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Uso, abuso e dependência de álcool outras drogas Professoras da Disciplina 2023-2 Epidemiologia ● No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são a maior causa de morte da população, constituindo-se em uma epidemia no país. ● As DCNT vitimam mais de 700.000 pessoas por ano no país e cerca de 50% da população possuía ao menos uma DCNT diagnosticada em 2019. Trata-se de um grave cenário para a saúde pública e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro. 2 Tabaco e bebidas alcoólicas ● O tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e alimentação inadequada são os principais fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças, sobretudo para o conjunto dos quatro principais grupos de DCNT (cardiovasculares, cânceres, respiratórias crônicas e diabetes). ● Além das mortes prematuras (30 a 69 anos), o consumo desses produtos eleva os riscos de doenças e incapacidades, resultando em perdas de produtividade, despesas evitáveis de cuidado com saúde, empobrecimento das famílias, além de dor e sofrimento. 3 Tabaco ● O tabaco é o segundo fator de risco para mortalidade no mundo e no Brasil. ● Em 2019, mais de 160 mil pessoas morreram no Brasil devido ao tabagismo, o que corresponde a 13,5% do total de óbitos no país. ● O tabagismo contribui para o desenvolvimento de diversos tipos de cânceres, doenças cardiovasculares, tuberculose, infecções respiratórias, entre outras. 4 Tabaco ● A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 apontou a prevalência de usuários atuais de produtos derivados de tabaco na ordem de 13%, isso representa mais de 20,4 milhões de adultos brasileiros fumantes. ● Em 2019, o percentual de adolescentes que haviam fumado cigarro em algum momento da sua vida foi de 21,0%. 5 6 De acordo com a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID 11 • Os transtornos devidos a substâncias são ordenados em categoria única de acordo com a substância. Ex.: F10 – Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool. Ex.: F19 - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de outras substâncias psicoativas • Para cada tipo de problema diagnosticado se for necessário acrescenta-se os subtipos. Ex.: F10.3 – Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool – síndrome (estado) de abstinência. Ex.: F19.2 - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e ao uso de outras substâncias psicoativas – síndrome de dependência. Ou seja, como exemplo do álcool podem ser usados especificadores como: intoxicação, abstinência, dependência e quadros psicopatológicos induzidos. Dalgalarrondo, 2019 7 De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5 Os transtornos relacionados a substâncias são classificados em dois grandes grupos: 1. Transtornos por uso de substâncias – nesta classificação temos o uso contínuo e recorrente de uma substância apesar de problemas significativos ocasionados por ela. O indivíduo apresenta: ▪ Dificuldade importante ou baixo controle sobre o uso; ▪ Prejuízos psicossociais e sociais evidentes; ▪ Riscos físicos e psicológicos; ▪ Tolerância e abstinência (podem ocorrer mas, não são necessários para o diagnóstico) 2. Transtornos induzidos por substâncias – nessa categoria são considerados transtornos induzidos: ▪ Intoxicação; ▪ Abstinência; ▪ Quadros psicopatológicos induzidos pelo uso (ex.: psicoses; quadros ansiosos; delirium ...) Dalgalarrondo, 2019 8 Classificação das drogas quanto à licitude LICITAS ILICITAS Álcool Maconha e derivados Tabaco Ópio e derivados Cafeína LSD Anfetaminas Cocaína e derivados Benzodiazepínicos Barbitúricos Anticolinérgicos 9 Classificação das drogas quanto à ação no SNC DEPRESSORAS: ✓ Álcool ✓ Inalantes ✓ Benzodiazepínicos ✓ Barbitúricos ✓ Ópio e derivados 10 Classificação das drogas quanto à ação no SNC ESTIMULANTES: ✓ cocaína e derivados ✓ anfetaminas ✓ nicotina ✓ cafeína ✓ meta-anfetaminas 11 Classificação das drogas quanto à ação no SNC PERTURBADORAS: ✓ maconha e derivados ✓ LSD, cogumelos, cactos (psilocibina, mescalina, lírio, trombeta) ✓ anticolinérgicos (Artane, Akineton) 12 Segundo Silveira (2007) citado por Figlie; Bordin; Laranjeira (2010, p. 31) “O uso do álcool é detectado desde os tempos pré-bíblicos, mas somente na virada do século XVIII para o século XIX, após a Revolução Industrial, é que aparece, na literatura, o conceito do beber nocivo como uma condição clínica.” Álcool ● O álcool, apesar de legalizado, é uma substância psicoativa com efeitos tóxicos, de baixo preço, fácil acesso e elevada aceitação social. ● Seu uso está associado ao risco de desenvolvimento de transtornos mentais e comportamentais, DCNT, violências e acidentes de trânsito. ● No Brasil, cerca de 5,5% de todos os óbitos são considerados plenamente atribuíveis ao consumo de álcool. 13 Álcool ● Apesar disso, dados do Ministério da Saúde indicam aumento do uso de álcool pela população, especialmente entre as mulheres e os mais jovens, inclusive entre os menores de idade. ● Em 2021, quase metade da população adulta (44,6%) relatou consumir bebida alcoólica habitualmente e 18,3% relataram consumo abusivo nos 30 dias. ● Trata-se de um cenário preocupante, que se torna ainda mais grave quando considerado o aumento da experimentação precoce por adolescentes, que em 2019 foi de 55,9%, nos de 13 a 15 anos, e de 76,8%, nos de 16 e 17 anos. 14 https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-no-25-2023-cgdant-daent-svsa- ms#:~:text=Na%20faixa%20et%C3%A1ria%20de%2020,anos%2C%20demonstrando%20seu%20efeito%20cr%C3%B4nico. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-no-25-2023-cgdant-daent-svsa-ms#:~:text=Na%20faixa%20et%C3%A1ria%20de%2020,anos%2C%20demonstrando%20seu%20efeito%20cr%C3%B4nico https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2023/nota-tecnica-no-25-2023-cgdant-daent-svsa-ms#:~:text=Na%20faixa%20et%C3%A1ria%20de%2020,anos%2C%20demonstrando%20seu%20efeito%20cr%C3%B4nico 15 Epidemiologia do Álcool ▪ 50% das pessoas com alcoolismo têm pelo menos outro membro da família com essa doença. ▪ Aqueles com história familiar têm um curso de doença mais grave do que os sem história. Se o pai ou a mãe é alcoolista, um filho tem 25% de chance de ter a doença se ambos são, o risco para 50%. ▪ O álcool é a droga psicoativa mais utilizada no mundo. Griswold, Max G., et al. "Alcohol use and burden for 195 countries and territories, 1990–2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016." The Lancet392.10152 (2018): 1015- 1035. 16 Efeitos do álcool no Sistema Nervoso Central INICIALMENTE (doses baixas ou na fase inicial do efeito de doses altas), o álcool age como estimulante do SNC, levando as sensações de euforia, desinibição, sociabilidade, prazer e alegria. EM UM SEGUNDO momento, o álcool age como um “depressor” do SNC, reduzindo a ansiedade, contudo prejudicando a coordenação motora. À medida que aumenta a concentração de álcool no sangue, ocorre a diminuição da autocrítica, que por afetar a capacidade de avaliação dos perigos, pode levar a comportamentos de risco, como beber e dirigir ou operar máquinas, levando a acidentes. Podem haver lentificação psicomotora, deixando a fala “pastosa” ou “arrastada” redução dos reflexos, sonolência e prejuízos na capacidade de raciocínio e concentração. 