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Número de referência 30 páginas © ABNT 2023 ABNT NBR 13541-2:2023 ABNT NBR 13541-2 Quinta edição 24.05.2023 Linga de cabo de aço Parte 2: Utilização e inspeção Wire rope slings Part 2: Use and inspection NORMA BRASILEIRA ICS 53.020.30 ISBN 978-85-07-09630-6 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) ii ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados © ABNT 2023 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) iii ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Sumário Página Prefácio ................................................................................................................................................v 1 Escopo ................................................................................................................................1 2 Referências normativas .....................................................................................................1 3 Termos e definições ...........................................................................................................1 4 Restrições para utilização das terminações de lingas ...................................................2 4.1 Olhal trançado tipo flamengo com presilha de aço (tipo 1) ...........................................2 4.2 Olhal trançado tipo flamengo com presilha de alumínio (tipo 2) ..................................2 4.3 Olhal trançado manualmente (tipo 3) ...............................................................................2 4.4 Olhal dobrado com presilha de alumínio (tipo 4) ...........................................................2 5 Métodos de utilização de lingas ......................................................................................2 5.1 Fixação direta .....................................................................................................................3 5.2 Método forca .......................................................................................................................4 5.3 Método cesta ......................................................................................................................5 6 Utilização de lingas de cabo de aço .................................................................................6 6.1 Antes do içamento da carga .............................................................................................6 6.2 Durante a fixação da linga .................................................................................................8 6.2.1 Método forca .......................................................................................................................9 6.2.2 Método cesta ....................................................................................................................10 6.3 Durante a movimentação da carga ................................................................................. 11 6.4 Descarregamento da carga .............................................................................................12 6.5 Precauções .......................................................................................................................12 6.6 Estabilidade e simetria de carregamento ......................................................................13 6.6.1 Generalidades ...................................................................................................................13 6.6.2 Efeitos resultantes da carga fora de equilíbrio .............................................................13 6.6.3 Içamento com centro de gravidade abaixo do ponto de fixação .................................14 6.6.4 Efeito de centro de gravidade alto ..................................................................................15 6.6.5 Carregamento assimétrico ..............................................................................................16 6.7 Lingas com várias pernas com algumas pernas sem carregamento .........................17 6.8 Armazenamento da linga .................................................................................................17 7 Inspeção ............................................................................................................................18 7.1 Generalidades ...................................................................................................................18 7.2 Inspeção visual pelo sinaleiro ou amarrador de carga ................................................18 7.3 Inspeção completa ..........................................................................................................18 7.4 Critério de inspeção e descarte ......................................................................................19 7.4.1 Marcação ...........................................................................................................................19 7.4.2 Arames rompidos .............................................................................................................19 7.4.3 Redução no diâmetro do cabo ........................................................................................20 7.4.4 Corrosão ...........................................................................................................................20 7.4.5 Deformação do cabo ........................................................................................................21 7.4.6 Danos por calor ...............................................................................................................21 7.4.7 Acessórios, presilhas ou trançados ..............................................................................21 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) iv ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Tabelas Tabela 1 – Método de utilização das lingas ......................................................................................3 Tabela 2 – Fatores de redução de carga máxima de trabalho (CMT) ...........................................17 Tabela 3 – Critérios para substituição da linga em função de rupturas localizadas de arames ....20 Tabela A.1 – Volumes de corpos fundamentais ..............................................................................24 Tabela A.2 – Densidades dos materiais mais comumente usados...............................................27 Figuras Figura 1 – Exemplos de método