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UNIDADE ENSINO A DISTÂNCIA DISCIPLINA: 02 PSICOMOTRICIDADE ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR PROF.A MA. CAROLINE POTTKER SUMÁRIO DA UNIDADE INTRODUÇÃO 26 1. CONCEITOS FUNCIONAIS 27 1.1 COORDENAÇÃO MOTORA GLOBAL 27 1.1.1 MOTRICIDADE FINA 27 1.1.2 MOTRICIDADE GLOBAL 28 1.2 ESQUEMA CORPORAL 30 1.2.1 ETAPAS - ESQUEMA CORPORAL 30 1.2.1.1 PRIMEIRA ETAPA: CORPO VIVIDO (ATÉ 3 ANOS DE IDADE) 30 1.2.1.2 SEGUNDA ETAPA: CORPO PERCEBIDO OU DESCOBERTO (3 A7 ANOS) 31 1.2.1.3 TERCEIRA ETAPA: CORPO REPRESENTADO (7 A 12 ANOS) 31 1.3 LATERALIDADE 31 WWW.UNINGA.BR 241.4 ORGANIZAÇÃO ESPACIAL 33 1.5 ORGANIZAÇÃO TEMPORAL 35 2. CONCEITOS RELACIONAIS 37 2.1 EXPRESSÃO 38 2.2 COMUNICAÇÃO 38 2.3 AFETIVIDADE 38 2.4 AGRESSIVIDADE 39 2.5 LIMITES 40 WWW.UNINGA.BR 25ENSINO A DISTÂNCIA INTRODUÇÃO Esta Unidade será dividida em dois conceitos. Iniciamos apresentando o primeiro, referente aos funcionais, entre eles: coordenação motora global, esquema corporal, lateralidade, orientação especial e orientação temporal. Em cada um destes conceitos serão apresentadas suas concepções, atividades a serem realizadas e algumas dificuldade que a criança possa ter ao não desenvolver corretamente alguns dos conceitos. segundo conceito diz respeito aos conceitos relacionais, entre estes estão a expressão, a comunicação, a afetividade, a agressividade e os limites. Abordaremos, de forma breve, como a psicomotricidade, a partir destes conceitos, se desenvolvida por meio do corpo, se expressa, se comunica com os outros corpos, revelando sua personalidade mais agressiva ou mais afetiva, que entrelaça na personalidade dos outros, pelo movimento desse corpo. PSICOMOTRICIDADE I UNIDADE 2 uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 26ENSINO A DISTÂNCIA 1. CONCEITOS FUNCIONAIS 1.1 Coordenação Motora Global 1.1.1 Motricidade fina Motricidade Fina "é uma atividade de movimento espacialmente pequena, que requer um emprego de força mínima, mas grande precisão ou velocidade ou ambos, sendo executada principalmente pelas mãos e dedos, às vezes também pelos pés" (MEINEL, 1984, p. 154). A coordenação fina, segundo Balbé et al. (2009), diz respeito à habilidade e destreza manual ou pedal, constituindo-se como um aspecto particular na coordenação global. Habilidades motoras finas requerem a capacidade de controlar os músculos pequenos do corpo, a fim de atingir a execução bem-sucedida da habilidade (MAGILL, 1984). Conforme Canfield (1981) citado por Balbé et al. (2009), a motricidade fina envolve a coordenação óculo- manual e requer um alto grau de precisão no movimento para o desempenho da habilidade específica, num grande nível de realização. Podemos citar como exemplo da necessidade desta habilidade na realização de tarefas como escrever, tocar piano, trabalhar em relógios etc. A coordenação viso-manual representa a atividade mais frequente utilizada pelo homem, pois atua para inúmeras atividades, como pegar ou lançar objetos, escrever, desenhar, pintar etc. (ROSA NETO, 1996). Velasco (1996, p. 107) citado por Balbé et al. (2009) destaca que "a interação com pequenos objetos exige da criança os movimentos de preensão e pinça que representam a base para o desenvolvimento da coordenação motora fina". SAIBA MAIS PSICOMOTRICIDADE I UNIDADE 2 Sobre movimento de preensão em: DESENVOLVIMENTO NORMAL DA PREENSÃO. Disponível em: Esta coordenação também pode ser chamada de óculo-manual. É muito importante para atividade de escrita. Entre as atividades para desenvolver a motricidade fina estão: recortar, perfurar, colar, encaixar etc. Para o desenvolvimento da escrita, Oliveira (1997) descreve que é necessário: maturação geral do sistema nervoso, desenvolvimento psicomotor geral em relação à tonicidade e à coordenação dos movimentos e desenvolvimento da motricidade fina do desenvolvimento dos dedos da mão. Além da coordenação do ato de sentar, postura correta para os movimentos gráficos, dissociação de movimentos e controlar a pressão gráfica sobre o lápis, maior destreza e, consequentemente, velocidade, são aspectos essenciais para o movimento da escrita. Além de uma lateralidade bem definida. desenho e grafismo são preparatórios para a atividade de escrita (OLIVEIRA, 1997). Ao desenvolver a habilidade de pegar o lápis de forma correta, é preciso uma aquisição de destreza manual. Enfim, a escrita é uma conjunção entre uma atividade visual de identificação do modelo caligráfico e uma atividade motora de realização do mesmo. uningá Universitário WWW.UNINGA.BR 27ENSINO A DISTÂNCIA Pega normal do lápis 1. Em oposição (a mais correta) 2. Dedos próximos ao ponto 3. Lápis