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Aula 06
PRF (Policial) Passo Estratégico de
Português
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Carlos Roberto Correa
07 de Janeiro de 2026
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL; PRONOMES
Análise Estatística ................................................................................................................................ 2
O que é mais cobrado dentro do assunto? ............................................................................................... 2
Roteiro de Revisão e pontos do assunto que merecem destaque ............................................. 3
Classificação dos Pronomes ........................................................................................................................ 3
Colocação Pronominal ................................................................................................................................ 8
Aposta estratégica ..............................................................................................................................11
Questões estratégicas ........................................................................................................................12
Questionário de revisão e aperfeiçoamento .................................................................................24
Perguntas .................................................................................................................................................... 24
Perguntas e respostas ............................................................................................................................... 25
Gabarito................................................................................................................................................26
Bibliografia ...........................................................................................................................................27
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ANÁLISE ESTATÍSTICA
Com o intuito de fazer um estudo direcionado, de acordo com as especificidades da banca, fizemos um
ranking com os percentuais de incidência segregados por assunto e subassunto, baseando-nos nos seguintes
critérios:
Análise Estatística – Língua Portuguesa
• Banca examinadora: Cebraspe
• Período da análise: 2022 a 2025
• Área: Policial
• Escolaridade: Nível Superior
• Quantidade de questões analisadas: 251
Isso nos permite visualizar os assuntos “preferidos” da banca examinadora.
Assunto Percentual (%)
Interpretação de textos; reescrita de frases; coesão e coerência 28,1%
Tempos e modos verbais 14,5%
Concordância verbal; concordância nominal; vozes verbais 11,2%
Semântica; regência verbal; regência nominal 10,4%
Relação de coordenação e subordinação das orações; pontuação 8,8%
Ortografia; acentuação gráfica; crase 7,6%
Pronomes: função sintática e colocação 6,8%
Vocábulos “se”, “que” e “como” 5,2%
Classes de palavras; formação e estrutura das palavras 3,6%
Termos da oração 2,4%
Redação Oficial 0,7%
Linguagem; tipologia textual; fonética 0,7%
Essa tabela mostra a ordem decrescente de incidência dos assuntos, ou seja, quanto maior o percentual de
cobrança de um dado assunto, maior sua importância.
O QUE É MAIS COBRADO DENTRO DO ASSUNTO?
Os assuntos Pronomes: função sintática e colocação possuem um grau de incidência de 6,8% nas questões
colhidas (período da análise: 2022 a 2025; banca Cebraspe), possuindo importância alta no contexto geral
da nossa matéria, de acordo com o esquema de classificação que adotaremos, qual seja:
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==242f73==
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% de Cobrança Importância do Assunto
Até 1,9% Baixa a Mediana
De 2% a 4,9% Média
De 5% a 9,9% Alta
10% ou mais Muito Alta
Dividindo-se em subassuntos, temos os seguintes percentuais:
Subassunto Percentual (%) Detalhamento
Colocação pronominal 48% Ênclise, próclise e mesóclise; casos
obrigatórios e facultativos
Função sintática dos pronomes 37% Pronomes oblíquos átonos como OD e OI
Pronomes relativos 15% Uso de “que”, “cujo”, “o qual”
ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao
mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção.
CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES
Primeiramente, temos de conhecer os pronomes para saber como eles devem aparecer no texto. Pronomes
são palavras que substituem os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso, ou seja, a
pessoa que participa da situação comunicativa.
Na frase “Peguei teu livro, mas não o devolvi.”, a palavra “o” substitui o substantivo “livro” e a palavra “teu”
o determina, isto é, indica que o objeto pertence à 2ª pessoa do discurso (a pessoa com quem se fala).
Os pronomes podem ser substantivos ou adjetivos. Na frase acima, a palavra “o” é pronome substantivo,
porque substitui o substantivo “livro”, ao passo que “teu” é pronome adjetivo, porque determina o
substantivo junto do qual se encontra.
Os pronomes são classificados em: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos e
interrogativos.
Pronomes Pessoais
Pronome pessoal é aquele que substitui um substantivo. Apresenta-se como pronome pessoal do caso reto
ou do caso oblíquo.
PRONOMES PESSOAIS
PESSOAS DO
DISCURSO
PRONOMES RETOS
(função subjetiva)
PRONOMES OBLÍQUOS (função objetiva)
ÁTONOS TÔNICOS
1ªpessoa do singular eu me mim, comigo
2ªpessoa do singular tu te ti, contigo
3ªpessoa do singular ele/ela o, a, se, lhe ele, ela, si, consigo
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1ª pessoa do plural nós nos nós, conosco
2ª pessoa do plural vós vos vós, convosco
3ª pessoa do plural eles/elas os, as, se, lhes eles, elas, si consigo
Essa divisão dos pronomes (caso reto e oblíquo) é feita de acordo com a função que exercem na frase.
Os pronomes pessoais do caso reto desempenham a função de sujeito da oração e os oblíquos, a de
complemento (verbal ou nominal).
▪ Ele ganhou um livro de presente, mas o abandonou dias depois.
Ele (pronome pessoal do caso reto – 3ª pessoa do singular) exerce a função de sujeito na oração;
O (pronome pessoal do caso oblíquo) substitui o nome (livro) e exerce a função de objeto direto na oração
(complemento verbal).
Os pronomes oblíquos ainda podem ser:
i. Átonos: não preposicionados;
▪ Ela me emprestou o material do Estratégia Concursos.
▪ Eu lhe entreguei meus resumos.
Se estiverem associados a verbos terminados em r,s ou z, bem como à palavra eis, os pronomes o, a,os,as
assumem as formas lo, la, los, las, excluindo-se aquelas consonantes.
Associados a verbos terminados em ditongo nasal (am, em, ão, õe), os pronomes tomam as formas no, na,
nos, nas.
▪ Provocar a multidão/Provocá-la
▪ Entender a literatura/Entendê-la
▪ Compor a diretoria-geral/Compô-la
▪ Invadir a macrorregião/Invadi-la
▪ Distribuir a justiça/ Distribuí-la (hiato)
▪ Punir os antidemocratas/Puni-los
▪ Atrair as microempresas/Atraí-las
▪ Quis a ervilha-de-cheiro/ Qui-la.
▪ Fiz as contrarrazões/Fi-las
▪ Anunciaram a minisérie/Anunciaram-na.
▪ Propõe as alterações/ Propõe-nas
ii. Tônicos: empregados com o auxílio de preposição.
▪ Ela emprestou o material do Estratégia Concursos para mim.
Pronomes oblíquos reflexivos.
Com exceção dos pronomes o, a, os, as, lhe, lhes, os demais pronomes podem ser reflexivos.
▪ Eu me aperfeiçoarei em Língua Portuguesa.
▪ Nós nos ajudamos durante a preparação.
▪ Irei contigo à festa da posse.Carlos Roberto Correa
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Pronomes Possessivos
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso e indicam a posse de alguma coisa.
▪ Meu livro está atualizado.
A palavra meu indica que o livro pertence à 1ª pessoa (eu). Trata-se, pois, de um pronome possessivo.
