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Estética e História da Arte MARIA INÊS DE FREITAS CUSTÓDIO U N I D A D E 0 3 UNIDADE III | INTRODUÇÃO A partir do século XIX , a História da Arte passou a ser considerada uma ciência autônoma. Estuda a trajetória das ideias, das fundamentações teóricas e suas diversas correntes de pensamento ao longo do processo narrativo da humanidade. Seu propósito é revelar os sentimentos, os pensamentos de determinado período histórico representado nas obras de arte por meio dos temas relacionados ao contexto sócio-histórico e das técnicas apresentadas. UNIDADE III | OBJETIVOS 1. Analisar historicamente o desdobramento da arte no cenário da educação; 2. Despertar no aluno o significado e as significâncias da arte e da linguagem; 3. Conhecer os sentidos básicos da disciplina História e Arte; 4. Problematizar a fabricação da arte frente a outros campos do conhecimento e da atuação humana. ENSINAR ARTE E EDUCAÇÃO NO BRASIL A começar de 1500, a educação no Brasil é fundamentada pelos europeus. Os métodos pedagógicos aplicados aos nativos pelos jesuítas negavam nossa cultura, impondo os valores e costumes do homem branco. REFORMA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL Em meados de 1750, o Estado passa a responsabilizar-se pela educação gratuita a população, anulando o ensinamento fundamentado na Companhia de Jesus aos índios. A ARTE E A NOVA ESCOLA CONCEITO DE ARTE E ESTÉTICA O estudo de estética remete-se à Antiguidade Clássica. Platão (filósofo grego) o representou em suas obras e em seus diálogos sua angústia frente a dimensão com que a beleza ocupava as coisas do mundo. CONCEITO DE ARTE E ESTÉTICA Aristóteles (discípulo de Platão) compreendia a beleza, a doçura, o sublime, o perfeito, ou seja, a estética alicerçado na realidade, para o filósofo, desde que no plano material, qualquer ideia era suscetível de evolução. Discutiu esta questão na sua famosa poética, atendo-se especialmente ao estudo da tragédia, criando o famoso conceito de catarse ou purgação das emoções. CONCEITO DE ARTE E ESTÉTICA Em 1740, Baumgarten (filósofo que aplicou pela primeira vez o termo estética) ponderou a estética como a ciência palpável, buscando o entendimento das obras por meio das imagens em oposição a razão. O filósofo, ensaísta David Hume, definiu a Arte como um modelo ajustado nas convenções sociais. Enalteceu o encanto, a polidez, o gosto e a harmonia, em especial, o cuidado com o ardume que, dependendo da interpretação da oba pode despertar um sentimento carregado de enfermidades estéticas. ARTE E ESTÉTICA NA CONTEMPORANEIDADE O pensamento moderno sobre a estética apostou na interdisciplinaridade das áreas do conhecimento, como a história, a geografia, a arqueologia, a psicanálise, a filosofia. O conceito prima pelas noções e definições do dueto corpo-imagem para além dos estudos do estilo elegante. ARTE E ESTÉTICA NA CONTEMPORANEIDADE Para Danto, a Arte era algo inscrita numa trama de significações históricas, teóricas e sociais, sempre buscando uma interpretação por meio da leitura de um objeto situado no tempo e espaço definidos no mundo artístico. METODOLOGIA DE HISTÓRIA DA ARTE Teóricos dos métodos de interpretação de imagens utilizados na escrita da História. Wölfflin; Warburg; Didi-Huberman. Wölfflin Warburg Didi-Huberman ENSINO DA ARTE NA ESCOLA • Prática Educativa De Ensinar Arte Na Escola. • Formação Do Docente Para A Instrução De Arte; • A História Do Ensino De Arte No Brasil; • A Ensinança Da Arte Na Educação Escolar; • O Ensinamento Da Arte Na Educação Não-escolar; • A Transmissão De Conhecimento e o ensino inclusivo das artes visuais; • Os Fundamentos Da Arte/Educação; • Os Mecanismos De Preparação Da Arte. CONTEÚDO E AVALIAÇÃO EM HISTÓRIA DA ARTE No processo de ensino e aprendizagem de arte, a avaliação acontece em três momentos. PCNs, 2001, p.56: • “A avaliação pode diagnosticar o nível de conhecimento artístico e estético dos alunos, nesse caso costuma ser prévia a uma atividade; A avaliação pode ser realizada durante a própria situação de aprendizagem, quando o professor identifica como o aluno interage com os conteúdos e transforma seus conhecimentos; A avaliação pode ser realizada ao término de um conjunto de atividades que compõem uma unidade didática para analisar como a aprendizagem ocorre.” (PCNs, 2001, p. 56). CONTEÚDO E AVALIAÇÃO EM HISTÓRIA DA ARTE Avaliação em Paulo Freire (FREIRE, 2001, p.11). “Pensar a prática enquanto a melhor maneira de aperfeiçoar a prática. Pensar a prática através de que se vai reconhecendo a teoria nela embutida. A avaliação da prática como caminho de formação teórica e não como instrumento de mera recriminação da professora.” CONSIDERAÇÕES FINAIS A multiplicidades de manifestações contemporâneas impede a adoção de um parâmetro único ou rígido. Afirma ECO, 2003:93). As poéticas contemporâneas, ao propor estruturas artísticas que exigem do fruidor um empenho autônomo especial, frequentemente uma reconstrução, sempre variável, do material proposto, refletem uma tendência geral de nossa cultura em direção àqueles processos em que, ao invés de uma sequencia unívoca e necessária de eventos, se estabelece como que um campo de probabilidades, uma “ambiguidade” de situação, capaz de estimular escolhas operativas ou interpretativas sempre diferentes.