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ADRIANNE MARTINSADRIANNE MARTINS DENISE RODRIGUESDENISE RODRIGUES ELDER ROCHAELDER ROCHA 
LAILA SHIMURALAILA SHIMURA YEWENY REISYEWENY REIS 
JOHNJOHN 
RUSKINRUSKIN
ALUNOS:ALUNOS: 
TURMA:TURMA: LAQ072LAQ072 PROFESSOR:PROFESSOR: EDGAR NORONHAEDGAR NORONHA
John Ruskin
Nascido em Londres em 1819, foi um destacado crítico de arte e
teórico da preservação de monumentos no século XIX. Filho de
uma família escocesa, teve uma educação rígida e solitária,
focada no estudo da Bíblia. Estudou na Universidade de Oxford
e, após se formar em 1842, iniciou sua carreira como artista e
crítico, publicando o livro Modern Painters. Realizou várias
viagens pela Europa, especialmente à Itália, o que levou à
publicação de obras importantes como As Sete Lâmpadas da
Arquitetura e As Pedras de Veneza.
Ruskin foi professor na Universidade de Oxford de 1869 a 1879,
mas teve que se afastar devido a problemas de saúde mental,
com crises de depressão e esquizofrenia que impactaram sua
carreira e sua vida. Apesar das dificuldades, suas obras
continuaram influentes, especialmente na teoria da conservação
de monumentos. Ele morreu em 1900, mas seu legado
permanece significativo na arquitetura contemporânea.
Crítica à arquitetura da Revolução Industrial: Vê a arquitetura dessa época como desumanizada, mecanizada e
sem sensibilidade artística e tradicional.
Busca pela autenticidade e verdade material: Defende que a arquitetura deve refletir a sinceridade do artesão e
usar materiais que mostrem sua verdadeira natureza.
Arquitetura como preservação da memória histórica: Acredita que os edifícios servem como "guardas" da
história, conectando o passado com o futuro.
Arquitetura como ferramenta moral e cultural: A arquitetura deve ser construída com integridade, honestidade e
respeito pelas tradições, preservando valores culturais e históricos.
O PAPEL DE RUSKIN À CRITICA DE ARQUITETURA
Para Ruskin, a arquitetura vai além da estética, afetando a moral e a cultura de uma sociedade. Ele acredita que
edifícios bem-feitos refletem valores positivos, enquanto construções malfeitas indicam falhas morais. Ruskin critica a
produção em massa da Revolução Industrial e defende o valor do trabalho artesanal, o respeito à natureza e às
tradições culturais.
TEORIAS E ABORDAGENS EM RELAÇÃO À RESTAURAÇÃO
ARQUITETÔNICA.
Mantenha e não restaure. Segundo sua teoria, o monumento, assim como o ser humano tem uma trajetória vital. É preferível uma ruína, por
sua autenticidade, do que uma restauração que crie uma falsidade. Só se restaura a matéria, sem a ideia de que foi seu criador, para evitar
a manipulação e a invenção, e não dar lugar ao falso.
Ruskin se posiciona contra qualquer manipulação de edifício que mude sua aparência, depois das obras pertinentes a seus criadores, e nós
só podemos contemplar e desfrutar de sua decadência.
A Verdade dos Materiais:
Uso autêntico dos materiais,
sem disfarces ou imitações.
Inspiração na Natureza:
Formas orgânicas como
fonte essencial de design
arquitetônico.
Valorização do Trabalho
Manual: Crítica à
produção em massa e
ênfase no artesanato.
Critica À restauração
vitoriana : Acreditava
na importância de
integrar as estruturas
restauradas ao
ambiente natural e
cultural. Seu contexto
naquela sociedade. A
valorização da
harmonia entre a
arquitetura e o meio
ambiente .
Valorização da Autenticidade e Originalidade:
Ruskin defendia que a restauração não deveria envolver mudanças ou "melhorias" que
desfigurassem a obra original. Para ele, um edifício histórico não deveria ser alterado para
parecer novo, mas sim preservado com todas as suas características originais e
imperfeições, pois estas são parte de sua história e beleza.
Prática de Restauração:
Isso significava que, em vez de fazer mudanças estéticas ou arquitetônicas modernas, as
restaurações deveriam se concentrar em evitar a deterioração e a destruição do que fosse
original, respeitando a forma e os detalhes do edifício conforme foram concebidos pelos
seus arquitetos originais.
Sua contribuição foi essencial para as reformas sociais, urbanísticas e de proteção ao meio
ambiente, pouco a pouco conquistadas.
Não menos importante do que a dimensão política do pensamento de John Ruskin é sua
reflexão sobre o papel da arquitetura e sua preservação para a sociedade moderna;
aspecto por vezes obscurecido pela aversão contemporânea ao exacerbado romantismo
oitocentista, do qual constitui um dos pilares.
O Respeito pela Patina e pelo Envelhecimento:
Uma das visões mais controversas de Ruskin foi a sua defesa da "patina" (a mudança
estética que ocorre com o tempo, como o desgaste das superfícies). Para ele, a
aparência envelhecida de um edifício, com suas marcas do tempo, era uma prova do
seu caráter e do seu valor histórico. Em vez de tentar eliminar esses sinais de
envelhecimento, ele acreditava que eles deveriam ser respeitados, pois eram a
evidência da vida do edifício.. 