perpendicular à mesa 4. Dedão enlaçando indicador Pega anormal do lápis 5. Indicador enlaçando dedão 6. Dois dedos e dedão 7. Três dedos e dedão 8. Lápis entre o indicador e o 9. Uso do punho 10. Palmar terceiro dedo Figura 1 Formas de segurar o lápis para escrita. Fonte: Oliveira (1997). PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 1.1.2 Motricidade global Segundo Batistella (1997), a motricidade global tem como objetivo a realização e a automação dos movimentos globais complexos, que se desenrolam num certo período de tempo e que exigem a atividade conjunta de vários grupos musculares. A motricidade global envolve movimentos que envolvem grandes grupos musculares em ação simultânea, com vistas à execução de movimentos voluntários mais ou menos complexos (BALBÉ, et al., 2009). Dessa forma, as capacidades motoras globais são caracterizadas por envolver a grande musculatura como base principal de movimento. No desempenho de habilidades motoras globais, a precisão do movimento não é tão importante para a execução da habilidade, como nos casos das habilidades motoras finas. Embora a precisão não seja um componente importante nesta tarefa, a coordenação perfeita na realização deste movimento é imprescindível ao desenvolvimento hábil desta tarefa (MAGILL, 1984 apud BALBÉ et al., 2009). uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 28ENSINO A DISTÂNCIA A coordenação global e as experimentações feitas pela criança levam a adquirir a dissociação do movimento, levando-a a ter condições de realizar diversos movimentos simultaneamente, sendo que cada um destes movimentos pode ser realizado com membros diferentes sem perder a unidade do gesto (OLIVEIRA, 1997). Por exemplo: dirigir e tocar piano. Atividades que podem ser realizadas: andar; saltar; correr, pular, atirar, rolar, lançar, arrastar etc. A conduta motora de coordenação motora global é concretizada através da maturação, motora e neurológica da criança. Para isto ocorrer haverá um refinamento das sensações e percepções, visual, auditiva, sinestésica, tátil e principalmente proprioceptiva, através da solicitação motora que as atividades infantis requerem (VELASCO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). Postura, equilíbrio e tônus estão associados com a coordenação motora. Postura é a posição espacial do corpo. Equilíbrio é a posição estável de um corpo e o Tônus é a resistência de um músculo a distensão. Estão relacionados entre si e com a coordenação. A coordenação motora depende do equilíbrio postural do indivíduo. Através do movimento, o indivíduo procura seu eixo corporal, vai se adaptando e procurando um equilíbrio. o indivíduo precisa dominar cada postura para dominar a ação pretendida e a cada modificação de postura o tônus se modifica para ajustar a nova postura. o equilíbrio é a base primordial de toda ação diferenciada dos membros superiores. Quanto mais defeituoso é o movimento, mais energia consome, tal gasto energético poderia ser canalizado para outros trabalhos neuromusculares. Nesta luta constante, ainda que inconsciente, contra o desequilíbrio resulta uma fatiga corporal, mental e espiritual, aumentando o nível de stress, ansiedade e angustia do indivíduo (BALBÉ, et al., 2009). A postura, de acordo com os mesmos autores, é a atividade reflexa do corpo com respeito ao espaço. equilíbrio é considerado como o estado de um corpo quando distintas e encontradas forças, que atuam sobre ele, se compensam e se anulam mutuamente. Desde o ponto de vista biológico, a possibilidade de manter posturas, posições e atitudes indica a existência de equilíbrio. equilíbrio tônico postural do sujeito, seu gesto, seu modo de respirar, sua atitude etc., são o reflexo de seu comportamento, porém ao mesmo tempo de suas dificuldades e de seus PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 bloqueios. Para voltar a encontrar seu estado de equilíbrio biopsicossocial, é necessário liberar os pontos de maior tensão muscular (couraças musculares), isto é, o conjunto de reações tônicas de defesa integradas a atitude corporal. No plano da organização neuropsicológica, se pode dizer que o equilíbrio tônico postural constitui o modelo de autorregulação do comportamento (ROSA NETO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). Asher (1975) considera que as variações da postura estão associadas a períodos de crescimento, aparecendo como uma resposta aos problemas de equilíbrio que costumam ocorrer segundo as mudanças nas proporções corporais e seus segmentos. Conforme Rosa Neto (1996) citado por Balbé et al. (2009), a postura inadequada está associada a uma excessiva tensão que favorece um