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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI 
 
 
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Postal 191 – 89130-000 – Indaial/SC 
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 O PAPEL DAS PRÁTICAS DE PESQUISA NA FORMAÇÃO INICIAL DO 
PROFESSOR 
 
 Ketlyn Lazzarotto 
 Mariana Correia 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
 Curso Pedagogia (FLD6668635HUM) - Projeto de Ensino em Educação 
27/11/2025 
 
 
 
RESUMO 
O presente trabalho tem como objetivo analisar a importância das práticas de pesquisa na formação 
inicial do professor, compreendendo como a investigação se constitui como um eixo estruturante na 
construção da identidade docente e na consolidação de uma prática pedagógica crítica, reflexiva e 
fundamentada. A partir de uma pesquisa bibliográfica, foram consultados autores clássicos e 
contemporâneos que discutem a relevância da pesquisa como componente central no processo 
formativo, destacando-a como instrumento que fortalece a autonomia intelectual, amplia a capacidade 
de leitura da realidade escolar e promove o desenvolvimento de competências essenciais ao exercício 
profissional. Os estudos analisados demonstram que a vivência com atividades investigativas ao 
longo da graduação possibilita ao futuro professor compreender a complexidade dos fenômenos 
educativos, interpretar demandas sociais, dialogar com diferentes perspectivas teóricas e construir 
intervenções pedagógicas mais conscientes e contextualizadas. Observou-se também que a pesquisa 
desperta no acadêmico o compromisso com a formação continuada, incentivando-o a manter postura 
investigativa permanente ao longo da carreira. Conclui-se que inserir práticas de pesquisa na 
formação inicial é indispensável para preparar professores capazes de atuar com criticidade, 
sensibilidade e responsabilidade social, reafirmando a investigação como um caminho essencial para 
o aprimoramento da educação brasileira. 
Palavras-chave: Formação docente. Pesquisa educacional. Prática investigativa. 
 
