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Ciclo menstrual . 
O ciclo menstrual refere-se às mudanças 
rítmicas mensais na secreção de hormônios 
femininos e às alterações correspondentes 
nos ovários e outros órgãos sexuais. 
É dividido em fase ovariana e fase 
endometrial, essas fases ocorrem 
simultaneamente. 
Fases do Ciclo Ovariano 
 
] 
Fase Folicular (proliferativa): 
Caracterizada pelo crescimento folicular no 
ovário, e sua duração é a mais variável, entre 
10 e 21 dias. 
É chamada de proliferativa porque o 
endométrio (camada interna do útero) 
começa a se regenerar e crescer sob 
estímulo do estrogênio 
Fase folicular inicial: 
Pouco antes do início de cada ciclo, a 
secreção de gonadotrofinas pela 
adeno-hipófise aumenta. Sob a influência do 
FSH (Hormônio Folículo Estimulante), um 
grupo de folículos ovarianos terciários 
começa a crescer. 
➔ Células da granulosa: sob influência 
do FSH 
➔ Células da teca: sob influência do LH, 
começam a produzir hormônios 
esteroides. 
Células da granulosa: Secretam o Hormônio 
Anti-Mülleriano (AMH), que diminui a 
sensibilidade do folículo ao FSH e impede o 
recrutamento de folículos adicionais. 
Células da teca: Sintetizam androgênios, que 
são convertidos em estrógenos pelas células 
da granulosa através da aromatase. 
Fase folicular tardia: 
A secreção de estrogênio ovariano atinge seu 
ponto máximo, com apenas um folículo 
continuando a se desenvolver (folículo 
dominante). As células da granulosa do 
folículo dominante começam a secretar 
inibina e progesterona, além do estrogênio. 
O folículo dominante atinge sua maturidade 
e produz altos níveis de estrógeno. Esses 
níveis elevados de estrógeno desencadeiam 
um feedback positivo no eixo 
 
 
 
 
 
hipotálamo-hipófise, levando ao pico de LH 
(onda de LH). 
Esse pico de LH provoca: 
● Retomada da meiose I do oócito, 
tornando-o apto à fertilização (ou 
seja, desencadeia a ovulação) 
● Início da luteinização das células da 
granulosa que começam a produzir 
progesterona antes mesmo da 
ovulação. 
● Ativação de enzimas e 
prostaglandinas, levando ao processo 
inflamatório controlado que rompe o 
folículo e libera o oócito. 
Ovulação: 
É desencadeada pelo pico de LH (Hormônio 
Luteinizante). A ovulação em si pode ser 
comparada a uma reação inflamatória 
controlada. 
Esse processo envolve a ação de: 
● Prostaglandinas, 
● Fator ativador de plasminogênio, 
● Enzimas específicas. 
A presença das gonadotrofinas (FSH e LH) 
estimula a produção dessas substâncias 
dentro do folículo. Elas, por sua vez, ativam a 
colagenase, uma enzima que degrada o 
colágeno da parede folicular. 
Com essa degradação, a parede se 
enfraquece e se rompe, permitindo a 
liberação do oócito, que será capturado pela 
tuba uterina, ficando pronto para a 
fecundação. 
Fenômenos principais durante a ovulação: 
Fase Lútea: (ou secretora) 
O folículo rompido se transforma em corpo 
lúteo, nomeado devido ao pigmento amarelo 
e depósitos de lipídios. 
O corpo lúteo produz continuamente 
quantidades crescentes de progesterona, 
estrógeno e inibina. A progesterona possui 
capacidade termogênica, elevando a 
temperatura corporal basal da mulher 
durante esta fase 
Luteinização 
A luteinização significa que as células da 
granulosa, que antes estavam voltadas para 
nutrir e sustentar o folículo, passam a se 
transformar em células luteínicas, 
responsáveis por secretar progesterona. 
Fases do Ciclo Endometrial 
(Uterino) 
 
 
 
 
 
