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Número de referência 
30 páginas
© ABNT 2023
ABNT NBR 13541-2:2023
ABNT NBR
13541-2
Quinta edição
24.05.2023
Linga de cabo de aço 
Parte 2: Utilização e inspeção
Wire rope slings 
Part 2: Use and inspection
NORMA
BRASILEIRA
ICS 53.020.30 ISBN 978-85-07-09630-6
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© ABNT 2023 - Todos os direitos reservados
© ABNT 2023
Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser 
reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por 
escrito da ABNT.
ABNT
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
20031-901 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: + 55 21 3974-2300
Fax: + 55 21 3974-2346
abnt@abnt.org.br
www.abnt.org.br
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Sumário Página
Prefácio ................................................................................................................................................v
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3	 Termos	e	definições ...........................................................................................................1
4	 Restrições	para	utilização	das	terminações	de	lingas ...................................................2
4.1	 Olhal	trançado	tipo	flamengo	com	presilha	de	aço	(tipo	1) ...........................................2
4.2	 Olhal	trançado	tipo	flamengo	com	presilha	de	alumínio	(tipo	2) ..................................2
4.3	 Olhal	trançado	manualmente	(tipo	3) ...............................................................................2
4.4	 Olhal	dobrado	com	presilha	de	alumínio	(tipo	4)	 ...........................................................2
5 Métodos de utilização de lingas ......................................................................................2
5.1 Fixação direta .....................................................................................................................3
5.2 Método forca .......................................................................................................................4
5.3 Método cesta ......................................................................................................................5
6 Utilização de lingas de cabo de aço .................................................................................6
6.1 Antes do içamento da carga .............................................................................................6
6.2	 Durante	a	fixação	da	linga .................................................................................................8
6.2.1 Método forca .......................................................................................................................9
6.2.2 Método cesta ....................................................................................................................10
6.3 Durante a movimentação da carga ................................................................................. 11
6.4 Descarregamento da carga .............................................................................................12
6.5	 Precauções .......................................................................................................................12
6.6 Estabilidade e simetria de carregamento ......................................................................13
6.6.1 Generalidades ...................................................................................................................13
6.6.2	 Efeitos	resultantes	da	carga	fora	de	equilíbrio .............................................................13
6.6.3	 Içamento	com	centro	de	gravidade	abaixo	do	ponto	de	fixação .................................14
6.6.4 Efeito de centro de gravidade alto ..................................................................................15
6.6.5 Carregamento assimétrico ..............................................................................................16
6.7 Lingas com várias pernas com algumas pernas sem carregamento .........................17
6.8 Armazenamento da linga .................................................................................................17
7 Inspeção ............................................................................................................................18
7.1 Generalidades ...................................................................................................................18
7.2 Inspeção visual pelo sinaleiro ou amarrador de carga ................................................18
7.3 Inspeção completa ..........................................................................................................18
7.4 Critério de inspeção e descarte ......................................................................................19
7.4.1 Marcação ...........................................................................................................................19
7.4.2 Arames rompidos .............................................................................................................19
7.4.3 Redução no diâmetro do cabo ........................................................................................20
7.4.4 Corrosão ...........................................................................................................................20
7.4.5 Deformação do cabo ........................................................................................................21
7.4.6 Danos por calor ...............................................................................................................21
7.4.7 Acessórios, presilhas ou trançados ..............................................................................21
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Tabelas
Tabela 1 – Método de utilização das lingas ......................................................................................3
Tabela	2	–	Fatores	de	redução	de	carga	máxima	de	trabalho	(CMT) ...........................................17
Tabela 3 – Critérios para substituição da linga em função de rupturas localizadas de arames ....20
Tabela A.1 – Volumes de corpos fundamentais ..............................................................................24
Tabela A.2 – Densidades dos materiais mais comumente usados...............................................27
Figuras
Figura 1 – Exemplos de método forca...............................................................................................4
Figura 2 – Forca dupla ........................................................................................................................5
Figura 3 – Exemplos de método cesta ..............................................................................................5
Figura 4 – Utilização de vara de manobra ou cabo-guia .................................................................6
Figura 5 – Lingas com várias pernas – Distribuição de carregamento..........................................7Figura 6 – Variação de carregamento da linga em função do ângulo de perna para uma carga ...7
Figura 7 – Dobramento do cabo de aço ............................................................................................8
Figura	8	–	Laço	sem-fim	tipo	Grommet .............................................................................................9
Figura 9 – Exemplo de ângulo no método forca ..............................................................................9
Figura 10 – Utilização de sapatilho no método forca.....................................................................10
Figura 11 – Exemplo de balancim ....................................................................................................10
Figura 12 – Transporte para elevação de carga com lingas de múltiplas pernas com pernas 
não utilizadas .................................................................................................................... 11
Figura 13 – Dobramento severo nas presilhas e sapatilhos .........................................................12
Figura 14 – Alinhamento do centro de gravidade ..........................................................................13
Figura 15 – Exemplo do efeito do desalinhamento do centro de gravidade ...............................14
Figura 16 – Exemplo de carga estável.............................................................................................15
Figura	17	–	Exemplo	de	centro	de	gravidade	alto	em	relação	aos	pontos	de	fixação ...............15
Figura 18 – Carregamento assimétrico ...........................................................................................16
Figura 19 – Gancho ...........................................................................................................................21
7.4.8 Danos menores ................................................................................................................23
Anexo A (informativo) Determinação da massa da carga ...............................................................24
Anexo B (informativo) Exemplo de formulário para inspeção individual da linga .......................28
Bibliografia .........................................................................................................................................30
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© ABNT 2023 - Todos os direitos reservados
Prefácio
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas 
Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos 
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são 
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto 
da normalização.
Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.
A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos 
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT 
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).
Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários 
e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não 
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência 
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.
Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos 
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar 
as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.
A ABNT NBR 13541-2 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Cabos de Aço e Acessórios 
(ABNT/CEE-113). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, 
de 16.03.2023 a 17.04.2023.
A ABNT NBR 13541-2:2023 cancela e substitui a ABNT NBR 13541-2:2018, a qual foi tecnicamente 
revisada.
