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UNIVERSIDADE PAULISTA - CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA COMPONENTES DO GRUPO: NOME: CAIQUE SILVA DE BRITO RA: H78DEH4 NOME: GUILHERME GARCIA TIBURCIO DE OLIVEIRA RA: H7883B9 NOME: HITTALO GABRIEL ASEVEDO SILVA RA: R9395A6 NOME: JOÃO OTÁVIO DOMINGOS CRISPIM RA: H7762C1 NOME: LUCAS DE FRANCA VITORINO RA: R8441H3 RELATÓRIO INTERDISCIPLINAR: O lúdico e o corpo em movimento SÃO PAULO 2025 UNIVERSIDADE PAULISTA - CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA COMPONENTES DO GRUPO: NOME: CAIQUE SILVA DE BRITO RA: H78DEH4 NOME: GUILHERME GARCIA TIBURCIO DE OLIVEIRA RA: H7883B9 NOME: HITTALO GABRIEL ASEVEDO SILVA RA: R9395A6 NOME: JOÃO OTÁVIO DOMINGOS CRISPIM RA: H7762C1 NOME: LUCAS DE FRANCA VITORINO RA: R8441H3 RELATÓRIO INTERDISCIPLINAR: O lúdico e o corpo em movimento Relatório Interdisciplinar de Atividade Prática Super- visionada (APS) elaborado para avaliação do 2ºse- mestre letivo na Modalidade Bacharelado do Curso de Educação Física apresentado à Universidade Pau- lista – UNIP. Orientadora: Carmem Lúcia Dalano SÃO PAULO 2025 SUMÁRIO 1INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 3 2OBJETIVOS ............................................................................................................................. 4 3JUSTIFICATIVA ..................................................................................................................... 4 4DESENVOLVIMENTO ........................................................................................................... 5 5MEDOTOLOGIA ..................................................................................................................... 8 6RESULTADOS ........................................................................................................................ 9 7CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 12 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 14 APÊNDICE A........................................................................................................................... 15 APÊNDICE B ........................................................................................................................... 15 4 1 INTRODUÇÃO Este trabalho tem o propósito de apresentar uma análise referente à atividade prática supervisionada (APS) a qual tem o tema gerador “O lúdico e o corpo em movimento”. Além de pesquisas referentes aos conceitos de lúdico, corpo e movimento. O propósito desta atividade será apresentar como o corpo humano foi pensado ao longo da história, bem como o movi- mento, bem como o ser humano lançou mão desta capacidade para sua própria evolução e como a ludicidade fez parte do próprio desenvolvimento humano. Posteriormente, serão analisadas as diversas manifestações lúdicas do corpo humano em movimento nas diferentes áreas da Educação Física, incluindo a aplicação de questionários e a avaliação das atividades propostas ao longo das gerações recentes. Dessa forma, este trabalho visa entender o lúdico como toda atividade que envolve pra- zer, espontaneidade, criatividade e diversão, sendo fundamental para o desenvolvimento hu- mano em todas as fases da vida. Quando associado ao corpo em movimento, assume papel ainda mais relevante, pois possibilita aprendizagens significativas, desenvolvimento físico, cognitivo e social, além de promover a integração entre diferentes gerações. Por fim, este relatório busca ainda compreender como as manifestações lúdicas corpo- rais, sejam: brincadeiras, danças, ginásticas, esportes e jogos etc., são vivenciadas por crianças, adolescentes e adultos, comparando práticas atuais com as experiências vividas por gerações anteriores. 2 OBJETIVOS Objetivo geral: ▪ Conceituar as dimensões referente ao corpo, ao movimento e à ludicidade; ▪ Realizar uma pesquisa por meio de questionário semelhanças e diferenças entre ludicidade e as manifestações dos corpos em movimento nas diferentes gerações. 