17 EM DOSES ALTAS, a visão pode ficar “dupla” ou borrada, ocorrendo também prejuízo de memória e da concentração, diminuição da resposta a estímulos, sonolência, vômitos e insuficiência respiratória, podendo chegar à anestesia, coma e morte. Efeitos do álcool no Sistema Nervoso Central 18 O álcool induz tolerância (necessidade de quantidadesprogressivamente maiores da substância para produzir o mesmo efeito desejado ou intoxicação) e síndrome de abstinência (sintomas desagradáveis que ocorrem com a redução ou com a interrupção do consumo da substância). O alcoolismo é uma perturbação crônica de comportamento, manifestada pela ingesta repetida de álcool que excede o uso social da comunidade e que interfere na saúde da pessoa que bebe e no seu funcionamento social e econômico. 19 Intoxicação Alcoólica Aguda É uma condicão alcoólica aguda, uma condicão clínica transitória decorrente de ingestão de bebidas alcoólicas acima do nível tolerado pelo indivíduo, o que produz alterações psíquicas e físicas suficientes para interferir em seu funcionamento normal. É importante observar que as mulheres atingem níveis sanguíneos mais elevados do que os homens devido a seu maior grau de gordura. 20 Síndrome de Abstinência - Álcool O quadro pode evoluir com o aparecimento de sintomas autonômicos: tremores, sudorese, taquicardia, aumento da pressão arterial. Alucinações ou ilusões transitórias. Náuseas,vômitos, diminuição do apetite. Convulsões tônico-clônicas generalizadas, em geral nas primeiras 48 horas. Características da Síndrome de Dependência • Desejo frequente e forte do uso de álcool é algumas vezes irresistível. • Dificuldades de controlar o comportamento. • Ocorre um estado de abstinência fisiológica quando o uso da substância cessou ou foi reduzido. • Na síndrome de abstinência o uso da mesma substância ou de uma intimamente relacionada é feita com a intenção de aliviar ou evitar os sintomas de abstinência. 21 Delirium tremens • Atinge 5% dos alcoolistas. • Inicia-se na primeira semana de abstinência ou diminuição da ingestão de álcool. • Acomete pacientes com história de pelo menos cinco anos de ingestão excessiva de álcool e, em geral, em mau estado geral. • Rebaixamento do nível de consciência (desorientação, alteração da atenção). • Hiperatividade autonômica (hipertensão, taquicardia). • Alterações da sensopercepção. Uma característica do DT, nem sempre presente, são as alucinações táteis ou visuais. • Níveis flutuantes da atividade psicomotora; períodos de agitação intercalados com períodos de letargia. • Convulsões. • Febre. 22 O DT é uma condição clínica que deve ser tratada em um hospital geral, uma vez que a mortalidade é 10%. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ➢ Fazer um levantamento das necessidades básicas do indivíduo. ➢ Observar o nível de consciência do paciente. ➢ Fazer controle de sinais vitais. ➢ Se delirante ou alucinado providenciar um lugar tranquilo. ➢ Colocar limites na presença de comportamento manipulativo. ➢ Se agitado deve ser contido para que não se machuque. ➢ Permanecer sempre ao lado do paciente para tranquilizá-lo. 23 ➢ Procurar estabelecer uma relação de confiança. ➢ Não criticar ou menosprezar o comportamento do dependente. ➢ Oferecer apoio quando o paciente mostrar-se ansioso devido a falta de álcool. ➢ Orientação e supervisão de cuidados físicos. ➢ Orientação quanto aos prejuízos físicos e sociais causados pelo álcool. ➢ Orientação familiar. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 24 Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do UNODC alerta para a convergência de crises e contínua expansão dos mercados de drogas ilícitas ✓ Novas estimativas do Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do UNODC sugerem aumento no número de pessoas que usam drogas injetáveis, devido a insuficiência dos serviços de tratamento e outras intervenções, principalmente para um alto número de pessoas deslocadas por crises humanitárias. ✓ Drogas sintéticas "de baixo custo e fáceis", com resultados letais, estão mudando os mercados de drogas. ✓ O tráfico de drogas acelera a degradação ambiental e o crime na bacia amazônica. ✓ Maior monitoramento do impacto das substâncias psicoativas na saúde pública faz-se necessário devido à aceleração das mudanças regulatórias e aos testes clínicos com as substâncias. 