O Escopo em inglês da ABNT NBR 13541-2 é o seguinte:
Scope
This Standard provides guidelines for the use and inspection in operation of wire rope slings for general 
purposes.
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ABNT NBR 13541-2:2023NORMA BRASILEIRA
1© ABNT 2023 - Todos os direitos reservados
Linga de cabo de aço 
Parte 2: Utilização e inspeção
1 Escopo
Esta Parte da ABNT NBR 13541 apresenta orientações para utilização e inspeção em operação de 
linga de cabo de aço para uso geral.
2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, 
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições 
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento 
(incluindo emendas).
ABNT NBR 11436, Sinalização manual para movimentação de carga por meio de equipamento 
mecânico de elevação – Procedimento
ABNT NBR 11900-1:2013, Terminal para cabos de aço – Parte 1: Sapatilho
ABNT NBR 11900-3, Terminal para cabo de aço – Parte 3: Olhal com presilha
ABNT NBR 13541-1, Linga de cabo de aço – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio
3 Termos	e	definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 13541-1 e 
os seguintes.
3.1 
inspeção visual
verificação visual da condição da linga de cabo de aço, a fim de identificar danos óbvios ou deteriorações 
que possam comprometer a sua adequação ao uso
3.2 
inspeção completa
inspeção visual realizada por pessoa qualificada e, se necessário, complementada por outros meios, 
como verificação dimensional e ensaios não destrutivos, a fim de detectar danos ou deterioração 
e avaliar sua importância em relação à utilização segura da linga de cabo de aço
3.3 
pessoa	qualificada
pessoa habilitada por órgão de competência profissional e treinamento formal em inspeção em cabos 
de aço e acessórios conduzida por organizações competentes
NOTA Organização competente pode ser o fabricante de cabos de aço, fabricante da lingas de cabos de 
aço ou centros de formação profissional.
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3.4 
sinaleiro 
amarrador de cargas
profissional capacitado que realiza e verifica a amarração da carga, emitindo os sinais necessários ao 
operador do equipamento durante a movimentação
4 Restrições	para	utilização	das	terminações	de	lingas
4.1 Olhal	trançado	tipo	flamengo	com	presilha	de	aço	(tipo	1)
O olhal trançado tipo flamengo com presilha de aço não pode ser utilizado em temperaturas superiores 
a 80 °C para cabo com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo com alma de aço. Para 
temperaturas de operação entre 100 °C e 200 °C com cabo com alma de aço, é permitida a utilização 
considerando uma redução de 10 % na carga máxima de trabalho (ver ISO 16625:2013, B 10.1).
4.2 Olhal	trançado	tipo	flamengo	com	presilha	de	alumínio	(tipo	2)
O olhal trançado tipo flamengo com presilha de alumínio não pode ser utilizado nas seguintes 
condições:
 a) em temperaturas superioresa 80 °C para cabo com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo 
com alma de aço;
 b) imerso em águas salgadas;
 c) em contato com superfícies abrasivas que possam danificar a presilha.
4.3 Olhal	trançado	manualmente	(tipo	3)
O olhal trançado manualmente não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 80 °C para cabo 
com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo com alma de aço.
4.4 Olhal	dobrado	com	presilha	de	alumínio	(tipo	4)	
O olhal dobrado com presilha de alumínio não pode ser utilizado nas seguintes condições:
 a) em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e superiores a 100 °C para cabo 
com alma de aço;
 b) imerso em águas salgadas;
 c) em contato com superfícies abrasivas que possam danificar a presilha.
A segurança do olhal dobrado (tipo 4) depende somente da segurança da presilha, enquanto os olhais 
trançados (tipos 1 e 2) possuem segurança adicional oriunda do trançamento. Recomenda-se que 
a utilização do tipo 4 seja avaliada por pessoa qualificada.
5 Métodos de utilização de lingas 
Os métodos recomendados para utilização das lingas, sejam lingas de uma perna ou de conjunto de 
duas pernas, de cabos de aço são apresentados na Tabela 1.
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Tabela 1 – Método de utilização das lingas
Método de 
utilização de 
lingas
Tipos de lingas
Linga de uma perna
Linga de duas 
pernas a
Laço sem fim
Com uma linga Com duas lingas Um laço sem fim Dois laços sem 
fim
Fixação direta
 
Método forca
 
 
Método forca 
com duas voltas
 
 
Método cesta
 
Método cesta 
com duas voltas 
 
a As ilustrações e designações das lingas de duas pernas se aplicam também a lingas de três e quatro pernas.
As pernas das lingas podem estar associadas à carga por fixação direta, método forca e método cesta.
5.1 Fixação direta
Neste caso, os terminais inferiores são conectados diretamente aos pontos de fixação. A seleção de 
ganchos e pontos de fixação deve permitir que a carga seja transportada no assento/base de apoio do 
gancho, evitando a carga na extremidade.
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5.2 Método forca
Neste caso, as pernas da linga são passadas através ou sob a carga, e a extremidade inferior com ou 
sem acessório é conectada ao corpo da linga (ver Figura 1). A linga de uma perna também pode ser 
utilizada em uma forca com duas voltas [ver Tabela 1 e Figura 1 b)], ou com forca dupla (ver Figura 2).
a) Método forca com
 uma linga
c) Método forca com um
laço sem fim
d) Utilização incorreta causa torça de
carga 
e) Utilização incorreta causa torção
de carga 
b) Método forca com
 duas voltas e uma
 linga de duas pernas
 
Figura 1 – Exemplos de método forca
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Figura 2 – Forca dupla
5.3 Método cesta
Existem dois modos de utilizar o método cesta: passando uma linga simples através de uma carga [ver 
Figura 3 a)] ou envolvendo duas lingas em torno da carga [ver Figura 3 b)]. O segundo método não 
é adequado se as lingas forem capazes de se mover uma em direção à outra, quando a carga é içada. 
Quando são içadas cargas que não são mantidas em conjunto, como pacotes soltos, o método forca 
é o preferido (ver Figura 1C).