3 JUSTIFICATIVA Diante do tema proposto, este estudo busca refletir e aprofundar os conceitos de corpo, movimento e ludicidade, por meio da consulta a livros e artigos científicos, permitindo a am- pliação do conhecimento e a aproximação com o universo acadêmico, integrando essas refle- xões às disciplinas ministradas ao longo do semestre. O presente trabalho justifica-se, ainda, pela necessidade de compreender as diferentes formas de manifestações lúdicas ao longo das gerações. Para tanto, será utilizada a aplicação 5 de questionários, visando à análise detalhada que será apresentada no desenvolvimento do es- tudo. 4 DESENVOLVIMENTO Corpo, movimento e ludicidade O corpo As áreas que se dedicam ao estudo do corpo humano são as mais diversas, dentre as quais podem-se destacar: anatomia, histologia, embriologia, bioquímica, psiquiatria, neuroci- ência, dentre outras. Isso para elucidar, que o corpo humano sempre foi objeto de fascínio ao longo da história. A palavra corpo deriva do latim corpus, corporis, significando “conjunto de elementos físicos que constitui o organismo do homem ou do animal, formado por cabeça, tronco e mem- bros” 1. Assim, elucidado a etimologia da palavra corpo, cumpre perpassar alguns pontos da história humana para entender a relação evolutiva do homem com o ambiente no qual ele está inserido. Dessa maneira, vale relembrar as pinturas rupestres as quais sugerem que o homem pri- mitivo percebia o corpo sobretudo como um instrumento de sobrevivência, mobilizado para a caça e a coleta, mantendo, assim, um modelo de vida nômade. Com o advento da agricultura, essa característica nômade é gradualmente substituída pelo sedentarismo, permitindo o estabe- lecimento de raízes, a constituição de famílias e o surgimento da vida sedentária. Ainda neste contexto das sociedades primitivas, os homens dedicavam-se à produção de ferramentas, à construção de habitações, à caça, à pesca e à proteção do território, enquanto as mulheres assu- miam a responsabilidade pela coleta de grãos, folhas, frutos, raízes, ovos, mel e insetos, bem como pela confecção de cestos e recipientes destinados ao armazenamento e à distribuição dos alimentos2. Este conjunto organizado sempre foi interesse de grandes pensadores e filósofos desde a Grécia Antiga até os dias contemporâneos, conforme pode-se observar a seguir. Platão pensava o corpo e a alma a partir da dicotomia de mundos, sendo que o corpo fazia parte do mundo real (imperfeito, corruptível, mortal) e a alma fazia parte do mundo das ideias (intelígel, perfeito, imortal); Aristóteles não acreditava nesta divisão, pelo contrário, con- siderava que a alma era a vida do corpo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), considerava o corpo como “cárcere da alma”, sendo este responsável pelo afastamento da Verdade. Descar- tes, retoma o pensamento de Platão com a divisão entre corpo (substância material) e alma que 6 controla o corpo. Nietzche, contrariando a ideia de Descartes, acreditava que o corpo limitava- se a ser controlado pela alma., Karl Marx expressa a ideia de corporeidade, tendo o trabalho como ideia central, bem como o corpo humano interage e altera o ambiente no qual está inse- rido3. Isto posto, para dizer que o corpo humano, além de ser fundamental para a sobrevivência e evoluçãohumana, tornou-se objeto de estudo científico e reflexão filosófica ao longo de toda a história, sendo interpretado de formas diferentes conforme o contexto histórico e a visão dos pensadores. Movimento Após breve elucidação acima sobre o corpo, cabe por bem, agora explicar o movimento, pois este corpo é objeto de interação espacial, modificando o ambiente e sendo modificado por ele. A este contexto, intitula-se o conceito de corporeidade. Assim, corporeidade é a forma como o ser humano sente, vive, expressa e se relaciona com o mundo a partir do próprio corpo. Perpassando as condições culturais, sociais, históricas e existenciais, sendo o corpo entendido como mediador da experiência humana no mundo4. Desta forma, cumpre por bem, trazer este conceito de experenciar este corpo em movi- mento dentro da área da Educação Física, pois, ao afirmar que este corpo modifica e é modifi- cado pelo ambiente, se faz necessário entender que este corpo pode ser estimulado ao aprendi- zado e à criatividade, através de exercícios sistematizados e mecânicos, tendo como um dos objetivos melhorar a coordenação motora4. Lúdico A palavra “lúdico” significa brincadeira, jogo, tendo característica de atividade praze- rosa. A realidade lúdica sempre esteve presente na vida humana. Por meio de jogos e brinca- deiras, crianças e jovens imitavam e aprendiam as práticas cotidianas dos adultos. Da mesma forma, os adultos também participavam de atividades lúdicas, que frequentemente representa- vam guerras ou tarefas laborais. Dessa maneira, jogos e brincadeiras assumiam um papel peda- gógico relevante nas sociedades antigas, estando muitas vezes ligados a ritos de passagem para a vida adulta. Desde o antigo Egito, através dos afrescos, é