1 INTRODUÇÃO 
A formação inicial de professores é um processo complexo que articula conhecimentos 
teóricos, vivências práticas, experiências reflexivas e, sobretudo, a capacidade de compreender a 
realidade educacional de maneira crítica. Nesse contexto, as práticas de pesquisa têm ganhado espaço 
significativo no campo educacional, não apenas como um requisito acadêmico, mas como uma 
ferramenta essencial para que o futuro professor possa interpretar, compreender e intervir de forma 
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qualificada no espaço escolar. A pesquisa, quando incorporada desde os primeiros semestres da 
graduação, amplia a sensibilidade do acadêmico para observar fenômenos educativos, analisar 
problemáticas e buscar soluções embasadas, fortalecendo uma postura investigativa e ética. 
Além disso, ao participar de processos investigativos, o estudante de Pedagogia desenvolve 
habilidades fundamentais para o exercício profissional, como a autonomia intelectual, a capacidade 
de sistematização, o pensamento crítico e a habilidade de argumentar com base em evidências. Esses 
elementos são indispensáveis em uma sociedade marcada por constantes transformações, onde o 
professor é chamado a interpretar novos desafios, lidar com demandas diversas e repensar suas 
práticas de forma contínua. Nesse sentido, a pesquisa na formação inicial não se restringe à produção 
acadêmica, mas se configura como um elemento formador que possibilita ao futuro educador 
compreender seu papel social e pedagógico. 
Outro aspecto relevante diz respeito ao fortalecimento da relação entre teoria e prática, 
frequentemente apontado como um dos principais desafios dos cursos de formação docente. A 
pesquisa promove essa articulação ao aproximar os estudantes da realidade escolar e ao incentivá-los 
a olhar criticamente para o cotidiano da sala de aula, compreendendo-o como objeto de análise. Essa 
aproximação não ocorre apenas em estágios, mas em atividades como observações sistemáticas, 
produções de relatórios, análises documental e participação em projetos de iniciação científica, que 
contribuem para a ampliação da compreensão sobre o processo educativo. 
Além disso, a inserção da pesquisa na formação inicial permite ao estudante perceber que a 
prática docente não é estática, mas construída de forma contínua, sustentada por reflexões e 
aprendizagens constantes. Ao vivenciar práticas de investigação, o acadêmico desenvolve a 
consciência de que ser professor implica aprender ao longo de toda a vida, revisitando suas crenças, 
atualizando-se com novos estudos, analisando criticamente suas ações e buscando caminhos que 
favoreçam o desenvolvimento integral dos alunos. Dessa forma, a pesquisa atua como um instrumento 
que impulsiona o crescimento profissional e pessoal do futuro educador. 
Portanto, discutir o papel das práticas de pesquisa na formação inicial do professor é essencial 
para compreender como esse processo contribui para a construção de uma prática pedagógica mais 
reflexiva, fundamentada e transformadora. Ao valorizar a investigação como princípio formativo, a 
instituição educativa promove uma cultura acadêmica que fortalece a autonomia e a criticidade, 
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preparando profissionais capazes de analisar a realidade, propor alternativas e atuar de forma 
consciente e comprometida com a qualidade da educação. 
 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
A formação de professores no Brasil tem passado por diversas transformações ao longo das 
últimas décadas, especialmente no que se refere à necessidade de integrar práticas investigativas ao 
percurso formativo. Autores da área da educação destacam que pesquisar não é uma atividade isolada 
ou exclusiva do ambiente acadêmico, mas um exercício contínuo de observação, reflexão e análise 
que deve acompanhar o professor em toda sua trajetória profissional. Assim, a pesquisa torna-se um 
elemento estruturante e não apenas complementar dentro dos cursos de Pedagogia. 
Nesse contexto, compreende-se que a pesquisa possibilita ao futuro docente desenvolver uma 
visão ampliada sobre os processos educativos. Quando o estudante se envolve em atividades 
investigativas, ele fortalece sua capacidade de compreender diferentes realidades escolares e de 
problematizar situações que, muitas vezes, passam despercebidas em uma observação superficial. 
Com isso, o acadêmico aprende a identificar conflitos, necessidades, avanços e desafios que 
permeiam o cotidiano escolar, construindo uma postura analítica e sensível. “Pesquisar significa 
compreender, intervir e transformar a prática educativa de forma consciente e fundamentada.” 
(FAZENDA, 2012, p. 29). 
Além disso, as práticas de pesquisa contribuempara a consolidação da identidade docente, 
uma vez que possibilitam ao professor em formação compreender os fundamentos teóricos que 
sustentam a prática pedagógica. Ao estudar autores, teorias e metodologias de investigação, o futuro 
educador passa a reconhecer que sua atuação não se resume à execução de técnicas, mas envolve 
escolhas fundamentadas que dialogam com concepções pedagógicas e sociais. Essa consciência 
reforça a responsabilidade do professor diante do processo de ensino e aprendizagem. 
Outro aspecto importante diz respeito ao desenvolvimento do pensamento crítico. A pesquisa 
estimula o estudante a questionar, comparar informações, validar dados e compreender diferentes 
perspectivas acerca do fenômeno educativo. Essa postura crítica é essencial para que o docente possa 
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atuar diante das situações complexas que surgem no ambiente escolar, evitando respostas simplistas 
e adotando decisões fundamentadas. 
 
“Pesquisar na educação não é um ato isolado ou pontual, mas um exercício contínuo 
de questionamento, interpretação e reconstrução da prática. O professor que pesquisa 
desenvolve a capacidade de ler criticamente a realidade escolar, identificando seus 
desafios e criando caminhos possíveis de intervenção. Nesse sentido, a pesquisa se 
converte em um ato formativo, pois amplia a consciência do educador e reafirma seu 
papel como sujeito ativo na produção de conhecimento.” (DEMO, 2011, p. 45). 
 
