acidente
cerebrovascular em pacientes dislipidêmicos. Os principais efeitos adversos relacionados a essa
classe são a elevação de enzimas hepáticas, miopatia e aumento da incidência de diabetes. Devem
ser utilizadas por via oral em dose única diária no período da noite, para melhor efeito terapêutico.
Fibratos
Grupo de medicamentos com mecanismo de ação distintos. A genfibrozila está associada à redução
de eventos cardiovasculares maiores e coronarianos, porém, não deve ser utilizada em associação
com estatinas devido ao risco de rabdomiólise. Pacientes com triglicerídeos maiores que 500 mg/dL
devem utilizar estatinas em associação com outros fibratos para a redução de pancreatite aguda,
além de adotar uma dieta saudável e da prática de exercícios físicos. Quando associados com as
estatinas, devem ser administrados em horários distantes para diminuir o risco de toxicidade (ou seja,
pela manhã).
Ácido nicotínico
Não existe um consenso entre os estudos que avaliaram os riscos e os benefícios desse
medicamento. Por isso, ele deve ser utilizado apenas para pacientes com intolerância a estatinas ou
que não podem utilizar fibratos. Inicia-se o tratamento com doses baixas (250mg, preferencialmente
no jantar) e o aumento gradual deve ser feito a cada duas semanas. 
Monitoramento
O tratamento com estatinas para a prevenção de eventos cardiovasculares não necessita de monitorização de
perfil lipídico. Para pacientes que utilizam outros medicamentos, a avaliação do perfil lipídico pode ser feita
anualmente, com o intuito de aumentar o conhecimento e a adesão dos pacientes. A monitorização sérica de
triglicerídeos pode ser realizada semestralmente para prevenção de pancreatite secundária a
hipertrigliceridemia.
Provas de função hepática e muscular devem ser realizadas em pacientes que utilizam a associação de
estatinas e fibratos. Os exames devem ser feitos no começo do tratamento, após 6 meses e todas as vezes
que ocorrerem alteração de doses. 
Diretrizes de tratamento da asma
Metas terapêuticas
A asma é uma doença crônica que não tem cura e seu controle é obtido a partir do controle das suas
manifestações clínicas e funcionais. Ela é classificada em três níveis:
 