Fase Proliferativa: 
● Corresponde à parte final da fase 
folicular do ovário. 
● O endométrio produz uma nova 
camada de células em antecipação à 
gestação. 
Fase Secretora: 
Após a ovulação, os hormônios liberados pelo 
corpo lúteo convertem o endométrio 
espessado em uma estrutura secretora. 
Corresponde à fase lútea do ciclo ovariano. Se 
não houver gravidez, as camadas superficiais 
são perdidas durante a menstruação. 
Menstruação: 
O primeiro dia da menstruação é o dia 1 do 
ciclo. 
A camada funcional do endométrio descama, 
mas a camada basal permanece intacta para 
iniciar a reparação. 
O líquido menstrual não coagula devido à 
liberação de fibrinolisina (plasmina). Um 
grande número de leucócitos é liberado, 
tornando o útero resistente a infecções, 
apesar da superfície desprotegida. 
Corresponde ao sangramento menstrual do 
útero e ao início da fase folicular no ovário. 
Controle Hormonal do Ciclo 
O controle hormonal envolve uma hierarquia 
de três níveis: 
Hormônio de liberação hipotalâmica (GnRH 
ou LHRH): 
Produzido pelo hipotálamo, influenciado por 
sinais do sistema nervoso central e pelo 
ovário. 
A secreção ovariana exerce feedback positivo 
ou negativo sobre o hipotálamo, e o GnRH 
também regula sua própria produção. 
Liberado de forma pulsátil, essencial para a 
liberação adequada de FSH e LH. 
Hormônios sexuais da adeno-hipófise (FSH 
e LH) 
Secretados em resposta ao GnRH do 
hipotálamo, agindo nas células 
gonadotróficas da adeno-hipófise. 
Sua secreção é modulada por hormônios 
esteroides (estradiol, progesterona) e fatores 
ovarianos não esteroides (inibina). 
Hormônios ovarianos (Estrogênio e 
Progesterona): 
Secretados pelos ovários em resposta ao FSH 
e LH. Na fase folicular, o estrogênio é o 
hormônio esteroide dominante. Na fase 
lútea, a progesterona é dominante, embora 
o estrogênio ainda esteja presente. 
A inibina e o AMH do ovário também são 
hormônios importantes, com o AMH atuando 
como regulador para evitar o 
desenvolvimento excessivo de folículos. 
Climatério . 
 
 
 
 
 
O climatério corresponde ao período de 
transição biológica em que ocorre a 
passagem da fase reprodutiva para a fase não 
reprodutiva da vida da mulher. Dentro dele, a 
menopausa é um marco importante: trata-se 
de um evento ovariano que resulta da atresia 
fisiológica dos folículos primordiais, ou seja, 
da perda natural e progressiva da reserva 
folicular. 
Embora a menopausa seja primariamente 
um fenômeno ovariano, ela também sofre 
influência do eixo hipotálamo-hipofisário, 
que regula os hormônios reprodutivos. 
Definição e Distinção de 
Menopausa 
Climatério: abrange um período mais amplo 
de modificações endócrinas, biológicas e 
clínicas, desde parte da menacme até a 
menopausa. 
Menopausa: é um marco dentro do 
climatério, correspondendo ao último ciclo 
menstrual, e é reconhecida 
retrospectivamente após 12 meses de 
amenorreia. Geralmente ocorre entre os 45 e 
55 anos, mas pode ser prematura/precoce se 
acontecer por volta dos 40 anos. É um evento 
fisiológico e inevitável causado pelo 
envelhecimento ovariano e sua perda 
progressiva de função. 
Fisiologia Menopausa 
A menopausa pode acontecer de duas 
formas: 
Natural: consequência direta do 
envelhecimento ovariano, quando a 
quantidade de folículos chega ao 
esgotamento. 
Artificial: induzida por procedimentos 
clínicos ou cirúrgicos, como a retirada dos 
ovários (ooforectomia) ou terapias que 
resultam na interrupção da produção 
hormonal ovariana. 
Transição Menopausal, 
Perimenopausa e Pós-menopausa 
Transição Menopausal 
É a fase inicial do climatério e se manifesta 
principalmente pela irregularidade dos 
ciclos menstruais, consequência da 
variabilidade hormonal e da ovulação 
inconstante. 
Nessa fase, ocorre uma diminuição gradual da 
inibina B, substância produzida pelos folículos 
em crescimento. Com a queda da inibina B, 
há uma perda do feedback negativo sobre a 
hipófise, o que leva ao aumento da secreção 
de FSH. 
Esse aumento do FSH tenta estimular o 
recrutamento folicular, mas acelera a 
depleção dos folículos. 
Os níveis de estradiol ainda podem oscilar 
bastante, mas permanecem dentro do 
normal enquanto existirem folículos 
funcionais. 
Perimenopausa 
 
