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Uso, abuso e 
dependência de álcool 
outras drogas
Professoras da Disciplina
2023-2
Epidemiologia
● No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis 
(DCNT) são a maior causa de morte da população, 
constituindo-se em uma epidemia no país. 
● As DCNT vitimam mais de 700.000 pessoas por ano 
no país e cerca de 50% da população possuía ao 
menos uma DCNT diagnosticada em 2019. Trata-se de 
um grave cenário para a saúde pública e para o 
desenvolvimento econômico e social brasileiro. 
2
Tabaco e bebidas alcoólicas
● O tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e alimentação 
inadequada são os principais fatores de risco para o 
desenvolvimento dessas doenças, sobretudo para o conjunto dos 
quatro principais grupos de DCNT (cardiovasculares, cânceres, 
respiratórias crônicas e diabetes). 
● Além das mortes prematuras (30 a 69 anos), o consumo desses 
produtos eleva os riscos de doenças e incapacidades, resultando em 
perdas de produtividade, despesas evitáveis de cuidado com saúde, 
empobrecimento das famílias, além de dor e sofrimento.
3
Tabaco
● O tabaco é o segundo fator de risco para mortalidade no 
mundo e no Brasil. 
● Em 2019, mais de 160 mil pessoas morreram no Brasil 
devido ao tabagismo, o que corresponde a 13,5% do total 
de óbitos no país. 
● O tabagismo contribui para o desenvolvimento de 
diversos tipos de cânceres, doenças cardiovasculares, 
tuberculose, infecções respiratórias, entre outras. 
4
Tabaco
● A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 
apontou a prevalência de usuários atuais de 
produtos derivados de tabaco na ordem de 13%, 
isso representa mais de 20,4 milhões de adultos 
brasileiros fumantes.
● Em 2019, o percentual de adolescentes que haviam 
fumado cigarro em algum momento da sua vida foi 
de 21,0%. 
5
6
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças e 
Problemas Relacionados à Saúde – CID 11
• Os transtornos devidos a substâncias são ordenados em categoria única de acordo com a 
substância.
Ex.: F10 – Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool.
Ex.: F19 - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de outras 
substâncias psicoativas
• Para cada tipo de problema diagnosticado se for necessário acrescenta-se os subtipos.
Ex.: F10.3 – Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool – síndrome (estado) de 
abstinência. 
Ex.: F19.2 - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de 
outras substâncias psicoativas – síndrome de dependência.
Ou seja, como exemplo do álcool podem ser usados especificadores como: intoxicação, abstinência, 
dependência e quadros psicopatológicos induzidos.
Dalgalarrondo, 2019
7
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5
Os transtornos relacionados a substâncias são classificados em dois grandes grupos:
1. Transtornos por uso de substâncias – nesta classificação temos o uso contínuo e recorrente de 
uma substância apesar de problemas significativos ocasionados por ela.
O indivíduo apresenta:
▪ Dificuldade importante ou baixo controle sobre o uso;
▪ Prejuízos psicossociais e sociais evidentes;
▪ Riscos físicos e psicológicos;
▪ Tolerância e abstinência (podem ocorrer mas, não são necessários para o diagnóstico)
2. Transtornos induzidos por substâncias – nessa categoria são considerados transtornos 
induzidos:
▪ Intoxicação;
▪ Abstinência;
▪ Quadros psicopatológicos induzidos pelo uso (ex.: psicoses; quadros ansiosos; delirium ...)
Dalgalarrondo, 2019
8
Classificação das drogas quanto à licitude
LICITAS ILICITAS
Álcool Maconha e derivados 
Tabaco Ópio e derivados
Cafeína LSD
Anfetaminas Cocaína e derivados
Benzodiazepínicos
Barbitúricos
Anticolinérgicos
9
Classificação das drogas quanto à ação no SNC 
DEPRESSORAS: 
✓ Álcool
✓ Inalantes
✓ Benzodiazepínicos
✓ Barbitúricos
✓ Ópio e derivados
10
Classificação das drogas quanto à ação no SNC
ESTIMULANTES: 
✓ cocaína e derivados
✓ anfetaminas
✓ nicotina
✓ cafeína
✓ meta-anfetaminas
11
Classificação das drogas quanto à ação no SNC
PERTURBADORAS: 
✓ maconha e derivados
✓ LSD, cogumelos, cactos (psilocibina, mescalina, lírio, trombeta)
✓ anticolinérgicos (Artane, Akineton) 
12
Segundo Silveira (2007) citado por Figlie; Bordin; Laranjeira (2010, p. 31) “O uso 
do álcool é detectado desde os tempos pré-bíblicos, mas somente na virada do 
século XVIII para o século XIX, após a Revolução Industrial, é que aparece, na 
literatura, o conceito do beber nocivo como uma condição clínica.”