forca...............................................................................................4 Figura 2 – Forca dupla ........................................................................................................................5 Figura 3 – Exemplos de método cesta ..............................................................................................5 Figura 4 – Utilização de vara de manobra ou cabo-guia .................................................................6 Figura 5 – Lingas com várias pernas – Distribuição de carregamento..........................................7Figura 6 – Variação de carregamento da linga em função do ângulo de perna para uma carga ...7 Figura 7 – Dobramento do cabo de aço ............................................................................................8 Figura 8 – Laço sem-fim tipo Grommet .............................................................................................9 Figura 9 – Exemplo de ângulo no método forca ..............................................................................9 Figura 10 – Utilização de sapatilho no método forca.....................................................................10 Figura 11 – Exemplo de balancim ....................................................................................................10 Figura 12 – Transporte para elevação de carga com lingas de múltiplas pernas com pernas não utilizadas .................................................................................................................... 11 Figura 13 – Dobramento severo nas presilhas e sapatilhos .........................................................12 Figura 14 – Alinhamento do centro de gravidade ..........................................................................13 Figura 15 – Exemplo do efeito do desalinhamento do centro de gravidade ...............................14 Figura 16 – Exemplo de carga estável.............................................................................................15 Figura 17 – Exemplo de centro de gravidade alto em relação aos pontos de fixação ...............15 Figura 18 – Carregamento assimétrico ...........................................................................................16 Figura 19 – Gancho ...........................................................................................................................21 7.4.8 Danos menores ................................................................................................................23 Anexo A (informativo) Determinação da massa da carga ...............................................................24 Anexo B (informativo) Exemplo de formulário para inspeção individual da linga .......................28 Bibliografia .........................................................................................................................................30 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) v ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência sobre qualquer Documento Técnico ABNT. Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT. A ABNT NBR 13541-2 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Cabos de Aço e Acessórios (ABNT/CEE-113). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 16.03.2023 a 17.04.2023. A ABNT NBR 13541-2:2023 cancela e substitui a ABNT NBR 13541-2:2018, a qual foi tecnicamente revisada. O Escopo em inglês da ABNT NBR 13541-2 é o seguinte: Scope This Standard provides guidelines for the use and inspection in operation of wire rope slings for general purposes. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) ABNT NBR 13541-2:2023NORMA BRASILEIRA 1© ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Linga de cabo de aço Parte 2: Utilização e inspeção 1 Escopo Esta Parte da ABNT NBR 13541 apresenta orientações para utilização e inspeção em operação de linga de cabo de aço para uso geral. 2 Referências normativas Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 11436, Sinalização manual para movimentação de carga por meio de equipamento mecânico de elevação – Procedimento ABNT NBR 11900-1:2013, Terminal para cabos de aço – Parte 1: Sapatilho ABNT NBR 11900-3, Terminal para cabo de aço – Parte 3: Olhal com presilha ABNT NBR 13541-1, Linga de cabo de aço – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 13541-1 e os seguintes. 3.1 inspeção visual verificação visual da condição da linga de cabo de aço, a fim de identificar danos óbvios ou deteriorações que possam comprometer a sua adequação ao uso 3.2 inspeção completa inspeção visual realizada por pessoa qualificada e, se necessário, complementada por outros meios, como verificação dimensional e ensaios não destrutivos, a fim de detectar danos ou deterioração e avaliar sua importância em relação à utilização segura da linga de cabo de aço 3.3 pessoa qualificada pessoa habilitada por órgão de competência profissional e treinamento formal em inspeção em cabos de aço e acessórios conduzida por organizações competentes NOTA Organização competente pode ser o fabricante de cabos de aço, fabricante da lingas de cabos de aço ou centros de formação profissional. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 2 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 3.4 sinaleiro amarrador de cargas profissional capacitado que realiza e verifica a amarração da carga, emitindo os sinais necessários ao operador do equipamento durante a movimentação 4 Restrições para utilização das terminações de lingas 4.1 Olhal trançado tipo flamengo com presilha de aço (tipo 1) O olhal trançado tipo flamengo com presilha de aço não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo com alma de aço. Para temperaturas de operação entre 100 °C e 200 °C com cabo com alma de aço, é permitida a utilização considerando uma redução de 10 % na carga máxima de trabalho (ver ISO 16625:2013, B 10.1). 4.2 Olhal trançado tipo flamengo com presilha de alumínio (tipo 2) O olhal trançado tipo flamengo com presilha de alumínio não pode ser utilizado nas seguintes condições: a) em temperaturas superioresa 80 °C para cabo com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo com alma de aço; b) imerso em águas salgadas; c) em contato com superfícies abrasivas que possam danificar a presilha. 