 
 
 
 
É o período mais próximo da instalação da 
menopausa e reflete uma intensificação das 
alterações hormonais. 
●Os ciclos menstruais tornam-se 
progressivamente mais curtos ou 
mais longos. 
● A maioria dos ciclos é anovulatória, 
ou seja, sem ovulação, o que leva a 
sangramentos irregulares. Esses 
sangramentos geralmente 
acontecem por hiperestímulo 
estrogênico não contrabalançado 
pela progesterona, já que sem 
ovulação não há corpo lúteo para 
secretar esse hormônio. 
Em alguns casos, pode ser necessária a 
suplementação de progesterona cíclica, 
com o objetivo de evitar hemorragias 
decorrentes desse desequilíbrio hormonal. 
Pós-menopausa 
É a fase que se instala definitivamente após a 
falência ovariana, marcada pelo esgotamento 
dos folículos ou pela insensibilidade dos 
receptores foliculares às gonadotrofinas (FSH 
e LH). 
Os níveis de gonadotrofinas se elevam de 
forma significativa: 
● O FSH pode aumentar 10 a 15 vezes. 
● O LH pode aumentar 3 a 5 vezes. 
O estradiol sofre uma queda de até 80%, 
deixando de ser o estrogênio predominante. 
A partir dessa fase, o principal estrogênio 
circulante passa a ser a estrona, considerada 
menos potente. 
A estrona é produzida pela conversão 
periférica de androgênios (oriundos dos 
ovários e das glândulas suprarrenais), 
processo que ocorre principalmente no tecido 
adiposo. 
Por isso, mulheres obesas tendem a 
apresentar níveis mais elevados de 
estrogênios após a menopausa, já que 
possuem maior quantidade de tecido adiposo 
para realizar essa conversão. 
Manifestações Clínicas do 
Climatério 
 
A maioria das mulheres apresenta algum 
sinal ou sintoma no climatério, variando de 
leve a muito intenso, influenciado por fatores 
individuais, culturais, sociais e emocionais, 
além da diminuição do estrogênio. 
Manifestações Clínicas Transitórias 
(Curto e Médio Prazo) 
Alterações Menstruais: 
Irregularidades na duração dos ciclos e na 
quantidade do fluxo, menstruações mais 
escassas ou hemorragias, ciclos mais ou 
menos frequentes. 
 
 
 
 
 
 
Sintomas Vasomotores (Fogachos ou Ondas 
de Calor): 
Os mais comuns em mulheres ocidentais. São 
episódios súbitos de sensação intensa de 
calor na face, pescoço e parte superior do 
tronco, frequentemente acompanhados de 
rubor facial, suores, palpitações e vertigens. 
São atribuídos a alterações no centro 
termorregulador hipotalâmico causadas pelo 
hipoestrogenismo e desequilíbrios em 
neurotransmissores. 
Distúrbios do Sono: Insônia ou sono agitado. 
Sintomas Neuropsíquicos: 
● Labilidade emocional 
● Irritabilidade 
● Instabilidade emocional 
● Choro descontrolado 
● Depressão 
● Distúrbios de ansiedade 
● Melancolia 
● Perda de memória 
● Dificuldade de tomar decisões 
● Baixa autoestima 
● Diminuição da libido 
A redução dos hormônios femininos pode 
interferir na liberação de neurotransmissores 
(como a serotonina). Contudo, não são 
exclusivos do climatério e têm etiologia 
multifatorial (ambiental, sociocultural, 
individual). 
Alterações na Pele, Cabelos e Unhas: 
A pele perde vigor, e cabelos e unhas ficam 
mais finos e quebradiços. 
Alterações na Distribuição da Gordura 
Corporal: 
Concentração maior na região abdominal. 
Manifestações Clínicas Não 
Transitórias (Médio e Longo Prazo) 
Alterações Urogenitais (Síndrome 
Geniturinária): 
Atrofia dos Órgãos Genitais: 
Enfraquecimento ou definhamento dos 
órgãos genitais, ressecamento vaginal, dor à 
penetração (dispareunia) e diminuição da 
libido. 
A queda dos níveis estrogênicos compromete 
os epitélios vaginal e uretral. 
Distúrbios Urinários: 
Dificuldade para esvaziar a bexiga, dor e 
pressa para urinar, perda de urina 
(incontinência urinária), infecções urinárias e 
ginecológicas. 
A incontinência urinária pode ser causada por 
enfraquecimento do assoalho pélvico e 
afinamento do tecido periuretral, entre outros 
fatores. 
Distopias (Prolapsos Genitais): 
A insuficiência estrogênica relativa contribui 
para o surgimento ou agravamento devido à 
diminuição da elasticidade e hipotrofia 
músculo-ligamentar, mas também está 
 
