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Aula de Ausculta pulmonar-1

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Wania Alves

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Vamos estruturar uma aula técnica, objetiva e didática, com foco clínico e 
aplicabilidade imediata no estágio. A ideia é que o aluno saia da aula sabendo 
auscultar com segurança e interpretar achados — não apenas “ouvir sons”. 
🫁 AULA – AUSCULTA PULMONAR 
Público: Graduação em Enfermagem – período de estágio 
Tempo sugerido: 60–90 minutos 
Metodologia: Teoria breve + demonstração + prática supervisionada + discussão 
clínica 
 1. Objetivos da Aula 
Ao final, o aluno deverá ser capaz de: 
Realizar ausculta pulmonar sistematizada. 
Diferenciar sons respiratórios normais e adventícios. 
Correlacionar achados auscultatórios com quadros clínicos. 
Registrar corretamente no prontuário. 
 2. Revisão Anatômica Essencial 
Pontos-chave para o aluno: 
Pulmão direito → 3 lobos 
Pulmão esquerdo → 2 lobos 
Ausculta posterior permite melhor avaliação dos lobos inferiores 
Ausculta deve ser comparativa e simétrica 
 Reforce: “Não auscultamos pulmões. Auscultamos regiões.” 
 3. Técnica Correta de Ausculta 
 Preparação 
Ambiente silencioso 
Paciente sentado (preferencialmente) 
Tórax descoberto 
Estetoscópio higienizado 
Usar diafragma 
 Orientação ao paciente 
“Respire profundamente pela boca.” 
 Sequência Recomendada 
Posterior (sempre iniciar por trás) 
Ápices 
Regiões interescapulares 
Bases 
Anterior 
Regiões supra e infraclaviculares 
Regiões laterais 
 Sempre comparar lado direito com esquerdo. 
 4. Sons Respiratórios Normais 
Som 
Característica 
Onde predomina 
Murmúrio vesicular 
Som suave, inspiração > expiração 
Campos periféricos 
Broncovesicular 
Inspiração = expiração 
Região esternal 
Bronquial 
Expiração prolongada e intensa 
Traqueia 
 Pergunta para os alunos: 
“Se eu escuto som bronquial na periferia pulmonar, isso é normal?” 
 Resposta esperada: Não. Sugere consolidação. 
 5. Sons Adventícios 
 Estertores (Crepitações) 
Som de “velcro” 
Inspiratórios 
Associados a: 
Pneumonia 
Edema pulmonar 
Fibrose 
 Sibilos 
Som musical 
Predominam na expiração 
Associados a: 
Asma 
DPOC 
Broncoespasmo 
 Roncos 
Sons graves 
Secreção em vias aéreas grandes 
Podem desaparecer após tosse 
 Atrito pleural 
Som áspero 
Inflamação pleural 
 6. Correlação Clínica (Parte Fundamental no Estágio) 
Traga situações reais: 
 Caso 1 
Paciente com dispneia, ortopneia, crepitações em bases. 
 Hipótese: Edema pulmonar 
 Caso 2 
Paciente jovem, sibilos difusos, uso de musculatura acessória. 
 Hipótese: Crise asmática 
 Caso 3 
Idoso com febre, dor torácica localizada, som bronquial periférico. 
 Hipótese: Consolidação pneumônica 
 7. Registro de Enfermagem Adequado 
 Errado: “Pulmão alterado.” 
 Correto: 
“Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído em base direita, presença 
de estertores crepitantes finos inspiratórios.” 
 8. Dinâmica Prática (Essencial) 
Divida em trios: 
1 aluno examina 
1 aluno é paciente 
1 aluno observa técnica 
Checklist para o observador: 
 Comparou lados? 
 Seguiu sequência? 
 Pediu respiração pela boca? 
 Posicionou corretamente o diafragma? 
Depois, trocam funções. 
 9. Erros Comuns dos Graduandos 
Auscultar por cima da roupa 
Não comparar lados 
Fazer ausculta muito rápida 
Não correlacionar com clínica 
Não registrar adequadamente 
 10. Fechamento Impactante para Estágio 
“A ausculta pulmonar não é apenas uma técnica. 
É uma ferramenta de decisão clínica. 
Um bom enfermeiro não escuta apenas sons. 
Ele interpreta sinais.”

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