25 https://www.unodc.org/unodc/index.html https://www.unodc.org/unodc/index.html ● Hipervigilância ● sudorese ou calafrios, ● taquicardia, ● hipertensão, ● tremores, ● distonia, ● discinesias ● fraqueza muscular, ● diminuição do apetite, ● náusea e/ou vômito, ● crise de ansiedade, ● alucinações e paranoia, ● arritmias, 26 ● arritmias, ● Rabdomiólise (é uma doença caracterizada pela destruição das fibras musculares), ● dor toráxica, ● confusão, ● convulsão e ● coma. A cocaína em suas diferentes formas (pó, crack, pasta) e as anfetaminas são estimulantes do SNC que agem no sistema dopaminérgico, tenho também ação sobre noradrenalina e serotonina. Os efeitos de intoxicação aguda são: Cocaína e estimulantes 27 Formas de uso Os efeitos da cocaína iniciam-se logo após o uso e duram até 60 minutos dependendo da via utilizada: ➢ cheirada (atinge seu efeito em 15 minutos, dura no organismo em média 4 horas); ➢ fumada ou injetada (atinge seu pico de duração em 15 segundos, seus efeitos acabam entre 15 a 45 minutos). 28 Fissura ou Craving É o nome que se dá ao desejo intenso de usar a droga. A fissura geralmente vem acompanhada de grande ansiedade, e em alguns casos, pode levar o dependente ao desespero, desencadeando inclusive em atitude autoagressiva, como se cortar ou bater a cabeça na parede. Muitos dependentes podem sentir fissura, e é muito importante que possamos entender que esse desejo intenso faz parte de um processo que envolve alterações de substâncias químicas no cérebro e não depende apenas da pessoa controlar essa vontade, muitas vezes, é necessário o uso de medicações para monitorar esses sintomas. 29 MACONHA • É uma mistura de flores e folhas secas da planta Cannabis sativa, que tem altas concentrações de THC (tetraidrocanabinol), que é uma das diversas substâncias produzidas pela planta, principal responsável por seus efeitos psíquicos. • Suas folhas e inflorescências secas podem ser fumadas ou ingeridas. • Há também o haxixe, pasta semissólida obtida por meio de grande pressão nas inflorescências, com maiores concentrações de THC. • O THC, agente ativo da planta, é eliminado do corpo somente 25 ou 30 dias após a data que foi consumido, e também somente após esse período é que aparecem os sintomas de abstinência. • A toxicidade é baixa, não há relatos de morte por overdose. Delta-9-tetraidrocanabinol (THC) derivado da Cannabis sativa NOTA TÉCNICA 03/2023 – ORIENTAÇÕES PARA ASSISTÊNCIA ÀS INTOXICAÇÕES POR CANABIS / MACONHA SINTÉTICA JUNTO À POPULAÇÃO INFANTOJUVENIL NA RAPS-MSP ● A Divisão de Saúde Mental da Coordenadoria de Atenção Básica (CAB/SMS) equipes multiprofissionais que atuam nos diferentes pontos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da cidade de São Paulo Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), Divisão de Atenção Primária à Saúde, a Divisão de Ciclos de Vida e Secretaria Executiva de Atenção Hospitalar (SEAH) tem acompanhado de forma bastante atenta o aumento de intercorrências relacionadas ao uso dos canabinoides sintéticos. 