Eis as formas de pronomes possessivos:
➢ 1ª pessoa do singular:
o meu, minha, meus, minhas
➢ 2ª pessoa do singular:
o teu, tua, teus, tuas
➢ 3ª pessoa do singular:
o seu, sua, seus, suas
➢ 1ª pessoa do plural:
o nosso, nossa, nossos, nossas
➢ 2ª pessoa do singular:
o vosso, vossa, vossos, vossas
➢ 3ª pessoa do singular:
o seu, sua, seus, suas
Pronomes Demonstrativos
Classe de palavras que, substituindo ou acompanhando os nomes, indica a posição dos seres e das coisas no
espaço e no tempo em relação às pessoas gramaticais.
▪ Comprei este livro (aqui).
O pronome este indica que o livro está perto da pessoa que fala.
▪ Estude por esse livro (aí).
O pronome esse indica que o livro está perto da pessoa com quem se fala ou afastado da pessoa que fala.
▪ Aquele livro me traz boas recordações.
O pronome aquele indica que o livro está afastado da pessoa com quem se fala e afastado da pessoa que
fala.
Aos pronomes este, esse, aquele (variáveis) correspondem isto, isso, aquilo (invariáveis) e são utilizados
como substitutos de substantivos.
Variáveis Invariáveis
1ª Pessoa este(s), esta(s) isto
2ª Pessoa esse(s), essa(s) isso
3ª Pessoa aquele(s), aquela(s) aquilo
▪ Isto é daquele rapaz.
▪ Isso que você usa traduz a sua personalidade.
▪ Aquilo que o aluno levou não era permitido.s Invariáveis
Também aparecem como pronomes demonstrativos:
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a) mesmo(s), mesma(s):
▪ Estas são as mesmas roupas que eu usei ontem.
b) próprio(s), própria(s):
▪ Os próprios meninos fizeram o brinquedo.
c) semelhante(s):
▪ Não diga semelhante coisa!
d) tal/tais:
▪ Ele não pode viver com tal preocupação.
e ) o(s), a(s): quando equivalem a isto, aquilo, aquele(s), aquela(s):
▪ São muitos os que faltaram à aula hoje. Eu quero a da direita.
Pronomes Indefinidos
Os pronomes indefinidos designam ou determinam a 3ª pessoa gramatical de modo vago e impreciso.
Pronomes indefinidos substantivos: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, quem,
tudo.
▪ Algo me diz que você será aprovado.
▪ Se você der ouvidos ao fulano, não passará na prova!
▪ Quem avisa amigo é.
Pronomes indefinidos adjetivos: cada, certo, certos, certa, certas.
▪ Cada aluno tem a sua forma de estudar.
▪ Certos estudantes possuem mais facilidade com números.
Pronomes relativos
Os pronomes relativos representam substantivos já referidos no texto. Evitam a repetição dos vocábulos!
São estes os pronomes relativos da língua portuguesa:
Variáveis
Invariáveis
Masculino Feminino
o qual, os quais, cujo, cujos
quanto, quantos
a qual, as quais, cuja, cujas quanta,
quantas
quem, que, onde
A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente.
▪ Carlos comprou o livro que lhe fora indicado.
No exemplo acima, a palavra livro é o termo antecedente do pronome relativo que.
Vejamos outros exemplos:
▪ A escola onde fizemos a prova era ótima.
▪ Respeitem o professor, a quem temos de ter gratidão.
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▪ Traga tudo quanto lhe pertence.
▪ Estude tantos livros quantos quiser.
▪ Ninguém sabe o motivo por que (pelo qual) ele não tomou posse.
▪ Trarei alguns resumos, com os quais reforçarei meu conhecimento.
▪ Destacou as videoaulas, por meio das quais obteve conhecimento.
O uso do pronome relativo cujo, semelhantemente a tantos outros assuntos ligados à gramática, encontra-
se submetido a regras específicas. Há de se convir que, em se tratando da oralidade, ele não é um pronome
assim tão recorrente. Contudo, quanto à escrita, seu uso é notório. Daí a importância de você estar ciente
das suas particularidades, de modo a exercer sua competência linguística de forma efetiva.
Partindo desse princípio e tendo a consciência de que se trata de um pronome relativo variável e bastante
utilizado em provas discursivas, analisaremos tais particularidades.
Características do pronome cujo(a):
i. Concorda com o termo consequente;
ii. Retoma o termo antecedente (anafórico);
iii. Traduz a ideia de posse;
iv. Pode vir precedido de preposição;
v. Não aceita artigo anteposto ou posposto.
A seguir: analisaremos algumas orações que nos exemplificarão todas essas características em detalhes. O
segredo é verificar a regência do verbo e a preposição que ele exige caso a caso.
▪ Os pais cujos filhos apresentam boas notas receberão elogios.
↳ cujos filhos apresentam boas notas → [O.S. Adj. Restritiva Desenvolvida]
↳ cujo = pronome relativo que retoma “pais” e introduz o termo “filhos” como parte deles
▪ Os servidores públicos, cujos salários são pagos pela União, devem prestar um serviço de
excelência à sociedade.
↳ cujos salários são pagos pela União → [O.S. Adj. Explicativa (generalizante)]
▪ A Lei 14.133/2021, a cujos artigos o jurista se referiu, necessita de ajustes.
↳ a cujos artigos → [objeto indireto de “se referiu” (VTI)]
↳ a cujos artigos o jurista se referiu → [O.S. Adj. Explicativa]
▪ A Lei 14.133/2021, em cuja essência os administradores creem, necessita de ajustes.
↳ em cuja essência → [objeto indireto de “creem” (VTI)]
↳ em cuja essência os administradores creem → [O.S. Adj. Explicativa]
▪ A Lei 14.133/2021, de cujas regras a administração depende, necessita de ajustes.
↳ de cujas regras → [objeto indireto de “depende” (VTI)]
↳ de cujas regras a administração depende → [O.S. Adj. Explicativa]
▪ A Lei 14.133/2021, cujas regras a administração observa, necessita de ajustes.
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↳ cujas regras → [objeto direto de “observa” (VTD)]
↳ cujas regras a administração observa → [O.S. Adj. Explicativa]
▪ A Lei 14.133/2021, a cujo conteúdo o jurista fez alusão, necessita de ajustes.
↳ a cujo conteúdo → objeto indireto da locução verbal “fez alusão” (rege preposição “a”)
↳ a cujo conteúdo o jurista fez alusão → Oração Subordinada Adjetiva Explicativa (O.S. Adj. Explicativa)
Pronomes Interrogativos
São empregados em frases interrogativas e, assim como os pronomes indefinidos, referem-se à 3ª pessoa do
discurso.
▪ Que houve?
▪ Reclamar de quê?
▪ Quem fez a prova?
▪ Quantos passarão?
▪ Que dia será o certame?
▪ Por que motivo não se saiu bem?
▪ Qual será a desculpa?
▪ Quantos alunos serão aprovados?
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Pessoal, este assunto é querido da banca. Há certas particularidades que fazem parte da linguagem formal e
que, via de regra, precisam ser aprendidas por todos nós, principalmente quando se trata da escrita técnica.
A colocação correta desses pronomes em relação ao verbo faz parte da tríade denominada próclise (o
pronome vem antes do verbo), mesóclise (vem no meio) e ênclise (vem depois do verbo). A princípio, parece
ser uma nomenclatura complicada, não é mesmo? Entretanto, depois que as conhecemos, tudo se torna
claro e familiar. Tentarei apresentar o assunto de forma simultânea, clara e simples, por meio de exemplos
práticos. Então, vamos lá!