Álcool
● O álcool, apesar de legalizado, é uma substância 
psicoativa com efeitos tóxicos, de baixo preço, fácil 
acesso e elevada aceitação social. 
● Seu uso está associado ao risco de desenvolvimento de 
transtornos mentais e comportamentais, DCNT, violências 
e acidentes de trânsito. 
● No Brasil, cerca de 5,5% de todos os óbitos são 
considerados plenamente atribuíveis ao consumo de 
álcool. 
13
Álcool
● Apesar disso, dados do Ministério da Saúde indicam aumento 
do uso de álcool pela população, especialmente entre as 
mulheres e os mais jovens, inclusive entre os menores de 
idade. 
● Em 2021, quase metade da população adulta (44,6%) relatou 
consumir bebida alcoólica habitualmente e 18,3% relataram 
consumo abusivo nos 30 dias. 
● Trata-se de um cenário preocupante, que se torna ainda mais 
grave quando considerado o aumento da experimentação 
precoce por adolescentes, que em 2019 foi de 55,9%, nos de 
13 a 15 anos, e de 76,8%, nos de 16 e 17 anos.
14
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-no-25-2023-cgdant-daent-svsa-
ms#:~:text=Na%20faixa%20et%C3%A1ria%20de%2020,anos%2C%20demonstrando%20seu%20efeito%20cr%C3%B4nico.
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-no-25-2023-cgdant-daent-svsa-ms#:~:text=Na%20faixa%20et%C3%A1ria%20de%2020,anos%2C%20demonstrando%20seu%20efeito%20cr%C3%B4nico
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-no-25-2023-cgdant-daent-svsa-ms#:~:text=Na%20faixa%20et%C3%A1ria%20de%2020,anos%2C%20demonstrando%20seu%20efeito%20cr%C3%B4nico
15
Epidemiologia do Álcool
▪ 50% das pessoas com alcoolismo têm pelo menos outro membro da família com essa 
doença. 
▪ Aqueles com história familiar têm um curso de doença mais grave do que os sem 
história. Se o pai ou a mãe é alcoolista, um filho tem 25% de chance de ter a doença se 
ambos são, o risco para 50%. 
▪ O álcool é a droga psicoativa mais utilizada no mundo.
Griswold, Max G., et al. "Alcohol use and burden for 195 countries and territories, 1990–2016: a
systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016." The Lancet392.10152 (2018): 1015-
1035.
16
Efeitos do álcool no Sistema Nervoso Central
INICIALMENTE (doses baixas ou na fase inicial do efeito de doses altas), o álcool age como 
estimulante do SNC, levando as sensações de euforia, desinibição, sociabilidade, prazer 
e alegria.
EM UM SEGUNDO momento, o álcool age como um “depressor” do SNC, reduzindo a 
ansiedade, contudo prejudicando a coordenação motora. 
À medida que aumenta a concentração de álcool no sangue, ocorre a diminuição da 
autocrítica, que por afetar a capacidade de avaliação dos perigos, pode levar a 
comportamentos de risco, como beber e dirigir ou operar máquinas, levando a acidentes. 
Podem haver lentificação psicomotora, deixando a fala “pastosa” ou “arrastada” redução dos 
reflexos, sonolência e prejuízos na capacidade de raciocínio e concentração.
17
EM DOSES ALTAS, a visão pode ficar “dupla” ou borrada, 
ocorrendo também prejuízo de memória e da concentração, 
diminuição da resposta a estímulos, sonolência, vômitos e 
insuficiência respiratória, podendo chegar à anestesia, coma e 
morte. 