 
 
 
 
relacionada a fatores genéticos, obstétricos, 
raciais e de estilo de vida. 
Perda de Massa Óssea: 
Osteopenia e osteoporose, com aumento do 
risco de fraturas. A perda óssea acelerada 
pode ser até 10 vezes maior após a 
menopausa, com 2-4% ao ano para osso 
trabecular e 1% para osso cortical nos 
primeiros 5-10 anos. 
Risco Aumentado de Doenças 
Cardiovasculares (DCV): 
A doença coronariana é a principal causa de 
morte após a menopausa. 
O declínio dos estrogênios naturais pode 
aumentar o risco, e a menopausa precoce ou 
cirúrgica aumenta ainda mais. 
Relação entre Exames 
Laboratoriais e Hormônios com as 
Fases do Ciclo Menstrual e 
Climatério 
Diagnóstico do Climatério e 
Menopausa 
A menopausa é um diagnóstico 
eminentemente clínico, caracterizado pela 
cessação das menstruações por 12 meses 
ou mais. 
● Dosagens hormonais não são 
rotineiramente necessárias para o 
diagnóstico do climatério, exceto em 
casos de menopausa cirúrgica ou 
dúvidas hormonais. 
O aumento do FSH para mais de 40 mUI/ml 
é suficiente para diagnosticar hipofunção ou 
falência ovariana. 
Níveis de estradiol (E2) menores que 20 
pg/mL, associados a FSH > 40 mUI/mL, são 
característicos do período 
pós-menopáusico. 
Níveis Hormonais (Pré-menopausa 
vs. Pós-menopausa) 
Tratamento para o Climatério 
O tratamento visa o bem-estar da mulher, 
sendo individualizado e considerando 
medidas gerais, orientação dietética e apoio 
psicológico. 
Medidas Não Farmacológicas 
Alimentação saudável e nutritiva: 
Fundamental para a saúde óssea (cálcio, 
vitaminas D, A, C, magnésio, boro, manganês, 
vitamina K) e para o controle do peso, 
prevenindo obesidade, hipertensão e 
diabetes. O Ministério da Saúde disponibiliza 
os "Dez Passos para uma Alimentação 
Saudável". 
Atividade física regular: 
Essencial para o bem-estar físico e mental, 
controle da pressão arterial, prevenção de 
osteoporose e doenças cardiovasculares, e 
atenuação de alterações de humor. 
 
 
 
 
 