Primeiramente, devemos saber quais são os fatores da próclise (quando o pronome vem antes do verbo).
i. Palavra negativa;
ii. Advérbio;
iii. Pronome relativo;
iv. Pronome indefinido;v. Pronome demonstrativo;
vi. Conjunção.
Veremos, a seguir, alguns exemplos para compreender a aplicabilidade de cada um deles e as variadas
ocorrências para que você não tenha dificuldades.
Exemplos:
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▪ O ministro não lhe enviou as informações, nem as registrou no sistema.
↳ não = Advérbio (negação)
↳ nem = Conjunção (e + não)
▪ Recentemente me pediram explicações sobre questões tributárias.
↳ Recentemente = Advérbio
Obs.: Se houver vírgula após o advérbio, a ênclise será obrigatória!
▪ Recentemente, pediram-me explicações sobre questões tributárias.
↳ Ênclise obrigatória por causa da vírgula após o advérbio
▪ Conhecemos o aluno que se intitulou preparado para obter a primeira colocação no concurso.
↳ que = Pronome Relativo
▪ Esperamos que se cumpra a justiça.
↳ que = Conjunção
▪ Isso me causa certa estranheza.
↳ Isso = Pronome demonstrativo
▪ Alguém me contrariou.
↳ Alguém = Pronome indefinido
Quando não há fator de atração, as duas formas estão corretas:
▪ O presidente agarrou-se em alguns privilégios;
▪ O presidente se agarrou em alguns privilégios.
Adjunto adverbial de curta extensão deslocado, vírgula facultativa!
▪ Aqui se resolvem questões partidárias.
▪ Aqui, resolvem-se questões partidárias.
Quando há orações “entre vírgulas”, as duas possibilidades estão corretas!
▪ A sociedade espera que, malgrado as dificuldades, se cumpram as leis.
▪ A sociedade espera que, malgrado as dificuldades, cumpram-se as leis.
Futuro e particípio jamais admitirão a ênclise!
▪ Sujeitarão-se às regras (Errado)
▪ Sujeitar-se-ão às regras. (Certo)
Particípio
▪ Ninguém havia lembrado-se de flagrar o choro. (Errado)
▪ Ninguém se havia lembrado de flagrar o choro. (Certo)
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▪ Ninguém havia se lembrado de flagrar o choro. (Certo)
Infinitivo sempre admitirá a ênclise, mesmo se houver fator de atração!
▪ A sociedade não deve lembrar-se das atitudes corruptas. (Certo)
▪ A sociedade não se deve lembrar das atitudes corruptas. (Certo)
Em + Gerúndio = Próclise
▪ Em se tratando desse assunto, não duvidarei do seu conhecimento.
Frases interrogativas, exclamativas e optativas (desejo) = Próclise:
▪ Como se chama o autor do livro?
▪ Como te enganaram, filho!
▪ Bons ventos o levem, meu amigo!
▪ Deus a abençoe, minha filha!
Próclise (pronome antes do verbo) Exemplos
a) com palavras de sentido negativo; Não me emprestou o livro.
b) com advérbios sem pausa; Ontem se fez de inteligente.
Observação! Se houver pausa após os advérbios, a colocação
deverá ser enclítica (após o verbo).
Ontem, fez-se de inteligente.
(ênclise)
c) com pronomes indefinidos; Tudo me encorajava.
d) com pronomes interrogativos; Quem lhe trouxe isto?
e) com pronomes demonstrativos “isto”, “isso” e “aquilo”; Isso se faz assim.
f) com conjunções subordinativas e pronomes relativos ;
Quando me viu, caiu uma
lágrima.
O curso que me recomendou é
excelente.
g) quando houver a preposição “em” + gerúndio;
Em se tratando de Língua
Portuguesa, estudarei muito.
h) em orações exclamativas e optativas.
Que Deus o proteja!
Vou me recompor!
Mesóclise (pronome no meio do verbo) Exemplos
a) futuro do presente; Entregar-lhe-ei o gabarito.
b) futuro do pretérito. Entregar-lhe-ia o gabarito.
Observações: se ocorrer qualquer dos casos de próclise, ainda que o
verbo esteja no futuro do presente ou no futuro do pretérito, a
colocação deverá ser proclítica (antes do verbo).
Nunca te entregarei o gabarito.
(próclise)
Nunca te entregaria o gabarito.
(próclise)
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Com o numeral “ambos”, ainda que o verbo esteja no futuro do
presente ou no futuro do pretérito, a colocação deverá
ser proclítica (antes do verbo).
Ambos se ajudarão durante a
preparação.
Ambos se ajudarão durante a
preparação.
Ênclise (Pronome após o verbo - REGRA GERAL) Exemplos
A ênclise é a regra geral de colocação pronominal. Sendo assim, o
pronome deverá ficar posposto ao verbo quando não ocorrer
qualquer dos casos de próclise ou mesóclise.
Dê-me boa sorte. (início de
oração)
Pegue-o para mim. (verbo no
imperativo afirmativo)
APOSTA ESTRATÉGICA
A ideia desta seção é apresentar os pontos do conteúdo que mais possuem chances de serem cobrados em
prova, considerando o histórico de questões da banca em provas de nível semelhante à nossa, bem como a
experiência do professor.
Justificativa da escolha:
A colocação pronominal é amplamente cobrada em provas de concursos por envolver domínio da
norma culta, observância das regras formais e atenção à estrutura sintática. Esse subassunto lidera
em recorrência e exige do candidato não apenas o reconhecimento da posição correta dos pronomes
oblíquos átonos, mas também a distinção entre as situações obrigatórias, facultativas e proibitivas
para o uso de ênclise, próclise e mesóclise.
Como esse assunto é cobrado em prova:
As questões frequentemente apresentam períodos em que o candidato deve julgar a correção da
colocação do pronome em relação ao verbo, com base nos elementos que atraem ou não a próclise.
Também são comuns itens de reescrita com mudança da posição do pronome, preservando ou
comprometendo a norma-padrão. Em algumas bancas, o conteúdo aparece associado à análise de
sentido ou à formalidade do enunciado.
Cuidados que o aluno deve ter:
Os principais erros decorrem da falta de domínio sobre os fatores de atração para a próclise, como
pronomes relativos, conjunções subordinativas e advérbios sem pausa. Além disso, é comum
confundir a liberdade de escolha nos casos facultativos com uso aleatório. Outro cuidado importante
é com a mesóclise, que exige futuro do presente ou do pretérito e não admite palavras atrativas
entre o pronome e o verbo.