Efeitos do álcool no Sistema Nervoso Central
18
O álcool induz tolerância (necessidade de quantidadesprogressivamente maiores
da substância para produzir o mesmo efeito desejado ou intoxicação) e síndrome de 
abstinência (sintomas desagradáveis que ocorrem com a redução ou com a 
interrupção do consumo da substância).
O alcoolismo é uma perturbação crônica de comportamento, manifestada pela 
ingesta repetida de álcool que excede o uso social da comunidade e que interfere na 
saúde da pessoa que bebe e no seu funcionamento social e econômico.
19
Intoxicação Alcoólica Aguda
É uma condicão alcoólica aguda, uma condicão clínica transitória decorrente de 
ingestão de bebidas alcoólicas acima do nível tolerado pelo indivíduo, o que produz
alterações psíquicas e físicas suficientes para interferir em seu funcionamento
normal.
É importante observar que as mulheres atingem níveis sanguíneos mais elevados do 
que os homens devido a seu maior grau de gordura.
20
Síndrome de Abstinência - Álcool
O quadro pode evoluir com o aparecimento de sintomas autonômicos: tremores, sudorese, 
taquicardia, aumento da pressão arterial. Alucinações ou ilusões transitórias. 
Náuseas,vômitos, diminuição do apetite.
Convulsões tônico-clônicas generalizadas, em geral nas primeiras 48 horas.
Características da Síndrome de Dependência
• Desejo frequente e forte do uso de álcool é algumas vezes irresistível.
• Dificuldades de controlar o comportamento.
• Ocorre um estado de abstinência fisiológica quando o uso da substância cessou ou foi 
reduzido.
• Na síndrome de abstinência o uso da mesma substância ou de uma intimamente relacionada é 
feita com a intenção de aliviar ou evitar os sintomas de abstinência.
21
Delirium tremens
• Atinge 5% dos alcoolistas.
• Inicia-se na primeira semana de abstinência ou diminuição da ingestão de álcool.
• Acomete pacientes com história de pelo menos cinco anos de ingestão excessiva de álcool 
e, em geral, em mau estado geral.
• Rebaixamento do nível de consciência (desorientação, alteração da atenção).
• Hiperatividade autonômica (hipertensão, taquicardia).
• Alterações da sensopercepção. Uma característica do DT, nem sempre presente, são as 
alucinações táteis ou visuais.
• Níveis flutuantes da atividade psicomotora; períodos de agitação intercalados com períodos de 
letargia.
• Convulsões.
• Febre.
22
O DT é uma condição clínica que deve ser tratada em um 
hospital geral, uma vez que a mortalidade é 10%. 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
➢ Fazer um levantamento das necessidades básicas do indivíduo.
➢ Observar o nível de consciência do paciente.
➢ Fazer controle de sinais vitais.
➢ Se delirante ou alucinado providenciar um lugar tranquilo.
➢ Colocar limites na presença de comportamento manipulativo.
➢ Se agitado deve ser contido para que não se machuque.
➢ Permanecer sempre ao lado do paciente para tranquilizá-lo.
23
➢ Procurar estabelecer uma relação de confiança.
➢ Não criticar ou menosprezar o comportamento do dependente.
➢ Oferecer apoio quando o paciente mostrar-se ansioso devido a falta de álcool.
➢ Orientação e supervisão de cuidados físicos.
➢ Orientação quanto aos prejuízos físicos e sociais causados pelo álcool.
➢ Orientação familiar.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
24
Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do UNODC alerta para a 
convergência de crises e contínua expansão dos mercados de 
drogas ilícitas
✓ Novas estimativas do Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do 
UNODC sugerem aumento no número de pessoas que usam drogas 
injetáveis, devido a insuficiência dos serviços de tratamento e outras 
intervenções, principalmente para um alto número de pessoas 
deslocadas por crises humanitárias.
✓ Drogas sintéticas "de baixo custo e fáceis", com resultados letais, 
estão mudando os mercados de drogas.
✓ O tráfico de drogas acelera a degradação ambiental e o crime na 
bacia amazônica.
✓ Maior monitoramento do impacto das substâncias psicoativas na 
saúde pública faz-se necessário devido à aceleração das mudanças 
regulatórias e aos testes clínicos com as substâncias.