maior trabalho neuromuscular, dificultando a transmissão e informações dos impulsos nervosos. uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 29ENSINO A DISTÂNCIA 1.2 Esquema Corporal A imagem do corpo representa uma forma de equilíbrio. Em um contexto de relações mútuas do organismo e do meio é onde se organiza a imagem do corpo como núcleo central da personalidade (ROSA NETO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). esquema corporal é um elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo (WALLON, 1975). A criança percebe-se e percebe os seres e as coisas que a cercam em função de sua pessoa. Sua personalidade se desenvolverá a uma progressiva tomada de consciência de seu corpo, de seu ser, de suas possibilidades de agir e transformar o mundo à sua volta. Ela se sentirá bem na medida em que seu corpo lhe obedece, em que o conhece bem, em que o utiliza não só para movimentar-se, mas também para agir (PEREIRA, 2002 apud BALBÉ et al., 2009). As atividades tônicas, que estão relacionadas à atitude, postura e a atividade cinética, orientadas para o mundo exterior. Essas duas orientações da atividade motriz (tônica e cinética), com a incessante reciprocidade das atitudes, da sensibilidade e da acomodação perceptiva e mental, correspondem aos aspectos fundamentais da função muscular, que deve assegurar a relação com o mundo exterior graças aos deslocamentos e movimentos do corpo (mobilidade) e assegurar a conservação do equilíbrio corporal, infraestrutura de toda ação diferenciada (tono). A função tônica se apresenta em um plano fisiológico, em dois aspectos: o tono de repouso o estado de tensão permanente do músculo que se conserva, inclusive durante o sono; o tono de atitude, ordenado e harmonizado pelo jogo complexo dos reflexos da atitude, sendo estes mesmos resultado das sensações proprioceptivas e da soma dos estímulos provenientes do mundo exterior (ROSA NETO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). A imagem corporal como resultado complexo de toda a atividade cinética, sendo a imagem do corpo a síntese de todas as mensagens, de todos os estímulos e de todas as ações que permitam a criança se diferenciar do mundo exterior, e de fazer do "EU" o sujeito de sua própria existência. esquema corporal pode ser definido no plano educativo, como a chave de toda PSICOMOTRICIDADE I UNIDADE 2 organização da personalidade (PEREIRA, 2002). Segundo Bueno (1999), o esquema e a imagem corporal são dois conceitos diferentes, enquanto a imagem corporal é a impressão que a pessoa tem de si mesmo, o esquema corporal é o conhecimento intelectual das partes do corpo e de suas funções. Esquema Corporal está relacionado com o equilíbrio, coordenação viso-motora, posição dos movimentos, posição no espaço, linguagem. corpo é um ponto de referência para a criança desenvolver o cognitivo, alfabetização, conceitos de espaço (embaixo, ao lado, frente), ela visualiza esses conceitos em si e depois nos objetos, inibição voluntária (atenção), dominar a escrita. 1.2.1 Etapas esquema corporal 1.2.1.1 Primeira etapa: corpo vivido (até 3 anos de idade) bebê sente o meio como sendo parte dele. Amadurecimento do Sistema nervoso, passa a se diferenciar do meio. Experiência vivida pela criança, pela exploração do meio, por sua atividade investigadora e incessante. No final já começa a ter imagem do corpo, pois o "eu" torna- se unificado e individualizado. uningá Universitário WWW.UNINGA.BR 30ENSINO A DISTÂNCIA 1.2.1.2 Segunda etapa: corpo percebido ou descoberto (3 a 7 anos) Maturação da função de interiorização (possibilidade de deslocar sua atenção do meio ambiente para seu corpo próprio, a fim de levar a tomada de consciência). Ajuda a desenvolver uma percepção centrada em seu próprio corpo. Passa do ajustamento espontâneo para o controlado, domínio do corpo, aumentando a coordenação dentro de um tempo e espaço. Representação mental dos elementos do espaço. Corpo como ponto de referência para situar objetos no espaço e tempo. nível do comportamento motor e intelectual estão submetidos a percepção num espaço em parte representado, mas ainda centralizado sobre o próprio corpo. 