Esquema visual da aposta estratégica (tabela detalhada):
Aspecto Detalhamento
Conteúdos mais cobrados
- Ênclise, próclise e mesóclise
- Reconhecimento de casos obrigatórios e facultativos
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- Elementos que impedem ou exigem determinadas
colocações
Como a banca cobra
- Itens que pedem julgamento da correção gramatical
- Reescritas com mudança na colocação do pronome
- Aplicação em períodos com palavras atrativas ou não
Riscos para o candidato
- Desconhecimento dos fatores de atração da próclise
- Uso incorreto da ênclise no início de frases
- Aplicação inadequada da mesóclise em tempos verbais
impróprios
Habilidades exigidas
- Identificar a posição do verbo na oração
- Reconhecer palavras atrativas e seus efeitos
- Distinguir entre casos obrigatórios e facultativos
Estratégias de estudo
- Montar quadros com os fatores de atração e proibição
- Resolver questões com foco em reescrita e correção
- Praticar com frases que envolvam tempos verbais variados
Técnicas recomendadas em
prova
- Identificar o tempo verbal antes de aplicar a mesóclise
- Verificar a existência de palavras atrativas para aplicar a
próclise
- Evitar uso de ênclise no início de frase
Fontes de treino indicadas
- Questões anteriores com análise sintática
- Listas de frases com diferentes estruturas de colocação
- Exercícios com foco em correção gramatical e norma-padrão
Conclusão da aposta estratégica:
A colocação pronominal é um conteúdo de alto valor estratégico, pois une o conhecimento
gramaticalà interpretação da estrutura sintática. Seu estudo exige atenção às regras específicas e
treino constante em frases contextualizadas. O domínio desse subassunto garante maior segurança
na análise de reescritas, correções e uso da norma culta, além de ser um diferencial competitivo
para o candidato atento à formalidade e à precisão linguística.
QUESTÕES ESTRATÉGICAS
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua
prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. A ideia, aqui, não é que você fixe o
conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, mas que você faça uma boa revisão global do
assunto a partir de, relativamente, poucas questões.
Questão 1 - Função Sintática dos Pronomes Pessoais Átonos
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CEBRASPE (CESPE) - Adv (CAU BR)/CAU BR/2024 – nível superior
As regiões metropolitanas e as grandes cidades brasileiras concentram hoje a atenção das autoridades de
gestão territorial em nível local, regional e nacional. O conhecimento da complexa realidade dessas áreas em
suas múltiplas dimensões e de modo dinâmico torna se imprescindível para geri-las de forma eficiente. Não
se trata apenas do levantamento de dados brutos, mas da proficiente manipulação e interpretação desses
dados a partir de processamentos quantitativos (matemáticos e lógicos) sobre uma base espacial, de forma
a revelar características e processos intrínsecos aos fenômenos em análise. Dito de outra forma, não basta
somente a confecção de mapas digitais coloridos ilustrando, por exemplo, a exclusão social de uma
determinada cidade por quantis, mas é fundamental que, com o auxílio de técnicas apropriadas de análise
espacial, se possam extrair tendências do padrão de manifestação da exclusão social de forma contínua no
espaço. Ou ainda, não é suficiente apenas mapear a ocorrência de crimes em um sistema georreferenciado,
mas sim estudá-los de forma dinâmica, entendendo a sua proliferação no espaço e no tempo em articulação
com inúmeras variáveis socioeconômicas e biofísicas, e como as estradas podem atuar como vetores de
expansão da criminalidade.
Nessa linha de pensamento, elaborar mapas estáticos de uso do solo urbano não mais atende às
necessidades atuais dos gestores locais, mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários
futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional. Aí reside o desafio da
geoinformação em gestão urbana e regional, que pode ser entendida como um paradigma emergente na
pesquisa multi e interdisciplinar que se dedica a explorar a extrema complexidade de problemas
socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Openshaw (2000)
argumenta que a geoinformação não se reduz ao uso de técnicas computacionais para solucionar problemas
espaciais, mas se refere, ao contrário, a uma forma totalmente nova de se fazer ciência em um contexto
geográfico.
Cláudia Maria de Almeida, Gilberto Câmara e Antonio Miguel
V. Monteiro (Org.). Geoinformação em urbanismo. Cidade
Real X Cidade Virtual. São Paulo: Oficina de Texto, 2007, p. 5
e 6. (com adaptações).
Em relação aos aspectos linguísticos do texto apresentado anteriormente, julgue o próximo item.
Em “geri-las” (segundo período do primeiro parágrafo) e em “estudá-los” (último período do primeiro
parágrafo), as formas pronominais exercem a função de complemento das formas verbais a que se ligam e
referem-se a “áreas” e a “crimes”, respectivamente.
Certo
Errado
Comentário:
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O pronome pessoal átono "-las" em "geri-las" funciona como complemento do verbo "gerir", retomando o
termo "áreas". Já o pronome "-los" em "estudá-los" complementa o verbo "estudar" e retoma "crimes". Em
ambos os casos, o pronome tem função de objeto direto dos verbos aos quais se liga.
Gabarito: CERTO
Questão 2 - Função Sintática dos Pronomes Pessoais Átonos
CEBRASPE (CESPE) - ERSPT (ANATEL)/ANATEL/Contabilidade (Ciências Contábeis)/2024 – nível superior
De todas as inovações óbvias que surgiram no século XXI, poucas são tão invisíveis como a mudança na
maneira de perceber o tempo.
O controle do tempo na comunicação até o final do século XX decorria especialmente de uma característica:
a programação. Com o controle dos meios de produção e distribuição da informação, fosse ela qual fosse, o
cenário temporal dispunha também de uma estrutura hierárquica de controle. Era possível traçar e agenciar
cronogramas complexos e prazos de entrega. O que basicamente mudou?
A comunicação não mudou. Mudaram os meios. Todos têm acesso às redes. Nelas a produção de conteúdo
é incessante. O conteúdo é produzido por todos. A estrutura não é mais regida por uma lógica de
programação, mas por uma lógica de fluxo. Nesse novo ecossistema, impera uma economia da atenção e,
sendo a atenção um recurso escasso, é preciso a todo tempo escolher algo a que dedicar a atenção e,
dedicada a atenção, devemos reagir rapidamente com as mudanças necessárias. Aqui aparecem claramente
as diferenças do tempo em um ecossistema em fluxo permanente. As mudanças também devem ser
permanentes. Isso em comunicação se traduz em não esperar mais longos prazos para dar respostas. Até o
século passado, o furo de um veículo de comunicação só poderia ser ultrapassado 24 horas depois: na
próxima edição. Hoje um furo de reportagem é imediatamente absorvido em rede, compartilhado,
respondido e repercutido por todos os concorrentes. Em uma sociedade que se comunica em fluxo, é preciso
avaliar diariamente onde estão os impedimentos e o que deve ser priorizado, e redefinir foco e estratégia. A
comunicação também passa a lidar com o provisório, com o possível e com o impermanente.
Saber como equilibrar o tempo nessa pressão imediatista é o grande desafio do século XXI. Há saberes que
só se atingem com reflexão, laços que só se formam com experiências reais compartilhadas. Saber desligar
o celular, parar de responder emails para completar uma tarefa, ler um livro inteiro e principalmente saber
conversar com os outros são habilidades cada vez mais valorizadas em uma sociedade digital, exatamente
por serem habilidades capazes de dilatar o tempo em que vivemos, formas de transformar o fluxo que
consome nossa atenção em momento no qual nós consumimos o mundo.
Margot Pavan. O tempo e a comunicação digital no século
XXI. Internet: (com
adaptações).
No que diz respeito a aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item.
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Para se evitar a repetição do termo “atenção” no sétimo período do terceiro parágrafo, seria correto e
coerente reescrever o segmento “dedicada a atenção” da seguinte forma: tendo-lhe dedicado.
Certo
Errado
Comentário:
A substituição sugerida é inadequada, pois altera a estrutura e o sentido original. "Dedicada a atenção"
expressa um estado (atenção já dedicada), enquanto "tendo-lhe dedicado" remete a uma ação anterior.
Além disso, a troca de estrutura verbal não preserva a coerência exigida pelo contexto.