A construção da autonomia intelectual também é fortalecida por meio das práticas de pesquisa. 
Ao realizar projetos investigativos, o acadêmico aprende a escolher temas relevantes, formular 
problemas de estudo, selecionar métodos adequados e interpretar resultados de forma coerente. Esse 
processo contribui para que o futuro professor desenvolva iniciativa, organização e capacidade de 
tomar decisões fundamentadas, habilidades indispensáveis para a prática pedagógica. 
Ademais, a pesquisa na formação inicial estimula a criatividade e a inovação. Ao se deparar 
com problemas do cotidiano escolar, o estudante precisa buscar soluções possíveis, testar hipóteses e 
criar alternativas pedagógicas, o que favorece o desenvolvimento de uma prática docente mais 
diversificada e dinâmica. Essa capacidade de propor novas estratégias é essencial em uma escola que 
busca atender às necessidades de diferentes perfis de alunos. 
A relação entre teoria e prática também se estreita significativamente por meio das práticas 
investigativas. Quando o estudante observa a realidade escolar com a intenção de analisá-la, ele 
percebe como os conceitos estudados em sala de aula se materializam (ou não) no cotidiano. Essa 
compreensão crítica fortalece a capacidade de articular saberes teóricos aos desafios reais da prática 
educacional, tornando a formação mais significativa. “A curiosidade é o que move a pesquisa e 
sustenta a ação pedagógica reflexiva.” (FREIRE, 1996, p. 88). 
Além disso, a pesquisa possibilita que o acadêmico compreenda melhor o papel da escola 
como instituição social. Ao investigar temas como inclusão, diversidade, evasão, políticas públicas e 
currículo, o futuro professor amplia sua visão sobre as finalidades da educação e sobre o impacto que 
o trabalho docente exerce na vida dos alunos e da comunidade. Essa compreensão reforça o 
compromisso ético que deve orientar a prática profissional. 
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Outro ponto fundamental é que as práticas investigativas promovem a valorização da escrita 
acadêmica e da comunicação científica. Ao produzir relatórios, artigos e resumos, o estudante aprende 
a sistematizar ideias, argumentar de forma clara e fundamentada, organizar dados e comunicar 
resultados com coerência. Essa competência é essencial para o professor, que constantemente precisa 
registrar observações, elaborar relatórios e justificar suas práticas. 
“A formação do professor que pesquisa é marcada pela articulação entre teoria e 
prática, permitindo compreender a escola como um espaço vivo e complexo. A 
investigação auxilia o docente em formação a questionar verdades cristalizadas, 
analisar diferentes dimensões do cotidiano educativo e construir intervenções mais 
coerentes com as necessidades dos alunos. Trata-se de um processo formativo que 
favorece o desenvolvimento da autonomia intelectual e da reflexão crítica.” (ANDRÉ, 
2013, p. 62). 
 
Além disso, o contato com metodologias científicas permite ao estudante compreender 
diferentes abordagens de pesquisa, como estudos de caso, pesquisas bibliográficas, análises 
documentais e investigações qualitativas. Esse conhecimento amplia suas possibilidades de análise e 
o prepara para desenvolver estudos mais robustos durante sua trajetória profissional, sejam eles em 
cursos de especialização, mestrado ou simplesmente na prática cotidiana da escola. Segundo Tardif 
(2014), a inserção da pesquisa no processo formativo contribui para que o docente reconheça que o 
saber profissional é construído continuamente, por meio da reflexão e da análise crítica de sua própria 
prática. 
A pesquisa também contribui para o desenvolvimento da ética profissional, uma vez que exige 
a observância de critérios rigorosos relacionados à honestidade intelectual, respeito aos participantes 
e responsabilidade com a produção de conhecimento. Essas atitudes éticas são fundamentais para o 
exercício docente e devem ser construídas desde os primeiros anos de formação. 
Outro elemento relevante é o fortalecimento do trabalho colaborativo. Muitas pesquisas no 
campo da educação são realizadas em duplas ou grupos, o que estimula o desenvolvimento de 
habilidades de cooperação, diálogo e escuta. Essas habilidades são essenciais na atuação docente, que 
frequentemente exige parceria com colegas, gestores e outros profissionais da escola. Gatti (2014) 
destaca que a pesquisa na formação inicial permite ao futuro professor compreender a complexidade 
da escola e desenvolver uma postura investigativa capaz de fortalecer decisões pedagógicas mais 
conscientes. 
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As práticas investigativas também possibilitam ao estudante reconhecer a importância da 
formação continuada. Ao vivenciar o processo de pesquisa, o acadêmico compreende que a produção 
de conhecimento está em constante evolução e que o professor precisa se manter atualizado para 
oferecer um ensino de qualidade. Essa percepção favorece a construção de uma postura de constante 
aprendizagem. 
Por fim, a fundamentação teórica evidencia que a pesquisa é um instrumento indispensável na 
formação inicial do professor, pois possibilita a construção de uma prática pedagógica crítica, 
reflexiva e fundamentada. Ao integrar a investigação ao processo formativo, os cursos de Pedagogia 
promovem o desenvolvimento de competências essenciais para umaatuação docente comprometida 
com a transformação social e com a qualidade da educação. 
 