1.2.1.3 Terceira etapa: corpo representado (7 a 12 anos) Estruturação do esquema corporal, com as noções do todo e das partes do seu corpo, conhece as posições e consegue movimentar-se corretamente no meio com controle e domínio. Sua imagem do corpo passa a ser antecipatória, permitindo efetuar e programar mentalmente as ações em pensamento. Passa a percepção de um espaço orientado em torno do seu próprio corpo à descentralização, a representação mental de um espaço orientado no qual o corpo está situado como objeto. De acordo com Oliveira (1997), o esquema corporal apresenta algumas dificuldades para o desenvolvimento da criança: Não tem consciência do seu corpo, não controlam o corpo, respiração, equilíbrio, coordenação (deficiente). Conhecimento pobre do corpo. Dificuldade de locomoção (orientação espaço-tempo). Lentidão na execução de movimentos abotoar, andar de bicicleta, jogar bola PSICOMOTRICIDADE I UNIDADE 2 Confusão com as coordenadas do espaço: direita/esquerda; frente/trás. Dificuldade na escrita: obedecer aos limites da folha, vírgulas, pontos, armar contas. Dificuldade para perceber as diferenças de letras (p e b; b e d; p e q) e palavras (porco e corpo), numerais (42 e 24). REFLITA Esquema corporal de crianças com dificuldade de aprendizagem. Disponível em: . 1.3 Lateralidade o corpo humano está caracterizado pela presença de partes anatômicas pares e globalmente simétricas. Esta simetria anatômica se redobra, não obstante, por uma assimetria funcional, no sentido de que certas atividades só intervêm numa das partes. Por exemplo, escrevemos com uma só mão; os centros de linguagem se situam, na maioria das pessoas, no hemisfério esquerdo. uningá Universitário WWW.UNINGA.BR 31ENSINO A DISTÂNCIA A lateralidade é a preferência da utilização de uma das partes simétricas do corpo: mão, olho, ouvido, perna; a lateralização cortical é a especialidade de um dos dois hemisférios enquanto ao tratamento da informação sensorial ou enquanto ao controle de certas funções (OLIVEIRA, 1997 apud BALBÉ et al., 2009). A lateralidade está em função de um predomínio que outorga a um dos dois hemisférios a iniciativa da organização do ato motor, que desembocará na aprendizagem e a consolidação das praxias. Esta atitude funcional, suporte da intencionalidade, se desenvolve de forma fundamental no momento da atividade de investigação, ao largo da qual a criança vai enfrentar-se com seu meio. A ação educativa fundamental para colocar a criança nas melhores condições para aceder a uma lateralidade definida, respeitando fatores genéticos e ambientais, é permitir-lhe organizar suas atividades motoras (ROSA NETO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). Segundo Pereira (2002) citado por Balbé et al. (2009), a definição de uma das partes do corpo só ocorre por volta dos sete anos de idade, antes disso, devem-se estimular ambos os lados, para que a criança possa descobrir por si só, qual o seu lado de preferência. A preferência pelo uso de uma das mãos geralmente se evidencia aos três anos. Para Bueno (1999), a predominância se faz em função do hemisfério cerebral. Os movimentos preferenciais podem ser: destro ou sinistro. Para isso, deve-se observar os 3 níveis: mão, olho e pé. Lado dominante apresenta mais força muscular, mais precisão e rapidez. Os dois lados funcionam de forma complementar. Na evolução da lateralidade, podemos observar: 1° mês bebê não apresenta dominância. 4°e 5° mês não consegue segurar dois objetos ao mesmo tempo nas mãos. Segurar de um lado só pode indicar que será seu lado dominante. A partir de um ano de idade começa a se evidenciar, mas com 5 e 7 anos tem a dominância determinada. A Lateralidade não pode ser imposta, é natural, conforme a imagem proprioceptiva (capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo) que ela tem do seu corpo e a preferência pelo uso de suas mãos. Noções de dominância lateral: lateralidade homogênea destra ou canhota; lateralidade cruzada destra da mão, canhota do pé, olho e ouvido; ambidestra hábil dos dois lados. PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 A diferença entre a lateralidade e o conhecimento da criança de D e E: lateralidade, é a dominância de um lado a nível de força e precisão, e outro é apenas o domínio dos termos. Exercícios práticos a realizar: jogo da amarelinha; cruzar as instruções; controlar uma bola com os pés; jogos para reconhecimento de D/E etc. Figura 2 Atividades para desenvolver lateralidade. Fonte: Universo Especial (2019). uningá Universitário WWW.UNINGA.BR 32ENSINO A DISTÂNCIA A lateralidade também apresenta algumas dificuldades no desenvolvimento da criança: a) Dificuldade em aprender a direção gráfica. b) Dificuldade em aprender os conceitos D/E. c)Comprometimento na leitura e escrita. Ritmo da escrita mais lento, escrita ilegível e especular (espelhada). d) Má postura esforço para escrever. e) Dificuldade de coordenação fina. f) Dificuldade de Discriminação visual: b, d, p, q. g) Afetiva: baixa autoestima. h) Gagueira. i) Aparecimento das sincinesias. J) Dificuldade de Estruturação espacial. 