Terapias Complementares e Integrativas 
(PNPIC no SUS) 
O Ministério da Saúde lançou a Política 
Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares no SUS (PNPIC) para 
normatizar sua utilização e ampliar a 
integralidade na atenção à saúde. 
● Fitoterapia 
● Isoflavona de Soja (Glycine max) 
● Trevo Vermelho (Trifolium pratense) 
● Cimicífuga (Cimicifuga racemosa) 
● Homeopatia 
● Medicina Tradicional Chinesa 
(Acupuntura) 
● Medicina Antroposófica 
Tratamento Farmacológico 
Terapia Hormonal (TH): 
Indicações: Alívio de sintomas desagradáveis 
da redução de esteroides sexuais, como 
alterações menstruais, fogachos/sudorese e 
atrofia urogenital. Também visa combater o 
ressecamento vaginal e da pele, preservar a 
massa óssea, melhorar o sono, função 
cognitiva e libido 
Deve ser iniciada com a dose mínima eficaz 
e interrompida quando os benefícios são 
atingidos ou os riscos superam os benefícios. 
Controvérsias e Contraindicações: 
Não deve ser usada para prevenção primária 
ou secundária de doenças cardiovasculares. 
Não é a primeira escolha para osteoporose, 
mas pode ser útil associada a bisfosfonatos se 
houver outras indicações para TH 
Regimes Terapêuticos: 
● Estrogênio isolado: Empregado em 
mulheres histerectomizadas. 
● Terapêutica estroprogestacional 
(combinada): Para mulheres com 
útero, a adição de progestagênio é 
necessária para proteção endometrial 
contra os efeitos proliferativos do 
estrogênio, diminuindo os riscos de 
hiperplasia e câncer endometrial. 
Efeitos Colaterais dos Estrogênios: 
Náuseas, distúrbios gastrointestinais (oral), 
sensibilidade mamária, dor de cabeça, 
retenção de líquido, edema. Pode estimular 
leiomiomas e endometriose. 
Para intolerância ou contraindicação aos 
estrogênios: 
Acetato de medroxiprogesterona isolado (IM), 
Moduladores Seletivos dos Receptores Estrogênicos 
(SERMs) como tamoxifeno (para câncer de mama) 
ou raloxifeno (para osteoporose),que podem, no 
entanto, aumentar os sintomas vasomotores. 
Alternativas reprodutivas no 
climatério 
Transferência de Citoplasma: 
Injeção de citoplasma de ovócitos jovens em 
ovócitos de pacientes inférteis. 
Ovodoação: 
Utilização de ovócitos de doadora jovem, 
atualmente a melhor opção quando a reserva 
ovariana está diminuída. 
Redes de Apoio do SUS no Climatério 
O Ministério da Saúde, através do "Manual de 
Atenção à Mulher no Climatério / 
Menopausa", busca qualificar a atenção 
integral e humanizada às mulheres nesta fase 
da vida. 
Atenção Integral e Humanizada: 
A saúde da mulher no Brasil evoluiu de um 
modelo restrito à saúde materno-infantil para 
 
 
 
 
 
uma assistência integral que inclui o 
climatério. O climatério é visto como uma fase 
natural, não uma doença, e o 
acompanhamento sistemático visa a 
promoção da saúde, diagnóstico precoce, 
tratamento e prevenção de danos. 
Profissionais de Saúde: 
Devem ser capacitados e sensibilizados para 
as particularidades deste grupo populacional, 
adotando uma visão global e acolhedora. A 
escuta qualificada é fundamental. 
Nível de Atenção: 
A atenção básica é a mais adequada para a 
maioria das necessidades, com uma rede 
organizada para encaminhamentos a 
especialistas (endocrinologista, cardiologista, 
ortopedista, odontologista, etc.) e para 
exames especializados. 
Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares (PNPIC): 
O SUS normatiza e incentiva a utilização da 
medicina tradicional chinesa (acupuntura), 
homeopatia, fitoterapia, medicina 
antroposófica e termalismo social, visando 
estimular os mecanismos naturais de 
recuperação da saúde e valorizar o 
autocuidado. 
Fatores Biopsicossociais do 
Climatério 
O climatério é uma experiência complexa que 
integra aspectos biológicos, psicológicos e 
sociais na vida da mulher. 
● Alterações Hormonais 
● Envelhecimento Fisiológico 
● Insegurança e Ansiedade 
● Luto e Reavaliação 
● Sintomas Neuropsíquicos 
● Autoimagem e Autoestima 
Hormonioterapia e Fatores 
biopsicossociais na 
mudança de gênero . 
 