3 METODOLOGIA 
A presente pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, pois utiliza produções acadêmicas já 
existentes como principal fontes de análise, tomando como base livros, artigos científicos, 
documentos legais e estudos que tratam da formação inicial de professores e das práticas de pesquisa 
no contexto educacional. A abordagem bibliográfica permite compreender como diferentes autores 
têm investigado e discutido o tema ao longo dos anos, possibilitando a construção de um olhar crítico 
e fundamentado sobre os processos formativos do futuro docente. Dessa forma, este estudo se apoia 
em referenciais teóricos consolidados na área da educação, permitindo maior aprofundamento e 
diálogo com contribuições significativas ao campo. 
A coleta de dados foi realizada por meio da busca sistemática em plataformas acadêmicas 
como Google Acadêmico, SciELO, CAPES Periódicos e repositórios institucionais, priorizando 
materiais publicados entre os últimos quinze anos, sem desconsiderar obras clássicas essenciais para 
o entendimento histórico do tema. Durante esse processo, foram selecionados autores como Demo, 
Gatti, André, Tardif, Freire e Fazenda, reconhecidos pela relevância de suas contribuições acerca da 
pesquisa na prática docente e da formação profissional do professor. A leitura criteriosa desses 
materiais possibilitou a construção de categorias de análise que orientam a fundamentação teórica e 
a discussão deste trabalho. 
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A análise do material coletado ocorreu de forma interpretativa, seguindo os princípios da 
análise de conteúdo, que envolve leitura exploratória, seleção das ideias principais e síntese dos 
argumentos apresentados pelos autores. Essa metodologia permitiu identificar convergências, 
divergências e contribuições centrais relacionadas à importância da pesquisa no desenvolvimento do 
pensamento crítico, na construção da autonomia intelectual e na articulação entre teoria e prática na 
formação inicial. A partir dessa interpretação, tornou-se possível organizar uma compreensão mais 
ampla sobre o papel da investigação como elemento estruturante na formação docente. 
Por fim, ressalta-se que a metodologia bibliográfica adotada neste estudo não apenas subsidiou 
a construção da discussão teórica, mas também permitiu relacionar diferentes perspectivas 
acadêmicas de maneira coerente e articulada. A escolha por esse método justifica-se pela necessidade 
de reunir fundamentos sólidos que evidenciem como a pesquisa possibilita ao futuro professor 
desenvolver uma prática mais reflexiva, fundamentada e crítica. Dessa forma, a metodologia adotada 
oferece suporte para analisar o tema com profundidade, favorecendo uma compreensão mais 
abrangente e contribuindo para o enriquecimento do debate sobre a formação inicial de professores. 
 
 Imagem: O papel da prática pedagogica na formação docente. 
 Fonte: educacaoeprofissao.com.br 
 
 
https://educacaoeprofissao.com.br/o-papel-da-pratica-pedagogica-na-formacao-docente/
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Descrição da imagem: A prática pedagógica é o conjunto de ações, estratégias e métodos 
que os educadores utilizam na interação com os alunos para promover a aprendizagem efetiva. 
Compreender o que é a prática pedagógica é fundamental para o desenvolvimento de uma educação 
de qualidade, pois ela impacta diretamente no processo formativo dos estudantes e na melhoria 
constante do ensino. Saber como aplicar essa prática é essencial para docentes que buscam aprimorar 
suas competências e oferecer experiências significativas em sala de aula. 
O desafio está na constante adaptação da prática pedagógica às demandas contemporâneas da 
educação, envolvendo tecnologias, diversidade cultural e diferentes estilos de aprendizagem. Além 
disso, a formação docente precisa contemplar a reflexão crítica sobre essas práticas para que os 
professores possam atuar de forma inovadora e eficaz. A oportunidade está justamente na construção 
de uma prática pedagógica que seja dinâmica e alinhada às necessidades reais da comunidade escolar. 
 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Os resultados da pesquisa bibliográfica revelam que as práticas investigativas têm impacto 
direto no desenvolvimento da identidade profissional do futuro professor. Ao analisar autores que 
discutem a formação docente, percebe-se que a pesquisa não é apenas um componente curricular, mas 
um elemento formador que estimula a reflexão, o questionamento e a construção de novos 
conhecimentos. Os estudos consultados destacam que, ao vivenciar processos investigativos durante 
a graduação, o estudante desenvolve maior consciência sobre seu papel na escola e sobre as 
responsabilidades inerentes à profissão docente. 
 