30 Canabinóides sintéticos ● Conhecidas como “K2”, “K4”, “K9”, “selva” “cloud 9”, “spice” ou “supermaconha”, em especial junto a população infantojuvenil. O termo ´canabinoide’ remete a uma variedade de substâncias químicas que, independentemente de sua origem, se liga aos receptores canabinoides espalhados em diversas regiões do sistema nervoso e possui efeitos similares aos produzidos pela planta cannabis sativa. Os canabinoides podem ser classificados em três grandes grupos de acordo com sua origem: ● Endocanabinoides: aqueles produzidos pelo próprio organismo; ● Fitocanabinoides: encontrados na natureza e produzidos pela planta; ● Canabinoides sintéticos: que são produzidos e manipulados em laboratórios. 31 ● A maconha sintética é uma substância manipulada e produzida em laboratório, sem qualquer controle de qualidade, seus efeitosincidem de forma muito mais intensa e nociva sobre o organismo. ● Além disso, outros fatores como seu baixo custo, fácil acesso, variedade nas formas de apresentação, surgimento sucessivo de novas gerações, uso combinado com outras substâncias e a dificuldade de realizar exames de detecção tem configurado um grande desafio na formulação de estratégias de prevenção e cuidado. 32 Canabinóides sintéticos ● náuseas, ● vômitos, ● hipertensão arterial, ● convulsões, ● arritmia cardíaca, ● acidentes vasculares, ● insuficiência renal, ● contrações involuntárias dos músculos, ● dores difusas e ● perda de consciência. 33 No caso da maconha sintética o risco mais importante é o de overdose. Se a chance de evolução de um quadro desse tipo devido ao consumo da canabis natural é praticamente nula, na forma sintética da substância há ocorrência de: Sintomas e Agravos Importante: ● Canabinoides sintéticos estão associados a um maior nível de tolerância no sistema nervoso, o uso abusivo leva a um aumento do risco de complicações devido à necessidade de maior quantidade da substância para a pessoa atingir o efeito desejado. ● Estas são situações que exigem desintoxicação nos equipamentos de atenção pré hospitalar fixo da Rede de Urgência e Emergência: SAMU, Pronto-Socorro e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). 34 Tipos de drogas K ● Quando ela é borrifada em papel, é chamada de K2; ● Quando aparece junto com tabaco, para o fumo, é conhecida como K4; e ● Quando é borrifada em porções de outras drogas, que podem ser cocaína ou maconha, é chamada de K9. 35 K9 ● A droga K9 é uma das mais mortais da atualidade, e pode causar danos irreversíveis ao cérebro e ao coração. ● É uma mistura de cocaína, heroína e fentanil, um opióide sintético que é 50 vezes mais potente que a morfina. Essa combinação é extremamente perigosa, pois aumenta o risco de overdose e parada cardíaca. ● A droga foi criada nos Estados Unidos na década de 1990 e é considerada cerca de 100 vezes mais potente que a cannabis. ● O uso da droga pode ter efeitos nocivos novos no corpo, incluindo um tipo de “efeito zumbi”, deixando a pessoa completamente entorpecida. ● A droga pode causar efeitos que vão de relaxamento até pensamentos suicidas. 36 37 Atualmente há três tipos de exames capazes de detectar a presença de drogas no organismo: ❑ Exame de Urina As drogas são geralmente destruídas (metabolizadas) pelo fígado e eliminadas pela urina. ❑ Exame de Sangue Pesquisa direta da droga no sangue. O exame de sangue possibilita apenas verificar o uso recente de substâncias (algumas horas). ❑ Exame toxicológico com teste do cabelo O exame toxicológico com amostras de queratina, também conhecido como teste do cabelo, é a análise com maior janela de detecção e com mais segurança de informações. 38 Tratamento da Dependência Química Nem todas as dependências têm tratamentos farmacológicos consagrados • Álcool: Naltrexona e Acamprosato. Topiramato e Gabapentina atuam diminuindo a vontade de beber. • Tabaco: bupropiona + patch de nicotina; tartarato de vareniclina. • Opioides: metadona, buprenorfina. • Maconha: não existe tratamento medicamentoso específico. • Cocaína/crack: ainda não possui tratamento farmacológico bem estabelecido. Estudos apontam que os medicamentos com efeitos psicoestimulantes são considerados promissores. 