45°máximo
50°máximo
a) Utilização de uma linga b) Utilização de duas lingas
Figura 3 – Exemplos de método cesta
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6 Utilização de lingas de cabo de aço
O método de utilização para uma linga ou para lingas de múltiplas pernas deve ser selecionado 
de forma que a massa a ser içada não exceda a carga máxima de trabalho (CMT), levando em 
consideração o apresentado em 6.1 a 6.8 e os efeitos cumulativos de diminuição da resistência.
6.1 Antes do içamento da carga
6.1.1 Antes do início do içamento da carga, recomenda-se verificar se ela está segura para ser movimentada, 
de maneira que não haja qualquer obstrução ou partes soltas e que a carga esteja devidamente fixada. 
É necessário atentar-se para que a carga não seja danificada pela linga ou vice-versa. Quando a linga for 
fixada à carga, os pontos utilizados para a fixação, como os olhais, devem ser adequados ao içamento 
da carga.
6.1.2 Para posicionar a carga e evitar balanços perigosos, a utilização de cabo-guia ou vara de 
manobra é recomendada (ver a Figura 4).
Figura 4 – Utilização de vara de manobra ou cabo-guia
6.1.3 Quando as cargas são aceleradas ou desaceleradas subitamente, ocorrem forças dinâmicas 
que aumentam as tensões na linga. Estas situações devem ser evitadas e ocorrem, por exemplo, 
quando não se retira a folga da linga antes de começar o içamento.
6.1.4 É essencial que a massa da carga a ser içada seja conhecida (ver Anexo A).
6.1.5 Após a escolha do método de içamento, deve-se escolher a linga adequada, compatível com 
a carga a ser içada. O tipo de linga e o método de içamento utilizado devem assegurar que a carga 
não escorregue.
6.1.6 A pessoa responsável pelo içamento deve assegurar que as lingas estejam em boas condições. 
Lingas danificadas ou deterioradas que não sejam consideradas seguras para o uso (ver Seção 7) 
devem ser colocadas fora de serviço e submetidas à inspeção completa.
6.1.7 A pessoa responsável pelo içamento deve assegurar-se de que a carga fique balanceada 
quando içada. As lingas devem ser fixadas nos pontos projetados para o içamento da carga. Se estes 
pontos não estiverem marcados na carga, deve-se utilizar a posição do centro de gravidade para 
determinar os pontos de fixação (ver Figura 5).
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Figura 5 – Lingas com várias pernas – Distribuição de carregamento
6.1.8 Ao utilizar lingas de cabo de aço com duas, três ou quatro pernas, recomenda-se que o ângulo 
entre as pernas da linga e a vertical esteja entre 15° e 60° (ângulo β na Figura 6).
NOTA Ângulos inferiores a 15° com a vertical apresentam risco de desequilíbrio da carga.
60°
1,0 Q 1,0 Q
0,7 Q0,7 Q
80°
75°
β = 45° 1
2
Q
2,0 Q2,0 Q
3,0 Q3,0 Q
Legenda
1 carregamento da perna
2 componente horizontal da força
Área hachurada: ângulos não abrangidos pela plaqueta.
A área hachurada indica ângulos superiores a 60° com a vertical, para os quais as lingas não podem ser utilizadas.
Figura 6 – Variação de carregamento da linga em função do ângulo de perna para uma carga
6.1.9 Recomenda-se que todos os ângulos com a vertical sejam iguais.
6.1.10 Todas as lingas de múltiplas pernas geram uma componente horizontal da força (ver Figura 6), 
que é elevada à medida que o ângulo entre as pernas da linga é aumentado. Cuidados devem ser 
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tomados para garantir que a carga a ser movimentada seja capaz de resistir à componente horizontal 
da força sem ser danificada.
6.1.11 A pessoa responsável pelo içamento deve assegurar que a carga a ser içada não contenha 
elementos soltos. Se a carga for composta por várias peças (por exemplo, um lote de tubos), deve-se 
selecionar um método adequado de utilização de lingas para amarrar todas as peças (ver Figura 1, b).
6.1.12 A linga não pode ser fixada no elemento de amarração de carga, exceto quando o elemento 
for projetado para este fim.
6.2 Durante	a	fixação	da	linga
Para a fixação da linga, é necessário assegurar que:
 a) os acessórios dos terminais inferiores e superiores estejam posicionados, com liberdade de 
movimento, de forma a garantir o alinhamento com a direção da força na linga;
 b) os terminais estejam livremente assentados, de forma natural. Não pode ser utilizada qualquer 
ferramenta para forçar esse assentamento;
 c) o ângulo entre as pernas nas lingas de múltiplas pernas não exceda aquele para o qual a linga foi 
projetada e identificada;
 d) a linga não seja dobrada por cantos vivos que possam danificá-la ou reduzir a sua resistência. 
Quando necessário, devem ser utilizadas calhas ou outros acessórios para arredondar os cantos 
vivos (ver Figura 7);
NOTA 1 Considera-se canto vivo um raio de curvatura menor que o diâmetro do cabo de aço.
NOTA 2 Quando o cabo é dobrado sobre seu próprio diâmetro, ele pode perder 50 % da sua carga 
máxima de trabalho (CMT).
Figura 7 – Dobramento do cabo de aço
 e) quando laços sem-fim forem usados, eles devem ser colocados de modo que as presilhas ou 
o trançado estejam no comprimento livre da linga (ver Figura 8);
 f) quando o olhal da linga não dispuser de sapatilho e tiver dimensões padronizadas, o pino do 
acessório do terminal deve ter diâmetro máximo conforme a ABNT NBR 13541-1:2017, Tabela 1, 
dimensão C.
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Não apoiar cargas sobre a
região marcada com
pintura amarela
NOTA Estes laços apresentam emenda invisível sem alteração no diâmetro em todo perímetro. A região 
de fechamento da emenda é identificada com pintura amarela para evitar apoiar cargas sobre ela.