1.4 Organização Espacial É a consciência da situação das coisas entre si. É a possibilidade para a pessoa organizar- se perante o mundo que a cerca, de organizar as coisas entre si, de colocar as coisas em seu lugar. É a noção de direção (acima, abaixo, a frente, atrás, ao lado) e de distância (longe, perto, curto, comprido). A Orientação Espacial não se ensina, descobre-se. A criança percebe a posição do seu corpo no espaço. Depois, a posição dos objetos em relação a si mesma e, por fim, a perceber as relações das posições dos objetos entre si. A noção do espaço é uma noção ambivalente, ao mesmo tempo concreta e abstrata, finita e infinita. Na vida cotidiana utilizamos constantemente os dados sensoriais e perceptivos relativos ao espaço que nos rodeia. Estes dados sensoriais contêm as informações sobre as relações entre os objetos que ocupam o espaço, porém, é nossa atividade perceptiva baseada sobre a experiência do aprendizado que lhe dá um significado. A organização espacial depende simultaneamente da PSICOMOTRICIDADE I UNIDADE 2 estrutura de nosso próprio corpo (estrutura anatômica, biomecânica, fisiológica etc.), da natureza do meio que nos rodeia e de suas características (ROSA NETO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). Todas as modalidades sensoriais participam pouco ou muito na percepção espacial: a visão; a audição; o tato; a propriocepção; e o olfato. A orientação espacial designa nossa habilidade para avaliar com precisão a relação física entre nosso corpo e o meio ambiente e a tratar as modificações no curso de nossos deslocamentos (OLIVEIRA, 1997 apud BALBÉ et al., 2009). As primeiras experiências espaciais estão estreitamente associadas ao funcionamento dos diferentes receptores sensoriais, sem os quais a percepção subjetiva do espaço não poderia existir; a integração contínua das informações recebidas conduz a sua estruturação e ação eficaz sobre o meio externo. Olho e ouvido; labirinto; receptores articulares e tendinosos; fusos neuromusculares e pele; representam o ponto de partida de nossa experiência espacial (ROSA NETO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). A percepção relativa à posição do corpo no espaço e de movimento tem como origem estes diferentes receptores com seus limites funcionais, enquanto que a orientação espacial dos objetos ou dos elementos do meio, necessita mais da visão e audição. Está praticamente estabelecido que da interação e da integração destas informações internas e externas provem nossa organização espacial (OLIVEIRA, 1997 apud BALBÉ et al., 2009). uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 33ENSINO A DISTÂNCIA Segundo as características das nossas atividades, podemos utilizar duas dimensões do espaço plano, distância ou profundidade. A pele apresenta receptores táteis em que a concentração modifica de uma região a outra no corpo. A separação dos pontos de estimulação permite fazer diferenças entre o contínuo e o distinto. Os índices táteis, associados aos índices sinestésicos resultam da exploração de um objeto que permite o reconhecimento das formas (esterognosia) em ausência da visão (sentido háptico). Os deslocamentos de uma parte do corpo sobre uma superfície plana podem ser apreciados pela sinestesia tanto no caso dos movimentos lineares como angulares. As sensações vestibulares abastecem índices sobre certos dados espaciais (orientação, velocidade e aceleração). Chegam aos núcleos vestibulares, ao cerebelo e ao lóbulo frontal, porém só contribuem muito debilmente à percepção dos deslocamentos. Não obstante, durante os deslocamentos passivos onde a visão e a sinestesia não intervêm, a orientação espacial diminui, geralmente se existe lesão do sistema vestibular (RIGAL, 1988 apud BALBÉ et al., 2009). INDICAÇÃO DE VÍDEO Sobre atividades de psicomotricidade. Disponível em: Atividades práticas da Orientação Espacial: globalização de dobraduras; comparação sobre a própria posição e a dos outros; obedecer ordens; crianças em círculo, uma sai da sala, as outras mudam de lugar; sala com obstáculos; ditado de figuras. PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 Dobradura peixe 2 ART BY LENISE M. RESENDE Figura 3 Dobradura. Fonte: Cultura Mix (2019). Importância da Orientação Espacial para escrita: compor sinais orientados e reunidos conforme uma lei, respeitar as leis de sucessão que fazem desses sinais, palavras e frases. Interpretação espaciais de dados sensoriais, movemos a nossa mão para pegar um objeto, calculamos a distância que temos que percorrer. Orientação Espacial na folha de papel: trabalhar isso através da movimentação do corpo e interiorização das ações, fazem através do exercício gráfico, ela aprende apenas a imitar e