39 O dissulfiram (DSF) foi um medicamento largamente utilizado no tratamento do alcoolismo no Brasil, no entanto, há cerca de três anos foi retirado do mercado. ✓ Tinha baixo custo; ✓ Estava no mercado desde os anos 40; ✓ Apresentava um efeito “antabuse” (quando o paciente fazia uso do álcool sob o efeito da medicação apresentava reações desagradáveis como: palpitação, sudorese, cefaléia, náusea e vômito). 40 Tratamento da Dependência Química • Tratamento multidisciplinar: enfermagem, TO, assistente social, psicologia, medicina, AT (acompanhante terapêutico). • Intervenções psicossociais baseadas em terapia cognitivo - comportamental: manejo de contingência. • Tratamento de comorbidades psiquiátricas (podem ser causa) e clínicas (podem ser consequência). • Trabalho em rede • Projeto terapêutico singular - PTS Prevenção ● Não existe um modelo predefinido de programa de prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas. Cada programa precisa considerar as peculiaridades e a realidade local e se adequar a elas. ● Para tanto, os programas devem ser elaborados a partir do conhecimento prévio do ambiente e das características sociodemográficas da população em questão, porque essas informações definirão que tipo de intervenção deve ser realizada. ● O apoio e o comprometimento de todos os integrantes são fundamentais para a implantação e para o desenvolvimento de qualquer ação de prevenção. 41 42 43 Referências 1. P Roseane, S M S Cristina, P T K Rommy, M C C Sandra AS AÇÕES DO ÁLCOOL NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL DO DEPENDENTE QUÍMICO ISBN 978-85-61091-69-9. V Mostra Interrna de Trabalhos de Iniciação Científica CESUMAR – Centro Universitário de Maringá – Paraná 26 a 29 de outubro de 2010. 2. FIGLIE, Neliana Buzi; BORDIN, Selma; LARANJEIRA, Ronaldo (ORGS.). Aconselhamento em Dependência Química. 2º ed. – São Paulo: Roca, 2010. 3. BRANCO,F.M.F.C. et al. Compulsão, criminalidade, destruição e perdas: o significado do Crack para os usuários. Maranhão: março, 2012. 4. Conversando sobre Cocaína e Crack. Brasília: Secretaria Nacional Antidrogas, 2001. 5. SUPERA – Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas, Encaminhamento, Intervenção breve, Reinserção Social e Acompanhamento. Brasília: Secretaria Nacional Antidrogas, 2006. 6. PAPALIA, D.E.; FELDMAN R.D.; et al. Desenvolvimento Humano. São Paulo: Artmed: 2006. 7. CORDEIRO, D.C.; FIGLIE, N.B.; LARANJEIRA, R. Boas Práticas no Tratamento do Uso e Dependência de Substâncias. Roca, 2007. 8. MOREIRA, F.G.; SILVEIRA, D.X.; et al. Drogas, Família e Adolescência. São Paulo: Atheneu, 2009. 9. HUMES, E. C.; et al. Clínica Psiquiátrica – Guia Prático. 1 ed.- São Paulo: Manole: 2019. Slide 1: Uso, abuso e dependência de álcool e outras drogas Slide 2: Epidemiologia Slide 3: Tabaco e bebidas alcoólicas Slide 4: Tabaco Slide 5: Tabaco Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13: Álcool Slide 14: Álcool Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25: Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do UNODC alerta para a convergência de crises e contínua expansão dos mercados de drogas ilícitas Slide 26: Cocaína e estimulantes Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30: NOTA TÉCNICA 03/2023 – ORIENTAÇÕES PARA ASSISTÊNCIA ÀS INTOXICAÇÕES POR CANABIS / MACONHA SINTÉTICA JUNTO À POPULAÇÃO INFANTOJUVENIL NA RAPS-MSP Slide 31: Canabinóides sintéticos Slide 32: Canabinóides sintéticos Slide 33: Sintomas e Agravos Slide 34: Importante: Slide 35: Tipos de drogas K Slide 36: K9 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41: Prevenção Slide 42 Slide 43