4.3 Olhal trançado manualmente (tipo 3) O olhal trançado manualmente não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo com alma de aço. 4.4 Olhal dobrado com presilha de alumínio (tipo 4) O olhal dobrado com presilha de alumínio não pode ser utilizado nas seguintes condições: a) em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo com alma de aço; b) imerso em águas salgadas; c) em contato com superfícies abrasivas que possam danificar a presilha. A segurança do olhal dobrado (tipo 4) depende somente da segurança da presilha, enquanto os olhais trançados (tipos 1 e 2) possuem segurança adicional oriunda do trançamento. Recomenda-se que a utilização do tipo 4 seja avaliada por pessoa qualificada. 5 Métodos de utilização de lingas Os métodos recomendados para utilização das lingas, sejam lingas de uma perna ou de conjunto de duas pernas, de cabos de aço são apresentados na Tabela 1. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 3 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Tabela 1 – Método de utilização das lingas Método de utilização de lingas Tipos de lingas Linga de uma perna Linga de duas pernas a Laço sem fim Com uma linga Com duas lingas Um laço sem fim Dois laços sem fim Fixação direta Método forca Método forca com duas voltas Método cesta Método cesta com duas voltas a As ilustrações e designações das lingas de duas pernas se aplicam também a lingas de três e quatro pernas. As pernas das lingas podem estar associadas à carga por fixação direta, método forca e método cesta. 5.1 Fixação direta Neste caso, os terminais inferiores são conectados diretamente aos pontos de fixação. A seleção de ganchos e pontos de fixação deve permitir que a carga seja transportada no assento/base de apoio do gancho, evitando a carga na extremidade. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 4 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 5.2 Método forca Neste caso, as pernas da linga são passadas através ou sob a carga, e a extremidade inferior com ou sem acessório é conectada ao corpo da linga (ver Figura 1). A linga de uma perna também pode ser utilizada em uma forca com duas voltas [ver Tabela 1 e Figura 1 b)], ou com forca dupla (ver Figura 2). a) Método forca com uma linga c) Método forca com um laço sem fim d) Utilização incorreta causa torça de carga e) Utilização incorreta causa torção de carga b) Método forca com duas voltas e uma linga de duas pernas Figura 1 – Exemplos de método forca E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 5 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Figura 2 – Forca dupla 5.3 Método cesta Existem dois modos de utilizar o método cesta: passando uma linga simples através de uma carga [ver Figura 3 a)] ou envolvendo duas lingas em torno da carga [ver Figura 3 b)]. O segundo método não é adequado se as lingas forem capazes de se mover uma em direção à outra, quando a carga é içada. Quando são içadas cargas que não são mantidas em conjunto, como pacotes soltos, o método forca é o preferido (ver Figura 1C). 45°máximo 50°máximo a) Utilização de uma linga b) Utilização de duas lingas Figura 3 – Exemplos de método cesta E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 6 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 6 Utilização de lingas de cabo de aço O método de utilização para uma linga ou para lingas de múltiplas pernas deve ser selecionado de forma que a massa a ser içada não exceda a carga máxima de trabalho (CMT), levando em consideração o apresentado em 6.1 a 6.8 e os efeitos cumulativos de diminuição da resistência. 6.1 Antes do içamento da carga 6.1.1 Antes do início do içamento da carga, recomenda-se verificar se ela está segura para ser movimentada, de maneira que não haja qualquer obstrução ou partes soltas e que a carga esteja devidamente fixada. É necessário atentar-se para que a carga não seja danificada pela linga ou vice-versa. Quando a linga for fixada à carga, os pontos utilizados para a fixação, como os olhais, devem ser adequados ao içamento da carga. 6.1.2 Para posicionar a carga e evitar balanços perigosos, a utilização de cabo-guia ou vara de manobra é recomendada (ver a Figura 4). Figura 4 – Utilização de vara de manobra ou cabo-guia 6.1.3 Quando as cargas são aceleradas ou desaceleradas subitamente, ocorrem forças dinâmicas que aumentam as tensões na linga. Estas situações devem ser evitadas e ocorrem, por exemplo, quando não se retira a folga da linga antes de começar o içamento. 6.1.4 É essencial que a massa da carga a ser içada seja conhecida (ver Anexo A). 6.1.5 Após a escolha do método de içamento, deve-se escolher a linga adequada, compatível com a carga a ser içada. O tipo de linga e o método de içamento utilizado devem assegurar que a carga não escorregue. 6.1.6 A pessoa responsável pelo içamento deve assegurar que as lingas estejam em boas condições. Lingas danificadas ou deterioradas que não sejam consideradas seguras para o uso (ver Seção 7) devem ser colocadas fora de serviço e submetidas à inspeção completa. 6.1.7 A pessoa responsável pelo içamento deve assegurar-se de que a carga fique balanceada quando içada. As lingas devem ser fixadas nos pontos projetados para o içamento da carga. Se estes pontos não estiverem marcados na carga, deve-se utilizar a posição do centro de gravidade para determinar os pontos de fixação (ver Figura 5). E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 7 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados == = = = == Figura 5 – Lingas com várias pernas – Distribuição de carregamento 6.1.8 Ao utilizar lingas de cabo de aço com duas, três ou quatro pernas, recomenda-se que o ângulo entre as pernas da linga e a vertical esteja entre 15° e 60° (ângulo β na Figura 6). NOTA Ângulos inferiores a 15° com a vertical apresentam risco de desequilíbrio da carga. 60° 1,0 Q 1,0 Q 0,7 Q0,7 Q 80° 75° β = 45° 1 2 Q 2,0 Q2,0 Q 3,0 Q3,0 Q Legenda 1 carregamento da perna 2 componente horizontal da força Área hachurada: ângulos não abrangidos pela plaqueta. A área hachurada indica ângulos superiores a 60° com a vertical, para os quais as lingas não podem ser utilizadas. Figura 6 – Variação de carregamento da linga em função do ângulo de perna para uma carga 6.1.9 Recomenda-se que todos os ângulos com a vertical sejam iguais. 6.1.10 Todas as lingas de múltiplas pernas geram uma componente horizontal da força (ver Figura 6), que é elevada à medida que o ângulo entre as pernas da linga é aumentado. Cuidados devem ser E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A- 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 8 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados tomados para garantir que a carga a ser movimentada seja capaz de resistir à componente horizontal da força sem ser danificada. 