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Behaviorismo 
Metodológico e Radical
Prof.ª Dra. Tatiana Lima de Almeida
Leitura Recomendada
Capítulos 1 e 2:
BAUM, W. M. Compreender o behaviorismo: comportamento, cultura 
e evolução. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
Realismo vs. Pragmatismo
O Realismo - Visão do Senso Comum:
Esta é a forma como a maioria das pessoas vê o mundo. O realismo 
defende que as coisas existem em um "universo objetivo", 
independentemente de serem observadas ou não. A ciência, para o 
realista, é a atividade de descobrir como esse mundo realmente é. 
O Pragmatismo - Visão Behaviorista: 
Para o pragmatismo, o conhecimento não é uma descoberta passiva, mas 
sim uma ferramenta para a ação. Uma ideia ou teoria é verdadeira se for 
útil e funcionar na prática, permitindo a interação bem-sucedida com o 
ambiente e a previsão de eventos .
Luz, Trevas e o Método Científico
https://youtu.be/QpzQ42hWQD0
https://youtu.be/QpzQ42hWQD0
Implicações do Realismo na Psicologia
Subjetividade e Dados Sensoriais: o realismo tradicional leva a uma 
visão de que nossa experiência direta do mundo são apenas "dados 
sensoriais" (imagens, sons) que existem dentro da nossa mente. Isso 
cria uma separação entre a realidade objetiva lá fora e a realidade 
subjetiva dentro de nós .
Busca pela Verdade: a ciência, nessa visão, teria a tarefa de comparar 
nossos dados sensoriais com o mundo real para descobrir a verdade 
sobre ele .
A Visão Pragmatista da Ciência
Ciência como Interação: 
Baum argumenta que a ciência não é um ato de contemplação, mas 
uma forma de interação com o ambiente. 
Os cientistas são organismos que agem sobre o mundo e observam as 
consequências de suas ações .
Economia Conceitual: 
o objetivo da ciência é criar um sistema cada vez mais simples e organizado 
(econômico) de regras e conceitos que nos permita lidar com o mundo de 
forma eficaz. 
A "verdade" científica é aquilo que funciona e resiste aos testes da 
comunidade científica .
Explicação como Descrição: 
no pragmatismo, uma boa explicação científica não é aquela que revela uma 
essência oculta, mas sim aquela que descreve as relações funcionais entre 
eventos de forma clara, permitindo a intervenção e a previsão .
Behaviorismos: Metodológico e Radical
https://www.youtube.com/watch?v=ipHFpXAgjiA&t=6s
https://www.youtube.com/watch?v=ipHFpXAgjiA&t=6s
https://www.youtube.com/watch?v=ipHFpXAgjiA&t=6s
Behaviorismo Metodológico 
John B. Watson
A Proposta Revolucionária de Watson
"Porque não fazemos daquilo que podemos observar, o corpo de 
estudo da Psicologia?"
https://youtu.be/VVqEwuM4AsA
https://youtu.be/VVqEwuM4AsA
Behaviorismo Metodológico
Objeto de estudo: o comportamento observável publicamente.
A mente existe, mas é ignorada como objeto de estudo porque não é 
acessível ao método científico objetivo.
A psicologia deve se ocupar apenas do mundo "fora" do sujeito, que 
pode ser compartilhado e verificado por múltiplos observadores 
(observação consensual) .
Modelo explicativo: Estímulo → Resposta (S-R). 
O comportamento é uma resposta a estímulos ambientais
Behaviorismo Radical
B. F Skinner mostrou como a aprendizagem
acontece por meio de vínculos entre estímulos
e respostas, que são reforçados por
recompensas ou punições.
Skinner, desenvolveu o conceito de
condicionamento operante, no qual o
comportamento é moldado por suas
consequências.
Skinner
Publicação em 1953 na revista Science and Human Behavior;
Preceito do Behaviorismo
Claybsson esta sentindo frio
Claybsson levanta e pega um cobertor pra colocar em seu corpo
O pensar e o agir são interligados
Behaviorismo Radical
O conhecimento provém da experiencia;
Propõe a utilização de uma metodologia experimental;
Compreende os processo de aprendizagem e desenvolvimento com 
ênfase na experiência do homem em seu meio;
Deu a psicologia o status de ciência.
Behaviorismo Radical
“Consciência” é uma metáfora (Matos, 1995), os termos mais corretos
seriam comportamentos conscientes;
A palavra consciência remete à ideia de uma instância psíquica, um self
decisor, enquanto comportamento consciente aproxima-se mais à
noção behaviorista.
Behaviorismo Radical
Com o conceito de Comportamento Operante, fortemente
influenciado pelos estudos de Thorndike e a lei do efeito, Skinner diz
que um processo semelhante acontece na aprendizagem de nossos
comportamentos
Behaviorismo Radical
Influenciado também pelo conceito de Comportamento Respondente
de Pavlov e Watson, ao criar o conceito de Comportamento Operante,
Skinner exclui de vez a necessidade de qualquer tipo de explicação
para o comportamento que incorporasse entidades metafísicas ou que
estivesse além dos elementos naturais;
Behaviorismo Radical
Ele defende que o comportamento deve ser explicado através da
observação e descrição das relações entre eventos naturais, como o
organismo e o ambiente;
Ambiente para Skinner é um conceito que vai além do tradicional;
Ele define ambiente como tudo aquilo o que é externo a uma
ação. Deste modo, o próprio organismo pode ser parte do
ambiente.