decorar. Com Orientação Espacial a criança, antes de escrever ou desenhar, organiza sua folha. uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 34ENSINO A DISTÂNCIA Na leitura e escrita: direção gráfica, horizontal, da esquerda para direita e de cima para baixo. Memória espacial: descobrir os objetos que estão faltando, dos símbolos gráficos. Dificuldades que a criança pode apresentar se não tiver uma orientação espacial bem desenvolvida: Limitação do seu desenvolvimento mental e psicomotor. Crianças tolhidas em suas experiências corporais. Não desenvolveram esquema corporal. Não possuem a dominância lateral. Dificuldades com termos abstratos, como D/E. Dificuldade de representação mental das diversas noções. Orientação Espacial Dificuldades na aprendizagem. Noção de lugar no recreio, na sala de aula. Não discriminam as direções das letras: m e u; b e p; 6 e 9; 15 e 51; p e b; p e q. Dificuldades (esquece) com símbolos gráficos. Adulto: bolsa, dirigir, armário. No papel, os desenhos, percebe que a folha vai acabar. Não respeita o traçado horizontal. Não respeita a ordem e sucessão das letras na escrita e leitura. Pula linhas na leitura, dificuldade na locomoção dos olhos. Matemática organizar os números em fileiras, montar contas. Noção de reversibilidade e transposição. 8+5=10+3. 1.5 Organização Temporal Percebemos o transcurso do tempo a partir das mudanças que se produzem durante um período estabelecido e da sua sucessão que transforma progressivamente o futuro em presente e depois em passado. tempo é, antes de tudo, memória. À medida que leio, o tempo passa. Assim, aparecem ritmo, o primeiro define a sucessão que existe entre os acontecimentos que se PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 produzem, uns a continuação de outros, numa ordem física irreversível; a segunda permite a variação do intervalo que separa os dois pontos, o princípio e o fim de um acontecimento. Esta medida possui diferentes unidades cronométricas como o dia e suas divisões, horas, minutos e segundos. A ordem ou distribuição cronológica das mudanças ou acontecimentos sucessivos representa o aspecto qualitativo do tempo e a duração, seu aspecto quantitativo (ROSA NETO, 1996 apud BALBÉ et al., 2009). A organização temporal inclui uma dimensão lógica (conhecimento da ordem e duração, os acontecimentos se sucedem com intervalos), uma dimensão convencional (sistema cultural de referências, horas, dias, semanas, meses e anos) e um aspecto de vivência, que aparece antes dos outros dois (percepção e memória da sucessão e da duração dos acontecimentos na ausência de elementos lógicos ou convencionais). A consciência do tempo se estrutura sobre as mudanças percebidas, independentemente de ser sucessão ou duração, sua retenção depende da memória e da codificação da informação contida nos acontecimentos. Os aspectos relacionados à percepção do tempo evolucionam e amadurecem com a idade. No tempo psicológico organizamos a ordem dos acontecimentos e estimamos sua duração, construindo, assim, nosso próprio tempo. A percepção da ordem nos leva a distinguir o simultâneo do sucessivo, variando o umbral segundo os receptores utilizados. A percepção da duração começa pela discriminação do instantâneo e do duradouro que se estabelece a partir de 10 ms a 50ms para a audição e 100ms a 120ms para a visão (RIGAL, 1988 apud BALBÉ et al., 2009). uningá Universitário WWW.UNINGA.BR 35ENSINO A DISTÂNCIA Aos 7 anos começa as noções de manhã, tarde e noite por meio de sua própria experiência pessoal. tempo está ligado à afetividade e às necessidades biológicas. Tempo: classificação por ordem das sucessões de acontecimentos por um lado e encaixe das durações e intervalos entre os acontecimentos, ambos coerentes e ligados. Orientação Temporal Prática: organizar o calendário da escola; compor árvore genealógica; reconhecer os mais novos e velhos; sequência lógica: história. Figura 4 Sequência lógica. Fonte: Clube Brincante (2019). Segundo Bueno (1999), a importante Orientação Temporal para leitura: a leitura exige a passagem a um simbolismo, isto é, a visão das formas associadas a um som, enfim a sincronização da leitura com o movimento dos olhos e uma linguagem mental em coordenação PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 com a respiração para a leitura em voz alta. Para criança aprender a ler ela precisa ter domínio do ritmo, uma sucessão de sons no tempo, uma memorização auditiva, uma diferenciação de sons, um reconhecimento das frequências e das durações dos sons das palavras. A criança adquirirá este conceito de Orientação Temporal quando tiver um desenvolvimento cognitivo mais