25
https://www.unodc.org/unodc/index.html
https://www.unodc.org/unodc/index.html
● Hipervigilância
● sudorese ou 
calafrios,
● taquicardia,
● hipertensão,
● tremores, 
● distonia, 
● discinesias
● fraqueza muscular, 
● diminuição do apetite, 
● náusea e/ou vômito, 
● crise de ansiedade, 
● alucinações e paranoia,
● arritmias, 
26
● arritmias, 
● Rabdomiólise (é uma doença caracterizada 
pela destruição das fibras musculares), 
● dor toráxica, 
● confusão, 
● convulsão e 
● coma.
A cocaína em suas diferentes formas (pó, crack, pasta) e as 
anfetaminas são estimulantes do SNC que agem no sistema 
dopaminérgico, tenho também ação sobre noradrenalina e serotonina.
Os efeitos de intoxicação aguda são:
Cocaína e estimulantes
27
Formas de 
uso
Os efeitos da cocaína iniciam-se logo após o uso e duram até 60 minutos dependendo 
da via utilizada: 
➢ cheirada (atinge seu efeito em 15 minutos, dura no organismo em média 4 horas);
➢ fumada ou injetada (atinge seu pico de duração em 15 segundos, seus efeitos 
acabam entre 15 a 45 minutos).
28
Fissura ou Craving
É o nome que se dá ao desejo intenso de usar a droga. A fissura geralmente 
vem acompanhada de grande ansiedade, e em alguns casos, pode levar o 
dependente ao desespero, desencadeando inclusive em atitude 
autoagressiva, como se cortar ou bater a cabeça na parede.
Muitos dependentes podem sentir fissura, e é muito importante que possamos 
entender que esse desejo intenso faz parte de um processo que envolve 
alterações de substâncias químicas no cérebro e não depende apenas da 
pessoa controlar essa vontade, muitas vezes, é necessário o uso de 
medicações para monitorar esses sintomas.
29
MACONHA
• É uma mistura de flores e folhas secas da planta Cannabis sativa, que tem altas concentrações 
de THC (tetraidrocanabinol), que é uma das diversas substâncias produzidas pela planta, 
principal responsável por seus efeitos psíquicos.
• Suas folhas e inflorescências secas podem ser fumadas ou ingeridas. 
• Há também o haxixe, pasta semissólida obtida por meio de grande pressão nas inflorescências, 
com maiores concentrações de THC.
• O THC, agente ativo da planta, é eliminado do corpo somente 25 ou 30 dias após a data que foi 
consumido, e também somente após esse período é que aparecem os sintomas de abstinência.
• A toxicidade é baixa, não há relatos de morte por overdose.
Delta-9-tetraidrocanabinol (THC) derivado da Cannabis sativa
NOTA TÉCNICA 03/2023 – ORIENTAÇÕES PARA ASSISTÊNCIA 
ÀS INTOXICAÇÕES POR CANABIS / MACONHA SINTÉTICA 
JUNTO À POPULAÇÃO INFANTOJUVENIL NA RAPS-MSP
● A Divisão de Saúde Mental da Coordenadoria de Atenção 
Básica (CAB/SMS) equipes multiprofissionais que 
atuam nos diferentes pontos da Rede de Atenção 
Psicossocial (RAPS) da cidade de São Paulo 
Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), Divisão 
de Atenção Primária à Saúde, a Divisão de Ciclos de 
Vida e Secretaria Executiva de Atenção Hospitalar 
(SEAH) tem acompanhado de forma bastante atenta o 
aumento de intercorrências relacionadas ao uso dos 
canabinoides sintéticos.
30
Canabinóides sintéticos
● Conhecidas como “K2”, “K4”, “K9”, “selva” “cloud 9”, “spice” ou 
“supermaconha”, em especial junto a população infantojuvenil. O 
termo ´canabinoide’ remete a uma variedade de substâncias 
químicas que, independentemente de sua origem, se liga aos 
receptores canabinoides espalhados em diversas regiões do 
sistema nervoso e possui efeitos similares aos produzidos pela 
planta cannabis sativa. 