Gabarito: ERRADO
Questão 3 - Função Sintática dos Pronomes Pessoais Átonos
CEBRASPE (CESPE) - OF CHAN (MRE)/MRE/2023 – nível superior
Machado de Assis viria a sofrer, no governo do presidente Prudente de Morais, o que considerou uma grave
injustiça. Julgando lhe ser agradável e querendo deixar-lhemais tempo livre para seus trabalhos literários, o
novo ministro, Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda — pai do grande tribuno parlamentar Maurício de
Lacerda e avô de Carlos Lacerda — resolveu substituir Machado de Assis na Diretoria de Viação, que então
ocupava, deixando-o como simples adido à Secretaria de Estado, percebendo os vencimentos que lhe
competissem. Machado ficou muito magoado, achando que o ministro o julgara um inútil. Queixou-se muito,
em cartas aos amigos, não se conformando em ficar de braços cruzados, ganhando o dinheiro da nação sem
trabalhar. Foi durante esse período que escreveu uma de suas obras-primas, Dom Casmurro; sempre
demonstrara, em seus romances, contos e crônicas, profunda aversão aos parasitas. E era sincero. Não
queria ser um deles. E não sossegou enquanto não voltou à atividade, embora diminuído funcionalmente:
de diretor de um departamento, passou a ser simples secretário do ministro Severino Vieira. Quando este se
demitiu, no governo de Campos Sales, para candidatar-se ao governo da Bahia, o ministro da justiça, Epitácio
Pessoa, nomeado para substituir interinamente Severino Vieira, não se deu bem com Machado de Assis.
Jovem, irrequieto, Epitácio estava então veraneando em Petrópolis. Pela manhã, atendia ao expediente da
pasta da justiça. À tarde, ia para o outro ministério, onde Machado de Assis lhe fazia minuciosas exposições
sobre cada assunto, apresentando-lhe em seguida as minutas dos despachos. Epitácio queria sempre
abreviar as exposições, a fim de não perder a barca que saía da Prainha para Mauá, no fundo da baía, de
onde, nos fins do século XIX, partia o trem para Petrópolis. Algumas vezes perdeu a barca, só tomando a
segunda e chegando à casa já em plena noite. Por isso, um dia disse a respeito de Machado: “Grande escritor,
mas péssimo secretário!”. Talvez Machado, sem o dizer, pensasse a mesma coisa de Epitácio: “Moço
inteligente, mas muito afobado para ser um bom ministro!”.
Machado passou vários anos constrangido e humilhado até encontrar, em Lauro Müller — o grande ministro
da viação que iniciou as obras do Porto do Rio de Janeiro e fez construir a Avenida Central, hoje Avenida Rio
Branco — quem lhe fizesse justiça. Lauro Müller fez Machado voltar a ser diretor.
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27
Raymundo Magalhães Jr. Machado de Assis funcionário
público. In: Revista do Serviço Público, Brasília, 56(2), abr. –
jun./2005, p. 237-248 (com adaptações).
A forma pronominal “lhe”, em “Julgando lhe ser agradável” (segundo período do primeiro parágrafo do
texto), exerce a função de
a) complemento indireto da forma verbal “Julgando”, referindo-se ao ministro Sebastião Eurico Gonçalves
de Lacerda.
b) complemento indireto da forma verbal “Julgando”, referindo-se ao presidente Prudente de Morais.
c) complemento nominal de “agradável”, referindo-se a Machado de Assis.
d) complemento nominal de “agradável”, referindo-se ao ministro Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda.
e) complemento indireto da forma verbal “Julgando”, referindo-se a Machado de Assis.
Comentário:
O pronome "lhe" exerce a função de complemento nominal do adjetivo "agradável", pois este exige
preposição (agradável a alguém). O referente do pronome é Machado de Assis, a quem se queria agradar.
Gabarito: C
Questão 4 - Colocação Pronominal
CEBRASPE (CESPE) - AJ TRF6/TRF 6/Apoio Especializado/Engenharia Civil/2025 – nível superior
Uma curiosa característica da historiografia geral, política e social foi a relativamente pequena atenção dada
à história da justiça ou, se quisermos ser mais limitados, à história do Poder Judiciário.
Pode-se levantar uma hipótese: a justiça foi percebida como um poder alheio àquilo que se chamou
comumente política a partir do século XIX, ou seja, a luta e a disputa para ocupar posições de governo, de
mando em geral e de decisão em lugar dos outros.
Uma segunda hipótese: os historiadores não se sentem à vontade com um campo muito específico, como
são o direito e o dos juristas. O direito se constitui em esfera especial e profissional à qual se tem acesso
apenas por meio de um curso universitário, enquanto a política permite acesso aos lugares de poder por
meio de eleições e não exige, pois, nenhum preparo intelectual determinado. Qualquer um do povo pode
ser político, mas nem todos podem ser juristas ou juízes profissionais.
José Reinaldo de Lima Lopes. História da justiça e do processo
no Brasil do século XIX. Curitiba: Juruá, 2017, p. 9-10 (com
adaptações).
Julgue o item a seguir, relativo ao conteúdo do texto precedente e a aspectos linguísticos a ele pertinentes.
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27
No trecho “O direito se constitui em esfera especial e profissional” (segundo período do terceiro parágrafo),
a colocação enclítica do pronome “se” prejudicaria a correção gramatical do texto.
Certo
Errado
Comentário:
A colocação enclítica do pronome “se” em “constitui-se” é adequada, pois inicia-se o período sem fator de
atração para próclise. Quando não há fator de atração, pode-se usar tanto a ênclise quanto a próclise.
Gabarito: ERRADO
Questão 5 - Colocação Pronominal
CEBRASPE (CESPE) - APC (FUNPRESP-EXE)/FUNPRESP-EXE/Administração e Planejamento/2025 – nível
superior
Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o
temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez
satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação.
Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência
deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só
notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os
nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso
mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As
horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes,
porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a
noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se
esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e
durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas
são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os
livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada
romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz
Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um
sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão
resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens,
para serem devorados pelos pesares”.
Arthur Schopenhauer. Dores do mundo. Rio de Janeiro:
Edições de Ouro – Coleção Universidade (com adaptações).
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
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27No trecho “O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a.” (oitavo período), as formas
pronominais “nos” e “a” poderiam ser ambas deslocadas para a posição proclítica, sem prejuízo da correção
gramatical do texto.
Certo
Errado
Comentário:
Tanto “dá-nos” quanto “tira-a” podem ser reescritos com próclise (“nos dá” e “a tira”) sem prejuízo da
correção gramatical, pois há flexibilidade na colocação pronominal quando não há fator de atração.
Gabarito: CERTO
Questão 6 - Colocação Pronominal
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPE TO)/MPE TO/Especializado/Letras/2024 – nível superior
Não negueis jamais ao erário, à administração, à União os seus direitos. São tão invioláveis, como quaisquer
outros. O direito dos mais miseráveis dos homens, o direito do mendigo, do escravo, do criminoso, não é
menos sagrado, perante a justiça, que o do mais alto dos poderes. Antes, com os mais miseráveis é que a
justiça deve ser mais atenta, e redobrar-se de escrúpulo, porque são os mais mal defendidos, os que suscitam
menos interesse, e os contra cujo direito conspiram a inferioridade na condição com a míngua nos recursos.