Figura 8 – Laço	sem-fim	tipo	Grommet
6.2.1 Método forca
Quando uma linga é utilizada em um método forca, deve ser permitido que a perna assuma o seu 
ângulo natural, sem ser forçada (ver Figura 9). Proteções nos cantos devem ser usadas para prevenir 
danos.
Forçando o olhal para baixo
provoca-se uma sobrecarga
nas lingas por causa da
formação de maior ângulo α
Ângulo formado naturalmente
(aproximadamente 45° ou maior)
45°
α
Utilização correta Utilização incorreta
Figura 9 – Exemplo de ângulo no método forca
Um sapatilho deve ser utilizado no olhal para reduzir danos ao cabo (ver Figura 10).
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a) Utilização
correta
b) Utilização
incorreta
Figura 10 – Utilização de sapatilho no método forca
No caso de linga com mais de uma perna, a ponta do gancho da linga deve ser direcionada para fora.
Esse método pode ser utilizado quando não existirem pontos de fixação adequados disponíveis.
Quando o método forca é empregado, o limite de carga de trabalho da linga não pode ser maior que 
80 % do indicado na marcação.
Uma linga com método forca não pode ser utilizada para girar ou arrastar uma carga, a menos que 
sejam tomados cuidados especiais que evitem a danificação da linga ou da carga. Estas precauções 
podem ser, por exemplo, uma redução da carga de trabalho da linga.
6.2.2 Método cesta
Quando for necessário usar o método cesta, devido ao perigo da inclinação de carga, utilizar mais 
de uma linga, preferencialmente em conjunto com um balancim (ver Figura 11), com dois terminais 
superiores, com ou sem acessórios fixados ao gancho do equipamento de movimentação de carga.
Figura 11 – Exemplo de balancim
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6.3 Durante a movimentação da carga
Ao içar ou abaixar a carga, é necessário assegurar que:
 a) seja utilizado um código de sinais reconhecido e entendido por todos os envolvidos (ver 
ABNT NBR 11436);
 b) não haja algo que impeça o livre movimento da carga (por exemplo, parafusos ou juntas segurando 
a carga);
 c) não haja obstáculos, como cabos ou tubos, que possam ser abalroados, e haja altura suficiente 
para o içamento;
 d) todas as pessoas envolvidas na operação possam se comunicar e, sempre que possível, se ver;
 e) todo pessoal esteja afastado da carga; caso contrário, cuidados especiais devem ser tomados 
quando se der início ao içamento e ao controle dos movimentos da carga;
 f) a carga esteja balanceada (ver 6.6);
 g) a carga seja içada ou abaixada uniformemente;
 h) a linga não fique presa sob a carga. Se necessário, deve-se colocar calços, evitando-se que a carga 
ou as lingas sejam danificadas;
 i) sempre que possível, em lingas de múltiplas pernas, não haja alguma perna balançando livremente, 
pois mesmo quando as lingas não utilizadas são fixadas no anel de carga ou no olhal (ver Figura 12), 
elas ainda podem ser perigosas. Neste caso, recomendam-se cuidados especiais.
a) Utilização incorreta b) Utilização correta
Figura 12 – Transporte para elevação de carga com lingas de múltiplas pernas 
com pernas não utilizadas
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6.4 Descarregamento da carga
Recomenda-se que a área de descarregamento da carga seja preparada. Recomenda-se assegurar 
que o solo ou piso seja de resistência adequada para suportar a carga, tendo em conta eventuais 
vazios, dutos, tubulações etc., que podem ser danificados ou colapsados. Também se recomenda 
assegurar que haja acesso adequado ao local e que este esteja livre de quaisquer pessoas 
e obstáculos desnecessários. É preferível utilizar paletes de madeira ou material similar, para evitar 
que a linga fique presa, para proteger o piso ou a carga, ou para assegurar a estabilidade da carga, 
quando descarregada.
Recomenda-se que a carga seja posicionada com cuidado, assegurando que as mãos e os pés sejam 
mantidos afastados. Convém que cuidados sejam tomados para evitar que a linga fique presa sob 
a carga, pois isso pode danificá-la. Antes de deixar a linga folgada, recomenda-se que seja verificada 
a carga para garantir que ela esteja devidamente apoiada e estável. Isto é especialmente importante 
quando vários objetos soltos estão fixados no método cesta e forca. Quando a carga estiver segura, 
convém que a linga seja cuidadosamente removida para evitar danos, chicoteamento ou tombamento 
da carga. Recomenda-se que a carga não seja rolada fora da linga, pois isso pode danificá-la.
6.5 Precauções
As seguintes precauções devem ser tomadas:
 a) não são permitidas movimentações com pessoas sobre a carga;
 b) a carga não pode sersuspensa sobre pessoas;
 c) uma carga suspensa não pode ser deixada desassistida;
 d) as lingas não podem ser arrastadas pelo chão;
 e) as lingas não podem ser expostas desnecessariamente a elementos corrosivos;
 f) se a linga for utilizada em um ambiente onde a temperatura exceda 80 °C para cabo com alma de 
fibra e 100 °C para cabo com alma de aço, deve-se procurar orientação do fabricante;
 g) a linga não pode ser dobrada perto da presilha ou da região trançada (ver Figura 13).
Dobramento
severo
Figura 13 – Dobramento severo nas presilhas e sapatilhos
NOTA A ISO 12480-1 apresenta recomendações para o planejamento e gestão da operação de içamento 
e a adoção de sistemas seguros de trabalho.
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6.6 Estabilidade e simetria de carregamento
6.6.1 Generalidades
Antes de içar a carga com as lingas, é importante assegurar que ela fique estável ao ser afastada do 
solo. Deve-se atentar para o perigo de uma carga inclinar-se, movimentar-se de maneira descontrolada 
ou tombar.
Uma carga não ficará inclinada se, antes do içamento, a(s) linga(s) for(em) disposta(s) de tal forma 
que a carga seja suspensa com seu centro de gravidade alinhado diretamente abaixo do principal 
ponto de fixação do gancho (ver Figura 14).
NOTA O centro de gravidade de qualquer objeto é o seu ponto central de equilíbrio.