Os canabinoides podem ser classificados em três grandes grupos de 
acordo com sua origem: 
● Endocanabinoides: aqueles produzidos pelo próprio organismo; 
● Fitocanabinoides: encontrados na natureza e produzidos pela 
planta; 
● Canabinoides sintéticos: que são produzidos e manipulados em 
laboratórios. 
31
● A maconha sintética é uma substância manipulada e 
produzida em laboratório, sem qualquer controle de 
qualidade, seus efeitosincidem de forma muito mais 
intensa e nociva sobre o organismo. 
● Além disso, outros fatores como seu baixo custo, fácil 
acesso, variedade nas formas de apresentação, 
surgimento sucessivo de novas gerações, uso 
combinado com outras substâncias e a dificuldade de 
realizar exames de detecção tem configurado um 
grande desafio na formulação de estratégias de 
prevenção e cuidado.
32
Canabinóides sintéticos
● náuseas, 
● vômitos, 
● hipertensão arterial, 
● convulsões, 
● arritmia cardíaca, 
● acidentes vasculares, 
● insuficiência renal, 
● contrações involuntárias dos músculos, 
● dores difusas e 
● perda de consciência. 
33
No caso da maconha sintética o risco mais importante é o 
de overdose. Se a chance de evolução de um quadro desse 
tipo devido ao consumo da canabis natural é praticamente 
nula, na forma sintética da substância há ocorrência de:
Sintomas e Agravos
Importante:
● Canabinoides sintéticos estão associados a um maior 
nível de tolerância no sistema nervoso, o uso abusivo 
leva a um aumento do risco de complicações devido 
à necessidade de maior quantidade da substância 
para a pessoa atingir o efeito desejado. 
● Estas são situações que exigem desintoxicação nos 
equipamentos de atenção pré hospitalar fixo da Rede 
de Urgência e Emergência: SAMU, Pronto-Socorro e 
Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
34
Tipos de drogas K
● Quando ela é borrifada em 
papel, é chamada de K2; 
● Quando aparece junto com 
tabaco, para o fumo, é conhecida 
como K4; e
● Quando é borrifada em porções 
de outras drogas, que podem ser 
cocaína ou maconha, é chamada 
de K9.
35
K9
● A droga K9 é uma das mais mortais da atualidade, e pode causar 
danos irreversíveis ao cérebro e ao coração. 
● É uma mistura de cocaína, heroína e fentanil, um opióide sintético que 
é 50 vezes mais potente que a morfina. Essa combinação é 
extremamente perigosa, pois aumenta o risco de overdose e parada 
cardíaca.
● A droga foi criada nos Estados Unidos na década de 1990 e é 
considerada cerca de 100 vezes mais potente que a cannabis.
● O uso da droga pode ter efeitos nocivos novos no corpo, incluindo um 
tipo de “efeito zumbi”, deixando a pessoa completamente 
entorpecida.
● A droga pode causar efeitos que vão de relaxamento até pensamentos 
suicidas.
36
37
Atualmente há três tipos de exames capazes de detectar a presença de 
drogas no organismo:
❑ Exame de Urina
As drogas são geralmente destruídas (metabolizadas) pelo fígado e eliminadas pela urina. 
❑ Exame de Sangue
Pesquisa direta da droga no sangue. O exame de sangue possibilita apenas verificar o uso recente de 
substâncias (algumas horas).
❑ Exame toxicológico com teste do cabelo
O exame toxicológico com amostras de queratina, também conhecido como teste do cabelo, é a 
análise com maior janela de detecção e com mais segurança de informações. 
38
Tratamento da Dependência Química
Nem todas as dependências têm tratamentos farmacológicos consagrados
• Álcool: Naltrexona e Acamprosato. 
 Topiramato e Gabapentina atuam diminuindo a vontade de beber.
• Tabaco: bupropiona + patch de nicotina; tartarato de vareniclina.
• Opioides: metadona, buprenorfina.
• Maconha: não existe tratamento medicamentoso específico.
• Cocaína/crack: ainda não possui tratamento farmacológico bem estabelecido. Estudos 
apontam que os medicamentos com efeitos psicoestimulantes são considerados 
promissores.
39
O dissulfiram (DSF) foi um medicamento largamente utilizado no tratamento do 
alcoolismo no Brasil, no entanto, há cerca de três anos foi retirado do mercado.