Preservai, juízes de amanhã, preservai vossas almas juvenis desses baixos e abomináveis sofismas. A ninguém
importa mais do que à magistratura fugir do medo, esquivar-se de humilhações, e não conhecer covardia.
Todo bom magistrado tem muito de heroico em si mesmo, na pureza imaculada e na plácida rigidez, que a
nada se dobre, e de nada se tenha medo, senão da outra justiça, assente, cá embaixo, na consciência das
nações, e culminante, lá em cima, no juízo divino.
Não tergiverseis com as vossas responsabilidades, por mais atribulações que vos imponham, e mais perigos
a que vos exponham. Nem receeis soberanias da terra: nem a do povo, nem a do poder. O povo é uma
torrente, que rara vez se não deixa conter pelas ações magnânimas. A intrepidez do juiz, como a bravura do
soldado, arrebata-o e o fascina.
Os poderosos que investem contra a justiça, provocam e desrespeitam tribunais, por mais que lhes espumem
contra as sentenças, quando justas, não terão, por muito tempo, a cabeça erguida em ameaça ou
desobediência diante dos magistrados, que os enfrentam com dignidade e firmeza.
Na missão do advogado também se desenvolve uma espécie de magistratura. As duas se entrelaçam,
diversas nas funções, mas idênticas no objeto e na resultante: a justiça. Com o advogado, justiça militante.
Justiça imperante, no magistrado.
Rui Barbosa. Oração aos moços. Brasília: Senado Federal,
Conselho Editorial, 2019, p. 61-63 (com adaptações).
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Considerando os recursos estilísticos e estruturais e os mecanismos de coesão e coerência do texto, julgue
o item seguinte.
O trecho “que rara vez se não deixa conter pelas ações magnânimas” (terceiro período do terceiro parágrafo)
poderia ser corretamente reescrito como que rara vez não deixa se conter pelas ações magnânimas.
Certo
Errado
Comentário:
O trecho original apresenta um caso de apossínclise, construção comum em textos antigos, em que o
pronome oblíquo átono antepõe-se à partícula negativa “não” (“se não deixa conter”). Em textos clássicos,
esse uso é frequente, como se vê, por exemplo, em Raul Pompeia e Manuel Antônio de Almeida. Na reescrita
proposta ("não deixa se conter"), há erro, pois o verbo “deixar” é causativo e, portanto, não forma locução
verbal com o verbo “conter”. Cada verbo inicia uma oração distinta, e o pronome "se" não pode iniciar a
segunda oração. Nesse caso, seriam três formas corretas possíveis: (1) manter a apossínclise (“se não deixa
conter”), (2) usar a próclise com “deixar” (“não se deixa conter”) ou (3) usar a ênclise com “conter” (“não
deixa conter-se”). A reescrita sugerida (“não deixa se conter”) não se enquadra nas colocações corretas
permitidas pela norma culta.
Gabarito: ERRADO
Questão 7 - Colocação Pronominal
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (ME TO)/MPE TO/Especializado/Letras/2024 – nível superior
A promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fez trinta anos em 2020. Por definição,
encarregou as famílias, a comunidade, a sociedade e o Estado de assegurar a proteção integral a todas as
crianças e adolescentes no Brasil, de forma articulada e interdependente. Tal articulação foi alcunhada, mais
tarde, de Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA).
A ideia de proteção integral anotada no referido estatuto encontra lastro na concepção de que todas as
pessoas com idade inferior a 18 anos ascendem à condição de sujeito de direitos, rompendo com a doutrina
sociojurídica em voga até a sua promulgação, que destinava tal grupo à intervenção do mundo adulto. Desse
novo modo, coloca-o como titular de direitos comuns a toda e qualquer pessoa humana, bem como de
direitos especiais decorrentes da condição peculiar de pessoas em processo de desenvolvimento.
O Ministério Público é essencial à proteção pretendida e, por isso, o capítulo quinto do ECA é reservado a
esse “sujeito”, que age na composição do SGDCA, atribuindo-lhe competências administrativas para
assegurar os direitos infantoadolescentes. De maneira geral, sua atuação volta-se à guarda dos interesses
sociais, ou seja, à proteção dos direitos difusos e coletivos, todos os ligados à coletividade e, também, na
defesa dos interesses individuais, desde que indisponíveis, caracterizados como direitos fundamentais, pois
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são inerentes à pessoa humana, tais como o direito à vida, à liberdade, à integridade física e psíquica, à
igualdade perante a lei, à saúde, à educação, entre outros alcançáveis por sua tutela.
Nesse contexto, a sua intervenção não se resume à via jurisdicional, mas atua em diversas frentes com a
finalidade de garantir que os direitos anunciados se tornem realidade na vida das crianças e dos
adolescentes. Age para atenuar as distorções existentes entre os protocolos consignados nas convenções
internacionais de direitos humanos, na Constituição e nas legislações infraconstitucionais, e para exigir dos
poderes públicos as medidas adequadas para que os seus objetivos sejam efetivados.
Especificamente no campo dos direitos sociais, o Ministério Público tem a obrigação de monitorá-los em seu
desdobramento, enquanto políticas públicas, entre estas, a política de educação com adjetivação de
qualidade.
José Almir do Nascimento; Luciana Rosa Marques. A
efetivação do direito à educação de qualidade como ação do
Ministério Público de Pernambuco. Internet: (com
adaptações)
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o item
seguinte.
O emprego da próclise em “se resume” (primeiro período do quarto parágrafo) justifica-se pelo emprego do
vocábulo “não”.
Certo
Errado
Comentário:
A próclise do pronome “se” em “não se resume” é obrigatória, pois a palavra “não” atrai o pronome para
antes do verbo, de acordo com a norma gramatical.
Gabarito: CERTO
Questão 8 - Colocação Pronominal
CEBRASPE (CESPE) - ERSTT (ANTT)/ANTT/"Sem Área"/2024 – nível superior
Há muitas especulações sobre qual meio de transporte teria sido “inventado” primeiro, desde o início da
evolução humana, antes mesmo do surgimento da escrita.
Referentemente a esse período, o fato é que muito pouco pode ser comprovado, o que nos deixa com
algumas hipóteses e poucas certezas.
É provável que o ser humano tenha pensado em formas de solucionar problemas como transportar sua caça
ou transpor obstáculos, mas afirmar com exatidão que isso se transformou em algum meio de transporte da
forma como conhecemoshoje é bem mais complicado.
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Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima e da oferta de alimentos. Os pés
humanos foram os primeiros responsáveis por esses deslocamentos. A melhor solução para o transporte a
partir dessa época surgiu com a domesticação de animais selvagens. O homem pode ter notado a facilidade
de lidar com determinadas espécies animais a ponto de utilizar sua força para transportar seus pertences.
Oswaldo Dias dos Santos Junior. Transportes turísticos.
Curitiba, InterSaberes, 2014, p. 20 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.
No primeiro período do terceiro parágrafo, a próclise pronominal em “se deslocava” justifica-se pelo caráter
desenvolvido da oração subordinada em que tal trecho se insere.
Certo
Errado
Comentário:
No trecho "Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima e da oferta de alimentos",
o verbo “sabemos” introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta ("que o homem pré-
histórico se deslocava..."). Em orações subordinadas desenvolvidas, introduzidas por conjunção integrante
(como "que"), a próclise é obrigatória, pois o conectivo (“que”) atua como fator de atração do pronome para
antes do verbo ("se deslocava"). A posição do pronome antes do verbo, portanto, respeita a norma
gramatical da língua portuguesa, em que a próclise ocorre pela presença de palavra atrativa (neste caso, a
conjunção integrante "que"). Assim, a colocação pronominal está correta, e a justificativa apresentada no
item também está correta.