6.1.11 A pessoa responsável pelo içamento deve assegurar que a carga a ser içada não contenha elementos soltos. Se a carga for composta por várias peças (por exemplo, um lote de tubos), deve-se selecionar um método adequado de utilização de lingas para amarrar todas as peças (ver Figura 1, b). 6.1.12 A linga não pode ser fixada no elemento de amarração de carga, exceto quando o elemento for projetado para este fim. 6.2 Durante a fixação da linga Para a fixação da linga, é necessário assegurar que: a) os acessórios dos terminais inferiores e superiores estejam posicionados, com liberdade de movimento, de forma a garantir o alinhamento com a direção da força na linga; b) os terminais estejam livremente assentados, de forma natural. Não pode ser utilizada qualquer ferramenta para forçar esse assentamento; c) o ângulo entre as pernas nas lingas de múltiplas pernas não exceda aquele para o qual a linga foi projetada e identificada; d) a linga não seja dobrada por cantos vivos que possam danificá-la ou reduzir a sua resistência. Quando necessário, devem ser utilizadas calhas ou outros acessórios para arredondar os cantos vivos (ver Figura 7); NOTA 1 Considera-se canto vivo um raio de curvatura menor que o diâmetro do cabo de aço. NOTA 2 Quando o cabo é dobrado sobre seu próprio diâmetro, ele pode perder 50 % da sua carga máxima de trabalho (CMT). Figura 7 – Dobramento do cabo de aço e) quando laços sem-fim forem usados, eles devem ser colocados de modo que as presilhas ou o trançado estejam no comprimento livre da linga (ver Figura 8); f) quando o olhal da linga não dispuser de sapatilho e tiver dimensões padronizadas, o pino do acessório do terminal deve ter diâmetro máximo conforme a ABNT NBR 13541-1:2017, Tabela 1, dimensão C. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 9 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Não apoiar cargas sobre a região marcada com pintura amarela NOTA Estes laços apresentam emenda invisível sem alteração no diâmetro em todo perímetro. A região de fechamento da emenda é identificada com pintura amarela para evitar apoiar cargas sobre ela. Figura 8 – Laço sem-fim tipo Grommet 6.2.1 Método forca Quando uma linga é utilizada em um método forca, deve ser permitido que a perna assuma o seu ângulo natural, sem ser forçada (ver Figura 9). Proteções nos cantos devem ser usadas para prevenir danos. Forçando o olhal para baixo provoca-se uma sobrecarga nas lingas por causa da formação de maior ângulo α Ângulo formado naturalmente (aproximadamente 45° ou maior) 45° α Utilização correta Utilização incorreta Figura 9 – Exemplo de ângulo no método forca Um sapatilho deve ser utilizado no olhal para reduzir danos ao cabo (ver Figura 10). E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 10 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados a) Utilização correta b) Utilização incorreta Figura 10 – Utilização de sapatilho no método forca No caso de linga com mais de uma perna, a ponta do gancho da linga deve ser direcionada para fora. Esse método pode ser utilizado quando não existirem pontos de fixação adequados disponíveis. Quando o método forca é empregado, o limite de carga de trabalho da linga não pode ser maior que 80 % do indicado na marcação. Uma linga com método forca não pode ser utilizada para girar ou arrastar uma carga, a menos que sejam tomados cuidados especiais que evitem a danificação da linga ou da carga. Estas precauções podem ser, por exemplo, uma redução da carga de trabalho da linga. 6.2.2 Método cesta Quando for necessário usar o método cesta, devido ao perigo da inclinação de carga, utilizar mais de uma linga, preferencialmente em conjunto com um balancim (ver Figura 11), com dois terminais superiores, com ou sem acessórios fixados ao gancho do equipamento de movimentação de carga. Figura 11 – Exemplo de balancim E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 11 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 6.3 Durante a movimentação da carga Ao içar ou abaixar a carga, é necessário assegurar que: a) seja utilizado um código de sinais reconhecido e entendido por todos os envolvidos (ver ABNT NBR 11436); b) não haja algo que impeça o livre movimento da carga (por exemplo, parafusos ou juntas segurando a carga); c) não haja obstáculos, como cabos ou tubos, que possam ser abalroados, e haja altura suficiente para o içamento; d) todas as pessoas envolvidas na operação possam se comunicar e, sempre que possível, se ver; e) todo pessoal esteja afastado da carga; caso contrário, cuidados especiais devem ser tomados quando se der início ao içamento e ao controle dos movimentos da carga; f) a carga esteja balanceada (ver 6.6); g) a carga seja içada ou abaixada uniformemente; h) a linga não fique presa sob a carga. Se necessário, deve-se colocar calços, evitando-se que a carga ou as lingas sejam danificadas; i) sempre que possível, em lingas de múltiplas pernas, não haja alguma perna balançando livremente, pois mesmo quando as lingas não utilizadas são fixadas no anel de carga ou no olhal (ver Figura 12), elas ainda podem ser perigosas. Neste caso, recomendam-se cuidados especiais. a) Utilização incorreta b) Utilização correta Figura 12 – Transporte para elevação de carga com lingas de múltiplas pernas com pernas não utilizadas E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 12 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 6.4 Descarregamento da carga Recomenda-se que a área de descarregamento da carga seja preparada. Recomenda-se assegurar que o solo ou piso seja de resistência adequada para suportar a carga, tendo em conta eventuais vazios, dutos, tubulações etc., que podem ser danificados ou colapsados. Também se recomenda assegurar que haja acesso adequado ao local e que este esteja livre de quaisquer pessoas e obstáculos desnecessários. É preferível utilizar paletes de madeira ou material similar, para evitar que a linga fique presa, para proteger o piso ou a carga, ou para assegurar a estabilidade da carga, quando descarregada. Recomenda-se que a carga seja posicionada com cuidado, assegurando que as mãos e os pés sejam mantidos afastados. Convém que cuidados sejam tomados para evitar que a linga fique presa sob a carga, pois isso pode danificá-la. Antes de deixar a linga folgada, recomenda-se que seja verificada a carga para garantir que ela esteja devidamente apoiada e