Outro resultado significativo encontrado na literatura é que a pesquisa atua como ponte entre 
teoria e prática, superando uma das maiores fragilidades apontadas nos cursos de formação de 
professores: a fragmentação do conhecimento. Os autores analisados afirmam que, quando o 
acadêmico observa, registra, analisa e discute situações reais da escola, ele consegue atribuir sentidos 
mais concretos às teorias estudadas. Essa articulação é essencial para que a prática pedagógica deixe 
de ser intuitiva e passe a ser embasada em fundamentos consistentes, tornando-se mais eficaz e 
consciente. 
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A investigação também auxilia no desenvolvimento da autonomia intelectual, fator 
amplamente discutido nos estudos analisados. Ao realizar pesquisas, o futuro professor aprende a 
selecionar fontes confiáveis, confrontar informações, organizar ideias, realizar interpretações e 
construir argumentos próprios. Essa autonomia o prepara para uma atuação mais segura e crítica, 
permitindo que ele se torne um profissional capaz de tomar decisões fundamentadas e de avaliar 
continuamente sua própria prática. Essa postura investigativa é cada vez mais necessária diante das 
transformações constantes do cenário educacional. 
Além disso, os resultados apontam que as práticas de pesquisa favorecem o desenvolvimento 
de competências relacionadas à observação, escrita e análise reflexiva. Os autores destacam que a 
elaboração de relatórios, projetos e artigos contribui para aprimorar a habilidade de sistematizar dados 
e comunicar ideias de maneira clara e fundamentada. Na prática docente, essas habilidades são 
essenciais, pois o professor precisa registrar processos, acompanhar o desenvolvimento dos alunos, 
elaborar relatórios pedagógicos e justificar suas escolhas metodológicas com coerência e segurança. 
Outro ponto discutido na literatura é o fortalecimento da criticidade como fruto das práticas 
investigativas.Os autores consultados defendem que, por meio da pesquisa, o futuro professor 
aprende a problematizar a realidade escolar e a rejeitar respostas simplistas para questões complexas 
que envolvem o cotidiano da sala de aula. Essa capacidade de analisar diferentes dimensões de um 
mesmo fenômeno educativo é fundamental para enfrentar desafios como diversidade cultural, 
inclusão, gestão de conflitos, dificuldades de aprendizagem e desigualdades sociais presentes na 
escola. 
Os estudos consultados também mostraram que o envolvimento em práticas de pesquisa ao 
longo da formação inicial contribui para que o acadêmico desenvolva maior sensibilidade pedagógica. 
Isso ocorre porque a investigação permite observar nuances do ambiente escolar que não são 
percebidas de imediato, como relações interpessoais, rotinas pedagógicas, dinâmicas institucionais e 
práticas de gestão. Esse olhar mais atento fortalece o entendimento sobre as necessidades reais dos 
alunos e sobre a importância de planejar ações pedagógicas que respeitem suas especificidades e 
contextos de vida. 
Outro resultado relevante refere-se à valorização da formação continuada. Muitos autores 
destacam que, ao compreender o papel central da pesquisa na construção do saber docente, o futuro 
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professor tende a adotar uma postura de aprendiz permanente. Assim, ele entende que sua formação 
não se encerra no final da graduação, mas se estende por toda a vida profissional, por meio de cursos, 
leituras, grupos de estudo, projetos investigativos e práticas reflexivas que mantêm sua atuação 
atualizada e significativa para os alunos. 
Por fim, a discussão teórica evidencia que a pesquisa é um componente essencial para a 
consolidação de uma prática pedagógica crítica, ética e transformadora. Ao vivenciar processos de 
investigação desde a formação inicial, o futuro professor aprende a interpretar a realidade educacional 
com profundidade, reconhecer problemas e buscar soluções fundamentadas. Dessa forma, os 
resultados desta pesquisa reforçam que a prática investigativa na formação inicial não é um 
complemento, mas uma condição essencial para preparar profissionais capazes de atuar com 
consciência, sensibilidade e compromisso com a qualidade da educação. 
 