avançado. Primeiramente, seus gestos e movimentos vão se ajustando ao tempo e ao espaço exterior, noções de velocidade. Quando tomar consciência das relações no tempo. Relações de ordem, sucessão, duração e alternância entre objetos e ações. Organiza e coordena as relações temporais, pela representação mental dos momentos do tempo e suas relações, adquirindo a capacidade de trabalhar a nível simbólico (OLIVEIRA, 1997). Conceitos a adquirir pela criança para desenvolver a orientação temporal: simultaneidade movimentos que para serem realizados, tem que aparecer juntos; ordem e sequência disposição dos acontecimentos numa escala temporal, de modo que as relações do tempo e a ordem de acontecimentos evidenciem-se. "Antes de dormir eu escovo os dentes". Noção de antes e depois; duração dos intervalos curto e longo. Hora, minuto e segundo. Para criança pequena tempo é subjetivo. Tempo objetivo, organização do mundo em que vivemos; renovação cíclica de certos períodos tempo determinado por dias, semanas, estações; ritmo o movimento é o meio de expressão do ritmo. Sucessão de movimentos diferentes. Tudo que está em constante movimento. Universitário WWW.UNINGA.BR 36ENSINO A DISTÂNCIA Importâncias do ritmo para a orientação temporal: Na criança, quando respeita os espaços entre as palavras e consegue ordenar as letras dentro da palavra e as palavras dentro das frases. A pontuação e a entonação da leitura e escrita. Flexibilidade de movimentos, maior atenção e concentração, seguir uma cadência determinada. A percepção da alternância de tempos fortes e fracos leva a percepção do relaxamento e das pausas. Na escola, a associação do canto e do movimento permite a criança sentir a identidade rítmica, ligando os movimentos do corpo aos sons musicais. Segundo Oliveira (1997), existem algumas dificuldades quando a criança não desenvolve a Orientação Temporal: Não percebe o intervalo de tempo, os intervalos existentes entre as palavras. Confusão na ordenação e sucessão dos elementos de uma sílaba, não percebe o que é primeiro e último, antes e depois. Ex.: porblema, ao invés de problema. Falta de padrão rítmico constante. Falta de coordenação na realização dos movimentos. Dificuldade na organização do tempo. Demora numa tarefa e não consegue fazer as outras. Horas e minutos. Prova. Falta de Orientação Temporal, fracasso em matemática. Montar a conta, noção de fileira e coluna. 2. CONCEITOS RELACIONAIS PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 A psicomotricidade relacional só pode ser através e por meio do corpo que se expressa, que se comunica, dialoga com o outro e consigo mesmo. A expressão corporal através da psicomotricidade relacional revela a agressividade e a afetividade da personalidade do sujeito e sempre através do movimento. A expressão, a afetividade, a agressividade, a comunicação, a corporeidade e o limite são conteúdos relacionais que permeiam a relação entre os corpos através dos desejos, das frustrações e das ações. Os corpos são vistos em interação com o meio, com o espaço, com os objetos e consigo mesmo. INDICAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE ESCOLARES DE 6 E 7 ANOS. Disponível em: KAREN%20MARTINS%20PINHEIRO.pdf?sequence=1>. uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 37ENSINO A DISTÂNCIA 2.1 Expressão Ela será incluída por meio das atividades com liberdade, mímicas, dramatizações e danças e irão facilitar a livre expressão da criança. É criar através da expressão o que se tem dentro de si. Será realmente um esforço interior e facilitador da comunicação. A ação deve ser espontânea e uma manifestação natural, por livre vontade. Todo esse movimento só acontecerá quando o corpo se conscientizar da pele, dos músculos e articulações, da respiração, da percepção sonora e quando o sujeito olhar o outro e conseguir ver a graça de cada gesto. Conforme Bueno (1999), a expressão facial ou corporal, é apresentada por meio de atividades de liberdade, danças, mímicas e dramatizações livre expressão. Exercitar a expressão de emoções de acordo com uma música é uma forma de aprender a se expressar, respondendo com ações ao trecho que possa sugerir tal emoção. 