Figura 14 – Alinhamento do centro de gravidade
6.6.2 Efeitos	resultantes	da	carga	fora	de	equilíbrio
Se uma carga estiver fora de equilíbrio ao ser içada, ela se inclina e se movimenta em direção 
à posição de equilíbrio, até que o centro de gravidade se situe diretamente abaixo do ponto principal 
de fixação (ver Figura 15).
Tal movimento pode gerar situações de perigo, como:
 a) a carga em movimento pode atingir pessoas ou obstáculos;
 b) as pernas das lingas podem sobrecarregar-se;
 c) a linga pode deslocar-se em relação à sua posição original na carga;
 d) em casos severos, a carga pode tombar, com os danos consequentes.
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Figura 15 – Exemplo do efeito do desalinhamento do centro de gravidade
Se houver incertezas em relação ao equilíbrio de uma carga, pode ser necessário realizar uma série 
de içamentos preliminares antes que se possa determinar a posição de equilíbrio. A carga deve ser 
içada apenas o suficiente para que o ângulo e o sentido de qualquer inclinação e oscilação sejam 
determinados. A tendência de inclinação e oscilação deve ser corrigida, movendo-se os pontos de 
fixação das lingas e o gancho de suporte um pouco de cada vez, realizando-se cada vez um içamento 
preliminar até que a posição de equilíbrio seja obtida.
6.6.3 Içamento	com	centro	de	gravidade	abaixo	do	ponto	de	fixação
Para içar a carga cujo centro de gravidade esteja abaixo do ponto de fixação, as seguintes condições 
devem ser atendidas:
 a) para linga de uma perna ou laço sem-fim, o ponto de fixação deve estar verticalmente acima do 
centro de gravidade;
 b) para linga de duas pernas, recomenda-se que os pontos de fixação sejam de ambos os lados 
e acima do centro de gravidade (ver Figura 16);
 c) para lingas de três e quatro pernas, os pontos de fixação devem ser distribuídos no plano em 
torno do centro de gravidade. É preferível que a distribuição seja igual (ver Figura 5) e que os 
pontos de fixação estejam acima do centro de gravidade.
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Figura 16 – Exemplo de carga estável
6.6.4 Efeito de centro de gravidade alto
Para minimizar o risco de tombamento, os pontos de fixação devem, quando possível, situar-se acima 
do centro de gravidade da carga (ver Figura 16).
Quando o centro de gravidade da carga encontra-se acima do ponto de fixação, ocorre uma maior 
estabilidade quando o ângulo α1 entre a horizontal, e a linga é substancialmente maior que o ângulo α2 
formado entre a horizontal e uma linha entre o centro de gravidade e o ponto de fixação (ver Figura 17).
Em nenhuma situação é permitido que o ângulo α2 seja igual ou maior que o ângulo α1.
2
1 αα
Figura 17 – Exemplo	de	centro	de	gravidade	alto	em	relação	aos	pontos	de	fixação
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6.6.5 Carregamento assimétrico
Na ABNT NBR 13541-1, cargas máximas de trabalho são indicadas para lingas em uma variedade 
de tamanhos e configurações diferentes. Esses valores para carga máxima de trabalho (CMT) 
foram determinados para que os carregamentos das pernas sejam equivalentes. Isto significa que, 
quando a carga é içada, as pernas da linga ficam dispostas simetricamente em um plano e assumem 
os mesmos ângulos em relação à vertical (ver Figura 5).
No caso de lingas com três pernas, se as pernas não estiverem simetricamente dispostas no plano, 
a maior tração será na perna em que a soma dos ângulos no plano para as pernas adjacentes seja 
maior. O mesmo efeito ocorre em lingas com quatro pernas, recomendando-se que a rigidez da carga 
também seja considerada. Com uma carga rígida, presume-se que a massa esteja suportada por 
apenas três ou duas pernas, com a(s) perna(s) restante(s) servindo apenas para equilibrar a carga 
(ver Figura 5).
No caso de lingas de duas, três e quatro pernas, se as pernas assumirem diferentes ângulos com 
a vertical, a maior tração será na perna com o menor ângulo com a vertical (ver Figura 18). No caso 
extremo, se uma perna for vertical, ela vai carregar toda a carga.
2
1
3
Legenda
1 centro de gravidade
2 perna com maior tração 
3 carga P
Figura 18 – Carregamento assimétrico
Se houver falta de simetria no plano e ângulos desiguais em relação à vertical, os dois efeitos se 
combinam, e tanto podem ser cumulativos como podem tender a se anular; mas se todas as condições 
a seguir forem atendidas, o carregamento pode ser presumido como simétrico, desde que a carga 
içada não exceda 80 % da carga máxima de trabalho marcada:
 a) os ângulos das pernas com a vertical não forem menores que 15°;
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 b) os ângulos das pernas com a vertical estiverem todos dentro de 15° entre si;
 c) no caso de lingas de três e quatro pernas, a soma dos ângulos no plano para as pernas adjacentes 
estiver dentro de 15° um do outro.
Se nem todas as condições citadas em a), b) e c) forem satisfeitas, o carregamento deve ser 
considerado assimétrico e uma pessoa qualificada deve estabelecer a carga de trabalho segura para 
a linga. Alternativamente, no caso de carga assimétrica ser içada por linga de duas pernas, a linga 
deve ser usada na metade da CMT indicada na marcação (ver Figura 18).
Se, durante um ensaio de carregamento (ver 6.6.2), a carga for instável, esta deve ser baixada e o 
arranjo alterado.
6.7 Lingas com várias pernas com algumas pernassem carregamento
Como princípio geral, as lingas devem ser usadas somente para a finalidade para a qual foram 
concebidas. Na prática, porém, ocasiões podem surgir em que um içamento necessita ser feito 
utilizando um número menor de pernas que o número de pernas da linga. Nestes casos, a CMT 
deve ser reduzida em relação à CMT que está marcada na linga, aplicando o fator de redução dado 
na Tabela 2.
As pernas que não estão em uso devem ser fixadas no anel de carga ou no olhal (ver Figura 12), para 
reduzir o risco de balançarem livremente, chicotearem, prenderem ou esbarrarem em algum obstáculo 
quando a carga é movida.
