Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FILOSOFIA 
 
 
SEMANA 06: PERÍODO CLÁSSICO – PLATÃO 
 
 
1. SUMÁRIO 
• Platão e suas circunstâncias 
• Platão e suas idéias 
• Teoria da linha divisória 
• Teoria da alma e política 
 
2. PLATÃO E SUAS CIRCUNSTÂNCIAS 
• O principal discípulo de Sócrates vinha de rica família aristocrata ateniense. 
Aos 20 anos travou contato com o filósofo, tornando-se seu mais assíduo 
aluno. Foi quem registrou, de forma mais completa, as ideias do mestre, dado 
que este nada deixou escrito. 
 
• Após à morte de Sócrates, quando Platão tinha aproximadamente 29 anos, 
dedicou-se a conhecer o mundo, com destaque para o Egito. Contribuiu para o 
seu afastamento o fato de Esparta haver assumido o governo de Atenas, após 
Guerra do Peloponeso. Embora fosse um governo progressista, a 
administração dos Trinta Tiranos, que durou de 404 a 403 a.C., era arbitrária. 
Isso o levou a idealizar uma nova forma de governo, que descreveu no livro A 
República. 
 
• Em visita à Sicília, foi convidado pelo rei Dionísio, o Antigo, de Siracusa 
(então província grega), para assumir a tarefa de ensinar filosofia aos 
cortesãos. Alguns anos depois caiu em desgraça e o rei o vendeu como 
escravo. Conseguiu escapar e voltou a Atenas, onde fundou, numa localidade 
chamada Academos, uma espécie de escola em que ensinava ciências, 
retórica e filosofia, e que ficou conhecida como Academia. 
 
• Não deixou os mitos de lado, porque eles são componentes culturais 
importantes. Ao contrário, utilizou-os para comprovar suas teorias. Um exemplo 
disso pode ser visto quando trata do mito de Eros, o deus do amor, no livro O 
 
banquete. Com uma abordagem filosófica, questiona a natureza humana em 
relação aos sentimentos e à sexualidade. Para ele, o homem tem que ter amor 
também à sabedoria (logos), ao conhecimento, que o levaria a ser um cidadão 
virtuoso e feliz. 
(CASTILHO, P.27, 2021) 
 
3. PLATÃO E SUAS IDEIAS 
• Era um idealista. Acreditava que o mundo era dividido em duas partes: o 
mundo sensível, aquele que pode ser captado pelos sentidos, onde estão os 
seres vivos e a matéria, e o mundo das ideias, um ambiente perene, mas 
imaterial, que só pode ser alcançado pela inteligência, pela razão 
 
 • Ainda que tenha escrito em forma de diálogo, sua filosofia compõe o que 
pode ser reescrito em forma de tratados. Não se fixa apenas no campo moral, 
mas volta ao debate com os sofistas e pré-socráticos a respeito de ontologia, 
teoria do conhecimento, cosmologia e metafísica. 
 
• A metafísica de Platão consiste na tentativa de conciliar os problemas dos 
gregos na disputa entre a Escola Jônica, de Heráclito de Éfeso, e a Escola 
Eleática, de Parmênides. 
(CASTILHO, P.27, 2021) 
 
A alegoria da caverna 
A “alegoria da caverna” aparece no importante livro de Platão, A República. A 
idéia básica é imaginar prisioneiros que estão amarrados, sem poder mexer o 
corpo, nem mesmo a cabeça, olhando para a parede no fundo da caverna. Eles 
nunca saíram daquela condição. Atrás deles há, na sequência, um muro, atrás 
do muro pessoas passando e carregando objetos sobre a cabeça, de modo 
que o muro encobre tais pessoas, deixando à vista apenas os objetos que elas 
carregam. Mais atrás ainda há um fogo. O fogo ilumina as pessoas que levam 
os objetos, mas a sombra produzida na parede no fundo da caverna, para onde 
os prisioneiros olham, é apenas a dos objetos que aquelas carregam. Os 
prisioneiros passam ali toda uma vida, vivendo através de sombras e ecos de vozes. 
Sem conhecer outro modo de existência, tomam as sombras como o que é real e o 
 