Gabarito: CERTO
Questão 9 - Colocação Pronominal
CEBRASPE (CESPE) - Ana (BACEN)/BACEN/Economia e Finanças/2024 – nível superior
A emergência de uma grande variedade de plataformas digitais, desde o final da década de 1990, provocou
uma mudança econômica radical e uma reorganização de mercados e arranjos de trabalho. A economia de
plataforma não está apenas mudando a forma como o trabalho é realizado e remunerado. Os mercados de
trabalho também estão se transformando drasticamente, levando a uma situação em que o “emprego
padrão” é cada vez mais suplementado ou substituído por trabalho temporário “fora do padrão”, mediado
por plataformas. Em um contexto de crescente instabilidade macroeconômica, de desregulamentação das
relações de trabalho — em função do impacto disruptivo de tecnologias digitais na intermediação dessas
relações —, verifica-se a emergência de novas formas de emprego “fora do padrão”, que reforçam diversos
tipos de “flexibilidade” — temporal, espacial, gerencial e funcional, entre outras. Grande parte dessas novas
formas de emprego está vinculada à mediação de plataformas digitais, que conectam ofertantes e
demandantes de trabalho.
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As plataformas digitais facilitam a articulação entre ofertantes e demandantes de trabalho que, de outra
forma, poderiam ter dificuldades para interagir entre si, tornando arealização de transações mais eficiente
do que seria possível em relacionamentos bilaterais entre as partes, fornecendo infraestrutura e regras para
sua realização. No âmbito dessas plataformas, a correspondência (matching) entre ofertantes e
demandantes de trabalho pode ser feita de forma eficaz, por exemplo, por meio de algoritmos que diminuem
a quantidade de tempo utilizado para encontrar trabalhadores adequados para tarefas específicas, além de
oferecer a base para o controle e gerenciamento dessas tarefas.
No entanto, a força de trabalho torna-se mais vulnerável, pois as leis trabalhistas ainda se baseiam em um
antigo sistema “binário”, segundo o qual quem é empregado recebe direitos — por exemplo, aviso de
demissão ou férias pagas —, mas para quem é contratado o acesso a esses direitos tende a ser restringido.
Assim, se o modelo de plataformas de trabalho com a interveniência de uma gestão algorítmica oferece
vantagens no que se refere à flexibilidade sobre formas convencionais de organização e gestão do trabalho,
esse mesmo modelo suscita questões relevantes como a distribuição desigual de oportunidades, benefícios
e riscos entre os agentes envolvidos, bem como os possíveis custos sociais advindos de uma eventual
precarização das relações de trabalho.
Herbert P. S. de Oliveira e Jorge N. de P. Britto. Gerenciamento
e disciplina algorítmica: uma análise focalizada em
plataformas de emprego de elevada qualificação. Economia e
Sociedade, Campinas, v. 32, n.º 3 (79), 2023 (com
adaptações).
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto.
Estaria mantida a correção gramatical do quarto período do primeiro parágrafo caso a partícula “se”, em
“verifica-se”, fosse deslocada para a posição proclítica — se verifica.
Certo
Errado
Comentário:
O deslocamento sugerido (“se verifica”) romperia com a norma que determina a colocação enclítica após
vírgula. Após a vírgula, exige-se ênfase no verbo, mantendo o pronome após o verbo ("verifica-se").
Gabarito: ERRADO
Questão 10 - Colocação Pronominal
CEBRASPE (CESPE) - ACE (TCE PR)/TCE PR/Administrativa/2024 – nível superior
Uma pesquisa feita na Universidade Federal Fluminense (UFF) gerou um método para detecção de notícias
falsas, as chamadas fake news, nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial (IA). A técnica é fruto de
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um estudo do engenheiro de telecomunicações Nicollas Rodrigues, em sua dissertação de mestrado pela
universidade.
O estudante e seu orientador, Diogo Mattos, professor do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Redes de
Nova Geração da UFF, desenvolveram uma ferramenta de IA capaz de diferenciar fatos de notícias falsas, a
partir da análise de palavras e estruturas textuais, com precisão de 94%.
Isso significa que, a cada 100 notícias analisadas, a ferramenta conseguiu acertar se era fato ou boato em 94
situações. No total, foram analisadas mais de 30 mil mensagens publicadas em uma rede social na Internet.
“Testamos três metodologias e duas tiveram sucesso maior. A gente indica, no final dos resultados, a
possibilidade de utilizar ambas em conjunto(c), de forma complementar”, explica Rodrigues.
A primeira metodologia consistiu em abastecer um algoritmo com notícias verdadeiras e depois treinar o
algoritmo(d) para reconhecer essas notícias(e). Aquelas que não se encaixavam(a) no perfil aprendido eram
classificadas como fake news.
A outra abordagem é semelhante à primeira no que se refere à análise textual(b), mas, no lugar do algoritmo,
foi utilizada metodologia estatística que analisa a frequência com que determinadas palavras e combinações
de palavras aparecem nas fake news.
Os resultados do trabalho podem-se transformar em ferramentas úteis para o usuário da Internet identificar
notícias que apresentam indícios de fake news e, assim, ter cautela maior com aquela informação.
“Pode-se transformar a ferramenta em um plugin [ferramenta que apresenta recursos adicionais ao
programa principal] compatível com algumas redes sociais. E, a partir do momento em que você usa a rede
social, o plugin vai poder indicar não que a notícia é falsa, de maneira assertiva, mas que ela pode ser falsa,
de acordo com alguns parâmetros, como erros de português. Também existe a possibilidade de fazer uma
aplicação na própria Web, onde você cola o texto da notícia e essa aplicação vai te dizer se aquilo se
assemelha ou não a uma notícia falsa”, explica Rodrigues.Internet: (com adaptações).
Cada uma das próximas opções apresenta um trecho do texto seguido de uma proposta de reescrita. Assinale
a opção em que a proposta de reescrita apresentada preserva o sentido e a correção gramatical do texto,
considerando as regras de colocação pronominal.
a) “Aquelas que não se encaixavam” (segundo período do quinto parágrafo): Aquelas que não encaixavam-
se
b) “no que se refere à análise textual” (sexto parágrafo): no que remete-se à análise textual
c) ‘utilizar ambas em conjunto’ (segundo período do quarto parágrafo): utilizar elas em conjunto
d) “treinar o algoritmo” (primeiro período do quinto parágrafo): treiná-lo
e) “para reconhecer essas notícias” (primeiro período do quinto parágrafo): para reconhecerem-nas
Comentário:
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A alternativa correta é a letra D, conforme a análise a seguir:
• Letra A ("Aquelas que não se encaixavam": "Aquelas que não encaixavam-se") – Incorreto: a
palavra “não” é um advérbio que atrai o pronome para antes do verbo, o que exige próclise
obrigatória. Assim, o correto seria manter “não se encaixavam”, e não “não encaixavam-se”.
• Letra B ("no que se refere à análise textual": "no que remete-se à análise textual") – Incorreto: o
pronome relativo “que” também é palavra atrativa e obriga o uso da próclise. Portanto, o correto
seria “se remete” e não “remete-se”.