observado práticas lúdicas como jogos recreativos, diversas lutas, jogos com bola etc. Através dos exercícios também se buscava saúde e melhor condições para o trabalho e a guerra5. O corpo humano sempre se destacou como uma máquina extraordinária, dotada de com- plexidade e inovação. Ao longo da história, o ser humano demonstrou constante capacidade de superação em sua busca pelo desconhecido, seja na terra, ao dominar o fogo e enfrentar feras; 7 no céu, com a invenção de aviões e foguetes; ou no mar, por meio da construção de navios e submarinos, utilizando o próprio corpo como instrumento fundamental de sobrevivência, adap- tação e evolução. O corpo, por meio do movimento, estabelece conexões com o ambiente circundante. É através da motricidade que a criança inicia sua contínua e incansável exploração do mundo, sendo o lúdico um facilitador desse processo, contribuindo para a estruturação de diversos as- pectos, tais como: aprendizagem, construção da história de vida, socialização, superação de desafios e desenvolvimento do autoconhecimento5. Isto posto, dentre as disciplinas cursadas neste 2º semestre no curso de Educação Física desta Instituição, optou-se por associar o tema às disciplinas de anatomia e recreação. Do ponto de vista anatômico, conhecer a morfologia articular (por exemplo, a diferença entre um gínglimo e uma esferoide), os grupos musculares e seus vetores de força, bem como os planos e eixos do movimento, permite desenhar experiências lúdicas que respeitem a ampli- tude de movimento, reduzam o risco de lesões e estimulem habilidades motoras específicas. Em uma brincadeira de “circuito por planos”, p.ex: pode-se organizar estações para movimen- tos no plano sagital (saltos e agachamentos), frontal (deslocamentos laterais) e transversal (gi- ros), graduando carga e complexidade a partir do controle de alavancas corporais6. Importante lembrar que a anatomia também sustenta decisões pedagógicas sobre aque- cimento, mobilidade, fortalecimento e recuperação, articulando o jogo à aprendizagem de con- ceitos (origem e inserção muscular, sinergia e coativação, cadeia cinética aberta/fechada). A literatura sobre corporeidade reforça que é pelo corpo que o sujeito conhece e trans- forma o mundo; logo, o lúdico é via privilegiada para mediar experiências significativas de movimento. Preconiza ainda corpo como potência educativa, cuja vivência concreta (brincar, experimentar, cooperar) favorece autonomia, atenção e intencionalidade na ação3. O lúdico “dinamiza” o corpo em movimento, potencializando aprendizagem, socializa- ção, superação de desafios e autoconhecimento, efeitos que se traduzem, na prática, em maior engajamento, melhor execução técnica e transferência para tarefas do cotidiano e do esporte5. Na intervenção teórico/prática, vale transformar conteúdos “abstratos” de anatomia em tarefas corporais com regras simples: “estátua articular” (o grupo representa, com o próprio corpo, posições de flexão, extensão, abdução/adução; colegas nomeiam articulações e músculos prime movers), “cartas musculares” (sorteio de um músculo e execução de um gesto que desta- que sua função), ou “trilha das alavancas” (resolver desafios de empurrar/puxar com variações de braços de alavanca). Essas propostas mantêm a linguagem acessível, conectam teoria e 8 prática e permitem avaliação formativa da observação do gesto ao feedback sobre recrutamento muscular e controle postural. Em síntese, a Anatomia dá nomes, limites e possibilidades ao que o jogo faz sentir. Integrar ambos é formar profissionais capazes de planejar experiências prazerosas e seguras, que ensinam movimento com rigor científico e sentido humano6. O lazer e a recreação são compreendidos como espaços educativos e culturais, sendo o lazer um tempo de liberdade destinado ao descanso, à diversão e ao desenvolvimento. O papel do lazer e da recreação como instrumentos pedagógicos e de socialização7. Entende-se o lazer, lazer como fenômeno cultural ligado ao cotidiano8. Por outro lado, também o lazer o pode ser entendido como uma necessidade humana e expressão de identidade9. Importante salientar que na área da Educação Física, defende-se que a recreação e o lúdico possibilitam aprendizagens para além do físico, envolvendo aspectos afetivos e sociais10. Isto posto para dizer que a recreação, além de sua função pedagógica, também pode ser compreendida como um espaço de inclusão social, no qual indivíduos de diferentes idades, classes sociais e culturas podem interagir em condições de