estável. Isto é especialmente importante quando vários objetos soltos estão fixados no método cesta e forca. Quando a carga estiver segura, convém que a linga seja cuidadosamente removida para evitar danos, chicoteamento ou tombamento da carga. Recomenda-se que a carga não seja rolada fora da linga, pois isso pode danificá-la. 6.5 Precauções As seguintes precauções devem ser tomadas: a) não são permitidas movimentações com pessoas sobre a carga; b) a carga não pode sersuspensa sobre pessoas; c) uma carga suspensa não pode ser deixada desassistida; d) as lingas não podem ser arrastadas pelo chão; e) as lingas não podem ser expostas desnecessariamente a elementos corrosivos; f) se a linga for utilizada em um ambiente onde a temperatura exceda 80 °C para cabo com alma de fibra e 100 °C para cabo com alma de aço, deve-se procurar orientação do fabricante; g) a linga não pode ser dobrada perto da presilha ou da região trançada (ver Figura 13). Dobramento severo Figura 13 – Dobramento severo nas presilhas e sapatilhos NOTA A ISO 12480-1 apresenta recomendações para o planejamento e gestão da operação de içamento e a adoção de sistemas seguros de trabalho. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 13 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 6.6 Estabilidade e simetria de carregamento 6.6.1 Generalidades Antes de içar a carga com as lingas, é importante assegurar que ela fique estável ao ser afastada do solo. Deve-se atentar para o perigo de uma carga inclinar-se, movimentar-se de maneira descontrolada ou tombar. Uma carga não ficará inclinada se, antes do içamento, a(s) linga(s) for(em) disposta(s) de tal forma que a carga seja suspensa com seu centro de gravidade alinhado diretamente abaixo do principal ponto de fixação do gancho (ver Figura 14). NOTA O centro de gravidade de qualquer objeto é o seu ponto central de equilíbrio. Figura 14 – Alinhamento do centro de gravidade 6.6.2 Efeitos resultantes da carga fora de equilíbrio Se uma carga estiver fora de equilíbrio ao ser içada, ela se inclina e se movimenta em direção à posição de equilíbrio, até que o centro de gravidade se situe diretamente abaixo do ponto principal de fixação (ver Figura 15). Tal movimento pode gerar situações de perigo, como: a) a carga em movimento pode atingir pessoas ou obstáculos; b) as pernas das lingas podem sobrecarregar-se; c) a linga pode deslocar-se em relação à sua posição original na carga; d) em casos severos, a carga pode tombar, com os danos consequentes. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 14 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Figura 15 – Exemplo do efeito do desalinhamento do centro de gravidade Se houver incertezas em relação ao equilíbrio de uma carga, pode ser necessário realizar uma série de içamentos preliminares antes que se possa determinar a posição de equilíbrio. A carga deve ser içada apenas o suficiente para que o ângulo e o sentido de qualquer inclinação e oscilação sejam determinados. A tendência de inclinação e oscilação deve ser corrigida, movendo-se os pontos de fixação das lingas e o gancho de suporte um pouco de cada vez, realizando-se cada vez um içamento preliminar até que a posição de equilíbrio seja obtida. 6.6.3 Içamento com centro de gravidade abaixo do ponto de fixação Para içar a carga cujo centro de gravidade esteja abaixo do ponto de fixação, as seguintes condições devem ser atendidas: a) para linga de uma perna ou laço sem-fim, o ponto de fixação deve estar verticalmente acima do centro de gravidade; b) para linga de duas pernas, recomenda-se que os pontos de fixação sejam de ambos os lados e acima do centro de gravidade (ver Figura 16); c) para lingas de três e quatro pernas, os pontos de fixação devem ser distribuídos no plano em torno do centro de gravidade. É preferível que a distribuição seja igual (ver Figura 5) e que os pontos de fixação estejam acima do centro de gravidade. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 15 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Figura 16 – Exemplo de carga estável 6.6.4 Efeito de centro de gravidade alto Para minimizar o risco de tombamento, os pontos de fixação devem, quando possível, situar-se acima do centro de gravidade da carga (ver Figura 16). Quando o centro de gravidade da carga encontra-se acima do ponto de fixação, ocorre uma maior estabilidade quando o ângulo α1 entre a horizontal, e a linga é substancialmente maior que o ângulo α2 formado entre a horizontal e uma linha entre o centro de gravidade e o ponto de fixação (ver Figura 17). Em nenhuma situação é permitido que o ângulo α2 seja igual ou maior que o ângulo α1. 2 1 αα Figura 17 – Exemplo de centro de gravidade alto em relação aos pontos de fixação E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 16 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 6.6.5 Carregamento assimétrico Na ABNT NBR 13541-1, cargas máximas de trabalho são indicadas para lingas em uma variedade de tamanhos e configurações diferentes. Esses valores para carga máxima de trabalho (CMT) foram determinados para que os carregamentos das pernas sejam equivalentes. Isto significa que, quando a carga é içada, as pernas da linga ficam dispostas simetricamente em um plano e assumem os mesmos ângulos em relação à vertical (ver Figura 5). No caso de lingas com três pernas, se as pernas não estiverem simetricamente dispostas no plano, a maior tração será na perna em que a soma dos ângulos no plano para as pernas adjacentes seja maior. O mesmo efeito ocorre em lingas com quatro pernas, recomendando-se que a rigidez da carga também seja considerada. Com uma carga rígida, presume-se que a massa esteja suportada por apenas três ou duas pernas, com a(s) perna(s) restante(s) servindo apenas para equilibrar a carga (ver Figura 5). No caso de lingas de duas, três e quatro pernas, se as pernas assumirem diferentes ângulos com a vertical, a maior tração será na perna com o menor ângulo com a vertical (ver Figura 18). No caso extremo, se uma perna for vertical, ela vai carregar toda a carga. 