eco como as vozes de tais sombras. Um dos prisioneiros consegue escapar. No início, 
é cegado pela claridade do sol. Depois, com o tempo, pode olhar para o campo e 
enxergar as sombras das árvores. Mais tarde, distingue na claridade as próprias 
árvores e suas sombras; enfim, consegue olhar direto para o sol. Platão sugere que se 
ele voltasse para a caverna e contasse o que era de fato o mundo aos que estavam lá 
e que passaram uma vida tomando as sombras por realidade, não seria poupado de 
castigo por dizer mentiras. (GHIRALDELLI Jr., p.15, 2003). 
Material complementar: O mito da caverna: Platão – Dublado. Canal Rodrigo Freire. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Rft3s0bGi78. 
 
4. TEORIA DA LINHA DIVISÓRIA 
• O significado da Alegoria da caverna é explicitado na teoria da linha divisória, 
onde Platão expõe todo o esquema de sua metafísica, diferenciando a ordem 
do saber da ordem do Ser. 
 
• A linha divisória demarca os limites entre o mundo sensível (um mundo que 
é apreendido pelos sentidos, que aparece como em sombras dos habitantes da 
caverna ) e o mundo inteligível no qual há um salto qualitativo por meio da 
razão pura, e se entra no mundo inteligível, iluminado pela forma de todas as 
formas, que é o Bem. 
 
• O Bem não é determinável por uma fórmula, uma definição simples, mas 
pode-se dizer que ele é o superlativo de todo conhecimento conceitual e do 
conhecimento metaconceitual. 
(GHIRALDELLI Jr., 2003). 
 
5. TEORIA DA ALMA E POLÍTICA 
• A teoria da verdade de Platão está associada à teoria da alma. Indestrutível 
como forma, a alma teria estado no mundo das formas mas decaído quando do 
nascimento do homem – o homem empírico. Platão diz que é possível, usando 
perguntas inteligentes, fazer a alma lembrar da verdade, levando-a a 
rememorar o momento em que esteve junto das formas puras. 
 
 
• Quando do nascimento, há uma queda, diz Platão, que considera a 
incorporação da alma um verdadeiro trauma. Assim, para que o homem possa 
obter conhecimento, o saber verdadeiro, nada deve ser feito além de se 
desanuviar o momento do trauma, dando oportunidade para que a alma do 
homem empírico reconheça o que viveu, lembre-se que viveu na verdade e que 
pode então expressá-la neste mundo visível, sensível. 
(GHIRALDELLI Jr., p.25, 2003). 
 
A alma, ou a psiquê, possui três divisões: uma parte racional, uma parte 
espiritual e uma parte referente aos apetites. 
 
Todos os homens possuem esta mesma estrutura, mas nem todos a têm em 
igual possibilidade de desenvolvimento. Se um indivíduo, mediante uma vida 
de virtudes compartilhadas, puder desenvolver sua parte racional e ter a 
sabedoria, ele será um governante – um rei-filósofo. Se ele desenvolver mais a 
parte espiritual, por conta de a virtude da coragem ter sido o que melhor 
compartilhou, ele vai ser um soldado. Se, no entanto, mais que a parte racional 
e espiritual, esse indivíduo desenvolver os apetites, mas souber lidar com eles 
pela virtude compartilhada da moderação, será um trabalhador. No campo 
social, isso significa uma estratégia para se montar uma sociedade perfeita, 
harmônica, forte, o que no plano individual significa ter indivíduos que possuem 
saúde 
(GHIRALDELLI Jr., p.26, 2003). 
 
6. REFERÊNCIAS 
• CASTILHO, Ricardo. Filosofia geral e jurídica. 7ª ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2021. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.Com.br/reader/books/9786555595000/epubcfi/
6/4[%3Bvnd.vst.idref%3Dcopyright.xhtml]!/4/14/4/1:11[sof%2Cia%20]. Acesso 
em 29/12/2022. 
 
• GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. Introdução à filosofia. Barueri, SP: Manole, 
2003. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.Com.br/reader/books/9788520448168/pageid/
4. Acesso em: 29/12/2022. 
 
 
Elaborador: Profº Thiago Brasil

Mais conteúdos dessa disciplina