igualdade. Nesse sentido, contribui para a redução de barreiras sociais e para a promoção de valores como solidariedade, respeito e cooperação. Assim, o ato de brincar, jogar ou participar de atividades coletivas ultrapassa o simples entretenimento e se transforma em uma prática que favorece a cidadania e o convívio democrático10. Outro aspecto importante da recreação é seu papel no desenvolvimento integral do in- divíduo, pois possibilita a vivência de experiências que envolvem não apenas o corpo, mas também a mente e as emoções. Assim, as atividades recreativas favorecem a criatividade, a resolução de problemas, a autonomia e a construção de vínculos afetivos, aspectos que dialo- gam com a formação de sujeitos mais críticos e participativos na sociedade. Dessa forma, a recreação deve ser valorizada como parte essencial dos processos educativos e culturais9. Por fim, a recreação, quando planejada de maneira consciente, pode-se constituir como estratégia de promoção da saúde e da qualidade de vida. Dessa forma, ao estimular o movi- mento, o lazer ativo e a socialização, ela contribui para a prevenção de doenças, a redução do estresse e a melhoria do bem-estar geral. Nesse contexto, a recreação não deve ser vista apenas como uma atividade complementar, mas como um recurso fundamental no cotidiano escolar, comunitário e até mesmo profissional, assumindo um papel relevante na busca pelo equilíbrio entre corpo, mente e sociedade. 9 5 MEDOTOLOGIA Amostra A pesquisa teve como objetivo identificar as preferências e espaços de vivência lúdica entre diferentes faixasetárias, buscando compreender como o lúdico se manifesta em distintos contextos da vida. O estudo utilizou uma abordagem quantitativa e descritiva, com aplicação de questionário estruturado elaborado pelo pesquisador. As respostas foram coletadas de forma on-line, garantindo o anonimato e a livre participação dos voluntários. A amostra total foi composta por 33 participantes, classificados em três grupos etá- rios: crianças até 12 anos (30,3%), adolescentes e adultos de 13 a 59 anos (39,4%), e pes- soas idosas com 60 anos ou mais (30,3%). Essa distribuição possibilitou uma análise compa- rativa entre as diferentes etapas da vida e suas formas de interação com o lúdico. 10 6 RESULTADOS Amostra – Crianças Participaram desta etapa 10 crianças, que responderam à pergunta “Onde você gosta de brincar?”. Observou-se que a maior parte das crianças prefere brincar em casa (50%), seguida pelo recreio escolar (40%) e pela rua (30%). Apenas 10% relataram brincar na casa de um primo, enquanto nenhuma criança (0%) mencionou os parques como local de brin- cadeira. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário estruturado, com o obje- tivo de compreender os espaços de vivência lúdica mais frequentes entre as crianças. Os re- sultados indicam uma predominância do ambiente doméstico como espaço de brincadeiras, o que pode estar relacionado a fatores como segurança, comodidade e limitações de acesso a espaços públicos. Essa tendência reforça a importância de estimular o lúdico dentro de con- textos familiares e escolares, favorecendo o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo das crianças. 11 Amostra – Adolescentes e Adultos Participaram desta etapa 13 indivíduos, entre adolescentes e adultos, que responderam à pergunta “Onde você costuma se divertir ou praticar o seu lazer?”. Os resultados apontam que a maior parte dos participantes prefere frequentar parques (53,8%), seguida por viagens (30,8%), teatro/cinema (15,4%), eventos esportivos (15,4%) e atividades em casa (15,4%). Outros locais mencionados, como rua, notação e parques ou condomínios, obtiveram 7,7% cada. A coleta dos dados foi realizada por meio de um questionário estruturado, com o ob- jetivo de identificar os principais espaços de lazer e práticas lúdicas na rotina de adolescentes e adultos. A predominância dos parques e atividades ao ar livre evidencia a valorização do contato com o meio ambiente como forma de lazer, bem como a busca por atividades que promovem bem-estar físico e emocional. Esses resultados reforçam a importância do lúdico como componente essencial da qualidade de vida, favorecendo o equilíbrio entre trabalho, estudo e momentos de recreação. 12 Amostra – Pessoas Idosas Participaram desta etapa 10 pessoas idosas, que responderam à pergunta “Onde você costuma se divertir ou passar o seu tempo livre/lazer?”