2 1 3 Legenda 1 centro de gravidade 2 perna com maior tração 3 carga P Figura 18 – Carregamento assimétrico Se houver falta de simetria no plano e ângulos desiguais em relação à vertical, os dois efeitos se combinam, e tanto podem ser cumulativos como podem tender a se anular; mas se todas as condições a seguir forem atendidas, o carregamento pode ser presumido como simétrico, desde que a carga içada não exceda 80 % da carga máxima de trabalho marcada: a) os ângulos das pernas com a vertical não forem menores que 15°; E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 17 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados b) os ângulos das pernas com a vertical estiverem todos dentro de 15° entre si; c) no caso de lingas de três e quatro pernas, a soma dos ângulos no plano para as pernas adjacentes estiver dentro de 15° um do outro. Se nem todas as condições citadas em a), b) e c) forem satisfeitas, o carregamento deve ser considerado assimétrico e uma pessoa qualificada deve estabelecer a carga de trabalho segura para a linga. Alternativamente, no caso de carga assimétrica ser içada por linga de duas pernas, a linga deve ser usada na metade da CMT indicada na marcação (ver Figura 18). Se, durante um ensaio de carregamento (ver 6.6.2), a carga for instável, esta deve ser baixada e o arranjo alterado. 6.7 Lingas com várias pernas com algumas pernassem carregamento Como princípio geral, as lingas devem ser usadas somente para a finalidade para a qual foram concebidas. Na prática, porém, ocasiões podem surgir em que um içamento necessita ser feito utilizando um número menor de pernas que o número de pernas da linga. Nestes casos, a CMT deve ser reduzida em relação à CMT que está marcada na linga, aplicando o fator de redução dado na Tabela 2. As pernas que não estão em uso devem ser fixadas no anel de carga ou no olhal (ver Figura 12), para reduzir o risco de balançarem livremente, chicotearem, prenderem ou esbarrarem em algum obstáculo quando a carga é movida. Tabela 2 – Fatores de redução de carga máxima de trabalho (CMT) Tipos de linga Número de pernas usadas Fator de redução a ser aplicado à CMT marcada na linga Duas pernas 1 1/2 Três e quatro pernas 2 2/3 Três e quatro pernas 1 1/3 6.8 Armazenamento da linga Quando não estiver em uso, recomenda-se que a linga seja mantida em um palete ou suporte adequado. A linga não pode ficar em contato com o solo ou exposta ao tempo, visto que ela pode ser danificada. Se a linga estiver suspensa a partir de um gancho do equipamento de movimentação de carga, convém que os ganchos da linga sejam engatados no anel de carga para reduzir o risco de as pernas da linga balançarem livremente, chicotearem, prenderem ou esbarrarem em algum obstáculo. Se a linga ficar fora de utilização por algum tempo, recomenda-se que ela seja limpa, seca e protegida contra a corrosão, utilizando produto de fácil remoção que não prejudique a inspeção posterior. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 18 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 7 Inspeção 7.1 Generalidades Durante o serviço, as lingas de cabo de aço estão sujeitas a condições que afetam sua segurança. Portanto, é necessário assegurar que a linga esteja segura para uso. As lingas devem ser inspecionadas visualmente pelo sinaleiro ou amarrador de carga quanto a defeitos ou deteriorações, antes de cada série de movimentações e a intervalos adequados, durante cada série (ver 7.2). Havendo dúvidas quanto às condições de segurança da linga, esta deve ser colocada fora de serviço e submetida à inspeção completa. Se a identificação completa da linga não estiver presente, o sinaleiro ou amarrador de carga deve retirar a linga de serviço e enviar para reclassificação e inspeção completa. A inspeção completa deve ser efetuada por pessoa qualificada (ver 7.3). 7.2 Inspeção visual pelo sinaleiro ou amarrador de carga Na inspeção visual, se qualquer uma das seguintes condições a seguir for identificada, a linga deve ser retirada de serviço e enviada para inspeção completa por pessoa qualificada: a) identificação e/ou carga máxima de trabalho ilegíveis ou inexistentes; b) arames rompidos; c) deformação severa do cabo: alma ou perna saltada ou deformada, amassamento ou nó; d) danos no trançamento, nas presilhas ou nos acessórios; e) desgaste excessivo; f) danos por calor; g) corrosão. 7.3 Inspeção completa A inspeção completa deve ser feita a intervalos que não excedam 12 meses. Este intervalo deve ser reduzido, quando necessário, em função das condições de serviço. Recomenda-se que, em períodos não superiores a 48 meses, sejam feitos ensaios de carga de prova ou ensaios não destrutivos no anel de carga. Quando o ensaio de carga de prova é requerido, o ensaio não destrutivo e a inspeção visual devem ser efetuados após o ensaio da carga de prova. A pessoa qualificada deve verificar se a linga está marcada conforme a ABNT NBR 13541-1. Para facilitar a inspeção, pode ser necessária a limpeza da linga para que esteja livre de lubrificante, sujeira e oxidação. Recomenda-se utilizar uma escova de aço. Outros métodos podem ser utilizados, desde que o metal de base do arame não seja danificado. Os métodos a serem evitados são aqueles que utilizam ácido, superaquecimento ou remoção de metal. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 19 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados O registro rastreável das inspeções por lote de lingas ou individual devem ser mantidos, contendo no mínimo as informações seguintes: a) dados do cliente; b) identificação das lingas; c) fabricante; d) número de série; e) não conformidades, se houver; f) laudo; g) recomendações (preservação, troca de pernas ou descarte da linga); h) data, nome, assinatura e registro do inspetor. O Anexo B apresenta um exemplo de formulário para inspeção completa individual. A linga deve ser retirada de serviço se quaisquer das condições de 7.4.1 a 7.4.8 estiverem presentes ou forem alcançadas ou excedidas. 7.4 Critério de inspeção e descarte 7.4.1 Marcação A marcação da linga deve estar legível e conter pelo menos a identificação do fabricante, o código de rastreabilidade e a carga máxima de trabalho para os ângulos aplicados, conforme a ABNT NBR 13541-1. NOTA Quando a linga apresentar marcação ilegível e se não houver como demonstrar que ela foi fabricada de um grau diferente de 1 770 MPa, recomenda-se que a pessoa qualificada assuma que o grau do cabo seja de 1 770 MPa, ao determinar nova carga máxima de trabalho. 7.4.2 Arames rompidos 7.4.2.1 Generalidades Arames rompidos podem causar ferimentos ao usuário, como também reduzir a resistência do cabo. Normalmente esses problemas surgem por danos mecânicos, embora possam surgir por corrosão. Arames rompidos e distribuídos uniformemente podem não ter efeitos marcantes na resistência da linga, mas podem indicar a existência de corrosão ou danos mecânicos. Geralmente, a perda de resistência causada por corrosão ou danos mecânicos em todo o cabo é mais crítica que a perda da resistência resultante de arames rompidos. Para evitar ferimentos nos usuários, os arames expostos devem ser quebrados na base. