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FACULDADE ANHANGUERA DE SANTA BÁRBARA
BASES NEUROBIOLÓGICAS DO TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)
DAYENE VANESSA CAMARGO COSTA
ISABELA APARECIDA DOS SANTOS PEREIRA
Trabalho apresentado ao curso superior de Psicologia,
1º semestre, na disciplina de Neuroanatofisiologia.
Professora: Michelle Salim.
Santa Bárbara d’Oeste – SP
2026
1. O que a ciência já descobriu
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, marcado pela presença contínua de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que impactam o funcionamento do indivíduo em diferentes contextos da vida. A literatura científica é consistente ao afirmar que o TDAH possui base neurobiológica e forte componente genético.
Estudos de neuroimagem demonstram diferenças estruturais e funcionais em regiões cerebrais envolvidas no controle executivo e na regulação comportamental, especialmente no córtex pré-frontal, nos gânglios da base e no cerebelo. Essas áreas participam de funções como planejamento, tomada de decisão, controle inibitório e manutenção da atenção.
No nível neuroquímico, evidências apontam alterações nos sistemas de neurotransmissores, principalmente dopamina e noradrenalina. Medicamentos como o metilfenidato atuam aumentando a disponibilidade desses neurotransmissores na fenda sináptica.
Estudos genéticos mostram alta herdabilidade do transtorno, com múltiplos genes relacionados à neurotransmissão dopaminérgica associados ao TDAH.
Outro achado relevante é o atraso no amadurecimento cortical, especialmente em áreas do lobo frontal associadas ao controle executivo.
2. O que ainda está sendo pesquisado
Apesar dos avanços, ainda há lacunas científicas. O TDAH é considerado um transtorno heterogêneo, com diferentes apresentações clínicas. Não existem biomarcadores objetivos capazes de confirmar o diagnóstico isoladamente, sendo este essencialmente clínico.
Também permanecem em estudo as interações entre fatores genéticos e ambientais, como estresse precoce, sono e nutrição.
Estudos recentes indicam que nutrientes como vitamina D, magnésio e ômega-3 podem atuar como fatores moduladores dos sintomas. A alimentação equilibrada pode funcionar como estratégia complementar ao tratamento clínico.
3. Conclusão
Compreender o TDAH sob a perspectiva da neurociência contribui para reduzir estigmas e fortalecer intervenções baseadas em evidências. A continuidade das pesquisas é essencial para ampliar o entendimento do transtorno e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.
REFERÊNCIAS
CORTESE, S. The neurobiology and genetics of attention-deficit/hyperactivity disorder (ADHD): What every clinician should know. European Journal of Paediatric Neurology, v. 16, n. 5, p. 422–433, 2012.
FARAONE, S. V. et al. Attention-deficit/hyperactivity disorder. Nature Reviews Disease Primers, v. 1, 15020, 2015.
FARAONE, S. V.; LARSSON, H. Genetics of attention deficit hyperactivity disorder. Molecular Psychiatry, v. 24, n. 4, p. 562–575, 2019.
SHAW, P. et al. Development of cortical surface area and gyrification in attention-deficit/hyperactivity disorder. Biological Psychiatry, v. 72, n. 3, p. 191–197, 2012.
SANTOS, M. V. R. et al. A relação do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade com a alimentação: uma revisão. RBONE – Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, v. 19, n. 119, p. 321–330, 2025.
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