Controlada 
Parcialmente controlada 
Não controlada
Alguns marcadores químicos podem ser acompanhados como indicadores de inflamação, por meio de exames
de escarro induzido e óxido nítrico, porém, esses testes têm alto custo e não são viáveis como parâmetro de
medida de controle na prática clínica.
• 
• 
• 
O tratamento tem como objetivo principal controlar os sintomas e as limitações impostas pela doença pelo
maior período possível. Ele deve ser iniciado, de acordo com a gravidade manifestada pelo paciente e deve
ser mantido baseado no controle da doença. 
Tratamento não medicamentoso
O tratamento não medicamentoso deve ser composto por ações de educação sobre a doença, considerando
aspectos culturais e orientação correta sobre o controle da inflamação das vias aéreas. O plano de cuidados
deve ser pautado no uso correto dos medicamentos, incluindo a avaliação sobre a necessidade da
administração e o uso correto dos dispositivos inalatórios.
A prática de exercícios emassociação com a farmacoterapia reduz o agravamento dos sintomas e auxilia a
redução da inflamação das vias aéreas – além de auxiliar o controle de doenças associadas, como ansiedade
e depressão. 
Tratamento medicamentoso
O tratamento farmacológico é realizado de acordo com os sintomas manifestados pelo paciente. Os principais
medicamentos são administrados por via inalatória devido à possibilidade de utilização de doses menores e à
redução da ocorrência de efeitos adversos sistêmicos. Para isso, destaca-se a importância sobre a educação
do uso correto dos dispositivos de inalação.
Espaçador utilizado para a administração de medicamentos inalatórios em crianças.
Para fins clínicos, os medicamentos para tratamento da asma são divididos da seguinte forma:
1
Medicamentos controladores
São corticoides inalatórios (CI), corticoides orais (CO), beta-agonistas de ação prolongada (LABA) e
o imunobiológico anti-IgE. São a base para o tratamento da asma e possuem atividade anti-
inflamatória. 
2
Medicamentos de resgate ou alívio
São beta-agonistas inalatórios de curta duração (SABA). São medicamentos utilizados de acordo
com as necessidades do paciente.
A seguir, veremos os principais medicamentos utilizados no tratamento e suas principais características.
Corticoides inalatórios (CI)
Beclometasona e budesonida. São importantes para redução da inflamação e da hiper-resposta
brônquica, controlando os sintomas, melhorando a função pulmonar e reduzindo o risco de
exacerbações. 
Corticoides orais (CO)
Prednisona ou Prednisolona. São usados para controle das crises por curtos períodos, pois têm efeito
sistêmico e maior chance de ocorrência de efeitos colaterais, como obesidade, aumento da pressão
arterial e insuficiência adrenal.
Beta-agonistas de ação prolongada (LABA)
Formoterol e salmeterol. Esses medicamentos promovem um efeito broncodilatador, que dura até 12
horas. O primeiro tem efeito de ação em 5 minutos, enquanto o segundo demora 20 minutos. A
associação dos LABA com o CI promove um efeito sinérgico desses medicamentos, possibilitando o
uso de menores doses do CI.
Beta-agonistas inalatórios de curta duração (SABA)
Devem ser usados em emergências para reversão rápida de broncoespasmos. A necessidade desses
medicamentos é usada como critério de avaliação para classificar o grau de controle sobre a doença. 
Os efeitos adversos mais comuns dos SABA e dos LABA são tremores, cefaleia e taquicardia.
Monitoramento
A avaliação do tratamento deve ser realizada por meio da combinação de parâmetros clínicos e funcionais. As
doses iniciais devem ser ajustadas após 3 meses de controle da doença, visando ao uso das menores
quantidades possíveis de medicamentos para o controle da doença. A espirometria, normalmente, é feita uma
vez ao ano para avaliar se há perda progressiva funcional, porém, deve ser realizada com mais frequência em
pacientes graves.
O ajuste nos medicamentos só é realizado após avaliação de todos os fatores que podem piorar a doença,
como a exposição domiciliar à poeira ou fumaça, a exposição ocupacional, a baixa adesão medicamentosa, a
técnica inalatória inadequada, o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides ou betabloqueadores,
o tabagismo e outras comorbidades, como rinossinusite, doença do refluxo gastroesofágico, obesidade,
síndrome da apneia do sono, entre outras.
Os profissionais da saúde avaliam a adesão ao tratamento,
de acordo com a evolução descrita na anamnese, a
contagem de medicamentos ou a verificação da
dispensação de medicamentos. A monitorização é uma
ferramenta extremamente importante para garantir o
controle da doença, reduzir a morbidade e a mortalidade.
Os cuidados farmacêuticos nas doenças
mais prevalentes
Veja os estudos de casos que abordam a aplicação das
diretrizes de tratamento das doenças crônicas prevalentes e sua aplicação no seguimento
farmacoterapêutico.
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Diretrizes de tratamento da hipertensão
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Diretrizes de tratamento da diabetes mellitus tipo II
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Diretrizes de tratamento da dislipidemia
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Diretrizes de tratamento da asma
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptado de Instituto UniFil - 2020 - Prefeitura de Santo Antônio do Sudoeste - PR - Farmacêutico
Bioquímico) O objetivo do tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) envolve a redução da pressão
arterial e a redução da morbidade e mortalidade cardiovascular. Para o alcance desses objetivos deve ser
colocada em prática a terapia não farmacológica isolada ou em combinação à terapia farmacológica. São
exemplos de medidas não farmacológicas fundamentais para o controle da HAS:
 
I. Prática de atividade física.
II. Redução da circunferência abdominalbrasileiros, saindo de
um perfil epidemiológico com maior prevalência de doenças infecciosas e parasitárias e atingindo um perfil
com maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. O cuidado oferecido pelos diferentes
profissionais da equipe multidisciplinar é primordial para o controle da morbidade e da mortalidade por essas
doenças. 
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Para encerrar, ouça os principais conceitos apresentados no tema e a importância dos cuidados
farmacêuticos no SUS.
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Aprenda mais sobre os serviços farmacêuticos, lendo o documento Serviços farmacêuticos diretamente
destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual, do Conselho
Federal de Farmácia. 
Referências
BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial–2020. Arquivos Brasileiros de
Cardiologia, v. 116, n. 3, p. 516–658, 2021.
 
BISSON, M. P. Farmácia clínica & atenção farmacêutica. Barueri, SP: Manole, 2016.
 
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à
comunidade: contextualização e arcabouço conceitual. Brasília: Profar, 2016.
 
CORRER, C. J.; OTUKI, M. F.; SOLER, O. Assistência farmacêutica integrada ao processo de cuidado em saúde:
gestão clínica do medicamento. Revista Pan-Amazônica de Saúde, v. 2, n. 3, p. 41-49, set. 2011.
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria Conjunta nº 14, de 24 de agosto de 2021. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas da Asma. Brasília, DF: Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, 2021.
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria Conjunta nº 8, de 30 de julho de 2019. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas da Dislipidemia: prevenção de eventos cardiovasculares e pancreatite. Brasília, DF: Secretaria de
Atenção Especializada à Saúde, 2019.
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria Conjunta nº 17, de 12 de novembro de 2019. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 1. Brasília, DF: Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, 2019.
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria SCTIE/MS nº 54, de 11 de novembro de 2020. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2. Brasília, DF: Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos
Estratégicos, 2020.
 
