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ESTADOS DE CHOQUE e condutas em hemoterapia Prof.ª: Fabiana Alves choque É definido como uma síndrome clínica caracterizado por um desequilíbrio entre a oferta de oxigênio e o seu consumo, resultando em perfusão orgânica e tecidual inadequadas, podendo levar à disfunção celular e falência orgânica; Dividido em cardiogênico, hipovolêmico, neurogênico, séptico e anafilático; Respondem por alta mortalidade entre pacientes internados em utis, sobretudo o choque séptico (40%) e o cardiogênico ( 20%); As infecções mais importantes desenvolvidas durante a internação em UTI são aquelas relacionadas a cateter vasculares, PNMVM, infecções associadas a feridas operatórias, ITU, e as infecções a por Clostridium difficile. Possíveis causas pode ser consequência de um grande trauma, perfuração súbita de órgãos, uma pancada, insolação, queimadura, exposição a frio extremo, reação alérgica, infecção grave, cirurgia, desidratação, afogamento ou intoxicação. Os sintomas como palidez, Bradisfigmia, hipotensão ou MIDRIASE, podem ser exemplos, especialmente se a pessoa sofreu um acidente. FATORES QUE CONTRIBUEM PARA SEVERIDADE DO CHOQUE Lesões múltiplas; Gestação; Histórico de doenças graves preexistente; Condições físicas; Idade; Quantidade de sangue perdido. ESTÁGIOS DO CHOQUE Compensatório = O corpo tenta superar os problemas utilizando seus mecanismos de defesa habitual procurando manter as funções. SINAIS E SINTOMAS: taquicardia, pele fria e úmida, pele opaca (acinzentada); Progressivo = O sangue dos membros (MMSS e MMII) + região abdominal é desviado para órgãos vitais (coração, cérebro, pulmões). SINAIS E SINTOMAS: Cianose, queda da PA, sudorese, sede intensa, náuseas e vômitos, tonturas, alteração da consciência; Irreversível = Desvio de sangue do fígado e rins para coração, cérebro, gerando falência de órgãos, fazendo com que o sangue se acumule afastado dos órgãos vitais, seguido de óbito. SINAIS E SINTOMAS: olhos opacos, pupilas dilatadas, respiração superficial e irregular, perda da consciência. RECONHECIMENTO DO ESTADO DE CHOQUE Estágio de compensação: Inquietação; Ansiedade; irritabilidade; taquicardia; Pele pálida e fria (hemorrágico) ou quente e ruborizada (séptico, anafilático, neurogênico); Taquipnéia; hipotermia Estágio de progressivo: Indiferença, apatia, confusão; Taquicardia; Pulso irregular, fraco, filiforme; Hipotensão; Respiração rápida; Diminuição intensa da temperatura corporal; Confusão e incoerência na fala ou perda da consciência; Pupilas dilatadas com reação lenta; Respiração lenta, superficial e irregular. Choque cardiogênico Caracterizado pela hipoperfusão tecidual sistêmica devido a incapacidade do músculo cardíaco de gerar um débito adequado às necessidades metabólicas do organismo. É uma das mais graves complicações do iAM. causa diminuição acentuada da pressão arterial, falta de oxigênio nos tecidos e acúmulo de líquidos nos pulmões. No brasil, cerca de 3,2% de todas as internações hospitalares e cerca de 30,9% de todas as internações cardiológicas decorrem da insuficiência cardíaca. Principais sintomas Taquipnéia; Taquicardia; Sincope; Bradisfigmia; Sudorese sem causa aparente; Pele pálida; Pés e mãos frios; Oligúria. As complicações do choque cardiogênico são a falência de múltiplos órgãos nobres como rins, cérebro e fígado, sendo responsável pela maioria das mortes. Choque neurogênico acontece quando existe uma falha de comunicação entre o cérebro e o corpo, fazendo com que os vasos sanguíneos percam o seu tônus e dilatem, dificultando a circulação do sangue pelo corpo e diminuindo a pressão arterial. Quando isso acontece, os órgãos deixam de receber o oxigênio necessário e por isso, deixam de funcionar, criando uma situação que coloca a vida em risco. O acometimento de lesões na coluna, devido a pancadas fortes nas costas ou acidentes de trânsito, técnica incorreta para fazer anestesia peridural no hospital ou o uso de algumas drogas ou medicamentos podem afetar o sistema nervoso, hipotermia, oligúria, Ausência de resposta a estímulos, Alteração do estado mental. Principais sinais e sintomas Hipotermia; Respiração rápida e superficial (Ritmo de Biot / Cheyne-Stokes); Pele fria e cianótica Bradicardia; Tonturas e sensação de desmaio; Sudorese intensa; Ausência de resposta a estímulos; Alteração do estado mental; Oligúria ou anúria; Dor no peito. Choque anafilático acontece em pessoas que têm uma alergia muito grave a alguma substância, como acontece em alguns casos de alergia a nozes, picadas de abelha ou pêlo de animais, por exemplo. Este tipo de choque provoca uma resposta exagerada do sistema imune, gerando inflamação do sistema respiratório. Sintomas podem incluir edemas em nariz, boca e olhos, náuseas, dispnéia, taquicardia, dificuldade de