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EDUCAÇÃO
HISTÓRIA DA 
A História da Educação Brasileira: 
Do Brasil Colônia à República Velha
Objetivo
Analisar a evolução do sistema educacional brasileiro, destacando:
Seus principais marcos políticos;
As influências religiosas e ideológicas;
O legado de elitismo e dualidade que marcou sua formação.
A História da Educação Brasileira: 
Períodos Abordados:
Hegemonia Jesuítica (1549–1759)
Reformas Pombalinas (1759–1808)
Período Joanino e Império (1808–1889)
Primeira República (1889–1930)
A História da Educação Brasileira: 
Contexto Histórico
Chegada dos jesuítas em 1549 com Tomé de Sousa.
Início da organização formal da educação no Brasil.
Objetivos da Companhia de Jesus:
Catequização e “aculturação” dos povos indígenas.
Combate à Reforma Protestante (Contrarreforma).
Formação da elite colonial para cargos administrativos e religiosos.
A Educação Colonial e a Hegemonia Jesuítica
(1549–1759)
O Ratio Studiorum (abreviação de Ratio atque Institutio Studiorum Societatis Iesu, que
significa "Plano e Instituição de Estudos da Companhia de Jesus").
No Brasil, dominou a educação por 210 anos (1549–1759). Ele criou uma tradição de
ensino elitista e humanista, focado na formação de uma classe dirigente letrada, enquanto
a educação dos indígenas (catequese) era mais simplificada e voltada para a moral cristã
e o trabalho.
A Educação Colonial e a Hegemonia Jesuítica
(1549–1759)
Pilares do Sistema
Uniformidade: O mesmo método e livros eram usados em todos os lugares, criando
um sistema de ensino coeso e organizado.
Humanismo Clássico: Foco absoluto no estudo de línguas (Latim e Grego), literatura,
retórica e filosofia aristotélica.
Fé e Razão: O objetivo final era formar o "cristão perfeito", unindo a erudição
intelectual à doutrina católica (instrumento da Contrarreforma).
A Educação Colonial e a Hegemonia Jesuítica
(1549–1759)
Metodologia (Como ensinavam?)
O ensino era baseado em uma rotina rigorosa de cinco etapas:
1.Preleção: Explicação detalhada dos textos clássicos pelo professor.
2.Repetição: Revisão constante da matéria (diária e semanal) para garantir a
memorização.
3.Concertação: Debates e disputas entre alunos para treinar a argumentação.
4.Composição: Exercícios escritos diários.
5.Emulação: Estímulo à competição e premiação dos melhores alunos como forma de
disciplina.
A Educação Colonial e a Hegemonia Jesuítica
(1549–1759)
Impacto no Brasil Colonial
Elitismo: Embora os jesuítas ensinassem o básico aos indígenas nas missões, o
Ratio Studiorum completo era aplicado nos Colégios de Elite, formando a primeira
classe dirigente brasileira.
Dualidade: Criou uma separação clara entre a educação básica/religiosa para o povo
e a educação erudita/superior para os filhos dos colonos.
A Educação Colonial e a Hegemonia Jesuítica
(1549–1759)
 A Primeira Grande Crise
O Conflito: Marquês de Pombal (Portugal) vs. Companhia de Jesus.
As Críticas ao Método Jesuítico:
Foco excessivo em Teologia e Latim (considerado "atrasado" pelo Iluminismo).
Controle da Igreja sobre o pensamento da elite colonial.
Falta de disciplinas práticas e científicas.
A Ruptura: Expulsão dos jesuítas e o fim do Ratio Studiorum
A Reforma Pombalina (1759) 
A Solução de Pombal: As Reformas Pombalinas
Para substituir o Ratio Studiorum, ele criou:
Aulas Régias: Disciplinas isoladas (Gramática, Latim, Grego, Filosofia) financiadas
por um novo imposto chamado Subsídio Literário.
Diretório dos Índios: Substituiu o controle religioso nas missões por administradores
civis, visando transformar o indígena em "trabalhador útil".
Secularização: A educação passou a ser responsabilidade do governo (Estado),
dando origem ao embrião do ensino público.
A Reforma Pombalina (1759) 
Consequência: Criação das Aulas Régias (disciplinas isoladas), mas com falta
de estrutura, gerando um "vazio" educacional na colônia.