Tabela 2 – Fatores	de	redução	de	carga	máxima	de	trabalho	(CMT)
Tipos de linga Número de pernas usadas Fator de redução a ser aplicado à 
CMT marcada na linga
Duas pernas 1 1/2
Três e quatro pernas 2 2/3
Três e quatro pernas 1 1/3
6.8 Armazenamento da linga
Quando não estiver em uso, recomenda-se que a linga seja mantida em um palete ou suporte 
adequado. A linga não pode ficar em contato com o solo ou exposta ao tempo, visto que ela pode ser 
danificada.
Se a linga estiver suspensa a partir de um gancho do equipamento de movimentação de carga, convém 
que os ganchos da linga sejam engatados no anel de carga para reduzir o risco de as pernas da linga 
balançarem livremente, chicotearem, prenderem ou esbarrarem em algum obstáculo.
Se a linga ficar fora de utilização por algum tempo, recomenda-se que ela seja limpa, seca e protegida 
contra a corrosão, utilizando produto de fácil remoção que não prejudique a inspeção posterior.
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7 Inspeção
7.1 Generalidades
Durante o serviço, as lingas de cabo de aço estão sujeitas a condições que afetam sua segurança. 
Portanto, é necessário assegurar que a linga esteja segura para uso.
As lingas devem ser inspecionadas visualmente pelo sinaleiro ou amarrador de carga quanto a defeitos 
ou deteriorações, antes de cada série de movimentações e a intervalos adequados, durante cada 
série (ver 7.2). Havendo dúvidas quanto às condições de segurança da linga, esta deve ser colocada 
fora de serviço e submetida à inspeção completa.
Se a identificação completa da linga não estiver presente, o sinaleiro ou amarrador de carga deve 
retirar a linga de serviço e enviar para reclassificação e inspeção completa.
A inspeção completa deve ser efetuada por pessoa qualificada (ver 7.3).
7.2 Inspeção visual pelo sinaleiro ou amarrador de carga
Na inspeção visual, se qualquer uma das seguintes condições a seguir for identificada, a linga deve 
ser retirada de serviço e enviada para inspeção completa por pessoa qualificada:
 a) identificação e/ou carga máxima de trabalho ilegíveis ou inexistentes;
 b) arames rompidos;
 c) deformação severa do cabo: alma ou perna saltada ou deformada, amassamento ou nó;
 d) danos no trançamento, nas presilhas ou nos acessórios;
 e) desgaste excessivo;
 f) danos por calor;
 g) corrosão.
7.3 Inspeção completa 
A inspeção completa deve ser feita a intervalos que não excedam 12 meses. Este intervalo deve ser 
reduzido, quando necessário, em função das condições de serviço.
Recomenda-se que, em períodos não superiores a 48 meses, sejam feitos ensaios de carga de prova 
ou ensaios não destrutivos no anel de carga. Quando o ensaio de carga de prova é requerido, o ensaio 
não destrutivo e a inspeção visual devem ser efetuados após o ensaio da carga de prova.
A pessoa qualificada deve verificar se a linga está marcada conforme a ABNT NBR 13541-1.
Para facilitar a inspeção, pode ser necessária a limpeza da linga para que esteja livre de lubrificante, 
sujeira e oxidação.
Recomenda-se utilizar uma escova de aço. Outros métodos podem ser utilizados, desde que o metal 
de base do arame não seja danificado. Os métodos a serem evitados são aqueles que utilizam ácido, 
superaquecimento ou remoção de metal.
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O registro rastreável das inspeções por lote de lingas ou individual devem ser mantidos, contendo no 
mínimo as informações seguintes:
 a) dados do cliente;
 b) identificação das lingas;
 c) fabricante;
 d) número de série;
 e) não conformidades, se houver;
 f) laudo;
 g) recomendações (preservação, troca de pernas ou descarte da linga);
 h) data, nome, assinatura e registro do inspetor.
O Anexo B apresenta um exemplo de formulário para inspeção completa individual.
A linga deve ser retirada de serviço se quaisquer das condições de 7.4.1 a 7.4.8 estiverem presentes 
ou forem alcançadas ou excedidas.
7.4 Critério de inspeção e descarte
7.4.1 Marcação
A marcação da linga deve estar legível e conter pelo menos a identificação do fabricante, o 
código de rastreabilidade e a carga máxima de trabalho para os ângulos aplicados, conforme a 
ABNT NBR 13541-1.
NOTA Quando a linga apresentar marcação ilegível e se não houver como demonstrar que ela foi 
fabricada de um grau diferente de 1 770 MPa, recomenda-se que a pessoa qualificada assuma que o grau 
do cabo seja de 1 770 MPa, ao determinar nova carga máxima de trabalho.
7.4.2 Arames rompidos
7.4.2.1 Generalidades
Arames rompidos podem causar ferimentos ao usuário, como também reduzir a resistência do cabo. 
Normalmente esses problemas surgem por danos mecânicos, embora possam surgir por corrosão.
Arames rompidos e distribuídos uniformemente podem não ter efeitos marcantes na resistência 
da linga, mas podem indicar a existência de corrosão ou danos mecânicos. Geralmente, a perda 
de resistência causada por corrosão ou danos mecânicos em todo o cabo é mais crítica que a perda 
da resistência resultante de arames rompidos.
Para evitar ferimentos nos usuários, os arames expostos devem ser quebrados na base.
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7.4.2.2 Rupturas	distribuídas	aleatoriamente
Após a inspeção completa, deve-se descartar a linga em serviço, quando forem detectados no mínimo:
 a) seis arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 6 d ou 15 arames 
rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 30 d, sendo d o diâmetro nominal 
do cabo;
 b) três arames rompidos em uma mesma perna, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro 
do cabo;
 c) dois arames rompidos no interior do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro 
do cabo.
7.4.2.3 Rupturas localizadas
As lingas devem ser descartadas quando:
a) houver três ou mais arames adjacentes rompidos;
b) a quantidade de arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha ultrapassar o estabelecido 
na Tabela 3.