deglutição. Choque séptico Historicamente, a palavra sepse deriva do grego que significa apodrecer, sendo o resultado de um distúrbio orgânico, alta prevalência de mortalidade e morbidade, além de altos custos de tratamento para os serviços de saúde; surge quando uma infecção, que estava em apenas um lugar, consegue chegar até o sangue e se espalha por todo o corpo, afetando vários órgãos. Geralmente, o choque séptico é mais frequente em pessoas imunossuprimidas, gestantes, diabéticos, crianças, idosos. É associada à hipotensão, não responsiva à adequação volêmia, sendo necessário uso de droga vasoativa. Segundo a OMS, a sepse mata 11 milhões de pessoas por ano e incapacita outros milhões; Nos últimos 10 anos, estima-se cerca de 670 mil casos por ano no Brasil; Aproximadamente 240 mil adultos morreram, na pediatria, 42 mil casos e 8 mil crianças não resistiram; Nos CTIs brasileiros, a prevalência de sepse é de 30%, a taxa de mortalidade hospitalar é de 55%; Até 50% dos sobreviventes da sepse tem complicações físicas e/ou psicológicas a longo prazo. Choque hipovolêmico Pode ser definido como um distúrbio agudo da circulação, caracterizado pela diminuição abrupta do volume de sangue circulante, levando ao desequilíbrio entre a oferta e consumo de oxigênio dos tecidos. Entre as causas, podemos citar: desidratação causada por diarréia, êmese, queimaduras extensas, hemorragias relacionadas ao trauma, cirurgia de grande porte, hemorragias digestivas ruptura de aneurisma de aorta, gravidez ectópica, entre outros; A morte só ocorre se a quantidade de sangue e líquido perdida corresponder a mais de 1/5 do volume total da quantidade de sangue, o que significa, aproximadamente, 1 litro. Cuidados de enfermagem Controle rigoroso dos sinais vitais; Instalar oxigenioterapia; Realizar acesso venoso calibroso; Reposição dos volumes dos líquidos perdidos; Plasma e Albumina Humana – Perda de Proteínas; Atenção ao controle rigoroso do débito urinário; Comunicar e relatar em prontuário. Transfusão em adultos Concentrado de hemácias: é formado pelas hemácias extraídas do plasma após centrifugação do sangue total, deve ser conservado entre +2 °C a + 6 °C e tem validade que varia de 35 a 42 dias. Seu volume varia em torno de 300 ml e aumenta a hemoglobina em 1g/dl, desde que não haja sangramento ativo; O tempo de infusão varia de 1 a 2 horas, não podendo ultrapassar 4 horas em pacientes cardiopatas; Os SSVV devem ser verificados em três momentos distintos: antes da infusão, 10 minutos após a instalação e após a transfusão; Deverá ser administrado em via exclusiva, sendo compatível apenas com sf0,9%. A transfusão é um ato médico, devendo ser preenchida em formulário padronizado pela instituição; Deve ser realizada a coleta de amostra e identificada; Cada amostra tem validade de 72 horas; A equipe de enfermagem deve ser treinada para desenvolver tal função, servindo de barreira na identificação de possíveis falhas que podem culminar na morte do paciente. Concentrado de plaquetas São separadas do sangue após centrifugação e tem validade de 5 dias; Devem ser estocadas a + 22 °C, sob agitação constante; Seu volume é de cercade 50 ml e contem grande quantidade de leucócitos. Reações transfusionais É qualquer intercorrência consequente á transfusão sanguínea; Sua gravidade varia de leve a potencialmente fatal; podem ser classificadas em imediatas (até 24 horas da transfusão) ou tardias (após 24 horas da transfusão), imunológicas e não-imunológicas; Deve-se suspender imediatamente a infusão e manter acesso venoso com infusão de S,F 0,9%, verificar os SSVV e checar as etiquetas dos hemocomponentes. Não desprezar a bolsa para posterior avaliação do banco de sangue; Reação hemolítica: ocorre em virtude dos anticorpos contra os antígenos do sangue e pode ocasionar: febre, tremor, calafrios, náuseas, êmese, dor, dispnéia, insuficiência renal, podendo levar a morte; Reação não-hemolítica: causa aumento não justificável da temperatura corporal em pelo menos 1 °C. O paciente apresenta tremores e calafrios. Sintomas mais comuns Os sintomas das reações agudas e tardias são divididos entre comuns, graves e raros, e incluem: Icterícia; Febre; Irritação na pele; Infecção; Queda da hemoglobina; Sobrecarga hídrica; Lesões pulmonares; Destruição dos glóbulos vermelhos devido à incompatibilidade entre os tipos sanguíneos do doador e do receptor. Paciente TJ utilizam componentes secundários, como crioprecipitado, albumina, trombina e fatores de coagulação podem ser utilizados, assim como auto-hemotransfusão intraoperatória. Obrigada!!! image2.png image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.png media1.mp4 image13.png image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.png image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.png image1.png