PIRILLO, A. et al. Global epidemiology of dyslipidaemias. Nature Reviews Cardiology, v. 18, n. 10, p. 689–700,
out. 2021.
 
UNA-SUS. Diabetes, hipertensão e obesidade avançam entre os brasileiros. Brasília, DF: Agência Saúde, 27
abr. 2020.
 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global report on diabetes. Geneva: World Health Organization, 2016.
 
XAVIER, H. T. et al. V Diretriz brasileira de dislipidemias e prevenção da aterosclerose. Arquivos brasileiros de
cardiologia, v. 101, p. 1–20, out. 2013.
 
ZHOU, B. et al. Worldwide trends in hypertension prevalence and progress in treatment and control from 1990
to 2019: a pooled analysis of 1201 population-representative studies with 104 million participants. The Lancet,
v. 398, n. 10304, p. 957–980, set. 2021.
	Cuidados farmacêuticos
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Cuidados e acompanhamento em grupos específicos
	Conceitos relacionados ao processo de cuidado
	Cuidados farmacêuticos
	Farmácia clínica
	Pesquisa
	Prática
	Filosofia ou princípios
	Processo de cuidado
	Gestão da prática
	Regulamentação
	Grupos prioritários para os cuidados farmacêuticos
	Características do paciente idoso
	Características da paciente gestante
	Categoria A
	Categoria B
	Categoria C
	Categoria D
	Categoria X
	Características do paciente pediátrico
	Doenças mais prevalentes na população
	O conceito de prevalência
	Hipertensão
	Diabetes
	Dislipidemia
	Asma
	Casos clínicos
	Paciente idoso
	Coleta de dados da paciente
	Enalapril
	Hidroclorotiazida
	Metformina
	Insulina NPH
	Queixa principal
	Diagnóstico situacional
	Condutas farmacêuticas
	Primeira meta
	Segunda meta
	Paciente gestante
	Coleta de dados da paciente
	Queixa principal
	Diagnóstico situacional
	Condutas farmacêuticas
	Primeira meta
	Segunda meta
	Cuidados farmacêuticos em pacientes pediátricos
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Cuidados farmacêuticos
	Conteúdo interativo
	A farmácia clínica
	Conteúdo interativo
	Características do paciente idoso
	Conteúdo interativo
	O conceito de prevalência
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Diretrizes de tratamento de doenças crônicas
	Diretrizes de tratamento da hipertensão
	Metas terapêuticas
	Tratamento não farmacológico
	Reduzir e cessar o hábito de fumar
	Padrão alimentar que reduza a hipertensão
	Restrição do consumo de sódio
	Controle do peso corporal
	Prática de atividade física regular
	Tratamento farmacológico
	Diuréticos (DIU)
	Bloqueadores dos canais de cálcio (BCC)
	Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA)
	Bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA)
	Betabloqueadores (BB)
	Monitoramento do tratamento anti-hipertensivo
	Métodos diretos
	Métodos indiretos
	Diretrizes de tratamento da diabetes mellitus tipo I
	Metas terapêuticas
	Tratamento não medicamentoso
	Tratamento medicamentoso
	Seringas
	Canetas
	Sistema de administração contínua (bomba de insulina)
	Insulina NPH
	Insulina humana de ação rápida (regular)
	Análogo de insulina de ação rápida
	Análogo de insulina de ação prolongada
	Monitoramento
	Diretrizes de tratamento da diabetes mellitus tipo II
	Metas terapêuticas
	Tratamento não medicamentoso
	Tratamento medicamentoso
	Metformina
	Sulfonilureia
	Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2)
	Insulina NPH e regular
	Monitoramento
	Diretrizes de tratamento da dislipidemia
	Metas terapêuticas
	Tratamento não medicamentoso
	Tratamento medicamentoso
	Estatinas
	Fibratos
	Ácido nicotínico
	Monitoramento
	Diretrizes de tratamento da asma
	Metas terapêuticas
	Tratamento não medicamentoso
	Tratamento medicamentoso
	Medicamentos controladores
	Medicamentos de resgate ou alívio
	Corticoides inalatórios (CI)
	Corticoides orais (CO)
	Beta-agonistas de ação prolongada (LABA)
	Beta-agonistas inalatórios de curta duração (SABA)
	Monitoramento
	Os cuidados farmacêuticos nas doenças mais prevalentes
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Diretrizes de tratamento da hipertensão
	Conteúdo interativo
	Diretrizes de tratamento da diabetes mellitus tipo II
	Conteúdo interativo
	Diretrizes de tratamento da dislipidemia
	Conteúdo interativo
	Diretrizes de tratamento da asma
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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