Tabela 3 – Critérios para substituição da linga em função de rupturas localizadas de arames
Classificação do cabo de aço 6 × 19 6 × 36 8 × 19 8 × 36
Quantidade máxima permitida de arames rompidos 1 2 1 2
7.4.3 Redução no diâmetro do cabo
A linga deve ser substituída quando ocorrer uma redução de 10 % ou mais no valor do diâmetro 
nominal do cabo. Duas medições devem ser tomadas no mesmo ponto, com defasagem de 90°. 
 O valor a ser considerado é a média das duas medições.
7.4.4 Corrosão
A corrosão pode ocorrer quando as lingas forem armazenadas inadequadamente ou utilizadas em 
condições especialmente corrosivas, como na movimentação de cargas dentro e fora de banhos 
ácidose alcalinos. Embora uma leve corrosão superficial não afete a resistência da linga, ela pode ser 
uma indicação de corrosão interna de efeitos imprevisíveis.
A corrosão pode ser identificada pelos seguintes indicadores:
 a) perda de flexibilidade da linga;
 b) aumento da rugosidade da superfície dos arames;
 c) aumento do diâmetro nominal;
 d) aumento do afastamento entre as pernas;
 e) sinal de resíduo de óxido de ferro (pó avermelhado).
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Caso seja confirmada uma corrosão interna ou externa excessiva, a linga deve ser descartada.
7.4.5 Deformação do cabo
A linga deve ser descartada quando ocorrer deformação plástica permanente (dobra, amassamento) 
ou colapso da alma.
7.4.6 Danos por calor 
7.4.6.1 Quando exposta à temperatura excessiva durante muito tempo, a linga pode ter a sua 
resistência significativamente reduzida.
7.4.6.2 Como evidências de sobreaquecimento estão a descoloração dos arames, perda de lubrificação 
ou vestígio de arco elétrico. Quando estas condições forem identificadas, a linga deve ser retirada de 
serviço. Vestígio de reparo por solda em qualquer acessório deve ser critério para descarte.
7.4.7 Acessórios, presilhas ou trançados 
Na inspeção dos acessórios, presilhas ou trançados, é necessário o descarte quando forem identificadas 
as seguintes alterações:
 a) gancho (ver Figura 19):
 1) torção maior que 10°;
 2) abertura da garganta 15 % maior que a abertura original “d”;
 3) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8);
 4) desgaste maior que 10 % do diâmetro do olhal do gancho e na medida “e”;
 5) identificação inexistente ou ilegível;
 6) vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura;
 7) corrosão excessiva;
d
e
Carga
Figura 19 – Gancho
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 b) anel de carga:
 1) identificação inexistente ou ilegível;
 2) vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura;
 3) deformação;
 4) solda ou qualquer outra modificação não autorizada;
 5) corrosão excessiva;
 6) desgaste ou mossa acima de 10 % de sua dimensão original;
 7) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8);
 c) sapatilho:
 1) sapatilho “mordendo” o cabo;
 2) abertura interna do sapatilho “C” reduzida em mais de 15 %; 
 3) qualquer desgaste no ponto de contato da carga que possa comprometer a sua resistência;
 4) trincas detectáveis por inspeção visual (ver 7.4.8);
 5) corrosão excessiva;
 6) desgaste ou mossa com redução acima de 10 % do diâmetro nominal;
 d) presilha:
 1) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8);
 2) abrasão ou amassamento severo;
 3) presilha ou trançado soltando;
 4) corrosão excessiva;
 e) olhal:
 1) rompimento da base do olhal, devido ao uso de pino de diâmetro excessivo ou de sapatilho 
incorreto;
 2) arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha (ver Tabela 3);
 3) deformação permanente da coroa do olhal, que possa comprometer a resistência da linga;
 f) manilha:
 1) corrosão excessiva;
 2) desgaste ou mossa no pino ou no corpo com redução maior do que 10 % do diâmetro nominal;
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 3) identificação inexistente ou ilegível;
 4) deformação do corpo ou do pino;
 5) trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver 7.4.8);
 6) danos nas roscas do pino ou do corpo;
 7) pino incompatível.
Para todos os acessórios, considerar qualquer condição, incluindo danos visíveis que coloquem em 
dúvidas a integridade do acessório.
7.4.8 Danos menores
Danos menores, como entalhes, dobras e indicações lineares, podem ser removidos por esmerilhamento. 
Recomenda-se que a superfície recuperada apresente contorno suave, sem mudança abrupta de 
seção. A remoção completa dos danos não pode reduzir a espessura da seção para menos que as 
dimensões mínimas especificadas pelo fabricante ou mais de 10 % da espessura nominal da seção, 
o que for menor.
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Anexo A 
(informativo) 
 
Determinação da massa da carga
A massa de uma carga, , expressa em quilogramas, é determinada usando-se a seguinte equação:
m = V g
onde
V é o volume da carga, expresso em decímetros cúbicos (dm3) ou litros (L);
g é a densidade do material, expressa em quilogramas por decímetro cúbico (kg/dm3) ou em 
quilogramas por litro (kg/L).
Pode-se determinar o volume de uma carga dividindo-a em elementos simples (corpos fundamentais), 
para os quais os volumes podem ser calculados usando-se uma das equações indicadas na Tabela 
A.1 e totalizando os volumes dos elementos.
Tabela A.1 – Volumes de corpos fundamentais (continua)
Corpos fundamentais Volume
Chapa (retangular)
l
w
t
V = lwt
Chapa (circular)
t
d
2
2
dV t = π  
Chapa (triangular)
b
h
t
2
bV ht=
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Tabela A.1 (continuação)
Corpos fundamentais Volume
Prisma, barra ou perfil
A A
l l l
A
A é a área de superfície da base.