Behaviorismo Radical
O conceito de Comportamento também vai além do tradicional;
Ele define comportamento como: a interação do organismo com o
ambiente, e chama de “resposta” a ação ou ato emitido pelo
organismo, seja este ato público, isto é, observável por mais de uma
pessoa, ou privado, só acessível a quem o emite;
Exemplos de respostas privadas são o pensamento, a emoção e o
sentimento.
A Inclusão dos Eventos Privados
Este é o ponto crucial de diferenciação. Skinner não nega a existência de
pensamentos e sentimentos. Ele os redefine como comportamentos
encobertos, que ocorrem "dentro da pele" do organismo.
Exemplo:
"Estou com dor de dente“ - A dor é um evento privado, inacessível a outra 
pessoa, mas é uma experiência real para quem a sente. É um 
comportamento (resposta) do corpo a um estímulo (problema no dente) .
"Pensar“ - É um comportamento verbal encoberto. Assim como falamos em 
voz alta, podemos falar "baixinho" conosco mesmos.
Para Watson, um "mundo interior" (mente) existia, mas estava fora dos 
limites da ciência (como um país estrangeiro que não podemos visitar). 
Para Skinner, não há um "mundo interior" de natureza diferente; o que 
há é o mesmo organismo se comportando, ora de forma pública, ora de 
forma privada. A tarefa da ciência é analisar todos esses 
comportamentos a partir de sua interação com o ambiente.
Assim, embora o comportamento operante seja uma
reinterpretação da noção de propósito, Skinner rejeita
enfaticamente a explicação do comportamento como efeito
de um propósito estabelecido previamente na mente do
indivíduo.
O Modelo de Seleção por Consequências
O modelo S-R é substituído por um 
modelo muito mais complexo de 
seleção por consequências, em 
três níveis :
❑Filogênese
❑Ontogênese
❑Cultura
“Uma pessoa não é agente que origine; é um lugar, um ponto em 
que múltiplas condições genéticas e ambientais se reúnem num 
efeito conjunto. Como tal, ela permanece indiscutivelmente única. 
Ninguém mais (a menos que tenha um gêmeo idêntico) possui sua 
dotação genética e , sem exceção, ninguém mais tem sua história 
pessoal. Daí se segue que ninguém mais se comportará 
precisamente da mesma maneira” (SKINNER,2003);
“Cada célula em seu corpo [homem] é um produto genético único, 
tão singular quanto a clássica marca da individualidade, a 
impressão digital. E mesmo dentro da cultura mais organizada, 
cada história individual é única. Nenhuma cultura intencional é 
capaz de destruir essa singularidade...” (SKINNER, 1983)
Condicionamento Operante e 
Conceitos-chave
Comportamento operante: um comportamento que "opera" no 
ambiente para produzir consequências .
Conceitos fundamentais :
Reforço: Qualquer consequência que aumenta a probabilidade de um 
comportamento ocorrer novamente.
Reforço Positivo: Apresentar um estímulo reforçador (ex.: dar um 
prêmio).
Reforço Negativo: Remover um estímulo aversivo (ex.: tirar um ponto 
negativo).
Punição: Consequênciaque diminui a probabilidade de um 
comportamento ocorrer novamente.
Contingências de Reforço: As relações de dependência entre o 
comportamento e suas consequências 
SKINNER (1) – ORIGENS DO BEHAVIORISMO
https://www.youtube.com/watch?v=VW7_24SwG7M
https://www.youtube.com/watch?v=VW7_24SwG7M
https://www.youtube.com/watch?v=VW7_24SwG7M
https://www.youtube.com/watch?v=VW7_24SwG7M
https://www.youtube.com/watch?v=VW7_24SwG7M
Bibliografia
BAUM, W. M. Compreender o behaviorismo: comportamento, cultura e 
evolução. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
SKINNER, B. F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 1974.
MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de análise do 
comportamento. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
CARRARA, K.; STRAPASSON, B. A. Em que sentido(s) é radical o 
Behaviorismo Radical? Acta Comportamentalia, v. 22, n. 1, p. 107-122, 
2014
	Slide 1: Behaviorismo Metodológico e Radical
	Slide 2: Leitura Recomendada
	Slide 3: Realismo vs. Pragmatismo
	Slide 4: Luz, Trevas e o Método Científico
	Slide 5: Implicações do Realismo na Psicologia
	Slide 6: A Visão Pragmatista da Ciência
	Slide 7
	Slide 8: Behaviorismos: Metodológico e Radical
	Slide 9: Behaviorismo Metodológico John B. Watson
	Slide 10
	Slide 11: Behaviorismo Metodológico
	Slide 12: Behaviorismo Radical
	Slide 13: Skinner
	Slide 14: Preceito do Behaviorismo
	Slide 15: Behaviorismo Radical
	Slide 16: Behaviorismo Radical
	Slide 17: Behaviorismo Radical
	Slide 18: Behaviorismo Radical
	Slide 19: Behaviorismo Radical
	Slide 20: Behaviorismo Radical
	Slide 21: A Inclusão dos Eventos Privados
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24: O Modelo de Seleção por Consequências
	Slide 25
	Slide 26: Condicionamento Operante e Conceitos-chave
	Slide 27: Conceitos fundamentais : 
	Slide 28: SKINNER (1) – ORIGENS DO BEHAVIORISMO https://www.youtube.com/watch?v=VW7_24SwG7M 
	Slide 29: Bibliografia

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