A hormonioterapia busca alinhar 
características físicas secundárias ao gênero 
com o qual a pessoa se identifica, 
promovendo congruência corporal e redução 
da disforia de gênero. 
Pessoas transmasculinas (FTM – 
Female to Male) 
Objetivo: Desenvolvimento de características 
masculinas secundárias. 
Principais hormônios usados: Testosterona 
(intramuscular, subcutânea ou 
gel/transdérmica). 
Efeitos desejados: 
● Aumento da massa muscular e força. 
● Mudanças na distribuição de gordura 
(mais central, menos periférica). 
● Crescimento de pelos corporais e 
faciais. 
● Engrossamento da voz. 
● Cessação da menstruação. 
Efeitos colaterais e monitoramento: 
 
 
 
 
 
● Alterações lipídicas e 
cardiovasculares. 
● Aumento da 
hemoglobina/hematócrito. 
● Riscos hepáticos e acne. 
Pessoas transfemininas (MTF – Male 
to Female) 
Objetivo: Desenvolvimento de características 
femininas secundárias. 
Principais hormônios usados: Estrógenos 
(oral, transdérmico, injetável) ± 
antiandrogênios. 
Efeitos desejados: 
● Desenvolvimento de mamas. 
● Redistribuição de gordura corporal 
para padrão ginecoide. 
● Redução de pelos corporais (quando 
associada a terapias adicionais). 
● Alterações na pele (mais fina, menos 
oleosa). 
● Redução da massa muscular. 
Efeitos colaterais e monitoramento: 
● Risco aumentado de 
tromboembolismo, especialmente 
com estrógenos orais. 
● Alterações lipídicas e hepáticas. 
● Monitoramento regular de função 
hepática, lipídios, hormônios e 
coagulação. 
Fatores Biopsicossociais 
A hormonioterapia não atua isoladamente; a 
experiência de mudança de gênero envolve 
fatores complexos: 
Biológicos 
● Resposta individual à terapia 
hormonal. 
● Condições médicas pré-existentes 
que podem impactar segurança e 
eficácia (ex.: doenças 
cardiovasculares, hepáticas ou 
trombóticas). 
● Alterações hormonais afetam 
metabolismo, humor e função sexual. 
Psicológicos 
● Redução significativa da disforia de 
gênero. 
● Melhora na autoestima, qualidade de 
vida e bem-estar geral. 
● Necessidade de suporte psicológico 
contínuo para lidar com ansiedade, 
depressão ou estresse social. 
● Monitoramento de saúde mental 
antes e durante a hormonioterapia. 
Sociais 
● Aceitação familiar, comunitária e no 
ambiente de trabalho/educacional. 
● Acesso a cuidados de saúde e apoio 
de profissionais especializados. 
● Impacto das expectativas sociais e 
pressões normativas sobre aparência 
e comportamento. 
● Discriminação, estigma ou violência 
podem afetar adesão ao tratamento e 
saúde mental. 
Considerações Clínicas Importantes 
● Avaliação prévia completa: histórico 
médico, exames laboratoriais e 
avaliação psicológica. 
● Escolha individualizada da via e dose 
da hormonioterapia. 
● Monitoramento contínuo de efeitos 
terapêuticos e adversos. 
● Acompanhamento multidisciplinar: 
endocrinologia, psicologia, 
enfermagem, dermatologia, 
cardiologia, ginecologia/urologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
	Fases do Ciclo Ovariano 
	Fases do Ciclo Endometrial (Uterino) 
	Controle Hormonal do Ciclo 
	Definição e Distinção de Menopausa 
	Fisiologia Menopausa 
	Transição Menopausal 
	Perimenopausa 
	Pós-menopausa 
	Manifestações Clínicas do Climatério 
	Manifestações Clínicas Transitórias (Curto e Médio Prazo) 
	Manifestações Clínicas Não Transitórias (Médio e Longo Prazo) 
	Relação entre Exames Laboratoriais e Hormônios com as Fases do Ciclo Menstrual e Climatério 
	Diagnóstico do Climatério e Menopausa 
	Níveis Hormonais (Pré-menopausa vs. Pós-menopausa) 
	Tratamento para o Climatério 
	Medidas Não Farmacológicas 
	Terapias Complementares e Integrativas (PNPIC no SUS) 
	Tratamento Farmacológico 
	Redes de Apoio do SUS no Climatério 
	Fatores Biopsicossociais do Climatério 
	Pessoas transmasculinas (FTM – Female to Male) 
	Pessoas transfemininas (MTF – Male to Female) 
	Fatores Biopsicossociais 
	Biológicos 
	Psicológicos 
	Sociais 
	Considerações Clínicas Importantes