V = AI
Cilindro
l
d
2
2
dV I = π  
Tubo – Parede fina
l
d
t
V d t= π
Parede espessa
l
d
D
2 2
2 2
D dV I
    = π −         
Esfera
d
33
4 2
dV  = π   
Segmento esférico 
h
d
2
21 3
6 2
dV h h
  = π +     
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Tabela A.1 (conclusão)
Corpos fundamentais Volume
Segmento de chapa esférica
h
d
t
( )2 24
4
V d h tπ
= +
Toro (anel cilíndrico)
D
d
2 21
4
V Dd= π
Cone
h
d
2
2 3
d hV  = π  
Tronco de cone
D
h
d
( )2 24
4
hV D Dd dπ
= + +
Nos casos de volumes complexos ou materiais heterogêneos, ou em outros casos em que seja difícil 
calcular a massa da carga, recomenda-se que a massa seja determinada por meio de um dispositivo 
de medição, como um dinamômetro, que é colocado entre o gancho do equipamento de movimentação 
de carga e a carga.
As densidades dos materiais mais comumente usados estão relacionadas na Tabela A.2.
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Tabela A.2 – Densidades dos materiais mais comumente usados
Material
Densidade
kg/dm3Alumínio
Latão
Bronze
Ferro fundido
Cobre
Aço-carbono
2,7
8,5
8,4 a 9,2
7,4
8,96
7,85
Madeira
Vidro
0,4 a 0,8
2,4 a 2,6
Tijolo
Concreto
Mármore
Pedra
Cimento (a granel ou endurecido)
1,4 a 2.0
1,6 a 2,4
2,8
2,7
1,5 a 3,0
Solo seco
Solo molhado
Areia seca
Areia molhada
1,3 a 1,9
2,0
1,5
1,65
Carvão 1,2 a 1,35
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Anexo B 
(informativo) 
 
Exemplo de formulário para inspeção individual da linga
Empresa
Número de série
Especificação do produto Fabricante
Data de aquisição
Cabo
Item Resultado Critério de rejeição
Rupturas 
de arames 
distribuídas 
aleatoriamente
 a) seis arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 6 d ou 15 arames rompidos 
distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 30 d, sendo d o diâmetro nominal do cabo
 b) Três arames rompidos em uma mesma perna, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro 
do cabo
 c) Dois arames rompidos no interior do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro 
do cabo
Rupturas 
localizadas
 a) Três ou mais arames adjacentes rompidos
 b) A quantidade de arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha ultrapassa o estabelecido 
na tabela:
Classificação do cabo de aço 6 x 19 6 x 36 8 x 19 8 x 36
Quantidade máxima permitida de arames rompidos 1 2 1 2
Redução no 
diâmetro do 
cabo
Redução de 10% no valor do diâmetro nominal do cabo. Duas medições devem ser tomadas no mesmo 
ponto, com defasagem de 90°. O valor a ser considerado é a média das duas medições.
Corrosão A corrosão pode ser identificada pelos seguintes indicadores:
 a) Perda de flexibilidade da linga
 b) Aumento da rugosidade da superfície dos arames
 c) Aumento do diâmetro nominal
 d) Aumento do afastamento entre as pernas
 e) Sinal de resíduo de óxido de ferro (pó avermelhado)
Caso seja confirmada uma corrosão interna ou externa excessiva, a linga deve ser descartada.
Deformação 
do cabo
Na ocorrência de deformação plástica permanente (dobra, amassamento) ou colapso da alma
Danos por 
calor
Quando evidências de sobreaquecimento ou vestígio de arco elétrico forem identificados
Acessórios, presilha ou trançado (olhal)
Gancho
d
e
Carga
 a) Torção maior que 10°
 b) Abertura da garganta 15 % maior que a abertura original “d”
 c) Trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver Nota) 
 d) Desgaste maior que 10 % do diâmetro do olhal do gancho ou na medida “e”
 e) Identificação inexistente ou ilegível
 f) Vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura
 g) Corrosão excessiva
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© ABNT 2023 - Todos os direitos reservados
Anel de carga  a) Identificação inexistente ou ilegível
 b) Vestígios de solda, arco elétrico ou sinais de danos por alta temperatura
 c) Deformação
 d) Solda ou qualquer outra modificação não autorizada
 e) Corrosão excessiva
 f) Desgaste ou mossa acima de 10 % de sua dimensão original
 g) Trincas detectáveis por inspeção visual ou ensaios não destrutivos (ver Nota)
Sapatilho  a) Sapatilho “mordendo” o cabo
 b) Abertura interna do sapatilho “C” reduzida em mais de 15 %
 c) Qualquer desgaste no ponto de contato da carga que possa comprometer a sua resistência
 d) Trincas detectáveis por inspeção visual (ver Nota)
 e) Corrosão excessiva
 f) Desgaste e mossa com redução acima de 10 % do diâmetro nominal
Presilha  a) Trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos (ver Nota)
 b) Abrasão e amassamento severo
 c) Presilha ou trançado soltando
 d) Corrosão excessiva
Olhal  a) Rompimento da base do olhal devido ao uso de pino de diâmetro excessivo ou de sapatilho incorreto
 b) Arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha (ver tabela acima em Rupturas localizadas)
 c) Deformação permanente da coroa do olhal que possa comprometer a resistência da linga
Manilha  a) Corrosão excessiva
 b) Desgaste ou mossa no pino ou no corpo com redução maior do que 10 % do diâmetro nominal
 c) Identificação inexistente ou ilegível
 d) Deformação do corpo ou do pino
 e) Trincas detectáveis por inspeção visual ou ensaios não destrutivos (ver Nota)
 f) Danos nas roscas do pino ou do corpo
 g) Pino incompatível
NOTA Danos menores como entalhes, dobras e indicações lineares podem ser removidos por esmerilhamento. Recomenda-se que 
a superfície recuperada apresente contorno suave, sem mudança abrupta de seção. A remoção completa dos danos não pode reduzir 
a espessura da seção para menos que as dimensões mínimas especificadas pelo fabricante ou mais de 10 % da espessura nominal da 
seção, o que for menor.
Data: Executante:
Assinatura:
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Bibliografia
[1] ISO 12480-1, Cranes – Safe use – Part 1: General
[2] ISO 16625:2013, Cranes and hoists – Selection of wire ropes, drums and sheaves
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