5 CONCLUSÃO 
A análise realizada ao longo deste estudo permite concluir que as práticas de pesquisa ocupam 
um lugar central na formação inicial do professor, constituindo-se como um elemento estruturante 
para a construção de uma identidade profissional crítica, reflexiva e comprometida com a 
transformação social. Ao longo da investigação bibliográfica, percebeu-se que a pesquisa não se 
limita a um requisito acadêmico, mas se configura como uma atitude de questionamento e 
aprofundamento que acompanha o professor em todas as etapas da carreira. Nesse sentido, 
compreender seu papel nesse processo formativo é reconhecer a importância de formar docentes 
capazes de analisar suas práticas e intervir de maneira fundamentada na realidade escolar. 
Observou-se também que a pesquisa contribui significativamente para fortalecer a relação 
entre teoria e prática, um dos desafios historicamente presentes nos cursos de licenciatura. Quando o 
acadêmico vivencia processos investigativos, ele passa a perceber que os conhecimentos teóricos 
estudados não são desconectados da realidade, mas constituem o alicerce para a compreensão crítica 
dos fenômenos educativos. Esse reconhecimento torna a prática pedagógica mais consciente e 
embasada, permitindo que o futuro professor tome decisões fundamentadas e orientadas para o 
desenvolvimento integral do aluno. 
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Outro aspecto relevante identificado é que a pesquisa favorece o desenvolvimento da 
autonomia intelectual, competência essencial para o exercício profissional. O professor que pesquisa 
adquire maior capacidade de selecionar informações confiáveis, confrontar ideias, construir 
argumentos e elaborar análises profundas sobre o cotidiano escolar. Essas habilidades o tornam mais 
seguro e preparado para enfrentar os desafios da docência, contribuindo para uma prática pedagógica 
menos intuitiva e mais consciente, fundamentada e planejada. 
Além disso, constatou-se que as práticas investigativas fortalecem a criticidade e a capacidade 
de interpretar contextos complexos que se apresentam na escola contemporânea. A pesquisa permite 
ao professor questionar práticas cristalizadas, refletir sobre os desafios emergentes e buscar 
alternativas mais inclusivas, criativas e coerentes com as necessidades dos alunos. Essa postura 
investigativa, orientada pela ética e pela responsabilidade, contribui para a construção de ambientes 
educativos mais democráticos e participativos. 
Os resultados da análise bibliográfica também apontam que a pesquisa promove o 
desenvolvimento de competências comunicativas, investigativas e analíticas indispensáveis para a 
prática docente. A sistematização de ideias, a produção textual, a organização de dados e a 
argumentação fundamentada são exigências que se estendem ao cotidiano da escola, especialmente 
em processos de avaliação, planejamento e acompanhamento pedagógico. Dessa forma, a pesquisa 
amplia não apenas o repertório teórico do futuro professor, mas também suas habilidades práticas de 
atuação profissional. 
Outro elemento importante destacado é que a prática investigativa reforça a compreensão 
sobre a necessidade de formação continuada. Ao vivenciar a pesquisa durante a formação inicial, o 
acadêmico percebe que o conhecimento é dinâmico e que a docência exige constante atualização. 
Essa percepção contribui para que o professor mantenha uma postura de aprendiz permanente, aberto 
ao diálogo com novos estudos, experiências e desafios que surgem no campo educacional, 
fortalecendo sua capacidade de inovação e de adaptação. 
Por fim, conclui-se que as práticas de pesquisa desempenham um papel indispensável na 
formação inicial do professor, pois oportunizam o desenvolvimento de uma postura reflexiva, crítica 
e comprometida com a qualidade da educação. A partir das análises realizadas, evidencia-se que a 
pesquisa amplia o olhar do futuro docente, fortalece sua identidade profissional e contribui para a 
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construção de práticas pedagógicas mais fundamentadas, éticas e transformadoras. Assim, destaca-se 
a necessidade de que os cursos de Pedagogia continuem investindo em processos investigativos como 
estratégia formativa central, garantindo a formação de professores preparados para enfrentar os 
desafios contemporâneos e promover uma educação mais humana, sensível e significativa. 
 
REFERÊNCIAS 
ANDRÉ, Marli. Formação de professores: pesquisa, representações e práticas. Campinas: Papirus, 
2013. 
 
DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científicoe educativo. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2011. 
 
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Metodologia da pesquisa educacional. 18. ed. São Paulo: Cortez, 
2012. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34. ed. São Paulo: 
Paz e Terra, 1996. 
 
GATTI, Bernardete Angelina. Formação de professores: condições e problemas atuais. São Paulo: 
Autores Associados, 2014. 
 
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 14. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. 
 
	RESUMO
	1 INTRODUÇÃO
	2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
	3 METODOLOGIA
	4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
	5 CONCLUSÃO
	REFERÊNCIAS

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