• Letra C ("utilizar ambas em conjunto": "utilizar elas em conjunto") – Incorreto:
a substituição do pronome “ambas” por “elas” compromete a referência textual. “Ambas” retoma
corretamente as duas metodologias de sucesso mencionadas no texto. Já o uso de “elas” poderia
levar o leitor a entender que seriam utilizadas as três metodologias, o que alteraria o sentido. A forma
adequada seria "utilizar essas em conjunto", para retomar corretamente as duas metodologias de
sucesso.
• Letra D ("treinar o algoritmo": "treiná-lo") – Correto: o verbo “treinar” é transitivo direto e o objeto
direto “o algoritmo” pode ser substituído corretamente pela forma pronominal “lo”, com ênclise
("treiná-lo"). A reescrita mantém a correção gramatical e o sentido original.
• Letra E ("para reconhecer essas notícias": "para reconhecerem-nas") – Incorreto:
o verbo "reconhecer" está no infinitivo impessoal, não flexionado. A forma correta seria "para
reconhecê-las", com a ênclise obrigatória ao verbo no infinitivo.
Gabarito: D
QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO
A ideia do questionário é elevar o nível da compreensão e da retenção do assunto estudado a partir de
perguntas que exigem respostas subjetivas, estimulando a conexão entre diversos pontos do conteúdo, bem
como a memorização da matéria, e, consequentemente, facilitando a resolução de questões objetivas (e
discursivas também).
PERGUNTAS
1. Diga o que são pronomes e como funciona a classificação dessa classe gramatical.
2. Qual é o critério para a divisão dos pronomes retos em oblíquos ou retos?
3. Qual é a função dos pronomes demonstrativos?
4. Como funcionam os pronomes possessivos quanto à referenciação?
5. Quais são os pronomes demonstrativos e como funcionam?
6. Quais são as características específicas do pronome relativo "cujo(a)"?
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7. Quais são as possibilidades de colocação pronominal?
8. Quais são os fatores de próclise?
9. Quando a mesóclise deve acontecer?
10. Quando ocorre ênclise?
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Diga o que são pronomes e como funciona a classificação dessa classe gramatical.
Pronomes são palavras que substituem os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso,
ou seja, a pessoa que participa da situação comunicativa. Os pronomes podem ser substantivos ou adjetivos.
Além disso, são classificados em: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos e
interrogativos.
2. Qual é o critério para a divisão dos pronomes retos em oblíquos ou retos?
Essa divisão dos pronomes (caso reto e oblíquo) é feita de acordo com a função que exercem na frase. Os
pronomes pessoais do caso reto desempenham a função de sujeito da oração e os oblíquos, a de
complemento (verbal ou nominal).
3. Qual é a função dos pronomes demonstrativos?
Classe de palavras que, substituindo ou acompanhando os nomes, indica a posição dos seres e das coisas no
espaço e no tempo em relação às pessoas gramaticais.
4. Como funcionam os pronomes possessivos quanto à referenciação?
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso e indicam a posse de alguma coisa. Por exemplo:
Meu livro está atualizado. A palavra meu indica que o livro pertence à 1ª pessoa (eu). Trata-se, pois, de um
pronome possessivo.
5. Quais são os pronomes demonstrativos e como funcionam?
Os pronomes demonstrativos são: este(s), esta(s), isto, esse(s), essa(s), isso, aquele(s), aquela(s) e aquilo.
Tais pronomes podem, substituindo ou acompanhando os nomes, indicar a posição dos seres e das coisas no
espaço e no tempo em relação às pessoas gramaticais. Exemplos:
Comprei este livro (aqui) - O pronome este indica que o livro está perto da pessoa que fala.
Estude por esse livro (aí) - O pronome esse indica que o livro está perto da pessoa com quem se fala ou
afastado da pessoa que fala.
Aquele livro me traz boas recordações - O pronome aquele indica que o livro está afastado da pessoa com
quem se fala e afastado da pessoa que fala.
Aos pronomes este, esse, aquele (variáveis) correspondem a isto, isso, aquilo (invariáveis) e são utilizados
como substitutos de substantivos.
6. Quais são as características específicas do pronome relativo "cujo(a)"?
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O pronome cujo(a) apresenta as seguintes características: concorda com o termo consequente, retoma o
termo antecedente (anáforico), traduz a ideia de posse, pode vir precedido de preposição e não aceita artigo
anteposto ou posposto.
7. Quais são as possibilidades de colocação pronominal?
A colocação dos pronomes em relação ao verbo faz parte da tríade denominada próclise (o pronome vem
antes do verbo - se refere), mesóclise (vem no meio - referer-se-á) e ênclise (vem depois do verbo - refere-
se).
8. Quais são os fatores de próclise?
Os termos destacados podem ser classificados como: palavra negativa, advérbio, pronome relativo, pronome
indefinido, pronome demonstrativo e conjunção.
9. Quando a mesóclise deve acontecer?
Sempre que o verbo estiver no em um dos tempos do futuro. Porém, se ocorrer qualquer dos casos de
próclise, ainda que o verbo esteja no futuro do presente ou no futuro do pretérito, a colocação deverá ser
proclítica (antes do verbo).
10. Quando ocorre ênclise?
A ênclise é a regra geral de colocação pronominal. Sendo assim, o pronome deverá ficar posposto ao verbo
quando não ocorrer qualquer dos casos de próclise ou mesóclise.
GABARITO
Nº Assunto Banca/Concurso/Ano Gabarito
1 Pronomes Pessoais Átonos –
Função Sintática
CEBRASPE - Adv (CAU BR) / 2024 CERTO
2 Pronomes Pessoais Átonos –
Função Sintática
CEBRASPE - ERSPT (ANATEL) / Contabilidade / 2024 ERRADO
3 Pronomes Pessoais Átonos –
Função Sintática
CEBRASPE - OF CHAN (MRE) / 2023 C
4 Colocação Pronominal CEBRASPE - AJ TRF6 / Engenharia Civil / 2025 ERRADO
5 Colocação Pronominal CEBRASPE - APC (FUNPRESP-EXE) / Administração e
Planejamento / 2025
CERTO
6 Colocação Pronominal CEBRASPE - Ana Min (MPE TO) / Letras / 2024 ERRADO
7 Colocação Pronominal CEBRASPE - Ana Min (MPE TO) / Letras / 2024 CERTO
8 Colocação PronominalCEBRASPE - ERSTT (ANTT) / 2024 CERTO
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9 Colocação Pronominal CEBRASPE - Ana (BACEN) / Economia e Finanças / 2024 ERRADO
10 Colocação Pronominal CEBRASPE - ACE (TCE PR) / Administrativa / 2024 D
BIBLIOGRAFIA
• BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática da Língua Portuguesa. 38. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 2022.
• CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. 8. ed. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 2009.
• CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro:
Lexikon, 2020.
• FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 5. ed. Curitiba:
Positivo, 2010.
• ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo:
José Olympio, 2017.
• SACCONI, Luiz Antonio. Nossa Gramática. 3. ed. São Paulo: Atual, 2007.
• Ministério da Educação. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, da Academia
Brasileira de Letras. Disponível em: https://www.academia.org.br.
• Interministerial da Língua Portuguesa. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto nº 6.583,
de 29 de setembro de 2008).
• Manual de Redação da Presidência da República. 4. ed. Brasília: Imprensa Nacional, 2022.
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