A Educação Colonial e a Hegemonia Jesuítica
(1549–1759)
Período Joanino (1808-1821): 
Período de Dom João VI no Brasil. Marcou a transição de colônia para Reino
Unido. A educação focou na criação de Cursos Superiores para formar a elite
administrativa, deixando de lado a alfabetização popular.
A educação não era para o povo. O objetivo era formar médicos, advogados e
engenheiros para servir à burocracia do governo.
O Período Joanino e o Império (1808–1889)
1808: A Chegada da Família Real:
Criação de cursos superiores:
Medicina
Direito
Escolas Militares
Foco na formação da burocracia estatal.
Ensino básico continuou negligenciado.
O Período Joanino e o Império (1808–1889)
Educação e Ciência
Escola de Cirurgia e Anatomia (1808): Fundada na Bahia (atual UFBA), foi a
primeira faculdade de medicina do Brasil.
Academia Real Militar (1810): Criada para formar oficiais e engenheiros para
o exército.
Real Horto (1808): Atual Jardim Botânico do Rio de Janeiro, criado para a
aclimatação de plantas exóticas e estudos botânicos.
Museu Real (1818): Atual Museu Nacional, para incentivar estudos de história
natural.
Instituições do Período Joanino (1808–1821)
Cultura e Letras
Imprensa Régia (1808): A primeira editora oficial do Brasil, permitindo a
publicação de livros e do primeiro jornal (Gazeta do Rio de Janeiro).
Real Biblioteca (1810): Atual Biblioteca Nacional, trazida de Portugal com
mais de 60 mil volumes.
Missão Artística Francesa (1816): Trouxe artistas como Debret para fundar a
Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios (base da futura Academia de Belas
Artes).
Instituições do Período Joanino (1808–1821)
Economia e Administração
Banco do Brasil (1808): O primeiro banco do país para gerir as finanças da
Corte e do Império.
Casa da Moeda: Reorganizada para centralizar a produção de dinheiro no
território brasileiro.
Instituições do Período Joanino (1808–1821)
A Constituição de 1824: Primeira menção ao direito de instrução primária gratuita
para todos os cidadãos (exceto escravizados); e na prática: pobres e mulheres.
O Ato Adicional de 1834 (O Marco da Descentralização):
Governo Central cuida do ensino superior.
Províncias ficam responsáveis pelo ensino primário e secundário.
Resultado: Falta de verba nas províncias e aumento do abandono da
educação básica.(primário e secundário)
O Período Joanino e o Império (1808–1889)
1. Contexto Político:
Proclamação da República e fim da Monarquia.
Influência do Positivismo (Lema: "Ordem e Progresso").
A educação passa a ser vista como a "salvação nacional" para transformar o
Brasil em uma nação moderna.
A Educação na Primeira República (1889–1930)
. Principais Inovações:
Criação dos Grupos Escolares: Reunião de várias classes em um único
edifício monumental. A escola torna-se um símbolo da presença do Estado.
Seriação do Ensino: Alunos divididos por idade e nível de conhecimento (o
modelo que usamos até hoje).
Entusiasmo pela Educação: Surgem as primeiras grandes reformas
estaduais (como a Reforma Caetano de Campos em SP).
A Educação na Primeira República (1889–1930)
Caetano de Campos reorganizou a Escola Normal de São Paulo (hoje
localizada na Praça da República, no famoso Edifício Caetano de Campos).
O objetivo era que o professor não fosse apenas 
alguém que sabia o conteúdo, mas alguém que 
soubesse como ensinar (pedagogia).
A Educação na Primeira República (1889–1930)
A Descentralização Mantida:
A Constituição de 1891 manteve o modelo do Império: a União cuidava do
ensino superior, enquanto os Estados cuidavam do ensino primário. Isso gerou
um abismo: estados ricos (como SP e MG) tinham ótimas escolas, enquanto
estados pobres tinham altos índices de analfabetismo.
A Educação na Primeira República (1889–1930)
Elite vs. Povo: Desde os Jesuítas até a República, a educação brasileira
sempre privilegiou a formação de líderes (elite) em detrimento da alfabetização
popular.
A herança da desigualdade: O modelo de descentralização (cada estado
cuidando do seu básico) explica por que o Brasil ainda hoje luta contra
desigualdades regionais.
Lentidão: O país demorou séculos para ver a educação básica como um
direitode todos e um dever do Estado.
 O que aprendemos com essa história?
ATÉ A
PRÓXIMA AULA

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