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Estudo Dirigido – BIOQUÍMICA (pH e Fisioterapia em UTI)
6. O que é pH?
O pH (potencial hidrogeniônico) representa a concentração de íons hidrogênio (H⁺) em uma solução, indicando seu grau de acidez ou alcalinidade.
· pH baixo → ambiente ácido (↑ H⁺)
· pH alto → ambiente básico ou alcalino (↓ H⁺)
No corpo humano, o pH sanguíneo normal varia entre 7,35 e 7,45.
Pequenas variações fora desse intervalo podem comprometer a função enzimática, a contratilidade muscular e o transporte de oxigênio — aspectos críticos em pacientes de UTI, principalmente sob ventilação mecânica.
7. Diferencie ácido e base
· Ácido: substância que libera íons H⁺ em solução
(Exemplo: CO₂ + H₂O → H₂CO₃ → H⁺ + HCO₃⁻)
· Base: substância que capta íons H⁺ ou libera íons OH⁻
(Exemplo: HCO₃⁻ atua captando H⁺ no sangue)
Na prática fisioterapêutica em UTI, o profissional analisa o equilíbrio ácido-base por meio da gasometria arterial, já que alterações no CO₂ (relacionadas à ventilação) ou no bicarbonato (HCO₃⁻) indicam distúrbios metabólicos ou respiratórios.
8. Qual a função do tampão?
Os sistemas tampões mantêm o pH corporal estável, neutralizando o excesso de ácidos ou bases.
O principal é o tampão bicarbonato (H₂CO₃ / HCO₃⁻), regulado pelos sistemas:
· Respiratório: elimina CO₂ (controle rápido)
· Renal: excreta H⁺ e reabsorve HCO₃⁻ (controle lento)
Na UTI, essa regulação é essencial para o manejo dos distúrbios ácido-base, que se dividem em quatro principais tipos:
 Acidose Respiratória
· Causa: hipoventilação → retenção de CO₂ → ↑ H⁺ → ↓ pH
· Situação comum em: DPOC, depressão respiratória, sedação profunda
· Conduta fisioterapêutica: ajustar parâmetros ventilatórios, promover higiene brônquica e melhorar a ventilação alveolar
Alcalose Respiratória
· Causa: hiperventilação → eliminação excessiva de CO₂ → ↓ H⁺ → ↑ pH
· Situação comum em: ansiedade, dor, ventilação mecânica excessiva
· Conduta fisioterapêutica: reduzir frequência respiratória e ajustar suporte ventilatório para normalizar o CO₂
Acidose Metabólica
· Causa: acúmulo de ácidos (choque séptico, acidose lática, insuficiência renal) ou perda de bicarbonato
· Conduta fisioterapêutica: atenção ao mobilizar pacientes com fadiga ou hipóxia; foco em otimizar oxigenação e perfusão tecidual
Alcalose Metabólica
· Causa: perda de H⁺ (vômitos prolongados, uso de diuréticos) ou ganho de HCO₃⁻
· Conduta fisioterapêutica: observar hipoventilação compensatória e monitorar padrões respiratórios
Resumo Fisioterapêutico em UTI
· O fisioterapeuta tem papel direto na regulação do pH por meio do controle ventilatório.
· A gasometria arterial é essencial para identificar o tipo de distúrbio ácido-base.
· Intervenções fisioterapêuticas adequadas ajudam a corrigir acidose ou alcalose respiratória, estabilizando o paciente crítico e otimizando a oxigenação tecidual.

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