2.2 Comunicação A expressão e a comunicação estão intimamente relacionadas. É através da comunicação verbal ou não verbal que o sujeito estabelece as relações com os outros e os objetos. Se faz necessário o diálogo entre o aluno e o professor, assim poderão perceber, ver, sentir, falar e ver com o corpo, já que esse diálogo acontece pela comunicação e pela linguagem que cada corpo é e possui. "Se o corpo comunica, o indivíduo pouco a pouco descobre esse corpo e as ações que ele comanda" (SANTIN, 1992, p. 83). "Uma sensibilidade para ouvir, uma profunda satisfação em ser ouvido" (ROGERS, 1983, p. 79). Relacionada a expressão, pois quando o indivíduo aprende a expressar-se corporalmente, assume a sua identidade e relaciona-se com o mundo. A comunicação não só transmite informação, mas também impõe um comportamento, verbal e não-verbal. PSICOMOTRICIDADE UNIDADE 2 Na comunicação é importante aprender a escutar. Ouvir alguém significa ouvir os sons e captar a forma do mundo interior da pessoa, entender os significados que transmite e significar a relação de comunicação. É essencial desenvolver, segundo Bueno (1999), uma relação autêntica: permitir ao outro que se torne independente, com ideias, valores e ações, expressos conforme sua identidade. 2.3 Afetividade É estimulante e fundamental em todo o desenvolvimento psicomotor e permanece pelo resto da vida. A afetividade só acontece se houver troca entre o sujeito e o outro e seus corpos deverão agir e comparar-se corporalmente. Para Lapierre e Aucouturier (1986), o principal material de expressão é o seu corpo. Para Piaget (1986), existe um estreito paralelismo entre o desenvolvimento da afetividade e das funções intelectuais. Não podemos esquecer nunca que a afetividade é de extrema importância no desenvolvimento do sujeito. E é o elemento principal na relação desse sujeito com as pessoas (sejam elas educadoras, familiares ou terapeutas). A afetividade irá ocorrer se houver troca entre dois ou mais participantes da relação. Se o adulto se dispõe corporalmente a interagir no jogo corporal, sendo parceiro no jogo simbólico, encontra, na relação, a troca e o prazer pela afetividade. uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 38ENSINO A DISTÂNCIA A iniciação dessa troca se dá pelo objeto, depois passa a ser troca complementar para chegar a troca de reciprocidade. Principal material de expressão é o corpo. encontro da afetividade no contato corporal entre o adulto e a criança faz com que o jogo corporal seja espontâneo, sem grande esforço. A afetividade é importante no desenvolvimento da criança. Relação mãe-bebê. Sensação de prazer e segurança nos contatos íntimos. A afetividade é o resultado de sensações agradáveis ou desagradáveis de sentimento de amor e ódio, que determinam a conduta postural e dão ao corpo sua expressão. 2.4 Agressividade Desejar e não conseguir agir conforme o desejo, percebendo que há obstáculos e interdições é levar ao conflito. E conflito gera agressividade. A agressividade, quando levada ao extremo, como às agressões e autoagressões, deve ser limitada. Quando ela é bem conduzida ajuda o sujeito a elaborar-se melhor para uma nova fase da vida e o faz crescer. Não devemos reprimir a agressividade, pois pode-se levar à introversão ou à compulsão e um dia pode explodir. Devemos trabalhar a agressividade com objetos simbólicos e de representação simbólica. Agressividade é o resultado do conflito entre o desejo de afirmação pela ação e os obstáculos e interdições que essa afirmação encontra. Ninguém agride por agredir simplesmente, sempre espera uma resposta. Uma forma de comunicar primitiva, um desejo de vincular com o outro. É um meio de dar e receber, mesmo que por meio de golpes. No desejo da dominação a agressividade pode ser a ferramenta para a afirmação da criança frente ao adulto. Quando a criança não sabe se comunicar ou tem dificuldade de investir na relação com o outro, uma das estratégias é a provocação. Não é bem aceita socialmente. Importante transpor a agressividade para o plano simbólico, poderá ser aceita e desculpabilizada, por meio de materiais lúdicos e sem perigo, como lutas de tração, de PSICOMOTRICIDADE I UNIDADE 2 desequilíbrio etc. Assim, a criança pode vivenciar simbolicamente, dominá-la e estabelecer o início da adaptação ao outro. A negociação não surge sem o confronto. Figura 5 Agressividade infantil. Fonte: Pequenada (2019). uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 39ENSINO A DISTÂNCIA 2.5 Limites É permitir e proibir. Mas também é o equilíbrio. São percebidos pelos movimentos intencionais e de prazer. É fazer aceitar, compreender as restrições necessárias do meio. É ter o equilíbrio entre a permissão e o limite. Para aceitação, não se deve impor suas verdades sem considerar as verdades do outro. Devemos desenvolver, na criança, organização, respeito, responsabilidade e trabalho em grupo. Mostrar segurança nas afirmações, sem contradições. Coerência entre as atitudes em todos os âmbitos. Repreender, demonstrar insatisfação pelo errado, dialogar, não gritar, nem nervosismos. PSICOMOTRICIDADE I UNIDADE 2 uningá Centre Universitário WWW.UNINGA.BR 40