Conservação em vez de Restauração Completa
Ruskin, em "The Seven Lamps of Architecture", argumenta que restaurar edifícios a
estados anteriores é uma falsificação, criando versões do passado que nunca existiram.
Ele defende a conservação, protegendo os edifícios de danos e permitindo seu
envelhecimento natural em vez de reparos.
A Visão do "Estilo Gótico“:
Embora Ruskin fosse crítico de muitas formas de restauração, ele era um grande
defensor do estilo gótico, como um exemplo de arquitetura que, para ele, tinha uma
conexão autêntica com a espiritualidade e a sociedade. em 1849, Ruskin viajou para
Veneza, Itália e estudou a arquitetura gótica veneziana e sua influência pelos bizantinos
A "Destruição Criativa“:
Quando um edifício estivesse em um estado tão avançado de deterioração que não
pudesse ser preservado, Ruskin defendia a ideia de "destruição criativa". Em vez de
tentar restaurá-lo ou reconstruí-lo, ele acreditava que o melhor seria permitir que o
edifício se deteriorasse naturalmente, reconhecendo o fim do seu ciclo de vida. A ideia
era aceitar a morte do edifício como parte do processo natural, sem forçar a sua
recriação.
 RUSKIN X VIOLLET-LE-DUC.
Restauro Romantico
“Ela significa a mais total
destruição que um edifício
possa sofrer: uma destruição
no fim da qual não resta nem
ao menos um resto autêntico a
ser recolhido, uma destruição
acompanhada da falsa
descrição da coisa que
destruímos” (RUSKIN, Jhon; A
Lâmpada da Memória, p. 25)
Restauro Estilizado
“Restaurar um edifício não
é mantê-lo, repará-lo ou
refazê-lo, é restabelecê-lo
em um estado completo
que pode não ter existido
nunca em um dado
momento” (VIOLLET-LE-
DUC, Eugène;Dictionnaire
Raisonné de l’Architecture
Française du XIe au XVIe
siécle, p.29)
X
OBRAS NO RESTAURO.
A Basílica de San Marcos, em Veneza, reflete os princípios da arquitetura
religiosa bizantina, destacando a separação entre o mundo terreno e celestial.
Isso é simbolizado pelas cúpulas e tetos abobadados, que representam a
esfera celestial, enquanto as paredes de mármore no térreo refletem a
realidade terrena. O uso de materiais distintos e a luz colorida e dourada nos
tetos reforçam a ideia do paraíso. Em 1870, John Ruskin, junto ao conde
Zorvi, defendeu a preservação da Basílica, resistindo a planos de intervenção
que visavam substituir partes originais da igreja. Ruskin sugeriu que os
materiais deteriorados fossem trocados por similares envelhecidos para
preservar a harmonia estética e histórica do edifício. A atuação de Ruskin foi
essencial para manter a autenticidade e a identidade da Basílica, assegurando
sua preservação como um símbolo da memória coletiva e cultural de Veneza.
Basílica de San Marcos
.
El Palacio Ducal
Em "A Lâmpada da Memória", John Ruskin demontra sua admiração pelo estilo gótico, considerando-o a
mais pura forma de espiritualidade humana. Ele destaca a harmonia entre a arquitetura gótica e a
natureza, valorizando suas formas complexas e detalhadas que refletema conexão entre o homem, a arte
e o divino. Ruskin também teve grande influência ao analisar os capitéis e elementos da loggia gótica de
Veneza, vendo-os não apenas como decoração, mas como símbolos da excelência artística e da
complexidade cultural da cidade. Para ele, esses elementos representavam a identidade e tradição
veneziana, sendo essenciais para entender a história e evolução da cidade.
Fondaco dei Turchi, Venecia O Fondaco dei Turchi apresenta uma fachada veneziano-bizantina, com arcos semicirculares, pórticos no
térreo e um design simétrico marcado por janelas ornamentadas. Construído com mármore e tijolo, inclui
um pátio interno, típico dos palácios venezianos.
O crítico britânico John Ruskin destacou sua importância na arquitetura gótica veneziana em As Pedras
de Veneza (1851-1853). Ele o considerava um exemplo da beleza veneziano-bizantina, criticou sua
restauração no século XIX e via sua estrutura original como um símbolo do esplendor medieval antes do
declínio renascentista.
O LEGADO DE JOHN RUSKIN
Mudou a forma de enxergar e tratar o patrimônio histórico.
Defendeu as técnicas tradicionais e o uso de materiais naturais, em contraste com a industrialização.
Incentivou o retorno à autenticidade dos edifícios.
Promoveu o respeito pelas características culturais e artísticas nas construções.
Seu pensamento foi fundamental para o desenvolvimento do movimento Arts and Crafts.
Ajudou a formar as bases das teorias modernas de conservação arquitetônica.
Enfatiza a importância de respeitar o passado e valorizar a beleza natural e humana nas construções.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
RUSKIN, John. A lâmpada da memória. Tradução de Odete Dourado. Salvador: 1996.
RUSKIN, John. As pedras de Veneza. Tradução de Jorge Campello. São Paulo: Ateliê Editorial, 2015.
VIOLLET-LE-DUC, Eugène. Dictionnaire raisonné de l’architecture française du XIe au XVIe siècle. Paris: B. Bance, 1854-
1868.

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