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 20 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 7.4.2.2 Rupturas distribuídas aleatoriamente Após a inspeção completa, deve-se descartar a linga em serviço, quando forem detectados no mínimo: a) seis arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 6 d ou 15 arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 30 d, sendo d o diâmetro nominal do cabo; b) três arames rompidos em uma mesma perna, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo; c) dois arames rompidos no interior do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo. 7.4.2.3 Rupturas localizadas As lingas devem ser descartadas quando: a) houver três ou mais arames adjacentes rompidos; b) a quantidade de arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha ultrapassar o estabelecido na Tabela 3. Tabela 3 – Critérios para substituição da linga em função de rupturas localizadas de arames Classificação do cabo de aço 6 × 19 6 × 36 8 × 19 8 × 36 Quantidade máxima permitida de arames rompidos 1 2 1 2 7.4.3 Redução no diâmetro do cabo A linga deve ser substituída quando ocorrer uma redução de 10 % ou mais no valor do diâmetro nominal do cabo. Duas medições devem ser tomadas no mesmo ponto, com defasagem de 90°. O valor a ser considerado é a média das duas medições. 7.4.4 Corrosão A corrosão pode ocorrer quando as lingas forem armazenadas inadequadamente ou utilizadas em condições especialmente corrosivas, como na movimentação de cargas dentro e fora de banhos ácidose alcalinos. Embora uma leve corrosão superficial não afete a resistência da linga, ela pode ser uma indicação de corrosão interna de efeitos imprevisíveis. A corrosão pode ser identificada pelos seguintes indicadores: a) perda de flexibilidade da linga; b) aumento da rugosidade da superfície dos arames; c) aumento do diâmetro nominal; d) aumento do afastamento entre as pernas; e) sinal de resíduo de óxido de ferro (pó avermelhado). E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 21 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Caso seja confirmada uma corrosão interna ou externa excessiva, a linga deve ser descartada. 7.4.5 Deformação do cabo A linga deve ser descartada quando ocorrer deformação plástica permanente (dobra, amassamento) ou colapso da alma. 7.4.6 Danos por calor 7.4.6.1 Quando exposta à temperatura excessiva durante muito tempo, a linga pode ter a sua resistência significativamente reduzida. 7.4.6.2 Como evidências de sobreaquecimento estão a descoloração dos arames, perda de lubrificação ou vestígio de arco elétrico. Quando estas condições forem identificadas, a linga deve ser retirada de serviço. Vestígio de reparo por solda em qualquer acessório deve ser critério para descarte. 7.4.7 Acessórios, presilhas ou trançados Na inspeção dos acessórios, presilhas ou trançados, é necessário o descarte quando forem identificadas as seguintes alterações: a) gancho (ver Figura 19): 1) torção maior que 10°; 2) abertura da garganta 15 % maior que a abertura original “d”; 3) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8); 4) desgaste maior que 10 % do diâmetro do olhal do gancho e na medida “e”; 5) identificação inexistente ou ilegível; 6) vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura; 7) corrosão excessiva; d e Carga Figura 19 – Gancho E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 22 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados b) anel de carga: 1) identificação inexistente ou ilegível; 2) vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura; 3) deformação; 4) solda ou qualquer outra modificação não autorizada; 5) corrosão excessiva; 6) desgaste ou mossa acima de 10 % de sua dimensão original; 7) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8); c) sapatilho: 1) sapatilho “mordendo” o cabo; 2) abertura interna do sapatilho “C” reduzida em mais de 15 %; 3) qualquer desgaste no ponto de contato da carga que possa comprometer a sua resistência; 4) trincas detectáveis por inspeção visual (ver 7.4.8); 5) corrosão excessiva; 6) desgaste ou mossa com redução acima de 10 % do diâmetro nominal; d) presilha: 1) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8); 2) abrasão ou amassamento severo; 3) presilha ou trançado soltando; 4) corrosão excessiva; e) olhal: 1) rompimento da base do olhal, devido ao uso de pino de diâmetro excessivo ou de sapatilho incorreto; 2) arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha (ver Tabela 3); 3) deformação permanente da coroa do olhal, que possa comprometer a resistência da linga; f) manilha: 1) corrosão excessiva; 2) desgaste ou mossa no pino ou no corpo com redução maior do que 10 % do diâmetro nominal; E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 23 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados 3) identificação inexistente ou ilegível; 4) deformação do corpo ou do pino; 5) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8); 6) danos nas roscas do pino ou do corpo; 7) pino incompatível. Para todos os acessórios, considerar qualquer condição, incluindo danos visíveis que coloquem em dúvidas a integridade do acessório. 7.4.8 Danos menores Danos menores, como entalhes, dobras e indicações lineares, podem ser removidos por esmerilhamento. Recomenda-se que a superfície recuperada apresente contorno suave, sem mudança abrupta de seção. A remoção completa dos danos não pode reduzir a espessura da seção para menos que as dimensões mínimas especificadas pelo fabricante ou mais de 10 % da espessura nominal da seção, o que for menor. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 24 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Anexo A (informativo) Determinação da massa da carga A massa de uma carga, , expressa em quilogramas, é determinada usando-se a seguinte equação: m = V g onde V é o volume da carga, expresso em decímetros cúbicos (dm3) ou litros (L); g é a densidade do material, expressa em quilogramas por decímetro cúbico (kg/dm3) ou em quilogramas por litro (kg/L). Pode-se determinar o volume de uma carga dividindo-a em elementos simples (corpos fundamentais), para os quais os volumes podem ser calculados usando-se uma das equações indicadas na Tabela A.1 e totalizando os volumes dos elementos. Tabela A.1 – Volumes de corpos fundamentais (continua) Corpos fundamentais Volume Chapa (retangular) l w t V = lwt Chapa (circular) t d 2 2 dV t = π Chapa (triangular) b h t 2 bV ht= E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 25 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Tabela A.1 (continuação) Corpos fundamentais Volume Prisma, barra ou perfil A A l l l A A é a área de superfície da base. V = AI Cilindro l d 2 2 dV I = π Tubo – Parede fina l d t V d t= π Parede espessa l d D 2 2 2 2 D dV I = π − Esfera d 33 4 2 dV = π Segmento esférico h d 2 21 3 6 2 dV h h = π + E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 26 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Tabela A.1 (conclusão) Corpos fundamentais Volume Segmento de chapa esférica h d t ( )2 24 4 V d h tπ = + Toro (anel cilíndrico) D d 2 21 4 V Dd= π Cone h d 2 2 3 d hV = π Tronco de cone D h d ( )2 24 4 hV D Dd dπ = + + Nos casos de volumes complexos ou materiais heterogêneos, ou em outros casos em que seja difícil calcular a massa da carga, recomenda-se que a massa seja determinada por meio de um dispositivo de medição, como um dinamômetro, que é colocado entre o gancho do equipamento de movimentação de carga e a carga. As densidades dos materiais mais comumente usados estão relacionadas na Tabela A.2. E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 27 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Tabela A.2 – Densidades dos materiais mais comumente usados Material Densidade kg/dm3Alumínio Latão Bronze Ferro fundido Cobre Aço-carbono 2,7 8,5 8,4 a 9,2 7,4 8,96 7,85 Madeira Vidro 0,4 a 0,8 2,4 a 2,6 Tijolo Concreto Mármore Pedra Cimento (a granel ou endurecido) 1,4 a 2.0 1,6 a 2,4 2,8 2,7 1,5 a 3,0 Solo seco Solo molhado Areia seca Areia molhada 1,3 a 1,9 2,0 1,5 1,65 Carvão 1,2 a 1,35 E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 28 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Anexo B (informativo) Exemplo de formulário para inspeção individual da linga Empresa Número de série Especificação do produto Fabricante Data de aquisição Cabo Item Resultado Critério de rejeição Rupturas de arames distribuídas aleatoriamente a) seis arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 6 d ou 15 arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 30 d, sendo d o diâmetro nominal do cabo b) Três arames rompidos em uma mesma perna, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo c) Dois arames rompidos no interior do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo Rupturas localizadas a) Três ou mais arames adjacentes rompidos b) A quantidade de arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha ultrapassa o estabelecido na tabela: Classificação do cabo de aço 6 x 19 6 x 36 8 x 19 8 x 36 Quantidade máxima permitida de arames rompidos 1 2 1 2 Redução no diâmetro do cabo Redução de 10% no valor do diâmetro nominal do cabo. Duas medições devem ser tomadas no mesmo ponto, com defasagem de 90°. O valor a ser considerado é a média das duas medições. Corrosão A corrosão pode ser identificada pelos seguintes indicadores: a) Perda de flexibilidade da linga b) Aumento da rugosidade da superfície dos arames c) Aumento do diâmetro nominal d) Aumento do afastamento entre as pernas e) Sinal de resíduo de óxido de ferro (pó avermelhado) Caso seja confirmada uma corrosão interna ou externa excessiva, a linga deve ser descartada. Deformação do cabo Na ocorrência de deformação plástica permanente (dobra, amassamento) ou colapso da alma Danos por calor Quando evidências de sobreaquecimento ou vestígio de arco elétrico forem identificados Acessórios, presilha ou trançado (olhal) Gancho d e Carga a) Torção maior que 10° b) Abertura da garganta 15 % maior que a abertura original “d” c) Trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver Nota) d) Desgaste maior que 10 % do diâmetro do olhal do gancho ou na medida “e” e) Identificação inexistente ou ilegível f) Vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura g) Corrosão excessiva E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 29 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Anel de carga a) Identificação inexistente ou ilegível b) Vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura c) Deformação d) Solda ou qualquer outra modificação não autorizada e) Corrosão excessiva f) Desgaste ou mossa acima de 10 % de sua dimensão original g) Trincas detectáveis por inspeção visual ou ensaios não destrutivos (ver Nota) Sapatilho a) Sapatilho “mordendo” o cabo b) Abertura interna do sapatilho “C” reduzida em mais de 15 % c) Qualquer desgaste no ponto de contato da carga que possa comprometer a sua resistência d) Trincas detectáveis por inspeção visual (ver Nota) e) Corrosão excessiva f) Desgaste e mossa com redução acima de 10 % do diâmetro nominal Presilha a) Trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver Nota) b) Abrasão e amassamento severo c) Presilha ou trançado soltando d) Corrosão excessiva Olhal a) Rompimento da base do olhal devido ao uso de pino de diâmetro excessivo ou de sapatilho incorreto b) Arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha (ver tabela acima em Rupturas localizadas) c) Deformação permanente da coroa do olhal que possa comprometer a resistência da linga Manilha a) Corrosão excessiva b) Desgaste ou mossa no pino ou no corpo com redução maior do que 10 % do diâmetro nominal c) Identificação inexistente ou ilegível d) Deformação do corpo ou do pino e) Trincas detectáveis por inspeção visual ou ensaios não destrutivos (ver Nota) f) Danos nas roscas do pino ou do corpo g) Pino incompatível NOTA Danos menores como entalhes, dobras e indicações lineares podem ser removidos por esmerilhamento. Recomenda-se que a superfície recuperada apresente contorno suave, sem mudança abrupta de seção. A remoção completa dos danos não pode reduzir a espessura da seção para menos que as dimensões mínimas especificadas pelo fabricante ou mais de 10 % da espessura nominal da seção, o que for menor. Data: Executante: Assinatura: E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3) 30 ABNT NBR 13541-2:2023 © ABNT 2023 - Todos os direitos reservados Bibliografia [1] ISO 12480-1, Cranes – Safe use – Part 1: General [2] ISO 16625:2013, Cranes and hoists – Selection of wire ropes, drums and sheaves E xe m pl ar p ar a us o ex cl us iv o - U N IM E T A IS E Q U IP A M E N T O S P E S A D O S L T D A - 3 5. 27 2. 91 9/ 00 01 -1 9 (P ed id o 87 72 52 Im pr es so : 0 2/ 08 /2 02 3)