✓ Tinha baixo custo;
✓ Estava no mercado desde os anos 40;
✓ Apresentava um efeito “antabuse” (quando o paciente fazia uso do álcool sob o
efeito da medicação apresentava reações desagradáveis como: palpitação,
sudorese, cefaléia, náusea e vômito).
40
Tratamento da Dependência Química
• Tratamento multidisciplinar: enfermagem, TO, assistente social, psicologia, medicina, AT 
(acompanhante terapêutico).
• Intervenções psicossociais baseadas em terapia cognitivo - comportamental: manejo de 
contingência.
• Tratamento de comorbidades psiquiátricas (podem ser causa) e clínicas (podem ser consequência).
• Trabalho em rede
• Projeto terapêutico singular - PTS
Prevenção
● Não existe um modelo predefinido de programa de 
prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas. 
Cada programa precisa considerar as peculiaridades e a 
realidade local e se adequar a elas.
● Para tanto, os programas devem ser elaborados a partir 
do conhecimento prévio do ambiente e das 
características sociodemográficas da população em 
questão, porque essas informações definirão que tipo 
de intervenção deve ser realizada. 
● O apoio e o comprometimento de todos os integrantes 
são fundamentais para a implantação e para o 
desenvolvimento de qualquer ação de prevenção.
41
42
43
Referências
1. P Roseane, S M S Cristina, P T K Rommy, M C C Sandra AS AÇÕES DO ÁLCOOL NO SISTEMA 
NERVOSO CENTRAL DO DEPENDENTE QUÍMICO ISBN 978-85-61091-69-9. V Mostra Interrna de Trabalhos 
de Iniciação Científica CESUMAR – Centro Universitário de Maringá – Paraná 26 a 29 de outubro de 2010.
2. FIGLIE, Neliana Buzi; BORDIN, Selma; LARANJEIRA, Ronaldo (ORGS.). Aconselhamento em 
Dependência Química. 2º ed. – São Paulo: Roca, 2010.
3. BRANCO,F.M.F.C. et al. Compulsão, criminalidade, destruição e perdas: o significado do Crack para os 
usuários. Maranhão: março, 2012.
4. Conversando sobre Cocaína e Crack. Brasília: Secretaria Nacional Antidrogas, 2001.
5. SUPERA – Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas, 
Encaminhamento, Intervenção breve, Reinserção Social e Acompanhamento. Brasília: Secretaria Nacional 
Antidrogas, 2006.
6. PAPALIA, D.E.; FELDMAN R.D.; et al. Desenvolvimento Humano. São Paulo: Artmed: 2006.
7. CORDEIRO, D.C.; FIGLIE, N.B.; LARANJEIRA, R. Boas Práticas no Tratamento do Uso e Dependência 
de Substâncias. Roca, 2007.
8. MOREIRA, F.G.; SILVEIRA, D.X.; et al. Drogas, Família e Adolescência. São Paulo: Atheneu, 2009.
9. HUMES, E. C.; et al. Clínica Psiquiátrica – Guia Prático. 1 ed.- São Paulo: Manole: 2019.
	Slide 1: Uso, abuso e dependência de álcool e outras drogas
	Slide 2: Epidemiologia
	Slide 3: Tabaco e bebidas alcoólicas
	Slide 4: Tabaco
	Slide 5: Tabaco
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13: Álcool
	Slide 14: Álcool
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25: Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do UNODC alerta para a convergência de crises e contínua expansão dos mercados de drogas ilícitas
	Slide 26: Cocaína e estimulantes
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30: NOTA TÉCNICA 03/2023 – ORIENTAÇÕES PARA ASSISTÊNCIA ÀS INTOXICAÇÕES POR CANABIS / MACONHA SINTÉTICA JUNTO À POPULAÇÃO INFANTOJUVENIL NA RAPS-MSP
	Slide 31: Canabinóides sintéticos
	Slide 32: Canabinóides sintéticos
	Slide 33: Sintomas e Agravos
	Slide 34: Importante:
	Slide 35: Tipos de drogas K
	Slide 36: K9
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41: Prevenção
	Slide 42
	Slide 43

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