. Os resultados mostram que a maioria das pessoas idosas prefere realizar suas atividades de lazer em casa (70%), enquanto 10% relataram praticar lazer por meio de viagens, teatro/ci- nema, encontros com amigos, atividades na rua ou frequência à igreja. Nenhum dos parti- cipantes mencionou os parques como local de lazer (0%). A coleta dos dados foi conduzida por meio de um questionário estruturado, com o objetivo de compreender os espaços de vivência lúdica mais frequentes entre as pessoas ido- sas. Os resultados indicam uma predominância do lazer doméstico, possivelmente relacio- nada a fatores como segurança, limitações de mobilidade e conforto do ambiente familiar. Essa tendência reforça a importância de promover atividades lúdicas acessíveis e inclusivas no contexto domiciliar, favorecendo a socialização, o bem-estar e a qualidade de vida dessa população. 13 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo permitiu compreender como o lúdico se manifesta nas diferentes fases da vida, revelando sua importância como elemento essencial no desenvolvimento hu- mano. Observou-se que, embora as formas de vivência lúdica variem conforme a faixa etária, o brincar e o lazer permanecem como expressões universais de prazer, criatividade e interação social. As crianças demonstraram preferência por espaços conhecidos, como a casa e a escola, o que reforça o papel da família e das instituições educativas na promoção de experiências lúdicas seguras e formativas. Entre adolescentes e adultos, destacaram-se atividades ao ar li- vre, como passeios em parques e viagens, evidenciando a busca por bem-estar e socialização. Já entre as pessoas idosas, prevaleceu o lazer domiciliar, relacionado a fatores como conforto, segurança e mobilidade, mas que também demonstra a necessidade de ampliar oportunidades de convívio e participação social. Dessa forma, conclui-se que o lúdico transcende a idade, sendo uma dimensão funda- mental da vida humana. Promover atividades que envolvam o corpo e o movimento, respeitando as particularidades de cada faixa etária, é um caminho para fortalecer o vínculo social, o equi- líbrio emocional e a qualidade de vida. Recomenda-se, portanto, que profissionais da Educa- ção Física e gestores públicos incentivem políticas e programas voltados à valorização do lú- dico como prática educativa, cultural e de saúde. 14 REFERÊNCIAS 1. MICHAELIS. Corpo. In: Dicionário Michaelis Online. São Paulo: Melhoramentos. Dispo- nível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasi- leiro/corpo/Acesso em 29 ago. 2025. 2. De Fillipis A, Silva Junior GO, Moreira CRP. Corporeidade e Motricidade Humana. São Paulo: Editora Sol; 2020. (Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP. Série Didática; ISSN 1517-9230). 3. López MA, Galdino GR. A potência do corpo e da corporeidade nas práticas e vivências educativas. RIAE (Rio de Janeiro). 2020;6(1). doi:10.12957/riae.2020.45830. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/riae/article/view/45830. Acesso em 29 ago. 2025. 4. Sigoli MA. Filosofia e dimensões históricas da educação física. São Paulo: Editora Sol; 2017. Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XXIII, n. 2-025/17, ISSN 1517-9230. 5. Máximo IMNS. O corpo em movimento como sinônimo de vida: o lúdico dinamizando este corpo. Revista Científica do UBM. Disponível em: https://revista.ubm.br/index.php/revistaci- entifica/article/view/1271/306. Acesso em 02 set. 2025. 6. Vilicev CM. Anatomia. São Paulo: Editora Sol; 2020. (Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP. Série Didática; ISSN 1517-9230). 7. Marcellino NC. Lazer e educação. 3ª ed. Campinas: Papirus; 1990. 8. Camargo LOL. O que é lazer. 4ª ed. São Paulo: Brasiliense; 1986. 15 9. Gomes CL. Lazer: necessidade humana e dimensão da cultura. 2ª ed. Belo Horizonte: Au- têntica; 2004. 10. Isayama HF. Lazer, recreação e educação física: interfaces. Rev Min Educ Fís. 2002;10(1):63-75. APÊNDICE A Tema: O lúdico e o corpo em movimento Objetivo: Investigar as formas de vivência lúdica entre diferentes faixas etárias, analisando onde e como as pessoas costumam se divertir ou praticar o lazer. Instrumento de coleta: Questionário estruturado on-line (Google Formulários). APÊNDICE B Link da Pesquisa realizada. https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdBEZoEpNIulnM05J- OdG73AHP6n6oHT3n3kCzXw5u2uJNDYQ/viewform 16 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 DESENVOLVIMENTO 5 MEDOTOLOGIA 6 RESULTADOS Amostra – Crianças Amostra – Adolescentes e Adultos Amostra – Pessoas Idosas 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE A APÊNDICE B